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PROJETO:
HORTA BIOLÓGICA
Professora: Carla Vitor de Oliveira Abreu
Setembro/2013
"NÃO É NO SILÊNCIO QUE OS
HOMENS SE FAZEM, MAS NA
PALAVRA, NO TRABALHO, NA
AÇÃO-REFLEXÃO."
                                                           
                                                         
PAULO FREIRE
1. DE QUE A PLANTA NECESSITA?
 Além da água, uma planta retira do solo,
nutrientes importantes para seu crescimento,
são: o nitrogênio, o fósforo e o potássio. Para
que a planta sobreviva é necessário que o solo
contenha ar, ou seja, é preciso a aeração do solo.
 Para se desenvolver perfeitamente a
 planta necessita de luz, água, temperatura
 adequada e de elementos minerais. O solo
 não é essencial a vida dos vegetais,
 entretanto, é fato que este tem papel
 fundamental em seu cultivo, pois, além de
 abrigar e fixar as plantas permite cultivos em
 escala comercial viabilizando
 economicamente à agricultura.
2. O QUE É O SOLO?
 O solo, também chamado terra, camada
superficial da crosta terrestre que resulta da
decomposição das rochas subsolo e contém
substâncias orgânicas derivadas da decomposição
de vegetais e de animais, tem grande importância
na vida de todos os seres vivos do nosso planta,
assim como o ar, a água, o fogo e o vento. É do
solo que retiramos parte nos nossos alimentos e
que sobre ele, na maioria das vezes, construímos
as nossas casas.
3. FORMAÇÃO DO SOLO
 O solo é formado a partir da rocha (material duro
que também conhecemos como pedra), através da
participação dos elementos do clima (chuva, gelo,
vento e temperatura), que como o tempo, e a
ajuda dos organismos vivos (fungos, liquens e
outros) vão transformando as rochas, diminuindo
o seu tamanho, até transformá-la em um
material mais ou menos solto e macio, também
chamado de parte mineral. O solo é resultado
de diversas transformações que ocorrem numa
rocha dura, por vários processos naturais,
também chamados de intemperismo.
FORMAÇÃO DO SOLO
4. SOLO FÉRTIL
 Solo fértil é aquele em que as plantas
conseguem se desenvolver. Se fizermos uma
escavação num solo fértil, podemos observar
como os seres vivos ajudam na formação dos
solos, logo que a rocha é alterada e é formado o
material mais ou menos solto e macio, os seres
vivos animais e vegetais, com insetos, minhocas,
plantas e muitos outros, assim como o próprio
homem, passam a ajudar no desenvolvimento do
solo. Eles atuam misturando a matéria orgânica
(restos de vegetais e de animais mortos) com
material solto e macio em que se transformou a
rocha. Esta mistura faz com que o material que
veio do desgaste das rochas forneça alimentos a
todas as plantas que vivem no nosso planeta.
 Além disso os seres vivos quando morrem também vão
sendo misturados com o material macio e solto, formando o
verdadeiro solo.
 Solos = rocha + clima + tempo + relevo + organismos
 HÚMUS
 Húmus é conhecido também como componente
orgânico do solo, pois ele se forma a partir de restos de
organismo. Ele ajuda no crescimento de novas plantas. Pois
possui importantes propriedades. O húmus:
 Evita que o solo perca água, deixando-a mais disponível
para as plantas;
 Fornece às plantas nutrientes necessários, que
estavam presentes nos restos de organismos dos quais o
húmus se originou;
 Ajuda o solo a ficar mais poroso e, portanto, ajuda na
aeração.
 Húmus  é um componente orgânico, resultante da
decomposição microbiana de resíduos de animais e plantas.
Com aspecto macio acastanhado, essa substância amorfa traz
muitos benefícios ao solo, tais como:
 Melhora muito as propriedades físicas do solo.
 Promove a liberação de nutrientes lentamente, tornando a
adubação mais eficaz e duradoura.
 Contribui para o aumento da capacidade de tamponamento do
solo.
 Retém a umidade do solo por mais tempo.
 Funciona como reservatório fixo de nitrogênio, que é
fundamental para manter a fertilidade do solo.
 Impede a compactação de solos argilosos e promove a
agregação de solos arenosos.
 O húmus diluído na água funciona como um adubo foliar
suave além de contribuir na prevenção de várias pragas
agrícolas.
 O processo de formação do húmus, denominado
humificação, pode ser natural (produzida por fungos e
bactérias) ou artificial (induzida através da adição de produtos
químicos e água em solo pouco produtivo).
 O húmus é composto por frações de ácido húmico, ácido fúlvico
e humina.
COMPOSTAGEM
 Compostagem são técnicas de tratamento dos
resíduos sólidos orgânicos. É um processo natural de
decomposição dos resíduos orgânicos (folhas,
grama, vegetais, frutas, etc.) em partes menores,
produzindo o húmus.
 Através da respiração aeróbica, os microorganismos
conseguem decompor o material e para isso
necessitam do oxigênio presente no ar. A água é um
importante fator para estes microorganismos viverem
e se proliferarem. Ainda no processo da respiração,
estes microorganismos expelem dióxido de carbono e
calor. Este processo é conhecido como compostagem
aeróbica.
 No processo de compostagem anaeróbica, os
microorganismos conseguem decompor a matéria sem
a presença de oxigênio. Esta compostagem é mais
demorada, ocorre em baixas temperaturas e exala
odores fortes
 Compostagem aeróbica.
VERMICOMPOSTAGEM
 Vermicompostagem é o nome do processo de
produção de húmus ou vermicomposto por meio
de utilização das minhocas. Esses anelídeos
pertencentes à classe Oligoqueta, decompõem
resíduos orgânicos como restos de cozinha,
estrumes, resíduos de jardim, entre outros.
