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Inteligência - Processos cognitivos, emocionais e motivacionais

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Índice
Introdução..................................................................................................................................... 5
Fundamentação teórica ................................................................................................................ 6
Inteligência................................................................................................................................ 6
Origem da inteligência – 3 perspetivas..................................................................................... 7
Inatismo................................................................................................................................. 7
Ambientalismo ...................................................................................................................... 7
Interacionismo ...................................................................................................................... 7
Tipos de inteligência.................................................................................................................. 7
Prática.................................................................................................................................... 7
Técnica ou Concetual ............................................................................................................ 7
Associal.................................................................................................................................. 7
Fatores da inteligência .............................................................................................................. 8
Hereditariedade .................................................................................................................... 8
Idade...................................................................................................................................... 8
Meio Sociocultural ................................................................................................................ 8
Expectativas........................................................................................................................... 8
Teorias da Inteligência .................................................................................................................. 9
Jean Piaget .................................................................................................................................... 9
Piaget e a Inteligência ............................................................................................................... 9
Epistemologia Genética............................................................................................................. 9
Os estádios do desenvolvimento cognitivo em Piaget ........................................................... 10
Estádio sensório-motor 0/2 anos........................................................................................ 10
Estádio pré-operatório 2/7 anos......................................................................................... 11
Estádio das operações concretas 7/11 anos....................................................................... 11
Estádio das operações formais 11 anos em diante............................................................. 12
Mecanismos de adaptação ao meio ....................................................................................... 13
Assimilação.......................................................................................................................... 13
Acomodação........................................................................................................................ 13
Equilíbrio ............................................................................................................................. 13
Desequilíbrio ....................................................................................................................... 13
Charles Spearman ....................................................................................................................... 14
Composição da inteligência ........................................................................................................ 14
3
Fator G................................................................................................................................. 14
Principais Características da teoria de Spearman............................................................... 15
Louis Thurstone........................................................................................................................... 16
A conceção multifatorial ......................................................................................................... 16
Howard Gardner.......................................................................................................................... 18
Inteligência é inata ou adquirida?........................................................................................... 19
Fatores da inteligência ........................................................................................................ 19
Teoria das Inteligências Múltiplas........................................................................................... 20
Inteligência Lógico-Matemática.......................................................................................... 21
Inteligência Linguística ........................................................................................................ 21
Inteligência Espacial ............................................................................................................ 21
Inteligência Musical............................................................................................................. 21
Inteligência Corporal - Cinéstica.......................................................................................... 21
Inteligência Interpessoal ..................................................................................................... 22
Inteligência intrapessoal ..................................................................................................... 22
Inteligência Naturalista ....................................................................................................... 22
Inteligência Existencial........................................................................................................ 22
Robert Sternberg......................................................................................................................... 23
Teoria Triárquica ..................................................................................................................... 24
Inteligência experiencial ou Inteligência criativa................................................................ 24
Inteligência componencial ou Inteligência analítica ........................................................... 24
Inteligência contextual ou Inteligência prática................................................................... 25
Inteligência e mundo interior do indivíduo......................................................................... 25
Inteligência e mundo exterior do indivíduo........................................................................ 25
Inteligência e experiência.................................................................................................... 25
Testes de Quociente de Inteligência........................................................................................... 25
Alfred Binet ............................................................................................................................. 25
Medição da inteligência .......................................................................................................... 26
Críticas ao uso dos testes de inteligência ................................................................................... 29
Limites de Aplicação e Validade dos Testes................................................................................ 29
O quê....................................................................................................................................... 29
Quem....................................................................................................................................... 29
A quem.................................................................................................................................... 29
4
Para quê .................................................................................................................................. 29
Joy Paul Guilford ......................................................................................................................... 30
Criatividade ............................................................................................................................. 30
Inteligência e Criatividade....................................................................................................... 31
Pensamento e a Inteligência ............................................................................................... 31
Convergente........................................................................................................................ 33
Divergente........................................................................................................................... 33
Inteligência Emocional ................................................................................................................ 35
Processos emocionais ............................................................................................................. 35
Emoções .............................................................................................................................. 35
Inteligência emocional ........................................................................................................ 35
Inteligência Artificial.................................................................................................................... 38
Filme sobre Inteligência Artificial........................................................................................ 39
Conclusão.................................................................................................................................... 40
Webgrafia.................................................................................................................................... 41
5
Introdução
Este trabalho foi desenvolvido no curso Técnico de Apoio à Gestão Desportiva no âmbito da
disciplina de Psicologia no desenvolvimento do módulo 3 - Processos Cognitivos, Emocionais e
Motivacionais.
Neste trabalho vou falar sobre processos cognitivos, emocionais e motivacionais, dentro deste
tema vou desenvolver o tópico de Processos de Pensamento - Inteligência. Desenvolvendoas
suas características, as polémicas, os modelos, os vários tipos de inteligências, testes de Q.I
(Quociente de Inteligência), testes para a inteligência emocional, inteligência artificial.
Nas características temos a inteligência como capacidade global de adaptação, dentro deste
tópico terá a sua definição, a sua origem – prespetivas e os seus tipos. Em relação as polémicas,
irei falar sobre testes de inteligência e também sobre algumas críticas, limites de aplicação e
validade aos testes de Q.I. Enquanto nos modelos.
Ao longo do trabalho, irei falar de personalidades que tiveram um papel importante no
desenvolvimento na inteligência, tais como: Alfred Binet, Jean Piaget, Charles Spearman e
Howard Gardner, Robert Sternberg Edward de Bono, entre outros.
Irei falar também, sobre a criatividade, mais propriamente a inteligência e a criatividade,
falando também do pensamento e a inteligência dentro deste o pensamento convergente e
divergente. Depois falarei sobre a inteligência emocional, irei abordar um pouco os processos
emocionais e mostrarei uma pequena parte de um teste de Quociente Emocional (Q.E).
Por último, a inteligência artificial, mais propriamente a inteligência artificial no mundo
contemporâneo, pois é uma coisa que utilizamos muito hoje em dia e que no futuro pode vir a
ser a nossa grande evolução.

