Historiadaartegeral

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Uma abordagem geral da História da Arte associada à História das Religiões.

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Historiadaartegeral

  1. 1. Linguagens e formas da arte
  2. 2. As obras de uma exposição As obras a serem expostas podemos denominar de objetos da exposição. Estes objetos são resultado de processos de criação, que partem de uma concepção prévia na mente, corporificada fisicamente depois. Isto é projetar: imaginar e materializar.
  3. 3. OBJETOS DE ARTEPara fins didáticos vamos começarfalando de objetos “artísticos” dentro deuma visão mais conservadora, da históriada arte oficial.
  4. 4. OS OBJETOSEstes objetos são criados através de várias formas de linguagem, como veremos a seguir:
  5. 5. PINTURAS RUPESTRES Parque da Serra da Capivara, Piauí. 12.000 a.C.
  6. 6. Os primeiros exemplosde desenho e de pinturausam as paredes decavernas, e de grutas oulocais de difícil acessocomo superfície.
  7. 7. AFRESCOSAfrescos representando a Rainha Nefertari – 1570 a 1505 a.C.
  8. 8. Após as pinturas rupestres,surgem os afrescos, queutilizam a superfície detemplos, palácios e túmulos,como este exemplo egípcio.Faça um passeio virtual pelatumba de Nefertari também:http://superdownloads.uol.com.br/download/134/tumba-nefertari/
  9. 9. Ou esse do Palácio de Knossos – Ilha de Creta – parte da Grécia atual1550 a 1400 a. C.
  10. 10. Quer fazer um tour pelas ruínas do Palácio de Cnossoshttp://www.bsa.ac.uk/knosos/ind ex.htm
  11. 11. Agora vamos continuarnossa sequência, atravésde um histórico dessa formade linguagem da arte nacultura ocidental.
  12. 12. Pintura GregaPintura em vaso de cerâmica – VI a V a. C.
  13. 13. Na Grécia as pinturas eram feitasem vasos, de uso cotidiano,exportados para todo o mundomediterrâneo da época.Não haviam afrescos como emCreta, com uma civilizaçãodenominada creto-micênica queprecedeu a grega.
  14. 14. Afrescos Romanos Herculano 79 d. C.
  15. 15. Com a civilização Romana temosnovamente os afrescos comoeste exemplo de Herculano,cidade destruída pelo Vesúviojunto com Pompéia e por issomuito bem preservado. Elesdecoravam casas, templos eedifícios públicos.
  16. 16. Além do afresco, teremos osmosaicos também como meiode linguagem extremamentedifundido.
  17. 17. Mosaico das Termas de Caracala em Roma – 212 a 217 d. C.
  18. 18. Com a ascensão doCristianismo, a partir de 314d.C., como religião oficial doImpério Romano, pelo ImperadorConstantino, os temas religiososcomeçam a ser um dos eixos daprodução artística.
  19. 19. Mosaico RomanoIgreja Santa PrassadeRomaSéculo V d. C.
  20. 20. AFRESCOS NA IDADE MÉDIAO Beijo de Judas – 1304 a 1306 d. C. – Giotto di Bondone
  21. 21. Tornando-se dominantes portoda a Idade Média, atéchegarmos ao Renascimento,quando começa a surgir umanova visão da arte em que osmitos pagãos, ou seja, daantiguidade greco-romana, sãoretomados.
  22. 22. PINTURA EM TELA Alegoria da Primavera de Sandro Botticelli - 1478
  23. 23. Além do tema mitológico, surge noRenascimento a pintura em tela,passível de ser transportada edeslocada mais facilmente que asanteriores com base em madeira.Outro uso que se iniciaintensivamente no Renascimento é odos retratos, como o que veremos aseguir.
  24. 24. Retrato de Battista SforzaDuquesa de UrbinoAutoria de Piero dellaFrancesca1465 a 1472
  25. 25. Os retratos irão continuar areproduzir os patrocinadoresdos artistas, sendo importanteinstrumento de documentaçãodas épocas em que foramrealizados. Seguirão astendências das artes de cadaperíodo.
