Assedio moral

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Assedio moral

  1. 1. ETICA PROFISSIONAL Prof.ª Ana Silvia Oliveira EQUIPE: ANNE FERRO ASTREIA GAMA ELIELBA CHAPERMANN ISABELE SANTOS
  2. 2. O assédio moral é toda e qualquer conduta abusiva (gesto, palavra, comportamento, atitude) que atente, por sua repetição ou sistematização, contra a dignidade ou a integridade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho.
  3. 3. assédio vertical – é praticado pelo servidor hierarquicamente superior (chefe) para com os seus subordinados; assédio horizontal – é praticado entre colegas de serviço de mesmo nível hierárquico; assédio ascendente – é praticado pelo subordinado que possui os conhecimentos práticos inerentes ao processo produtivo sobre o chefe.
  4. 4. •Retirar da vítima a autonomia; •Não lhe transmitir mais as informações úteis para a realização de tarefas; •Contestar sistematicamente todas as suas decisões; •Criticar seu trabalho de forma injusta ou exagerada; •Privá-la de acesso aos instrumentos de trabalho: fax, telefone, computador, mesa, cadeira, entre outros; •Retirar o trabalho que normalmente lhe compete; •Dar-lhes permanentemente novas tarefas; •Atribuir-lhe proposital e sistematicamente tarefas superiores às suas competências; •Pressioná-la para que não faça valer seus direitos (férias, horários, prêmios); •Agir de modo a impedir que obtenha promoção; •Atribuir à vítima, contra a vontade dela, trabalhos perigosos; •Atribuir à vítima tarefas incompatíveis com sua saúde; •Causar danos morais, psicológicos, físicos entre outros, em seu local de trabalho; •Dar-lhe deliberadamente instruções impossíveis de executar; •Não levar em conta recomendações de ordem médica indicadas pelo médico do trabalho; •Induzir a vítima ao erro; •Controlar suas idas ao médico; •Advertir a vítima em razão de atestados médicos ou de reclamação de direitos; •Contar o tempo de permanência ou limitar o número de vezes em que o trabalhador vai ao banheiro.
  5. 5. •A vítima é interrompida constantemente; •Os superiores hierárquicos ou colegas não dialogam com a vítima; •A comunicação com a vítima passa a ser unicamente por escrito; •Recusa de todo contato com a vítima, mesmo o visual; •A pessoa é posta separada dos outros; •Ignorar a presença do trabalhador, dirigindo-se apenas aos outros; •Proibir os colegas de falarem com o trabalhador; •Não deixar a pessoa falar com ninguém; •A direção recusa qualquer pedido de entrevista; •Não repassar o trabalho, deixando o trabalhador ocioso.
  6. 6. Utilização de insinuações desdenhosas para desqualificá-la; •Realização de gestos de desprezo diante dela (suspiros, olhares desdenhosos, levantar de ombros); •A pessoa é desacreditada diante dos colegas, superiores e subordinados; •São propagados rumores a respeito do trabalhador; •São atribuídos problemas psicológicos (por exemplo: afirmações de que a pessoa é doente mental); •Zombaria sobre deficiências físicas ou sobre aspectos físicos; a pessoa é imitada ou caricaturada; •Críticas à vida privada do trabalhador; •Zombarias quanto à origem ou nacionalidade; •Provocação quanto as suas crenças religiosas ou convicções políticas; •Atribuição de tarefas humilhantes; •São dirigidas injúrias com termos obscenos ou degradantes.
  7. 7. •Ameaças de violência física; •Agressões físicas, mesmo que de leve, a vítima é empurrada, tem a porta fechada em sua face; •Somente falam com a pessoa aos gritos; •Invasão da vida privada com ligações telefônicas ou cartas; •A vítima é seguida na rua, inclusive, em vários casos é espionada diante do domicílio; •São feitos estragos em seu automóvel; •A pessoa é assediada ou agredida sexualmente (gestos ou propostas); •Os problemas de saúde da pessoa não são considerados; •O assediado somente é agredido quando está a sós com o assediador.