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  • 1. Processos Cognitivos, Emocionais e Motivacionais Escola Secundária/3 António Nobre Curso Profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva Psicologia – Módulo 3 Catarina Alexandra Matos Neivas 11º GD1 Março 2012/2013
  • 2. 1 Curso Profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva Processos Cognitivos, Emocionais e Motivacionais Cármen Rocha Catarina Alexandra Matos Neivas 11º GD1 Março2012/2013
  • 3. 2 Índice Introdução..................................................................................................................................... 5 Fundamentação teórica ................................................................................................................ 6 Inteligência................................................................................................................................ 6 Origem da inteligência – 3 perspetivas..................................................................................... 7 Inatismo................................................................................................................................. 7 Ambientalismo ...................................................................................................................... 7 Interacionismo ...................................................................................................................... 7 Tipos de inteligência.................................................................................................................. 7 Prática.................................................................................................................................... 7 Técnica ou Concetual ............................................................................................................ 7 Associal.................................................................................................................................. 7 Fatores da inteligência .............................................................................................................. 8 Hereditariedade .................................................................................................................... 8 Idade...................................................................................................................................... 8 Meio Sociocultural ................................................................................................................ 8 Expectativas........................................................................................................................... 8 Teorias da Inteligência .................................................................................................................. 9 Jean Piaget .................................................................................................................................... 9 Piaget e a Inteligência ............................................................................................................... 9 Epistemologia Genética............................................................................................................. 9 Os estádios do desenvolvimento cognitivo em Piaget ........................................................... 10 Estádio sensório-motor 0/2 anos........................................................................................ 10 Estádio pré-operatório 2/7 anos......................................................................................... 11 Estádio das operações concretas 7/11 anos....................................................................... 11 Estádio das operações formais 11 anos em diante............................................................. 12 Mecanismos de adaptação ao meio ....................................................................................... 13 Assimilação.......................................................................................................................... 13 Acomodação........................................................................................................................ 13 Equilíbrio ............................................................................................................................. 13 Desequilíbrio ....................................................................................................................... 13 Charles Spearman ....................................................................................................................... 14 Composição da inteligência ........................................................................................................ 14
  • 4. 3 Fator G................................................................................................................................. 14 Principais Características da teoria de Spearman............................................................... 15 Louis Thurstone........................................................................................................................... 16 A conceção multifatorial ......................................................................................................... 16 Howard Gardner.......................................................................................................................... 18 Inteligência é inata ou adquirida?........................................................................................... 19 Fatores da inteligência ........................................................................................................ 19 Teoria das Inteligências Múltiplas........................................................................................... 20 Inteligência Lógico-Matemática.......................................................................................... 21 Inteligência Linguística ........................................................................................................ 21 Inteligência Espacial ............................................................................................................ 21 Inteligência Musical............................................................................................................. 21 Inteligência Corporal - Cinéstica.......................................................................................... 21 Inteligência Interpessoal ..................................................................................................... 22 Inteligência intrapessoal ..................................................................................................... 22 Inteligência Naturalista ....................................................................................................... 22 Inteligência Existencial........................................................................................................ 22 Robert Sternberg......................................................................................................................... 23 Teoria Triárquica ..................................................................................................................... 24 Inteligência experiencial ou Inteligência criativa................................................................ 24 Inteligência componencial ou Inteligência analítica ........................................................... 24 Inteligência contextual ou Inteligência prática................................................................... 25 Inteligência e mundo interior do indivíduo......................................................................... 25 Inteligência e mundo exterior do indivíduo........................................................................ 25 Inteligência e experiência.................................................................................................... 25 Testes de Quociente de Inteligência........................................................................................... 25 Alfred Binet ............................................................................................................................. 25 Medição da inteligência .......................................................................................................... 26 Críticas ao uso dos testes de inteligência ................................................................................... 29 Limites de Aplicação e Validade dos Testes................................................................................ 29 O quê....................................................................................................................................... 29 Quem....................................................................................................................................... 29 A quem.................................................................................................................................... 29
  • 5. 4 Para quê .................................................................................................................................. 29 Joy Paul Guilford ......................................................................................................................... 30 Criatividade ............................................................................................................................. 30 Inteligência e Criatividade....................................................................................................... 31 Pensamento e a Inteligência ............................................................................................... 31 Convergente........................................................................................................................ 33 Divergente........................................................................................................................... 33 Inteligência Emocional ................................................................................................................ 35 Processos emocionais ............................................................................................................. 35 Emoções .............................................................................................................................. 35 Inteligência emocional ........................................................................................................ 35 Inteligência Artificial.................................................................................................................... 38 Filme sobre Inteligência Artificial........................................................................................ 39 Conclusão.................................................................................................................................... 40 Webgrafia.................................................................................................................................... 41
  • 6. 5 Introdução Este trabalho foi desenvolvido no curso Técnico de Apoio à Gestão Desportiva no âmbito da disciplina de Psicologia no desenvolvimento do módulo 3 - Processos Cognitivos, Emocionais e Motivacionais. Neste trabalho vou falar sobre processos cognitivos, emocionais e motivacionais, dentro deste tema vou desenvolver o tópico de Processos de Pensamento - Inteligência. Desenvolvendoas suas características, as polémicas, os modelos, os vários tipos de inteligências, testes de Q.I (Quociente de Inteligência), testes para a inteligência emocional, inteligência artificial. Nas características temos a inteligência como capacidade global de adaptação, dentro deste tópico terá a sua definição, a sua origem – prespetivas e os seus tipos. Em relação as polémicas, irei falar sobre testes de inteligência e também sobre algumas críticas, limites de aplicação e validade aos testes de Q.I. Enquanto nos modelos. Ao longo do trabalho, irei falar de personalidades que tiveram um papel importante no desenvolvimento na inteligência, tais como: Alfred Binet, Jean Piaget, Charles Spearman e Howard Gardner, Robert Sternberg Edward de Bono, entre outros. Irei falar também, sobre a criatividade, mais propriamente a inteligência e a criatividade, falando também do pensamento e a inteligência dentro deste o pensamento convergente e divergente. Depois falarei sobre a inteligência emocional, irei abordar um pouco os processos emocionais e mostrarei uma pequena parte de um teste de Quociente Emocional (Q.E). Por último, a inteligência artificial, mais propriamente a inteligência artificial no mundo contemporâneo, pois é uma coisa que utilizamos muito hoje em dia e que no futuro pode vir a ser a nossa grande evolução.
  • 7. 6 Fundamentação teórica Inteligência Relaciona-se com a nossa capacidade de adaptação ao mundo, utilizando racionalmente o conhecimento, a experiência, e os recursos que temos disponíveis para resolver eficazmente os problemas. A inteligência é um processo cognitivo que engloba várias capacidades, tais como: Capacidade de adaptação a situações novas; Capacidade de resolver problemas práticos e abstratos; Capacidade de raciocinar ou pensar abstratamente; Capacidade de aprender. “A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.” Sigmund Freud
  • 8. 7 Origem da inteligência – 3 perspetivas Inatismo Considera que a inteligência é inata, ou seja, nasce connosco, relacionando-se com as caraterísticas genéticas. Nasce connosco. Ambientalismo A inteligência é essencialmente adquirida, relacionando-se com aquilo que o individuo adquire e desenvolve no meio social. Aprende ao longo dos anos. Interacionismo Considera que a inteligência resulta da interação entre a genética e o meio social/meio cultural. É o que nasce connosco e o que se aprende ao longo dos anos. Tipos de inteligência Prática Capacidade para resolver problemas através da manipulação dos objetos. Técnica ou Concetual Envolve o recurso à linguagem e manifesta-se nas capacidades de compreensão e decisão. Associal Manifesta-se na vida em sociedade e na resolução de problemas intersociais
  • 9. 8 Fatores da inteligência Hereditariedade É a condição que estabelece os limites dentro dos quais é possível desenvolver a inteligência. Idade A inteligência manifesta-se de forma diversa segundo o desenvolvimento e a idade. Meio Sociocultural Podem estimular as capacidades do indivíduo: a variedade de experiências que vive, a escolarização dos pais, a afetividade, entre outros aspetos. Expectativas Do próprio ou daqueles que o rodeiam, sejam positivas ou negativas, podem estimular ou bloquear o desenvolvimento intelectual.