 As minhocas digerem estas substâncias que são
excretadas sob a forma de húmus ou
vermicomposto, que é um rico fertilizante,
inodoro, contendo micronutrientes (ferro, zinco,
cloro, boro, molibdênio, cobre) e macronutrientes
(nitrogênio, fósforo, potássio).
 Vermicompostagem
UTILIZAÇÃO DO HÚMUS
 Por ser um fertilizante natural e contribuir para
um crescimento rápido e vigoroso das plantas, o
húmus é muito utilizado em plantios comerciais e
cultivos domésticos.
 Pode ser utilizado sob variadas formas, como:
 Para encher tabuleiros e vasos de germinação, o
húmus pode ser utilizado unicamente ou também
misturado com areia ou turfa.
 Pode-se espalhar o húmus no solo em cima de
plantas, árvores e arbustos.
 Pode-se diluir em água para rega ou
pulverização.
 Sendo um poderoso fertilizante e contendo um
PH neutro, o húmus, não causa nenhuma reação
maléfica como envenenamento, queimaduras ou
apodrecimento de plantas.
5. COMPOSIÇÃO DO SOLO
 solo é composto de quatro partes, a saber: ar; água; matéria
orgânica (restos de pequenos animais e plantas); e parte
mineral que veio da alteração das rochas, ou seja e areia
da praia, o barro (argila) que gruda no sapato e o limo
(silte) que faz as crianças escorregarem. Estes quatro
componentes do solo se encontram misturados uns aos
outros. A matéria orgânica está misturada com a parte
mineral e com a água.
 O solo é constituído de materiais inorgânicos e
orgânicos.
 Entre os organismos vivos do solo estão diversos tipos
de plantas e também animais, como caracóis, tatuzinhos-
de-jardim, formigas e minhocas, além de bactérias e
fungos.
 As formigas e as minhocas, ao cavar galerias, arejam
o solo, deixando espaço para a entrada de água e ar,
aumentando a umidade e aeração do solo. As bactérias e os
fungos decompõem os materiais orgânicos do solo, ajudando
a liberar os nutrientes necessários para o desenvolvimento
das plantas.
  
6. CARACTERÍSTICAS DO SOLO
 Perfil do solo
 O: Camada de restos de plantas e animais na
superfície do solo, que pode apresentar maior ou
menor grau de decomposição.
 A: Primeiro horizonte mineral do solo, mais escuro,
por conter mais húmus que os horizontes B e C.
 B: Horizonte formado por parte bastante
desagregadas da rocha-mãe, estando abaixo do
horizonte A.
 C: Horizonte formado por partes pouco desagregadas
da rocha-mãe, com presença de materiais que ainda
estão se transformado em solo.
 R: Rocha-mãe que, submetida ao intemperismo, se
desagrega, dando origem ao solo.
 A quantidade e a espessura de horizontes podem
variar de solo para solo.
 Porosidade: está relacionada a quantidade e ao
tamanho dos poros ou espaços vazios que existem
entre as partículas. Esses poros formam
depósitos de água e de gases (ar do solo).
 Permeabilidade: está relacionada à
comunicação entre os poros do solo. Quanto maior
a comunicação entre os poros, maior a
permeabilidade.
 Essas duas propriedades são responsáveis
pela infiltração da água nas rochas localizadas
abaixo dos solos,, possibilitando, assim, a
formação de aqüíferos.
 Textura: depende da proporção entre areia, silte
e argila no solo.
 Estrutura: tem relação direta com a agregação
(aglomeração) dos grãos minerais (areia, silte,
argila). A estrutura condiciona o solo ser solto ou
ter torrões.
 Consistência: é a qualidade relacionada ao solo
manter-se solto ou duro quando seco, e pegajoso
ou não quando molhado.
TIPOS DE SOLO SEGUNDO A TEXTURA
 De acordo com a textura, os solos podem ser siltosos, arenosos,
argilosos.
 Siltosos: solos mais jovens, nos quais há maior quantidade de silte
do que areia e argila. São menos comuns no Brasil.
 Arenoso: solos em que predominam grãos minerais da rechã-mãe no
tamanho areia, tendo menos argila e silte. Normalmente são pouco
compactos, soltos, e deixam passar água facilmente para as camadas
mais profundas, pois são muito permeáveis. Por terem pouca
capacidade de reter água e nutrientes, são solos mais secos e pouco
férteis.
 Argiloso: solos em que são predominantes os pequenos grãos de
argila, embora também tenham areia e silte. Compõem a maioria dos
solos brasileiros, e as partículas de argila formam sua estrutura. Por
esse motivo, esses solos costumam ser pouco porosos, ter baixa
permeabilidade, além de ter boa capacidade de reter água e
nutrientes para as plantas.
 Solo silte Solo arenoso
 Solo argiloso
DEGRADAÇÃO DO SOLO
 Erosão: A erosão dos solos é a perda de grãos
minerais e material orgânico do solo, causada
principalmente pelos ventos e pela água. Se
houver retirada da cobertura vegetal para
práticas agropecuárias, industrialização,
mineração e urbanização, a erosão pode ser
facilitada, e os solos podem ser degradados,
perdendo a parte superficial que normalmente é
mais fértil
 Desertificação: degradação da terra, ou declínio
progressivo da produtividade das terras secas,
decorrentes de variações climáticas e atividades
humanas.
 Arenização: processo de retrabalhamento de
depósitos arenosos pouco ou não consolidados que
promove uma dificuldade de fixação da cobertura
vegetal, devido à intensa mobilidade de
sedimentos arenosos pela ação das águas e dos
ventos.
 Queimadas: são incêndios na vegetação local,
frequentemente provocados por agricultores e
pecuaristas.
 Desmatamento: é o processo de retirada da
vegetação nativa para a criação de gado e a
construção de moradias, por exemplo.
 As queimadas e os desmatamentos
diminuem a quantidade de húmus no solo,
expulsam os animais que vivem no local e podem
prejudicar as futuras plantações.
