No vale da lua 1

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Romance entre uma mulher divorciada e madura e um jovem jornalista!

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No vale da lua 1

  1. 1. 1 No Vale da Lua... I No meio da mata, aos pés da montanha, via-se uma tímida nuvem defumaça que subia ao céu, se confundindo com as nuvens. Estava frio. Era uma linda manhã de inverno. Surya acordara cedo ecolocara pães para assar. Estava encostada na mesa esperando a água ferver parafazer seu chá de ervas, que ela mesma cultivava em seu quintal. Dentro de casa exalava um cheiro delicioso. Enquanto o pão assava, ela foitomar o banho. Colocara umas gotas de óleo essencial de maracujá na água, queera calmante. Entrou na banheira devagar, com medo da água muito quente, maslogo seu corpo se acostumou à temperatura e ela relaxou, enquanto bolhas deespumas perfumadas estouravam ao seu redor. Fechando os olhos, seus pensamentos se voltam ao livro que estavaescrevendo. Ela passara parte da noite anterior reunindo pesquisas para continuarseu trabalho e assim que terminasse o café da manhã, iria direto para o escritório,que ficava do outro lado do quarto. Trinta minutos depois, ela se levanta da banheira veste seu roupão branco ecalça chinelos quentes e confortáveis. Enquanto espalhava por seu corpo ohidratante preferido, ela olhava pela janela. Amava aquele lugar! Jamais searrependera de ter se mudado para lá, há cinco anos. Desde que saíra da cidade, sua qualidade de vida melhorara bastante.Parara de fumar, sentia o cheiro das flores, do mato, dos pães que ela fazia e daservas que ela mesma cultivava nos fundos de casa. Não era mais uma mulher
  2. 2. 2ansiosa. Ouvia o canto dos pássaros, a queda das águas das cachoeiras e atémesmo o silêncio do vale cheio de flores coloridas. Acostumara-se a dormir cedo. Às vezes assistia a um vídeo, mas gostavamesmo era de ler um bom livro ou mesmo sentar em seu escritório e escrever seuscontos. Desde pequena, amava escrever e mal imaginava que um dia aquilo seria oseu ganha-pão, além de hobby. De vez em quando entrava na internet e matava a saudade da família e dosamigos, além de se atualizar com as notícias do mundo. Muito raramente, haviaproblema no sinal e ela ficava sem luz, sem rádio e internet, mas isso não apreocupava. Ali se sentia segura e tinha mantimentos suficientes para passar ummês tranquilamente. Ela escolhera esse mundo para si e não queria outra coisa. Terminou de passar o creme no corpo e pegou um conjunto macio demoletom azul escuro. Calçou meias, tênis confortáveis e foi até a cozinha. Preparouuma bandeja com uma fatia de pão que acabara de assar, untado com a manteigaproduzida ali mesmo no vale, um pedaço de queijo e com uma caneca de cháfumegante, encaminhou-se para a varanda. Sentou-se na cadeira de balanço de madeira branca, descansou a bandejana mesa ao lado, agasalhou o corpo com uma manta macia bordada por ela mesmae fitou o céu, aguardando o nascer do sol com suas belíssimas cores que aencantava todas as manhãs. Suspirava de prazer ao presenciar essa cena eagradecia a Deus por tamanha beleza. Estava relaxada, bebericando o chá com os olhos entreabertos, quando derepente ouviu um barulho à sua esquerda. Era Zion, seu labrador cor chocolate. Elechegou perto dela, lambeu sua mão e fez sinal com a cabeça, como se quisesse lhemostrar alguma coisa. Ele estava ansioso e latia bastante. Estranhando o comportamento nervoso do cachorro, ela se pôs de pé, vestiumais um casaco e uma touca azul para se proteger do frio. Ninguém aparecia por alia não ser José, o rapaz do armazém local, que trazia suas compras, encomendas ecartas uma vez por mês.
  3. 3. 3 Encaminhou-se mata adentro seguindo o cão, até chegar a mais ou menos a150 metros de casa, onde encontrou um corpo caído no chão. Encaminhou-se até lácom cuidado e arregalou seus grandes olhos cor de mel, surpresa. Era um rapazbastante jovem. Aproximou-se dele e sentiu seu pulso. Ele estava fraco, porém, vivo.Seu corpo estava quente, ele queimava de febre. Surya podia ver as várias picadase feridas nas partes descobertas do seu corpo, além de alguns cortes. Olhando para os lados sem saber o que fazer, voltou rápido para casa,pegou um edredom no armário da sala e voltou correndo para a mata. O homemcontinuava na mesma posição. Seu rosto estava pálido e seus lábios meio azulados,sinal que ele passara a noite ali sob o frio intenso. Apalpou o corpo do homem e reparou que ele tinha um osso trincado notornozelo direito. Providenciou uma tala com uma madeira encontrada no chão e opedaço de uma toalha que ela trouxera para limpar o rosto do rapaz. Com cuidado,ela passou o edredom por baixo do corpo dele, dobrou as pontas, fez uns nós ecomeçou a puxá-lo vagarosamente evitando machucá-lo mais. Demorou um pouco, mas logo chegou até a sua casa. Havia uma rampa nalateral da varanda, onde José passava o carrinho de mantimentos. Ela arrastou ocorpo por ali com cuidado, entrou na sala e olhando rapidamente ao seu redor,decidiu deixar o corpo dele no tapete macio em frente a lareira. Tirou o edredom e não hesitou em despi-lo das roupas úmidas e sujas, afinalele estava ferido e ardendo em febre. Enquanto o despia, ela sentiu seu rostoquente ao observar a força de sua musculatura. Foi até a cozinha e voltou com umabacia com água quente, esponja e toalhas limpas. Ajoelhou-se ao seu lado e lavou-ocom cuidado. Cobriu-o com uma manta e levou a bacia com as toalhas e suas roupas paraa lavanderia. Abriu a porta dos fundos e pegou algumas ervas no quintal. Separou-as na mesa de granito da cozinha e preparou um curativo para os machucados do
  4. 4. 4rapaz. Também fez um chá de ervas para que baixasse sua febre e evitasse umainfecção. Quando terminou, ela se sentia exausta. Sentara-se na poltrona de frente àlareira para observar o rapaz, até que seu estômago fez um barulho engraçado.Observando o relógio antigo em cima da lareira, ela viu que passara muito da horado almoço e sentiu fome. Foi até a cozinha, abriu a geladeira e separou ingredientespara uma sopa. Assim que ficou pronta, ela foi até à sala e, enquanto tomava a sopasilenciosamente, fitou o rosto do rapaz, procurando algum sinal de que ele acordava,mas ele dormia profundamente, no entanto, sua febre estava cedendo. Poucodepois, levantou-se e foi até a cozinha lavar seu prato e voltou à sala. Pegou umlivro na mesinha ao lado do sofá e enrolou-se numa manta quente e macia.
