Complexidade da farmacoterapia

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Apresentação sobre complexidade da farmacoterapia: Conceito, importância e mensuração. Profa Ana Carolina Melchiors (UFES).

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Complexidade da farmacoterapia

  1. 1. Complexidade da FarmacoterapiaProfa. Ana Carolina Melchiors
  2. 2. O que é complexidade?• 1. Que abrange ou encerra muitos elementos ou partes. 2. Observável sob vários pontos de vista. 3. Diz-se de um conjunto, de um todo cujos elementos são combinados de maneira a oferecer certa dificuldade para a análise; complicado.
  3. 3. Complexidade da Farmacoterapia Dificuldade de definição ??
  4. 4. Complexidade da Farmacoterapia “a complexidade do regime consiste de múltiplas características do regime prescrito incluindo, mas não limitando, o número de diferentes medicações no regime, o número de doses por dia, o número de unidades de dosagem por dose, o numero total de unidades por dia e restrições de comida por dose.”Stone VE, Hogan JW, Schuman P, Rompalo AM, Howard AA, Korkontzelou C, et al. Antiretroviral Regimen Complexity, Self-Reported Adherence, and HIVPatients Understanding of Their Regimens: Survey of Women in the HER Study. J Acquir Immune Defic Syndr 2001; 28(2):124-131.
  5. 5. Complexidade da Farmacoterapia Número de Número de medicamentos doses por dia Informações adicionaisUm conceito teórico independente de fatores clínicos, farmacológicos e demográficos
  6. 6. Adesão X Complexidade• Complexidade pode auxiliar na predição da adesão• Complexidade é um dos principais obstáculos para a adesão ao tratamento ▫ Principalmente o número de medicamentos prescritos
  7. 7. Complexidade da Farmacoterapia Por que ocorre o aumento no uso de medicamentos???
  8. 8. Complexidade da Farmacoterapia• Os pontos críticos da complexidade dependem do tipo de enfermidade ou do grupo especial que está se acompanhando: ▫ Ex.  Idosos – 12 ou mais doses por dia de medicamentos  HIV – Restrição de alimento por dose
  9. 9. Complexidade da Farmacoterapia• Dificuldade em se medir a complexidade pela falta de uniformidade na sua definição ▫ Conseqüência alguns aspectos são ignorados como por ex.:  Instruções especiais associadas a dose  Ações requeridas de gerenciamento para administrar o comprimido
  10. 10. Complexidade da Farmacoterapia • Principais conseqüências de terapias complexas: ▫ Baixa adesão ao tratamento ▫ Interações medicamentosas ▫ Reações adversas “O que aparenta relativamente simples para uma pessoa pode ser complexa para outra”Johnson M, Griffiths R, Piper M, Langdon R. Risk Factors for an Untoward Medication Event Among Elders in Community-BasedNursing Caseloads in Australia. Public Health Nursing 2005; 22(1):36-44.
  11. 11. Complexidade da Farmacoterapia • Doses diárias X adesão ▫ Revisão sistemática (1986-2000):Claxton AJ, Cramer J, Pierce C. A Systematic Review of the Associations Between Dose Regimens and Medication Compliance.Clinical Therapeutics 2001; 23(8):1296-1310
  12. 12. Complexidade da Farmacoterapia• Doses diárias X adesão ▫ New england journal (2005)  Regime de uma dose, uma vez ao dia é o que melhor ajuda a maximizar a adesão ao tratamento, principalmente quando combinado com visitas freqüentes de reforço ao profissional de saúde Osterberg L, Blaschke T. Adherence to medication. N Engl J Med 2005;353(5):487-497.
  13. 13. Instrumentos para medir acomplexidade• Medication Complexity Index (MCI) ▫ Kelley (1998)  Não validado  Resultado de um estudo com o MCI ▫ Johnson (2005):Nesse estudo verificou-se características fortemente relacionadas com a complexidade da farmacoterapia sendo elas:1) tomar 5 ou mais medicações regularmente2) tomar 12 ou mais doses por dia3) ter medicamento prescrito por mais de um médico4) Adesão ao tratamento (correlação negativa)