 A aplicação de quantidades crescentes de
adubos químicos e defensivos agrícolas,
como conseqüência de práticas inadequadas de
cultivo, pode poluir o solo. Essa poluição pode, ao
longo do tempo, tornar o solo estéril e atingir os
aqüíferos.
 Compactação: é a redução da porosidade do
solo, que pode ser provocada pelo tráfego de
máquinas, pessoas ou outros animais.
7. O USO E A CONSERVAÇÃO DOS
SOLOS AGRÍCOLAS
 Existem práticas agrícolas simples que podem ser
adotadas para conservar o solo:
 Plantio direto: A plantação é realizada sem
queimar, retirar ou incorporar elementos ao
horizonte orgânico (horizonte O), o qual fica na
superfície protegendo o solo da erosão e da perda
de água por evaporação. É uma das técnicas de
conservação do solo mais usadas atualmente no
Brasil.
 Plantio em nível: A plantação é planejada em
terrenos inclinados. Essa prática evita a erosão
porque as linhas de plantio cortam
perpendicularmente o caminho da água da chuva
e da irrigação morro abaixo. Isso estimula a
infiltração da água no solo e a impede de ganhar
velocidade, o que poderia provocar erosão.
 Plantio direto Plantio em nível
 Estabelecimento de canais escoadouros: O
excesso de água da chuva e da irrigação é
direcionado pra fora dos limites da área plantada
ou a plantar.
 Rotação de culturas: Há a alternância
periódica de culturas vegetais em uma mesma
área agrícola. Essa prática visa evitar o
esgotamento dos nutrientes do solo. Assim, é
muito comum que essa alternância seja realizada
entre plantas leguminosas (fabáceas), como o
feijão, a soja e o amendoim, que enriquecem o
solo, e plantas como o milho e os cereais, que
podem esgotar o solo. Por exemplo, em algumas
regiões do Brasil, planta-se soja e, após sua
colheita, planta-se milho.
O QUE É HORTA BIOLÓGICA?
 Horta biológica ou agricultura orgânica é uma
forma de produção, baseada no equilíbrio entre o
solo, a água e a planta, permitindo, de forma
sustentável, a produção sem o uso de produtos
químicos (adubos hidrossolúveis e defensivos
agrícola).(Carvalho, 2009)
ESCOLHA DO LOCAL PARA A
INSTALAÇÃO DA HORTA BIOLÓGICA.
 O primeiro passo não será certamente a seleção
de plantas que mais prazer daria colher, mas sim
conhecer melhor o espaço disponível.
 O local mais adequado para instalação da horta
biológica é conveniente que seja arejada,
recebendo a luz direta do sol. (Brasil, 2007). As
condições de terreno e proteção de ventos fortes e
frios e tem boa qualidade de água para irrigação
e drenagem.
ESCOLHA DAS ESPÉCIES DE
HORTALIÇAS
 A escolha de espécies de hortaliças tem tudo
haver com as exigências climáticas, pois a escolha
de espécies tem que ser adaptadas às condições
locais e a épocas de plantio de cada cultivares.
Algumas espécies se desenvolvem melhor em
períodos frios (outono e inverno), outras em
períodos quentes (primavera e verão) e outras
hortaliças são adaptadas ao ano todo (ex: alface,
cenoura, etc,). (Martins, Pref. De São Paulo)
LIMPEZA E PREPARAÇÃO
 Depois de fazer o reconhecimento do espaço em
que será feito o plantio, deve-se fazer a limpeza,
preparar a terra para o plantio. No espaço
interior da horta, os canteiros devem ter
orientação norte-sul para receberem sol na maior
parte do dia. (Brasil, 2007)
 Finalmente, a qualidade da água para a rega
é extremamente importante, pois a água com
impurezas pode contaminar os alimentos.
FERRAMENTAS INDISPENSÁVEIS
 Para a limpeza e preparação do terreno algumas
ferramentas são indispensáveis como: enxada, regador,
ancinho, Sancho e carrinho-de-mão.
 Os materiais básicos definidos para o manejo adequado e
recomendados pelo Ministério da Educação (Brasil, 2009)
para utilizar em uma horta biológica são:
 Enxada: é utilizada para misturar adubos e terras, capina;
 Enxadão: é utilizado para cavar e revolver a terra;
 Ancinho: é utilizado para retirar mato capinado, nivelar o
terreno;
 Carrinho de mão: é utilizada para transportar ferramentas,
terra adubos;
 Regador: é utilizado para regar a horta;
 Sacho: é utilizado para capinar, afofar a terra, abrir
pequenas covas;
 Estacas de madeira e barbante: é utilizado para demarcar
os canteiros e cercas;
 Pás, sementes, mudas.
AGROECOLOGIA
 A agroecologia está baseada na conservação do solo
(terra), que é o suporte para fixação das plantas. É o
solo que alimenta as plantas, fornece os nutrientes de
que necessitam para crescer. Sua composição
apresenta: uma parte porosa (ar + água) e outra
sólida (minerais + matéria orgânica). (Carvalho, 2009)
 Para preparar as áreas para o plantio, recomenda-se
inicialmente retirar algumas amostras do solo do local
onde será implantada a horta e enviá-las a um
laboratório específico para análise de sua fertilidade e
determinação da necessidade de aplicação de adubos e
corretivos. (Brasil, 2007)
 Várias amostras de solo devem ser retiradas na
profundidade de 20cm e misturadas. Apenas uma
pequena parcela de solo (em torno de 200g) deve ser
encaminhada para analise. (Brasil, 2007)
CONSTRUÇÃO DOS CANTEIROS
 O canteiro para sementeira , semeadura direta e
para o transplante de mudas é um canteiro
especial deve ter as seguintes dimensões: largura
entre 0,80 e 1,20; altura de 20 a 25cm de
comprimento variável de acordo com o tamanho
da horta. (Martins, Pref. De São Paulo). Entre os
canteiros, deixar um espaço (corredores) de 60 a
80cm para facilitar as atividades de trabalho com
a horta.
