A família~ Da Tradicional à Família Atual

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A família~ Da Tradicional à Família Atual

  1. 1. Fatores relativos á vida extraescolar dos alunos causam impacto no aprendizado. O contexto familiar do qual a criança se origina, o valor que a família atribui à escola, a preocupação com a boa trajetória dos filhos, o acompanhamento dos estudos e a participação efetiva na vida escolar dos estudantes são elementos centrais para um aprendizado eficiente. A ausência dos pais no desenvolvimento dos filhos pode ser preenchida por sentimentos de violência, baixo desempenho na escola, sérios problemas no processo de aprendizagem, indisciplina, entre outros.
  2. 2. Não há duvidas de que os fatores familiares interferem no emocional da criança, podendo apresentar comportamentos prejudiciais ao desempenho escolar; já quando os pais participam, eles aprendem mais e melhor, com o apoio as crianças se sentem mais seguras, motivadas, estimuladas, com vontade de aprender, a ideia não é que os pais se transformem em professores, mas que sejam parceiros no aprendizado dos filhos, e que os filhos possam contar com os pais para um aprendizado significativo. O ideal são pais cooperativos e atentos no desempenho escolar dos filhos na medida certa.
  3. 3.  Até um tempo atrás o modelo de família consistia em pai-mãe-prole;  Modelo de estrutura familiar considerado ideal;  Qualquer outro modelo era desestruturado, desorganizado e problemático;  Julgamento moralista ao invés de científico.
  4. 4. Se funda sobre o casamento de duas pessoas, com a obrigação de coabitação exclusiva. A fidelidade, o controle do homem sobre a esposa e os filhos, a garantia de descendência por consanguinidade e, portanto, a garantia do direito de herança aos filhos legítimos, isto é, a garantia da propriedade privada. É necessário ter certeza da paternidade dos filhos e de que o patrimônio não irá sair da família.
  5. 5. Percebe-se então, que a família, como a conhecemos hoje, não é uma organização natural nem uma determinação divina. A organização familiar transforma-se no decorrer da história do homem. As condições históricas e as mudanças sociais determinam a forma como a família irá se organizar para cumprir sua função social.
  6. 6. Os núcleos familiares estão mudando, o resultado são famílias se unindo nas e pelas diferenças. Mas independente das famílias serem diferentes do que conhecemos como tradicionais, o objetivo deve ser o mesmo. A família deve ser o espaço em que possamos experimentar todas as sensações, do amor ao conflito. Então, ao pensarmos em Educação temos que entender que ela se inicia com a família, se aprimora na escola, para ser aplicada na vida.
  7. 7.  Vem sofrendo transformações tanto enquanto grupo, como também quanto a seus membros individuais;  Fatores econômicos e culturais fizeram com que as mulheres ingressassem no mercado de trabalho;  Dona de casa – Mãe de Família – Profissional;  Esse fato fez com que os papeis do homem e da mulher fossem reconfigurados e, consequentemente, as funções de pai e mãe.
  8. 8. Não existe mais um único padrão de estrutura familiar: pais separados, mulheres ou homens que criam sozinhos os seus filhos, crianças educadas por avos, tios, entre outros. Porém, com certeza, tanto a família quanto a escola desejam a mesma coisa: preparar as crianças para o mundo.
  9. 9.  O número de filhos entre os casais está cada vez mais reduzido, onde um ou dois filhos são o bastante; O estresse da vida diária moderna reduz o tempo de dedicação dos pais para com seus filhos, o que muitas vezes prejudica, o relacionamento familiar e consequentemente, social; A influência dos meios tecnológicos de informação tem distanciado os componentes da família;
  10. 10. Por assumir papel fundamental na sociedade – é chamada de célula máter (mãe/matriz) da sociedade – a família é forte transmissora de valores ideológicos. A função social atribuída à família é transmitir os valores e condutas que constituem a cultura, as ideias dominantes em determinado momento histórico, isto é, educar as novas gerações segundo os padrões aceitáveis pela sociedade.
  11. 11. A família é responsável pela sobrevivência física e psíquica das crianças, constituindo-se o primeiro grupo de mediação do indivíduo – daquele bebê, que ali no berço – com a sociedade. É na família que ocorrem os primeiros aprendizados dos hábitos e costumes da cultura.
  12. 12. A família, do ponto de vista do indivíduo e da cultura, é um grupo tão importante que, na sua ausência, a criança ou o adolescente precisam de uma “família substituta” ou devem ser abrigados em uma instituição que cumpra as funções materna e paterna, isto é, funções de cuidado e de transmissão dos valores e normas culturais – condições para posterior participação na coletividade. Portanto, inexistindo a família de origem – consanguínea, biológica, outro grupo deverá dar conta de sua função.
  13. 13. É interessante perceber como a família vive as interferências do mundo social e de novas realidades históricas. Como, por exemplo, o importante papel que os meios de comunicação de massa têm cumprido na educação da criança e do adolescente, os quais estão expostos, cada vez mais cedo, às influencias destas agencias socializadoras. Constata-se que cada vez mais, estão influenciando as novas gerações no seu modo de ser e estar no mundo; agora e mais tarde.
  14. 14.  As crianças encontram nos pais os modelos de como os adultos se comportam. Os pais são os primeiros modelos de como é ser homem e ser mulher: padrões de conduta que em nossa cultura são diferentes;  A família reproduz, em seu interior, a cultura que a criança internalizará;  As crianças dependem dos adultos para sua sobrevivência física e psíquica, além de necessitar de ligações afetivas;  A importância da primeira educação é tão grande na formação da pessoa que pode-se compará-la ao alicerce da construção de uma casa.
  15. 15. O vínculo em seus aspectos biológico, social e afetivo é condição para o crescimento e desenvolvimento global da criança. As doenças mentais e mesmo as físicas em crianças pequenas, denunciam a fragilidade de vínculos familiares, a dificuldade dos adultos em criar um ambiente estável e seguro – isto é, amoroso. Dois exemplos delicados demonstram a ligação dos pais com os filhos: no primeiro, os pais exibem o filho ou aspectos deles como se fossem seus; no segundo, projetam no filho a possibilidade de estes realizarem sonhos e projetos pessoais que não conseguiram em suas próprias vidas.
  16. 16. A família como lugar de proteção e cuidado, é, em muitos casos um mito. Muitas crianças e adolescentes sofrem ali suas primeiras experiências de violência: a negligência, maus-tratos, a violência psicológica, a agressão física, o abuso sexual. No interior da família, a principal vítima da violência física é o menino e, do abuso sexual, a menina. O pai biológico constitui-se no principal agressor. O fenômeno da violência doméstica é universal – atinge países ricos e pobres. É importante ressaltar, que 90% dos agressores foram vítimas de algum tipo de violência na infância ou adolescência.
  17. 17. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei 8.069, de 13/07/1990, regula os direitos da criança e do adolescente. Artigo 19: “Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e ducado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre de presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes”. A novidade dessa lei, é a inclusão da mãe, com os mesmos direitos do pai. A lei incorpora as mudanças culturais e históricas que repercutem na família.

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