  14. 14. Instrumentos para medir a complexidade • Medication Regimen Complexity Index (MRCI) ▫ George (2004)  Validado e traduzido para o português (Índice da Complexidade da Farmacoterapia) 3 seções A, B e Cinformações sobre formas de dosagens informações de freqüências de doses informações adicionais
  15. 15. Instrumentos para medir a complexidade • Epilepsy Medication and Treatment Complexity Index (EMTCI) ▫ Dilorio (2003)  Modificado pelas ações necessárias para alguns medicamentos para epilepsia 4 seções A, B, C e Dinformações sobre formas de dosagens informações de freqüências de doses Instruções especiais Ações de administração
  16. 16. Instrumentos para medir a complexidade• Medication Regimen Complexity Scale (MRCS) ▫ Tucker (2002)  4 afirmações pontuadas numa escala Likert de 5 pontos -1 (strongly agree) a 5 (strongly disagree)  Dificuldades quanto a administração dos medicamentositem 1 = “The size of some of my pills makes them hard to swallow”;item 2 = “Because some of my pills are hard to swallow, I don’t like taking them”;item 3 = “I don’t like taking some of my pills or medicines because they taste bad”;item 4 = “I don’t like taking some of my pills or medicines because they make me feel sick.”
  17. 17. Instrumento para redução dacomplexidade Horas Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo 6 am 8 am 10 am 12 am 2 pm 4 pm 6 pm 8 pm 10 pm 12 pm 2 am
  18. 18. Melchiors AC, Correr CJ, Fernández-Llimos F. Translation and validation into Portuguese language of the medicationregimen complexity index. Arquivos brasileiros de cardiologia. 2007/11/10 ed. 2007 Oct;89(4):210–8.
  19. 19. ICFT - Seção A Formas de dosagem peso Cápsulas/comprimidos 1 Gargarejos/colutórios 2 ORAL Gomas/pastilhas 2 Líquidos 2 Pós/Grânulos 2 Spray/comprimidos sublinguais 2 Cremes/Géis/Pomadas 2 Emplastros 3 TOPICO Tinturas/Soluções de uso tópico 2 Pastas 3 Adesivos transdérmicos/Patches 2 Spray de uso tópico 1 Gotas/cremes/pomadas para o ouvido 3 Colírios/gotas para os olhos 3 OUVIDO, Géis/pomadas para os olhos 3 OLHOS E Gotas/cremes/pomadas nasais 3 NARIZ Spray nasal 2 Accuhalers (pó seco para inalação/ 3 diskus) Aerolizers (cápsulas para inalação) 3 INALAÇÃO Inaladores de dose medida (bombinha) 4 Nebulizador (ar comprimido/ultra-sônico) 5 Oxigênio/concentrador 3 Turbuhalers (pó seco para inalação) 3 Outros inaladores de pó-seco 3 Fluido para diálise 5 Enemas 2 Injeções: -Pré-caregadas 3 OUTROS - Ampolas/frascos-ampolas 4 Supositórios/ óvulos vaginais 3 Analgesia Controlada pelo Paciente 2 Supositório 2 Cremes vaginais 2 Total seção A
  20. 20. ICFT – Seção B Total X Peso Peso Total Freqüência de dose Medicações 1 x dia 1 1 x dia S/N 0,5 2 x dia 2 2 x dia S/N 1 3 x dia 3 3 x dia S/N 1,5 4 x dia 4 4 x dia S/N 2 12/12h 2,5 12/12 h 1,5 S/N 8/8h 3,5 8/8h S/N 2 6/6h 4,5 6/6h S/N 2,5 4/4h 6,5 4/4 h S/N 3,5 2/2h 12,5 2/2h S/N 6,5 S/N 0,5 Dias alternados 2 ou menor freqüência Oxigênio 1 S/N Oxigênio 2 <15hrs Oxigênio 3 >15hrs Total seção B
  21. 21. ICFT – Seção C medicações Peso x Peso Total N° de Instruções adicionais Medicações Partir ou triturar o comprimido 1 Dissolver o comprimido/pó 1 Múltiplas unidades ao mesmo tempo (ex.: 2 comprimidos, 2 1 jatos) Dose variável (ex.: 1-2 1 cápsulas, 2-3 jatos) Tomar/usar em horário específico (ex.: manhã, noite, 1 8 AM) Relação com alimento (ex.: com alimento, antes das 1 refeições, depois das refeições) Tomar com liquido específico 1 Tomar/usar conforme 2 indicado Reduzir ou aumentar a dose 2 progressivamente Doses alternadas (ex.: 1 manhã e 2 noite, 1/2 em dias 2 alternados) Total seção C

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