Introducao A Editoração

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Trabalho apresentado na disciplina Introdução a Editoração - 2010

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Introducao A Editoração

  1. 1. Editoração no Brasil Introdução a Editoração Dr. Ricardo Santana Camila Ribeiro Marcela Cecília Inácio Evangelista
  2. 2. O Editor Segundo Araújo (1986, p.35) editor é aquele encarregado de organizar, selecionar, normalizar, revisar e supervisar para a publicação dos originais de uma obra, e às vezes prefaciar e anotar os textos de um ou mais autores. Dentre outras definições, têm-se então que editor é o indivíduo que, inserido em um ambiente comercial/empresarial, é responsável pelos trâmites que envolvem a forma como o livro será organizado, editado, divulgado, lançado e disponibilizado para aquisição.
  3. 3. A editoração <ul><ul><li>O editor é o “filtro” que determina o quê, como e de quê forma será editado um livro. Ele é o elo de ligação entre o autor e o leitor. </li></ul></ul><ul><ul><li>A editoração é, pois, o ato de tornar os livros estruturados de tal forma que um leitor consiga utilizá-lo da melhor forma possível. </li></ul></ul><ul><ul><li>Editoração é o processo que compreende desde a obtenção da idéia do autor, sua compilação, organização, produção gráfica até a impressão do modelo que será posteriormente multiplicado e distribuído pela editora responsável. </li></ul></ul>
  4. 4. O início <ul><ul><li>Até o início do século XIX, o livro não era um artigo produzido no Brasil. Os poucos que aqui chegavam eram produzidos em Portugal. </li></ul></ul><ul><li>- Tentativa dos holandeses de implantar a tipografia data do século XVII; </li></ul><ul><li>- Não havia interesse da corte, pois além da minoria leitora, e do medo da transformação, a maioria da população brasileira “era” analfabeta! </li></ul>
  5. 5. O início A história do livro (tipografia e imprensa) no Brasil tem seu começo oficialmente quando, em 1808, a corte portuguesa se transfere para o Brasil. D. João VI: Biblioteca Real; Imprensa Régia: * 1º Jornal Brasileiro - Gazeta do Rio de Janeiro * 1º Livro - Marília de Dirceu, de Tomás Antonio Gonzaga. Até 1822 monopólio de impressão no Rio de Janeiro: * Esse monopólio durou 14 anos!     * Mais de 1000 itens, foram impressos (documentos do governo, cartazes, colantes, sermões, panfletos e outras publicações secundárias).
  6. 6. Grandes Editores Brasileiros <ul><ul><li>Irmãos Laemmert : lançaram os primeiros romancistas brasileiros (José Veríssimo, Olavo Bilac, Graça Aranha); </li></ul></ul><ul><ul><li>Irmãos Garnier: não incentivavam a produção local de livros; </li></ul></ul><ul><ul><li>J. Olympio: pioneiro dos preços baixos e do profissionalismo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e com livros”. </li></ul></ul>
  7. 7. Primeiras editoras brasileiras Companhia Editora Nacional; Editora José Olympio; Livraria Editora Saraiva; Livraria Martins Editora; - início da normalização, da padronização, e da elaboração de projetos editoriais.
  8. 8. O meio Com o aperfeiçoamento da editoração, o surgimento da editoração profissional no Brasil, saindo do amadorismo e da técnica pela técnica, deu-se origem ao curso de Editoração, em 1970. Cresceu o público leitor do Brasil e cresceu as exigências do mercado! Um calejado e combativo bibliógrafo, apesar de algo cético ao reivindicar para o livro brasileiro tipografias bem aparelhadas, editores-de-texto, diagramadores, bons revisores [...], admite que “certos livros publicados ultimamente demonstram um progresso no sentido de apresentar melhor a nossa produção intelectual”. (MORAIS, 1975 apud ARAÚJO, 1986, p.31)
  9. 9. Panorama <ul><ul><li>Tipografia e imprensa chegam ao Brasil em meados do início do século XIX; </li></ul></ul><ul><li>+ </li></ul><ul><ul><li>Até 1821, conteúdo censurado e clericista; </li></ul></ul><ul><li>+ </li></ul><ul><ul><li>Falta de empenho dos escritores; </li></ul></ul><ul><li>= </li></ul><ul><li>Atraso na disseminação da cultura do livro entre os brasileiros. </li></ul>
  10. 10. O que mudou? <ul><ul><li>Taxa de analfabetismo versus Analfabetismo funcional; </li></ul></ul><ul><ul><li>A editoração de livros no Brasil tem vantagens específicas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Domina um mercado de tamanho significativo, lingüisticamente integrado, oferecendo livros de excelente qualidade, impressos localmente; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ainda baseia-se em companhias familiares que funcionam de modo independente dentro de um mercado reservado para eles pela língua portuguesa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Valor dos livros versus renda per capita. </li></ul></ul>
  11. 11. Para refletir... O segundo futurível consiste em considerar irrelevante que o livro esteja ou entre em crise – no Brasil e no mundo -, já que a “aldeia global” descartará da realidade do livro: o processamento cibernético-eletrônico atual é apenas o vestíbulo do que acontecerá daqui a dez, vinte, trinta anos, e nesse então velharias como papel, impressão, livro passarão a seres arqueológicos. Antonio Houaiss, 1985.(ARAÚJO, 1986, p.18)
  12. 12. Referências ARAÚJO, Emanuel. A construção do livro : princípios da técnica de editoração. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.18-35. ARAÚJO, F. C.; SANCHES, G. A. R. Uma breve história da editoração no Brasil , 2007. Disponível em:<189.47.157.112:8080/ra_unesp/bitstream/.../editoração_brasil_2007.doc>. Acesso em: 9 ago. 2010.

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