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Apresentacao gestao da mudança enap

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Gestão da Mudança Estratégica na Administração Pública foi tema de seminário promovido pela Enap

Publicada em: Governo e ONGs
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Apresentacao gestao da mudança enap

  1. 1. Gestão da Mudança Prof. Carlos Xavier www.facebook.com/professorcarlosxavier Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 1
  2. 2. Gestão da Mudança • O que é mudança organizacional? • Você gosta de mudanças na sua vida? • Razões internas para a mudança organizacional: – Natureza da força de trabalho – Novas estratégias e objetivos; – etc;. • Razões externas para a mudança organizacional: – Mudanças nas demandas dos clientes; – Restrições ambientais externas – Etc. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 2
  3. 3. Gestão da Mudança • A mudança e adaptabilidade da organização são necessários, pois o ambiente está em constante mudança. – Homeostase dinâmica! • Uma organização que muda o tempo todo é tão vulnerável quanto uma organização muito estável! – Enquanto a primeira não consegue consolidar competências a última não consegue adaptá-las ao ambiente! – “Mudar para ser o mesmo, só que melhor” – Propaganda do Casa Park. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 3
  4. 4. Gestão da Mudança • Numa perspectiva contingencial, é a escassez de realização ou baixa performance que provocam a mudança = necessidade de adaptação! • Maior parte dos modelos teóricos: – Equilíbrio – desequilíbrio – equilíbrio • Principais paradigmas para a mudança: – Emergente (organização como processo) x planejada (organização como coisa) – Revolucionária x incremental / evolucionária Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 4
  5. 5. Gestão da Mudança • Mudança emergente (Baseado em Cunha e Rego, 2010): – Disponibilidade para a mudança; – Facilita a adesão; – Improvisação com flexibilidade para obter resultados; – Facilita a aprendizagem; – Acumulação lenta da mudança; – Mais apropriada a exploração de oportunidades do que como resposta à ameaças; – É mais difusa e operacional; – Não questiona o status quo, limita-se apenas às práticas e tecnologias adotadas. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 5
  6. 6. Gestão da Mudança • Mudança planejada (Baseado em Cunha e Rego, 2010): – Focaliza a atenção nos objetivos; – Alinhada com a distribuição de poder e responsabilidades; – Possui aparente racionalidade; – Permite análise comparativa de alternativas; – Fácil de explicitar e transmitir; – O planejado nem sempre é implementado – A informação pode ser assimétrica – Melhor para enfrentar ameaças do que para aproveitar oportunidades; – Pode induzir práticas de outros contextos, mas com baixa aplicabilidade; – Pode ser formulada por gestores que desconhecem o dia a dia.Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 6
  7. 7. Gestão da Mudança • Uma alternativa de mudança integrada – Estruturas voltadas para a mudança planejada (visão), mas que incorporam mudanças emergentes (descentralização); – Mudanças radicais podem surgir de forma incremental! – O Jazz organizacional, o improviso. • Mudança taoista (REGO; CUNHA, 2006, apud CUNHA;REGO, 2010): – Excesso de mudança planejada sem componente emergente gera o desinteresse da base. – Excesso de mudança emergente sem compornente planejado gera desnorte e confusão. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 7
  8. 8. Gestão da Mudança • O “agente de mudança” é o responsável pela promoção da mudança. Pode ser um executivo, funcionário ou consultor, interno ou externo. Há vantagens e desvantagens em cada caso... • O papel do agente de mudanças: – Gerar debates abertos sobre as mudanças; – Aumentar a participação dos indivíduos na mudança; – Convencer sobre a desejabilidade da mudança; – Coordenar a relação entre os principais elementos da mudança nas organizações: • Estrutura • Tecnologia • Pessoas • Arranjo físico Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 8
  9. 9. Gestão da Mudança • A mudança: – É verificável de forma empírica pelas diferenças, ao longo do tempo, em uma ou mais dimensões da organização. – Normalmente parte de: • Pressão endógena ou exógena; • Reconhecimento da necessidade de mudança pelos gestores e comprometimento pelos membros da organização; • Definição do conteúdo e do plano (para estrutura, tarefas, tecnologia, comportamentos, cultura, etc.); • Escolha do processo de mudança • Avaliação da mudança com possibilidade de reinício do processo. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 9
  10. 10. Gestão da Mudança • Pressões para mudanças (Bilhim, 2010): – Pressões exógenas: • O cliente e seu poder negocial • Os concorrentes • Os fornecedores • A tecnologia – Pressões endógenas: • Sistema técnico (estrutura, normas, regulamentos); • Sistema social (grupos de pressão, clima) • Desempenho (qualidade, retorno, etc) Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 10
  11. 11. Gestão da Mudança • Outras forças incentivadoras das mudanças (Robbins, 2009): – Natureza da força de trabalho; – Tecnologia e seus impactos; – Choques econômicos; – Competição; – Tendências sociais; – Política internacional. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 11
  12. 12. Gestão da Mudança • Robbins (2009), fala ainda em elementos que geram resistência à mudança. • Fontes individuais de resistência às mudanças: – Hábitos; – Segurança; – Fatores econômicos; – Medo do desconhecido; – Processamento informacional seletivo; • Mas também existem fontes organizacionais de resistência... Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 12
