Fratura Transtrocanteriana

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Fratura Transtrocanteriana

  1. 1. Caso Clínico Fratura transtrocanteriana Preceptor da ABNS Pari Membro da Sociedade Brasileira de Quadril Membro da Sociedade Brasileira de Cirugia do Joelho Membro Internacional da AAOS - American Academy of Orthopaedic Surgeons .
  2. 2. Referência <ul><li>Rockwood and Green’s Fractures in Adults – Fifth Edition - Edited by Robert W. Bucholz and James D. Heckman - Copyright © 2001 by Lippincott Williams & Wilkins </li></ul><ul><li>Princípios AO do Tratamento de Fraturas / organizado por Thomas P. Ruedi e William M.Murphy; trad. Jacques Vissoyky. – Porto Alegre: Artmed, 2002. </li></ul>
  3. 3. Caso clínico <ul><li>PACIENTE, 72 ANOS, DO SEXO FEMININO ENCONTRADA PELOS FAMILIARES CAÍDA PELA MANHÃ EM CASA. TRAZIDA AO HOSPITAL DE COLAR CERVICAL EM PRANCHA E IMOBILIZADO POR TALA DE “CRAMER” </li></ul><ul><li>ANTECEDENTES: DIABETE MELITO CONTROLADA E CARDIOPATIA HIPERTENSIVA </li></ul><ul><li>LIBERADA PELA SOCORRISTA E PEDIDO AVALIAÇÃO DA ORTOPEDIA </li></ul>
  4. 4. Caso clínico <ul><li>EXAME FÍSICO: </li></ul><ul><ul><li>MI ENCURTADO E COM ROTAÇÃO EXTERNA IMPORTANTE, APÓS RETIRADA DA TALA METÁLICA DE TRANSPORTE. DEMAIS ARTICULAÇÕES SEM ALTERAÇÕES APARENTES AO EXAME PRELIMINAR. PALPAÇÃO DOLOROSA EM QUADRIL, MOBILIDADE PASSIVA BASTANTE DOLOROSA EM QUADRIL </li></ul></ul>
  5. 5. Raio-X
  6. 6. Raio-X Pós-operatório
  7. 7. 1 - Qual o papel inicial do Ortopedista no momento do primeiro atendimento?
  8. 8. Resposta: <ul><li>Após realizado ATLS inicial pelo cirurgião, é necessário exame físico direcionado: </li></ul><ul><ul><li>Anamnese detalhada: mecanismo de trauma </li></ul></ul><ul><ul><li>Exame neurológico básico (motor e sensitivo) </li></ul></ul><ul><ul><li>Avaliar local do trauma (articulações e ossos acima e abaixo) </li></ul></ul><ul><ul><li>Checar pulsos distais </li></ul></ul><ul><ul><li>Imobilização provisória </li></ul></ul><ul><ul><li>Classificar a fratura </li></ul></ul>
  9. 9. TRONZO <ul><li>Tipo I: Incompleta </li></ul><ul><li>Tipo II: </li></ul><ul><ul><li>Com discreto desvio </li></ul></ul><ul><ul><li>Parede posterior intacta </li></ul></ul><ul><ul><li>Pequeno fragmento do trocânter menor </li></ul></ul><ul><li>Tipo III: </li></ul><ul><ul><li>Cominutiva </li></ul></ul><ul><ul><li>Grande fragmento do pequeno trocânter </li></ul></ul><ul><ul><li>Parede posterior cominuída </li></ul></ul><ul><ul><li>Esporão do calcar desviado para o interior do canal </li></ul></ul><ul><li>Tipo IV </li></ul><ul><ul><li>Cominutiva </li></ul></ul><ul><ul><li>Afastamento dos 2 principais fragmentos </li></ul></ul><ul><ul><li>Parede posterior cominuída </li></ul></ul><ul><ul><li>Fragmento do colo desviado para fora ou medial à diáfise </li></ul></ul>
  10. 10. Classificação Tronzo <ul><li>Tipo V </li></ul><ul><ul><li>Obliqüidade reversa </li></ul></ul>Obliquidade reversa