SEMENTEIRA
 A sementeira é um canteiro especial, pois
receberá as sementes que produzirão as mudas.
No seu preparo, aconselhar-se usar a mistura de
duas partes de terra, uma de esterco e meia de
areia. (PESAGRO-Rio, 2007)
 As covas devem ser abertas com 20cm X
20cm X 20cm, tomando-se o cuidado de misturar
o esterco com a terra que foi retirada da cova.
Logo após, encher com esse solo preparado. Já as
leiras são organizadas nas linhas de plantio,
misturando-se e amontoando-se terra e esterco,
de modo a ficar com 40cm de altura e mais ou
menos 60cm na base. (Brasil, 2007).
CORREÇÃO DO SOLO
 A correção do solo (calagem e adubação orgânica)
deve ser feita a partir dos resultados da análise,
será possível identificar necessidade de correção
do solo e quantidades adequadas de adubos para
utilização na horta biológica.
 A correção do solo consiste em melhorar sua
acidez, utilizando principalmente o calcário. A
calagem deve ser feita antecipadamente ao
plantio. (Brasil, 2007)
ADUBAÇÃO
 A adubação Orgânica é uma técnica que permite
melhorar a qualidade da terra através da adição
de um adubo orgânico, isto é, de forma natural.
Para obter um melhor resultado na aplicação
dessa adubação deve-se preferencialmente
aplicar na superfície da terra (solo), ou então,
incorporar a uma profundidade de até 10cm. É
importante não ir, além disso, pois, quando
incorporados a profundidades maiores, irão
apodrecer afetando a vida dos microrganismos.
(Carvalho, 2009)
 A adubação orgânica pode ser feita através de húmus
de minhoca, esterco de animal e composto orgânico,
e este tipo de adubação é muito importante por
cooperar com a saúde da terra, possibilitar a produção
de hortaliças de alta qualidade e ajudar no controle da
erosão do solo. (Brasil, 2007)
 O esterco animal é uma importante fonte de
matéria orgânica para ser utilizada na adubação
orgânica. (Carvalho, 2009) . O esterco animal,
preferencialmente de bois ou aves é um adubo de
excelente qualidade e para que seja utilizado na
horta, deve-se curtir bem o esterco. Esse processo
ocorre no período de 60 a 90 dias, dependendo da
temperatura média da região onde foi construída a
esterqueira, onde o esterco irá fermentar. Depois de
curtido, o esterco dever ser colocado nos canteiros 20
dias antes da semeadura. Recomenda-se, em média,
de4 5 a 10 litros de esterco curtido de boi por metro
quadrado de canteiro, e a metade quando se utilizar
esterco de aves. (Brasil, 2007)
COMPOSTEIRA
 Composteira, o composto é o resultado da
decomposição de restos vegetais pode ser feito na
própria escola a partir da coleta seletiva de lixo:
casca de legumes, de ovos, de frutas, poda de
grama e folhas verdes ou secas, papéis, pó de café
ou chá, serragem, cinzas. O lixo coletado na
escola deverá ser separado em vasilhames
especiais. (Brasil, 2007)
MONTAGEM DE UMA COMPOSTEIRA
 Como Fazer
 1. Quem tem espaço com chão de terra no quintal
pode separar um canteiro para fazer a
compostagem. Quem não tem, pode improvisar
usando um recipiente grande, lembrando de fazer
alguns furos laterais para a saída de ar.
  2. Os resíduos podem ser colocados em camadas
e não precisam ser separados por tipo, mas é
interessante colocar em camadas alternadas de
resíduos (cascas de frutas, legumes, ovos e
outros), com camadas de folhas, palha, serragem
ou mesmo terra. Para acelerar a decomposição e
evitar o aparecimento de moscas, recomenda-se
cobrir tudo com uma lona.
 3. Regar o conteúdo e, de dois em dois dias,
revirar o recipiente com alguma de ferramenta de
jardim. Essa operação é importante para arejar o
material em decomposição. No caso da
composteira feita no chão, ela deve ter mais ou
menos 60 cm de altura e 1 metro de largura. A
cada 15 dias é importante virar o monte,
revolvendo os materiais para facilitar a
decomposicão. Em razão da ação de bactérias e
fungos, o monte pode esquentar a até 60 graus,
por isso devemos molhar de vez em quando, para
diminuir a temperatura e manter a umidade,
porém sem encharcar.
 4. Após algumas semanas o material adquire
uma coloração marrom escura, semelhante ao
marrom café. Dá para perceber que o composto
está pronto quando não se percebe mais um
"cheiro ruim" e sim um "cheiro de terra", além
disso, a aparência é bem homogênea e a
temperatura fica igual à do ambiente (lembre-se
que durante o período de decomposição, com a
ação  das bactérias, a temperatura sobe
bastante).
 5. Depois de pronto o composto orgânico já pode
ser misturado à terra do jardim, da horta e dos
vasos.
 Observação: restos de comida, serão bem-vindos,
mas alimentos de origem animal (carne) podem
atrair ratos e pragas do gênero.
( Administrador/2011)
"Ninguém educa
ninguém, ninguém
educa a si mesmo, os
homens se educam entre
si, mediatizados pelo
mundo."