  5. 5. 5 II Max entreabriu os olhos vagarosamente. Estava confuso. Não sabia ondeestava. Tentou mexer a cabeça, mas ela doía terrivelmente, o que o fez ficar imóvel.De repente a viu. Seus cabelos loiros caindo de um lado da cabeça, que ficavainclinada por causa do livro e do sofá. Ela usava um conjunto de moletom azul eestava descalça, sentada em cima de uma de suas pernas, totalmente à vontade. Amão que segurava o livro era muito bonita, seus dedos eram longos e delicados. Elamordia os lábios e às vezes fazia uma careta engraçada como se estivesse“brigando” com algum personagem do livro. Seu olhar desceu para os pés da moça. Eram pés pequenos, brancos,delicados. As unhas estavam bem pintadas com uma cor clara. Às vezes uma desuas mãos desciam até os pés, massageando-os inconscientemente. Ela não possuía uma beleza estonteante, mas tinha um charme que nemmesmo ela se dava conta. O formato de sua boca era perfeito e quando ela mordiaos lábios, Max sentia vontade de beijá-los, o que chocou seus pensamentos, afinal,não a conhecia. Ela não era magra, tinha curvas como toda mulher deveria ter. Elenão sabia precisar sua idade, mas ela parecia ter por volta de 32 anos de idade.Definitivamente, ele gostava do que via! Surya sentiu uma sensação estranha. Levantou os olhos vagarosamente edeu de cara com os olhos do rapaz encarando-a. Estremeceu levemente. Apertou oslábios inconscientemente, numa mistura de timidez e desafio, ao se sentir analisadapor ele. Ele era magro. Quando o trouxera, vestia calça cáqui de boa qualidade, umacamisa de manga comprida verde e uma camiseta por cima na cor bege. Calçavatênis de caminhada e não encontrara nenhum cantil com água ou qualquer provisãode comida.
  6. 6. 6 Sentiu seu rosto esquentar ao lembrar de seu corpo despido. Ele parecia lerseus pensamentos, pois dera um sorriso estranho. Ela não sorrira de volta, estavairritada com a presença marcante daquele estranho que mexia com sua rotinatranqüila. Colocando o livro sobre a mesa ao lado do sofá, ela levantou-se e ajoelhou-se ao seu lado, tocando sua testa para medir a febre. Ainda estava febril, mas suaaparência estava melhor. - Meu nome é Surya. Eu o encontrei desacordado há alguns metros daqui,perto da cachoeira da Pedra da Lua. Você se lembra de algo? - Meu nome é Max. Lembro que me perdi e caí em um barranco quandocomeçou a chover. Foi difícil sair de lá e quando consegui, desmaiei de dor ecansaço. Acho que perdi minha mochila e meu material de trabalho, falou elefazendo uma leve careta. Sua voz era rouca. Surya achou-a sexy. Franziu a testa. - Vou trazer um pouco de sopa pra você, afinal precisa se alimentar paraficar forte e voltar logo para onde veio. Depois que falou isso, ela se desculpou,achando-se mal-educada. - Desculpe, é que não costumo receber visitas... falou ela e saiu em direçãoà cozinha, voltando logo depois com uma tigela de sopa. Ajeitou o travesseiro para que ele conseguisse se sentar e ficou ao seu lado,tentando ajudá-lo. - Seu tornozelo tem um osso trincado, provavelmente por causa da queda evocê possui cortes e picadas por todo o corpo, mas amanhã cedo, o Dr. Marcos dáuma olhada nisso tudo, já passei um rádio pra ele e ele está ciente do seu quadro.
  7. 7. 7 - Obrigado, desculpe o trabalho... você vive sozinha aqui? Falou ele olhandoao redor. Desconfiada, ela apertou os olhos e falou, mentindo: - Não. Moro com o meu marido e meu cachorro Zion, que é muito bravo. - Hey, calma, não sou um vagabundo, não precisa se preocupar comigo.Você pode pegar a carteira no bolso de trás da minha calça e.... Ele enfiou a mão por baixo do edredom e só então reparou que estava nu. - Er... tive que despi-lo para lavar e cuidar das suas feridas. Lavei tambémas suas roupas, logo mais estarão secas, falou ela sentindo o seu rosto quente. - Tudo bem, obrigado. Provavelmente o seu marido deve estar chateadocom toda essa situação. - Não, ele está tranqüilo, falou ela desviando o olhar do dele. - Então, você pode pegar a carteira que está no meu bolso. Tem todos osmeus documentos e uma identificação da National Geografic, onde eu trabalho.Estou na região há três dias para fazer uma matéria sobre o Vale da Lua. - Ah que interessante! Você é jornalista... - Sim, adoro o que faço. Estou hospedado na pousada “Sol da meia-noite”,conhece? - Ah sim, é uma pousada muito boa. Eles não te indicaram um guia para quenão se perdesse por aí? Ela perguntou erguendo as sobrancelhas. - Sim, indicaram, mas há dois dias ele não aparece e decidi me aventurarsozinho - falou com um sorriso irresistível de menino travesso.
  8. 8. 8 - Você não é muito novo para ser um jornalista? Perguntou desconfiada. Sorrindo, ele respondeu: - Trabalho desde os 16 anos. Comecei Na NG como simples estagiário e fuitrocando de cargo até a minha primeira matéria, aos 19 anos de idade. Felizmenteviram o meu potencial e agora faço o que gosto: viajo e escrevo! Curiosa para saber a sua idade, Surya continuou dando-lhe a sopa. - Ah... e você escreveu essa matéria há muito tempo? Rindo de sua curiosidade, ele respondeu: - Está preocupada com a minha idade? O fato de eu ser novo incomodavocê Surya? - Não, não... gaguejou, corada. - Eu tenho 29 anos, aliás, seu nome combina muito com você. É indiano esignifica “luz do sol”, estou certo? - Sim. Está certo, ela respondeu, sem graça com a sua curiosidade e aomesmo tempo, encantada com a sua inteligência. Ninguém nunca sabia osignificado do seu nome. Ela terminou de dar-lhe a sopa, limpou sua boca elevantou-se. - Vou até à cozinha buscar um chá para você. - Obrigado. Se encaminhando até a cozinha, Surya reclamava consigo mesma: ah queraiva! Estou há tanto tempo sem uma presença masculina que estou parecendo uma
  9. 9. 9tola. Ele é lindo, sem dúvida, mas é muito jovem e geralmente, rapazes daquelaidade só queriam aventuras. - Mas o que é que eu estou fazendo?? Deus! Não importa a idade do rapaz.Ele não tem nada a ver comigo. Estou ficando maluca! [pensou batendo a mãofechada sobre o tampo da pia] Fez um bule de chá de ervas para os dois e voltou para a sala. Max tentavase sentar e havia algumas gotas de suor em sua testa. O edredom caíra até suacintura e a luz do fogo da lareira dava-lhe um aspecto bem sexy, apesar da caretade dor. - Está tudo bem? Precisa de ajuda? - Não, está tudo bem, obrigado. Me diz uma coisa, como você me trouxe damata até aqui, já que você é tão pequena, perguntou ele observando seu corpo esorrindo. - Quando Zion veio me “avisar”, eu fui até lá e o encontrei desacordado.Voltei para casa, peguei um edredom e coloquei por baixo do seu corpo, arrastando-o até aqui. - Nossa, quanto trabalho, afinal eu sou mais alto e mais pesado que você. Oseu marido não podia ajudá-la? Sem graça, ela respondeu: - Não. Ele está num congresso na cidade e só volta amanhã. - Sei, ele falou analisando o seu rosto. E vocês moram aqui há muito tempo? - Há cinco anos. É um lugar lindo. Me apaixonei assim que o vi pela primeiravez – falou com os olhos brilhando.