  26. 26. Os retratos consagraram o uso da tinta a óleo, como neste auto- retrato de Rembrandt. Procurando reproduzir uma realidade.Auto-retrato de Rembrandt - 1642
  27. 27. Retrato Barroco Veja os excessos de ornamentos e a dramaticidade do retrato barroco, muito bem exemplificado neste do Rei Sol da França, Luis 14. É o contrário de um certo comedimento do retrato renascentista de Battista Sforza. Retrato de Luis XIV Hyacinthe Rigaud 1701
  28. 28. Retrato de Battista SforzaDuquesa de UrbinoAutoria de Piero dellaFrancesca1465 a 1472
  29. 29. Retrato Neoclássico No neoclássico voltamos a uma estética que retoma o Renascimento, mais comedida. Delphine Ramel Pintura de Ingres 1859
  30. 30. Esta procura do realismocomeça a ser questionadacom o surgimento dafotografia, que seria umarepresentação “real” domundo.
  31. 31. A FOTOGRAFIAParis – Vista do Rio Sena no Século XIX – Realista?
  32. 32. Retrato Fotográfico Este é considerado o primeiro retrato de mulher, feito na cidade de Nova Iorque, nos EUA em 1840, pelo irmão da retratada. Miss Dorothy Draper por John W Draper 1840
  33. 33. A libertação do realismoDa procura do realismo,começam a surgir novas idéiasdo que seria a pintura, quecomeça a assumir-se como umaleitura da realidade, deixando suarepresentação para a fotografia
  34. 34. Campo de Papoulas perto de Giverny de Claude Monet - 1885
  35. 35. Oliveiras Van Gogh 1889
  36. 36. E o retratocomeça a fugirdarepresentaçãorealistaDora Maar com GatoPablo Picasso1941
  37. 37. A pintura então acaba se tornandotambém uma interpretação da realidade.Aliás essa é uma boa pergunta:Pintura deve ser uma expressão darealidade ou é uma interpretação darealidade?
  38. 38. E a fotografia com o tempotambém começa a sedesvincular destanecessidade de ser realista.
  39. 39. Experiência de Cinema - Rosangêla Rennó Realista ou interpretação?
  40. 40. A verdadeira pintura é realista?Existe um certo preconceito com a pinturanão realista, como se a abstração fossemais fácil de executar. É comum se dizerque qualquer criança seria capaz de fazeruma tela abstrata. No Brasil uma dasrazões que justificariam esse preconceitocom a abstração é que tivemos um marconas artes plásticas com a vinda da MissãoArtística Francesa em 1816.* * A MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA por Marcelo O. Uchoa
  41. 41. A Missão Artística trouxe pintores ligados à Academia Francesa que eram realistas, ligados ao Neo Classicismo. Um deles, Jean Baptiste Debret ficou no Brasil de 1816 a 1831.Retrato de Índia – Jean Baptiste Debret
  42. 42. A Missão Artística FrancesaQuando em 1808 a família real se viuobrigada a vir para o Brasil, trouxe comela, mesmo que inconscientemente, asemente da criação desta, que seria aprecursora do ensino de arte no Brasil, amissão artística francesa de 1816.Composta por importantes nomes dasartes francesas veio para ser o marcoinicial do ensino de arte no Brasil.
  43. 43. E esse marco do ensino das artesplásticas no Brasil deixou suamarca, da pintura realista, depoisdenominada acadêmica, que sófoi questionada na década de 20do século passado, como naSemana de Arte Moderna de SãoPaulo.
  44. 44. Temos no Brasilartistas queentraram emcontato com asrenovações daarte na Europa,como AnitaMalfattiA BobaAnita Malfatti1916
  45. 45. E outros que aindaestão apegados àvisão realista eacadêmica da pintura.
