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ESTUDO DE CASO
Ana Beatriz Gomes da Silva Chaves
Andréia Ravelli Guedes da Costa
Sarah Regina Saraiva Lopes
FAHESA - Faculdade de Ciências Humanas,
Econômicas e da Saúde de Araguaína
ITPAC – Instituto Tocantinense Presidente Antônio
Carlos Ltda
Araguaína/TO
Fevereiro/2017
INTRODUÇÃO
O presente estudo de caso clínico desenvolveu-
se na ala J do Hospital Regional de Araguaína (HRA),
no setor de Cirurgia Geral sob supervisão e orientação
da docente Cândida, no período de 06 a 17 de
fevereiro de 2017, pelas acadêmicas de Enfermagem
do 5º período da FAHESA/ITPAC.
A cliente em questão encontrava-se no pós-
operatório de histerectomia total, que consiste na
remoção cirúrgica do útero, após o diagnóstico de
mioma uterino, onde se buscou aplicar os
conhecimentos adquiridos na disciplina acerca dos
cuidados de Enfermagem baseado nos princípios
científicos.
RELEVÂNCIA
Despertar os estudantes de enfermagem
quanto à operacionalização da criação de modelos
e processos próprios de cuidar, tornando o cliente
o centro da assistência de enfermagem, definindo
planos de cuidados, visando à obtenção de
resultados desejados, potencializando a eficiência
para assim atingir resultados benéficos.
METODOLOGIA
Tal estudo de caso baseou-se em vivências
teórico-práticas, tendo como instrumento de coleta de
dados o prontuário da paciente e registros avaliativos
realizados pelas autoras do estudo. O cenário de
desenvolvimento se deu na Ala J (Cirurgia Geral) do
HRA, tendo como sujeito a paciente R.L.C.S., que
realizou uma cirurgia eletiva de histerectomia, onde foi
possível elaborar um plano assistencial a ser colocado
em prática, tendo em vista a integralidade da
assistência de enfermagem aliado a pesquisas
bibliográficas que serão apresentadas no decorrer
deste estudo de caso.
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO
MIOMATOSE UTERINA
Também
conhecido como
leiomioma,
fibróide ou
leiomiofibroma.
EPIDEMIOLOGIA
• Prevalência: 20 a 50% das mulheres no período
reprodutivo
• No Brasil: 300 mil cirurgias anuais
• Em 2010: 62.565 pelo SUS
• Em 2011: até junho, 27.867
• Aparece por volta dos 35 a 45 anos de idade
• História familiar de primeiro grau cria um risco 2,5
vezes maior de desenvolver.
ETIOPATOGENIA
Neoplasia benigna
de células
musculares lisas
Envolvimento
genético, hormonal
e de fatores de
crescimento
ETIOPATOGENIA
Fibras
musculares
imaturas
Células em
hiperplasia
Aumento da
matriz
Nódulo
MIOMA
MIOMA
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Sangramento
anormal
(Metrorragia,
hipermenorreia,
menorragia)
Dor
pélvica e
dispaureni
a
Aumento
do volume
abdominal
DIAGNÓSTICO
• Clínico e laboratorial;
• Principal exame de imagem: ultrassonografia transvaginal
- Útero: em AVF, contorno regular e textura acústica heterogênea,
presença de imagens hipoecóicas compatíveis com miomas (o maior,
intraligamentar a esquerda, mede 5,07 cm).
TRATAMENTO
É indicado:
Em pacientes
sintomáticas
Em pacientes
assintomáticas
com miomas
grandes
HISTÓRICO DE
ENFERMAGEM
IDENTIFICAÇÃO
• Nome: R.L.C.S.
• Sexo: Feminino
• Data de nascimento: 22/04/1971
• Idade: 45 anos
• Data de admissão: 06/02/2017
• Naturalidade: São Raimundo das
Mangabeiras - MA
• Procedência: Araguaína
IDENTIFICAÇÃO
Raça: Parda
Religião: Católica praticante
Situação conjugal: Casada
Filhos: Nenhum filho
Grau de instrução: Ensino fundamental completo
Profissão: Técnica em Enfermagem
MOTIVO DA INTERNAÇÃO
Paciente encaminhada do ambulatório
para cirurgia eletiva de histerectomia.
Queixava-se de dor pélvica constante,
dispareunia e amenorreia, realizava
acompanhamento ginecológico, onde foi
diagnosticado mioma.
