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Joel Jorge Murabiua
Maira Ana Malaia
Quina Rosário Aquimo
Processos Psíquicos Cognitivos (Nomeadamente os Pensamentos)
5º Grupo
(Licenciatura em ensino de Português)
Universidade Rovuma
Lichinga
2021
Joel Jorge Murabiua
Maira Ana Malaia
Quina Rosário Aquimo
Processos Psíquicos Cognitivos (Nomeadamentes os Pensamentos)
Trabalho de Psicologia Geral, a
ser apresentado ao
departamento de Letras e
Ciências Sociais para fins
avaliativos, leccionado pelo:
Msc. Fernando Pinto
Universidade Rovuma
Lichinga
2021
Índice
1. Introdução ..............................................................................................................................4
2. Processos psíquicos cognitivos..............................................................................................5
2.1. Definição.........................................................................................................................5
2.2. Atenção...........................................................................................................................6
2.2.1.Atenção selectiva .......................................................................................................7
2.2.2.Vigilância e detecção de sinal....................................................................................7
2.2.3.Sondagem...................................................................................................................7
2.2.4.Atenção dividida ........................................................................................................7
2.3. Memória..........................................................................................................................8
2.3.1.Memória de Curta Duração........................................................................................8
2.3.2.Memória de Longa Duração ......................................................................................8
2.3.3.Estratégias mnemónicas...........................................................................................10
2.4. Processo de acção .........................................................................................................11
2.4.1.Análise de uma situação...........................................................................................11
2.4.1.1. Activação........................................................................................................12
2.4.1.2. Observação .....................................................................................................12
2.4.1.3. Categorização .................................................................................................12
2.4.1.4. Interpretação ...................................................................................................12
2.4.2.Planificação das acções............................................................................................12
2.4.2.1. Avaliação das Possibilidades..........................................................................12
2.4.2.2. Definição da tarefa..........................................................................................12
2.4.2.3. Definição de procedimentos...........................................................................13
2.4.3.Controle das acções..................................................................................................13
2.4.3.1. Comportamentos baseados em habilidades....................................................13
2.4.3.2. Comportamentos baseados em regras.............................................................13
2.4.3.3. Comportamentos baseados em conhecimentos ..............................................13
2.4.4.Tempo de reacção ....................................................................................................13
3. Conclusão.............................................................................................................................15
4. Referencia Bibliográfica......................................................................................................16
4
1. Introdução
As investigações realizadas no âmbito da psicologia cognitiva nas áreas da
aprendizagem e memória humanas têm implicações importantes a nível escolar.
Numa perspectiva cognitiva, a aprendizagem é concebida em termos de aquisição de
novas informações e a sua integração no conjunto de conhecimentos existentes. Aprender
porém não se limita apenas à aquisição de novas informações, mas tem ainda por objectivo
corrigir, aprofundar, alargar e reorganizar a nossa base de conhecimentos existentes. Neste
contexto, a aprendizagem não é independente dos outros processos mentais de atenção,
percepção, memória e raciocínio, sendo o conhecimento de que somos portadores o resultado
da mediação mais ou menos coordenada dos vários processos cognitivos.
A aprendizagem e a memória tem sido estudadas e apresentadas separadamente em
muitos manuais escolares devido aos diversos tipos que a aprendizagem e o conhecimento
implicam. Mas a aprendizagem e memória são interdependentes. Esta interdependência ocorre
porque a estrutura e significado do “material-aser- aprendido” está em grande parte
dependente do conhecimento actualmente retido na memória, isto é, daquilo que a pessoa já
sabe e é capaz de recordar. O actual conhecimento de uma pessoa não só influencia a
aprendizagem de novos conhecimentos e informações pelo aprendiz, mas também o modo
como o material será organizado para retenção e recuperação futura.