  46. 46. Ramos de Azevedo – Oscar Pereira da Silva - 1929
  47. 47. Mudanças e ConvivênciasOs movimentos e formas de ver a artevão se sucedendo e convivendo entre si,de modo que formas de expressão deépocas diversas convivem em cadamomento histórico, junto com outras queserão as futuras. Não há uma rupturadrástica em que tudo era de um jeito efica de outro.Poderíamos dizer que o OLHAR muda detempos em tempos gradativamente.
  48. 48. As pessoas de gosto nos dizem hoje que Renoir é um grande pintordo século XVIII. Mas, dizendo isso, esquecem o Tempo e que muitoprecisou decorrer, mesmo em pleno século XIX, para que Renoirfosse saudado como um grande artista. Para desse modoconseguirem ser reconhecidos, o pintor e o artista originaisprocedem à maneira de oculistas. O tratamento pela sua pintura,pela sua prosa, nem sempre é agradável. Quando está acabado, oclínico nos diz: "Olhe agora." E eis que o mundo (que não foi criadosó uma vez, mas tantas vezes quantas apareceu um artista original)nos surge inteiramente diverso do antigo, mas perfeitamente claro.Mulheres passam pela rua, diferentes das de outrora, visto quelidamos com Renoirs, esses Renoirs onde nos recusávamosantigamente a ver mulheres. As carruagens também são Renoirs,assim como a água e o céu: temos vontade de passear pelafloresta idêntica à que no primeiro dia nos parecia tudo, menos umafloresta, e como, por exemplo, uma tapeçaria de numerososmatizes, mas onde faltavam justamente os matizes próprios àsflorestas. Tal é o universo novo e perecível que acaba de sercriado. Há de durar até a próxima catástrofe geológica que um novopintor ou um novo escritor originais desencadearão.No Caminho de Guermantes - Marcel Proust
  49. 49. Mais pinturashttp://vivercomarte2007.blogspot.com/2007_10_01_archive.html
  50. 50. Agora vamos à linguagemtridimensional das artesplásticas com odesenvolvimento daescultura na tradiçãoocidental.
  51. 51. ESCULTURAS As primeiras esculturas surgem em 30.000 A.C., como a Vênus de Willendorf (Áustria) que vemos aqui. São estatuetas femininas de pequenas dimensões, identificadas como possíveis ídolos para o culto da fertilidade e sexualidade. Estas figuras apresentam características semelhantes entre si: são representadas nuas, de pé e revelam os elementos mais representativos do corpo feminino em linhas exacerbadas.
  52. 52. Posteriormente nas primeiras civilizaçõesque são a base da cultura ocidental: aEgípcia, na África, e a Suméria na regiãoonde hoje se situa o Iraque; surgem asprimeiras esculturas de pessoas edeuses, procurando representar sua vidacotidiana e suas crenças.
  53. 53. ESCULTURAS Touro Alado Assíria 716 a 713 a. C. Egito – Ankhwa 2686 a 2613 a. C.
  54. 54. A GRÉCIANa Grécia com seus Deuses semelhantesao homem, surge toda a escola realistade escultura, que permaneceria comoparadigma até o advento das vanguardasartísticas do final do Século XIX e iníciodo Século XX, que quebraram essa idéiae caminharam para a abstração.
  55. 55. Grécia – esculturas típicasPalas Athenas - 490 a.C. a 430 a.C. Kouros Kroisos – 540 a 515 a. C.
  56. 56. Esculturas RomanasOs Romanos se apropriaram daescultura grega, inclusive fazendoréplicas que preserveram aimagem dos originais perdidos.Os Imperadores e cidadãos ricosda sociedade romano foramretratados em esculturas.
  57. 57. Caio Júlio CésarCerca 60 a. C.
  58. 58. ESTÁTUAS MEDIEVAIS Na Idade Média o tema das estátuas como da arte em geral será religioso e cristão.
