E pris corunha

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O artigo versa a análise, desenho e implementação de um projecto de formação em e-learning no Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo. O objectivo é criar um modelo de intervenção integrado e estruturado, susceptível de replicação, que favoreça a (re)integração social de população reclusa. Realizou-se um diagnóstico de necessidades através de um inquérito por questionário a 45 reclusas que permitiu traçar o seu perfil e desenhar o referencial de formação. Posteriormente, elaboraram-se pacotes formativos que foram sujeitos a testes de usabilidade e que serão implementados no grupo seleccionado. Tecnologias de informação e comunicação, técnicas de procura de emprego, criação de empresas, inglês básico, higiene e segurança no trabalho e ainda educação cívica compõem as formações propostas. Cremos que o e-learning poderá solucionar alguns dos obstáculos identificados na formação de reclusos, nomeadamente a ausência de motivação, a falta de flexibilidade e adaptação a estilos e ritmos de aprendizagem, bem como à alteração das rotinas diárias dos estabelecimentos prisionais. O projecto resulta do reconhecimento da importância do trabalho em parceria e da urgência em encontrar formas inovadoras de actuar junto de populações vulneráveis, apostando na precocidade da intervenção e no envolvimento dos beneficiários na construção das respostas de reintegração social.

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E pris corunha

  1. 1. • Promotores • O trabalho está a ser desenvolvido pelo Instituto Piaget/Piaget Online • Unidade de Investigação em Tecnologias Educativas (Edutec), na linha de investigação em Tecnologias Educativas e Educação Online
  2. 2. • Parceiros • Direcção Geral dos Serviços Prisionais • Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo • Santa Casa da Misericórdia do Porto • Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto
  3. 3. • Objectivo • Verificar viabilidade e a adequação do desenvolvimento de iniciativas de formação a reclusas, utilizando metodologias de educação a distância.
  4. 4. • Fases do Projecto • Diagnóstico de necessidades • Criação dos pacotes de formação • Formação
  5. 5. • Fases do Projecto • Diagnóstico de necessidades • Foi elaborado um inquérito por questionário às reclusas, para proceder a uma análise diagnóstica em termos formativos, bem como traçar um perfil das potenciais formandas.
  6. 6. • Fases do Projecto • Diagnóstico de necessidades • Foram validados 45 inquéritos • Idade média de 45 anos • O nível de escolaridade encontra-se entre o 3º ciclo (36%) e o secundário (51%)
  7. 7. • Fases do Projecto • Diagnóstico de necessidades • TIC - 22% • Higiene e segurança no trabalho - 22% • Criação de empresas - 19% • Técnicas de procura de emprego - 14% • Inglês básico - 14% • Educação Cívica - 9%
  8. 8. • Fases do Projecto • Desenho e Desenvolvimento • Os protótipos foram desenvolvidos pelos estudantes do Mestrado em TIC, no âmbito das suas Dissertações. • Todos os protótipos foram sujeitos a testes de usabilidade com o intuito de serem melhorados.
  9. 9. • Fases do Projecto • Exemplos dos pacotes de formação
  10. 10. • Fases do Projecto • Formação • Todas as reclusas terão uma formação prévia (presencial) sobre a plataforma LMS a ser utilizada com o objectivo de adquirem conhecimentos essenciais que lhes permitam explorar a plataforma e os protótipos de forma eficaz.
  11. 11. • Fases do Projecto • Formação • O primeiro pacote a ser implementado será o de TIC, pois consideramos que a formação na plataforma LMS e as TIC serão fundamentais no desenrolar do projecto.
  12. 12. • Considerações Finais • Vemos neste projecto o ponto de partida para uma estratégia de intervenção sólida e capaz de oferecer respostas positivas, para algumas questões relacionadas com a formação em contexto prisional.
  13. 13. • Obrigado pela vossa atenção • celestino.magalhaes@gmail.com • cguimaraes@carlosguimaraes.net
  14. 14. • Responsável pelo projecto • José Alberto Lencastre • jlencastre@gaia.ipiaget.org

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