5
2. PROCESSOS PSÍQUICOS COGNITIVOS
Cognição é a capacidade que os seres vivos têm de processar informações a partir da
percepção (estímulos que nos chegam do mundo exterior através dos sentidos), o
conhecimento adquirido com a experiência e as nossas características subjectivas que
possuímos. permitir integrar todas essas informações para valorizar e interpretar o mundo. A
palavra cognição vem do latim “cognoscere”, que significa conhecimento. Portanto, quando
falamos sobre o cognitivo, geralmente estamos a referir-nos a tudo que pertence ou está
relacionado ao conhecimento, isto é, o acúmulo de informações que adquirimos graças à
aprendizagem ou à experiência
Diferentes disciplinas abordaram o estudo da cognição, da neurologia, da psicologia,
da antropologia, da filosofia e até das ciências da informação. Mas, foi a psicologia cognitiva
a que começou a estudar como o processamento da informação influi na conduta e que relação
tinham os diferentes processos mentais na aquisição do conhecimento. A psicologia cognitiva
surgiu no final do anos 50 como oposição ao condutismo imperante da época.
2.1. Definição
Segundo FONSECA (2007), “a psicologia se interessa primeiramente em
compreender o comportamento humano e o processo mental que está sob ele, e para entender
este comportamento, a psicologia cognitiva tem adoptado a noção de processamento da
informação.” Tudo que se vê, sente, toca, prova, cheira e faça é expresso em termos de
processamento de informação.
Neste sentido, MAYER (1981, apud BOTH, 1989), “define formalmente psicologia
cognitiva como: a análise científica do processo mental humano e estruturas (construção)
com o objectivo de entender o comportamento humano.” Para MOREIRA (2006), “a
psicologia cognitiva trata do modo como as pessoas percebem, aprendem, recordam e
pensam sobre a informação.”
Os psicólogos cognitivos estudam as bases biológicas da cognição, tanto quanto as
imagens mentais, a atenção, a consciência, a percepção, a memória, linguagem, a resolução de
problemas, a criatividade, a tomada de decisões, o raciocínio, as mudanças cognitivas durante
o desenvolvimento ao longo da vida, a inteligência humana, a inteligência artificial e vários
outros aspectos do pensamento humano.
6
Além disso, para RAMOZZI-CHIAROTTINO (1988); “muito do que a psicologia
cognitiva conhece do processamento de informação e comportamento humano é de uso
dentro da IHC e em particular, na investigação de métodos e técnicas que abordem
empiricamente o que o estudo do comportamento humano tem a oferecer.” FONSECA
(2007), “descreve que a estrutura dominante que tem caracterizado a IHC tem sido
cognitiva.” Em geral a cognição se refere ao processo pelo qual nós nos familiarizamos com
as coisas ou, em outras palavras, como nós ganhamos conhecimento. O objectivo principal na
IHC tem sido entender e representar como as pessoas interagem com o computador em termos
de como o conhecimento é transmitido entre os dois. A autora conclui dizendo que alguns dos
tópicos mais importantes para a IHC são: percepção, atenção, memória, aprendizado,
pensamento e solução de problemas. O objectivo da psicologia cognitiva tem sido caracterizar
estes processos em termos de suas capacidades e limitações.
2.2. Atenção
Conforme FONSECA (2007), “define atenção como o processo de seleccionar coisas
em que se concentrar, num certo momento, dentre a variedade de possibilidades disponível.”
Segundo MOREIRA (2006), “a atenção é o fenómeno pelo qual processamos activamente
uma quantidade limitada de informações do enorme montante de informações disponíveis por
meio de nossos sentidos, de nossas memórias armazenadas e de outros processos cognitivos.
O fenómeno psicológico da atenção possibilita-nos o uso criterioso de nossos limitados
recursos mentais.”
FONSECA (2007), “também descreve que o nível de dificuldade no processo de
atenção dependerá de se ter objectivos claros e da saliência (destaque) da informação
requerida.” Em relação aos objectivos claros, a autora cita que “se sabemos exactamente o
que queremos encontrar, tentamos combinar isso com a informação que está disponível” e
“quando não estamos certos do que estamos procurando, podemos olhar aleatoriamente a
informação, deixando que ela guie a nossa atenção para os itens salientes”. Já em relação ao
destaque da informação, a autora conclui que a maneira como a informação é apresentada
pode influenciar em muito a facilidade ou dificuldade de se chegar a informação desejada.
Segundo MOREIRA (2006), “a atenção elevada também abre caminho para os
processos de memória, de modo que sejamos mais capazes de memorizar a informação à qual
prestamos atenção do que a informação que ignoramos.”