HISTÓRIA DA DOENÇAATUAL
• Relata amenorreia a 4 anos e início dos
demais sintomas a 2 anos, que evoluiu com
piora e distensão abdominal.
• Procurou profissional ginecologista, que solicitou
exames, diagnosticando mioma, porém não
introduziu terapia farmacológica, sendo
encaminhada para realização de cirurgia
eletiva.
VIDA PREGRESSA
• Antecedentes pessoais
Doenças da infância: parotidite, varicela e
sarampo.
Imunizações:dT Febre amarela
Hepatite B Tríplice viral
Influenza Meningocócica
HINI Pneumocócica
VIDA PREGRESSA
Nega alergias;
Não faz uso de medicamentos contínuos.
Nega internações e cirurgias anteriores.
Realiza exame de PCCU e mamografia
anualmente desde os 40 anos.
Nega ter tido abortos espontâneos ou
provocados
VIDA PREGRESSA
• Antecedentes familiares
Relata ter mãe portadora de Hipertensão
Arterial Sistêmica (HAS) e AVC como causa do
óbito de seu pai. O avô faleceu de câncer renal.
HÁBITOS DE VIDA
 Nega Etilismo e Tabagismo
Higiene corporal: 3x/dia
Higiene bucal: sempre após as
refeições
Hábito de sono e repouso: relata ter
insônia (4h/dia)
Pratica atividades físicas: 5x/semana
HÁBITOS DE VIDA
 Alimentação - dieta com alto valor lipídico, com
ingesta razoável de frutas, verduras e legumes .
 Ingesta hídrica: adequada, relata beber de 10 a 12
copos de água/dia, aproximadamente 2L.
 Eliminação vesical
- Cor: amarelo pálido - Aspecto: translúcido
 Eliminação intestinal
- Cor: marrom escura - Consistência:
HABITAÇÃO/INFRAESTRUTUR
A
 Moradia: própria e em zona urbana;
 Tipo de construção: tijolos;
 Cobertura: telha;
 Com energia elétrica;
 Água tratada, porém e filtrada;
 Com coleta de lixo;
 Banheiro interno;
 Recebe periodicamente visitas de agentes comunitários de
saúde.
DIAGNÓSTICO MÉDICO
1º DPO de histerectomia total de abdome, após mioma
uterino
É um procedimento
cirúrgico que envolve a
remoção de todo o útero,
juntamente com o colo do
útero.
HISTERECTOMIATOTAL
EXAMES REALIZADOS
• Hemograma completo
• Ureia
• Creatinina
• Coagulograma Dentro dos parâmetros
da
normalidade
• TAP
• TTPA
• EAS
• Na/K
• Rx tórax Aspecto radiográfico normal
• ECG Ritmo Sinusal
EXAMES REALIZADOS
Colesterol = 280 mg/dL
SINAIS VITAIS
Pressão Arterial (PA): 120x80 mmHg,
normotensa.
Temperatura (T): 36,6º C, afebril.
Pulso (P): 60 bpm, normosfigmica.
Frequência respiratória (FR): 16 rpm, eupnéica.
EXAME FÍSICO
 Cabeça: PC= 57 cm, normocefálica, ausência
de abaulamentos, depressões ou tumefações;
 Face: hipocorada, anictérica, acianótica,
hidratada
 Couro cabeludo: íntegro, com sujidade;
 Cabelos: castanhos, longos, bem implantados
e bem distribuídos
 Sobrancelhas: simétricas, com pelos bem
implantados e distribuídos;
CABEÇA
• Olhos : verdes, mucosa ocular normocorada,
anictérica, pupilas isocóricas, com fotorreação
positiva.
• Nariz: de base piramidal, sem desvio de
septo, com pilosidades e sem sujidades
• Lábios: hipocorados, ressecado, dentição
completa, ausência de dentes cariados.
• Orelhas: Pavilhões auriculares íntegros,
simétricos, com implantação à linha ocular,
sem cerume.
PESCOÇO
• Centralizado, com boa mobilidade (180º);
• Tireoide e linfonodos não palpáveis.
TÓRAX
 Tórax chato, ausência de pilosidades e cicatrizes;
 Boa expansibilidade de ápices e bases pulmonares;
 Frêmito toracovocal presente;
 À percussão encontrado som claro pulmonar em
ambos HT’S e som maciço em região precordial;
 AP: MV presentes em ambos HT’s;
 AC: BFN em 2T
EXAME DA MAMA
• Mamas pendentes;
• Mamilos semiprotusos;
• Sem presença de nódulos, depressões,
abaulamentos e retrações e
• Ausência de secreções na expressão do
mamilo.
