DIVERSOS ASPECTOS DOS ROMANCES BRASILEIROS
ROMANTISMO <ul><li>novo gênero literário </li></ul><ul><li>utilização da prosa <> verso </li></ul><ul><li>ROMANCE   </li><...
<ul><li>Romances de folhetins: </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>a leveza </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><u...
Antônio Cândido: <ul><li>- O triunfo do romance:  </li></ul><ul><li>não é fortuito. </li></ul><ul><li>Que é :  </li></ul><...
A MORENINHA   Joaquim Manuel de Macedo <ul><li>1º romance romântico brasileiro; </li></ul><ul><li>Publicado em 1.844; </li...
<ul><li>Antônio Cândido: </li></ul><ul><li>“  Assim deu origem a um  mito sentimental  ,  A Moreninha ,  padroeira de namo...
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<ul><li>“ Perfis de Mulher” </li></ul><ul><li>SENHORA   (1875)de José de Alencar </li></ul><ul><li>“  As cortinas cerram-s...
<ul><li>De onde decorre o Romantismo das expressões? </li></ul><ul><li>De: </li></ul><ul><li>-seu caráter emocional, maniq...
Exercício: <ul><li>Com relação ao foco narrativo- ou seja à posição do narrador perante a história, explique as diferenças...
Inocência   ,  Visconde de Taunay <ul><li>filha dos sertões(ela própria se define),  </li></ul><ul><li>feições de moça da ...
<ul><li>&quot;Nocência &quot;,  tem 18 anos, é &quot;muito ariscazinha de modos, mas bonita e boa deveras... Coitada, foi ...
<ul><li>&quot;Apesar de bastante descorada e um tanto magra, era Inocência de beleza deslumbrante.  </li></ul><ul><li>Do s...
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<ul><li>A construção da identidade feminina nas narrativas românticas </li></ul><ul><li>-MADAME BOVARY, de Gustave Flauber...
<ul><li>possibilidades oferecidas  à mulher ? </li></ul><ul><li>= identidade estruturada em torno dos ideais do  amor  e d...
<ul><li>Que formas discursivas teriam contribuído para a construção da ideia de SEXO ? </li></ul><ul><li>TODOS:  o científ...
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<ul><li>Trata-se  de de fazer coincidir: </li></ul><ul><li>o casamento  e o amor  </li></ul><ul><li>n a   literatura  e  n...
<ul><li>As narrativas românticas internalizariam essas mudanças pondo em cena  obstáculos  ao próprio amor. </li></ul><ul>...
<ul><li>Até os séculos XIX / XX o discurso literário reproduziu o  mito da busca masculina </li></ul><ul><li>HEROI   </li>...
<ul><li>O campo amoroso da época vitoriana: </li></ul><ul><li>Amor inocente (amor burguês)  AMOR  Feli </li></ul><ul><li>A...
