O slideshow foi denunciado.
Utilizamos seu perfil e dados de atividades no LinkedIn para personalizar e exibir anúncios mais relevantes. Altere suas preferências de anúncios quando desejar.

Avaliação gestão e educação básica - Vanda Mendes

8 visualizações

Publicada em

I Seminário Brasileiro sobre Implementação de Políticas Públicas.

Publicada em: Governo e ONGs
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Avaliação gestão e educação básica - Vanda Mendes

  1. 1. Vanda Mendes RibeiroVanda Mendes Ribeiro Universidade Cidade de São PauloUniversidade Cidade de São Paulo Professora do Mestrado em EducaçãoProfessora do Mestrado em Educação Professora do Mestrado Formação de Gestores EducacionaisProfessora do Mestrado Formação de Gestores Educacionais vandaribeiro2@gmail.comvandaribeiro2@gmail.com
  2. 2. Após Constituição de 1988 e LDB/1996: Estado frente à necessidade de construção da capacidade de fazer educação para todos - Educação Básica como Direito Obrigatório e Subjetivo. Desafios. Momento de ampliação de investimentos/Fundeb. Nova conjuntura política menos favorável ao fortalecimento do Estado enquanto protetor social.
  3. 3. EDUCAÇÃO BÁSICA. AVALIAÇÃO EM SALA DE AULA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DA ESCOLA – Indicadores da Qualidade da Educação AVALIAÇÃO DO SISTEMA – Avaliação Externa em Larga Escala
  4. 4. AVALIAÇÃO EM SALA DE AULA Fortemente relacionada à produção da desigualdade escolar (CRAHAY, 2000; 2013) Classificação que discrimina, gera reprovação e baixa aprendizagem, com larga desvantagem para meninos, negros, pobres, moradores de territórios mais vulneráveis das grandes cidades (ERNICA; BATISTA, 2012; ALVES; ORTIGÃO; FRANCO, 2007; MACHADO; GONZAGA, 2007; OLIVEIRA, 2013; LOUZANO, 2013).
  5. 5. Professores continuam acreditando na prática da reprovação (BORAITA; MARCOUX, 2013; DRAELANTS, 2008). Crenças e conhecimento (CRAHAY ET AL, 2016). Conhecimento de pesquisas sobre os efeitos da reprovação estão correlacionadas a crenças contrárias à reprovação (engajamento) (RIBEIRO ET AL, 2018; CRAHAY, MARBAISE, ISSAIEVA ,2013; CRAHAY, ISSAIEVA, MONSEUR, 2014). Pesquisa que investigue relações entre crenças que se reportam à discriminação de raça e gênero e conhecimento sobre suas repercussões sobre os alunos. Avaliação formativa: quando retroalimenta a prática pedagógica - correlacionada à equidade (CRAHAY, 2000; 2013). AVALIAÇÃO EM SALA DE AULA
  6. 6. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL – Indicadores Qualidade da Educação  Estudo dos usos - 3 secretarias estaduais e 6 municipais (RIBEIRO; GUSMÃO, 2010)  Percepção do sentido formativo da avaliação.  Explicitação de conflitos e fortalecimento dos mecanismos de negociação e de comunicação.  Quando usado em toda a rede,  Relações mais próximas e confiáveis (entre secretaria e escolas) e percepção de possibilidades de ação autônoma – fundamental para a implementação de PPE.  Distribuição de materiais na rede de modo equitativo.
  7. 7.  Estudo de 103 planos de ação advindos do uso do Indicadores (RIBEIRO, GUSMÃO, 2011).  As comunidades escolares têm conhecimentos a serem mobilizados.  Há menos conhecimento consolidado sobre Violência e conflitos. Prática Pedagógica. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL – Indicadores da Qualidade na Educação
  8. 8. AVALIAÇÃO DE SISTEMA – AVALIAÇÃO EXTERNA EM LARGA ESCALA INEP, 2018.
  9. 9. AVALIAÇÃO DE SISTEMA – AVALIAÇÃO EXTERNA EM LARGA ESCALA  Seu objetivo maior seria favorecer a correção das políticas no que tange às desigualdades educacionais. (SOUZA, 2000).  Dois focos:  1) resultados dos sistemas, habilidades e competências adquiridas pelos alunos (lado mais visível atualmente, no país).  2) condições oferecidas para alcançar esses resultados (criação, pelo Inep, de indicadores de nível socioeconômico e de complexidade da gestão, 2013).
  10. 10. AVALIAÇÃO DE SISTEMA – AVALIAÇÃO EXTERNA E GESTÃO NOS ESTADOS Cenpec (2015) - compreender os documentos curriculares do ensino fundamental 2 e sua concretização nos estados brasileiros Forte renovação dos documentos curriculares entre 2009 e 2014. Busca de uma maior definição e detalhamento do que se deve ensinar e aprender. Padronização dos processos curriculares em busca de padrões de qualidade.
