As Grandes Navegações

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Aula sobre as Navegações portuguesas. Ela complementa as explanações do prof. em sala de aula.

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As Grandes Navegações

  1. 1. As Grandes navegações <ul><li>C.E. POETA MÁRIO QUINTANA </li></ul><ul><li>5° FASE DO E.J.A. </li></ul><ul><li>Prof.: Carlos Teles </li></ul>
  2. 2. MAR PORTUGUÊS  Fernando Pessoa   Ó mar salgado, quanto do teu sal   São lágrimas de Portugal!   Por te cruzarmos, quantas mães choraram,   Quantos filhos em vão rezaram!   Quantas noivas ficaram por casar   Para que fosses nosso, ó mar!   Valeu a pena? Tudo vale a pena   Se a alma não é pequena.   Quem quer passar além do Bojador   Tem que passar além da dor.   Deus ao mar o perigo e o abismo deu,   Mas nele é que espelhou o céu.  
  3. 3. Bojador? O que é Bojador? Aonde é que fica? O Cabo Bojador ( عربية em árabe) situa-se na costa do Saara Ocidental, perto da latitude 26° 07' 37&quot;N, 14° 29' 57&quot;W. A primeira passagem pelo Bojador deve-se a Gil Eanes em 1434. O desaparecimento de embarcações que anteriormente o tinham tentado contornar levou ao mito da existência de monstros marinhos e da intransponibilidade do Bojador.
  4. 4. Por que Portugal? <ul><li>Portugal certamente beneficiou-se de um contexto geográfico e histórico para tornar-se o primeiro Império da era Moderna: </li></ul><ul><li>Sua localização privilegiada na Europa (península ibérica); </li></ul><ul><li>Sua condição de “Estado Nacional” estabilizada após a Revolução de Avis; </li></ul><ul><li>As motivações para as descobertas foram principalmente, embora não unicamente, de caráter econômico: procurar acesso direto a fontes de fornecimento de trigo, de ouro ou de escravos e, mais tarde, das especiarias orientais. </li></ul><ul><li>Para além da necessidade de alcançar as fontes de bens escassos ou caros na Europa, havia a intenção política de atacar ou debilitar pela retaguarda o grande poderio islâmico, adversário da Cristandade (neste desiderato se confundindo a estratégia militar e diplomática e o espírito de evangelização herdado das Cruzadas). </li></ul>
  5. 5. Sagres: A escola que nunca existiu A Escola de Sagres constitui um dos grandes mitos da história portuguesa, resultante de deficientes interpretações de crônicas antigas. Com base no pressuposto de que o infante D. Henrique convidou um cartógrafo catalão para se colocar ao seu serviço, muitos consideraram (a partir logo do século XVI, com Damião de Góis), que teria havido uma Escola Náutica em Sagres, fundada por D. Henrique, por volta de 1417, no Algarve. A escola, centro da arte náutica, teria assim formado grandes descobridores, como Vasco da Gama e Cristóvão Colombo . Após o seu regresso de Ceuta, o Infante D. Henrique fixa-se em Sagres, na Vila do Infante, rodeia-se de mestres nas artes e ciências ligadas à navegação e cria uma “Tercena Naval” a que é comum chamar-se a Escola de Sagres. De fato, o que se criou não foi uma Escola no moderno conceito da palavra, mas um local de reunião de mareantes e cientistas onde, aproveitando a ciência dos doutores e a prática de hábeis marinheiros, se desenvolveram novos métodos de navegar, desenharam cartas e adaptaram navios. De acordo com os cronistas da época, largavam todos os anos dois ou três navios para as descobertas.
  6. 6. As tecnologias de navegação Astrolábio quadrante caravela balestilha bússola mapas impressos
  7. 7. Demora um pouco, mas se a caravela não virar, eu chego lá!!!
  8. 8. Os (principais) navegadores <ul><li>Gil Eanes: Foi o primeiro a navegar para além do Cabo Bojador, em 1434, dissipando o terror supersticioso que este promontório inspirava e iniciando assim a época dos &quot;grandes descobrimentos&quot;. </li></ul><ul><li>Vasco da Gama: foi um dos principais navegadores da história portuguesa. Foi o primeiro a chegar às Índias após contornar a costa africana em 1498. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Diogo Cão foi um navegador português do século XV. Enviado por D. João II, realizou duas viagens de descobrimento da costa sudoeste africana, entre 1482 e 1486. Introduziu a utilização dos padrões de pedra, em lugar das cruzes de madeira, para assinalar a presença portuguesa nas zonas descobertas. </li></ul>Você já foi a Porto Seguro na Bahia? Lá existe um desses “padrões de pedra” de Diogo Cão.
  10. 10. Bartolomeu Dias : Marinheiro experiente, o primeiro a chegar ao Cabo das Tormentas , como o batizou em 1488 (chamado assim pois lá encontrou grandes vendavais e tempestades e depois chamado de Cabo da Boa Esperança pelo Rei D. João II), um dos mais importantes acontecimentos da história das navegações. Acompanhou a construção dos navios e integrou a esquadra de Vasco da Gama , em 1499 como capitão de um dos navios. A expedição partiu em 1497 e passou por São Jorge da Mina. Em 1500, acompanhou Pedro Álvares Cabral na famosa viagem em que este descobriu o Brasil. Quando a frota seguia para a Índia, o navio em que ia Bartolomeu Dias naufragou e o valente marinheiro achou a morte junto da sua descoberta mais famosa - o Cabo da Boa Esperança. Bartolomeu Dias foi o primeiro navegador a navegar longe da costa no Atlântico Sul. A sua viagem, continuada por Vasco da Gama, abriu o caminho marítimo para a Índia.
  11. 11. <ul><li>Fernão de Magalhães , foi o navegador que, ao serviço do rei de Espanha, comandou a expedição marítima que efetuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo em 1521. Foi o primeiro a dobrar estreito hoje conhecido pelo seu nome (o Estreito de Magalhães) e o primeiro europeu a navegar no Oceano Pacífico. </li></ul><ul><li>Pedro Álvares Cabral descobriu as terras denominadas depois como Brasil, no ano de 1500. </li></ul>

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