  59. 59. Como na Arquitetura Gótica das Catedrais, onde as estátuas eram feitas por artesãos anônimos, fazendo parte da decoração.Construída entre 1283 e 1490.
  60. 60. RenascimentoNo Renascimento retoma-sea Antiguidade Greco-Romanaque influencia as esculturasproduzidas nesse período.
  61. 61. Davi de Michelângelo1501 a 1504
  62. 62. Observe como esse Moisés lembra uma estátua do Deus Grego ZeusMoisés de Michelangelo - 1515
  63. 63. Zeuspelo escultor Fídiasséculo V a.C.
  64. 64. Estilos e esculturasComo foi tratado na pinturacomeçamos a ter ainfluência dos estilos decada época na execuçãodas esculturas como a quesegue.
  65. 65. Escultura Barroca Como vimos na pintura, existe na escultura uma dramaticidade e um excesso de elementos formais, fugindo da estética econômica do Renascimento. Êxtase de Santa Teresa Gian Lorenzo Bernini Século XVII
  66. 66. Escultura Barroca Brasileira A Estética barroca brasileira, como as outras que se seguirão em geral, acontece tardiamente frente ao cenário das Tendências Européias. Tem uma cara própria porém, representada aqui por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Quer ver mais: ttp://www.museualeijadinho.com.br/ http://www.starnews2001.com.br/aleij adinho.html Profeta Daniel – Aleijadinho 1795 a 1805
  67. 67. O escultor Rodin começa a se afastar da idéia de uma representação realista da escultura, causando polêmica na época.O PensadorRodin1884
  68. 68. Links legaisMuseu Rodin Paris:http://www.musee-rodin.fr/
  69. 69. Como na pintura a esculturasegue retratando com realismopessoas e coisas, até quecomeça a sofrer um processo deabstração que chega noinício do século XX com novosrumos.
  70. 70. As Vanguardas Em 1932 Pablo Picasso, se afasta do realismo na escultura, mas não de forma completa, porque ainda podemos nos remeter a uma imagem que o título evoca. Cabeça de Mulher Pablo Picasso 1932
  71. 71. Mais Picasso. Veja no Museu de ArteModerna de Nova Iorque, o famosoMoma:http://search.moma.org/?q=pablo+picasso&q1=The+Collection&x1=category
  72. 72. E hoje temosnessasequência,da abstração,caminhoscomo o destaescultura doartistabritânico deascendênciaindiana AnishKaapor, quenem títulotem.
  73. 73. Novamente a convivênciaLembrando novamente: Os movimentos eformas de ver a arte vão se sucedendo econvivendo entre si, de modo que formasde expressão de épocas diversasconvivem em cada momento histórico,junto com outras que serão as futuras.Inclusive são ressuscitadas, como oHiper-Realismo no final dos anos 60 doséculo XX.
  74. 74. Big SplashDavid Hockney1967
  75. 75. Vanguardas e ModernidadeTodo este processo de questionamentodos parâmetros acadêmicos realistas, esua retomada em novas bases, coincidecom mudanças que começaram emoutras esferas da vida na segundametade do século XIX e começo doséculo XX: a ascensão de uma novaclasse dominante formada pelosburgueses, da industrialização eurbanização crescente, dos movimentosoperários, etc.
  76. 76. Tudo isso era conduzido por pensadores elíderes, tanto políticos como artísticos eintelectuais, e por vezes uma somatória dos três,que são denominados hoje vanguardas. Elascontestavam um mundo que desvanecia-se, dosnobres e da terra como fonte de riqueza, eapontavam para o futuro, com muitos ideais e umprojeto unificador denominado projeto moderno.Assim as vanguardas da pintura estavamassociadas ao modernismo na arquitetura. Essatentativa de contestação seria marca daprodução artística, até que este projeto de ummundo novo não se realizou, e as vanguardasforam virando arte oficial. Dessa crise dasvanguardas surge a perspectiva pós-moderna,onde não mais se procura unificação através deum projeto coletivo.