  • 10. 9 Teorias da Inteligência Jean Piaget Jean Piaget nasceu a 9 de Agosto de 1896 e faleceu a 16 de Setembro de 1980, foi um psicólogo e filósofo suíço, conhecido pelo seu trabalho pioneiro no campo da inteligência infantil. Piaget passou grande parte de sua carreira profissional a interagir com crianças e a analisar o seu processo de raciocínio. Os seus estudos tiveram um grande impacto sobre os campos da Psicologia e Pedagogia. Piaget revolucionou as conceções de inteligência e de desenvolvimento cognitivo. Piaget e a Inteligência A inteligência para Piaget é o mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e, como tal, implica a construção contínua de novas estruturas. As teorias de Jean Piaget, explicam como se desenvolve a inteligência nos ser Humano. Estas têm comprovação em bases científicas. Ou seja, ele não só descreveu o processo de desenvolvimento da inteligência como também experimentalmente, comprovou suas teses. Epistemologia Genética Piaget apaixonou-se pela Epistemologia Genética (epistemo = conhecimento; e logia = estudo) ou também chamada Teoria do Conhecimento, que é entendida como o estudo dos mecanismos do aumento dos conhecimentos.
  • 11. 10 Esta teoria epistemológica é caracterizada como interacionista. A inteligência do indivíduo, como adaptação a situações novas, portanto, está relacionada com a complexidade desta interação do indivíduo com o meio. Em outras palavras, quanto mais complexa for esta interação, mais “inteligente” será o indivíduo. Esta adaptação refere-se ao mundo exterior, como toda adaptação biológica. Desta forma, os indivíduos se desenvolvem intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os rodeiam. O que vale também dizer que a inteligência humana pode ser exercitada, procurando um aperfeiçoamento de potencialidades, que evoluem. Piaget reivindica uma epistemologia genética, uma base estabelecida por natureza para o desenvolvimento da habilidade da criança para pensar. Traçou quatro estádios nesse desenvolvimento: o estádio sensório-motor, o estádio pré-operatório, o estádio operatório concreto e o estádio operatório formal. Os estádios do desenvolvimento cognitivo em Piaget Estádio sensório-motor 0/2 anos Estádio da inteligência prática, anterior ao pensamento e a linguagem. O conhecimento do mundo e a adaptação à realidade efetuam-se através da ação, da exploração do meio externo, emergindo a capacidade de representação simbólica. Desaponta e consolida-se o comportamento intencional (a coordenação de meios e fins) Desenvolve-se o comportamento experimental Adquire-se progressivamente a noção de permanência do objeto ou de objeto permanente que assinala o nascimento da linguagem, do pensamento e a ultrapassagem do egocentrismo sensório-motor.
  • 12. 11 Estádio pré-operatório 2/7 anos Estádio da inteligência representativa e simbólica, em que se desenvolvem o pensamento e a linguagem. Crescente uso de símbolos para representar objetos e acontecimentos. Desenvolve-se o pensamento representativo, que, contudo, é muito pouco flexível, contraditório e presa das aparências sensíveis. Egocentrismo do pensamento Função simbólica: linguagem, jogo simbólico Pensamento dominado pela imaginação e pela intuição sensível o Pensamento mágico ou pré-concetual: animismo, realismo, finalismo e artificialismo. o Pensamento intuitivo: incapacidade de compreensão dos aspetos reversíveis da conservação: grande dificuldade no entendimento da inclusão de classes confusão entre aparência e realidade. Para passar de pré-lógico, o pensamento terá de adquirir reversibilidade, isto é, de descentrar-se. Estádio das operações concretas 7/11 anos Estádio da inteligência operativa, do pensamento lógico-concreto As representações mentais dão lugar a esquemas mais complexos, isto é, as operações mentais. O pensamento adquire características lógicas, liberta-se das aparências, mas não consegue libertar-se da realidade concreta. O pensamento lógico: reversibilidade e descentração o Operações mentais: contar, classificar, seriar, medir o Aquisição de noção de conservação e dos conceitos de causa, tempo, espaço e velocidade. Nesta fase do desenvolvimento cognitivo predomina a lógica indutiva, que se baseia na observação e na experiência. A compreensão de situações hipotéticas e não simplesmente factuais, isto é, de algo de que não temos experiência, exigirá outro tipo de procedimento cognitivo: a lógica dedutiva.
  • 13. 12 Estádio das operações formais 11 anos em diante Estádio da inteligência abstrata, do pensamento capaz de operações lógico-formais A característica distintiva desse estádio é a emancipação do pensamento lógico a respeito do que é ou foi objeto de experiência. O pensamento exerce-se logicamente sobre ideias, possibilidades e situações hipotéticas: já não se pensa somente em cisas reais ou sobre ocorrências factuais. Transposição do real para o possível: a reflexão lógica antecipa as eventuais consequências de uma ação e especula sobre cenários hipotéticos ou possíveis Capacidade de pensar de forma hipotético-dedutiva: pensamento formal, lógico- dedutivo Resolução sistemática e metódica de problemas A capacidade de considerar hipóteses ou premissas hipotéticas delas derivando resultados ou conclusões logicamente válidas é a base da construção da personalidade moral, social ativa, critica e interveniente. A importância de definir os estádios de desenvolvimento da inteligência está no facto de que, em cada um, o indivíduo adquire novos conhecimentos ou estratégias de sobrevivência, de compreensão e interpretação da realidade. A compreensão deste método pode ser muito útil para que os professores possam também compreender com quem estão trabalhar. A obra de Jean Piaget não oferece aos educadores uma metodologia exata como desenvolver a inteligência dos alunos ou das crianças, mas mostra-nos cada fase, o seu desenvolvimento, características e as possibilidades de crescimento da maturação ou de aquisições. O conhecimento destas possibilidades faz com que os professores possam oferecer estímulos adequados a um maior desenvolvimento do indivíduo.
