, . q.

 .  . . _.. _,_. .¡.  .. .Ji Í

6.5

C3» . .Em um. .. co. .. : So

. __. .
.  à :  .
. .râ_. §.. ... _u$. agai.3._...
Em continuidade à reflexão criti-
ca sobre a escola atual,  apre-
sentada em outro livro ("E Agora
Escola" - Vozes,  Petró...
Coleção ESCOLA EM DEBATE/  2

- E Agora,  Escola? 
Maximiliano Menegola

- Por Que Planejar?  Como Planejar? 
Manmiliarw M...
¡k/ âestrado S"O Franc¡

Você sabe o que realmente importa. 
SCO
Ciências Farmacêuticas f" '
Educação o Psicologia _ )
, ›...
Vl.  Níveis de planejamento educacional e de
ensino.  48

VII.  0 currículo escolar,  50
1. Fases para o planejamento cun-...
INTRODUÇÃO

I 'l uu'| :u' ou não planejar o ensino.  Eis a questão que

. ..¡ . .v ¡qu-iv n mesma história,  sem que coisa...
algumas vezes.  a rejeição ao ato de planejar reside no fato
de que haja uma carência de objetivos claros e bem
definidos ...
t
. n

 

m.  .. .Fasano . m. _Fi 
_sã_  n um. . mm. .u~? ... ._. ..it__. . _r u. 
.. .ar . ostra.   . . 1 m. ..

  . .É p...
l.  O Ato de planejar

w « . m «h- plunejar é uma preocupação que envolve

I - ¡m- . nw-I : nção ou qualquer empreendiment...
Toda a pessoa,  ao se levantar.  pensa no seu dia,  no
que vai acontecer.  O seu dia é um constante “devir".  E este
const...
II.  Definição de Planejamento

"Entende-se por planejamento wn processo de previ-
são de necessidades e racionalização de...
mento.  do seu desenvolvimento e da sua efetiva execução. 
para alcançar os objetivos desejados. 

A previsão e a tomada d...
III.  O Planejamento
educacional numa
perspectiva humana

'Não basta que avista educação para que um povo
tenha seu destin...
fundamente somente no bom senso e no idealismo anti-
científico.  Deste modo,  desencorajamos toda a metodolo-
gia cientif...
gerais.  E estas finalidades são essencialmente dita-
das pela sociedade (. ..).  Mas são também o produto
das vontades e ...
problemas que se interpõem diante do seu fazer.  A filosofia
é a orientadora do 'quê fazer” humano.  É a verdadeira
impuls...
maneira especial,  deve ser planejada cientificamente para
dar-lhe uma direção que venha atender às urgências
humanas. 

S...
maneira especial,  deve ser planejada clentlñcamente para
dar-lhe uma direção que venha atender às urgências
humanas. 

Se...
_m_ . ..mu-m-n--qu-m--mxumuu-n¡

res não podem ser estruturados sem uma inter-relação
com o planejamento educacional.  O p...
conseqüências devem ser analisadas nas mais diversas
direções que possam tomar.  Da previsão das conseqüên-
cias que se fa...
“Interpretação das diretrizes e orientação emanadas
do sistema.  à luz dos critérios de exeqüibilidade e
adaptação às real...
IV.  A Escola e seu
Planejamento

A escola é uma instituição que se “aprimorou”.  no
discurso falado e escrito,  a respeit...
executar.  Para muitas escolas.  a execução é uma palavra
de pouca expressão lingüística.  mas 'planejar' é um verbo
com c...
Partindo da idéia de que é a escola a agente direta
e dinamizadora de toda a ação educativa.  ela não pode agir
em direção...
ensinar.  Está tudo no livro.  Alegam que a matemática.  as
regras gamaticais.  a geografia e outras não mudam.  E
assim o...
cumprir certas obrigações e eidgências administrativas ou
burocráticas.  Mas o importante é que professores e alunos
façam...
VI.  Níveis de Planejamento
Educacional e de Ensino

O processo de planejamento educacional é feito e se
desenvolve em vár...
VII.  O Currículo Escolar

t O que não é currículo:  Antes de deilnir o que é um
curriculo,  vamos ver o que não é um curr...
Todas as atividades e experiências realizadas e vi-
venciadas pelo educando e por todo o pessoal envolvido
com o educando ...
tuições sociais.  eniim.  por tudo aquilo que constitui a
herança cultural do homem. 

A escola.  através do seu plano cur...
FLUXOGRAMA

'andar

'mdmo XOVEGGGH

56

' RELAÇÃO ENTRE OS ELEMENTOS QUE
u 1 WSTITUEM O PLANO CURRICULAR

Os elementos que...
liação.  sendo que todos eles devem estar intimamente
relacionados com os objetivos. 

Hilda Taba apresenta um modelo esqu...
Estes cursos de 29 e 3* graus são constituídos por
uma série de matérias.  que são ensinadas durante um
periodo de 3 ou 4 ...
Livro - Porque planejar como planejar
Livro - Porque planejar como planejar
Livro - Porque planejar como planejar
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Livro - Porque planejar como planejar