  77. 77. Vanguardas e autoritarismoVistas com a devida isenção que o temponos dá, as vanguardas acabavam, porsua tentativa unificadora, se tornandoautoritárias, considerando-se a ponta delança da sociedade e tendo dificuldadeem dialogar com a diferença, assim comocom a maior parte da população, quecontinuou a preferir uma arte e arquiteturamais tradicionais.
  78. 78. Voltando ao nosso percursoque parou em Anish Kaapor,chegarmos a novas formasde expressão artística, queusam intencionalmente oespaço onde se situam comoparte do trabalho: asinstalações.
  79. 79. InstalaçõesNames de Jac Leiner - 1989
  80. 80. E AS PERFORMANCESPerformance de Maurício Iânes na Galeria Vermelho em 2007
  81. 81. Surgem então boas perguntas:O que é realidade?Será que todas as linguagens artísticasnão seriam nada mais que interpretaçõesda realidade.E as exposições seriam então umareinterpretação de interpretações da realidade.
  82. 82. Links legaisPerformance de Maurício Iânes:http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Ep oca/SP/0,,EMI16385-15571,00.htmlGaleria Vermelho:http://www.galeriavermelho.com.br/v2/index. asp
  83. 83. A DiSSOLUÇÃO DA ARTE
  84. 84. Isso não quer dizer que aarte se desmaterializou detodo e sim que elaatualmente acontece forados ambientes protegidosdos Museus, Galerias ecentros culturais.
  85. 85. Grafite O grafite começa nas ruasOs Gêmeos – Grafite na Av. 23 de maio na cidade de São Paulo - 2008
  86. 86. E vai para a galeriaExposição dos Gêmeos na Galeria Fortes Villaça na cidade de São Paulo - 2006
  87. 87. ARTE E VIDA E temos enfim essa discussão sobre se:- A vida imita a arte? (frase de Oscar Wilde)- A arte imita a vida?
  88. 88. Arte e vida interagem, e assim temos as novasações artísticas denominadas intervençõesurbanas.As intervenções urbanas levam a arte para avida cotidiana, usando de linguagens do teatro,das artes plásticas, da ação política, através deeventos usando a cidade como cenário de suasações.Essas intervenções são propostas por gruposque se denominam “Coletivos”, que temformação variável, sem hierarquias rígidas, queretomam as utopias, mas procurando um diálogocom a população e com os problemas cotidianosda cidade.
  89. 89. Pets de Eduardo Sur – rio Tiête cidade de São Paulo - 2008
  90. 90. Coletivo Poro de Belo Horizontevídeo: http://poro.redezero.org/videos.htmlColetivo Lotes Vagos de Belo Horizontehttp://lotevago.blogspot.com/Um bom site de arte contemporânea brasileirahttp://www.canalcontemporaneo.art.br/_v3/site/index.php
  91. 91. OUTROS OBJETOSAlém dos objetos artísticostoda sorte de objetoscriados pelo homem temalgo a dizer e podem fazerparte de uma exposição.
  92. 92. Móveis Thonet Século XIXEstilo Luís XV – século XVIII
  93. 93. Cadeiras Luis XVcópia de original do século XVIII e versão do designer Phillipe Starck -2002
  94. 94. VESTUÁRIO Issey Myake Vestido 2007
  95. 95. DESIGN Abajur Miss Sissi Phillipe Starck 1991
  96. 96. E como dito no vídeo inicial domódulo os objetos na sua casa sãouma exposição. Podemos expor detudo, basta adicionarintencionalidade a cada arranjo quefazemos no espaço. Agora onde tudoisso começou? Onde associamos umobjeto, um espaço e uma intençãoprimeiramente na história dahumanidade?
