Promovendo a Saúde do Professor

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SAÚDE, STRESS E SÍNDROME DE BURNOUT NO PROFESSOR.

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Promovendo a Saúde do Professor

  1. 1. Promovendo a Saúde do Professor
  2. 2. Organização Escola A escola como instituição social tem uma série de características organizacionais, que influenciam e modelam as interações dos indivíduos que atuam em seu interior e também nas relações com a comunidade. Ninguém esta habilitado a propor mudanças, melhorias e aprimoramentos, sem considerar e conhecer adequadamente a perspectiva organizacional.
  3. 3. Profissão Docente O lugar central que os docentes ocupam na sociedade pode ser aceito pela maioria dos segmentos sociais. Mas esse reconhecimento não tem resultado em valorização social e mesmo em qualidade de vida no trabalho. O nível de satisfação e bem-estar docente tem sido objeto de vários estudos e, lamentavelmente, as conclusões são pessimistas.
  4. 4. Profissão Docente Os dados e as conclusões dos estudos interessados em descrever o perfil do adoecimento dos professores são convergentes, independente da população estudada. Os professores têm mais risco de sofrimento psíquico e a prevalência de transtornos psíquicos menores, é maior entre eles, quando comparado a outros grupos.
  5. 5. Profissão Docente Na atualidade, o papel do professor extrapolou a mediação do processo de conhecimento do aluno. Ampliou-se a missão do profissional para além da sala de aula, o fim de garantir uma articulação entre a escola e a comunidade. O professor além de ensinar, deve participar da gestão e do planejamento escolares, o que significa uma dedicação mais ampla, a qual se estende à família e à comunidade.
  6. 6. Profissão Docente A mudança de habilidades e competências que os professores têm que apresentar para o exercício da profissão, somado ao estilo de gestão da escola, localização geográfica, a relação com a família e a comunidade, entre outros fatores, têm contribuído para a permanente erosão na saúde docente.
  7. 7. O Stress Docente
  8. 8. O Stress Docente  Embora exista muita preocupação social com o stress o mesmo não ocorre com as organizações e instituições, tendo historicamente atribuído ao profissional a responsabilidade pela sua saúde;  O stress apresenta características de epidemia, acometendo diversas categorias profissionais;  O stress é conceituado como uma tensão que causa uma ruptura no equilíbrio do organismo;
  9. 9. O Stress Docente Para diagnosticar a presença de stress, é necessário reconhecer sua sintomatologia. Os principais sintomas são:  Mãos frias;  Alteração de memória;  Boca seca, pesadelos;  Nó no estômago;  Diarréia passageira;  Vontade de fugir de tudo (fuga);  Insônia inicial ou terminal;  Má digestão, gases;  Tontura;  Tédio;  Hipertensão arterial;  Apatia ou raiva prolongada;  Perda do humor e  Esquiva social.
  10. 10. O Stress Docente  O curso do stress passa por fases: Alarme; Resistência e Exaustão;  Os primeiros sintomas são alarmes para avisar que algo não vai bem ou que é ameaçador;  Na fase de resistência encontram-se os seguintes sintomas: medo, nervosismo, isolamento social, roer unhas, queda de cabelo, impotência sexual temporária.  Caso os eventos estressantes não sejam removidos, a pessoa chega a fase de exaustão: instala-se uma patologia que pode acometer o sistema límbico (depressão), o sistema endócrino (diabetes) e o sistema imune (câncer, especialmente leucemia) que pode evoluir para a fatalidade.
  11. 11. Fontes do Stress  Pessoais:  Idealismo no exercício da profissão;  Expectativa na carreira;  Lutos;  Fofocas;  Problemas familiares;  Sentimentos de incapacidade de fazer frente às demandas que se apresentam no cotidiano.
  12. 12. Fontes do Stress  Institucionais:  Conflitos interpessoais;  Sobrecarga de trabalho;  Dinâmica das atividades profissionais;
  13. 13. Condutas que previnem o Stress  Analisar a maneira de ver a vida;  Avaliar os objetivos;  Fazer planejamentos;  Ter uma visão otimista, porém, não perder os pés da realidade, isto é, otimista, mas realista.
  14. 14. O Stress do Professor  Falta de formação científica;  Punição e injustiça;  Cultura organizacional baseada na ameaça;  Falta de comunicação;  Restrição ao desenvolvimento pessoa;  Condições de trabalho (regiões carentes e/ou violenta);  Contingências familiares estressantes (doentes, dependentes químicos, portadores de necessidades especiais, desemprego, alcoolismo);  Clima no ambiente de trabalho, etc
  15. 15. Síndrome de Burnout
  16. 16. Síndrome de Burnout Burnout é o nome da dor de um profissional encalacrado entre o que pode fazer e o que efetivamente consegue fazer, entre o que deve fazer e o que efetivamente pode, entre o céu de possibilidades e o inferno dos limites estruturais, entre a vitória e a frustração;
  17. 17. Síndrome de Burnout Burnout é um termo que vem do inglês, e na sua origem, significa queimar para fora. É como se a energia que move e que dá vida ao ser humano fosse “jogada para fora”, fosse perdida e, nesse perder energia, o sujeito chegaria ao seu extremo, praticamente sem possibilidades físicas ou mentais de seguir no seu fazer diário. É um profundo sentimento de frustração e exaustão em relação ao trabalho.
  18. 18. Síndrome de Burnout Entusiasmo e dedicação cedem lugar à frustração e raiva como resposta a estressores pessoais, ocupacionais e sociais que, por sua vez, levam à desilusão quanto às atividades de trabalho. Depois há uma vulnerabilidade pessoal cada vez maior com múltiplos sintomas físicos (dores de cabeça, hipertensão arterial, etc.), sintomas cognitivos (“a culpa é dos alunos” e “eu preciso cuidar de mim” ) e emocionais (irritabilidade, tristeza) os quais, se não forem, tratados aumentam, até alcançar uma sensação de esvaziamento e de “não ligar mais”
  19. 19. Síndrome de Burnout Entre os fatores externos que podem levar ao Burnout destacam-se:  O papel do diretor;  Conflitos;  Ambiguidade e excesso de papéis;  Jornada de trabalho;  Alunos indisciplinados;  Falta de interação social no trabalho;  Falta de reconhecimento;  Valores conflitantes entre instituição e o professor;  Baixo status social da profissão.
  20. 20. Síndrome de Burnout As variáveis relativas à personalidade são as que têm demonstrado forte interferência no desencadeamento do Burnout. As características de personalidade interagem de modo complexo com os agentes estressores tanto no sentido de incrementá-los, como, ao contrário, inibi-los ou eliminá- los. Diferenças de personalidade fazem com que os sintomas se apresentem de diferentes formas e grau de intensidade.
  21. 21. Resiliência  Entre as variáveis de personalidade, os estudos têm destacado a resiliência como fator preponderante na promoção e manutenção da saúde dos trabalhadores;  Pode ser definida como um processo dinâmico que tem como resultado a adaptação positiva em contextos de grande adversidade.
  22. 22. Resiliência  Para compreender o fenômeno da Resiliência, deve-se responder a 4 questões:  EU TENHO pessoas em torno em quem confio?  EU SOU uma pessoa pela qual os outros sentem apreço e carinho?  EU ESTOU certo de que tudo sairá bem?  EU POSSO falar sobre coisas que me assustam ou inquietam?

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