9.890 visualizações

Publicada em

Livro sobre o planejamento e sua importância

Publicada em: Educação

Livro - Porque planejar como planejar

  1. 1. , . q. . . . _.. _,_. .¡. .. .Ji Í 6.5 C3» . .Em um. .. co. .. : So . __. . . à : . . .râ_. §.. ... _u$. agai.3._ ____ . ..Z . .. . .¡. ›Ê. l.. ... Iu! |l. ... o. . . .Saul a. . _ s m. _.. ... ... ... ,« . ... i.. lhn. u.. .r. .ll›. .1ti: ., a. 3o . . u_ ÍI III . S( IISIÍIÊÍIÍÍIII 7 . LM. P. .. ›_ . l. . ..a uu a. , Í . I . eñnhuivuuirlulürln: . . Ítrililtl-. HEIW . ..azieãchigaa u. . 5:3 ea. .. oqÍ. IuH. ..| t:Il. rd| !h HHH. F|. ..H. ... I.I. ... .as o . E.. I.. ... ... ... n¡. ... ..a. ¡.¡. un. .u. ¡ . uunwrlripnlí . .u3.. ..a. ... .:. ... .n_. .e. ... .aü. .ürhüdhgnn. .w. z.ln nuÚnulluFlln. m u m n l. v›. ¡|I. ... .I| l. x. . itíílullínrll. . a. m n w . u , a n w m 6.. ... . . .i s. . . ..iguala . ..sphñhee n Êawnh: : . ..x-á s . uma . ...23 mis? ? . ..à . l. i. . en. . 0 . ... ... . . .1 o u. _ . H H . .u _à_ o ora. .Hu. x . i . .n m Jrh _uno , wzsuwÚmuuãawmmr. . an¡ . ..a üJsEÍ . Unita- : eo: .m 6169,38¡ . Émnanmâ. :à b à. .. . v b» a. u. .. . n 5 . .a . . . . com s m . n. . as x. . . m o» n o 1.51M m. .., u . e. m o vv. . . hà-aan . ..â o n sem. . na . ..P . ns. . W na. . c. a. . u . n à ao¡ u . .ou xará» x. .., , L M ; É à. _à m u m. .. v5.5 a! ... í o¡ 9.2.¡ s . uz-elx . ...53 . ...13 nova. . 3.55.. . E . n a , : eu: ç : :ã- na. .. e e¡ E . ..Ji z¡ | n.. PII | - C. ..Il: l . II. nl! . a. .. rl. n. I |34|¡ u. .. . u. m. »es , Won e m 4x "Hà u . . . mtilníluh w TI 5 M3363 . ..l . .III 1 . | › a . .S uma. .. 13.. ... . , nnlhiuoanniiasññ. roa: .. ã_. ... n.ar. z am a n11!! lavnl n. m: . alt q¡ na» Bãâl . n 3a. :: w _ m 4 . .na 3.1.9. . .Il 8 8.5:. .. . u nã. .. 8 Inu! ... n 5 suo-nes. .. E. . . ..-5 a. 4.5 _ní- m r to . MEF¡ N mdv . sa m fo. .. . .In-au m . u. . ..vz a lda! .- não. ..” eh. .. . u : Bum W : você: É , fa. . . â. . .. ... Ed. ... .J. ._ n . ..u u. ; M iuur. ... .:§. ... nus. .§. 5.. ._ : s: 3.. .::
  2. 2. Em continuidade à reflexão criti- ca sobre a escola atual, apre- sentada em outro livro ("E Agora Escola" - Vozes, Petrópolis), neste, sob a mesma ótica, os Au- tores abordam o planejamento escolar. A escola é uma instituição que se aprimorou no discurso falado e escrito a respeito das teorias de planejamento e sobre o pró- prio ato de planejar. Nas últimas duas décadas, por razões até históricas, vem de- senvolvendo uma camuflagem institucional leite de planeja- mentos. organogramas e fluxo- gramas sofisticados, elaborados a partir das melhores teorias pe- dagógicas. dentro dos melhores critérios científicos, destinados unicamente a "mostrar serviço”. Na prática. tais planejamentos têm demonstrado pouca funcio- nalidade, causa de uma radical aversão da classe educadora. Por que Planejar? Como Plane- jar? parte de um pressuposto ba'- sico: qualquer planejamento deve ordenar, dinamizar e, as- sim, facilitar a ação; não dificul- tá-Ia, a ponto de compromete-Ia. Planejamento é um dado cultural indispensável, hoje. E como tal, a deficiência não está nos plane- jamentos educacionais em si, mas ao que servem. Nesse sen- tido, este livro e' a revolução da simplicidade e da prática com- prometida com a realidade. Em linguagem clara e direta, os autores recuperam o sentido e o valor do planejamento educa- cional e dos planos de curso. de disciplina e de conteúdo, cons- cientes da sua imponência na vida escolar. POR QUE PLANEJAR? COMO PLANEJAR? Currículo - Área ~ Aula
  3. 3. Coleção ESCOLA EM DEBATE/ 2 - E Agora, Escola? Maximiliano Menegola - Por Que Planejar? Como Planejar? Manmiliarw Menegola e Ilza Martins Sant'Anna - E Agora, Aluno? Maximiliano Menegola Maximiliano Menegolla Ilza Martins Sant'Anna POR QUE PLANEJAR? '- ' COMO PLANEJAR? 'hj Currículo - Área - Aula 12' Edição ll EDITORA VOZES Petrópolis 2002 <
  4. 4. ¡k/ âestrado S"O Franc¡ Você sabe o que realmente importa. SCO Ciências Farmacêuticas f" ' Educação o Psicologia _ ) , › ›, _ 4( Reconhecido - 2° pela CAPES a* " ~ , « . w x, j', “i f, _ UNIVÍRSIDÀDE SAO FRANCISCO WWM/ .âallhancistmtrllhbr mesindo@saoírandsto. edu. hr (11) 4034.8355 A serviço do seu (alento © 1991, Editora Vozes Ltda. Rua Frei Luis. 100 25689-900 Petrópolis, RJ Intemet: http: / / www . vozes. com. br Brasil Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer fomia e / ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) Ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Editora. ISBN 8532607764 Este livro foi composto e impresso pela Editora Vozes Ltda. SUMÁRIO INTRODUÇÃO, 9 PARTE l - FUNDAMENTAÇÃO TEÕRICA E PRÁTICA. 13 I_ 0 nto de planejar, 15 II. Definição de planejamento, 18 l Processo de prever necessidades. 18 t* Pnu-«vsso de racionalização dos meios e dos recursos Innnniios e materials. 19 l ( › processo de planejamento visa O alcance de objeti- v-v. c-m prazos e etapas definidas, 20 | 4 › processo de planejamento requer conhecimento e . xuullnçño cientifica da situação original, 21 Ill. O Planejamento educacional numa perspectiva humana, 22 I Planejar o processo educativo. 24 Planejamento educacional, 28 IV. A Escola e seu planejamento, 38 l t › ¡ilzmejamento a nível de escola, 40 V. Os¡ Professores e o planejamento, 43 l ( › ¡mlnncjamento para o aluno e para o professor, 45
  5. 5. Vl. Níveis de planejamento educacional e de ensino. 48 VII. 0 currículo escolar, 50 1. Fases para o planejamento cun-icular. 54 2. Relação entre os elementos que constituem o plano curricular. 57 VIII. Planos de curso e planos de disciplinas, 59 IX. Os alunos e o planejamento da disciplina. 61 X. 0 Plano de disciplina, 64 1. A importância do plano de disciplina para o professor. 65 2. Características de um plano de disciplina. 68 2.1. objetividade e realismo, 68 2.2. Funcionalidade. 68 2.3. Simplicidade. 69 2.4. Flexibilidade, 70 2.5. Utilidade, 71 XI. Etapas para a elaboração de um planejamento de disciplina, 73 1. Sondagem: alunos. professores. escola e comunidade. 75 2. Definição dos objetivos. 77 2.1. Caracteristicas de uma boa definição dos objetivos. 78 2.2. Níveis dos Objetivos de ensino, 81 2.3. Objetivos operacionais. 84 3. Seleção dos conteúdos da disciplina, 86 3.1. Critério de significação, 88 3.2. Critério de adequação às necessidades sociais e culturais, 88 3.3. Critério de Interesse. 88 3.4. Critério de Validade, 88 3.5. Critério de Utilidade. 89 3.6. Critério de Possibilidade de reelaboraçâo. 89 3.7. Critério de Flexibilidade. 89 4. Seleção dos procedimentos. 90 5. Seleção e organização dos recursos didáticos. 92 6. Processo de Avaliação, 93 'A MIT¡ u - ¡NSTRUMENTALVAÇÃO PARA A “Ma, 07 I. D¡ teoria à prática: propostas referenciais . Olodológlcas. 99 I. Projeto. 105 Lduullllcauva. 105 Í. Clrncterlzação. 105 Í. Hlnvlplos Fundamentais. 107 Í. Film tipicas da elaboração de um Projeto. lll I. (tranco de Gantt, l 13 ll. Metodologia para uso do gráfico. 114 5.2. Método do caminho crítico ou CPM. 1 15 |43|. Roteiro-Sugestão de Projeto. 117 0.4. Roteiro-Sugestão para Avaliação de Projeto, l 19 lll. Organização seqüencial de tópicos para a cons- Oluçlo de diferentes tipos de planos. 123 l. Plano (Jurricular, 123 | .l. A nivel de escola. 123 L2. Planejamento de curriculo por atividades, áreas de "tudos e disciplinas. 125 l. Plano Blmestral. 126 I. Plano de Unidade. 127 lll. [Elementos, 127 31.2. Sugestões de Roteiros para Plano de Unidade, 129 4. Plinio de aula. 130 lv. APÊNDICE. 133 V. oLossARio. 151 IIBLIOGRAFIA, l 57
  6. 6. INTRODUÇÃO I 'l uu'| :u' ou não planejar o ensino. Eis a questão que . ..¡ . .v ¡qu-iv n mesma história, sem que coisa alguma ¡ . Inlulnclu. Plnneja-se, projeta-se, prevê-se. realizam-se um. u . tomam-se decisões. que fielmente são registra- I . - n¡ . nim. v hubilmente arquivadas, mas tudo fica por n «un «IIIIL , x ¡nllllzl se repete dia a dia, ano após ano. Esta . .. . . . . x . u lzunúda que pervade amente dos professores. ¡ . x . n u h v. (l(' tanto planejamento e de poucas mudanças . .. .um o 11:1 escola. E a descrença herética se difunde - ¡. .n¡. ..¡r_; n (Ie geração a geração. I 'n u' quc se constata este descrédito e descaso, que, . _ v. n - v- «viu-ga ao ridiculo pedagógico. em se pensar a . u. . . . .A . o u¡ ruvés de um profundo e realista planejamento . n . nu »uma Por que os professores vêem no planejamento . ..u . I1_. u › ¡lvsnccessárla e. até mesmo, inútil em planejar? I u. .. ur uz-utrm certa repulsa. relutância e resistência em ¡tl um | .¡I'¡' t lIIulH seriam as causas que provocam este fenôme- . .u ml l ¡wlngógico em rejeitar a ação de planejar por parte . u. . « u t4 n professores? Uma das causas não seria o super- n. l . I 4 nnlu-vlniento e o pouco preparo que os professores , m mu¡ sobre O planejamento e a sua validade científica. .u . | w¡ -pjc-. u c didática? Parece-nos que. de certa forma,
  7. 7. algumas vezes. a rejeição ao ato de planejar reside no fato de que haja uma carência de objetivos claros e bem definidos sobre a importância de tal ato. Desse modo, os professores passam a perceber que os planejamentos a eles solicitados não passam de cidgências burocráticas ou de defesas de certos modismos pedagógicos. Tal procedi- mento. de acordo com a percepção dos professores, redun- daria no envaidecimento pedagógico de certos setores da escola. A rejeição se dá ainda porque. muitas vezes, são exigidos dos professores planejamentos um tanto sofisti- cados, mas de pouca funcionalidade na sala de aula. Sabemos que o ato de planejar deve estar destituído dc soñsticações, e para isso ele deve exigir objetividade, simplicidade, validade e funcionalidade. O planejamento deve ser um instrumento para o professor e para o aluno, dirlamos que, principalmente. para os alunos. Em segundo lugar visa. o atendimento aos objetivos da escola ou dos seus setores pedagógico-admi- nistrativos. ' Ao defrontarmos com esta situação de pouca fun- cionalidade dos planejamentos que, de modo especial, acontece com as escolas. na realidade essa situação se toma complexa, pois sempre achamos que os professores seriam. justamente os professores. os grandes conhece- dores em planejar e executar aquilo que foi planejado. Por que é importante planejar o ensino? Sabemos que o homem para poder viver ou. até mesmo. para sobreviver se impõe a necessidade de pensar de forma consciente e critica o seu agir. Pensar O viver é uma exigência existencial que provoca e obriga. constan- temente. o homem atual. São a educação e o ensino meios que se propõem ajudar o homem a enfrentar a sua problemática eidsten- cial para que tenha condições de aprender a viver melhor. Sendo assim, a educação, o ensino e toda a ação pedagó- gica devem ser pensadas e planejadas de modo que pos- sam propiciar melhores condições de vida ã pessoa. Por isso. o homem deve pensar sobre o seu passado e o seu presente para poder definir o seu futuro. sendo 10 . lhLniv inquestionável com a qual o homem tem . I. u . nlur para poder viver no Presfmte 3m” . .. . .u ¡| |.-. .-. r›, o homem sente a urgencia e se _ , .. .I. u vida: mas, para isso. Precisa pensar' repensar , I . n. 1 n u nllil vida. uluvalçflo, a escola e o ensino são os grandes __ homem busca para poder realizar o seu ¡. a. . . I. vida. Portanto. cabe a escola e aos Pmfessmfs' I- . . . l. plant-jar a sua ação educativa Para Ccmstru r ° . . L. m vlvrr. . .j l ~ qu¡ , . ll
  8. 8. t . n m. .. .Fasano . m. _Fi _sã_ n um. . mm. .u~? ... ._. ..it__. . _r u. .. .ar . ostra. . . 1 m. .. . .É p. mu” es. .. .
  9. 9. l. O Ato de planejar w « . m «h- plunejar é uma preocupação que envolve I - ¡m- . nw-I : nção ou qualquer empreendimento da i - . u . uimr com algo de forma objetiva e clara é uma m- _ npu' u-qucr um ato de planejar. - n ¡»I. uu~| ur foi uma realidade que acompanhou a n m. a. lllulnirlvíl da humanidade. O homem sempre _I. .u ¡. « nnnll c imaginou algo na sua vida. O homem , .. ... n¡« u u. . wu modo e habilidade de pensar, imaginou a , u . . I. .Lu . mir para vencer os obstáculos que se inter- , ma. un u. : »uu vida diária. Pensava as estratégias de u . A. v. h ¡| .I caçar. pescar. catar frutas. e de como deve- , n . . u um -mus inimigos. _x In-. Inrln do homem é um reflexo do seu pensar t . - u ¡uu uz-niv, passadoefuturo. Ohomem pensa sobre . n. l- n qlu' deixou de fazer; sobre o que está fazendo 4.. .. ¡urh-ndc fazer. O homem no uso da sua razão . .., ¡. « | ¡'. .| r imagina o seu 'quê fazer', isto é, as suas . .nlv mesmo, as suas ações cotidianas e mais i. m. .. ui. u.«. __ p ato de pensar não deixa de ser um . .I . .I. um . .tudu planejar. . x uma simples das pessoas diz: quero isto ou . .. .nu « num (ivvo agir. que meios tenho para alcançar o I v ¡ . . l. ›_ qua] o melhor caminho a seguir, quem pode me ¡. ..I . . quando devo fazer?