7
Além disso, um processo importante para o ser humano dentro da atenção é a
habituação. Por meio dela, à medida que se acostuma com um determinado estímulo,
gradualmente ele é observado cada vez menos (presta-se menos atenção). O oposto da
habituação é a desabituação, pelo qual uma mudança em um estímulo familiar leva a observá-
lo novamente. Ambos os processos ocorrem automaticamente, sem qualquer esforço
consciente. Portanto o que comanda tais processos é a relativa estabilidade e a familiaridade
do estímulo.
O autor também cita que o sistema de atenção desempenha muitas funções, além de
meramente ignorar os estímulos conhecidos e sintonizar os novos. As quatro principais
funções da atenção são: atenção selectiva, vigilância, sondagem e atenção dividida.
2.2.1.Atenção selectiva
Pode-se escolher prestar a atenção em determinados estímulos e ignorar outros. O foco
de atenção em estímulos informativos específicos aumenta a nossa capacidade para manipular
aqueles estímulos para outros processos cognitivos, como a compreensão verbal ou a
resolução de problemas.
2.2.2.Vigilância e detecção de sinal
A vigilância se refere à capacidade de uma pessoa estar presente em um campo de
estimulação durante um período prolongado, no qual ela procura detectar o aparecimento de
um sinal (um estímulo alvo de interesse específico). Quando vigilante, a pessoa espera
detectar um estímulo -sinal que pode surgir num tempo desconhecido.
2.2.3.Sondagem
Refere-se a um exame atento do ambiente quanto a aspectos específicos, ou seja,
procurar algo activamente, sem que se saiba de que isso aparecerá. Do mesmo modo que a
vigilância, enquanto se está sondando pode ser que ocorram alarmes falsos, geralmente
quando se encontram estímulos que desviam a atenção (por exemplo: estímulos semelhantes).
2.2.4.Atenção dividida
Nesta função, os recursos de atenção disponíveis são distribuídos para coordenar o
desempenho de mais de uma tarefa ao mesmo tempo. Geralmente é mais difícil realizar
simultaneamente mais de uma tarefa controlada, porém, com o aumento da prática, pode-se
8
manipular bem mais de uma tarefa ao mesmo tempo, mesmo que estas exijam compreensão e
tomada de decisões.
2.3. Memória
Segundo MOREIRA (2006), “a memória é o meio pelo qual se recorre às suas
experiências passadas a fim de usar essa informação no presente:”
Segundo RAMOZZI-CHIAROTTINO (1988), “a memória é a capacidade de se
armazenar conhecimentos adquiridos, ideias ou impressões, sendo de extrema importância
para o desenvolvimento de uma interface que seja fácil de interagir e reaprender. Evidências
comprovam que o ser humano é dotado de dois tipos distintos de memória destacados a
seguir:”
2.3.1.Memória de Curta Duração
RAMOZZI-CHIAROTTINO (1988), “Essa memória retém as informações por
períodos extremamente curtos, de 10 a 20 segundos e ao longo dos quais as informações são
totalmente esquecidas. A capacidade média de retenção é de sete itens não relacionados
entre si, que pode variar de mais ou menos.”
Segundo MOREIRA (2006), “o número de sílabas que pronunciamos com cada item
afeta o número de itens que podemos evocar, ou seja, quando cada item tem um maior
número de sílabas, podemos lembrar menos itens. Além disso, qualquer atraso ou
interferência pode levar nossa capacidade de sete itens cair para cerca de três itens.”
2.3.2.Memória de Longa Duração
Segundo RAMOZZI-CHIAROTTINO (1988), “essa memória retém informações
através do processo de treinamento e aprendizagem e tem uma duração um pouco mais
longa, podendo sofrer associações ou combinações para serem lembradas selectivamente. O
autor também observa que a distinção dos dois tipos de memória, na prática, fica difícil, pois
elas operam em conjunto.”
“Relata que o esquecimento nas memórias de longa duração ocorre devido
ao aumento em número e semelhança dos conhecimentos declarativos
(conceitos), e pela semelhança dos conhecimentos de procedimentos. Para
favorecer estes processos, os projectistas de IHC devem investir na
organização, categorização e discriminação das informações apresentadas
sobre estas interfaces. (Cybis, 2003)”
9
Além disso, MOREIRA (2006), “descreve que psicólogos cognitivos identificaram três
operações comuns da memória: codificação, armazenamento e recuperação.”