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  1. 1. DIVERSOS ASPECTOS DOS ROMANCES BRASILEIROS
  2. 2. ROMANTISMO <ul><li>novo gênero literário </li></ul><ul><li>utilização da prosa <> verso </li></ul><ul><li>ROMANCE </li></ul><ul><li>narratividade: o fato de contar uma história. </li></ul><ul><li>divulgação: através do jornal. </li></ul><ul><li>ligado à: </li></ul><ul><li>necessidade de democratizar os bens culturais. </li></ul><ul><li>acessível à nova classe no poder: a burguesia. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Romances de folhetins: </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>a leveza </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>a atenuação dos conflitos </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>tom “água-com-açúcar” </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>superficialidade dos primeiros romances </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>- leitura fácil </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>-cheios de “ingredientes” </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>-Pitoresco </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>- a atração </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>leitor </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>-a manutenção </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  4. 4. Antônio Cândido: <ul><li>- O triunfo do romance: </li></ul><ul><li>não é fortuito. </li></ul><ul><li>Que é : </li></ul><ul><li>anticlássico por excelência, </li></ul><ul><li>o mais universal e regular. </li></ul><ul><li>O fundamento?: </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>a realidade é elaborada por um processo mental que guarda intacta a verossimilhança externa fecundando-a por um fermento de fantasia, que a situa além do quotidiano, em concorrência com a vida. </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  5. 5. A MORENINHA Joaquim Manuel de Macedo <ul><li>1º romance romântico brasileiro; </li></ul><ul><li>Publicado em 1.844; </li></ul><ul><li>Romance de Folhetim </li></ul><ul><li>Fermento de fantasia: </li></ul><ul><li>- heroina adolescente que vive uma </li></ul><ul><li>história de amor com Augusto . </li></ul><ul><li>Carolina: travessa, inquieta, inconsequênte, </li></ul><ul><li>as vezes engraçada, viva, curiosa </li></ul><ul><li>e impertinente . </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Antônio Cândido: </li></ul><ul><li>“ Assim deu origem a um mito sentimental , A Moreninha , padroeira de namoros que ainda faz sonhar aos adolescentes” </li></ul><ul><li>É a heroina que incorpora “a mulher-anjo romântica, pura, virginal, combinada com a imagem da índia a quem se alia magicamente para atrair o homem. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>FOLHETIM COSTUMES BURGUESES; </li></ul><ul><li>DE PÚBLICO FEMININO; </li></ul><ul><li>SUCESSO ENTRETENIMENTO </li></ul><ul><li>LENDA INDÍGENA (AHY XAOITIN); </li></ul><ul><li>NACIONALISMO MORENINHA (CORBRASILEIRA); </li></ul><ul><li>CENÁRIO IDÍLICO. </li></ul>AUGUSTO X CAROLINA
  8. 8. <ul><li>“ Perfis de Mulher” </li></ul><ul><li>SENHORA (1875)de José de Alencar </li></ul><ul><li>“ As cortinas cerram-se, e as auras da noite, acariciando </li></ul><ul><li>o seio das flores cantavam o hino misterioso do santo </li></ul><ul><li>amor conjugal” </li></ul><ul><li>LUCÍOLA (1862) de José de Alencar </li></ul><ul><li>“ Lucíola é o vampiro noturno ” que brilha de uma luz </li></ul><ul><li>tão viva no seio da treva e à beira dos charcos. Não </li></ul><ul><li>será a imagem verdadeira da mulher que no abismo </li></ul><ul><li>da perdição conserva a pureza da alma? </li></ul>
  9. 9. <ul><li>De onde decorre o Romantismo das expressões? </li></ul><ul><li>De: </li></ul><ul><li>-seu caráter emocional, maniqueísta: </li></ul><ul><li>pureza x perdição </li></ul><ul><li>abismo x santo amor conjugal </li></ul><ul><li>o bem / o mal--  em jogo em ambos trechos </li></ul>Comentários:
  10. 10. Exercício: <ul><li>Com relação ao foco narrativo- ou seja à posição do narrador perante a história, explique as diferenças entre ambos os textos. </li></ul><ul><li>Que impressão lhe fica de Lucíola? Que tipo de mulher ela parece ser? </li></ul><ul><li>E de Aurélia Camargo? Em que sentido pode ser reconhecida como uma heroina romântica? </li></ul>
  11. 11. Inocência , Visconde de Taunay <ul><li>filha dos sertões(ela própria se define), </li></ul><ul><li>feições de moça da cidade (todos, até seu pai, vêem nela). </li></ul><ul><li>Para o pai: ela é uma menina, bonita, </li></ul><ul><li>arisca, carinhosa, feiticeira, esquisita. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>&quot;Nocência &quot;, tem 18 anos, é &quot;muito ariscazinha de modos, mas bonita e boa deveras... Coitada, foi criada sem mãe, e aqui nestes fundões&quot;. Está &quot;apalavrada&quot; e vai se casar, por determinação do pai, com Manecão Doca ” </li></ul><ul><li>&quot;Esta obrigação de casar as mulheres é o </li></ul><ul><li>diacho!... </li></ul><ul><li>Se não tomam estado, ficam jururus e </li></ul><ul><li>fanadinhas...;se casam, podem cair nas mãos </li></ul><ul><li>de algum marido malvado...E depois, as </li></ul><ul><li>histórias! Hi, meu Deus, mulheres numa </li></ul><ul><li>casa é coisa de meter medo... </li></ul><ul><li>São redomas de vidro que tudo </li></ul><ul><li>pode quebrar [...] O Manecão que se </li></ul><ul><li>agüente, quando a tiver por sua... Com gente </li></ul><ul><li>de saia não há que fiar... Cruz! botam famílias </li></ul><ul><li>inteiras a perder, enquanto o demo esfrega </li></ul><ul><li>um olho.&quot; </li></ul>
  13. 13. <ul><li>&quot;Apesar de bastante descorada e um tanto magra, era Inocência de beleza deslumbrante. </li></ul><ul><li>Do seu rosto irradiava singela expressão </li></ul><ul><li>de encantadora ingenuidade, realçada </li></ul><ul><li>pela meiguice do olhar sereno que, a custo, </li></ul><ul><li>parecia coar por entre os cílios sedosos a </li></ul><ul><li>franjar-lhe as pálpebras, e compridos </li></ul><ul><li>a ponto de projetarem sombras nas </li></ul><ul><li>mimosas faces. Era o nariz fino, um </li></ul><ul><li>bocadinho arqueado; a boca pequena, </li></ul><ul><li>e o queixo admiravelmente torneado. </li></ul><ul><li>Ao erguer a cabeça para tirar o braço de sob </li></ul><ul><li>o lençol, descera um nada a camisinha de crivo que vestia, deixando nu um colo de fascinadora alvura, em que ressaltava um ou outro sinal de nascença.&quot; </li></ul>
  14. 14. <ul><li>A mulher : </li></ul><ul><li>Na visão masculina de Pereira e do universo sociocultural que ele representa, &quot;as mulheres não são confiáveis, porque sujeitas a </li></ul><ul><li>sucumbir a qualquer sedução, fruto d </li></ul><ul><li>a sua falta de vivência e daquilo </li></ul><ul><li>que é considerado a sua </li></ul><ul><li>fraqueza interior. Por outro </li></ul><ul><li>lado, a mulher também é uma </li></ul><ul><li>perigosa sedutora, vinculada </li></ul><ul><li>ao mito do pecado original&quot;, </li></ul>
  15. 15. <ul><li>A construção da identidade feminina nas narrativas românticas </li></ul><ul><li>-MADAME BOVARY, de Gustave Flaubert. </li></ul><ul><li>EMA: não consegue conciliar as leituras românticas de sua juventude com a vida medíocre após seu casamento </li></ul><ul><li> </li></ul><ul><li>Suicídio como única solução para sua vida. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>possibilidades oferecidas à mulher ? </li></ul><ul><li>= identidade estruturada em torno dos ideais do amor e do casamento </li></ul><ul><li>Qual o tipo de feminilidade? </li></ul><ul><li>- Felicidade da mulher baseada exclusivamente em sua união com o homem . </li></ul><ul><li>CULLER (1999,P 17) Foucault: </li></ul><ul><li>poder // conhecimento </li></ul><ul><li>- explicita como essa relação interfere na construção da identidade daspessoas </li></ul><ul><li>poder // conhecimento </li></ul><ul><li>conhecimento como poder </li></ul><ul><li>- o que pensamos saber sobre o mundo