  13. 13. Gestão da Mudança • Fontes organizacionais de resistência às mudanças: – Inércia estrutural; – Foco limitado de mudança; – Inércia de grupo; – Ameaça à especialização; – Ameaça às relações de poder. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 13
  14. 14. Gestão da Mudança Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 14
  15. 15. Gestão da Mudança • Algumas formas de superar as resistências (Robbins, 2010): – Educação e comunicação; – Participação; – Apoio e comprometimento; – Desenvolvimento de relações positivas; – Implementação de forma justa; – Manipulação e cooptação; – Seleção de pessoas abertas às mudanças; – Coerção. • A necessidade de uma visão convincente e percebida como realizável! • Uma grande resistência a ser vencida: a dos líderes da mudança! Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 15
  16. 16. Gestão da Mudança • Harvey-Jones (1988) afirma que “gerir é mudar e manter uma alta taxa de mudanças”. Para ele: – A mudança parte de uma insatisfação com o presente e é bloqueada pelo medo do desconhecido e do futuro; – É preciso estar consciente da necessidade de mudar e dos seus riscos; – Pequenas ações são fundamentais para catalizar o processo de mudança; – Não devem haver questionamentos sobre se haverá mudanças, mas sobre quando a mudança começou. • Organizações descentralizadas tendem a mudar mmais, e com mais frequência (Hage e Aikenm apud Bilhim, 2010)! Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 16
  17. 17. Gestão da Mudança • A eficácia da mudança passa por (Pettigrew e Whipp, 1991, apud Bilhim 2010): – Construção de um clima receptivo à mudança (o que implica justificar a razão pela qual esta é necessária); – Construção da capacidade de mudar (antes de introduzir a mudança); – Estabelecimento de uma agenda de mudança (com direção do negócio, visão necessária e valores implícitos); – Transformação de intenções em ação; – Atribuição de responsabilidades pela mudança; – Ajustamento da função compensação, remuneração e comunicação Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 17
  18. 18. Gestão da Mudança • Para Quinn (1996), a mudança envolve assumir riscos e perder certo controle, passando por: 1)iniciação; 2)incerteza; 3)transformação; 4) Rotina. • Para Kurt Lewin (1951), o processo de mudança acontece em três etapas: – Descongelamento: o status quo é questionado e posto em xeque. É preciso sensibilizar para a mudança! – Mudança: Novos valores, praticas, paradigmas, etc., são postos em prática, gerando instabilidade em relação à situação anterior. – Recongelamento: é quando a mudança atinge seu objetivo e é consolidada em um novo status quo. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 18
  19. 19. Gestão da Mudança • O modelo de Kotter amplia as etapas de Kurt Lewin para 8: 1. Estabelecimento de um sentido de urgência através de uma razão convincente para a mudança (descongelamento); 2. Formação de uma coalizão de forças para liderar a mudança (descongelamento); 3. Criação de uma visão que servirá de norte para a mudança (descongelamento); 4. Comunicação da visão para os membros da organização (descongelamento); 5. Dar autonomia aos membros da organização para buscar a visão – removendo as forças restritivas e incentivando as propulsoras (mudança); Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 19
  20. 20. Gestão da Mudança • O modelo de Kotter amplia as etapas (...): 6. Planejar, criar e recompensar as vitórias obtidas no caminho para atingimento da visão (mudança); 7. Fazer os ajustes necessários, reavaliar as mudanças e consolidar as melhorias rumo à visão (mudança); 8. Reforçar as mudanças para a sua consolidação, mediante o estabelecimento de relacionamentos de causa e efeito entre os novos comportamentos que surgem como consequência da mudança e o sucesso organizacional obtidos (recongelamento). Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 20
  21. 21. Gestão da Mudança • Para Donaldson (1995), a mudança e adaptação da organização ao ambiente passam pelas seguintes etapas: – À Princípio, a organização está adaptada; – Mudanças nas contingências perturbam o equilíbrio inicial, provocam desadaptação e redução da performance; – A estrutura geral é modificada e a organização volta a estar adaptada às novas contingências ambientais. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 21
  22. 22. Gestão da Mudança • Algumas técnicas para a mudança que você pode implementar, ainda que parcialmente, na sua área: – Planejamento estratégico – Gestão por competências – Benchmarking – Uso de técnicas da gestão da qualidade – Melhoria contínua – Empoderamento – Reengenharia – Etc. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 22
  23. 23. Gestão da Mudança • Planejamento estratégico: – Uso da Matriz SWOT – Definição de objetivos estratégicos, metas, visão, missão, valores, etc. – Estabelecimento de indicadores para o desempenho em suas 6 dimensões; – Uso do Balanced Scorecard e suas 4 perspectivas tradicionais, adaptadas; – Uso do mapa estratégico; – Uso de ferramentas diversas para escolha das estratégias. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 23
  24. 24. Gestão da Mudança • Gestão por competências: – Gestão de competências x gestão por competências. – Objetivos como grande norte. – Identificação das lacunas de competências para o desenvolvimento da estratégia. – Uso de instrumentos de gestão para obtenção das competências necessárias. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 24