  10. 10. 10 - Sim, é “muito” lindo mesmo – ele falou fitando-a intensamente, o que fê-ladesviar os olhos para o chão. - Bem, eu preciso me deitar. Tenho muito trabalho a fazer amanhã e logocedo, o Dr. Marcos virá vê-lo. Se precisar de algo, toque o sino que deixei ao lado damesinha do sofá ok? - Sim, obrigado. Boa noite e durma bem “luz do sol” – ele respondeu,deixando-a apreensiva com a intensidade do sentimento que brotou dentro dela.
  11. 11. 11 III Surya desligou as luzes, deixando somente a iluminação do fogo crepitandona lareira. Colocou mais um travesseiro ao lado de Max, caso ele necessitasse,deixou uma jarra com água ao lado do sofá, deu uma olhada em volta e, satisfeita,subiu as escadas encaminhando-se para o seu quarto, com pensamentos que aincomodavam. - Que droga, não sei que está acontecendo comigo! Porque o sorriso delemexe tanto comigo? Andou pelo quarto se despindo e entrou no banheiro, fitandocuidadosamente o seu corpo no espelho em cima da bancada da pia. Tinha umamarca bem fina de cesariana. Seus seios eram medianos e firmes e possuíam bicosrosados. Passou a observar seu rosto. Possuía poucas marcas de expressão, apesar dos seus 40 anos, masraramente saía de casa sem protetor solar e procurava se cuidar o máximo possível.Sempre que podia, caminhava em torno de 7 km com Zion pelas redondezas,aproveitando a beleza do lugar. Uma vez a cada dois meses ia ao salão na cidade,para retocar a tintura do cabelo. Tinha cabelos castanhos, mas gostava de usá-loscom algumas mexas loiras, que lhe davam um ar mais despojado. A bancada do banheiro estava repleta de cremes para o rosto, corpo,cabelo, mãos, etc – e mesmo estando sozinha há cinco anos, desde que se separoudo ex-marido, ela se cuidava bastante, apesar de não pensar em outrorelacionamento. Suspirando, ela saiu do banheiro, subiu um pequeno lance de escada e foiao terraço. Encostou o corpo na grade de madeira crua. Amava sua casa! Cadacômodo foi projetado com muito amor e carinho. Ela vendera sua casa na cidade e
  12. 12. 12investira tudo naquela casa. Ela possuía dois andares, porém, não era uma casagrande, era aconchegante. No térreo, circundado por varandas, havia uma sala imensa dividida em doisambientes, separada pela lareira. Uma bancada de granito negro com quatrobanquetas abria-se para a cozinha. Panelas de cobre penduradas ao teto davam umcharme ao ambiente. A casa era aconchegante. As vigas do teto completavam o arrústico misturado com o moderno, oferecendo um estilo próprio e maravilhoso. No segundo andar havia três quartos e todo o andar era circundado porvidros. Seu quarto era o maior de todos, pois era dividido em quarto e escritório,separados por uma grande estante forrada de livros. Do seu escritório, Surya tinha a vista da cachoeira da Pedra da Lua, perto deonde encontrou Max... e de seu quarto, ela via todo o vale da Lua com suasperfeitas formações rochosas cavadas nas pedras pelas corredeiras de águastransparentes do rio São Miguel. O Vale da Lua ficava fora do Parque Nacional, na Serra da Boa Vista, numvale que se torna muito perigoso na época da chuva devido às repentinas trombasdágua. O nome Vale da Lua vem da aparência que lembra uma paisagem lunar,com pequenas crateras escavadas pelo atrito da areia levada pela água com asrochas, nas curvas onde as corredeiras são mais fortes, dando origem a pequenosrodamoinhos e funis. Seus pensamentos voltaram-se para Max e ela fitou o céu negro forrado deestrelas. Encaminhou-se para o ofurô, ligou a água e foi tirando a roupa até chegarao banheiro, onde pegou um roupão de plush branco. Colocou algumas gotas deóleo de pitanga e maracujá na banheira e sentou-se confortavelmente, pensando norapaz. Era estranho ter um homem em sua casa. Enquanto passava a buchadelicadamente por seu corpo, pensou no corpo firme e másculo de Max. Seu corpoestremeceu, arrepiando os pêlos dos seus braços. Apertou os lábios, irritada com
  13. 13. 13seus pensamentos, levantou-se e expôs seu corpo ao frio para parar de pensarbobagem. Pegou um óleo de amêndoas doces, passou por todo o corpo e agarrou umatoalha que estava pendurada ao lado da banheira. Enxugou-se vagarosamente paranão tirar o óleo do corpo e pegou o hidratante, esparramando-o pelo corpo. Derepente, sentiu-se observada e olhou para baixo. Seu corpo estremeceu com o susto. Não havia pensado antes, mas boaparte do terraço podia ser vista através dos vidros da sala, onde Max se encontravadeitado, fitando-a sem o menor pudor. Fingindo naturalidade, virou-se, vestiu o roupão, pegou a toalha e seencaminhou para o quarto, trancando a porta atrás de si. Nem ligou a luz. Aclaridade da lua iluminava o ambiente. Sentia seu rosto corado de vergonha, ficarairritada. Só faltava ele achar que ela estava se exibindo! Com esses pensamentos, despiu o roupão e deitou-se em sua cama repletade travesseiros, puxou o edredom até a orelha e fechou os olhos. Sonhou com umpar de olhos negros profundos fitando-a cheios de desejo. Surya acordou com a sensação que dormira pouco. Lembrou-se de Max eolhou para o relógio que ficava à mesinha ao lado de sua cama. Dr. Marcos chegariaem uma hora. Levantou-se e encaminhou-se cambaleante até o banheiro, tomandouma ducha rápida. Escolheu outro conjunto de moletom, desta vez, na cor branca. Calçou tênisbranco com uma listra azul e complementou o vestuário com uma touca branca e umcachecol colorido. Passou protetor nos lábios e desceu as escadas. Max não estava. Preocupada, ela olhou em volta e viu a porta do lavaboentreaberta. Ele estava com uma toalha enrolada na cintura e lavava o rosto. Seusolhos se cruzaram através do espelho.
  14. 14. 14 - Bom dia! Falaram juntos. - Bom dia Max, como está se sentindo hoje? - Parece que fui atropelado. Todo meu corpo dói, respondeu ele sorrindo. - Isso logo vai passar. O Dr. Marcos chega em menos de uma hora, aliás,nesse armário embaixo da pia tem toalhas, escovas de dente e gilete, caso queirase barbear. - Obrigado, eu vou aceitar. Posso tomar um banho também? - Claro, mas você acha que consegue? Aceita uma cadeira? - Sim, acho melhor, pelo menos pra não forçar demais a perna. - Eu já volto, vou buscar a cadeira pra você. Surya foi até a varanda e trouxe uma cadeira. Colocou-a dentro do Box dolavabo, trocou as toalhas, verificou os itens básicos de higiene e saiu. Seu corpoesbarrou-se com o de Max e ela deu um pulo, assustada. Para não se desequilibrar,ele segurou-a pelo braço. - Desculpe... falaram ao mesmo tempo. - Ah, bem... er... é melhor você tomar logo o banho, pois o Dr. Marcos estáchegando e não é bom você ficar muito tempo em pé. Enquanto isso, vou prepararum café para nós. Desvencilhou-se do braço dele e saiu quase correndo para acozinha. Ela preparou ovos mexidos com torrada, suco de laranja com acerola,biscoitos, geléia, requeijão, manteiga, queijo, peito de peru, leite, chá e café e levounum carrinho até a sala.
