1


              Representação gráfica da forma musical
                                                                 ...
2

proposta. Executamos com cada turma o arranjo próprio de cada uma delas, utilizando este
sistema de notação.

A última ...
3

Há também a possibilidade de utilização deste esquema gráfico como notação de atividades
para o professor, ou arranjos ...
4


 Carlos Roberto Prestes Lopes:
 é licenciando em Educação Musical pelo Instituto de Artes da UNESP, pianista e
 atualm...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Representação gráfica da forma musical

3.685 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.685
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
35
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Representação gráfica da forma musical

  1. 1. 1 Representação gráfica da forma musical Carlos Roberto Prestes Lopes “Na gênese da própria música na criança e no processo de construção do conhecimento musical, notações de diversas naturezas acompanham essa gênese em complexidade crescente” (SALLES: 1996, p.150) Esta atividade foi inicialmente feita com crianças de idades entre 4 e 6 anos (Infantil IV e Infantil V), e consiste na grafia da forma da música, representando em cada linha um instrumento ou grupo de instrumentos, registrados em seqüência. Uma das músicas utilizadas foi a gravação traduzida da música “Con mi martillo” de Judith Akoschky, (em português, “Com meu martelo”), que tem três partes bem definidas pelo acompanhamento e pela letra, respectivamente: martelo, serrote e lixa (daí a música ter três Desafinando: Experiências e suas reformulações linhas), e que já havia sido trabalhada com as crianças. O esquema foi montado no chão com fita adesiva, e cada linha simbolizada com o respectivo instrumento (o qual já havia sido escolhido pelos alunos após exploração). A leitura foi feita Caderno Tocando e Cantando n° 2 da esquerda para a direita, e representando a passagem do tempo um cabo de vassoura (ou objeto semelhante) ia acompanhando por cima do esquema; assim, quando a linha de cada cabo de vassoura tempo grupo começasse ou terminasse, este começaria ou pararia de tocar. Após algumas tentativas, vimos a dificuldade das crianças entenderem o gráfico, e percebemos dois problemas: Seção 1. a ligação das linhas de cada instrumento confundia os alunos; 2. os alunos não conseguiam reconhecer a continuação de cada linha. Portanto, fizemos as mudanças retirando a ligação entre as linhas, e fazendo uma linha contínua, somente mais grossa nas áreas a tocar. Ficou assim: cabo de vassoura tempo Utilizando esta nova organização, as crianças conseguiram seguir a sua linha, pois não havia mais a necessidade de imaginar a seqüência desta, facilitando a compreensão e execução da © Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008
  2. 2. 2 proposta. Executamos com cada turma o arranjo próprio de cada uma delas, utilizando este sistema de notação. A última versão deste código é quando adicionamos cores designando cada grupo, novamente facilitando para que a criança siga sua linha. Feito com tiras de papel crepom e fita adesiva colorida, este formato aliado às cores se mostrou muito mais fácil para as crianças acompanharem. Uma representação do resultado final: cabo de vassoura tempo Desafinando: Experiências e suas reformulações Após a experimentação deste código Caderno Tocando e Cantando n° 2 colorido com a música (como havíamos feito com as duas primeiras versões), utilizamos de outras maneiras:  Somente tocando a seqüência, sem cantar ou acompanhar a música;  Colocávamos o cabo de vassoura em diferentes lugares e os grupos que tinham a linha grossa tocavam;  Algumas crianças fizeram o seu próprio arranjo, através de um desenho sobre linhas coloridas em um papel, definindo quando e quais grupos iriam tocar. Em seguida executamos alguns destes desenhos. Seção Por que utilizar linhas? Para que grafar a música? Esta maneira de grafar a forma da música é interessante, pois através dela é possível facilitar a análise, transformando um fenômeno temporal em atemporal. Quando estamos tocando, nem sempre conseguimos perceber tudo que está acontecendo ao nosso redor, e com um registro gráfico podemos observar que há momentos em que tocamos Materiais Utilizados: juntos, ou que tocamos sozinhos, além de observar a 1ª versão: Fita crepe dimensão e proporção 2ª versão: Fita crepe e barbante temporais representadas ali. 3ª versão: Fita adesiva colorida e tiras de papel crepom. © Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008
  3. 3. 3 Há também a possibilidade de utilização deste esquema gráfico como notação de atividades para o professor, ou arranjos feitos com as crianças durante a aula, facilitando o registro e avaliação das produções dos alunos. Este sistema pode ser considerado como uma simplificação da linguagem utilizada por diversas composições contemporâneas, e de vários pedagogos musicais, entre eles VIVANCO (1986) e SAITTA (1978), que têm elaborações mais complexas sobre este assunto, ampliando os sinais utilizados visando representar o som propriamente dito, seu timbre e características. A importância dos registros musicais com as crianças é inegável, sendo seu valor diretamente ligado ao processo de entender e transformar o som em algo diferente, uma outra linguagem, resultado de um trabalho cognitivo que fará com que a música se torne mais significativa para a criança e para o adulto que será. Desafinando: Experiências e suas reformulações REFERÊNCIAS BRITO, T. A. Música na educação infantil - propostas para a formação integral da criança. Peirópolis: São Paulo, 2003. Caderno Tocando e Cantando n° 2 SAITTA, Carmelo. Creacion e iniciacion musical: hacia um nuevo enfoque metodológico. Ricordi: Buenos Aires, 1978. SALLES, P. P. Gênese da notação musical na criança - Os signos gráficos e os parâmetros do som. In: Revista Música, V.7, nº12. São Paulo: ECA/USP, 1996. VIVANCO, Pepa. Exploremos El sonido. Ricordi: Buenos Aires, 1986. CD AKOSCHKY, Judith. Con mi martillo. In: Coleção Ruidos y ruiditos - Música para los más chiquitos, vol.1. Buenos Aires: Tarka, 1976. Seção Obs.: Atividade desenvolvida em 2008 durante o “Projeto Tocando e Cantando... fazendo música com crianças” sob coordenação de Profª Drª Iveta Maria Borges Ávila Fernandes, na Escola Municipal “Maria Colomba Colella Rodrigues”, vinculada à Secretaria de Educação de Mogi das Cruzes / São Paulo © Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008
  4. 4. 4 Carlos Roberto Prestes Lopes: é licenciando em Educação Musical pelo Instituto de Artes da UNESP, pianista e atualmente participa como Pesquisador-Estagiário do “Projeto Tocando e Cantando... fazendo música com crianças” (uma parceria entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e FUNDUNESP) Artigo publicado em: - Caderno “Tocando e Cantando” nº2 - coordenação: Profª Drª Iveta Maria Borges Ávila Fernandes produção: Prefeitura do Município de Mogi das Cruzes / São Paulo Edição: 2009 Desafinando: Experiências e suas reformulações Caderno Tocando e Cantando n° 2 Seção © Carlos Roberto Prestes Lopes - 2008

×