 Codificação: refere-se ao modo como você transforma um input físico e sensorial em uma
espécie de representação que pode ser colocada na memória. A codificação da informação
na memória de curto prazo parece ser principalmente acústica, embora não
exclusivamente. Também se tem encontrado evidência, que mostra alguma codificação
semântica e visual da informação na memória de curto prazo. Já a informação na memória
de longo prazo, parece ser codificada principalmente numa forma semântica, de modo que
as confusões tendem a ser em função dos significados, e não em função dos sons das
palavras. Além disso, há alguma evidencia de codificação visual e acústica.
 Armazenamento: refere-se à maneira como você mantém a informação codificada na
memória. A transferência da informação para armazenamento de longo prazo pode ser
facilitada pela repetição da informação (principalmente se a informação é elaborada
significativamente), pela organização da informação (p. ex. categorização), pelo uso de
estratégias mnemónicas e pelo uso de auxílios externos (p. ex. escrever listas, tomar nota).
 Recuperação: refere-se ao modo como você obtém acesso à informação armazenada.
FONSECA (2007), “destaca que quanto mais se presta a atenção a algo e quanto mais
isso é processado em termos de pensamento e comparação com outro conhecimento,
maior a probabilidade de ser lembrado. Além disso a autora cita dois fenómenos
interessantes na recuperação de informações:”
i. Contexto
A recuperação pode depender do contexto em que a informação foi codificada, ou seja,
algumas vezes pode ser difícil das pessoas lembrarem de informações que foram codificadas
em um contexto diferente daquele em que estão actualmente.
ii. Reconhecer
Outro fenómeno refere-se ao fato de que os indivíduos muito mais reconhecem as
coisas do que lembram dela. Além disso, certos tipos de informação são mais fáceis de serem
reconhecidas do que outras. Neste sentido, ao invés de exigir que os usuários recuperem na
memória o nome de um comando dentre um conjunto possível de centenas deles, se
recomenda que sejam oferecidas opções visuais para as quais os usuários possam olhar até
reconhecer a opção que pretende usar.
10
2.3.3.Estratégias mnemónicas
Segundo FONSECA (2007), “não se deve sobrecarregar a memória dos usuários com
procedimentos complicados para a realização de tarefas.” Porém nem sempre é possível
desenvolver um sistema que requeira do usuário poucas evocações na memória, como é o
caso dos terminais de auto-atendimento bancários, que por medidas de segurança dependem
do uso de dois tipos de senhas, além da armazenagem de dados referentes às etapas,
terminologias, posicionamentos dos itens entre outros.
Neste sentido, é importante que o “projectista” atente às características de interacção
do usuário para que o sistema seja ajustado ao seu modo de interacção. Entretanto, para
MOREIRA (2006), “o usuário também pode contar com outros artifícios para armazenar um
número maior de itens na memória.”
Segundo o autor existem técnicas, conhecidas como estratégias mnemónicas, que são
especificas para ajudar a memorizar listas de palavras ou lista arbitrária de itens. Entre tais
estratégias descritas por MOREIRA (2006), “destaca-se algumas a seguir:”
i. Agrupamento categórico
Organizar uma lista de itens em um conjunto de categorias. Por exemplo: se fosse
necessário lembrar de comprar maçãs, tomates, leite, bananas, alface e queijo, poderia com
mais facilidade realizar esta tarefa se tentasse memorizar os itens por meio de categorias:
frutas, lacticínios e verduras.
ii. Imagens interactivas
Criar imagens interactivas que associem as palavras em uma lista. Por exemplo: se
fosse necessário lembrar de uma lista de palavras não relacionadas: porco, mesa, lápis, livro,
rádio e chuva. Poderia recordar melhor estas palavras criando imagens interactivas, ou seja,
poderia imaginar um porco, sentado sobre a mesa segurando um lápis e escrevendo um livro,
ouvindo rádio num dia chuvoso.