  10. 10. Toda a pessoa, ao se levantar. pensa no seu dia, no que vai acontecer. O seu dia é um constante “devir". E este constante "devir" obriga a pessoa a pensar. prever, imagi- nar, sonhar e tomar, a todo o momento, decisões; porém. ela sempre quer tomar as melhores e mais acertadas decisões para a sua ação, para o alcance dos seus objeti- vos. A pessoa que pensa sobre o seu dia está planejando o seu dia. Esta é uma tarefa da pessoa. da simples e da analfabeta, ou do letrado. do sábio, do cientista, do técni- co, do especialista; enfim. todos pensalm e planejam o seu dia. Pensar o dia-a-dia é planejar a nossa ação para atingir os nossos desejos. Algumas pessoas planejam de forma sofisticada e altamente científica, obedecendo os mais rígidos princi- pios teóricos. e em nada se afastando dos esquemas sistêmicas que orientam o processo de planejar, executar e avaliar. Outros, que nem sabem da existência das teorias sobre planejamento. fazem seus planejamentos, sem mui- tos esquemas e dominações técnicas; contudo são plane- jamentos que podem ser agilizados de forma simples. mas com bons e ótimos resultados. Disto podemos deduzir que ninguém consegue se livrar do ato de planejar; porém, conseguem, isto sim. se evadirem do ato de executar, mas não do ato de planejar. Portanto, justificar a necessidade de planejar parece não ser tão necessária; pois, o homem hoje e sempre fez e faz planejamento das suas ações. Sendo assim, tudo é pensado e planejado na vida humana. A indústria. o comércio, a agricultura, a politica, os grupos sociais. a família e os individuos fazem os seus planejamentos. por escrito, mental ou oralmente. mas sempre esboçam o seu modo de agir. Podem ser planejamentos altamente técni- cos e sofisticados como os de uma usina atômica: ótimos como os de uma pequena indústria, razoáveis como os de um time de futebol de Várzea. simples como os de uma atividade corriqueira; contudo são planejamentos. ' Muitos estruturam planos sérios, válidos, úteis e viáveis; outros elaboram planos sem validade. sem utili- i6 dude, isto é, planejam até as inutilidades para ver se elas conseguem se tomarem úteis. Como se pode ver, todos fazem seus planejamentos. 'nulo é pensado: vou fazer isto ou aquilo; faço isto desta <›| I daquela forma; posso fazer ou não posso fazer; posso iuzcr com isto ou com aquilo. Isto tudo acontece porque a ¡n-ssoa quer alcançar alguma coisa para ela ou para os outros. Por isso, planejar é uma udgência do ser humano; r um ato de pensar sobre um possível e viável fazer. E como o homem pensa o seu "quê fazer'. o planejamento w justifica por si mesmo. A sua necessidade é a sua própria evidência e justificativa. 17
  11. 11. II. Definição de Planejamento "Entende-se por planejamento wn processo de previ- são de necessidades e racionalização de emprego dos meios materiais e dos recursos humanos dispo- niveis, a fm de alcançar objetivos concretos, em prazos determinados e em etapas dejinidas, apartir do conhecimento e avaliação cientifica da situação onglnal" (Martinez 8: Oliveira Lahone. 1977. p. 1 l). Esta definição não se caracteriza por um tipo espe- ciiico de planejamento; por exemplo, planejamento edu- cacional, econômico ou industrial. mas ela pode se referir a todos os tipos de planejamento. nos seus elementos básicos. Analisando a definição. num sentido amplo e geral. podemos ver claramente os elementos fundamen- tais que a constituem e que podem fazer parte inerente de defmições específicas de qualquer tipo de planejamento. Vejamos os Elementos básicos da definição: 1. PROCESSO DE PREVER NECESSIDADES Por processo entendemos uma sucessão de etapas que se desencadeiam numa seqüência lógica, obedecendo normas, métodos e técnicas específicas para atingir algu- mas iinalidades. metas ou objetivos. 18 Prever necessidades é ver e pensar sobre o que é IHTCHSÉYÍO ser realizado numa situação real e presente ou u ¡n-a-visão de futuras necessidades. É pensar sobre o pru" . rute e sobre o futuro, para sanar problemas existentes m¡ c-vltar que surjam novos problemas. Prever é perceber. claramente. o que é possível fazer ¡mnl se poder resolver situações, a partir das intenções Imrlvas, a lim de se chegar a um agir concreto. Uma necessidade, em geral. parte sempre de algo . num-to e objetivo. A necessidade pode ser presente ou Iulurn. Ela pode ser vista ou prevista. O ato de planejar sempre parte das necessidades e num-nelas que surgem a partir de uma sondagem sobre a . nulidade. Esta sondagem da realidade é a primeira etapa ¡Ín processo do planejamento. É através do conhecimento IL! rculidade que se pode estabelecer, com mais precisão, ql Iuls as mais importantes urgências e necessidades que ¡Ívvzlnl ser enfocadas, analisadas e estudadas durante o illl) de planejar. Necessidades são necessidades. por isso (lrvrin ser enfrentadas com sabedoria e urgência. isto é, «lv forma objetiva e realista, para se poder estabelecer quais as mais urgentes a serem atacadas. 2. PROCESSO DE RACIONALIZAÇÃO nos MEIOS E nos RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS Racionalizar é um processo discursivo que se de- wnvolve a partir de proposições ou colocações evidentes v' Iwm definidas. através das quais se pretende chegar a m Nus situações. Racionalizar é saber usar, com sabedo- um, :l razão para se poder efetivar uma real previsão de Im las as condições e dos meios necessários, a fim de poder «xu-utar. com eficiência. o plano. É saber tomar decisões -. « ›l ›re o que se deve usar e sobre quem vai executar o plano. O ato de planejar requer habilidade para prever uma . .g-fm que se realizará posteriormente, por isso se exige uma acertada e racional previsão de todos os meios e ¡PCIIFSOS necessários nas diferentes etapas do planeja- 19
  12. 12. mento. do seu desenvolvimento e da sua efetiva execução. para alcançar os objetivos desejados. A previsão e a tomada de decisões a respeito dos recursos e meios possiveis e disponiveis. que devem ser relacionados, para uma ação posterior, é fundamental. a fim de que possam se tornar fatores de ajuda na conquista dos objetivos. Esta previsão é um momento que envolve uma análise profunda da realidade. das disponibilidades, das possibilidades dos meios. dos recursos humanos e materiais. A relação e organização dos melhores meios e recur- sos requer um estudo profundo. objetivo e realista. para que estes sejam os mais adequados aos objetivos que se pretende atingir. através da sua adequada aplicação e utilização. Os melhores e mais eficazes meios e recursos sempre devem ser selecionados e organizados a partir dos objetivos do planejamento. São os objetivos que devem decidir sobre os recursos e meios. 3. O PROCESSO DE PLANEJAMENTO VISA O ALCANCE DE OBJETIVOS EM PRAZOS E ETAPAS DEFINIDAS Conhecida a realidade, surge a necessidade da de- finição dos objetivos para se processar uma mudança da mesma. Uma das etapas principais do processo de planeja- mento é a deiinição e seleção dos melhores objetivos. Porque são os objetivos que vão dar toda a orientação e direção ã dinâmica do processo de planejamento, como também à sua execução. Os objetivos constituem o núcleo e a dinâmica do planejamento; são eles que determinam e orientam todas as demais etapas do ato de planejar. Os objetivos não só expressam intenções claras e bem definidas, como também estabelecem. em termos bem determinados, as etapas e prazos a serem desenvol- vidos. O ato de planejar requer que se pense sobre etapas e prazos: Quando se deve iniciar a execução; até onde podemos ir, quando podemos ou devemos terminar? São 20 ¡u-i-¡gunlas que os planejadores devem fazer e responder . m relamente, durante o processo de planejar. para que - . ta- possa delinear toda a dimensão e execução do plano. Os objetivos para qualquer tipo de planejamento ! li w-m scr expressos em termos claros, concretos e de I. u um que digam exatamente o que se quer alcançar. 4. o PROCESSO DE PIANEJAIWENTO Rg-: QUER CONHECIMENTO E AVALIAÇAO ClENTlFICA DA HITUAÇÃO ORIGINAL Dado que o objetivo do planejamento é prever mu- ›| .u| i_" a; de uma situação real, o próprio ato de planejar - submeter a uma constante avaliação durante todo . l ¡II'U(“L'SSO. A avaliação do processo de planejamento deve u . n mais criteriosa e cientifica, para se evitar falhas na . um i'líll)0l'aÇã0 e estruturação. O planejamento deve ser . .unuinnicmente avaliado e reavaliado. para se poder ob- . . nur : i concordância ou discordância entre os seus a lrmz-nlos constitutivos. . In w- Concluindo, podemos dizer que todo o planejamen- i» ivqiicri . uniu-cimento da realidade, das suas urgências, neces- . I. Llilffí c. tendências; .Ii-iiniçño de objetivos claros e significativos; .ivicnxiinação de meios e de recursos possíveis. viáveis - iHHpOllÍVCÍSÇ c-. inbclccimento de critérios e de principios de avaliação ¡›. u.l n processo de planejamento e execução; 4:' . i : iIu-lecimento de prazos e etapas para a sua execução. Planejar. portanto. é pensar sobre aquilo que existe, nliri* n que se quer alcançar. com que meio se pretende . qgir o como avaliar o que se pretende atingir. 21
  13. 13. III. O Planejamento educacional numa perspectiva humana 'Não basta que avista educação para que um povo tenha seu destino garantido. É preciso determinar o teor educacional para que se saiba em que direção está caminhando ou deixando de caminhar uma nação" (Arduini. 1975. p. 117). A educação. como processo de reconstrução do homem em todas as suas dimensões. pessoais. sociais. culturais e históricas. realiza-se no mundo dos homens, promovendo uma ação de desequilíbrio perante a realida- de da natureza do homem. pois o homem. agindo ou interferindo no processo evolutivo da natureza. é capaz de provocar a ruptura necessária para mudar a própria direção dos fenômenos determinísücos. O homem está situado em um mundo cujas leis e principios parecem imutávels como se fossem sua própria destinação. Porém ele não é um ser destinado a ter um viver determinado pelas forças que o circundam. Pois o seu destino não é um destino pronto ou acabado, mas um buscar continuo de uma determinação que jamais poderá estabelecer-se como definitivo. O definitivo conduziria o homem para a impossibilidade e para a estaticidade. 22 . .uiln-nrinndo a sua natureza dinâmica e a sua possibi- Ii. Lulv (lv fazer e refazer o seu mundo. O viver do homem, o seu modo de ser e existir lhe u» AIIÍÔHÓUÂÔS: não dependem. portanto. da pura deter- unlnaçfno da natureza, na qual está inserido. Pertencer à n u¡ u n n-m não significa que o homem não possa determinar -. url¡ modo de ser na natureza. O poder pensar o seu modo . I. . unir na natureza configura ao homem o poder de - 1 ulllCi' o seu modo particular de ser. Um aspecto inalie- u . wl do homem. na natureza, é a sua capacidade de fazer - num escolha, de pensar o seu pensar. de querer o seu ›¡| It'|1'| ', (le sentir-se como alguém capaz de serjunto com . .mIurc7.u; capaz de se libertar das opressões da natureza. ( ) destino do viver faz parte da própria natureza. isto . «It- ó determinado e dado pela natureza. Porém, o . I. . Him (lc como viver não é determinação exclusiva da n nImw-zu. mas, essencialmente, do homem. lhrtindo da idéia de que a educação não basta para . Lu . m homem um destino garantido. devemos entende-la . :: um um processo que não consegue ao homem tudo de -mr ('10 necessita. Deve ser entendida e desenvolvida a p. .. I lr (lc uma visão total de homem e de mundo, no qual u I- mu'. inserido como um ser que tem uma trajetória a xr um-r, Mas. para que tenhamos esta visão total. neces- u lu m- faz entender o homem em todas as suas dimen- . .. ~. ¡u-ssoais, para ajuda-lo a escolher os seus melhores . uni¡ ihos, ou o seu melhor destino. O destino deve e pode . l -nnpre uma opção livre e consciente de uma pessoa . .un-. rlvnlcr e livre. Para que o homem possa escolher e fazer as sua u' . ç. nas_ (r HCCCSSÂTÍO que seja estabelecido o objetivo edu› . Irlüllíll, isto é. o teor da educação. a tim de que o homem ¡›. .-. «.. . fazer suas opções e estabelecer a sua trajetória; ¡uulx-ntln. enfim. ser ele próprio. desenvolvendo-se como num totalidade existencial. Ajudar o homem para que ele mesmo escolha e crie H -. i'll próprio modo de viver não é, simplesmente. querer q¡ u lu lo através de um processo que parta de uma atitude ¡unznmcnlc assistemática. sem bases cientificas, que se 23