exerce PODER </li></ul><ul><li>- essa relação conhecimento/poder produziu a situação que define à MULHER como: </li></ul><ul><li>Alguém cuja relação como pessoa debe </li></ul><ul><li>residir numa relação Sexual com um homem .” </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Que formas discursivas teriam contribuído para a construção da ideia de SEXO ? </li></ul><ul><li>TODOS: o científico, o religioso, o literário, o da lei, representando “ o sexo como algo anterior aos próprios discursos” </li></ul><ul><li>A construção da identidade feminina </li></ul><ul><li>categoria discursiva do sexo . </li></ul><ul><li>A construção da ideia de sexo como principio causal </li></ul><ul><li>-  ideia da m ulher como um ser cuja plenitude residiria na sua relação com um homem, construindo-se uma identidade nele centrada. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>identidade tema --  LITERATURA as </li></ul><ul><li>narrativas ---  os estereótipos da feminilidade. </li></ul><ul><li>“ a literatura é um lugar onde a ideia de sexo é construída (...) as identidades das pessoas estão ligadas ao tipo de desejo que sentem por um outro ser humano” </li></ul><ul><li>(CULLER, 1999, p.: 17) </li></ul><ul><li>O leitor: </li></ul><ul><ul><li>atualiza as relações entre sexo e identidade . </li></ul></ul><ul><ul><li>Identifica-se com as personagens. </li></ul></ul>
  19. 19. <ul><li>O CASAMENTO BURGUÉS </li></ul><ul><ul><li>MONOGÁMICO </li></ul></ul><ul><ul><li>INDISOLÚVEL </li></ul></ul><ul><ul><li>PASSA A SER VINCULADO AO AMOR A PARTIR DO S XIX </li></ul></ul><ul><ul><li>NORBERT ELIAS : </li></ul></ul><ul><ul><li>As relações extra matrimoniais foram removidas para o fundo de cena confinando a sexualidade ao quarto so casal e aos discursos dos especialistas. </li></ul></ul><ul><li>--  “A dama das camélias” : </li></ul><ul><ul><li>una condenação das relações extra matrimoniais e o casamento como único espaço legítimo para o amor. </li></ul></ul><ul><ul><li>Amor: passa a ser um obstáculo: </li></ul></ul><ul><ul><li>-Fica imobilizado </li></ul></ul><ul><ul><li>-É institucionalizado </li></ul></ul>
  20. 20. <ul><li>Trata-se de de fazer coincidir: </li></ul><ul><li>o casamento e o amor </li></ul><ul><li>n a literatura e na sociedade </li></ul><ul><li>Na antiguidade: </li></ul><ul><li>relações entre iguais. </li></ul><ul><li>Logo: </li></ul><ul><li>Homem/mulher ---  ao casamento </li></ul><ul><li>O amor conjugal se incorporaria como valor ideal nos séculos XIX e XX. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>As narrativas românticas internalizariam essas mudanças pondo em cena obstáculos ao próprio amor. </li></ul><ul><li>representados pela sociedade </li></ul><ul><li>Liberalismo liberdade < > moral: AMOR só no </li></ul><ul><li>Burguês o HOMEM espaço do , , casamento </li></ul><ul><li>“ A identidade da mulher é construída em torno ao desejo masculino” </li></ul><ul><li>-era patriarcal: </li></ul><ul><li>Mulher--- buscada X Homem alvo da busca - encontrada X Homem masculina </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Até os séculos XIX / XX o discurso literário reproduziu o mito da busca masculina </li></ul><ul><li>HEROI </li></ul><ul><li>sai em busca de seus desejos, encontra uma o mais mulheres e se une a elas. </li></ul><ul><li>- Busca feminista: rompe com o patriarcado e com </li></ul><ul><li>a identidade feminina nele cons- </li></ul><ul><li>truída. </li></ul><ul><li>-Busca feminina: insere-se no contexto mais </li></ul><ul><li>amplo da tradição patriarcal da </li></ul><ul><li>busca masculina (heroi buscador) </li></ul><ul><li>reforçando os papeis de mulher </li></ul><ul><li>nele previstos. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>O campo amoroso da época vitoriana: </li></ul><ul><li>Amor inocente (amor burguês) AMOR Feli </li></ul><ul><li>Amor corrupto (homoerótico) + amor romântico= SEXO =cida </li></ul><ul><li>Amor selvagem ( sexual) CASAMENTO de </li></ul>

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