  • 14. 13 Mecanismos de adaptação ao meio A adaptação envolve a construção de esquemas através da interação com o meio, sendo possível devido a duas atividades complementares: a assimilação e a acomodação. Os esquemas são padrões de comportamento e de pensamento que organizam a nossa interação com o meio. São padrões de ação e estruturas mentais que organizando a nossa experiência, estão envolvidos na aquisição de conhecimentos. Os esquemas mudam constantemente ou consolidando-se ou transformando-se noutros mais complexos, adaptando o sujeito à sua crescente e cada vez mais diversificada interação com o meio. Assimilação A assimilação é o mecanismo que integra ou incorpora novas informações e experiências em esquemas já existentes. Acomodação A acomodação é o mecanismo de ajustamento dos esquemas existentes (ou de novos) quando as novas informações e experiências não podem ser assimiladas. Equilíbrio Consiste em procurar o equilíbrio entre a assimilação e acomodação. Desequilíbrio O desequilíbrio acontece quando surge o chamado conflito cognitivo, ou seja, ocorre quando se espera que uma situação aconteça de uma determinada maneira, e esta não acontece. Situação explicativa de aplicação dos mecanismos de adaptação ao meio. Assimilação O bebé utiliza o esquema inato da sucção para retira o leite do seio materno. Equilíbrio O bebé está adaptado ao meio. Nova situação O bebé encontra um pequeno copo com leite pela primeira vez Desequilíbrio O esquema da sucção não funciona, não se revela apropriado. Acomodação O bebé tem de modificar o esquema da sucção de forma significativa para de alimentar.
  • 15. 14 Charles Spearman Psicólogo inglês nascido a 10 de setembro de 1863 e falecido a 17 de setembro de 1945. Charles Spearman, investiga o processo da perceção visual mas rapidamente dirige o seu interesse para o estudo da inteligência Conhecido pelo seu trabalho na área da estatística, como um pioneiro da análise fatorial e pelo coeficiente de correlação de postos de Spearman. Aplicando um método estatístico - análise fatorial - aos resultados dos testes, concluiu que as pessoas que têm uma pontuação elevada num determinado tipo de teste têm, em geral, pontuação também elevada noutros testes. Conclui assim que existiria uma capacidade de inteligência geral - fator G - do qual dependeriam os fatores específicos - fatores S. Teoria que viria a ser criticada nos finais da década de 30 por Thurstone. Composição da inteligência Fator G A inteligência para C. Spearmané uma capacidade global semelhante a todas as pessoas diferindo o grau de pessoa para pessoa. O Fator G é uma capacidade unitária presente em todas as nossas capacidades intelectuais.
  • 16. 15 Principais Características da teoria de Spearman Defende a sua teoria através de uma abordagem psicométrica Um teste de inteligência deveria ser constituído por vários subtestes (deveriam incidir em diferentes áreas) O teste detetaria o desempenho da inteligência em atos que tivessem operações distintas Estudava os resultados dos testes através da análise fatorial (1) Através dos vários testes realizados concluiu que as pessoas que obtinham melhores resultados num subteste, também obtinham noutros. Spearman verificou que os subtestes tinham em comum o fator G, ou seja, a capacidade geral inerente às diferentes operações exigidas por todos os subtestes. Este defendeu a existência de uma capacidade geral, fator G, que estaria na base de todas as capacidades requeridas nos diferentes testes. A inteligência é uma capacidade geral (fator G) comum a todas as atividades inteligentes, sobre a qual se desenvolvem aptidões específicas, os fatores "s". Assim, concluiu que qualquer atividade inteligente seria a combinação entre: O fator "g", disponível num mesmo indivíduo no mesmo grau para todos os atos intelectuais; Os fatores "s", responsáveis por atividades intelectuais específicas, por exemplo, atividades visuais, verbais, numéricas, entre outras. (1) A Análise Fatorial é uma técnica estatística que permite detetar correlações entre os resultados de diferentes testes.
  • 17. 16 Louis Thurstone Psicólogo norte-americano, nascido em 1887 e falecido em 1956. Desenvolveu as suas investigações sobre a inteligência, demarcando-se das conceções de Spearman. Recusava a existência de uma inteligência geral considerando antes que existiriam múltiplas aptidões. Da aplicação de uma bateria de testes de aptidão, cujos resultados são submetidos à análise fatorial, identifica sete aptidões primárias: aptidões espaciais e visuais, rapidez percetual, aptidão numérica, compreensão verbal, memória, fluidez verbal e raciocínio. É a existência deste conjunto de aptidões que explica, segundo Thurstone, que uma pessoa tenha muito desenvolvida uma aptidão e pouco desenvolvidas outras. Também se destacou no campo da psicologia social ao construir uma escala de atitudes. A conceção multifatorial Thurstone, introduziu novas técnicas e metodologias em termos de análise fatorial. Este não encontrava fundamento para a existência do fator G de Spearman, o que o incentivou à realização de testes de aptidão cujos resultados foram submetidos à análise fatorial. A partir dos resultados verificou que existiam sete aptidões, independente umas das outras, ou seja, defende que a inteligência é um conjunto de sete capacidades básicas, independentes umas das outras, identificadas também pelo método da análise fatorial. As sete aptidões básicas são: Compreensão Verbal – medida por teste de vocabulário; Fluência verbal – medida por testes cronometrados cuja capacidade é produzir e compreender rapidamente a linguagem oral e escrita; Aptidão numérica - capacidade para lidar com números, fazer cálculos e resolver operações ariméticas simples;
  • 18. 17 Visualização espacial – medida por testes que exigem a rotação mental de objetos; Memória – capacidade de reter e recordar informação; Raciocínio – capacidade para tirar conclusões a partir de informações gerais e tirar conclusões a partir de exemplos particulares; Rapidez de perceção – medida por teste que exigem o reconhecimento de diferenças em figuras, compreendendo, também os pormenores e semelhanças entre estes. O êxito numa aptidão não significa que seja bem-sucedido nas outras, ou seja, ser bem-sucedido numa das aptidões não quer dizer que seja nas outras. Para Thurstone a inteligência é multifatorial, porque é composta por vários fatores e não por uma inteligência geral. É através desta lógica que se explica porque é uma pessoa tem facilidade para um fator e fraca capacidade noutro. Este desvaloriza o Fator G, critica os testes de inteligência destinados a apurar o Q.I. Em relação ao Q.I, referiu ser necessário que se substituísse a escala de Q.I por um perfil de capacidades intelectuais que permitissem mostrar os níveis atingidos pelos indivíduos em cada uma das sete capacidades. Compreensão verbal (V); Fluência verbal (W); Aptidão numérica (N); Visualização espacial (S); Memória (M); Raciocínio (R); Rapidez de perceção (P).