  11. 11. AVALIAÇÃO DE SISTEMA – AVALIAÇÃO EXTERNA E GESTÃO NOS ESTADOS Atrelamento entre currículo, avaliação externa, formação docente e estratégias de gestão. Nova concepção da ação docente: rumo ao professor que age segundo uma estrutura explícita. Evidências de consolidação de um novo modelo de regulação – estratégias do modelo burocrático e do pós-burocrático (BARROSO, 2005; MAROY, 2011). O objetivo desse novo modelo seria “organizar”, “apoiar”, “controlar” o processo de ensino e
  12. 12. AVALIAÇÃO DE SISTEMA – AVALIAÇÃO EXTERNA E GESTÃO NOS MUNICÍPIOS Survey - 4.309 municípios: instrumento de gestão educacional nas municipalidades (BAUER ET AL, 2015). 90% aderem à Prova Brasil; 67% aderem também a avaliações externas dos governos estaduais; 37% possuem avaliações externas próprias e outras 21% pretendem tê-las. Meio de diagnóstico do desempenho, de monitoramento do cumprimento do currículo, do ensino, da evolução dos resultados dos alunos, de apoio à formação dos professores, subsídio para elaboração de material didático, incentivos (RIBEIRO, 2012; GUSMÃO; RIBEIRO, 2017; SOUSA, PIMENTA, MACHADO, 2012; ALAVARSE, MACHADO E BRAVO, 2013; WERLE, THUM, ANDRADE, 2009; BONAMINO,
  13. 13. Comunidades escolares - dificuldade de solucionar problemas essenciais - apoio das Secretarias e outras instâncias. O novo modelo de regulação - um maior controle do Estado no que tange a dimensões relevantes para a diminuição da desigualdade: formação dos professores (SIMIELLE; 2015; HAMMOND-DARLING, 2015); cumprimento do currículo (RIBEIRO, 2012; CRAHAY, 2000); monitoramento do ensino e aprendizagem – “sistema de pilotagem” (CRAHAY, 2000; 2013).
  14. 14.  O modelo se choca com a precariedade das condições de trabalho, sobrecarga de trabalho, tamanho das redes, falta de profissionais no chão da escola, professores temporários, dentre outras.  Estudo de Alves, Soares e Xavier (2016) mostra que, no ensino fundamental 1, a desigualdade foi ampliada no Brasil entre 2005 e 2015.  Nosso contexto, naturalmente, no processo de implementação de políticas, “inadequado”, seria por demais precário para deixar que mudanças cheguem de fato à sala de aula?  Estudo de Alves e Silva (2013) denota a relevância das condições de infraestrutura para as oportunidades educacionais no Brasil.
  15. 15.  Estudo sobre Ceará - evolução das médias na presença de ampliação da equidade nos anos iniciais do ensino fundamental, Paic sendo responsável por parte desse resultado (KASMIRSKI; GUSMÃO; RIBEIRO, 2017).  Outros estudos desse caso, pois confirmando-se o resultado acima - frente à concretização do modelo de regulação acima mencionado, com sucesso.  O sucesso é medido pela qualidade, como medida de desempenho dos alunos, na presença de baixa reprovação e evasão e equidade, enquanto distribuição justa do conhecimento esperado em Matemática e LP.  Seria necessário pesquisas para verificar, nesse caso, outras dimensões da aprendizagem.
  16. 16. Dada a relevância que assume a questão das condições de trabalho e de infraestrutura para a eficiência de uma regulação voltada para a melhoria dos padrões de qualidade (e equidade) no país, o atual contexto de falta de recursos se coloca como grande limite. Seria importante dar continuidade ao processo de investimento em indicadores de condições de funcionamento da educação básica (Inep). Dada a dificuldade de consecução da equidade, o incentivo de políticas por meio de médias, que escondem dos gestores, as desigualdades, deveria ser objeto de revisão.
  17. 17.  CENPEC. Currículos para os anos finais do ensino fundamental: concepções, modos de implantação e usos: relatório final. 2015 (mimeo).  CRAHAY, Marcel et al. Funções, estruturação e evolução das crenças (e conhecimentos) dos professores. Cadernos Cenpec | Nova série, [S.l.], v. 6, n. 2, june 2017.  Ribeiro, Vera Masagão, Ribeiro, Vanda Mendes and Gusmão, Joana Buarque de Indicadores de qualidade para a mobilização da escola. Caderno de Pesquisa, Abr 2005.  Ribeiro, Vanda Mendes and Gusmão, Joana Borges Buarque de Uma leitura dos usos dos indicadores da qualidade na educação. Caderno de Pesquisa,, vol.40, no.141, 2010.  Ribeiro, Vanda Mendes et al. Crenças de professores sobre reprovação escolar . Educação em Revista, vol.34, 2018.

×