ABDOME
• Abdome plano;
• cicatriz umbilical mediana;
• ruídos hidroaéreos presentes;
• doloroso em baixo ventre;
• Ferida operatória de 1ª intenção em
região hipogástrica, de aspecto limpo e
seco.
GENITÁLIA
• Genitália íntegra;
• portando SVD;
• sem secreções ou lesões;
• ausência de pelos pubianos
EXTREMIDADES
• MMSS: unhas limpas, curtas e íntegras,
com acesso venoso periférico em MSE na
fossa cubital.
• MMII: ausência de edemas, boa mobilidade
articular.
FARMACOLOGIAATUAL
Diazepam 5mg VO
Indicações: Para alívio sintomático da
ansiedade, tensão e outras queixas somáticas ou
psicológicas associadas com a síndrome da
ansiedade.
Contraindicação: Não deve ser administrado a
pacientes com insuficiência respiratória e hepática
grave e síndromes de apnéia do sono.
Dipirona 500 mg VO
Indicações: Para tratamento de dor e febre.
Contraindicação: na gravidez, amamentação e
asma
Nausedron 4mg VO
Indicações: Para adultos na prevenção e controle
de náuseas e vômitos após uma operação.
Contraindicação: Não deve ser usado em
mulheres grávidas sem orientação médica
Luftal 40 gts VO
Indicações: Alívio de sintomas em casos de
excesso de gases no aparelho gastrointestinal.
Contraindicações: Pacientes com perfuração ou
obstrução intestinal, cólica grave.
Tramal 50 mg VO
Indicações: Para analgesia
Contraindicações: Nas intoxicações agudas com
álcool, analgésicos e outros psicotrópicos.
Domperidona 1 cmp
Indicação: Esvaziamento gástrico
Contraindicação: Tumor hipofisário
Tilatil 20 mg VO
Indicações: Doenças inflamatórias
degenerativas
Fenazopiridina 200 mg VO
Indicações: Alívio da disúria , de dor ,ardor ,
desconforto ao urinar.
Contraindicações: Pacientes com
insuficiência renal ou disfunção hepática.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Ansiedade relacionada à mudança no estado de
saúde caracterizada por preocupação e inquietação.
Intervenções:
- Oferecer apoio psicológico;
- Oferecer informações sobre o diagnóstico, tratamento e
prognóstico;
- Monitorar o estado emocional;
- Estimular o paciente quanto o relato de sua ansiedade;
- Tranquilizar a cliente quanto a sua satisfação sexual,
relatando que o período de abstinência sexual pós-
operatório, enquanto cicatrizam os tecidos é temporário;
- Promover um ambiente calmo e agradável.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Dor aguda relacionada a agentes lesivos (cirurgia),
evidenciada por relato verbal de dor e distúrbios no padrão do
sono.
Intervenções:
- Avaliar a dor quanto à localização, frequência e
duração;
- Avaliar ferida operatória quanto à presença de
sinais de infecção;
- Monitorar a dor após a administração de
medicamento;
- Avaliar eficácia da analgesia.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Motilidade gastrintestinal disfuncional relacionada
a cirurgia, caracterizada por náuseas e vômitos.
Intervenções:
- Observar e anotar o estado de consciência;
- Registrar características da êmese;
- Administrar anti-eméticos conforme prescrição;
- Auscultar a região abdominal visando retorno de
ruídos intestinais e da peristalse, para permitir a
liberação de líquidos adicionais e uma dieta branda;
- Avaliar eficácia do medicamento.
- Promover deambulação precoce visando, o retorno
da peristalse normal.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
Insônia relacionada a desconforto físico, caracterizada
por relato de dificuldade para adormecer.
Intervenções:
- Monitorar o padrão do sono e quantidade de horas
dormidas;
- Implementar medidas de conforto;
- Ensinar técnicas de relaxamento respiratório:
respiração profunda, lenta e intencional;
- Avaliar eficácia da analgesia.