  • 19. 18 Howard Gardner Howard Gardner, psicólogo cognitivo e educacional estado-unidense, ligado à Universidade de Harvard e conhecido em especial pela sua teoria das inteligências múltiplas. Gardner entrou na Universidade Harvard em 1961 para estudar história e direito, mas acabou próximo do psicanalista ErikErikson (1902-1994) e redirecionou a carreira acadêmica para os campos combinados de psicologia e educação. Na pós-graduação, pesquisou o desenvolvimento dos sistemas simbólicos pela inteligência humana sob orientação do célebre educador Jerome Bruner. Gardner integrou-se ao Harvard Project Zero, destinado inicialmente às pesquisas sobre educação artística. Em 1971, tornou-se co-diretor do projeto, cargo que mantém até hoje. Foi lá que desenvolveu as pesquisas sobre as inteligências múltiplas. Elas vieram a público em seu sétimo livro, FramesofMind, de 1983, que o lançou da noite para o dia nos Estados Unidos. O assunto foi aprofundado em outro campeão de vendas, Inteligências Múltiplas: Teoria na Prática, publicado em 1993. Nos escritos sobre educação que se seguiram, enfatizou a importância de trabalhar a formação ética simultaneamente ao desenvolvimento das inteligências. Hoje leciona neurologia na escola de medicina da Universidade de Boston e é professor de cognição e pedagogia e de psicologia em Harvard. Nos últimos anos, vem pesquisando e escrevendo sobre criadores e líderes exemplares, tema de livros como Mentes Extraordinárias. Em 2005 Howard Gardner é eleito um dos 100 intelectuais mais influentes do mundo pelas revistas ForeignPolicy e Prospect. Recentemente, escreveu um livrointitulado “Changing Minds: The Art and Science of Changing Our Own and Other People's Minds”.
  • 20. 19 Inteligência é inata ou adquirida? Howard Gardner “Como maior parte dos investigadores em biologia, rejeita a oposição entre estes dois termos. Com o efeito, todo o comportamento humano é governado pela genética, mas por outro lado nada se consegue sem um ambiente favorável, que alisas exerce a sua influência não desde o nascimento, mas desde a conceção. Tomemos o exemplo da música. Estou convencido que os genes de Monzart estavam mais predispostos para a música que os da maior parte das outras pessoas. Mas uma pedagogia hábil pode permitir a qualquer pessoa tocar um instrumento ao mais alto nível. Quando nos, americanos, ouvimos pela primeira vez crianças japonesas tocar violino, de uma forma notável pensámos que eram sobredotadas. Mas me seguida descobrimos o método do mestre japonês shinichi Suzuki, intitulado “a educação do talento”. Compreendemos, então, que não eram as crianças que eram genitais, mas o método pedagógico. O sucesso de Suzuki vem do facto de ter identificado os fatores que permitem desenvolver a competência musical nas crianças. São, por exemplo, os dedilhados possíveis no violino, os motivos que os jovens podem facilmente reconhecer e cantar, a tendência a identificar com os colegas mais velhos. Ora, estou convencido que se pode fazer com as outras inteligências o que Suzuki conseguiu fazer no domínio musical.” Fatores da inteligência Hereditariedade e inteligência A natureza e o nível das capacidades intelectuais são afetadas pela Hereditariedade. Meio social e inteligência O estatuto socioeconómico da família em que a criança é educada também interfere na determinação do seu quociente intelectual geral. Assim podemos dizer: A inteligência é influenciada por ambos os fatores, pelo que não se pode atribuir nem a um nem a outro a exclusividade na determinação da inteligência.
  • 21. 20 Teoria das Inteligências Múltiplas O seu livro mais famoso é provavelmente “FramesofMind“, onde ele descreve sete dimensões da inteligência (inteligência visual/espacial, inteligência musical, inteligência verbal, inteligência lógica/matemática, inteligência interpessoal, inteligência intrapessoal e inteligência corporal/cinestética). Desde a publicação, Gardner propôs duas novas dimensões de inteligência: a inteligência naturalista e a inteligência existencialista. Essa nova teoria tornou-se conhecida como Teoria das Inteligências Múltiplas. Tanto Howard Gardner como Thurstone colocam em causa o fator G de Spearman, mas Gardner defende a existência de inteligências múltiplas independentes umas das outras, enquanto Thurstone defende que a inteligência é um conjunto de 7 capacidades básicas, independentes umas das outras. Gardner apresenta uma teoria segundo a qual não existiria um tipo único de inteligência, mas inteligências múltiplas, autónomas, independentes. Assim, um mesmo individuo pode ter um tipo de inteligência muito desenvolvido e outro ou outros tipos de inteligência pouco desenvolvido. Um grupo de jovens raros (sobredotados) denominados “Idiotas Sábios” chamaram atenção de H. Gardner, pois estes nascem com com uma condição que retarda o seu desenvolvimento em muitos campos intlectuais, mas sem treino especial, manifestam aptidões superiores numa área como o calcúlo mental. Ou seja, têm uma baixa inteligência no geral, mas uma elevada comptência numa particular atividade intelectual. Gémeos George e Charles, sobredotados em calcúlo númerico e cujo o Q.I se situa, entre 40 e 70.
  • 22. 21 Com base em vários casos como este Gardner construiu a sua Teoria das Inteligências Múltipla. Para Howard Gardner a inteligência é um conjunto de capacidades que permite um individuo resolver problemas, criar ou inventar objetos, ideias e outros problemas importantes e influentes nu determinado contexto cultural. Diz que existem múltiplas inteligências que dependem pouco umas das outras tais como: Inteligência Lógico-Matemática Aptidão para raciocinar, formular e validar hipóteses. Ex:. Cientistas, Matemáticos. Albert Einstein Inteligência Linguística Aptidão verbal, mas concretamente as subtilezas do significado. Ex:. Poetas, Escritores. Fernando Pessoa Inteligência Espacial Aptidão para representações espaciais, ou seja, reconhecer e desenhar relações espaciais. Ex:. Pintores, Escultores, Arquitetos. Álvaro Siza Vieira Inteligência Musical Aptidão para tocar, cantar algum instrumento. Ex:. Compositores, Maestros. Beethoven Inteligência Corporal - Cinéstica Aptidão para controlar os movimentos de forma adequada e harmoniosa. Ex:. Dançarinos, Atletas, Atores. Michael Jackson
  • 23. 22 Inteligência Interpessoal Aptidão para compreender e responder adequadamente aos outros. Ex:. Políticos, Religiosos. Mahatma Gandhi. Inteligência intrapessoal Aptidão para se conhecer a si mesmo. Ex:. Psicoterapeutas, Conselheiros. Sigmund Freud Últimas que Gardner Desenvolveu: Inteligência Naturalista Aptidão para trabalhar, reconhecer e distinguir plantas e animais. Ex:. Biólogos, Geólogos Charles Darwin. Inteligência Existencial Aptidão para colocar questões sobre os grandes problemas da existência. Ex:. Filósofos, Antropólogos. Aristóteles Todos os tipos e inteligências deverão ser valorizados e avaliados não só nos testes como também na vida prática. Segundo Gardner, as inteligências são potencialidades que podem ou não ser ativadas. E crê que todos temos tendências individuais (áreas de que gostamos e em que somos competentes) e que estas tendências podem ser englobadas numa das inteligências acima referidas.