  14. 14. fundamente somente no bom senso e no idealismo anti- científico. Deste modo, desencorajamos toda a metodolo- gia cientifica que nos possa ajudar a melhor educar o homem e a favorecer o processo educativo, a tim de que seus fins possam ser alcançados. A educação deve esta- belecer as direções. traçar caminhos, indicar metas. tins e objetivos. Para isso é necessário que o processo da educação faça uma previsão, isto é. que se estruture através de atitudes cientiiicas. A primeira dessas atitudes é a previsão e o planejamento de todo o processo educa- cional. A partir disso, deduzimos que o planejamento é o instrumento básico de todo o processo educativo, que nos pode indicar as direções a seguir. Contudo. este planeja- mento deve partir da realidade radical, que é o homem e o seu viver. 1. PLANEJAR 0 PROCESSO EDUCATIVO É necessário um planejamento que dimensione o processo educativo e reconstrutivo do homem, que vise planejar a ação educativa para que o homem viva o presente, e, ao mesmo tempo, se projete para o futuro, que está cada vez mais próximo. Ainda é necessário planejar o processo educativo para que o homem. submergido na problemática existencial, se lance na vida em busca do seu viver, para que encontre um sentido de vida e solução para seus problemas. O homem através da ação educativa visa superar os obstáculos da própria existência, de modo consciente e compromissado com o agir e o viver. Tal planejamento pode possibilitar ao homem que ele próprio possa determinar os seus destinos vivenciais. Portanto, é necessário planejar o processo educativo para que o ho- mem não se limite, mas se liberte, numa perspectiva dinâmica de ser para a vida. Deste modo, planejar não significa determinar os limites do homem circundando-o num viver estabelecido. Trata-se, antes, de planejar para que o homem possa, com coragem. encaminhar-se para o desconhecido, com lucidez e autonomia. como uma pes- soa liberta que é capaz de escolher os seus caminhos. Devemos planejar não para formar um tipo exclusivo de 24 l u n I u-m, ao contrário, para que o homem possa determinar . . -uizis escolhas, a partir dos seus direitos e das suas p¡ rs-llillldades. Planejar um tipo de homem, através da educação. - l I: : robotizar o próprio homem, sem possibilitar-lhe as . umliins, pois uma educação inteiramente dirigida, com | unulklade de também dirigir e manipular o homem, não II N' ¡iossibilitando sua autodeterminação, não é verdadei- l. l NlilCaÇãO. Esta educação planejada de modo rígido e ¡ulic-xivel poderá criar tipos de pessoas totalmente desen- , ~.. ¡. u ins da realidade. Resultando. então, em instrumentos . In mivcis, manipuláveis pela sociedade tecnocrata, seres . .Hruuilos e massificados, com poucas oportunidades de lIIu-riução. A educação também não deve ter o objetivo de dirigir i . q uriiilizagem ã exclusividade de certos assuntos deter- nnmulos, propostos por sistemas politicos ou por certas h Imingins. Tal educação impediria o educando de tomar . n Im. ilccisões e fazer suas opções pessoais. Dai por que u Lu. necessário planejar a educação para que ela não hInqui-lc os processos de crescimento e a evolução do hmm-iii. Planejar o processo educativo é planejar o indefini- . I. ›, porque a educação não é um processo. cujos resulta- . I. uu podem ser totalmente pré-deiinidos, determinados ou p. v UHPOlhIdOS, como se fossem produtos decorrentes de mim : :ção puramente mecânica e impensável. Devemos, jmln, planejar a ação educativa para o homem, não lhe Impniitlo diretrizes que o alheiem. Perrnitindo, com isso, .pu- ; i educação ajude o homem a ser criador de sua Iilnluria. O planejamento educativo não sigiitica estabelecer . . IÍPÍlHÍUVO. através da determinação de finalidades edu- i . .I lvus, as quais, por sua natureza, absolutizam os valores . pu- n homem deve aceitar, sem possibilitar-lhe a própria - nrulllíl e a criação de novos valores. '-l'; ^_llIl(lO Edgar Faure: "iodo o fato educativo se situa num processo que tende a um fim. Estes iins obedecem a tinalidades 25
  15. 15. gerais. E estas finalidades são essencialmente dita- das pela sociedade (. ..). Mas são também o produto das vontades e das escolhas subjetivas dos partici- pantes no ato educativo como dos fins comuns para que atende a coletividade. Marcar uma finalidade na educação não é investi-la nesta ou naquela função, mas é mostrar que as funções que lhe são próprias devem exercer finalidades que as trans- cendam' (Faure. 1974. p. 227). O planejamento educativo, embora parta de uma realidade e seja dirigido pelas normas e necessidades da sociedade, não pode estabelecer principios mistificadores ou dominadores. A grande finalidade da educação não estabelece o definitivo para um planejamento educativo. Ela orienta o processo em busca de novos caminhos para novas solu- ções. Por isso, ela não é definitiva. Para Pierre Furter: "a finalidade não consiste em aprender metas pos- tuladas, nem repetir generalidades sem conteúdo, mas a se engajar num autêntico "êxodo para frente", num constante aperfeiçoamento da realidade, num esforço nunca acabado. sempre intenso. A finalida- de. mais do que uma seta dirigida para o futuro, é uma frente que orienta nossa ação e que está sem- pre se deslocando para a perfeição' (Furter, 1972, p. l 17). Esta finalidade não pode ser estabelecida como se fosse algo já pronto ou acabado para as mais diversas realidades circunstanciais. Se assim procedesse, não per- mitiria ao individuo “caminhar para a frente'. assumir a sua independência e se compromissar com a realidade de maneira consciente. Planejar uma educação que configure a pessoa dentro das estruturas sociais, que oprima a pessoa pelas direções definitivas e acabadas, é bai-rar a llbermção da pessoa. É fazer da educação um instrumento de confor- mismo de massas. É impedir o comprometimento e o desenvolvimento integral da pessoa humana. É dar espaço 26 . n u I iicrcnça e ã inércia, distanclando-se da problemática III¡ Imuu-iii, tomando-o um verdadeiro alienado, incapaz . I- r-Hlllllll' uma atitude critica diante da problemática Lil_ x-i-onõmica, política e religiosa. l 'ai-findo da idéia de que a educação é um processo . p u ¡Irvc libertar. conscientizar e compromissar a pessoa . Ii . mr do seu mundo, ajudando a pessoa do educando a 4 l 'JIIPHO da sua ação educativa, não podemos, através . I. um planejamento educacional, fazer com que os siste- u¡ . , mlllPaClOnafS mantenham as estruturas tradicionais . .n uma exclusiva direção, impedindo a pessoa de desen- . .Iw l mui¡ originalidade e sua responsabilidade individual . u Lil. A partir disso, o planejamento da educação deve . l : lr tal maneira que não venha a restringir todo o ¡. . . u. l Ivlíll da pessoa. impedindo que ela se autodetermine, .pu ¡Nrmàzl escolher os seus valores, seus caminhos. esta- I . . I. rm' : mas direções e tomar as suas decisões. (› planejamento educacional não pode estar limita- . I- . p¡ u uma visão individualista, que procure conformar o - u humano a um sistema de restritas visões, sem que as um» nru-ssidades básicas sejam satisfeitas. Partindo destes princípios, é preciso planejar uma . .Im . .ç-fio que, pelo seu processo dinâmico, possa ser . . Lu lui-a e iibertadora do homem. Planejar uma educação qnt' nim limite, mas que liberte, que conscientize e com- p. . . nivta o homem diante do seu mundo. Este é o teor que . ilvvi* inserir em qualquer planejamento educacional. / educação deve atender ao objetivo mais signifi- . ,ullvn lll) homem, que é o de alcançar e conquistar a sua Illu it. u_~: 'in. Por isso, a educação deve, necessariamente, ¡ - u Hr (l(' uma visão antropológica, para que possa atender . . Hill' m-cnder o homem na sua totalidade de ser existen- . l. |f, “CHÍC modo, todo o planejamento educacional deve . l uriviitzido por uma profunda filosofia da educação. Por que a filosofia como orientadora do planejamen- I-›. ' Porque é a filosofia que determina um quê fazer e um 4 . .mu fazer diante da realidade existencial. E ela um - ! mn-nto inexorável da verdade e dos valores õnticos que pulam u viver do homem ajudam-no a ultrapassar os 27
  16. 16. problemas que se interpõem diante do seu fazer. A filosofia é a orientadora do 'quê fazer” humano. É a verdadeira impulsora da ação educativa numa direção antropológica. Concluindo. podemos dizer que o planejamento educacional deve ter como ponto de partida o homem como realidade primeira e fundamental e a sociedade constituída de homens. caracterizada por toda uma pro- blemática social. O planejamento deve refletir' sobre os princípios educacionais que são capazes de orientar o homem. sendo este entendido como ser que constitui e dá sentido ao universo. Deve refletir sobre que tipo de edu- cação é necessária para a integração e desenvolvimento do homem e da sociedade. Uma sociedade que se ajuste às necessidades dos seres humanos, respeitando e defen- dendo os direitos dos homens. Um planejamento que se preocupe em devolver aos indivíduos a revitalização pes- soal, os direitos. as responsabilidades e o comprometi- mento para consigo e com os outros. Um planejamento que tente desenvolver nas pessoas o sentido da vida, o desejo de quer viver e de pemiitir viver. Que devolva a liberdade e o espirito crítico, a consciência de viver e o auto-respeito. Um planejamento que tenha. como ponto de apoio, o homem e o seu viver, os valores e as necessi- dades humanas. os problemas e o desejo de vencer. enfim, o homem como um ser que vive a sua vida. 2. PLANEJAMENTO EDUCACIONAL O que não é. e o que é planejamento educacional. Segundo a UNESCO (1968), seria melhor começar por dizer o que não é planejamento educacional. Não é uma panacéia miraculosa para a educação e para o ensi- no, que sofrem muitos males; não é uma fórmula mágica para todos os problemas; não é, também. uma conspira- ção para suprimir as liberdades dos professores, adminis- tradores e estudantes. nem um meio para grupos decidirem sobre objetivos e prioridades da educação e do ensino. O planejamento não é um oráculo inspirador de todas as soluções para os problemas que se referem à 28 - . locução e ao ensino. Não é um ditador de normas e de . .qm-unas rígidos e intlexiveis. que podem e devem ser : pl l( -. u los universalmente em todas as situações e lugares. N. .. v um delirnitador de idéias. desejos e aspirações das nur. diversas tendências sociais. políticas, econômicas e u Iiuki-. us. O planejamento não é um ditador, mas é algo . iminente democrático e desencadeador de invoeações; ¡nnl Iwo_ é um processo que evolui. que avança e não . u ¡nmnccc estático. A educação, como processo de transfonnação e de . .u ¡Iz-içoamento da cultura e do viver humano, por exi- u¡ 4;¡ «ln sua própria essência. é uma visão que se projeta -In n¡ (Io momento presente. Sendo que a educação não se limit. : x- não tem por objetivo apenas conhecer e analisar -a ¡nn FHPHÍC, ou querer conservar o “status quo” da cultura › : Io nuber, ela tende a pensar o futuro. a buscar novos Ii. n l/ _onlcs e novas perspectivas para o homem. A educação não pode se limitar a enfatizar o passado . .u o presente. como eles se manifestam. mas deve ser um ¡-. - n -cwo que se antecipe. que se projete para além do , m mula e do presente, para que o homem saiba enfrentar . . IIIHÍHÇÕCS radicais que se processam. O homem deve . ¡ n vmlcr a viver e a planejar o seu futuro. porque o p. . . -.. u|0 já passou e o presente é tão radicalmente rápido . pu- nào mais parece exdstir. ( ) futuro parece não ser tão incerto como se pensa. I- Ir ¡›()(lC ser visto, sentido e pensado no presente; mas « anu- que as pessoas aprendam a vê-lo como futuro. a u oll lo c a percebê-lo como futuro que. inevitavelmente. n torna presente. O futuro é um prolongamento do pre- . nl¡- (' deste faz parte. Todo o ser humano pensa no futuro, quer saber do . u int uro e a partir desta ansiedade pelo futuro faz seus pl. u l um. Ele pensa no que vai fazer e no que pretende fazer. I 'I. n u u-| n o seu agir, a sua vida. o seu trabalho. as suas . . nl noniias; enfim, tudo aquilo que possa interferir na sua i' i( l. I . A educação. como sendo uma atividade eminente- un-nlc humana, e pela qual o homem se preocupa de 29
  17. 17. maneira especial, deve ser planejada cientificamente para dar-lhe uma direção que venha atender às urgências humanas. Sendo a pessoa o fim último da educação, necessá- rio se faz refletir, profundamente, sobre a essência da educação e sobre o próprio processo da educação. que tem como meta final a formação integral do homem. A educação não pode ser desenvolvida sem uma meta, sem um caminho que a direcione para o seu fim essencial, ou seja, o homem como uma realidade em busca de realização. E, como poderá ajudar o homem, na busca da sua realização. se este processo não for estruturado profundamente, em bases sólidas? Ao se afirmar que a educação é essencial ao homem, não se pode pensar num processo educacional como sendo uma série de ações que pretendam atingir um fim; ou uma quantidade de normas institucionais que não partam da realidade existente; ou, mesmo, num processo que surja do simples bom senso ou de ideais simplistas. "Dada a compleiddade atual dos problemas educa- cionais, não se pode conceber o processo educa- cional como uma série de atividades e normas desconexas. mas como resultado de um verdadeiro planejamento, continuamente renovado, composto dos seguintes elementos: - reconhecimento das urgências na educação; - elaboração das metas educacionais, fixando as prioridades: - senso e ordenação dos recursos humanos dispo- niveis; - senso dos instrumentos e meios institucionais, financeiros e outros; - elaboração das etapas do planejamento” (Conclu- sões de Medellin, 1968, p. 78). A educação, como processo, jamais pode ser desen- volvida isoladamente, quer dizer, fora do contexto nacio- nal, regional e comunitário da escola. na qual o homem está inserido, como agente e paciente das suas circuns- tãncias eidstenciais. Por isso, todo o processo educacional 30 . u p u-r um planejamento em termos nacionais, estaduais, u ¡glnnnis, comunitários, e requer também um planeja- inriitu a nível de escola e um outro especifico de ensino, I a Lniivo às diferentes disciplinas e conteúdos. O planejamento, em relação aos diversos niveis, Alf w scr o instrumento direcional de todo o processo - . louncional, pois ele tem condições de estabelecer e de- l- »minar as grandes urgências, de indicar as prioridades l» minis e de ordenar e determinar todos os recursos e IIIPÍUJ¡ : necessários para a consecução das metas da edu- 1 H . illi 0 planejamento educacional toma-se necessário. l . I n Io cm vista as finalidades da educação; mesmo porque, « o instrumento básico para que todo o processo educa- , lnual desenvolva a sua ação, num todo unificado, inte- m . uu lo todos os recursos e direcionando toda a ação . .im-. niiva. É o planejamento educacional que estabelece n i Iinniidades da educação. a partir de uma filosofia de mim-ca; educacionais. Somente com a elaboração do pla- . .. inox-nto se pode estabelecer o que se deve realizar para . pur ("E6585 finalidades possam ser atingidas, e ver como ¡NIIÍFIIIOS põr em ação todos os recursos e meios para . iinuir os objetivos a que se propõe a educação. Por isso HI riuboxados Planos Nacionais e Estaduais, como tam- In u¡ os Pianos Regionais de educação. Esse procedimento . i. u' : scr seguido pelas escolas na elaboração dos seus ¡rluliori curriculares e de ensino. Portanto, partindo desses principios, o planejamen- i. . 1'( li : racional deve ser entendido e visto como um instru- nu 'I ii o educacional a nível nacional, estadual. regional ou. um uniu, a nivel escolar. t) planejamento educacional não pode ser confun- . Ii. lu ou interpretado como se fosse uma planiiicação das nllvliliulcs de ensino ou das atividades didáticas de uma . .-4 ii; l. Pois a planificação de atividades escolares, no dizer n Ir t iuvnldo Ferreira de Melo (1969), são técnicas de traba- iii. . IIHJILIBS pela escola e pelos professores, não consti- i l l indo, propriamente, o planejamento educacional. Dessa i. n mu, os planos elaborados pela escola e pelos professo- 31