  15. 15. 15 - Nossa, o cheiro está muito bom. Estou morto de fome – ele disse,chegando perto dela, mancando e sorrindo. Ela suspirou. Cheiro bom era o que exalava do corpo dele, que acabara desair do banho. Seus cabelos molhados caíam sobre os olhos e dava vontade delaestender a mão e colocá-los para cima. - É, eu também estou com muita fome. Vamos, eu te ajudo a sentar-se. Segurou-lhe o braço e puxou-o um pouco para cima, apoiando suas costascom uma almofada. O cheiro da pele dele entrava-lhe pelas narinas, provocando-lheum estremecimento. - Está com frio? Perguntou ele com os olhos brilhando. - Não. - Quando é mesmo que o seu marido retorna de viagem? - Ah, talvez mais tarde ou amanhã, não sei – ela respondeu desviando osolhos dos dele. - Espero que ele não fique chateado por toda essa situação. - Não, não. Além do mais, o Dr. Marcos deve te levar até o seu hotel, já queele vem de carro. [Ela queria que ele fosse embora o mais rápido possível] Ambos ficaram em silêncio perdidos em seus pensamentos. Ela seesforçando para não olhar para o peito nu dele e ele lembrando da visão do corpodela ontem à noite. Terminaram o café em silêncio e quando terminavam, escutaram passos navaranda. Surya estranhou, não ouviu o barulho do carro do Dr. Marcos. Abriu a portae recepcionou o médico.
  16. 16. 16 - Surya, olá, bom dia! - Dr. Marcos, bom dia, como vai? - Muito bem. Onde está o nosso paciente? Perguntou o médico olhando emvolta. - Olá, bom dia doutor, meu nome é Max – falou, se apresentando. - Bom dia rapaz. Então Surya, o que houve? - Eu o encontrei desacordado ontem pela manhã na mata. Ele está com umosso trincado no tornozelo esquerdo, além de vários cortes e picadas pelo corpotodo. - Vamos examiná-lo então. Marcos pegou a maleta dentro da mochila ecomeçou os primeiros procedimentos. Lavou suas feridas com soro e passoupomada antibiótica e logo depois, preparou uma tala. - Surya, preciso de sua ajuda. - Claro Dr. - Segure a perna dele desta maneira, explicou ele – para que eu coloque atala e fique firme. Uma hora depois, o médico se despedia deles. - Max, você pode ficar um pouco de pé, mas não muito, pois é necessárioque você repouse por pelo menos quinze dias antes de começar a caminhar. - Dr. Marcos, o senhor pode dar carona para ele até o seu hotel? PerguntouSurya, ansiosa, ao médico.
  17. 17. 17 - Minha querida, você não está sabendo? Eu vim caminhando. A ponte quecorta o rio São Miguel e o Rio Preto está com problemas, além do mais, Max precisaficar de absoluto repouso por pelo menos quinze dias. - Quinze dias??? - Sim, algum problema? Perguntou o médico sem entender a razão dasurpresa. - Não, não ... é que... - É que o marido dela pode não gostar Dr. - Ah? Que marido? [ele perguntou] - Ah... er... Não entendendo nada e com pressa, o médico se despede dos dois. - Bem, eu preciso ir. Bom descanso aos dois e leve a sério o tratamento,pois você pode ter alguma reação às picadas. - Está certo Dr., farei tudo que recomendou. O médico fez um afago na cabeça de Zyon e saiu apressado. - Você está preocupada, ele falou enquanto observava ela mordendo oslábios. Se pudesse, eu... - Não. O Dr. Marcos disse que você precisa de cuidados e repouso e éassim que tem que ser. - Desculpe o abuso... - Não, você não tem culpa...
  18. 18. 18 - Se o seu marido... - Marido, marido, marido! Você só sabe falar isso?? Olha, fique tranqüilo,vamos encontrar uma solução. Eu vou subir, trabalhar um pouco. Nas estantes aolado da lareira tem uma coleção de livros, fique à vontade para ler o que quiser e seprecisar de alguma coisa, me chame! Ela saiu apressada, sentindo raiva de si mesma!
  19. 19. 19 IV Ela subiu correndo as escadas. Assim que chegou ao escritório, desabou nacadeira, pensativa: como ia conseguir encarar Max depois da noite passada? Elasentiu uma energia, uma vibração entre eles, mas se negava a aceitar. Uma semana se passou. Surya evitava Max e ele a perseguia com os olhos.Ela era incansável em cuidados para com ele. Sua perna melhorara bastante, noentanto, o tempo parecia se arrastar e ela não conseguiu escrever nada. Seus pensamentos estavam voltados ao rapaz. Ás 11h levantou-se e foipreparar o almoço. Geralmente se virava com um lanche, um sanduíche ou umafruta, mas agora ela precisava preparar algo para Max, já que ele precisava sealimentar bem. Desceu as escadas e não o viu na sala. Entrou na cozinha e preparou algorápido, porém nutritivo. Arrumou a comida no carrinho e levou para a sala. Destavez, ele estava sentado, pensativo, no sofá, com uma perna apoiada em umaalmofada no banco que ela lhe emprestara para tomar banho. - Olá, vamos almoçar? - Não estou com muita fome. - Mas precisa se alimentar, senão jamais vai sair daqui. Ela falou isso sempensar e notou que o semblante dele se fechou, tristonho. Ela serviu os pratos, entregou um deles para Max e ligou a TV. Fizeram todarefeição em silêncio. - Aceita um suco de frutas?
  20. 20. 20 - Sim, claro! Ficaram ali saboreando o suco e assistindo ao jornal até que Surya sentiu oolhar dele sobre ela. Virou-se para ele e indagou: - Algum problema? Você precisa de alguma coisa? - Eu só estava pensando... como uma mulher como você decidiu morar numlugar desses, longe do agito da cidade. - Uma mulher como eu em que sentido? Ela perguntou desconfiada. - Desculpe, eu quis dizer uma mulher bonita e, ao que parece, bastanteinteligente. - Sei... enfim... criei duas filhas, meu ex-marido se casou novamente e meutrabalho permite que eu tenha flexibilidade de lugar e horário, já que envio tudo pelaInternet à minha agente. - Então você está no segundo casamento? - Não!! Pega na mentira.... ela respondeu: - Não sou casada, desculpe pelamentira. Falou abaixando a cabeça envergonhada. - Tudo bem, não se preocupe – respondeu ele com um sorriso enigmático norosto. Eu já imaginava isso. - Imaginava como? Porque? - Porque esta casa não tem nenhuma foto de homem, nenhuma presençamasculina. Agora me diga o que você faz. - Sou escritora.