  8. 8. •Você é mesmo difícil... Não consegue aprender as coisas mais simples! Até uma criança faz isso... e só você não consegue! •É melhor você desistir! É muito difícil e isso é pra quem tem garra!! Não é para gente como você! •Não quer trabalhar... fique em casa! Lugar de doente é em casa! Quer ficar folgando... descansando.... de férias pra dormir até mais tarde.... •A empresa não é lugar para doente. Aqui você só atrapalha! •Se você não quer trabalhar... por que não dá o lugar pra outro? •Teu filho vai colocar comida em sua casa? Não pode sair! Escolha: ou trabalho ou toma conta do filho! •Lugar de doente é no hospital... Aqui é pra trabalhar. •Ou você trabalha ou você vai a médico. É pegar ou largar... não preciso de funcionário indeciso como você! •Pessoas como você... Está cheio aí fora! •Você é mole... frouxo... Se você não tem capacidade para trabalhar... Então porque não fica em casa? Vá pra casa lavar roupa! •Não posso ficar com você! A empresa precisa de quem dá produção! E você só atrapalha! •Reconheço que foi acidente... mas você tem de continuar trabalhando! Você não pode ir a médico! O que interessa é a produção!
  9. 9. •É melhor você pedir demissão... Você está doente... está indo muito a médicos! •Para que você foi a médico? Que frescura é essa? Tá com frescura? Se quiser ir pra casa de dia... tem de trabalhar à noite! •Se não pode pegar peso... dizem piadinhas "Ah... tá muito bom para você! Trabalhar até às duas e ir para casa. Eu também quero essa doença!" •Não existe lugar aqui pra quem não quer trabalhar! •Se você ficar pedindo saída eu vou ter de transferir você de empresa... de posto de trabalho... de horário... •Seu trabalho é ótimo, maravilhoso... mas a empresa neste momento não precisa de você! •Como você pode ter um currículo tão extenso e não consegue fazer essa coisa tão simples? •Você me enganou com seu currículo... Não sabe fazer metade do que colocou no papel. •Vou ter de arranjar alguém que tenha uma memória boa, pra trabalhar comigo, porque você... Esquece tudo! •A empresa não precisa de incompetente igual a você! •Ela faz confusão com tudo... É muito encrenqueira! É histérica! É mal casada! Não dormiu bem... é falta de ferro! •Vamos ver que brigou com o marido!
  10. 10. Entrevistas realizadas com 870 homens e mulheres vítimas de opressão no ambiente profissional revelam como cada sexo reage a essa situação (em porcentagem) SINTOMAS MULHERES HOMENS Crise de choro 100 --- Dores generalizadas 80 80 Palpitações ,tremores 80 40 Sentimento inutilidade 72 40 Insônia ou sonolência excessiva 69,6 63,6 Depressão 60 70 Diminuição do libido 60 15 Sede de vingança 50 100 Aumento da pressão arterial 40 51,6 Dor de cabeça 40 33,2 Distúrbios digestivos 40 15 Tonturas 22,3 3,2 Ideia de suicídio 16,2 100 Falta de apetite 13,6 2,1 Falta de ar 10 30 Passar a beber 5 63 Tentativa de suicídio --- 18,3 Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000.
  11. 11. • Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário). • Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor. • Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa. • Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical. • Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo. • Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador). • Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo. • Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da autoestima, dignidade, identidade e cidadania. Importante: Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. Você poderá ser "a próxima vítima" e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!
  12. 12. •Sua missão é "enxugar" o mais rápido possível a "máquina", demitindo indiscriminadamente os trabalhadores/as. •Refere-se às demissões como a "grande realização da sua vida". •Humilha com cautela, reservadamente. •As testemunhas, quando existem, são seus superiores, mostrando sua habilidade em "esmagar" elegantemente.
  13. 13. •É aquele chefe que bajula o patrão e não larga os subordinados. •Persegue e controla cada um com "mão de ferro". •É uma espécie de capataz moderno. •É o chefe agressivo, violento e perverso em palavras e atos. •Demite friamente e humilha por prazer.
  14. 14. •Aproxima-se dos trabalhadores/as e mostra-se sensível aos problemas particulares de cada um, independente se intra ou extra-muros. •Na primeira "oportunidade", utiliza estes mesmos problemas contra o trabalhador, para rebaixá-lo, afastá-lo do grupo, demiti-lo ou exigir produtividade. •É o chefe brusco, grotesco. •Implanta as normas sem pensar e todos devem obedecer sem reclamar. •Sempre está com a razão. •Seu tipo é: "eu mando e você obedece".
  15. 15. •Esconde sua incapacidade com atitudes grosseiras e necessita de público que assista seu ato para sentir- se respeitado e temido por todos. •É o chefe que não conhece bem o seu trabalho, mas vive contando vantagens e não admite que seu subordinado saiba mais do que ele. •Submete-o a situações vexatórias, como por exemplo: colocá-lo para realizar tarefas acima do seu conhecimento ou inferior à sua função.