  • 25. 24 Psicólogo norte-americano, nascido a 8 de Dezembro de 1949. Investigou a inteligência, inspirando-se no modelo de processamento de informação. Apresentou, na década de 80, uma teoria triárquica da inteligência em que distingue diferentes níveis de funcionamento intelectual: as metacomponentes que são os processos de ordem superior, as componentes de execução que são os processos mentais que executam as estratégias selecionadas, e as componentes de aquisição de conhecimentos que estão envolvidos na aquisição de novas aprendizagens. É muito crítico relativamente aos testes mentais, dado que considera que são instrumentos que medem apenas alguns aspetos da inteligência. Teoria Triárquica Esta é uma teoria da inteligência proposta por Sternberg (referido em cima) e que caracteriza a inteligência como uma capacidade composta por habilidades analítico-abstratas, práticas e criativas que nos ajudam a resolver diversos problemas, por exemplo no dia-a-dia. Para Sternberg, há três maneiras distintas de se ser inteligente: Inteligência experiencial ou Inteligência criativa Capacidade para ir além dos dados, planear, criar e inventar ideias novas e originais, que permitem resolver problemas novos. Inteligência componencial ou Inteligência analítica Capacidade para analisar, comparar e avaliar ideias, resolver problemas.
  • 26. 25 Inteligência contextual ou Inteligência prática Capacidade para transformar a teoria em prática, isto é, capacidade para transformaras realizações humanas abstrata sem produções práticas. A teoria triárquica da Inteligência humana procura explicar, numa perspetiva cognitiva integrada, a relação entre: Inteligência e mundo interior do indivíduo Mecanismos mentais subentendidos no comportamento inteligente. Inteligência e mundo exterior do indivíduo O emprego dos mecanismos mentais interiores na vida quotidiana no sentido do ajustamento ao meio. Inteligência e experiência O papel mediador da experiência devida entre os mundos interno e externo do indivíduo. Testes de Quociente de Inteligência Alfred Binet
  • 27. 26 Psicólogo francês nascido a 8 de julho de 1857 e falecido a 18 de outubro de 1911. Fez estudos fundamentais na área da Psicologia experimental, convertendo-a num instrumento essencial para o desenvolvimento da educação. A partir 1905, em colaboração com Theodore Simon, desenvolveu escalas para medir a inteligência das crianças, introduzindo o conceito de idade mental. Estas escalas foram a base de todos os testes de inteligência realizados mais tarde. Medição da inteligência O teste de Binet-Simon foi o 1º teste em que se media a inteligência, como capacidade geral, evidenciando com o conjunto de questões que testavam as capacidades com o raciocínio Binet a trabalhar com crianças.
  • 28. 27 abstrato, classificando a criança em termos de idade mental. Este teste tinha por finalidade diagnosticar crianças retardadas e crianças normais. Após a primeira Guerra Mundial este teste foi aplicado nos soldados com a finalidade de diagnosticar a inteligência dos soldados. ". Os testes psicométricos consideram que existe uma inteligência geral, nos quais os seres humanos diferem uns dos outros, que é denominada g. Este g pode ser medido através da análise estatística dos resultados dos testes. É importante acrescentar que tal maneira de encarar a inteligência ainda hoje está presente no senso comum e mesmo em muitas parcelas do meio científico. Ex:. A criança teria a idade mental de 10 anos, se apresenta-se resultados no teste iguais aos da média. Mais tarde foi criada uma nova escala Stanford-Binet que consistia no seguinte: Através da divisão da idade mental da criança pela sua idade cronológica vezes 1oo, obtinha-se o quociente de inteligências Q.I – Quociente de Inteligência I.M – idade mental Valor que reflete os pontos que se obteve no teste. I.C – idade cronológica Idade do sujeito expressa em anos. Outros testes abarcaram mais capacidades, no entanto as que procuraram calcular o Q.I incidem essencialmente nas capacidades lógicas e linguísticas, no pensamento abstrato e teórico. Um teste de inteligência.
  • 29. 28 Hoje muitos psicólogos colocam em causa a validade destes testes considerando que o seu alcance é reduzido porque a inteligência envolve outras capacidades nas contempladas nos testes, assim como fatores. Ex:. A criatividade, o stresse a ansiedade são aspetos não considerados nos testes. QI abaixo de 70 – Debilidade mental, QI entre 70 – 79 – (próximo) Deficiência; QI entre 80 – 89 – Idiota; QI entre 90 a 109 – Inteligência normal ou média; QI entre 110 a 119 – Inteligência superior; QI entre 120 a 140 – Inteligência muito superior; QI acima de 140 – Genialidade ou próximo dela. New York Times escala de classificação do Q.I.
  • 30. 29 Críticas ao uso dos testes de inteligência Induzem a pensar que o valor do Q.I é sinónimo de inteligência; Avaliam apenas aptidões relacionadas com o sucesso escolar; Não avaliam as capacidades para lidar com problemas práticos da vida social; Não avaliam capacidades criativas; Estigmatizam os sujeitos de baixo Q.I; Prejudicam as pessoas socialmente e culturalmente já desfavorecidas; Prejudicam os que têm boas capacidades que não as académicas; Determinam, em larga medida, o futuro escolar e profissional das crianças e dos jovens. Limites de Aplicação e Validade dos Testes O quê Não podem usar-se testes que não apresentam qualidades metrológicas adequadas Quem Só podem ser aplicados por profissionais devidamente credenciados A quem Não podem ser aplicados a sujeitos que não pertençam à população para que foram construídos e estandardizados. Só podem administrar-se a pessoas familiarizadas com a situação de teste e motivadas para a sua realização. Para quê Só podem ser usados para prever rendimento académico. Não se podem fazer interferências s respeito daquilo que o teste não mede.
  • 31. 30 Joy Paul Guilford Psicólogo americano nascido a 7 de março de 1897 e falecido a 26 de novembro de 1987. Joy Paul Guilford é um dos principais expoentes americanos de análise fatorial na avaliação da personalidade. Lembrado pelos seus estudos psicométricos da inteligência e da criatividade humana. Guilford foi um dos primeiros defensores da ideia de que a inteligência não é um conceito unitário. O seu trabalho destacou que a pontuação dos testes de inteligência não podem ser tomados como um ranking unidimensional. Guilford mostrou que as pessoas mais criativas podem pontuar mais baixo num teste de QI padrão devido à sua abordagem dos problemas, o que gera um maior número de soluções possíveis, algumas das quais são originais. Trabalho de Guilford, assim, permite uma maior valorização da diversidade do pensamento humano e habilidades, sem atribuir valor diferente para pessoas diferentes. Criatividade Competência dos seres humanos para dar origem a qualquer coisa de inédito, sentida como sua criação. A imaginação é a representação da realidade ou dos objetos e não a coisa em si. A mesma depende da forma de pensar, à afetividade, interesses, sonho e aos desejos de cada individuo.