  21. 21. 21 - Jornal? Revista? - Tenho um livro publicado e também uma coluna de aconselhamento nojornal da cidade. Estou tentando escrever o meu segundo livro. - Uau, parabéns! Opa, espere, você é a Surya Singh, eu tenho o seu livro decontos. Só agora eu liguei o nome à pessoa. Seu livro é muito bom! - Obrigada, ela respondeu enrubescendo. - O seu segundo livro de contos, em que pé está? Já tem bastante material?Os primeiros são todos muito interessantes, a maioria tem um certo apelo sexual eao mesmo tempo, remontam a uma certa tristeza. Sentindo um certo desconforto, ela se levanta, ajeita a almofada e pergunta: - Você quer mais alguma coisa? Acho que vou dar uma caminhada! Rapidamente Max se levanta e impede a sua passagem, segurando uma desuas mãos. - Espere Surya, eu... - Max, eu... [falaram ao mesmo tempo] Ele fez um carinho em seu rosto. – Você é linda [ele falou rouco] - Não sou... - Psiii sim, você é. Você tem uma sensualidade latente. Quando fala, dávontade de beijar seus lábios bem desenhados. Você é inteligente, independente,uma mulher batalhadora e que sabe o que quer.
  22. 22. 22 Ela fitou seus olhos e inconscientemente passou a ponta da língua por seuslábios ressecados. - Max, eu não tenho mais idade para joguinhos... - E eu não estou jogando, nem brincando. Simplesmente estou tentando nãolembrar do seu jeito carinhoso e dos seus cuidados comigo. Não consigo esquecerdo seu jeito sentada no sofá em cima de uma perna e mordendo os lábios enquantolia o livro. Não consigo esquecer do seu corpo saindo da hidromassagem ontem, oapelo do meu corpo ao pensar nisso. Posso ser muito novo em idade, mas sei sermaduro o suficiente para lutar pelos meus objetivos e, principalmente, lutar por tudoque eu quero e eu quero você Surya. Se você quiser, eu espero você pensar. Euespero o tempo que for necessário, mas quero te provar que não sou um garoto esim um homem com responsabilidades. Segurando seu rosto com ambas as mãos, ele fica seus olhos e lhe dá umbeijo caloroso. Surya corresponde com a mesma intensidade. Ela já não tinha forçaspra lutar contra esse desejo que tomava conta do corpo dela desde que o vira pelaprimeira vez. Uma das mãos de Max percorre seu pescoço e vai até a sua nuca. Elasuspira e aprofunda mais o beijo, abrindo caminho na boca dele com sua línguaquente e úmida. Max suspira e pára. Encosta sua testa na dela e respira fundo. Ela se senteconfusa. Queria-o profundamente! Queria fazer amor com ele, queria lhe dizer o quesentia, queria senti-lo dentro de si. - Desculpe... eu não entendo... disse ela. - Surya, não! Eu que peço desculpas, mas eu preciso parar antes que tejogue ao chão e faça amor com você como nunca fiz antes. - Mas é isso que eu quero Max! Porque parou?
  23. 23. 23 - Porque eu quero que tudo seja perfeito. Quero que sinta, não apenas omeu desejo, mas os meus sentimentos por você e também não quero que penseque será apenas sexo. Eu quero você também aqui, Surya. [ele disse apontandopara o coração]. E quero ter certeza que é o mesmo que você quer, além do mais,você está me evitando há mais de uma semana. - Max, eu não sei, estou confusa. Estou evitando me envolver seriamentecom alguém há muito tempo. Não sei se consigo lidar com isso. - Psiu. Vamos deixar o tempo rolar e analisar melhor os nossos sentimentos.Eu quero muito você e não quero ter apenas uma aventura... - Max, nem sei o que dizer... - Não fale nada, apenas sinta. Vou entender se desistir e não me quisermais, mas por enquanto, vamos nos conhecer melhor. Ainda tenho uma semana prate mostrar quem na verdade sou e conhecer mais ainda essa mulher que tanto meencanta. Ele sentou-se e puxou-a para o seu colo. Ela podia sentir o desejo deleainda duro de encontro ao seu corpo, mas não disse nada. - Surya, vamos nos dar esta chance por favor! - Está bem Max, vamos fazer do seu jeito então. Abraçou-o e em seguida, levantou-se. - Eu preciso trabalhar, nos falamos depois então. - Sim Senhora! Ele respondeu rindo.
  24. 24. 24 Sorrindo, ela subiu as escadas. Cada um ficou perdido em seuspensamentos. Ele pensando numa maneira de conquistá-la e ela pensando nosentimento forte que ardia em seu peito. V
  25. 25. 25 Três dias se passaram e a relação deles se transformara. Trocavam algunscarinhos, mas nada muito íntimo. Tudo que eles queriam era sentir segurança umcom o outro e ter certeza dos sentimentos. Eles faziam pequenas caminhadas,lanchavam ao ar livre à beira de rios fabulosos e também trocavam impressõessobre seus trabalhos. Nesse dia Surya passou a manhã inteira trabalhando. Mal almoçou e subiupara o escritório. A noite caiu e Surya desceu as escadas sem fazer barulho. Hápouco tempo ela descera para ver como Max estava e ele dormia profundamente.Ela aproveitou para analisá-lo melhor. Seus cabelos castanhos caíam sobre os seus olhos. Um dos braços estavacaído ao longo do seu corpo e o outro apoiado no estômago. A perna ainda estavadolorida, mas o Dr. Marcos o autorizara a fazer caminhadas. Seu rosto era moreno, a pele acostumada ao trabalho feito ao ar livre. Aoredor dos olhos, havia linhas de expressão causadas pelo sol. Os lábios, um poucoentreabertos, possuíam um formato perfeito. Suas mãos eram longas com dedosfinos, mas só ela sabia como aquela mão podia segurar uma mulher. Suspirando, ela ouve um barulho. Era Zion, anunciando a chegada dealguém. Era José, trazendo algumas encomendas. Ela trocou algumas palavras como rapaz, despediu-se e voltou para a sala, deixando outros medicamentos em cimada mesa ao lado do sofá, junto à receita médica. Foi até a cozinha, preparou um caldo bem forte e foi até o quintal colherlaranjas e cenoura para fazer um suco bem forte para Max. Ela voltou para a salaquando ele estava despertando. - Oi, boa noite dorminhoco, disse ela sorrindo. Seus olhos sorriam felizes. – Boa noite Surya. Acho que dormi demais né?
  26. 26. 26 - Demais não. Você dormiu bem. Estava precisando. Como vai a perna?Ainda sentindo dores? - Não, estou me sentindo ótimo. Gostaria apenas de um banho. - Claro! Eu estava pensando se você não quer subir as escadas e tomar umbanho de ofurô pra você relaxar. Gosto de acrescentar algumas ervas à água. Émuito bom para as dores no corpo e em casos de tensão. - Eu adoraria, respondeu ele levantando-se. Surya levou-o escada acima. Max não perdeu um detalhe pelo caminho até o terraço. Na parede quesubia as escadas, ele viu a fileira de fotos e sorriu diante do retrato de uma garotade cabelos longos e castanhos com o mesmo olhar e sorriso de Surya. Chegando ao terraço, Surya ajudou-o a sentar-se no banco e deixou abanheira enchendo enquanto buscava um roupão no banheiro, junto com umatoalha, que entregou para ele. - Aqui está a toalha e o roupão. Fique o máximo que puder e relaxe. Eladisse sorrindo. - Obrigado Surya – ele respondeu e tocou levemente em sua mão, fazendo-a se lembrar da noite que ele a vira nua. - Quando terminar, eu venho te ajudar. - E como vai saber que terminei? Ele perguntou com um sorriso cínico,fazendo-a ficar vermelha. - Ah... bem... não vou saber, mas tenho uma idéia de que seja daqui a umahora.