Paulo Freire
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA
 Referências Bibliográficas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Húmus
http://www.uenf.br/uenf/centros/cct/qambiental/so_comporg.html
http://www.emepa.org.br/anais/volume2/av209.pdf
http://casa.hsw.uol.com.br/compostagem.htm
http://hotsites.sct.embrapa.br/diacampo/programacao/2004/a-
minhocultura-na-producao-de-insumos-para-a-agricultura-organica
 Boletim EMATER/MG – Programa de Hortas – Secretaria do Estado
de Agricultura – MG
 Revista Guia Rural – “Ervas e Temperos” – Editora Abril
 Administrador/2011, fonte: www.jornalnovotempo.com.br
 Marins, Adão Luiz C. Cap. V – Planejamento de uma Horta,
Prefeitura de São Paulo
 http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/02manualh
orta_1253891788.pdf

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Apresentação horta

  • 1. PROJETO: HORTA BIOLÓGICA Professora: Carla Vitor de Oliveira Abreu Setembro/2013
  • 2. "NÃO É NO SILÊNCIO QUE OS HOMENS SE FAZEM, MAS NA PALAVRA, NO TRABALHO, NA AÇÃO-REFLEXÃO."                                                                                                                       PAULO FREIRE
  • 3. 1. DE QUE A PLANTA NECESSITA?  Além da água, uma planta retira do solo, nutrientes importantes para seu crescimento, são: o nitrogênio, o fósforo e o potássio. Para que a planta sobreviva é necessário que o solo contenha ar, ou seja, é preciso a aeração do solo.  Para se desenvolver perfeitamente a  planta necessita de luz, água, temperatura  adequada e de elementos minerais. O solo  não é essencial a vida dos vegetais,  entretanto, é fato que este tem papel  fundamental em seu cultivo, pois, além de  abrigar e fixar as plantas permite cultivos em  escala comercial viabilizando  economicamente à agricultura.
  • 4.
  • 5. 2. O QUE É O SOLO?  O solo, também chamado terra, camada superficial da crosta terrestre que resulta da decomposição das rochas subsolo e contém substâncias orgânicas derivadas da decomposição de vegetais e de animais, tem grande importância na vida de todos os seres vivos do nosso planta, assim como o ar, a água, o fogo e o vento. É do solo que retiramos parte nos nossos alimentos e que sobre ele, na maioria das vezes, construímos as nossas casas.
  • 6. 3. FORMAÇÃO DO SOLO  O solo é formado a partir da rocha (material duro que também conhecemos como pedra), através da participação dos elementos do clima (chuva, gelo, vento e temperatura), que como o tempo, e a ajuda dos organismos vivos (fungos, liquens e outros) vão transformando as rochas, diminuindo o seu tamanho, até transformá-la em um material mais ou menos solto e macio, também chamado de parte mineral. O solo é resultado de diversas transformações que ocorrem numa rocha dura, por vários processos naturais, também chamados de intemperismo.
  • 8. 4. SOLO FÉRTIL  Solo fértil é aquele em que as plantas conseguem se desenvolver. Se fizermos uma escavação num solo fértil, podemos observar como os seres vivos ajudam na formação dos solos, logo que a rocha é alterada e é formado o material mais ou menos solto e macio, os seres vivos animais e vegetais, com insetos, minhocas, plantas e muitos outros, assim como o próprio homem, passam a ajudar no desenvolvimento do solo. Eles atuam misturando a matéria orgânica (restos de vegetais e de animais mortos) com material solto e macio em que se transformou a rocha. Esta mistura faz com que o material que veio do desgaste das rochas forneça alimentos a todas as plantas que vivem no nosso planeta.
  • 9.  Além disso os seres vivos quando morrem também vão sendo misturados com o material macio e solto, formando o verdadeiro solo.  Solos = rocha + clima + tempo + relevo + organismos  HÚMUS  Húmus é conhecido também como componente orgânico do solo, pois ele se forma a partir de restos de organismo. Ele ajuda no crescimento de novas plantas. Pois possui importantes propriedades. O húmus:  Evita que o solo perca água, deixando-a mais disponível para as plantas;  Fornece às plantas nutrientes necessários, que estavam presentes nos restos de organismos dos quais o húmus se originou;  Ajuda o solo a ficar mais poroso e, portanto, ajuda na aeração.
  • 10.
  • 11.  Húmus  é um componente orgânico, resultante da decomposição microbiana de resíduos de animais e plantas. Com aspecto macio acastanhado, essa substância amorfa traz muitos benefícios ao solo, tais como:  Melhora muito as propriedades físicas do solo.  Promove a liberação de nutrientes lentamente, tornando a adubação mais eficaz e duradoura.  Contribui para o aumento da capacidade de tamponamento do solo.  Retém a umidade do solo por mais tempo.  Funciona como reservatório fixo de nitrogênio, que é fundamental para manter a fertilidade do solo.  Impede a compactação de solos argilosos e promove a agregação de solos arenosos.  O húmus diluído na água funciona como um adubo foliar suave além de contribuir na prevenção de várias pragas agrícolas.  O processo de formação do húmus, denominado humificação, pode ser natural (produzida por fungos e bactérias) ou artificial (induzida através da adição de produtos químicos e água em solo pouco produtivo).  O húmus é composto por frações de ácido húmico, ácido fúlvico e humina.
  • 12. COMPOSTAGEM  Compostagem são técnicas de tratamento dos resíduos sólidos orgânicos. É um processo natural de decomposição dos resíduos orgânicos (folhas, grama, vegetais, frutas, etc.) em partes menores, produzindo o húmus.  Através da respiração aeróbica, os microorganismos conseguem decompor o material e para isso necessitam do oxigênio presente no ar. A água é um importante fator para estes microorganismos viverem e se proliferarem. Ainda no processo da respiração, estes microorganismos expelem dióxido de carbono e calor. Este processo é conhecido como compostagem aeróbica.  No processo de compostagem anaeróbica, os microorganismos conseguem decompor a matéria sem a presença de oxigênio. Esta compostagem é mais demorada, ocorre em baixas temperaturas e exala odores fortes
  • 14.