  • 32. 31 A imaginação pode ser aplicada de várias formas, como por exemplo: Resolução de problemas simples do quotidiano Capacidade de criar (moda, design…) O caracter pessoal, mostrado na forma como cada um, com a utilização desta capacidade, esta cria obstáculos ao estudo da mesma. Por isso, muitos psicólogos começaram a investigar, assim, o resultado visível e objetivável da capacidade. Deste modo, os psicólogos começam a escolher o termo criatividade. Inteligência e Criatividade Capacidade de pensar de modo próprio e inovador e que se traduz e forma imaginativas e originais de solucionar problemas práticos ou abstratos. Pensamento e a Inteligência São dois conceitos que estão relacionados, mas não são sinónimos, uma vez que podemos ser muito inteligentes e não usar corretamente o pensamento. O pensamento é a forma de conduzirmos a nossa inteligência, permitindo uma maior eficácia na resolução de problemas e adaptação ao meio. Ao falarmos de pensamento referimos a conceitos, juízos e argumentos. Conceitos, palavras que atribuímos a algo; Juízos, frases; Argumentos, discursos que fazemos. Quando pensamos, pensamos em conceitos. É através destes que podemos pensar nas decisões, elaborar estratégias que nos permitem alcançar um objetivo: a resolução de um problema.
  • 33. 32 A capacidade criadora, para além de um potencial genético, é influenciada por fatores ambientais (ambiente familiar e cultural). Edward Bono psicólogo, diz que existem vários processos de pensar, mas só alguns são criativos ou pró-criativos. Para os representar, ele refere-se a seis chapéus. O Vermelho, baseado na intuição, hipóteses e sentimentos. O Branco, que parte da informação disponível e necessária. O Verde, que funciona por alternativas e ideias criativas. O Amarelo que analisa e avalia os benefícios e dificuldades. O Preto ou Negro, relacionado com a prudência, antecipando dificuldades, ricos e fraquezas. O Azul, representando o espírito de síntese, a organização do pensamento e focagem da atenção.
  • 34. 33 Guildford usa os termos pensamento divergente e convergente para designar modos mais criativos das pessoas usarem a inteligência. Podemos assim, distinguir dois tipos de pensamentos o convergente e o divergente. Convergente Forma de pensar caracterizada essencialmente pela obediência a esquemas intelectuais mais ou menos rígidos e pela dificuldade do indivíduo se libertar da fixidez inerente a certos hábitos mentais. Carater lógico-dedutivo. Predomina o raciocínio hipotético-dedutivo. Centra-se na produção de única solução, restringindo as possibilidades de resolução. É o mais comum e o mais semelhante entre as pessoas, uma vez que é a forma mais habitual, sem se basear em algo de original. É um pensamento não criativo. Ex:. Um trolha só tem uma opção, fazer o que está no projeto. Divergente Atividade mental inovadora e original que se afasta dos padrões convergentes tipificados e se concretiza em mais de uma solução aceitável para um problema. Privilegia-se a imaginação, a intuição, a liberdade de experimentar várias soluções. É o menos comum e o mais original, fluente, flexível e criativo. É capaz de apresentar soluções originais para resolver os problemas e estabelecer relação, entre as coisas que aparentemente não estão relacionadas. Há uma fluidez funcional, pois há mais do que uma solução aceitável para um problema. Ex:. Um Engenheiro pode fazer muitos planos para chegar a um projeto final.
  • 35. 34 Pensamento convergente é quando existe apenas uma solução para resolver as coisas, é um pensamento conformista, prudente, rigoroso, mas estreito. Pensamento divergente é aquele que perante um problema procura todas as soluções possíveis, é um pensamento que carateriza o espirito de aventura e de fantasia, o pensamento do artista, do sábio, do pioneiro, do inovador. A criatividade, uma pessoa criativa, produz ideias e concretiza-as para colocar à disposição da comunidade científica e cultural. A criatividade é algo com bom humor, tem de der algo bonito, tem de ter qualquer aspeto, desde que seja divertido e que desperte uma atenção nas pessoas, é algo criado por uma pessoa de forma autónoma. As relações entre criatividade e inteligência são polémicas e não consensuais.
  • 36. 35 Inteligência Emocional Nos processos emocionais temos a Inteligência emocional, por isso, irei fazer uma breve introdução aos processos emocionais para ter uma melhor compreensão na inteligência emocional. Processos emocionais Emoções Componentes Acompanhadas por reações orgânicas. Intensas; Públicas; Curta duração. Cognitiva; Fisiológicas; Social. Inteligência Emocional(1) ; Quociente Emocional(2) ; Gestão das emoções. Emoções Estados internos que não podem ser observados diretamente e fazem parte da nossa vida afetiva. São reações que surgem de forma repentina e breve a um estímulo ou situação. (emoções ligadas ao presente e originam sentimentos) Quanto as componentes das emoções são três: Cognitiva; Fisiológicas; Social. Definição de emoção juntamente com as suas componentes. A emoção é um comportamento de início súbito que envolve todo o nosso organismo (componente fisiológica), altera o entendimento eu temos do mundo (componente cognitiva) e nos prepara para a ação comunicando com os outros (componente social). Inteligência emocional
  • 37. 36 (1) Capacidade para gerir as emoções. “É a capacidade da pessoa se motivar a si mesma e persistir; controlar os impulsos e adia a recompensa; de regular o seu estado de espirito e impedir que o desanimo subjugue a capacidade de pensar; de sentir empatia e ter esperança” – D. Goleman Capacidade de: - Conhecer e controlar as próprias emoções; - Reconhecer e compreender as emoções dos outros, respondendo de forma adequada; - Enfrentar e resolver uma situação emocionalmente instável. O sentido da responsabilidade, capacidade de comunicação e a criatividade são caraterísticas das pessoas emocionalmente inteligentes. Ex:. Teste que mede a inteligência emocional. Sou uma pessoa: Sempre Quase sempre Às vezes Raramente Jamais Que persiste X Que procura colocar-se no lugar do outro X Que manifesta as suas emoções de acordo com a situação X Que controla as emoções X Que tem uma visão realista de si próprio (potencialidades) X Que supera os sentimentos de frustração X Quando tem alguma dificuldade com o outro, procura conversar X Que dificilmente perde a paciência e se a perde logo recupera X Que consegue expressar as suas opiniões de forma clara e percebe que é ouvida com atenção X Que se sente segura diante dos outros X
  • 38. 37 (2) O Q.E (quociente emocional) é uma medida que permite considerar a avaliação das capacidades da inteligência emocional. A avaliação tem um carater indicativo. O desenvolvimento da inteligência emocional permite-nos ter mais sucesso na dimensão cognitiva da inteligência, na vida pessoal e profissional.