PRESCRIÇÃO DE
ENFERMAGEM
• Verificar e anotar sinais vitais de 6/6h; 12 18 24 06;
• Avaliar intensidade da dor e administrar analgesia
conforme prescrição de 6/6h 12 18 24 06
• Realizar curativo em ferida operatória 1x ao dia com SF
0,9%;
• Avaliar a ferida operatória quanto à presença de sinais
flogísticos, secreções e sangramentos;
• Orientar e estimular a deambulação;
PRESCRIÇÃO DE
ENFERMAGEM
• Registrar no prontuário os episódios de náusea e
vômito;
• Promover a higienização bucal após os episódios de
êmese;
• Promover conforto no leito: semi-fowler 30º,
mudança de decúbito;
• Orientar para alta hospitalar quanto o retorno ao
serviço de saúde na presença de rubor ou secreção
purulenta na ferida operatória;
PROMOÇÃO DO AUTOCUIDADO
(Orientações na alta hospitalar)
• Verificar diariamente a incisão cirúrgica e contatar o
médico quando aparecer rubor, drenagem purulenta ou
secreção;
• Instruir a cliente sobre a importância da ingesta oral
adequada e sobre a manutenção da função intestinal e
do trato urinário;
• Evitar ficar sentada por longos períodos, pois isto
pode fazer com que o sangue se represe na pelve,
aumentando o risco de troboembolia;
• A paciente é instruída a evitar o esforço para defecar,
levantar peso, ter relação sexual ou dirigir, até que essas
atividades sejam liberadas pelo cirurgião.
PROMOÇÃO DO AUTOCUIDADO
• Dar preferência ao banho de chuveiro ao invés de
banho de banho de banheira, visando reduzir a
possibilidade de infecção e evitar riscos de lesão que
podem ocorrer ao entrar na banheira ou ao sair desta.
• Promover deambulação precoce sem dor.
• Informar a cliente de que a sua menstruação não
ocorrerá mais, porém ela pode apresentar uma discreta
secreção sanguinolenta durante alguns dias.
SMELTZER; Bare ( 2014).
PROGNÓSTICO
• Geralmente, a histerectomia é um procedimento seguro,
no entanto, existem sempre alguns riscos associados a
qualquer cirurgia de grande porte, como uma reação
adversa à anestesia, sangramento excessivo, infecção,
ou formação de coágulos sanguíneos.
• Alguns outros riscos envolvidos em uma histerectomia
são:
• A perda da função dos ovários.
• O reto, bexiga ou o trato urinário podem ser danificados
durante o procedimento, que pode resultar em ter que
recorrer a nova cirurgia para repará-los.
• A menopausa ocorre mais cedo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Portanto, a enfermagem é uma área que precisa esta
atenta e saber ouvir as queixas do cliente, a fim de
promover uma melhora significativa para com o bem
estar do mesmo que está sobe os cuidados da
enfermagem.
• Com a realização do estudo de caso, comprovou-se a
importância do domínio teórico e pratico para que a
assistência de enfermagem tenha um caráter resolutivo e
independente. Espera-se que o presente estudo desperte
o interesse dos profissionais no planejamento do
processo de enfermagem, visto que esse processo é uma
tentativa de melhorar o trabalho interdisciplinar e,
consequentemente, a qualidade da assistência ao
paciente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• BEREK, Jonathan S. BEREK&NOVAK: Tratado de Ginecologia. 15 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2014. 1166p.
• CORLETA, Helena von Eye; CHAVES, Eunice Beatriz Martin; KRAUSE, Miram Sigrun; CAPP,
Edison. Tratamento atual dos miomas. Rev Bras Ginecol Obstet. 2007; 29(6):324-8.
Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v29n6/a08v29n6.pdf>
• CORRÊA, Frederico José Silva. Abordagem Atual no Tratamento do Mioma Uterino. Jornal
Saúde Anchieta. N 3. 2007 Disponível em: < http://www.fertilcare.com.br/wp-
content/uploads/2015/09/1jornal_saude_anchieta_no_3_2007_05.pdf>
• FEBRASCO. Leiomioma Uterino: Manual de Orientação. São Paulo: Ponto, 2004. 117p.
• FREITAS, Fernando; MENKE, Carlos Henrique Menke; RIVOIRE, Waldemar Augusto;
PASSOS, Eduardo Pandolfi. Rotinas em Ginecologia. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. 584p.
• LAGES, Neusa; FONSECA, Cristina; NEVES, Ainda; LANDEIRO, Nuno; ABELHA, Fernando
José. Náuseas e Vômitos no Pós-Operatório: Uma Revisão do “Pequeno-Grande” Problema.