  • 15. VERMICOMPOSTAGEM  Vermicompostagem é o nome do processo de produção de húmus ou vermicomposto por meio de utilização das minhocas. Esses anelídeos pertencentes à classe Oligoqueta, decompõem resíduos orgânicos como restos de cozinha, estrumes, resíduos de jardim, entre outros.  As minhocas digerem estas substâncias que são excretadas sob a forma de húmus ou vermicomposto, que é um rico fertilizante, inodoro, contendo micronutrientes (ferro, zinco, cloro, boro, molibdênio, cobre) e macronutrientes (nitrogênio, fósforo, potássio).
  • 17. UTILIZAÇÃO DO HÚMUS  Por ser um fertilizante natural e contribuir para um crescimento rápido e vigoroso das plantas, o húmus é muito utilizado em plantios comerciais e cultivos domésticos.  Pode ser utilizado sob variadas formas, como:  Para encher tabuleiros e vasos de germinação, o húmus pode ser utilizado unicamente ou também misturado com areia ou turfa.  Pode-se espalhar o húmus no solo em cima de plantas, árvores e arbustos.  Pode-se diluir em água para rega ou pulverização.  Sendo um poderoso fertilizante e contendo um PH neutro, o húmus, não causa nenhuma reação maléfica como envenenamento, queimaduras ou apodrecimento de plantas.
  • 18.
  • 19. 5. COMPOSIÇÃO DO SOLO  solo é composto de quatro partes, a saber: ar; água; matéria orgânica (restos de pequenos animais e plantas); e parte mineral que veio da alteração das rochas, ou seja e areia da praia, o barro (argila) que gruda no sapato e o limo (silte) que faz as crianças escorregarem. Estes quatro componentes do solo se encontram misturados uns aos outros. A matéria orgânica está misturada com a parte mineral e com a água.  O solo é constituído de materiais inorgânicos e orgânicos.  Entre os organismos vivos do solo estão diversos tipos de plantas e também animais, como caracóis, tatuzinhos- de-jardim, formigas e minhocas, além de bactérias e fungos.  As formigas e as minhocas, ao cavar galerias, arejam o solo, deixando espaço para a entrada de água e ar, aumentando a umidade e aeração do solo. As bactérias e os fungos decompõem os materiais orgânicos do solo, ajudando a liberar os nutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas.   
  • 20.
  • 21. 6. CARACTERÍSTICAS DO SOLO  Perfil do solo  O: Camada de restos de plantas e animais na superfície do solo, que pode apresentar maior ou menor grau de decomposição.  A: Primeiro horizonte mineral do solo, mais escuro, por conter mais húmus que os horizontes B e C.  B: Horizonte formado por parte bastante desagregadas da rocha-mãe, estando abaixo do horizonte A.  C: Horizonte formado por partes pouco desagregadas da rocha-mãe, com presença de materiais que ainda estão se transformado em solo.  R: Rocha-mãe que, submetida ao intemperismo, se desagrega, dando origem ao solo.
  • 22.
  • 23.  A quantidade e a espessura de horizontes podem variar de solo para solo.  Porosidade: está relacionada a quantidade e ao tamanho dos poros ou espaços vazios que existem entre as partículas. Esses poros formam depósitos de água e de gases (ar do solo).  Permeabilidade: está relacionada à comunicação entre os poros do solo. Quanto maior a comunicação entre os poros, maior a permeabilidade.  Essas duas propriedades são responsáveis pela infiltração da água nas rochas localizadas abaixo dos solos,, possibilitando, assim, a formação de aqüíferos.
  • 24.  Textura: depende da proporção entre areia, silte e argila no solo.  Estrutura: tem relação direta com a agregação (aglomeração) dos grãos minerais (areia, silte, argila). A estrutura condiciona o solo ser solto ou ter torrões.  Consistência: é a qualidade relacionada ao solo manter-se solto ou duro quando seco, e pegajoso ou não quando molhado.
  • 25. TIPOS DE SOLO SEGUNDO A TEXTURA  De acordo com a textura, os solos podem ser siltosos, arenosos, argilosos.  Siltosos: solos mais jovens, nos quais há maior quantidade de silte do que areia e argila. São menos comuns no Brasil.  Arenoso: solos em que predominam grãos minerais da rechã-mãe no tamanho areia, tendo menos argila e silte. Normalmente são pouco compactos, soltos, e deixam passar água facilmente para as camadas mais profundas, pois são muito permeáveis. Por terem pouca capacidade de reter água e nutrientes, são solos mais secos e pouco férteis.  Argiloso: solos em que são predominantes os pequenos grãos de argila, embora também tenham areia e silte. Compõem a maioria dos solos brasileiros, e as partículas de argila formam sua estrutura. Por esse motivo, esses solos costumam ser pouco porosos, ter baixa permeabilidade, além de ter boa capacidade de reter água e nutrientes para as plantas.
  • 26.  Solo silte Solo arenoso  Solo argiloso
  • 27. DEGRADAÇÃO DO SOLO  Erosão: A erosão dos solos é a perda de grãos minerais e material orgânico do solo, causada principalmente pelos ventos e pela água. Se houver retirada da cobertura vegetal para práticas agropecuárias, industrialização, mineração e urbanização, a erosão pode ser facilitada, e os solos podem ser degradados, perdendo a parte superficial que normalmente é mais fértil
  • 28.  Desertificação: degradação da terra, ou declínio progressivo da produtividade das terras secas, decorrentes de variações climáticas e atividades humanas.  Arenização: processo de retrabalhamento de depósitos arenosos pouco ou não consolidados que promove uma dificuldade de fixação da cobertura vegetal, devido à intensa mobilidade de sedimentos arenosos pela ação das águas e dos ventos.
  • 29.  Queimadas: são incêndios na vegetação local, frequentemente provocados por agricultores e pecuaristas.  Desmatamento: é o processo de retirada da vegetação nativa para a criação de gado e a construção de moradias, por exemplo.  As queimadas e os desmatamentos diminuem a quantidade de húmus no solo, expulsam os animais que vivem no local e podem prejudicar as futuras plantações.