  • 39. 38 Inteligência Artificial Em 1950, Alan Turing formulou um teste (teste de Turing- T) para identificar se um computador era ou não dotado de Inteligência Artificial (IA). Este teste tornou-se o ponto de partida da investigação nesta área. Consistia em pedir a um observador que distinguisse, entre as respostas apresentadas, as que eram dadas por uma pessoa ou por um computador. O computador e o seu software passam no teste TT se as suas respostas forem impossíveis de diferenciar das de um ser humano. Turing acreditava que até 2000 os computadores iriam “passar no teste”. Atualmente continua a haver um concurso anual de programas para o teste de Turing, mas ainda nenhuma máquina conseguiu simular de forma eficiente a voz e as respostas humanas. No entanto, só recentemente, com o aparecimento do computador moderno é que a inteligência artificial conseguiu meios e investigação suficiente para se estabelecer como uma ciência autónoma, com práticas e metodologias próprias. É, por isso, uma das ciências mais jovens (formalmente estabeleceu-se em 1956), embora as suas aplicações práticas sejam já espetaculares e invadem o nosso quotidiano. Inicialmente, a IA tinha como objetivo reproduzir o pensamento e as faculdades humanas como criatividade, autoaperfeiçoamento e o uso da linguagem. Porém, o conceito de inteligência artificial é difícil de definir (tal como acontece com a inteligência humana) e, por isso, é uma noção que tem muitas interpretações, muitas vezes contraditórias entre si.
  • 40. 39 A IA já coabita com o nosso dia-a-dia e as suas aplicações estão em diversos campos: No âmbito do planeamento autónomo A uma centena de milhões de Km da Terra, o programa “RemotAgent”, da NASA, tornou-se o primeiro programa de planeamento autónomo de bordo a controlar a supervisão de uma nave espacial; No âmbito do controlo autónomo O sistema de visão do computador “Alvinn” foi treinado para guiar um automóvel, mantendo-o na pista. Durante 4600km, “Alvinn” manteve o controlo da direção do veículo, durante 98% do tempo; No âmbito dos jogos Em 1994, o computador “Chinook”, tornou-se o primeiro campeão homem-máquina, no jogo de damas e em 1997, o computador-jogador de xadrz “deepBlue” tornou-se a primeira máquina a derrotar o então campeão mundial de xadrez G. Kasparov. Filme sobre Inteligência Artificial Sinopse Filme realizado por Steven Spielberg, a partir de um projeto de Stanley Kubrick, que conta a história de um robot com emoções e a sua “família” humana. Na metade do século XXI, o efeito estufa derreteu uma grande parte das colatas polares da Terra, fazendo com que boa parte das cidades litorâneas do planeta fiquem parcialmente submersas. Para controlar este desastre ambiental a humanidade conta com o auxílio de uma nova forma de computador independente, com inteligência artificial, conhecido como A.I. Num mundo futuro, depois das calotes polares terem derretido, são criados robots para todo o tipo de funções, mas não ainda capazes de amar. O menino David é o primeiro projeto viável de inteligência artificial e o primeiro programado para amar incondicionalmente. Ele é adotado experimentalmente por um casal cujo único filho é portador de uma doença terminal e foi congelado até que a cura seja encontrada. Gradualmente, David conquista todo o carinho e atenção deste tipo de relações, mas uma série de circunstâncias inesperadas tornam essa vida impossível para David. O filho biológico do casal é curado e a família acaba por rejeitar o robot… Contado apenas com a companhia de um outro robot, David inicia uma jornada para encontrar seu lugar num mundo onde a linha que o separa das outras máquinas pode ser assustadoramente imensa ou quase impercetível.
  • 41. 40 Conclusão Através das pesquisas que fiz para a elaboração deste trabalho, constatei quea inteligência é uma capacidade que todos nós possuímos para nos adaptarmos a diversas circunstâncias da vida. Esta foi desenvolvida por personalidades bastante importantes na psicologia. A inteligência foi desenvolvendo durante vários anos, e ainda hoje não se sabe uma concreta definição de inteligência, pois as questões que surgem para definir a mesma resultam de uma complexidade desta. Apesar de podermos distinguir vários tipos de inteligência prática, social e conceptual, poderemos considerar que a capacidade de adaptação ao meio, de pensar abstratamente e a capacidade de aprender constituem diferentes aspetos da inteligência. Desde sempre se procurou conhecer esta aptidão de modo objetivo. A escala métrica de inteligência criada por Binet e Simon visava medir através de testes as capacidades mentais. A razão entre a idade mental, avaliada pela aplicação de testes, e a idade cronológica faculta o quociente de inteligência. Apesar das muitas reservas que se podem colocar a esta e outras escalas, a aplicação destes instrumentos pode revelar-se útil ao diagnóstico. Uma das questões mais discutidas sobre a inteligência refere-se à sua composição e estrutura. Criticando as conceções que defendem a existência de uma inteligência geral ou de uma capacidade de inteligência geral (fatorG), Thurstone, recorrendo à análise fatorial, conclui que existem sete aptidões mentais primárias ligadas a tarefas específicas. Este facto explicaria por que razãouma pessoa poderá manifestar uma grande capacidade numa aptidão e uma menos capacidade noutra. Tal como outras capacidades humanas, a inteligência depende de fatores hereditários e de desenvolvimento da inteligência.
  • 42. 41 Webgrafia http://cinema.sapo.pt/filme/ai-artificial-intelligence/detalhes#sinopse [consultado em 25/12/12] http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/VCSA- 8BNKRD/disserta__o_mestrado_tatiane_dias_bacelar.pdf?sequence=1[consultado em 17/11/12] http://portfoliopsi12.blogspot.pt/2012/06/qi.html [consultado em 24/12/12] http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=18 [consultado em 26/11/12] http://www.notapositiva.com/trab_professores/textos_apoio/biologia/inteligenciaanimal.htm [consultado em 24/12/12] http://www.notapositiva.com/pt/apntestbs/psicologia/12_ser_humano_d.htm [consultado em 25/11/12] http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/filosofia/11_intelegencia_artificial_d.htm[consultado em 20/11/12] http://www.notapositiva.com/pt/trbestsup/educacao/psicologia/poder_das_emocoes.htm[consult ado em 27/12/12] http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/3987/97/ulsd053435_td_cap1.pdf [consultado em 13/12/12] http://www.oei.es/divulgacioncientifica/noticias_428.htm[consultado em 26/12/12] http://www.anf.pt/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=1025 [consultado em 26/12/12] http://portfoliopsi12.blogspot.pt/[consultado em 29/11/12] http://www.slideshare.net/carlospessoa/pensamento-convergente-e-divergente#btnLast [consultado em 30/12/12] http://www.pgie.ufrgs.br/alunos_espie/espie/silviab/public_html/espieufrgs/espie00003/intelige nciaartificial.html [consultado em 24/11/12] http://itartificial.blogspot.pt/2009/03/modelos-de-inteligencia-artificial.html [consultado em 21/12/12] http://inteligencia12d.weebly.com/teoria-de-charles-spearman.html [consultado em 29/12/12] http://www.slideshare.net/Elainybr/howard-gardner-13030581 [consultado em 06/01/13] http://inteligencia12d.weebly.com/teoria-de-thurstone.html [consultado em 20/11/12] http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per09.htm [consultado em 29/12/12] http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per09a.htm [consultado em 29/12/12] http://www.fontedosaber.com/psicologia/piaget.html [consultado em 27/01/13]
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