Rev Bras Anestesiol. 55: 5: 575-585. 2005. Disponível em: <
http://www.scielo.br/pdf/rba/v55n5/v55n5a13.pdf>
• REAL, Amanda Albiero; CABELEIRA, Maria Eduarda Parcianello; NASCIMENTO, Julian. Os
Efeitos Da Histerectomia Sobre A Sexualidade Feminina. Universidade Federal de Santa
Maria. Disponível em < http://www.unifra.br/eventos/sepe2012/Trabalhos/5766.pdf>
• SILVA, Carolina de Mendonça Coutinho; VARGENS, Octavio Muniz da Costa. A mulher que
vivencia as cirurgias ginecológicas: enfrentando as mudanças impostas pelas cirurgias. Rev.
Latino-Am. Enfermagem. 2016;24:e2780. Disponível em: <
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Estudo de Caso - Histerectomia

  • 1. ESTUDO DE CASO Ana Beatriz Gomes da Silva Chaves Andréia Ravelli Guedes da Costa Sarah Regina Saraiva Lopes FAHESA - Faculdade de Ciências Humanas, Econômicas e da Saúde de Araguaína ITPAC – Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda Araguaína/TO Fevereiro/2017
  • 2. INTRODUÇÃO O presente estudo de caso clínico desenvolveu- se na ala J do Hospital Regional de Araguaína (HRA), no setor de Cirurgia Geral sob supervisão e orientação da docente Cândida, no período de 06 a 17 de fevereiro de 2017, pelas acadêmicas de Enfermagem do 5º período da FAHESA/ITPAC. A cliente em questão encontrava-se no pós- operatório de histerectomia total, que consiste na remoção cirúrgica do útero, após o diagnóstico de mioma uterino, onde se buscou aplicar os conhecimentos adquiridos na disciplina acerca dos cuidados de Enfermagem baseado nos princípios científicos.
  • 3. RELEVÂNCIA Despertar os estudantes de enfermagem quanto à operacionalização da criação de modelos e processos próprios de cuidar, tornando o cliente o centro da assistência de enfermagem, definindo planos de cuidados, visando à obtenção de resultados desejados, potencializando a eficiência para assim atingir resultados benéficos.
  • 4. METODOLOGIA Tal estudo de caso baseou-se em vivências teórico-práticas, tendo como instrumento de coleta de dados o prontuário da paciente e registros avaliativos realizados pelas autoras do estudo. O cenário de desenvolvimento se deu na Ala J (Cirurgia Geral) do HRA, tendo como sujeito a paciente R.L.C.S., que realizou uma cirurgia eletiva de histerectomia, onde foi possível elaborar um plano assistencial a ser colocado em prática, tendo em vista a integralidade da assistência de enfermagem aliado a pesquisas bibliográficas que serão apresentadas no decorrer deste estudo de caso.
  • 7. EPIDEMIOLOGIA • Prevalência: 20 a 50% das mulheres no período reprodutivo • No Brasil: 300 mil cirurgias anuais • Em 2010: 62.565 pelo SUS • Em 2011: até junho, 27.867 • Aparece por volta dos 35 a 45 anos de idade • História familiar de primeiro grau cria um risco 2,5 vezes maior de desenvolver.
  • 8. ETIOPATOGENIA Neoplasia benigna de células musculares lisas Envolvimento genético, hormonal e de fatores de crescimento
  • 10. MIOMA
  • 12. DIAGNÓSTICO • Clínico e laboratorial; • Principal exame de imagem: ultrassonografia transvaginal - Útero: em AVF, contorno regular e textura acústica heterogênea, presença de imagens hipoecóicas compatíveis com miomas (o maior, intraligamentar a esquerda, mede 5,07 cm).
  • 13. TRATAMENTO É indicado: Em pacientes sintomáticas Em pacientes assintomáticas com miomas grandes
  • 15. IDENTIFICAÇÃO • Nome: R.L.C.S. • Sexo: Feminino • Data de nascimento: 22/04/1971 • Idade: 45 anos • Data de admissão: 06/02/2017 • Naturalidade: São Raimundo das Mangabeiras - MA • Procedência: Araguaína
  • 16. IDENTIFICAÇÃO Raça: Parda Religião: Católica praticante Situação conjugal: Casada Filhos: Nenhum filho Grau de instrução: Ensino fundamental completo Profissão: Técnica em Enfermagem
  • 17. MOTIVO DA INTERNAÇÃO Paciente encaminhada do ambulatório para cirurgia eletiva de histerectomia. Queixava-se de dor pélvica constante, dispareunia e amenorreia, realizava acompanhamento ginecológico, onde foi diagnosticado mioma.