  27. 27. 27 Ele riu alto observando seu rosto pegando fogo. - Coloquei algumas gotas de óleos essenciais medicinais na água pra você.Você vai se sentir relaxado, além de fazer bem para a cicatrização total dosmachucados. - O cheiro está ótimo, obrigado de novo Surya. Quem sabe um dia eu possoagradecê-la por tanto trabalho e por sua atenção comigo. - Não precisa agradecer, qualquer um faria isso... - Quem sabe... - Então ta... vou descer. Volto daqui uma hora para te ajudar a descer. - Ok! Ela desceu sem olhar para trás. Seu rosto estava quente. Ficou imaginandoo corpo dele deslizando pela banheira... e sentiu um arrepio em sua espinha. Ficouandando de um lado pro outro até que decidiu sentar na poltrona e ler um livro. Mal se passaram 15 minutos quando ela notou que não estava prestandoatenção ao que estava lendo. Deixou cair o livro e seu olhar vagou para fora. Ficoupensando no que Max dissera alguns dias atrás. Ele tinha razão, era melhor esperaro momento certo... mas quando seria o momento certo? Quem saberia? Ela só sabiaque um forte sentimento acontecia entre eles e não era somente sexo. Max era um homem inteligente, batalhava pelo que queria. Era jovem, masera responsável, tinha uma visão de futuro que a agradava, apesar dela mesmo terparado de pensar no futuro desde que se mudara para o Vale da Lua. Apesar de ser um homem másculo, ela podia observar nele um homemcarinhoso, atencioso e que se preocupava com as pessoas e isso era raro nos
  28. 28. 28homens. Se ele quisesse somente um caso com ela, eles já teriam feito amor, masele deixou claro que queria conquistá-la e mostrar a ela que era digno de confiança. Seu olhar voltou-se para cima e ela quase deu um pulo no sofá. Max estavadeitado na banheira, com os olhos fechados. Dava para ver seu torço e seus braços.Seu rosto estava relaxado, o pescoço inclinado para trás. Suas roupas jogadas nobanco ao lado da banheira. Ela não sabia há quanto tempo estava observando-o até que seus olhos seencontraram. Ela sentiu o corpo pegando fogo e podia notar o mesmo através doolhar dele. Sem pensar, ela molhou os lábios com a ponta da língua e não precisoude mais nada para que se levantasse do sofá e fosse até o terraço. O caminho pareceu levar uma eternidade. Max a esperava em silêncio. Osolhos dos dois traduziam o que ambos já sabiam. Eles se queriam e aquele era omomento certo. Despindo-se vagarosamente, ela foi deixando as roupas pelo caminho atéchegar ao lado da banheira. Sentiu a mão dele segurando a sua, puxando-a comcuidado para junto de si. A água cobriu o corpo dela até a metade dos seios. Max estendeu a mão epegou o sabonete líquido de mel e pitanga. Colocou bastante na palma da mão evirou-a de costas para si, massageando seus ombros – primeiro com firmeza, paralogo em seguida, transformar a massagem em pequenas carícias. Ela estava de olhos fechados. Podia sentir cada músculo do seu corporelaxando ao toque dele. Abaixou a cabeça e entregou seu pescoço às mãos dele.Seu toque era firme, gentil, carinhoso. Ele sabia o que estava fazendo e ela sabiaque ele a queria tanto quanto ela o queria. As mãos dele deslizavam do ombro ao pescoço dela. Ela suspirava deprazer. Ele puxou-a mais para trás e deslizou as mãos dos ombros até a palma da
  29. 29. 29mão. A pele dela estava quente pela água e pelas carícias, mas ao mesmo tempo,um arrepio tomava conta do seu ser. Ele virou-a para si e ajeitou-a no seu colo, de modo que suas pernassustentassem o peso dela. As pernas dela se separaram, uma de cada lado docorpo dele. Ele apanhou o sabonete e esparramou mais em suas mãos. Voltou aacariciar os ombros dela e o pescoço, só que agora seus olhares não sedesgrudavam. A mão dele desceu, traçando vagarosamente um caminho entre os ombrose seus seios. Os dedos dele tocaram os bicos duros e voltavam-se para cima,provocando-a ao máximo. Ele observava o rosto dela e ela observava o rosto dele acada toque. Sabiam que aquilo não teria fim, eles queriam se amar, apenas isso. As mãos dele continuaram a acariciá-la, desta vez descendo dos seios paraa barriga. Ela gemeu baixinho o que fez ele entreabrir os lábios. O ponto entre aspernas dela pulsava desejoso. Ela desceu o olhar e viu seu membro duro quasetocando sua barriga. Mordeu os lábios, nervosa. Com um meio-sorriso, ele colocou um dedo na boca dela, impedindo-a demachucar os próprios lábios. Brincando, ela mordeu a ponta do seu dedo – mas elenão riu, apenas tocou novamente os lábios dela com o dedo. Ela mordeunovamente, só que em seguida, ela beijou a ponta de seu dedo e passou levementea língua, provocando-o. Desta vez ele sorriu, como se ela tivesse feito exatamente o que ele queria. Ela segurou seu dedo entre os dentes e sugou-o vagarosamente, o que fezele puxá-la mais contra si, para que ela sentisse a força do desejo que guardavapara ela. Consciente do poder sobre ele, ela traçou uma linha de beijos quecomeçou em seu queixo, passou por sua bochecha, pelos olhos, testa, nariz. Os lábios dela eram macios e molhados. A pele dele se arrepiava de prazer.A boca dela descia pelo pescoço dele e ele jogava o pescoço para trás, de olhos
  30. 30. 30fechados. As mãos dele acariciavam os seios dela. Ela abriu um pouco mais aspernas e, ainda beijando-o, fez pequenos movimentos pra frente e pra trás, roçandoseu sexo nas pernas dele, o que provocou uma onda de gemidos nos dois. Com firmeza, ele abraçou sua cintura e trouxe-a mais para cima, invadindosua boca com a língua ao mesmo tempo em que sentia com os dedos, o local exatode penetrá-la. Ela abafou seu grito com a boca dele. Sentiu seus dedos penetrando-a devagar, para não machucá-la. Sabia que estava molhada. Seus seios roçavam opeito dele enquanto seus movimentos ficavam mais intensos. A língua dos doistraçava um duelo dentro da boca do outro. A vontade que tinha era de fazer o tempoparar. Sentiu os dedos dele procurando seu ponto sensível em meio ás suas carnese gemeu, fazendo-o pressionar mais ainda o ponto duro logo acima da abertura deseu sexo. Ela não conseguia se conter, muito menos ele. Queria dar todo prazer paraela. Queria que ela se sentisse a mulher mais amada do mundo. Queria vê-lagemendo e se contorcendo de prazer em seus braços para sempre. Com apenas um movimento, ele guiou seu sexo para dentro dela. O gritodela fora abafado pelo grito dele. Ela colocou as mãos no ombro dele e começou ase movimentar em seu colo. Ele segurou sua cintura com ambas as mãos e ajudava-a a rebolar em cima dele. Ela jogava a cabeça para trás e ele não parava deobservá-la. Inconscientemente ela lambia e mordia seus próprios lábios, apertava osombros dele como se implorando para que não parasse. Os cabelos dela voavam deum lado pro outro em seu rosto úmido de suor misturado ao vapor da água dabanheira. Ele estendeu uma mão e puxou-a para um beijo ao mesmo tempo em quese afundava dentro dela e puxava seu cabelo com firmeza. Ela soltou o grito maissensual que ele já havia visto no mundo e sorriu.