  • 30.  A aplicação de quantidades crescentes de adubos químicos e defensivos agrícolas, como conseqüência de práticas inadequadas de cultivo, pode poluir o solo. Essa poluição pode, ao longo do tempo, tornar o solo estéril e atingir os aqüíferos.
  • 31.  Compactação: é a redução da porosidade do solo, que pode ser provocada pelo tráfego de máquinas, pessoas ou outros animais.
  • 32. 7. O USO E A CONSERVAÇÃO DOS SOLOS AGRÍCOLAS  Existem práticas agrícolas simples que podem ser adotadas para conservar o solo:  Plantio direto: A plantação é realizada sem queimar, retirar ou incorporar elementos ao horizonte orgânico (horizonte O), o qual fica na superfície protegendo o solo da erosão e da perda de água por evaporação. É uma das técnicas de conservação do solo mais usadas atualmente no Brasil.  Plantio em nível: A plantação é planejada em terrenos inclinados. Essa prática evita a erosão porque as linhas de plantio cortam perpendicularmente o caminho da água da chuva e da irrigação morro abaixo. Isso estimula a infiltração da água no solo e a impede de ganhar velocidade, o que poderia provocar erosão.
  • 33.  Plantio direto Plantio em nível
  • 34.  Estabelecimento de canais escoadouros: O excesso de água da chuva e da irrigação é direcionado pra fora dos limites da área plantada ou a plantar.  Rotação de culturas: Há a alternância periódica de culturas vegetais em uma mesma área agrícola. Essa prática visa evitar o esgotamento dos nutrientes do solo. Assim, é muito comum que essa alternância seja realizada entre plantas leguminosas (fabáceas), como o feijão, a soja e o amendoim, que enriquecem o solo, e plantas como o milho e os cereais, que podem esgotar o solo. Por exemplo, em algumas regiões do Brasil, planta-se soja e, após sua colheita, planta-se milho.
  • 35.
  • 36. O QUE É HORTA BIOLÓGICA?  Horta biológica ou agricultura orgânica é uma forma de produção, baseada no equilíbrio entre o solo, a água e a planta, permitindo, de forma sustentável, a produção sem o uso de produtos químicos (adubos hidrossolúveis e defensivos agrícola).(Carvalho, 2009)
  • 37. ESCOLHA DO LOCAL PARA A INSTALAÇÃO DA HORTA BIOLÓGICA.  O primeiro passo não será certamente a seleção de plantas que mais prazer daria colher, mas sim conhecer melhor o espaço disponível.  O local mais adequado para instalação da horta biológica é conveniente que seja arejada, recebendo a luz direta do sol. (Brasil, 2007). As condições de terreno e proteção de ventos fortes e frios e tem boa qualidade de água para irrigação e drenagem.
  • 38. ESCOLHA DAS ESPÉCIES DE HORTALIÇAS  A escolha de espécies de hortaliças tem tudo haver com as exigências climáticas, pois a escolha de espécies tem que ser adaptadas às condições locais e a épocas de plantio de cada cultivares. Algumas espécies se desenvolvem melhor em períodos frios (outono e inverno), outras em períodos quentes (primavera e verão) e outras hortaliças são adaptadas ao ano todo (ex: alface, cenoura, etc,). (Martins, Pref. De São Paulo)
  • 39. LIMPEZA E PREPARAÇÃO  Depois de fazer o reconhecimento do espaço em que será feito o plantio, deve-se fazer a limpeza, preparar a terra para o plantio. No espaço interior da horta, os canteiros devem ter orientação norte-sul para receberem sol na maior parte do dia. (Brasil, 2007)  Finalmente, a qualidade da água para a rega é extremamente importante, pois a água com impurezas pode contaminar os alimentos.
  • 40. FERRAMENTAS INDISPENSÁVEIS  Para a limpeza e preparação do terreno algumas ferramentas são indispensáveis como: enxada, regador, ancinho, Sancho e carrinho-de-mão.  Os materiais básicos definidos para o manejo adequado e recomendados pelo Ministério da Educação (Brasil, 2009) para utilizar em uma horta biológica são:  Enxada: é utilizada para misturar adubos e terras, capina;  Enxadão: é utilizado para cavar e revolver a terra;  Ancinho: é utilizado para retirar mato capinado, nivelar o terreno;  Carrinho de mão: é utilizada para transportar ferramentas, terra adubos;  Regador: é utilizado para regar a horta;  Sacho: é utilizado para capinar, afofar a terra, abrir pequenas covas;  Estacas de madeira e barbante: é utilizado para demarcar os canteiros e cercas;  Pás, sementes, mudas.
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  • 42. AGROECOLOGIA  A agroecologia está baseada na conservação do solo (terra), que é o suporte para fixação das plantas. É o solo que alimenta as plantas, fornece os nutrientes de que necessitam para crescer. Sua composição apresenta: uma parte porosa (ar + água) e outra sólida (minerais + matéria orgânica). (Carvalho, 2009)  Para preparar as áreas para o plantio, recomenda-se inicialmente retirar algumas amostras do solo do local onde será implantada a horta e enviá-las a um laboratório específico para análise de sua fertilidade e determinação da necessidade de aplicação de adubos e corretivos. (Brasil, 2007)  Várias amostras de solo devem ser retiradas na profundidade de 20cm e misturadas. Apenas uma pequena parcela de solo (em torno de 200g) deve ser encaminhada para analise. (Brasil, 2007)
  • 43. CONSTRUÇÃO DOS CANTEIROS  O canteiro para sementeira , semeadura direta e para o transplante de mudas é um canteiro especial deve ter as seguintes dimensões: largura entre 0,80 e 1,20; altura de 20 a 25cm de comprimento variável de acordo com o tamanho da horta. (Martins, Pref. De São Paulo). Entre os canteiros, deixar um espaço (corredores) de 60 a 80cm para facilitar as atividades de trabalho com a horta.