iii. Acrónimo
Delinear uma palavra ou expressão na qual cada uma de suas letras representa uma
outra determinada palavra ou conceito. O autor cita o acrónimo “I AM PACK” , que no
exemplo do livro se refere às palavras: Imagens interactivas, Acrónimos, Métodos dos
11
lugares, Palavras associadas, Acrósticos, Categorias e Keywords. Por mais absurda que seja a
frase, está técnica é mais 54 útil se as primeiras letras das palavras a serem memorizadas
puderem ser organizadas em uma palavra, frase ou algo parecido.
iv. Acróstico
Delinear uma frase, em vez de uma única palavra, para ajudá-lo a lembrar as palavras
novas. Um exemplo que pode ser aplicado ao uso de um terminal de auto-atendimento
bancário são as letras de acesso (ou senha secundária), ou seja, se as letras de acesso fossem
H, C, M, o usuário poderia gravar a seguinte frase: “Hoje Choveu Muito”. Já para a senha do
cartão a frase “Olhei o trem quase novo” poderia se referir aos números oito, três, quatro e
nove.
v. Sistema de palavras-chave
Formar uma imagem interactiva que associe o som e o significado de uma palavra
estrangeira ao som e ao significado de uma palavra familiar. Por exemplo: suponha-se que é
necessário aprender que a palavra manteiga (butter nem inglês) é beurre. Primeiramente,
observaria que beurre soa como bear (urso). A seguir, associaria a palavra-chave bear com
butter numa imagem ou uma frase. Por exemplo, pode-se visualizar um urso comendo uma
barra de manteiga. Com isso, posteriormente, bear fornecerá indício de recuperação para
beurre.
2.4. Processo de acção
Entender como o usuário age perante um processo de resposta às situações
confrontadas é muito importante para que sejam avaliadas ou pesquisadas opções que
facilitem a interacção em sistemas computadorizados. Segundo CYBIS (2003), “o curso dos
indivíduos para a realização de uma tarefa encadeia processos ou actividades cognitivas em
três etapas principais: a análise de uma situação, a planificação das acções e o controle das
acções.”
2.4.1.Análise de uma situação
A análise da situação pode ser representada em quatro etapas sequenciais:
12
2.4.1.1. Activação
O usuário percebe um sinal e volta seus sentidos para o local da fonte desta
informação, provocando um estado de alerta.
2.4.1.2. Observação
O usuário, a partir do estado de alerta, passa a identificar o ambiente (dados, sistemas
de produção e meios de trabalhos).
2.4.1.3. Categorização
O usuário dispõe de dados que podem ser descodificados e coordenados para elaborar
uma representação do sistema.
2.4.1.4. Interpretação
O usuário, nesta etapa, passa a determinar as causas e consequências do estado do
sistema sobre a possível evolução da situação de interacção.
2.4.2.Planificação das acções
A planificação das acções sugere a fixação de objectivos e elaboração de planos para
interacção. Pode ser desmembrada em três etapas:
2.4.2.1. Avaliação das Possibilidades
O usuário avalia as diferentes soluções e selecciona a “estratégia óptima”.
2.4.2.2. Definição da tarefa
O usuário fixa os objectivos e determina os meios necessários para atingi-lo. A definição
de uma tarefa a ser realizada garante a alocação dos recursos cognitivos necessários para a sua
planificação e para o seu controle. Esse processo de definição é guiado por pretextos
motivacionais, envolvendo o produto de dois factores:
i. A importância: factor que evolui no tempo e depende da urgência da tarefa. Esperança de
sucesso: factor que depende não somente da frequência de sucessos anteriores, mas
também da crença do usuário de que o sucesso está sob o seu controle.
ii. Custo cognitivo: a tarefa escolhida é a de custo cognitivo mais baixo, para qual a força de
identificação é mais forte.
13
2.4.2.3. Definição de procedimentos
O usuário define uma sequência ordenada de operações a serem efetuadas.
2.4.3.Controle das acções
O controle das acções começa no momento em que a fase de planificação termina (B)
e os procedimentos passam a ser executados. A partir das entradas e saídas possíveis na
realização e controle das acções RASMUSSEN (1981, apud CYBIS, 2003), “propõe uma
formalização de três diferentes tipos de comportamento, baseados em habilidades, regras e
conhecimentos.”