  11. 11. EVANS <ul><li>Estabilidade </li></ul><ul><ul><li>Bom contato cortical </li></ul></ul><ul><ul><li>Sem espaço medial e posterior </li></ul></ul><ul><ul><li>Sem cominuição </li></ul></ul><ul><ul><li>Sem fratura com desvio do trocânter menor </li></ul></ul><ul><li>Instabilidade </li></ul><ul><ul><li>Obliqüidade reversa </li></ul></ul><ul><ul><li>Cominuição ou desvio dos fragmentos de fratura medial e posteriormente (s/ contato) </li></ul></ul>
  12. 12. EVANS
  13. 13. AO - ASIF <ul><li>31-A1 </li></ul><ul><li>31-A2 </li></ul><ul><li>31-A3 </li></ul>
  14. 14. 2 – Quais os exames complementares pediria?
  15. 15. Resposta: <ul><li>Necessário pedir Raio-X de bacia AP e quadril D AP + Perfil sob tração </li></ul><ul><li>Internação e exames pré-operatórios: </li></ul><ul><ul><li>Hemograma completo </li></ul></ul><ul><ul><li>Coagulograma completo </li></ul></ul><ul><ul><li>Na/K </li></ul></ul><ul><ul><li>Glicemia jejum </li></ul></ul><ul><ul><li>U/Cr </li></ul></ul><ul><ul><li>ECG </li></ul></ul><ul><ul><li>Rx tórax </li></ul></ul>
  16. 16. 3 – Qual o “timing” para o procedimento cirúrgico e qual o seu protocolo para prevenção da TVP?
  17. 17. Resposta <ul><li>Indicação cirúrgica </li></ul><ul><li>Cirurgia assim que der tempo de jejum e resultados de exames prontos - tentar compensar um paciente com alguma alteracao e perder tempo - a fratura e a grande causa de descompensacao a ser corrigida </li></ul><ul><ul><li>24hs (Rockwood) </li></ul></ul><ul><li>Anti-coagulante: </li></ul><ul><ul><li>Heparina de baixo peso molecular iniciada na 6 a hora PO até 14 o dia PO </li></ul></ul>
  18. 18. <ul><li>4 – Quais os métodos de osteossíntese? </li></ul>
  19. 19. Resposta <ul><li>PFN </li></ul><ul><li>DHS </li></ul><ul><li>Ender </li></ul><ul><li>Gamma-nail </li></ul>
  20. 20. PFN <ul><li>Video PFN </li></ul>
  21. 21. Um pouco de pole mica… <ul><li>Ainda e possivel usar Ender? </li></ul><ul><li>As hastes flexíveis de Ender foram desenvolvidas inicialmente para fraturas trans </li></ul><ul><li>Se usadas corretamente - todo o canal femoral em fraturas estáveis - não neste caso - e uma opção barata, fácil tecnicamente, causa mínima agressão de partes moles, e mínima perda sanguínea </li></ul>
  22. 22. <ul><li>5 – Quais as principais complicações do tratamento? </li></ul>
  23. 23. Resposta <ul><li>Mortalidade </li></ul><ul><li>Infecções: </li></ul><ul><ul><li>Superficial precoce </li></ul></ul><ul><ul><li>Profunda precoce </li></ul></ul><ul><ul><li>tardia c/ comprometimento articular </li></ul></ul><ul><ul><li>tardia s/ comprometimento articular </li></ul></ul><ul><li>Falhas mecânicas e técnicas </li></ul><ul><ul><li>Consolidacao em varo - esta e uma das piores - encurta o membro e deixa paciente com marcha de Trendelemburg. E muito insatisfeito… </li></ul></ul><ul><ul><li>Penetração articular do implante e deformidade rotacional </li></ul></ul><ul><ul><li>necrose asséptica </li></ul></ul>

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