  97. 97. ArteRupestre.Lascaux
  98. 98. A entrada da Gruta Observe que ela foi construida depois. Antes ela ficava escondida e foi descoberta por acaso, por quatro adolescentes, em 1940. A gruta é conhecida como "capela Sistina pré-histórica" e tem pinturas rupestres datadas de 17.000 a 15.000 a.C..
  99. 99. Grande Salãoou Salão dosTouros
  100. 100. Observe o usodo relêvo dacaverna nodesenho do
  101. 101. GaleriaLateral
  102. 102. GaleriaLateraldireita
  103. 103. O Alvorecer da Arte• Uma das grandes discussões da Antropologia é o surgimento da civilização. Para algumas correntes ela surgiu junto com a escrita. Outras correntes porém estabelecem que a expressão artística foi o início da civilização ou, ainda mais enfaticamente, o crescimento da população do Homo Sapiens que superou o Homus Neanderthalis ocorreu em função da capacidade do Sapiens em fazer arte. Afora os registros de objetos em tumbas e ferramentas de caça, as primeiras criações artísticas de impacto criadas pelos homens que foram descobertas são as pinturas rupestres. A Gruta de Lascaux é uma das mais impressionantes dessas manifestações artísticas e pode ser tratada como uma das primeiras exposições feitas pelo homem contemporâneo.• LinkS Antropologia:• http://houaiss.uol.com.br/• http://www.antropologia.com.br/• http://www.fflch.usp.br/da/vagner/antropo.html
  104. 104. Como coloca Steven Mithens, em seu livro A pré-história da Mente Uma busca das origens da arte, dareligião e da ciência:“Os arqueólogos frequentemente descrevem apassagem do Paleolítico médio ao superior como aexplosão cultural...durante essa transição, ou logoantes dela, observamos a colonização da Austrália, adisseminação dos artefatos de osso...e a criação daspinturas rupestres…Embora essa seja a primeira artede que o homem tem conhecimento, não há nadaprimitivo a seu respeito.Arte como produto da fluidez cognitiva, a mentehumana moderna criando artefatos/imagens comsignificados simbólicos como meio de comunicação,isto é, arte.”
  105. 105. Vejamos agora uma vídeo sobre Lascaux:Link Vídeo de lascaux:http://www.s4web.com.br/videoyoutube.php?ident=DV0xrbvVAQw
  106. 106. A Primeira Exposição• No vídeo anterior linkado em gruta de Lascaux você pode ver a dimensão nada modesta da gruta. Um dado interessante é que a primeira exposição começa com perspectivas mágicas, onde os animais representados são ligados a ritos iniciáticos das religiões Xamânicas primordiais. Lascaux é famosa pela qualidade de suas pinturas, porém existem muitas outras grutas com arte rupestre. Todas elas são exemplo das primeiras exposições do homem moderno. Lascaux ganhou fama pela qualidade de suas pinturas, que fascinaram intelectuais como Georges Bataille que disse: "A Caverna de Lascaux, no Vale de La Vézère, a dez quilometros da pequena cidade de Montignac; é, em suas origens, o primeiro signo sensível que encontramos do homem e da arte.“
  107. 107. Assim o homem começa adizer coisas com imagens eespaços muito antes de criarqualquer linguagem escrita.
  108. 108. Lição de casa• Arte rupestre:http://www.s4web.com.br/videoyoutube.php? ident=bzShXDxm2v8• Xamanismo:http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso11 86617496http://www.sobresites.com/xamanismo/http://www.siberianshamanism.com/inglese/buriaziaing. html• Georges Bataille:http://www2.ee.ufpe.br/codec/bataille.pdf
  109. 109. DO OBJETO AOS ESPAÇOS De Lascaux onde tinhamos:1 - Objetos: as pinturas rupestres,2 - Um espaço: a gruta3 - A intenção: fins de culto religioso Começa a haver um desenvolvimentohistórico do que são os objetos a expor e osespaços onde devem ser exibidos. Iniciamosassim o nascimento da era dos Museus naGrécia, tema da próxima aula.

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