2.4.3.1. Comportamentos baseados em habilidades
São essencialmente sensório-motor, accionados automaticamente por situações
rotineiras e que se desenvolvem segundo um modelo interno, não consciente, adquirido
anteriormente. As habilidades são pouco sensíveis às condicionantes ambientais e
organizacionais, permitindo reacções muito rápidas e podendo se desenvolver em paralelo
com outras actividades (ex. digitar).
2.4.3.2. Comportamentos baseados em regras
São sequências de acções controladas por regras memorizadas por aprendizagem. Ao
contrário das habilidades, estes comportamentos exigem disparos de regras e uma
coordenação entre elas, tendo em vista as variabilidades das situações encontradas (ex. as
actividades conscientes de um usuário experiente na realização de tarefas rotineiras de um
software).
2.4.3.3. Comportamentos baseados em conhecimentos
Aparecem em situações novas, de resolução de problemas, para os quais existem
regras pré-construídas. Este tipo de comportamento está mais ligado ao usuário do que a
própria tarefa. Uma tarefa pode ser familiar para um indivíduo, mas totalmente nova para
outro.
2.4.4.Tempo de reacção
O tempo de reacção é o intervalo de tempo originado entre o atendimento de um
estímulo e a emissão de resposta pelo organismo. Existem diversas circunstâncias que podem
alterar a velocidade e a precisão dessas respostas. Segundo RAMOZZI-CHIAROTTINO
14
(1988), “o tempo de reacção é influenciado directamente pelo grau de incerteza da resposta:
quanto mais alternativas o homem tiver para seleccionar, maior será o seu tempo de
reacção.” Além da complexidade, outros factores que influem no tempo de decisão são a
compatibilidade entre estimulo e resposta, e a expectativa ao estímulo. Portanto, os sistemas
de decisão mais simples, além de permitirem respostas mais rápidas, apresentam também
maior confiabilidade nessas respostas.
A seguir algumas características descritas por FONSECA (2007), “em relação às
acções de ler, falar e ouvir:”
 A linguagem escrita é permanente, e a falada, transitória. É possível ler a informação
novamente se ela não for entendida da primeira vez, o que não é possível com a
informação falada.
 Ler pode ser uma actividade mais rápida do que falar ou ouvir, já que com texto escrito
podemos proceder uma leitura dinâmica, o que na ocorre quando ouvimos palavras
proferidas em série.
 Ouvir exige menos esforço cognitivo do que ler ou falar. As crianças, em especial,
geralmente preferem narrativas em multimídia.
 A linguagem escrita tende a ser mais gramatical do que a falada.
 As pessoas com dislexia têm dificuldade para entender e reconhecer as palavras escritas,
dificultando a escrita de sentenças gramaticalmente corretas e sem erro de ortografia.
 As pessoas que tem dificuldade de ouvir ou ver também enfrentam restrições na maneira
como processam a linguagem.
15
3. Conclusão
A memória humana, apesar de limitada e deficiente, é capaz de grandes proezas,
retendo e tornando disponível enormes quantidades de conhecimento e informação (e.g.,
Wilding e Valentine, 1997). Mas para que tal aconteça, é preciso que o aprendiz seja capaz de
aplicar técnicas de codificação, retenção e recordação eficazes e produtivas e desenvolver o
esforço necessário para atingir objectivos elevados. Por sua vez é necessário que os agentes de
ensino estabeleçam critérios elevados de aprendizagem e de realização escolar para a
disciplina ou curso que ministram. A prática e o treino frequentes de uma matéria, disciplina
ou curso, aliado a critérios de realização elevados e ao uso periódico de momentos de
avaliação de conhecimentos produz aquilo a que se chama uma super-aprendizagem. Os
conhecimentos escolares adquiridos nestas condições são mais resistentes ao efeito inexorável
do esquecimento.
A aquisição de conhecimentos é um dos principais objectivos da educação escolar.
Uma pessoa educada – academicamente falando – é aquela que adquiriu conhecimentos gerais
e específicos numa dada ocasião, e que além disto os usa de modo adequado e específico em
circunstâncias posteriores da vida. A disponibilidade e acesso do conhecimento escolar retido
na memória é assim um aspecto importante da educação académica que mostram possuir.