  16. 16. •"Ta se achando“. •Confuso e inseguro. •Esconde seu desconhecimento com ordens contraditórias: começa projetos novos, para no dia seguinte modificá-los. •Exige relatórios diários que não serão utilizados. •Não sabe o que fazer com as demandas dos seus superiores. •Se algum projeto é elogiado pelos superiores, colhe os louros. •Em caso contrário, responsabiliza a "incompetência" dos seus subordinados. Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000.
  17. 17. “Toda vez que alguém apresenta atestado médico para a empresa, a encarregada vira um bicho, chega a nos chamar de trapaceiras, sem- vergonhas, bicho, ameaçando até chamar a polícia. Algumas, só de ouvir o nome dessa chefe, chegam a sentir calafrios, tontura, pavor, etc.” (Z.S. - Rio do Sul) “Na empresa eles têm costume de acusar as funcionárias de roubo de algumas coisas como, por exemplo, coisas que faltam na cozinha, na bolsa das chefes, etc, o que não é verdade. Várias pessoas que saíram da empresa, saíram por esse motivo.” Na mesma empresa, as trabalhadoras recentemente tiveram que passar por uma revista para ver quais delas estavam menstruadas, por causa de uma mancha de sangue no vaso sanitário do banheiro. “Como era dia de encerramento e de revelação do amigo secreto, eles fizeram uma reunião antes e o patrão falou que, da próxima vez que isso acontecesse, ele mesmo iria revistar e saber quem era a relaxada que tinha feito isso. (...) Que sentiria vergonha e nojo se tivesse uma mulher assim.” (S.N.C. - Chapecó)
  18. 18. Comunicado do superintendente de uma agência: “A equipe é desqualificada para a magnitude das metas”; “Melhor transformar a agência em lotérica”. Um outro administrador chegou a colocar rodas atrás das cadeiras dos empregados que não atingiram as metas traçadas. O objetivo foi intimidar os empregados, dando lhes o rótulo de “roda presa”. (bancários do MS e PR) “Você se situa no mundo pensando ‘eu sou uma jornalista, eu sou uma psicóloga, eu sou uma faxineira, eu faço determinado tipo de trabalho’. Quando você é humilhado, assediado moralmente, cada vez que vai e volta de um afastamento médico, vai perdendo essa identidade. Todo dia lhe mudam de setor ou lhe dão tarefas que não têm a ver com o seu serviço. Você chega no seu trabalho e não sabe o que vai fazer hoje. Isso dá uma sensação de incapacidade muito grande. Aos poucos os seus próprios colegas tendem a ignorá-lo. Você se sente mal e sai. Quando volta, parece um fantasma no meio daquelas pessoas que estão fazendo as suas tarefas.” (psicóloga do trabalho Teresinha Martins dos Santos Souza/ SP).
  19. 19. “Por economia, a empresa não contratou mais ninguém e nos obrigou a trabalhar em dobro. Nós tínhamos 28 segundos para atender um cliente quando ele solicitava a informação.De uma hora para outra a empresa passou para 18 segundos. Todos os dias o supervisor mostrava um relatório do dia anterior e dizia que não estávamos no perfil da empresa por que nosso tempo médio de operação não ficava na média dos 18 segundos e que até o final do mês nós tínhamos que recuperar o tempo perdido com a nossa lerdeza.” (S. A. - Florianópolis) “O mais comum para quem trabalha no comércio é o patrão mandar a gente bater o ponto no final do dia e continuar trabalhando e essas horas extras a gente nunca consegue receber. Se não fizemos isso, eles vão lá no computador e alteram. O pior é que nem podemos dizer que não vamos fazer hora extra por que se não somos demitidos.” (LMN - Florianópolis)
  20. 20. SERGIPE  Ministério da Saúde  Coordenadorias Estaduais de Saúde do Trabalhador  Coordenadoria de Saúde do Trabalhador - Divisão vigilância Sanitária - Centro de Estudo de Saúde do Trabalhador - Secretaria de Estudos da Saúde do Trabalhador Rua Urquiza Leal, 617 - Salgado Filho Aracaju - SE CEP: 49020-490 Fone: (79) 246-5236 Fone/fax: (79) 211-9133 E-mail: sesdvs@prodase.com.br  Delegacia Regional do Trabalho  Núcleo de Combate à Discriminação no Trabalho Rua Itabaianinha, 164 - Centro Aracaju - SE CEP: 49010-190 Fone: (79) 211-7390 Fax: (79) 211-7390 Assédio Moral é Crime. Denuncie !
  21. 21. www.assediomoral.org/ www.saude.gov.br/bvs Disponível em: Acesso em 27 jan. 2014 ( adaptado).

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