  31. 31. 31 Ela queria falar pra ele não parar, mas nenhum som, além dos gemidos,saía de sua boca. Ele adivinhava seus desejos e fazia-a delirar. Pelos gemidos dela, ele sabia que ela estava próxima do gozo e desceuseus dedos novamente até o ponto que ela mais gostava. Acariciou-a a princípiocom cuidado, provocando. Logo depois, acelerou os movimentos e se preparou parasenti-la gozando em si e nos seus dedos. Não deixando de observá-la, em poucos segundos ele sentiu seu sexosendo sugado para mais fundo dentro dela de uma maneira que ele nunca haviasentido. Ela girou os olhos e do fundo de sua garganta saiu um grito rouco, setransformando depois em gemidos altos e demorados, logo se misturando ao dele,terminando, enfim, num longo suspiro. Ela abriu os olhos surpresa, como se estivesse voltando de uma longaviagem. Ele sorriu. Estava apaixonado por ela. Queria esta mulher em sua vida parasempre. E diria ainda hoje isso pra ela. Queria cuidar dela, ser seu companheiro,fazer caminhadas diárias com ela, explorar o lugar lindo em que morava. Queria serseu homem, seu namorado, seu marido, seu amante. Queria-a para sempre ao seulado! Abraçou-a fortemente. Ela estava relaxada, entregue a este homem. Teve aimpressão que ouvira-o falar que a amava, mas ela não tinha certeza. Os gemidosna hora do gozo não permitiam prestar muita atenção aos ruídos externos. - Max.... você disse.... ? - Sim, eu disse – falou ele sorrindo. - É sério? - Não precisa falar nada Surya. Eu a amo e quero você na minha vida. Masse você não estiver se sentindo confiante ou não tem certeza do que sente, euespero.
  32. 32. 32 Ela deu-lhe um beijo terno na boca e abraçou-o. - Você é uma pessoa maravilhosa Max. Eu o amo! Eu também quero vocêna minha vida. Para sempre... - Surya... - Max, vamos sair daqui, está esfriando. Vamos! – Ela falou isso levantando-se da banheira rindo. Pegou o roupão, vestiu e ajudou-o a enrolar a toalha em suacintura, correndo abraçados pra dentro do quarto dela. Rindo muito, eles caíram em cima da cama. Ele rolou seu corpo para cimadela e beijou-a fazendo-lhe cócegas. - Você é linda! - Ah, sou nada! Ela riu alto. - É sim e eu estou muito feliz. - Max, você tem certeza mesmo do que quer? - Sim, tenho. Nunca senti isso por outra mulher e estou amando amar você. Ele falou isso e abriu o roupão dela, expondo seus seios. Baixou a cabeça ebeijou-os carinhosos, dando início a outra onda de calor em seus corpos que oslevaram a outros gozos maravilhosos noite adentro, até que, cansados, dormiramabraçados. VI
  33. 33. 33 Lá fora, a lua cheia se juntava ao brilho das estrelas, formando uma visãodigna de cartão postal. Algo acordava Surya. Ela abriu os olhos sem saber onde estava e logodesceu os olhos para o braço de Max em cima de sua barriga. Ela sorriu. Estavaapaixonada. Ele era perfeito! Ela puxou delicadamente o braço dele de cima dela e pulou da cama.Estava nua. Seu corpo estava marcado pelo amor da noite passada. Ela desceu asescadas procurando a origem do barulho. Em cima da mesinha ao lado do sofá, ocelular de Max tocava sem parar. Surya não sabia se podia atender, e, na dúvida,atendeu. - Alô! - Ah, acho que liguei errado. Esse celular não é o do Max? [era uma voz demulher] - Sim, é dele sim. Surya respondeu nervosa. - E quem é que está falando aí? Perguntou a voz novamente do outro lado,desta vez, com uma ponta de irritação. - Olha, ele está dormindo, gostaria de deixar recado? - Diz pra ele que a noiiiiiiiva dele ligou. Meu nome é Julia. Dizendo isso, elabateu o telefone com toda força. Tremendo muito, Surya senta-se no sofá. - Não é possível! Não pode ser! Meu Deus, diz que não é possível por favor!
  34. 34. 34 Depois de alguns minutos, ainda em choque, Surya sobe as escadas e entraem seu banheiro. Deixa a água cair por seu rosto, lavando suas lágrimas. Ela estavaem pedaços, não podia acreditar no que estava acontecendo. Max não podia termentido pra ela, não era possível! Ela podia ver em seus olhos o quanto a amava,mas então, porque.... ?? Diante da possibilidade de um novo sofrimento, ela só via um caminho: fugir! Entrou no closet e pegou uma pequena maleta, onde colocou algumaspoucas peças de roupa e algumas sandálias. Vestiu uma calça jeans, uma camisetaregata branca, tênis all-star branco e jogou uma jaqueta de couro marrom por cimados ombros. Desceu quase correndo as escadas. Pegou as chaves do Jeep em cima domóvel, abriu a porta e voltou-se para escrever um bilhete. Colocou-o na mesinha aolado do celular dele e saiu. As lágrimas impediam-na de enxergar à frente. Ela parou o jeep há poucoskm dali, junto às pedras do Vale da Lua. - Eu não posso acreditar que mais uma vez cometi um erro. Como pude sertão burra? Como pude acreditar nas palavras dele? Voltou para o jeep e seguiu até encontrar a via principal que levava à cidade.Uma hora depois estava dentro de um avião. Max acordou com o sol batendo em seus olhos. Virou-se de lado, tentandoabraçar Surya e encontrou a cama vazia. Imaginando que ela estava no banho, ele
  35. 35. 35desceu as escadas. Ainda estava nu, mas nem ligou para o fato e foi direto àcozinha. Lá preparou ovos mexidos, pães, torradas, suco de laranja, geléia, leite,chá e bolo. Saiu pela porta dos fundos e colheu um lindo girassol, colocando-o juntoà bandeja de café da manhã. Subiu as escadas assoviando, tranqüilo. Entrou noquarto e Surya não estava. Olhou no banheiro e não a encontrou. Sorrindo, foi até o terraço chamando-a e nada. - Pra onde ela foi??? Ele perguntou surpreso. Desceu as escadas, desta vez já vestido. Olhou a mesa ao lado do sofá eviu um bilhete ao lado do seu celular. “Por favor, saia da minha casa! Tranque a porta e coloque as chavesembaixo do vaso de tulipas vermelhas. Eu cometi um erro e não voltarei a cometê-lonovamente.” Sentindo o sangue sumir de seu rosto, ele sentou-se na ponta do sofá. - Mas.... porque?? O que houve??? Seus pensamentos se perderam entre mil explicações, mas não encontraranenhuma a não ser que ela tenha se arrependido e voltara atrás. Chateado, ele reuniu suas coisas, colocou numa sacola e saiu porta afora.Não conseguia acreditar no que tinha acontecido. Em um dia estava vivendo noparaíso e no outro fora até o inferno. - Ah Surya... falou ele gemendo, atordoado, porque você fez isso? Seu celular tocou. - Alô!