  25. 25. Gestão da Mudança • O uso do Benchmarking para a mudança – Benchmarking é um processo sistemático e contínuo de avaliação dos produtos, serviços e processos da organização em relação às melhores práticas existentes. – É essencialmente um processo de comparação! • Tipos de benchmarking: – Competitivo – Interno – Genérico – Funcional Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 25
  26. 26. Gestão da Mudança • Técnicas de gestão da qualidade: – Formulários; – Fluxogramas de processos; – Folhas de verificação; – Padronização; – Estatísticas e gráficos de controle; – Etc. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 26
  27. 27. Gestão da Mudança • O método da melhoria contínua do TQM: – Trata-se de buscar a melhoria contínua da organização e seus processos; – É baseada nos Círculos de Controle da Qualidade (CCQs); – Deriva da filosofia japonesa do Kaizen, que busca melhorar continuamente as atividades, eliminar desperdícios e elevar a qualidade. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 27
  28. 28. Gestão da Mudança • O Kaizen é a filosofia para a melhoria contínua, sendo baseado nos seguintes princípios: 1. Aprimoramentos contínuos; 2. Ênfase nos clientes; 3. Reconhecer os problemas abertamente; 4. Promover discussões abertas e francas; 5. Criar e incentivar as equipes de trabalho; 6. Gerenciar projetos com equipes multifuncionais; 7. Incentivar o relacionamento entre as pessoas; 8. Desenvolver a autodisciplina; 9. Comunicar e informar as pessoas; 10. Treinar intensamente e capacitar todas as pessoas. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 28
  29. 29. Gestão da Mudança • A Qualidade Total busca uma mudança emergente, englobando a organização como um todo, no seguinte processo contínuo: 1. Escolha de uma área de melhoria; 2. Definição da equipe de trabalho que tratará da melhoria; 3. Identificação de benchmarks; 4. Análise do método atual; 5. Estudo piloto da melhoria; 6. Implementação da melhoria (e reinicia!) Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 29
  30. 30. Gestão da Mudança • Empoderamento – Importância à competência e experiência dos funcionários. – Informações abertas e compartilhadas. – Recompensas adequadas. – Clareza quanto à missão da organização. – Os erros devem ser tolerados, e não punidos. – Oferecer sentido para o trabalho. – A autoridade da hierarquia deve ser questionada. – A organização deve se esforçar para convencer os funcionários quanto à desejabilidade de responsabilidades, criatividade e poder de decisão. – A arbitrariedade deve ser eliminada. – A alta direção deve utilizar o empoderamento como base do seu pensamento. – Deve haver clareza sobre o que significa o empowerment. – A organização deve proporcionar autonomia para os funcionários, dentro de certos limites. – As equipes autogerenciadas devem ser preferidas. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 30
  31. 31. Gestão da Mudança • A reengenharia é uma técnica de mudança radical. • Foi criada na década de 1990 – Hammer e Champy – era da informação! • É a recriação completa dos processos organizacionais. • Implementa mudanças radicais e drásticas • Os processos são inteiramente novos e revolucionários. • Ela é executada de cima para baixo (top-down), ao contrário da melhoria contínua. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 31
  32. 32. Gestão da Mudança • A reengenharia tem como principais objetivos: – Redução dos custos; – Melhoria de qualidade; – Melhoria no atendimento; – Melhoria da velocidade. • A sua implementação passa pelas seguintes etapas: – Preparação (mapeamento) – Planejamento – Implementação – Avaliação Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 32
  33. 33. Gestão da Mudança • Consequências da reengenharia para as organizações: – Departamentos tendem a deixar de existir, dando espaço para equipes e funções orientadas para os processos e para os clientes. As equipes de processo se tornam importantes em vez dos departamentos; – A estrutura passa a ser achatada e horizontalizada; – As tarefas deixam de ser simples, fragmentadas e especializadas para se tornarem multidimensionais, integradas e grupais, com responsabilidade coletiva. (...) Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 33
  34. 34. Gestão da Mudança • Consequências da reengenharia para as organizações: – As pessoas passam a agir com maior autonomia, liberdade e responsabilidade; – O foco do treinamento de pessoal passa a ser a formação do indivíduo como um todo; – O foco da avaliação do desempenho passa para os resultados obtidos e para o valor criado para o cliente, deixando de ser a própria atividade desenvolvida; – (...) Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 34
  35. 35. Gestão da Mudança • Consequências da reengenharia para as organizações: – Os valores compartilhados passam a ser centrados no cliente externo ou interno, e não nas relações chefe- subordinado; – Os gerentes deixam de ser controladores de resultados e passam a se envolver mais de perto com as operações, mantendo relacionamento próximos com os funcionários; – Os gerentes deixam de ser meros técnicos, passando a agir como orientadores e educadores. Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 35
  36. 36. Prof. Carlos Xavier www.facebook.com/professorcarlosxavier Prof. Carlos Xavier facebook.com/professorcarlosxavier 36 Obrigado!

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