  18. 18. maneira especial, deve ser planejada clentlñcamente para dar-lhe uma direção que venha atender às urgências humanas. Sendo a pessoa o fim último da educação, necessá- rio se faz refletir. profundamente, sobre a essência da educação e sobre o próprio processo da educação. que tem como meta final a fomiação integral do homem. A educação não pode ser desenvolvida sem uma meta, sem um caminho que a direcione para o seu ñm essencial. ou seja. o homem como uma realidade em busca de realização. E, como poderá ajudar o homem, na busca da sua realização, se este processo não for estruturado profundamente. em bases sólidas? Ao se afirmar que a educação é essencial ao homem, não se pode pensar num processo educacional como sendo uma série de ações que pretendam atingir um Bm; ou uma quantidade de normas institucionais que não partam da realidade ezdstente; ou. mesmo, num processo que suija do simples bom senso ou de ideais simplistas. “Dada a compleaddade atual dos problemas educa- cionais, não se pode conceber o processo educa- cional como uma série de atividades e normas desconexas, mas como resultado de um verdadeiro planejamento, continuamente renovado, composto dos seguintes elementos: - reconhecimento das urgências na educação: - elaboração das metas educacionais, ñxando as prioridades; - senso e ordenação dos recursos humanos dispo- niveis; - senso dos instrumentos e meios institucionais, financeiros e outros; - elaboração das etapas do planejamento' (Conclu- sões de Medellin, 1968, p. 78). A educação. como processo. jamais pode ser desen- volvida isoladamente, quer dizer, fora do contexto nacio- nal. regional e comunitário da escola, na qual o homem está inserido, como agente e paciente das suas circuns- tâncias existenciais. Por isso, todo o processo educacional 30 . u ¡uer um planejamento em termos nacionais. estaduais, nacionais, comunitários. e requer também um planeja- nu-nto a nível de escola e um outro especíñco de ensino. u-luuvo às diferentes disciplinas e conteúdos. O planejamento, em relação aos diversos níveis, <l('VC ser o instrumento direcional de todo o processo mlucacional, pois ele tem condições de estabelecer e de- h-nninar as grandes urgências, de indicar as prioridades imaicas e de ordenar e determinar todos os recursos e Iuvios necessários para a consecução das metas da edu- . .ação. O planejamento educacional toma-se necessário, ir¡ | (lO em vista as ñnalidades da educação; mesmo porque, . u instrumento básico para que todo o processo educa- «Ional desenvolva a sua ação, num todo unificado, inte- ; graundo todos os recursos e direcionando toda a ação . wiucativa. É o planejamento educacional que estabelece m. finalidades da educação. a partir de uma filosoña de valores educacionais. Somente com a elaboração do pla- m-¡umento se pode estabelecer o que se deve realizar para quc essas finalidades possam ser atingidas, e ver como ¡mdcmos pôr em ação todos os recursos e meios para . .uugir os objetivos a que se propõe a educação. Por isso . ..o elaborados Planos Nacionais e Estaduais. como tam- Iu-u¡ os Planos Regionais de educação. Esse procedimento . lc-vc ser seguido pelas escolas na elaboração dos seus planos curriculares e de ensino. Portanto. partindo desses princípios. o planejamen- lu : educacional deve ser entendido e visto como um instru- nu-nto educacional a nivel nacional, estadual, regional ou, ¡m-smo, a nível escolar. O planejamento educacional não pode ser confun- «lido ou interpretado como se fosse uma planificação das . .lividades de ensino ou das atividades didáticas de uma . w . rola. Pois a planificação de atividades escolares, no dizer «lr Osvaldo Ferreira de Melo (1969), são técnicas de traba- li nu usadas pela escola e pelos professores, não consti- I ulndo. propriamente, o planejamento educacional. Dessa Inrma. os planos elaborados pela escola e pelos professo- 3l
  19. 19. _m_ . ..mu-m-n--qu-m--mxumuu-n¡ res não podem ser estruturados sem uma inter-relação com o planejamento educacional. O planejamento escolar não deve negar o valor e a necessidade do Planejamento educacional, um não deve limitar e excluir a necessidade do outro. 'Será alienação do especialista (ou professor) con- centrar toda a sua atenção no planejamento escolar, esquecendo-se que esta técnica de previsão do pro- fessor ou da escola, para os seus respectivos pro- gramas de trabalho, não pode excluir o estudo do planejamento global do fato educativo. dentro do qual serão considerados também a ação docente e as questões cle administração escolar” (Ferreira de Melo, 1969, p. 21). A Conferência promovida pela UNESCO, sobre a planificação da educação, assim define planejamento edu- cacional: “Planejamento educacional é, antes de tudo, aplicar à própria educação aquilo que os verdadeiros edu- cadores se esforçam por inculcar a seus alunos: uma abordagem racional e científica dos problemas. Tal abordagem supõe a determinação dos objetivos e dos recursos disponiveis, a análise das conse- qüéncias que advirão das diversas atuações possí- veis, a escolha entre essas possibilidades, a determinação de metas especíñeas a atingir em prazos bem definidos e. finalmente, o desenvolvi- mento dos meios mais eficazes para implantar a politica escolhida. Assim concebido, o planejamento educacional significa bem mais que a elaboração de um projeto: é um processo continuo que engloba uma série de operações interdependentes” [UNESCO, 1968, p. 14). A partir desta definição podemos destacar e analisar os aspectos mais importantes que caracterizam o plane- jamento educacional. mznn-¡ummn- m' , !luva-mr vn- umWmvwvIw"In"m= vn"rwvrI-WI v» l) Uma abordagem racional e cientifica dos problemas. Dc acordo com esse enfoque somos levados a dizer qm- n primeiro passo que antecede ao ato de planejar é tum-r uma sondagem da realidade educacional, a que vai ¡t! (lrniinar o plano. Essa abordagem deve, naturalmente, ser rmhnsada e orientada cientificamente. Deve seguir os ¡ulncipios que orientam todo um processo de pesquisa, ¡mru uv poder colher dados, os mais exatos possíveis, isto n, pum se poder conhecer a realidade. Através dessa uhnrriugt-. xn se deve descobrir quais os reais problemas, q¡ min ns reais necessidades que devem ser atacadas, quais m¡ «nn-nelas e urgências mais prementes, quais as possi- hllluludvs e disponibilidades que a realidade oferece para In- executar o plano. lo) Determinação dos objetivos e dos recursos. l)c tal abordagem os planejadores podem ter uma vlnan umpla e profunda das reais necessidades e das punnl| ›lli(| udcs da comunidade a que se destina o plano. E n purtir desse conhecimento podem determinar quais são u¡ vrrdudciros objetivos. e assim poder definir os objetivos nu trrnios de evidências. para se tomar as mais acertadas ¡lrrinfu-s no ato de planejar e executar. Ill mister que se conheça todo o potencial de recur- Inn humanos e materiais disponiveis. de que possamos clinpnr para executar um plano. Assim procedendo tere- Hum um melhores recursos possiveis e os mais adequados uma objetivos propostos. Pois o plano será fadado ao l¡ ¡u-imsn. se não for feita uma previsão sem uma seleção t' Hum disposição de recursos. n) Análise das conseqüências que advirão das diversas atuações possiveis, s escolha entre essas possibi- lldnden. Sempre que se desencadeia uma ação sobre uma rmdidndc qualquer, é evidente que surjam conseqüências dc- tndu a ordem. A mudança de uma realidade provoca as Inuln diversas conseqüências. Por isso, essas possiveis 33 mmnmnvwwwr-VNIIJIVJ'nlllwwil-! rr www-azar n ICIIIWNII! s I<r1'na¡unr| 'v'wi! l w-. mm
  20. 20. conseqüências devem ser analisadas nas mais diversas direções que possam tomar. Da previsão das conseqüên- cias que se fará ao planejar. deve-se escolher as que serão mais conseqüentes sobre a realidade, ou mesmo tentar evitar as que poderão influenciar de maneira negativa. O ato de planejar e executar também exige uma série de atuações nos mais diversos campos. dai a necessidade de se fazer essa análise. d) A determinação de metas especificas a atingir em prazos bem definidos. Conhecida a realidade. as necessidades, os recursos e as possíveis conseqüências, se faz necessário estabelecer as metas que se querem atingir e onde se quer chegar: são questões que e›dgem dos planejadores uma série de pro- fundas reflexões. para que possam tomar as mais acerta- das decisões. Determinar quais os objetivos que se quer alcançar. quais os mais urgentes. e que devem ser ataca- dos a curto prazo. Definir as metas e objetivos e estabele- cer o prazo em que devem ser atingidos. Sendo que este prazo deve ser exatamente determinado com objetividade e realidade. Outro aspecto que não pode ser relegado na definição das metas e objetivos é uma definição clara e precisa, em termos específicos e claros. das metas e objetivos. "Um sistema de ensino cujos objetivos são imprecisos é como um barco que navega sem destino' (UNESCO, 1968, p. 14). e) 0 desenvolvimento dos meios mais eficazes para implantar a política escolhida. Selecionados os meios e recursos. surge toda uma série de implicações para se poder agilizar os próprios meios e recursos. Se não houver condições para o emprego dos melhores meios e recursos das diversas ordens, a politica escolhida poderá ser totalmente frustrada. Caso esses meios não existam, haverá, então, a necessidade de provocar o surgimento de outros meios eficazes. 34 n rluucjamento educacional significa bem mais que a . IuÍIOHIÇÕO de um projeto: é um processo continuo, que - lljflubll uma série de operações interdependentea. t) planejamento educacional não se limita a ser i¡ uillrndo por uma série de projetos isolados e desen- -vlvhlus em regiões especificas. ele é um processo global ql! ! ml desde a definição de uma filosofia da educação até . .I . . I u-lecimento dos processos para se desenvolver uma ul. . . n m: : que oriente todo o processo. Planejar é tomar decisões, mas essas decisões não . .. infalíveis. O planejamento sempre está em processo, ,n u Luniu, em evolução e readapiação. Não é um processo Lnilru, mas dinâmico, onde podem ser redeflnidos os 4 ›l . j. 1 Ivns, reorganizados os meios e recursos, modificadas a . In n lóglas de ação. mas isto só quando são observadas - u¡ u-. Iuiadas certas incongruências na sua estrutura. Planejamento e: “um processo de abordagem racio- . . . I 4 vicntifico dos problemas da educação, incluindo . I. In Ili_'1I() de prioridades e levando em conta a relação entre . Ilvvrsos niveis do contexto educacional" (Enricone et . III, Ieusg. p. 21). U planejamento educacional, sendo uma aborda- . . u¡ . ..cional e científica dos problemas da educação. a um -I : nacional e estadual, deve propor-se a atender a . ..nhlz-máuca, a nível regional, comunitário e escolar. wluu ln diretamente sobre a pessoa. a fim de atender as u. prum-ins e atingir as gandes metas educacionais. Esse ›l› vr _nor o seu grande objetivo. Hà a necessidade de um ¡›I uu-¡uuiento nacional e de um planejamento estadual; » I . Ilillllia relação desses dois planos são estruturados os ¡. I nim; curriculares das escolas que, por sua vez, dão as I- u para a elaboração dos planos de ensino. A cscola pode e deve elaborar os seus planos cum- . |ll, ||'i'. 'w', partindo da orientação dada pela lei ou pelos I irmas, com a finalidade de atender as características I. u ¡I-. c ns necessidades da comunidade. Portanto a escola . n. u' organizar seu currículo com base na: 35