  • 44. SEMENTEIRA  A sementeira é um canteiro especial, pois receberá as sementes que produzirão as mudas. No seu preparo, aconselhar-se usar a mistura de duas partes de terra, uma de esterco e meia de areia. (PESAGRO-Rio, 2007)  As covas devem ser abertas com 20cm X 20cm X 20cm, tomando-se o cuidado de misturar o esterco com a terra que foi retirada da cova. Logo após, encher com esse solo preparado. Já as leiras são organizadas nas linhas de plantio, misturando-se e amontoando-se terra e esterco, de modo a ficar com 40cm de altura e mais ou menos 60cm na base. (Brasil, 2007).
  • 45. CORREÇÃO DO SOLO  A correção do solo (calagem e adubação orgânica) deve ser feita a partir dos resultados da análise, será possível identificar necessidade de correção do solo e quantidades adequadas de adubos para utilização na horta biológica.  A correção do solo consiste em melhorar sua acidez, utilizando principalmente o calcário. A calagem deve ser feita antecipadamente ao plantio. (Brasil, 2007)
  • 46. ADUBAÇÃO  A adubação Orgânica é uma técnica que permite melhorar a qualidade da terra através da adição de um adubo orgânico, isto é, de forma natural. Para obter um melhor resultado na aplicação dessa adubação deve-se preferencialmente aplicar na superfície da terra (solo), ou então, incorporar a uma profundidade de até 10cm. É importante não ir, além disso, pois, quando incorporados a profundidades maiores, irão apodrecer afetando a vida dos microrganismos. (Carvalho, 2009)
  • 47.  A adubação orgânica pode ser feita através de húmus de minhoca, esterco de animal e composto orgânico, e este tipo de adubação é muito importante por cooperar com a saúde da terra, possibilitar a produção de hortaliças de alta qualidade e ajudar no controle da erosão do solo. (Brasil, 2007)  O esterco animal é uma importante fonte de matéria orgânica para ser utilizada na adubação orgânica. (Carvalho, 2009) . O esterco animal, preferencialmente de bois ou aves é um adubo de excelente qualidade e para que seja utilizado na horta, deve-se curtir bem o esterco. Esse processo ocorre no período de 60 a 90 dias, dependendo da temperatura média da região onde foi construída a esterqueira, onde o esterco irá fermentar. Depois de curtido, o esterco dever ser colocado nos canteiros 20 dias antes da semeadura. Recomenda-se, em média, de4 5 a 10 litros de esterco curtido de boi por metro quadrado de canteiro, e a metade quando se utilizar esterco de aves. (Brasil, 2007)
  • 48. COMPOSTEIRA  Composteira, o composto é o resultado da decomposição de restos vegetais pode ser feito na própria escola a partir da coleta seletiva de lixo: casca de legumes, de ovos, de frutas, poda de grama e folhas verdes ou secas, papéis, pó de café ou chá, serragem, cinzas. O lixo coletado na escola deverá ser separado em vasilhames especiais. (Brasil, 2007)
  • 49. MONTAGEM DE UMA COMPOSTEIRA  Como Fazer  1. Quem tem espaço com chão de terra no quintal pode separar um canteiro para fazer a compostagem. Quem não tem, pode improvisar usando um recipiente grande, lembrando de fazer alguns furos laterais para a saída de ar.   2. Os resíduos podem ser colocados em camadas e não precisam ser separados por tipo, mas é interessante colocar em camadas alternadas de resíduos (cascas de frutas, legumes, ovos e outros), com camadas de folhas, palha, serragem ou mesmo terra. Para acelerar a decomposição e evitar o aparecimento de moscas, recomenda-se cobrir tudo com uma lona.
  • 50.  3. Regar o conteúdo e, de dois em dois dias, revirar o recipiente com alguma de ferramenta de jardim. Essa operação é importante para arejar o material em decomposição. No caso da composteira feita no chão, ela deve ter mais ou menos 60 cm de altura e 1 metro de largura. A cada 15 dias é importante virar o monte, revolvendo os materiais para facilitar a decomposicão. Em razão da ação de bactérias e fungos, o monte pode esquentar a até 60 graus, por isso devemos molhar de vez em quando, para diminuir a temperatura e manter a umidade, porém sem encharcar.
  • 51.  4. Após algumas semanas o material adquire uma coloração marrom escura, semelhante ao marrom café. Dá para perceber que o composto está pronto quando não se percebe mais um "cheiro ruim" e sim um "cheiro de terra", além disso, a aparência é bem homogênea e a temperatura fica igual à do ambiente (lembre-se que durante o período de decomposição, com a ação  das bactérias, a temperatura sobe bastante).
  • 52.  5. Depois de pronto o composto orgânico já pode ser misturado à terra do jardim, da horta e dos vasos.  Observação: restos de comida, serão bem-vindos, mas alimentos de origem animal (carne) podem atrair ratos e pragas do gênero. ( Administrador/2011)
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  • 55. "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo." Paulo Freire
  • 56. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA  Referências Bibliográficas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Húmus http://www.uenf.br/uenf/centros/cct/qambiental/so_comporg.html http://www.emepa.org.br/anais/volume2/av209.pdf http://casa.hsw.uol.com.br/compostagem.htm http://hotsites.sct.embrapa.br/diacampo/programacao/2004/a- minhocultura-na-producao-de-insumos-para-a-agricultura-organica  Boletim EMATER/MG – Programa de Hortas – Secretaria do Estado de Agricultura – MG  Revista Guia Rural – “Ervas e Temperos” – Editora Abril  Administrador/2011, fonte: www.jornalnovotempo.com.br  Marins, Adão Luiz C. Cap. V – Planejamento de uma Horta, Prefeitura de São Paulo  http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/02manualh orta_1253891788.pdf