Como uma das experiências mais marcantes da nossa vida, a escola é indissociável da nossa
memória de forma que ao promover a memória a escola promove-se a si própria.
16
4. Referencia Bibliográfica
Fonseca, V. (2007). Cognição, neuropsicologia e aprendizagem: abordagem
neuropsicológica e psicopedagógica. Petrópolis, RJ: Vozes.
Mayer, R.E,(1984). El futuro de la psicologia cognitiva. Madrid: Alianza
Moreira, M.A. (2006). A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação em sala
de aula. Brasília: Editora da Universidade de Brasília.
Moreira, M.A. e Masini, E.F.S. (1982). Aprendizagem significativa: a teoria de David
Ausubel. São Paulo: Editora Moraes.
Ramozzi-Chiarottino, Z. (1988). Psicologia e epistemologia genética de Jean Piaget. São
Paulo: EPU.

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Trabalho psicologia

  • 1. Joel Jorge Murabiua Maira Ana Malaia Quina Rosário Aquimo Processos Psíquicos Cognitivos (Nomeadamente os Pensamentos) 5º Grupo (Licenciatura em ensino de Português) Universidade Rovuma Lichinga 2021
  • 2. Joel Jorge Murabiua Maira Ana Malaia Quina Rosário Aquimo Processos Psíquicos Cognitivos (Nomeadamentes os Pensamentos) Trabalho de Psicologia Geral, a ser apresentado ao departamento de Letras e Ciências Sociais para fins avaliativos, leccionado pelo: Msc. Fernando Pinto Universidade Rovuma Lichinga 2021
  • 3. Índice 1. Introdução ..............................................................................................................................4 2. Processos psíquicos cognitivos..............................................................................................5 2.1. Definição.........................................................................................................................5 2.2. Atenção...........................................................................................................................6 2.2.1.Atenção selectiva .......................................................................................................7 2.2.2.Vigilância e detecção de sinal....................................................................................7 2.2.3.Sondagem...................................................................................................................7 2.2.4.Atenção dividida ........................................................................................................7 2.3. Memória..........................................................................................................................8 2.3.1.Memória de Curta Duração........................................................................................8 2.3.2.Memória de Longa Duração ......................................................................................8 2.3.3.Estratégias mnemónicas...........................................................................................10 2.4. Processo de acção .........................................................................................................11 2.4.1.Análise de uma situação...........................................................................................11 2.4.1.1. Activação........................................................................................................12 2.4.1.2. Observação .....................................................................................................12 2.4.1.3. Categorização .................................................................................................12 2.4.1.4. Interpretação ...................................................................................................12 2.4.2.Planificação das acções............................................................................................12 2.4.2.1. Avaliação das Possibilidades..........................................................................12 2.4.2.2. Definição da tarefa..........................................................................................12 2.4.2.3. Definição de procedimentos...........................................................................13 2.4.3.Controle das acções..................................................................................................13 2.4.3.1. Comportamentos baseados em habilidades....................................................13 2.4.3.2. Comportamentos baseados em regras.............................................................13 2.4.3.3. Comportamentos baseados em conhecimentos ..............................................13
  • 4. 2.4.4.Tempo de reacção ....................................................................................................13 3. Conclusão.............................................................................................................................15 4. Referencia Bibliográfica......................................................................................................16
  • 5. 4 1. Introdução As investigações realizadas no âmbito da psicologia cognitiva nas áreas da aprendizagem e memória humanas têm implicações importantes a nível escolar. Numa perspectiva cognitiva, a aprendizagem é concebida em termos de aquisição de novas informações e a sua integração no conjunto de conhecimentos existentes. Aprender porém não se limita apenas à aquisição de novas informações, mas tem ainda por objectivo corrigir, aprofundar, alargar e reorganizar a nossa base de conhecimentos existentes. Neste contexto, a aprendizagem não é independente dos outros processos mentais de atenção, percepção, memória e raciocínio, sendo o conhecimento de que somos portadores o resultado da mediação mais ou menos coordenada dos vários processos cognitivos. A aprendizagem e a memória tem sido estudadas e apresentadas separadamente em muitos manuais escolares devido aos diversos tipos que a aprendizagem e o conhecimento implicam. Mas a aprendizagem e memória são interdependentes. Esta interdependência ocorre porque a estrutura e significado do “material-aser- aprendido” está em grande parte dependente do conhecimento actualmente retido na memória, isto é, daquilo que a pessoa já sabe e é capaz de recordar. O actual conhecimento de uma pessoa não só influencia a aprendizagem de novos conhecimentos e informações pelo aprendiz, mas também o modo como o material será organizado para retenção e recuperação futura.