  21. 21. “Interpretação das diretrizes e orientação emanadas do sistema. à luz dos critérios de exeqüibilidade e adaptação às realidades sócio-culturais e bio-psico- sociais: expressar-se por meio da estruturação do processo educativo e das relações entre os elemen- tos responsáveis pelo mesmo. dentro e fora da escola. comunidade e educando” (SEC-RS, 1974. p. 12). É propriamente a nivel de escola que o processo educacional age diretamente sobre o indivíduo; por isso há a necessidade das escolas elaborarem os seus planos educacionais. A escola representa uma função destacada no con- texto educacional da Nação. "Se a educação. numa abordagem estrutural (. ..). se constitui fator para o desenvolvimento nacional. a escola aparece no contexto nacional como elemento que, atendendo a comunidade e ao educando. abre caminho para novas altemativas de maior eficiência na educação. Dessa forma. a escola, como agência institucionalizadora. intencional e sistemática para realizar a educação. surge. no contexto nacional. não apenas como agente de consolidação. mas tam- bém como desencadeante do desenvolvimento' (SEC-RS. p. 7). À escola cabe pôr em ação o processo educacional através dos seus planos de ação. Além disso à escola cabe. partindo da sua realidade e de suas necessidades e pos- sibilidades. estruturar e organizar os seus planos. Estes planos são. propriamente. os planos curriculares que servirão de base para todo o processo educativo da escola. Partindo da idéia de que é a escola a agente direta e dinâmica de toda a ação educativa, ela não pode agir em direção de certos objetivos. sem um plano curricular estruturado e organizado. a partir de principios básicos. para o desenvolvimento do processo educativo. Segundo Saylor e Alexander (1970). "nenhum plano geral de currículo servirá a todas as escolas". Vemos. com isso, que a escola deve preocupar- se com o planejamento 36 mm. .." a. ... ... ... ____ 7- . .x . .-uwuwm m. .. l Im¡ próprio curriculo. a tim de atender as suas urgên- II lncuin e particulares. Deve ser estabelecido um curri- Wlo que possa atender as necessidades dos indivíduos inc-in cscola. Da mesma forma as oportunidades edu- - ' VII. para determinada população escolar. devem ser oJudus pelos responsáveis da educação dessa mesma ulaçño. Por isso, cabe à cscola planejar e ativar o onun educativo para a sua população alvo. 37
  22. 22. IV. A Escola e seu Planejamento A escola é uma instituição que se “aprimorou”. no discurso falado e escrito, a respeito das teorias de plane- jamento e sobre o próprio ato de planejar. Planejar, pla- nejamento e pianos são palavras sofisticadamente pedagógicas e que “rolam” de boca-em-boca. no dia-a-dia da vida escolar. Todos os setores da escola devem ser planejados. Planejamento da direção, da supervisão, da orientação. dos professores, às vezes, até dos alunos; enfim, planejamento para todos os serviços existentes da escola; planejamento, até mesmo. para alguns setores ou serviços que nem eidstem na escola. Parece que a escola criou para si a fobia pedagógica de planejar. Ela é. talvez, a instituição em que mais se pensa, se fala e se faz planejamentos. São planejamentos de toda a ordem e estilos. O mais importante plano planejado pela escola é chamado didaticamente de Plano Global da escola. Plano que tenta dar forma à estrutura monolítica de tudo o que se pensa ou imagina para que a escola possa andar lenta e pausadamente na sua trajetória de muito planejar e pouco fazer. Planejar, planejar é a ordem, é o dever, planejar é a Cantiga diária dos comandos pedagógicos. Planejar é a angústia e o delírio mórbido da escola; é a enfadonha 38 n. qu: os professores. diariamente. escutam com , _ . u. n: 1 | <~ tenacidade dos seus coordenadores. Deve- , i1 uu ]. u', e' a ordem de comando. Até os alunos s. . u¡ x notícia de que devem planejar e executar Os , .. ~. vezes, por causalidade, eles participam dos , I -u- | :muitos já planejados. 3PT0V3d°5 e deñmüv°s' › mu. . . Iu-¡gnm a ter a ousadia pedagógica de falar em , 1 . ... ¡ unr-niu “participativo”, onde o aluno dá suas suges- › . .. cpu' já foi sacramentado e decidido. i-Luujjar para melhor executar seria o pedagógico n ¡4 n m» Mus, na escola. o planejar por planejar se tomou t . .. In . i nx-nlidade da vida escolar. Nm: escolas. desde a mais bem estruturada, até a . .. . n Im¡ nes, se fazem planejamentos. Planejamento para i , i. n. . . ¡mrzl todos, para que tudo não funcione; esta parece . i t . nulidade da caótica estrutura escolar. A direção planeja, a supervisão. a orientação. os , .. . ›I- M( mts e os alunos planejam. E qual o resultado desta 4. n¡ i. ¡u-In angustiante de tanto ter que planejar? O que SC . u, . w. . (- sempre a mesma rotina. o mesmo marasmo, o t. .. um cotidiano. Por vezes, chegam a chamar de plane- ¡ nur nln a certas reuniões enfadonhas, que nao passam . I. uma recitação de avisos sobre aulas ou não aulas. » -Iz ¡ulzirlos escolares, sobre provas. notas, cademos de . I. .nmula, feriados ou não feriados e sobre outras situa- . ~. previsíveis e imprevisíveis- Desse modo, a vida de uma escola se toma um . c. mu e inflndável planejar. Chegando. às vezes. a0 final . u. . m0 sem ter concluído o planejamento. E assim V3¡ . . rlando", "rolando" a ação desplanejadale o planejamen- I. . mi se arrastando na retaguarda da acao- São planejamentos de curso, de disciplina, de con- t. mins. de atividades, de aulas. de provas; planejamento _¡, . “uniões para planejar. planejamento e mais planeja- Inrnlos, enfim. só se planeja e pouco ou nada se executa. . não ser planejar. Parece que na escola eidste um certo carisma inspi- i . ulor que força e impõe a necessidade de sempre estar ¡ dnnejando. O importante passa a ser planejar e nao tanto 'I u. . 39
  23. 23. executar. Para muitas escolas. a execução é uma palavra de pouca expressão lingüística. mas 'planejar' é um verbo com certa sonoridade e que é conjugado em todos os modos. tempos e pessoas. É um verbo apresentável e de alta categoria na classe social da educação. Na educação. na escola. no ensino, a palavra planejar se tornou indis~ pensavei e obrigatória ao vocabulário pedagógco. Planejar se tomou uma moda didático-pedagógica. Professores que não planejam são considerados desatua- lizados e antiquados ou não conhecedores da educação e do ensino modemos. 1. o PLANEJAMENTO A NÍVEL m: escom A educação, como processo. jamais pode ser desen- volvida fora do contexto nacional. regional e comunitário da escola. na qual o aluno está inserido como agente e paciente das suas circunstâncias existenciais. Por isso. todo o processo educacional requer um planejamento em termos nacionais, regionais. comunitários. como também um planejamento a nível de escola e um planejamento especifico de ensino. relativo às diferentes disciplinas e aos diferentes conteúdos. atividades que são ministradas na escola. Esse planejamento. em relação aos diversos niveis, passa a ser o instrumento direcional de todo o processo educacional. pois estabelece e determina as grandes ur- gências. indica as prioridades básicas. ordena e determina todos os recursos e meios necessários para a consecução de grandes finalidades, metas e objetivos da educação. O planejamento educacional não pode ser confun- dido ou interpretado como se fosse um planejamento das atividades de ensino ou das atividades didáticas de uma escola. Essa planificação de atividades escolares, no dizer de Osvaldo Ferreira de Melo (1969). são técnicas de traba' lho, usadas pela escola e pelos professores, não consti- tuindo. propriamente. o planejamento educacional. Contudo. os planos elaborados pela escola e pelos profes- sores não podem ser estruturados sem uma inter-relação com o planejamento educacional. O planejamento escolar 40 . .. . w . n valor e a necessidade do planelament° educa' l . .. .u um não linüta ou elimina a necessidade do 00W- ¡ ~ u . l Osvaldo Ferreira de Meio u. . alienação do especialista (ou dO Pmfessm") . num-nirar toda a sua atencã° _H0 Planelalne"? . -. . 'l ›l; ¡r, esquecendo-se que esta tecnica de P¡'°“53° : ln professor ou da escola. para os seus TCSPCCÚVÃS p¡ «um-amas de trabalho. não pode excluir o estudo . In planejamento global do fato educativo. dentro 0 . ¡u. ¡l serão considerados tambem a acao docente ° v. questões de administracãf¡ Cscdar (Ferreira de Mrln, 1969. p. 21). l n 1 planejamento deve atender ã Probiematica a nivel u . ami, n-gional. comunitário e escolar. Esse e o seu . .u. l. «nhjL-. tivo. Deve agir diretamente sobre a P°55°3- a u. .. . i. . .n-uder às urgências e atingir as grandes "mas m. . . u -iouuis Há a necessidade de um planejamenl” nf' . 1.. .. . I o (lc um planejamento reálfmal? e da 'numa 'clamam . u. . -. dois planos são estruturados _os Plan” cumcu' I u. «Lu» escolas que. por sua vez. dao as bases Pam 3 . l . l n n . içfio dos planos dC 61'13"10- A cscola pode e deve elaborar os seus Plan” cum' , ..1 . um, partindo da orientação dada pela lei OU 130105 u 1. m c, com a finalidade de atender às caracterl-ístll: : u. . . iu v : Is necessidades da comunidade. A esco a . .. . umizur seu planejamento curricular e de ensino 00m I. i 4' ililí - ' das . .mterpretaçao das diretrizes e orientaçao emana (lo sistema à luz dos criterios de @Xequlzlllldatlieoí . adaptação às realidades socio-culturaiset 0-13: Cdo wciais; expressar-se por meio_da estru uralça en_ processo educativo e das relacoesdenge O: É: : da 1 ~ onsáveis pelo mesmo. Cn ° (lslsíolãfgomumdade e educando' (SEGRS. 1974. P- 12). Por ser a nível de escola em que o processo edge: - . n. .¡ . . . i age diretamente sobre o individuo ha a: necessi 3 C : ecolas elaborarem os seus Planelamen °5' 41
  24. 24. Partindo da idéia de que é a escola a agente direta e dinamizadora de toda a ação educativa. ela não pode agir em direção de certos objetivos, sem um plano estruturado e organizado. a partir de principios básicos. para o desen- volvimento do processo educativo. 42 V. Os professores e o planejamento Parece ser uma evidência que muitos professores . . . gmlcm e pouco simpatizem em planejar as suas . m i4 LIllPS escolares. O que se observa é uma clara relu- n . .u i. ¡ mntra a exigência de elaboração de seus planos. u | uma Certa descrença e desconfiança manifestas nos UNION_ na vontade e disposição dos professores, quando v «mw u-; ulos para planejamento. i ': nrece haver. entre os professores. uma idéia de que «- plan-jumento é desnecessário e inútil por ser ineficaz e u. lvl | V('l na prática. Isto é. para eles, na ação prática nada . . l u livro do que é planejado. Ele é encarado como algo que « ~. l-. l c' upcnas para satisfazer a burocracia escolar. A idéia l . li v (lc que se faz planejamento porque é exigido e não , .l u . pu- se sente a necessidade de planejar para se desen- « ulvri' uma ação mais organizada, dinâmica e científica. Rlllllll'. dizem que tal determinação serve apenas para ¡ Ii n - ¡u-hcr papéis e abarrotar gavetas de planos. que nun- - l zm scr executados. Outros dizem que servem para a . In. ._-. u› ou supervisão da escola demonstrarem serviços. A inutilidade e a ineficiência são lamúrias e lamen- u Ii_III"› comuns dos professores. quando convocados a ¡Ilullklilf suas atividades docentes. Para que planejar? .- lnpn- é a mesma coisa, Nada muda. Eujá sei o que devo 43
  25. 25. ensinar. Está tudo no livro. Alegam que a matemática. as regras gamaticais. a geografia e outras não mudam. E assim o planejamento se torna uma monótona e insípida repetição dos anos anteriores. E a descrença no planeja- mento se toma uma crença geral entre os professores. Se quiserem ver a sádica descrença e a triste insatisfação para as repetidas e infrutiferas reuniões de planejamento. São convocações que despertam nos professores as mais diversas reações. que vão desde enxaquecas. cólicas. reu- matismos. até disenterias. que aparecem quase que es- pontaneamente por um comando psíquico ao ouvirem a palavra “planejamento”. Certo professor. ao ser convocado para realizar o seu planejamento. dizia: “ao falar em planejamento, sinto todo o tipo de distúrbios. Parece-me que é o mesmo que dizer: o salário vai baixar ou atrasar; que as férias vão terminar: sinto-me uma inutilidade planejada'. Outro diz: "hoje os alunos vão perder um dia de aula porque os professores vão ter que planejar para não fazerem nada depois'. A indisposição e o minimo de crença na importância de planejar é um fenômeno que caracteriza a mentalidade de muitos professores. Por que os professores não gostam de planejar? São várias as suposições que levam os professores a um certo descaso ou descrédito em relação ao planejamento. - Na verdade. os professores não planejam. mas. sim. preenchem quadradinhos ou formulários que os “experts” querem que façam. - Os professores não gostam porque são obrigados _ a seguirem esquemas ou modelos rígidos de plane- jamentos, e desse modo são impedidos de reali- zarem determinadas inovações, não só no planejamento. como também nas suas atividades docentes. - Às vezes, os 'donos' de certos setores da escola não permitem inovações ou mudanças no ensino. por isso. os professores não sentem a necessidade de planejar as suas atividades. se o fazem, é só para u¡ unprir uma obrlg3Cã° bumcfâüca- 11153503"? a «nnsideração de ser o pianclaínenm *ksrwccssa °' Por outro lado. muitos professores não sabem planejar as suas atividades. falta-lhes o conheci- nu-nio teórico e prático. Pois eles nao tiveram uma “rwnmçào segura e prática de como planejar. e ¡lcpols atuar com o planejamento na S313 de aula' ° planejamento só tem validade se servir como instru- nu-nto orientador na prática. dentro da sala de aula. Multas vezes, o planejamento é visto apenas como uma cobrança. outras vezes. OS Cilfe exlgembdPs professores o planejamento. eles PT°PÚ°S tam em “fm sabem planejar. E os professores inseguros notam a insegurança dos que mandam fazenlA pouca e fraca orientação dada aos professores e- vnm-nos a desacreditar no planejamento. Os poucos estímulos e incentivos para os profes- sorcs se aperfeiçoarem nos seus conhecimentos e lmbiiidades de ensinar é mais uma causa que tolhc u iniciativa dos professores 61mm” 3° am de Plane' jar. po¡ tudo isso, o planejamento para os professores . lnrlizl um peso e, até mesmo. uma angustia. qu** °5 1°” l um: : descrença total em relação a Validade dc Flanela? - u_ o PLANEJAMENTO PARA o ALUNO E PARA 0 vuoFFssoR Seria desnecessário justificar a imfmmnaa e a n! « umidade do planejamento de ensino par? a ? Scolav p. . . Icssores e alunos. Mas o que se quer ressa. tar e qu: ° p¡ Inu-ira e mais importante oPJ°uV° d? Planelmenw as . Ir _ulpllnas. para uma situaçao de ensino. serve pêra qiàe . v. professores e alunos desenvolvam uma 8030 e c” e , .. .um e aprendizagem. Portanto. se o professor planejar l_ . N, (msmo é para ele e para seus alunos, em primeiro lujtzll'. E este plano passa a ser um ipüumentí? de “5° ¡ u u? .nal entre professores e alunos. E so em segundo lugar Il plano poderá servir a outros setores da escola, para 45