  36. 36. 36 - Max! Gritou uma voz histérica. - Sim Julia, o que houve? - Onde é que você está? - Pra que você quer saber Julia, o que você quer? - Você está com uma mulher que eu seiiii! - Como você......... ??? - Você sabe que eu amo você Max, mas você sempre me humilha, falou elachoramingando. - Julia, nunca te prometi nada. Tivemos um caso, só isso. Não temosnenhuma relação. Nosso namoro começou e terminou rapidamente, não deu certo! - Mas eu sempre sonhei com o dia que você viesse a me amar.... - Julia, eu estou apaixonado por outra mulher como nunca estive antes. - É a moça que atendeu o telefone? - Como? ........ espere... Julia, que moça, do que está falando? – elepergunta confuso. - Eu liguei pra você, queria saber notícias suas e uma moça atendeu. - O que você disse pra ela Julia? – perguntou ele sobressaltado, agoraentendendo tudo. - Eu não disse nada.... só queria falar com você! – respondeu ela insolente.
  37. 37. 37- Julia, me diz exatamente como foi a conversa! – ele perguntou nervoso.- Ah... eu....- Julia!!!!!!!! – gritou ele. VII
  38. 38. 38 José estava a caminho da cidade quando vê um homem caminhando comcerta dificuldade. Demorou a reconhecê-lo, até que chegou perto e parou o carro. - Olá, o Sr. não é aquele amigo da Dona Surya que estava machucado? - Sim, sou eu – respondeu Max cansado e com o rosto coberto de suor. - Aceita uma carona? O Sr. não me parece bem. - Aceito sim, obrigada. Entrando no carro com certa dificuldade, ele começou a sondar o rapaz. - Você por acaso sabe onde fica a cidade onde moram as filhas da Surya? - Claro que sei moço, as meninas dela moram em Brasília. - Sim, mas você sabe mais ou menos onde ou como posso achá-las ou oendereço delas? - Aconteceu alguma coisa moço? Perguntou José desconfiado. - Não. É que eu escrevo pra um jornal e fiquei de entregar uma encomendapara as filhas dela, só que esqueci de pegar o endereço e agora estou muito longepara voltar. - Eu tenho aqui comigo uma encomenda das meninas pra mãe, só que nãodeu tempo de entregar pra ela ontem. Deixei pra entregar hoje. Acho que talveztenha o endereço delas. Parou o carro e jogou o corpo para trás, pegando uma caixade papelão. - Aqui! Olha que sorte! Anote aí!
  39. 39. 39 Tremendo, nervoso, Max anotou o endereço das filhas de Surya eagradeceu. - Pra onde o Sr. está indo? - Preciso ir até o aeroporto. Você pode me levar até lá? - Sem problemas moço, eu o levo, respondeu José, sorrindo. Uma hora depois Max se encontrava sentado em uma poltrona no avião queo levava à Brasília. Seu rosto estava pálido. Ele chamou uma comissária de bordo,pediu-lhe água e tomou os remédios. Encostou a cabeça na poltrona e fechou osolhos. - Maldita Julia e sua inconveniência! Droga! Porque Surya não me acordou ebrigou comigo para eu poder me explicar? Porque ela não confiou em mim? Depoisde tudo que aconteceu... Chateado, Max ficou pensando no que fazer. Não queria perder Surya, mastambém não queria passar por cima do seu orgulho ferido e procurá-la comexplicações, depois de ter passado a noite inteira falando que a amava e fazendoamor com ela. Abatida, Surya olha o relógio em seu pulso. Era 17h. - Será que Max já saíra de sua casa? Pegou um táxi e foi para a casa das filhas, pensando nele com tristeza. - Porque eu sou tão estourada? Eu devia ter ficado e conversado com ele.Eu não deveria ter saído da minha própria casa. Mas não tinha coragem de olhar praele.... e ver a mentira em seu olhar.
  40. 40. 40 Pouco tempo depois, estava abraçando as filhas. - Mãeeeeeeeee!! Gritavam as duas, felizes. O que aconteceu que você veiover a gente antes das férias?? - Ué, não posso vir a hora que eu quero não? – respondeu ela rindo. - Claro que pode mãe, foi uma ótima surpresa! Abraçadas, as três entraram em casa. Tudo estava arrumado e limpo. Suryagostava da moça que trabalhava na casa das filhas. Ela era responsável ecarinhosa, além de satisfazer todas as vontades delas. - Ah que saudade daqui filhotas! Como estão as coisas? - Estão bem mãe e você? Como está o Vale da Lua? Abaixando a cabeça, Surya responde: - Está tudo bem, lá continua lindo como sempre. Trocando olhares, as filhas levam-na até o quarto de hóspedes. - Mãe, aconteceu alguma coisa? - Não, nada. Eu só quero tomar um banho e descansar um pouco. - Tudo bem mãe. Vou pedir pra Marta fazer um lanche pra nós para quandovocê acordar. As filhas fecharam a porta atrás de si conversando baixinho. - Aconteceu alguma coisa, a mamãe não está bem. Notou os olhos delacomo estavam vermelhos?
  41. 41. 41 - Sim. Vamos deixá-la descansar e quando ela quiser se abrir, estaremosaqui. As duas foram até a cozinha e conversaram com Marta sobre o lanche paralogo mais à noite. Surya entrou no banho e deixou as lágrimas correrem livres sob o chuveiro.Ela estava profundamente magoada. A dor em seu peito era imensa. Sentia aindaem seu corpo as carícias de Max. Entregara-se a ele completamente. Mas ele eranoivo. Ele mentira para ela. Saindo do chuveiro, enrolada numa toalha, Surya deita-se na cama e dorme,cansada de tanto chorar. Enquanto isso, Max toma um táxi no aeroporto e vai direto a um hotel. Aoentrar em no quarto, ele deita na cama com um dos braços embaixo da cabeça eoutro na texta. Estava se sentindo confuso, talvez fosse melhor deixá-la ir. Talvezele não fosse o homem ideal para ela. Talvez ele não se sentisse à altura dela osuficiente e talvez ela não o amasse como ele a amava. Talvez ela esperassedemais dele ou vice-versa. Ficou pensando na noite maravilhosa que tiveram. Tudo foi tão perfeito!Será que foi um sonho? Fechou os olhos e dormiu, exausto. Logo a noite cairia e elepensaria melhor numa maneira de resolver a história entre eles.... ou não !! [Continua.... ou não!]

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