Berne

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trabalho de biologia destacando uma doença muito comum no interior, causada pela mosca-varejeira (Dermatobia hominis), onde sua larve se alimenta da parte superficial da pele de seu hospedeiro.
Ela ataca principalmente o cão mas também pode ter o ser humano como hospedeiro para dar continuidade ao seu ciclo de vida.

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Berne

  1. 1. Berne ou dermatobiose é uma infecção produzida por um estágio larval, tipo de doença conhecida da mosca Dermatobiahominis, popularmente conhecida no Brasil como mosca-varejeira, que infecta diversos animais, principalmente bois. Esta infecção é um tipo de miíase, porém a lesão causada por esta larva é diferente.
  2. 2. Esta mosca possui um hábito de ovoposição distinto das outras, pois ela necessita de outro inseto, que geralmente é também outra espécie de mosca, para levar seus ovos até um hospedeiro.
  3. 3. Quando o inseto veiculador pousa sobre o animal, as larvas imediatamente se projetam para fora do ovo, caminham por entre os pelos até atingirem a pele. Ali criam uma pequena perfuração por onde penetram. É nesse local que a larva irá se desenvolver.
  4. 4. As larvas nos seus diferentes estágios possuem espinhos ao longo do corpo e ao se movimentarem de forma retrátil, alcançando constantemente o orifício de abertura para respirarem, provocam dores e irritação, em que o animal se torna irrequieto e estressado.
  5. 5. Após uma semana de parasitismo, a larva já aumentou em oito vezes o seu tamanho, podendo permanecer por até 40 dias ou mais na pele do hospedeiro, crescendo de forma contínua. O orifício por onde houve a penetração da larva continua aberto, para que a larva respire.
  6. 6. Após a penetração, começa a formar-se uma lesão nodular, avermelhada, com um orifício central, por onde é eliminada secreção aquosa (exsudato), levemente amarelada ou sanguinolenta. Podem ser uma ou mais lesões e atingir qualquer área da pele, inclusive o couro cabeludo. A doença provoca dor em fisgada e, em alguns casos, coceira.
  7. 7. Uma característica clínica que define o diagnóstico pode ser notada observando-se atentamente o orifício central da lesão. De tempos em tempos a larva sobe ao orifício para respirar e esta movimentação pode ser percebida claramente. Com a evolução, que pode durar entre 30 a 70 dias, a larva tende a deixar o orifício.
  8. 8. Em infestações altas, há um emagrecimento, perda da capacidade produtiva e eventualmente a morte, principalmente se for jovem. No caso de hospedeiro humano, a remoção da larva baseia-se em impedir a respiração da larva e fazer a sua retirada cirúrgica. O berne deve ser morto antes de ser removido. Após, normalmente são procedidas a aplicação de éter iodoformado na cobertura da lesão. É indicado o uso de vacina antitetânica.
  9. 9. Quando for o caso de animais, um médico veterinário deve realizar o procedimento, espremendo de modo correto para forçá-la a sair; em certas situações, dependendo de sua localização pode ser necessário que se faça a aplicação de sedativos nos animais para que estes possam suportar a dor.

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