  26. 26. cumprir certas obrigações e eidgências administrativas ou burocráticas. Mas o importante é que professores e alunos façam o seu planejamento, a fim de que possam trabalhar eticamente na sala de aula. Isto porque os atuantes na sala de aula são os professores e os alunos. Portanto, o plano é para os professores e seus alunos. Ora, dessa fomia, quem deveria exigir dos professores o planejamento são os alunos. Para alunos e professores o plano é um roteiro de uso diãrio na sala de aula; é um guia de trabalho; é um manual de uso constante; enfim, é um roteiro que direcio- na uma linha de pensamento e ação. Por isso, planejar para depois não trabalhar com o plano, é uma incoerência pedagógica. E isto pode ocorrer quando o plano é algo que serve, simplesmente. para cumprir com a obrigação buro- crática. quer por diletantismo pedagógico ou por mera satisfação profissional para honrar o cargo. Portanto, planejar para trabalhar com o seu plano. Pois o que dizer de alguém que faz uma planta para construir uma casa. toda sofisticada, mas que, durante a construção, tal plan- ta não é consultada, nem examinada pelos construtores e trabalhadores? Em vez de uma mansão poder-se-á ter um amontoado de tijolos e pedras fadados ao desmoronamen- to. Os setores pedagógicos da escola não devem deter- minar uma forma única para planejar todas as disciplinas, como se todas fossem iguais; como se todos os professores e alunos fossem uniformes, agissem da mesma forma. tivessem os mesmos objetivos. interesses e as mesmas habilidades. Existem muitos tipos, esquemas ou modelos de planejamento, que são ótimos. mas não existe o melhor modelo. Nem todos os modelos são os melhores para todas as situações de ensino. O professor deve escolher o modelo que melhor atenda a sua realidade e a dos alunos, isto é, que seja funcional e possível de ser agilizando na sala de aula e que dê bons resultados no ensino. Os setores pedagógicos podem e devem fomecer propostas e orientações aos professores de como devem 46 , I . ... jp, mas o que decide o modelo de pm: :a: ã: 1.¡. Ilw . .u dos alunos, do professor e as possi da : sua _ 4 m. : lo numa determinada classe. consideran o . illllJlll'. I~: l›om que haja certa uniformidade na açao peda- . m. . . (In escola como um todo. mas em "NPC da “Êifm” . ..m . m- não sepode prciudicar°alun° °aa°a° p°dag°$l°a «lll p. u m-ssor na sala de aula. Por isso, nos 13333.03 mVlavel , -l . n u 1. u' uma mesma disciplina, de uma forma unica. 133-fa . . I. I'› turmas de uma mesma série. P03 as tunas "a0 u¡ unniformes, homogêneas e idênticas. SC 11111113 mesma 4 . u nu encontramos grandes diversidades entre os . A 4p w -lizcr das diferenças entre as varias turmas? o U c. › 1 . .da professor faça o seu plano Para a s"? turma' t: pl um para uma situação dificilmente servira para 011 u nmçflo, embora haja algumas semelhanças. ("ida tunna sob a orientação C10 Pr°fess°rv de” pi. . u-¡nr a sua disciplina, para que ° 31mm selaageníãtlfá um Instrumento orientador para o professjor @ser muito . _¡›1'('l1|l, para si mesmo. Por isso. o P131” e” ln m explícito e claro para que os alunos 2:13:11; ã: .. l u-ninr através dele. Surge. 00m 1550» a “ecc m em t. .. I¡ v. os alunos participarem dO Planelalnenltgotãfdlsci_ | ||. |H'1, para manusearem e consultarem. o p , .I l n i. u; assim, os alunos aprenderão a trabalhar. 013801306"" . I.. .- _wcguindo um planejamento. O importante é que o plano Siri/ a Para f-llPwfãírs: p u . u os alunos. Que ele sejautii e funciona antlisclente . I. -. l Ina objetivamente, atraves de uma 31:30 C ' . . . pnnsável e libertadora- Quem esta' na escola, para ensinar e para aprender, ill os que têm as melhores condições e obrlgacav de plaiitjar a sua ação docente e dlscenf-C- 47
  27. 27. VI. Níveis de Planejamento Educacional e de Ensino O processo de planejamento educacional é feito e se desenvolve em vários e bem detenninados níveis. Temos o planejamento a nível nacional, estadual ou de um sistema determinado através do quai se definem e estabe- lecem as gandes ñnalidades, metas e objetivos da educa- ção. onde deve estar implícita a própria filosofia da educação que a Nação pretende professar. No plano na- cional de educação se reflete toda a politica educacional de um povo. inserido num contexto histórico. que é desen- volvida a longo. médio ou curto prazo. Num segundo nível. menos abrangente, temos os planos das escolas. com os seus respectivos cursos. dos quais decorrem os planos cumculares, que definem e expressam a sua filosofia de ação. seus objetivos e toda a dinâmica escolar. os quais fundamentam-se. naturalmen- te, na filosofia da educação, expressa nos planos nacional e estadual. A partir dos planos curriculares. é planejada, de maneira sistemática e global, toda a ação escolar. Os planos das escolas vão operacionalizar, através dos seus planos setoriais c de ensino. o plano nacional de educação; por isso. é de suma importância que os professores. ao elaborarem seus planejamentos de ensino. analisem o 48 . a : nu , global de educação, para poderem imprimir. nos ¡il . n. . ~. (lc enslno. a illosofia de educação. adaptada pela ¡x. ..¡ u In cscola. Num terceiro nível. surgem. como decorrência dos . .I um'. curriculares. os planos de ensino. que são os . A u |1I'› (lc disciplinas. de unidades e experiências propos- ¡ . ¡vrlu cscola. professores, alunos ou pela comunidade. Estes planos de ensino se situam num nivel bem n¡ . r. c-speciiico e concreto em relação aos outros. Eles . I. IH u-m e operacionallzam toda a ação escolar. configu- . .. |.. m) plano curricular da escola. Os planos de ensino são os meios para dinamizar a . .Im. .cão e o ensino. numa realidade escolar bem concre- z . .. I ¡uvés do processo de ensino. Nos planos de ensino são trabalhados os componen- n. . ¡uuulamentais do plano curricular. Tais componentes nu . n lilosoiia educacional da escola. os objetivos. as . ll - I¡ ›Iinas e os conteúdos. Por sua vez os planos de ensino , m -Iilcam os objetivos, os conteúdos. os recursos huma- nn . c nnateriais. os procedimentos e o processo de avalia- . n. lislcs planos de ensino compreendem os planos de . Irnpllnas. unidades. de aulas e de outras atividades ou . «. ¡ u-riúncias de ensino. 49
  28. 28. VII. O Currículo Escolar t O que não é currículo: Antes de deilnir o que é um curriculo, vamos ver o que não é um curriculo escolar. O cumculo não é mais entendido, simplesmente, como sen- do a relação e distribuição das disciplinas. com a sua respectiva carga horária. Não é, também, o número de horas-aula e dos dias letivos. Ele não se constitui apenas por uma seriaçâo de estudos. que chamamos de base curricular para um de- terminado curso. ou uma listagem de conhecimentos e conteúdos das diferentes disciplinas para serem ensina- dos de forma sistemática, na sala de aula. O currículo não deve ser concebido apenas como uma relação de conteúdos ou conhecimentos delimitados ou isolados, estabelecendo tópicos estanques, numa rela- ção "fechada”. sem uma integração envolvente e ampla com todas as dimensões do conhecimento. Curriculo não é. simplesmente. um plano padroni- zado, onde estão relacionados alguns princípios e normas para o funcionamento da escola, como se fosse um manual de instruções para se poder acionar uma máquina. _ O curriculo escolar não se delimita em relacionar materias. cargas horárlas ou outras normas relativas à vida escolar que um aluno deve cumprir na escola. O 50 . .. . .. uln não é algo restrito somente ao âmbito da escola . .1. . ..lu de aula. t › que é currículo: O termo curriculo nos dá a idéia u un¡ caminho percorrido durante uma vida, ou que se . n , .. . | urrcr. Dai termos a expressão "Curriculum Vitae'. l trt-la forma o currículo é algo abrangente, dinâmico . › I Arm-iai. Ele é entendido numa dimensão profunda e A . I . p u~ x-uvolve todas as situações circunstancias da vida . .. I n r social do aluno. Poderíamos dizer que é a escola n¡ . ._. u›, isto é, a vida do aluno e de todos os que sobre I. ¡mu-. nm ter determinada iniluência. É o interagir de ¡. ..I. . r (lc todos que interferem no processo educacional . I « ¡. - anna do aluno. n currículo se refere a todas as situações que o . hum vive, dentro e fora da escola. Por isso. o curriculo . mtu' não se limita a questões ou problemas que só se . . I n inunm ao âmbito da escola. Ele não se restringe às ¡ . .. . . Im da escola e não surge dentro da escola. Nasce fora . I . . . . -u ›I; ¡. Seu primeiro “passo” é dado fora da escola, para . .i N In vntrar nela. Esse procedimento se justifica porque . . . m n ¡vulo é constituído por todos os atos da vida de uma ¡. - xml: do passado, do presente e tendo. ainda. uma . u . upa-tiva de futuro. 0 currículo é um currículo da vida de uma pessoa, | vliln do aluno não está enclausurada dentro de uma . <›I; I ou de uma sala de aula. A vida do aluno não é unlriilc o resultado daquilo que o professor ensina na il. . (lc aula. Quantos conhecimentos, quantas experiên- . n . v. x- vivências são adquiridas e assimiladas fora da x ul; n? Todo este cabedal de conhecimentos não escolares n I. p n lridos faz parte integrante do seu "Curriculum Vitae”. |11|¡ Isso, não pode ser desprezado pelo curriculo escolar. r I mun-rículo escolar não pode estar dissociado do "Curri- -ulum Vitae'. Poderíamos também dizer que o curriculo deve ser . nr rzmização da vida que o aluno vive fora e dentro da i -. .~ul: ¡; sendo, com isso. a estruturação de toda a ação . Irucncadeada na escola. para organizar e desenvolver o 4 'urriculum Vitae” do aluno. Sl
  29. 29. Todas as atividades e experiências realizadas e vi- venciadas pelo educando e por todo o pessoal envolvido com o educando devem constituir o currículo escolar. Por isso, podemos dizer que o curriculo é a vida do aluno e da escola em ação. dinâmica e constante. Ward G. Reeder dá ao currículo um sentido bem mais amplo do que ser apenas a relação das disciplinas ensinadas na escola. Ou seja. 'curriculo são todas as experiências e atividades realizadas e vividas pelos estu- dantes sob a orientação da escola. _tendo em vista os objetivos por esta visados' (Reeder. 1974. p. 603). Podemos deduzir. a partir disso. que o currículo não deve se limitar à estruturação das matérias de ensino, como algo delimitado. devemos ir bem mais além, aprovei- tando todas as experiências, as atividades. toda a ação do educando. da escola e da sociedade, exercidas sobre o educando, com o fim de alcançar os objetivos educa- cionais. Tudo o que promover e ativar o processo educativo deve constituir o currículo escolar. Planejamento curricular é o processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É a previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno. É instrumento que orienta a educação. como processo dinâ- mico e integrado de todos os elementos que interagem para a consecução dos objetivos, tanto os do aluno, como os da escola. Para que este processo atinja os seus propósitos, é necessário, principalmente, planejar toda a ação escolar, que será estruturada através dos planejamentos curricu- lares. O plano curricular é de fundamental importância para a escola e para o aluno. Ele é a expressão viva e real da filosofia da educação seguida pela escola, além disso, ele é a própria filosofia de ação da escola. como um todo unificado. Não se pode nem supor uma escola sem uma ñlosoiia claramente definida. devendo esta estar expressa no currículo da escola. Ele ainda determina os objetivos da própria escola e os dos alunos. Relacionando as disci- plinas e os conteúdos essenciais. as atividades e as expe- riências que vão possibilitar o alcance dos objetivos. 