  • 18. HISTÓRIA DA DOENÇAATUAL • Relata amenorreia a 4 anos e início dos demais sintomas a 2 anos, que evoluiu com piora e distensão abdominal. • Procurou profissional ginecologista, que solicitou exames, diagnosticando mioma, porém não introduziu terapia farmacológica, sendo encaminhada para realização de cirurgia eletiva.
  • 19. VIDA PREGRESSA • Antecedentes pessoais Doenças da infância: parotidite, varicela e sarampo. Imunizações:dT Febre amarela Hepatite B Tríplice viral Influenza Meningocócica HINI Pneumocócica
  • 20. VIDA PREGRESSA Nega alergias; Não faz uso de medicamentos contínuos. Nega internações e cirurgias anteriores. Realiza exame de PCCU e mamografia anualmente desde os 40 anos. Nega ter tido abortos espontâneos ou provocados
  • 21. VIDA PREGRESSA • Antecedentes familiares Relata ter mãe portadora de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e AVC como causa do óbito de seu pai. O avô faleceu de câncer renal.
  • 22. HÁBITOS DE VIDA  Nega Etilismo e Tabagismo Higiene corporal: 3x/dia Higiene bucal: sempre após as refeições Hábito de sono e repouso: relata ter insônia (4h/dia) Pratica atividades físicas: 5x/semana
  • 23. HÁBITOS DE VIDA  Alimentação - dieta com alto valor lipídico, com ingesta razoável de frutas, verduras e legumes .  Ingesta hídrica: adequada, relata beber de 10 a 12 copos de água/dia, aproximadamente 2L.  Eliminação vesical - Cor: amarelo pálido - Aspecto: translúcido  Eliminação intestinal - Cor: marrom escura - Consistência:
  • 24. HABITAÇÃO/INFRAESTRUTUR A  Moradia: própria e em zona urbana;  Tipo de construção: tijolos;  Cobertura: telha;  Com energia elétrica;  Água tratada, porém e filtrada;  Com coleta de lixo;  Banheiro interno;  Recebe periodicamente visitas de agentes comunitários de saúde.
  • 25. DIAGNÓSTICO MÉDICO 1º DPO de histerectomia total de abdome, após mioma uterino
  • 26. É um procedimento cirúrgico que envolve a remoção de todo o útero, juntamente com o colo do útero. HISTERECTOMIATOTAL
  • 27. EXAMES REALIZADOS • Hemograma completo • Ureia • Creatinina • Coagulograma Dentro dos parâmetros da normalidade • TAP • TTPA • EAS • Na/K • Rx tórax Aspecto radiográfico normal • ECG Ritmo Sinusal
  • 29. SINAIS VITAIS Pressão Arterial (PA): 120x80 mmHg, normotensa. Temperatura (T): 36,6º C, afebril. Pulso (P): 60 bpm, normosfigmica. Frequência respiratória (FR): 16 rpm, eupnéica.
  • 30. EXAME FÍSICO  Cabeça: PC= 57 cm, normocefálica, ausência de abaulamentos, depressões ou tumefações;  Face: hipocorada, anictérica, acianótica, hidratada  Couro cabeludo: íntegro, com sujidade;  Cabelos: castanhos, longos, bem implantados e bem distribuídos  Sobrancelhas: simétricas, com pelos bem implantados e distribuídos;
  • 31. CABEÇA • Olhos : verdes, mucosa ocular normocorada, anictérica, pupilas isocóricas, com fotorreação positiva. • Nariz: de base piramidal, sem desvio de septo, com pilosidades e sem sujidades • Lábios: hipocorados, ressecado, dentição completa, ausência de dentes cariados. • Orelhas: Pavilhões auriculares íntegros, simétricos, com implantação à linha ocular, sem cerume.
  • 32. PESCOÇO • Centralizado, com boa mobilidade (180º); • Tireoide e linfonodos não palpáveis.
  • 33. TÓRAX  Tórax chato, ausência de pilosidades e cicatrizes;  Boa expansibilidade de ápices e bases pulmonares;  Frêmito toracovocal presente;  À percussão encontrado som claro pulmonar em ambos HT’S e som maciço em região precordial;  AP: MV presentes em ambos HT’s;  AC: BFN em 2T
  • 34. EXAME DA MAMA • Mamas pendentes; • Mamilos semiprotusos; • Sem presença de nódulos, depressões, abaulamentos e retrações e • Ausência de secreções na expressão do mamilo.