52 , .. . . m: : a¡ metodologia de trabalho e os recursos neces- . . u. › ¡›. um desencadear a ação educativa. Estabelece um . . _ . n (lc avaliação para verificar se os pr0P°5¡t°5 da . _I . u us (los alunos foram alcançados. 'u' todos estes elementos. que são fundamentais. . . u n rm planejados. não se pode esperar bons resulta- u. . «ln ¡IFOCCSSO educacional e de ensino, propostos pela . .. l,. _ pois toda a ação assistemâtica ou nao planejada e m. 4 rnnrqflcntz quanto aos resultados esperados. < › planejamento curricular. na sua filosofia de ação. , .. .. u. pruinover uma reflexão que suscite c desencadeie 35 _ . .. u liç¡ nas favoráveis para ativar as forças da comunidade . i . I. u r. 0 planejamento curricular não se reduz somente . un¡ r-. hoço de certos elementos ou atividades que envol- . u. uilunções de ensino, mas envolve toda a açao peda- _pu . u dz¡ escola na sua mais abrangente dlInCnS3°~ (Hlrriculo são todos os esforços direcionados para . In ¡Alllllãlf a ação educativa. num ambiente edl-CKÚVO- u _. «. r-sforços correspondem a todas as tentativas da . .. m lnde, da família, da escola e dos alunos. para desen- i . . I: u u r o desenvolvimento total e pleno da pessoa humana. .u . .a disciplinas, os conhecimentos, os conteudos, as A v, ¡ . ru-ióncias, os fatos sociais. politicos, religiosos. 600110' . .na w u. . us tradições. os valores que. planejados e sistema- u; .mins, o grupo social educacional estrutura para p. u mmver a educação. O currículo é o que o educando viveu e vive, percebe . HFIllC durante o seu processo de crescimento. É a força . lm- transforma a realidade escolar em vida escolar. É a . piTlÕllCla de vida que o educando realiza para atingir a _um auto-realização. O currículo escolar deve conter e manifestar os seus . ivuu-, ntos-chaves. com toda exatidão e clareza. P°lsv 5° l-. lo ¡ião ocorrer, o curriculo será fadado ao fracaso total. O curriculo. como um guia para o educador e para . , niucando. deverá representar ° Pammõnm “dai q” . romiado por todos os conhecimentos. peidos $313:: ¡ah-nis e aspirações da humanidade. Pelas d°s°° lensu_ «Icntiiicas e tecnológicas, pelas artes e por to as as 53
  30. 30. tuições sociais. eniim. por tudo aquilo que constitui a herança cultural do homem. A escola. através do seu plano curricular, tem a missão de transmitir às novas gerações todo o patrimônio cultural da humanidade. A escola deve, por meio do curriculo. ajudar o educando a refletir sobre os grandes ideais da humanidade. representados pela cultura e pela civilização, e. a partir dessa reflexão, interpretã-los e recria-los para o viver presente. O currículo, para ser um verdadeiro guia na trans- formação da cultura e do saber, para que possa estabele- cer uma relação entre a herança cultural e o viver presente e futuro, deverá expressar e definir quais os objetivos a serem alcançados a longo, médio e curto prazo, sempre em relação ao desenvolvimento do individuo como pessoa humana. O curriculo deve representar uma seqüência de conhecimentos significativos para a vida presente, desen- volvendo habilidades. fomecendo princípios e diretrizes, que possam ser úteis à vida futura do indivíduo. Deve relacionar, de forma gradual. todas as experiências que possam ser desencadeadas e promovidas no ambiente escolar. Deve. ainda. evidenciar todas as oportunidades de integração e correlação dos conhecimentos. para que o educando possa promover a aplicação do aprendido na vida prática. 1. FASES PARA O PIANEJAMENTO CURRICULAR O primeiro passo a ser dado para a elaboração de um planejamento curricular é um amplo e profundo estu~ do da realidade social. politica. economica e religiosa da comunidade a que se destina o pretendido currículo. Num segundo momento. se toma necessário o es- tudo da filosofia que orienta a educação e que estabelece os ideais e os valores humanos. Num terceiro momento. se faz mister um profundo estudo dos fatores sócio-culturais que influenciam no comportamento das pessoas, no âmbito da sociedade, e 54 1 unhi-. m dos fatores psicológicos que podem interferir no ¡ . . . u-csso educacional. llã que se destacar um outro elemento, ou seja, a . milsc das teorias de ensino. que podem favorecer e . imunizar o processo ensino-aprendizagem. É também u- -›«~. ~~. sário fazer uma análise profunda das bases legais . ,u u' orientam e estabelecem as normas para todo o sistema . .Iumcional do pais. Após o estudo destes elementos há que se tomar as - ; zuintes decisões tais como: l" Estudo e análise dos objetivos amplos da educa- . _ . u, definição dos objetivos, a nível de escola; definição . I. . -. objetivos das disciplinas e dos seus conteúdos. 2'* Seleção e organização das disciplinas e conteú- -In -w mais sigiiiicativos para atingir os objetivos. 3" Seleção dos melhores procedimentos e técnicas . I. ensino que mais facilmente favorecem a consecução . I.. -. objetivos. 4*' Seleção dos recursos materiais e humanos que Inalrv favorecem e auxiliam o professor e o aluno na « I- iivução do ensino e da aprendizagem. 5“ Definição e organização de um processo de ava- In. I¡_'. |(1. relacionado e adequado aos objetivos propostos no plano curricular. Todos esses elementos estruturados. tendo como nau-t. : o alcance dos objetivos. constituem as partes inte- , u . u ni os de um plano curricular. Devem estar intimamente n Lwlonados entre si. Contudo, sempre numa depen- . l. ¡u-iu lógica e hierárquica com os objetivos: por isso, eles . u ns determinantes dos outros elementos. que formam - - ulruturam o plano curricular. Para a elaboração de um planejamento curricular u I« rx' sc seguir os seguintes passos, segundo o fluxograma: 55
  31. 31. FLUXOGRAMA 'andar 'mdmo XOVEGGGH 56 ' RELAÇÃO ENTRE OS ELEMENTOS QUE u 1 WSTITUEM O PLANO CURRICULAR Os elementos que dão forma e estrutura ao plano . n¡ u icular precisam estar intimamente relacionados, de n . I mudo a constituírem um todo unificado. Devemos « - u III: ~; u' a interdependência que existe entre eles e os seus | ›I Inwipios integradores, que lhes dão consistência e uni- . I . . lr. “É essencial identificar os principios de organização. . . u_'. n; ;nos quais todos esses fios poderão ser entrelaçados mui¡ u-cido coeso" (Tyler, 1974, p. 89). 0 relacionamento . ¡nivgração dos elementos dão ao plano toda aquela nuiura que assegura a coesão e a unidade nas suas . ma u-ntcs etapas de elaboração e desenvolvimento. Faci- Iu . .n unidade, a continuidade. a seqüência e a integração , I- nu Io o processo de ensino e dos próprios elementos que A 4 . x Inf liuem o plano como agente integrador e dinamizador . l l . ng-fun didática. 'lyler fala de “fios” que não só unem o todo, mas que I«--II1.IiIi um todo coeso e único; por outro lado, Hilda Taba . m um que: “para um plano é especialmente importante vl. t. nnlnar claramente como se relacionam entre si os ›I| - . :nos elementos e os critérios conectados com eles” n¡ . Im, [974, p. 549). Portanto, é necessário verificar todas as relações . ›. Iuiviilcs e os princípios e critérios que se relacionam, I . iwlvccndo as diferenças e semelhanças entre os ele- nu ums. Tomar uma decisão a respeito dos elementos. sem n, I- nl iiicur as relações com os demais, que formam o todo. um. : atitude que poderá afetar todo o plano, porque . u I. . vit-mento do plano adquire significado e substância . . . uu: : referência com os demais elementos' (Taba. 1974, . . um). Dessa forma, um elemento é conseqüência de , t. u¡ u x ›_ um principio está relacionado a outro, de modo que p. n Ia-m ser deduzidos vários elementos, sendo que entre um <- uutro existem relações de interdependência. Os elementos que fazem parte integrante do plano . v. nr; resultados da sondagem, os objetivos, os conteú- . L. , m; procedimentos, os recursos e o processo de ava- S7
  32. 32. liação. sendo que todos eles devem estar intimamente relacionados com os objetivos. Hilda Taba apresenta um modelo esquemático para demonstrar as relações entre os elementos (Taba. 1974, p. 55 1): OBJETIVOS / MATÉRIAS . ORGANIZAÇÃO E / MÉTODOS AVALIAÇÃO Podemos observar que cada um dos elementos está relacionado aos demais; um dependendo do outro. De modo que todas as decisões. tomadas em relação a um dos elementos, dependem. na sua essência. das decisões que se adote em relação aos demais. Todas as decisões a serem tomadas. durante o processo de ensino. dependem das decisões estabelecidas no ato de planejar a disciplina; se isso não ocorrer, surge uma discrepância entre o que foi decidido e o que será executado. Por isso. “um bom projeto descreve todos os elementos, as relações entre eles e seus principios susten- tadores. de tal modo que indique prioridades entre os fatores e os principios que devem ser considerados' (Taba, 1974, p. 553). Talvez a tarefa mais complexa seja a de detenninar quais são realmente as relações. os critérios e os principios pelos quais o planejador deve decidir-se. Contudo. a pri- meira decisão a ser tomada recai sobre os objetivos. pois desta dependem todas as outras. Portanto os objetivos se constituem na mola propulsora que vai guiar o planejador na tomada de decisões quanto aos conteúdos, procedi- mentos. recursos e avaliação. S8 VIII. Planos de curso e planos de disciplinas Plano de curso é a organização de um conjunto de unir-rias, que vão ser ensinadas e desenvolvidas em uma . . nlál, durante um período relativo à extenção do curso - m nl_ exigido pela legislação ou por uma determinação u aphvita, que obedece a certas normas ou principios n. ¡u-nladores. Uma série de matérias ensinadas numa escola ou - I u-. ac, de acordo com um progama. constituem um curso ¡urzl diferentes niveis de ensino. como, por exemplo. l'. uu 3* graus. Estas matérias do curso são estruturadas . Ir . wordo com um núcleo comum. obrigatório e por uma ¡ . . n rl c (liversiñcada. O plano de curso pode ser considerado. ainda. como um conjunto de elementos que constituem a organização - utruiural de um detenninado evento promocional, em IrLIÇÂO à educação, ao ensino, ou à aprendizagem de . Iuuma profissão. atividades. ou o desenvolvimento de habilidades específicas. dentro de um campo geral ou . upCCÍÍlCO. Temos. por exemplo. os cursos específicos de Magistério. de Contabilidade. de Educação para o traba- ll m, e outros que são relativos ao segundo grau. No 3* grau irmos inúmeros cursos. como por exemplo Curso de Pmlngogia. Direito. Engenharia e outros mais. 59
  33. 33. Estes cursos de 29 e 3* graus são constituídos por uma série de matérias. que são ensinadas durante um periodo de 3 ou 4 anos, com um número mínimo de horas-aula e dias letivos. Existem também outros cursos mais especificos, que são desenvolvidos a médio ou a curto prazo, como os cursos de extenção universitária, com um número detemiinado de horas e uma série de conferências sobre um assunto determinado. Além desses temos cursos rápidos de treinamento para detenninadas atividades. Se faz mister considerar que cada tipo de curso apresenta a sua especificidade e as suas características particulares. Aqui, é necessário estabelecer uma distinção entre Plano de Curso e Plano de Disciplina. Os professores não fazem o Plano de Curso porque ele já existe na escola, é aquele elaborado quando o curso foi implantado. Caso ocorra a implantação de um novo curso na escola os professores podem e devem participar do mesmo. Fora isso, o que os professores devem fazer e fazem, anual, semestral ou bimensalmente, são os planos de suas disciplinas. O plano de disciplina é uma decorrência lógica do plano de curso e do plano curricular da escola. O plano de disciplina segue uma metodologia pró- pria e bem diferente do plano de curso. Por sua vez, o plano de disciplina é bem mais específico, sendo relativo a uma disciplina ou parte de conteúdos desta mesma disciplina. Portanto, os planejamentos relativos às disciplinas não são planejamentos de curso, mas de disciplinas. IX. Os alunos e o planejamento da disciplina / UNESCO, em 1968, alertava. na oportunidade. os ¡uu «Lniisias em planejamento, para o seguinte: estar cada vez mais consciente de que um pla- ¡ic-. jamento educacional realista e eficaz supõe a Informação e a consulta ao conjunto da sociedade, v de ele próprio se constituir num instrumento de qirmocracia e educação”. 0 planejamento não é privilégio de um grupo, pelo -unl¡. 'i| 'l(), ele deve ser o resultado da ação conjunta e , . n l i4 ~I¡ : ativa das pessoas que vão se envolver na ação. Ele «In u- um' o fruto de um ato democrático, em que todos , m mu¡ partilhar das decisões e responsabilidades. 0 planejamento participativo é a nova visão que se ¡un › Ivmic dar ao processo de planejamento, principalmen- a. um¡ setores de educação, da escola e do ensino. Planejar é um ato participativo e comunitário, e não ¡mplcsmente uma ação individualista ou de um grupo I- . lmllo no seu restrito mundo eidstencial ou profissional. ~ › planejar individualista é um ato condicionante do pen- n _ (Io prever, do decidir e do fazer; ele é dellmitador, e . . : lux o campo de idéias, diminuindo a possibilidade de . VUIIIÇÃO e transformação da realidade. Ele será o resul- 61

×