  • 35. ABDOME • Abdome plano; • cicatriz umbilical mediana; • ruídos hidroaéreos presentes; • doloroso em baixo ventre; • Ferida operatória de 1ª intenção em região hipogástrica, de aspecto limpo e seco.
  • 36. GENITÁLIA • Genitália íntegra; • portando SVD; • sem secreções ou lesões; • ausência de pelos pubianos
  • 37. EXTREMIDADES • MMSS: unhas limpas, curtas e íntegras, com acesso venoso periférico em MSE na fossa cubital. • MMII: ausência de edemas, boa mobilidade articular.
  • 38. FARMACOLOGIAATUAL Diazepam 5mg VO Indicações: Para alívio sintomático da ansiedade, tensão e outras queixas somáticas ou psicológicas associadas com a síndrome da ansiedade. Contraindicação: Não deve ser administrado a pacientes com insuficiência respiratória e hepática grave e síndromes de apnéia do sono.
  • 39. Dipirona 500 mg VO Indicações: Para tratamento de dor e febre. Contraindicação: na gravidez, amamentação e asma Nausedron 4mg VO Indicações: Para adultos na prevenção e controle de náuseas e vômitos após uma operação. Contraindicação: Não deve ser usado em mulheres grávidas sem orientação médica
  • 40. Luftal 40 gts VO Indicações: Alívio de sintomas em casos de excesso de gases no aparelho gastrointestinal. Contraindicações: Pacientes com perfuração ou obstrução intestinal, cólica grave. Tramal 50 mg VO Indicações: Para analgesia Contraindicações: Nas intoxicações agudas com álcool, analgésicos e outros psicotrópicos.
  • 41. Domperidona 1 cmp Indicação: Esvaziamento gástrico Contraindicação: Tumor hipofisário Tilatil 20 mg VO Indicações: Doenças inflamatórias degenerativas Fenazopiridina 200 mg VO Indicações: Alívio da disúria , de dor ,ardor , desconforto ao urinar. Contraindicações: Pacientes com insuficiência renal ou disfunção hepática.
  • 42. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM Ansiedade relacionada à mudança no estado de saúde caracterizada por preocupação e inquietação. Intervenções: - Oferecer apoio psicológico; - Oferecer informações sobre o diagnóstico, tratamento e prognóstico; - Monitorar o estado emocional; - Estimular o paciente quanto o relato de sua ansiedade; - Tranquilizar a cliente quanto a sua satisfação sexual, relatando que o período de abstinência sexual pós- operatório, enquanto cicatrizam os tecidos é temporário; - Promover um ambiente calmo e agradável.
  • 43. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM Dor aguda relacionada a agentes lesivos (cirurgia), evidenciada por relato verbal de dor e distúrbios no padrão do sono. Intervenções: - Avaliar a dor quanto à localização, frequência e duração; - Avaliar ferida operatória quanto à presença de sinais de infecção; - Monitorar a dor após a administração de medicamento; - Avaliar eficácia da analgesia.
  • 44. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM Motilidade gastrintestinal disfuncional relacionada a cirurgia, caracterizada por náuseas e vômitos. Intervenções: - Observar e anotar o estado de consciência; - Registrar características da êmese; - Administrar anti-eméticos conforme prescrição; - Auscultar a região abdominal visando retorno de ruídos intestinais e da peristalse, para permitir a liberação de líquidos adicionais e uma dieta branda; - Avaliar eficácia do medicamento. - Promover deambulação precoce visando, o retorno da peristalse normal.
  • 45. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM Insônia relacionada a desconforto físico, caracterizada por relato de dificuldade para adormecer. Intervenções: - Monitorar o padrão do sono e quantidade de horas dormidas; - Implementar medidas de conforto; - Ensinar técnicas de relaxamento respiratório: respiração profunda, lenta e intencional; - Avaliar eficácia da analgesia.
  • 46. PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM • Verificar e anotar sinais vitais de 6/6h; 12 18 24 06; • Avaliar intensidade da dor e administrar analgesia conforme prescrição de 6/6h 12 18 24 06 • Realizar curativo em ferida operatória 1x ao dia com SF 0,9%; • Avaliar a ferida operatória quanto à presença de sinais flogísticos, secreções e sangramentos; • Orientar e estimular a deambulação;
  • 47. PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM • Registrar no prontuário os episódios de náusea e vômito; • Promover a higienização bucal após os episódios de êmese; • Promover conforto no leito: semi-fowler 30º, mudança de decúbito; • Orientar para alta hospitalar quanto o retorno ao serviço de saúde na presença de rubor ou secreção purulenta na ferida operatória;
  • 48. PROMOÇÃO DO AUTOCUIDADO (Orientações na alta hospitalar) • Verificar diariamente a incisão cirúrgica e contatar o médico quando aparecer rubor, drenagem purulenta ou secreção; • Instruir a cliente sobre a importância da ingesta oral adequada e sobre a manutenção da função intestinal e do trato urinário; • Evitar ficar sentada por longos períodos, pois isto pode fazer com que o sangue se represe na pelve, aumentando o risco de troboembolia; • A paciente é instruída a evitar o esforço para defecar, levantar peso, ter relação sexual ou dirigir, até que essas atividades sejam liberadas pelo cirurgião.
  • 49. PROMOÇÃO DO AUTOCUIDADO • Dar preferência ao banho de chuveiro ao invés de banho de banho de banheira, visando reduzir a possibilidade de infecção e evitar riscos de lesão que podem ocorrer ao entrar na banheira ou ao sair desta. • Promover deambulação precoce sem dor. • Informar a cliente de que a sua menstruação não ocorrerá mais, porém ela pode apresentar uma discreta secreção sanguinolenta durante alguns dias. SMELTZER; Bare ( 2014).
  • 50. PROGNÓSTICO • Geralmente, a histerectomia é um procedimento seguro, no entanto, existem sempre alguns riscos associados a qualquer cirurgia de grande porte, como uma reação adversa à anestesia, sangramento excessivo, infecção, ou formação de coágulos sanguíneos. • Alguns outros riscos envolvidos em uma histerectomia são: • A perda da função dos ovários. • O reto, bexiga ou o trato urinário podem ser danificados durante o procedimento, que pode resultar em ter que recorrer a nova cirurgia para repará-los. • A menopausa ocorre mais cedo.
  • 51. CONSIDERAÇÕES FINAIS • Portanto, a enfermagem é uma área que precisa esta atenta e saber ouvir as queixas do cliente, a fim de promover uma melhora significativa para com o bem estar do mesmo que está sobe os cuidados da enfermagem. • Com a realização do estudo de caso, comprovou-se a importância do domínio teórico e pratico para que a assistência de enfermagem tenha um caráter resolutivo e independente. Espera-se que o presente estudo desperte o interesse dos profissionais no planejamento do processo de enfermagem, visto que esse processo é uma tentativa de melhorar o trabalho interdisciplinar e, consequentemente, a qualidade da assistência ao paciente.
  • 52. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • BEREK, Jonathan S. BEREK&NOVAK: Tratado de Ginecologia. 15 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 1166p. • CORLETA, Helena von Eye; CHAVES, Eunice Beatriz Martin; KRAUSE, Miram Sigrun; CAPP, Edison. Tratamento atual dos miomas. Rev Bras Ginecol Obstet. 2007; 29(6):324-8. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v29n6/a08v29n6.pdf> • CORRÊA, Frederico José Silva. Abordagem Atual no Tratamento do Mioma Uterino. Jornal Saúde Anchieta. N 3. 2007 Disponível em: < http://www.fertilcare.com.br/wp- content/uploads/2015/09/1jornal_saude_anchieta_no_3_2007_05.pdf> • FEBRASCO. Leiomioma Uterino: Manual de Orientação. São Paulo: Ponto, 2004. 117p. • FREITAS, Fernando; MENKE, Carlos Henrique Menke; RIVOIRE, Waldemar Augusto; PASSOS, Eduardo Pandolfi. Rotinas em Ginecologia. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. 584p. • LAGES, Neusa; FONSECA, Cristina; NEVES, Ainda; LANDEIRO, Nuno; ABELHA, Fernando José. Náuseas e Vômitos no Pós-Operatório: Uma Revisão do “Pequeno-Grande” Problema. Rev Bras Anestesiol. 55: 5: 575-585. 2005. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/rba/v55n5/v55n5a13.pdf> • REAL, Amanda Albiero; CABELEIRA, Maria Eduarda Parcianello; NASCIMENTO, Julian. Os Efeitos Da Histerectomia Sobre A Sexualidade Feminina. Universidade Federal de Santa Maria. Disponível em < http://www.unifra.br/eventos/sepe2012/Trabalhos/5766.pdf> • SILVA, Carolina de Mendonça Coutinho; VARGENS, Octavio Muniz da Costa. A mulher que vivencia as cirurgias ginecológicas: enfrentando as mudanças impostas pelas cirurgias. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2016;24:e2780. Disponível em: <