  • 6. 5 2. PROCESSOS PSÍQUICOS COGNITIVOS Cognição é a capacidade que os seres vivos têm de processar informações a partir da percepção (estímulos que nos chegam do mundo exterior através dos sentidos), o conhecimento adquirido com a experiência e as nossas características subjectivas que possuímos. permitir integrar todas essas informações para valorizar e interpretar o mundo. A palavra cognição vem do latim “cognoscere”, que significa conhecimento. Portanto, quando falamos sobre o cognitivo, geralmente estamos a referir-nos a tudo que pertence ou está relacionado ao conhecimento, isto é, o acúmulo de informações que adquirimos graças à aprendizagem ou à experiência Diferentes disciplinas abordaram o estudo da cognição, da neurologia, da psicologia, da antropologia, da filosofia e até das ciências da informação. Mas, foi a psicologia cognitiva a que começou a estudar como o processamento da informação influi na conduta e que relação tinham os diferentes processos mentais na aquisição do conhecimento. A psicologia cognitiva surgiu no final do anos 50 como oposição ao condutismo imperante da época. 2.1. Definição Segundo FONSECA (2007), “a psicologia se interessa primeiramente em compreender o comportamento humano e o processo mental que está sob ele, e para entender este comportamento, a psicologia cognitiva tem adoptado a noção de processamento da informação.” Tudo que se vê, sente, toca, prova, cheira e faça é expresso em termos de processamento de informação. Neste sentido, MAYER (1981, apud BOTH, 1989), “define formalmente psicologia cognitiva como: a análise científica do processo mental humano e estruturas (construção) com o objectivo de entender o comportamento humano.” Para MOREIRA (2006), “a psicologia cognitiva trata do modo como as pessoas percebem, aprendem, recordam e pensam sobre a informação.” Os psicólogos cognitivos estudam as bases biológicas da cognição, tanto quanto as imagens mentais, a atenção, a consciência, a percepção, a memória, linguagem, a resolução de problemas, a criatividade, a tomada de decisões, o raciocínio, as mudanças cognitivas durante o desenvolvimento ao longo da vida, a inteligência humana, a inteligência artificial e vários outros aspectos do pensamento humano.
  • 7. 6 Além disso, para RAMOZZI-CHIAROTTINO (1988); “muito do que a psicologia cognitiva conhece do processamento de informação e comportamento humano é de uso dentro da IHC e em particular, na investigação de métodos e técnicas que abordem empiricamente o que o estudo do comportamento humano tem a oferecer.” FONSECA (2007), “descreve que a estrutura dominante que tem caracterizado a IHC tem sido cognitiva.” Em geral a cognição se refere ao processo pelo qual nós nos familiarizamos com as coisas ou, em outras palavras, como nós ganhamos conhecimento. O objectivo principal na IHC tem sido entender e representar como as pessoas interagem com o computador em termos de como o conhecimento é transmitido entre os dois. A autora conclui dizendo que alguns dos tópicos mais importantes para a IHC são: percepção, atenção, memória, aprendizado, pensamento e solução de problemas. O objectivo da psicologia cognitiva tem sido caracterizar estes processos em termos de suas capacidades e limitações. 2.2. Atenção Conforme FONSECA (2007), “define atenção como o processo de seleccionar coisas em que se concentrar, num certo momento, dentre a variedade de possibilidades disponível.” Segundo MOREIRA (2006), “a atenção é o fenómeno pelo qual processamos activamente uma quantidade limitada de informações do enorme montante de informações disponíveis por meio de nossos sentidos, de nossas memórias armazenadas e de outros processos cognitivos. O fenómeno psicológico da atenção possibilita-nos o uso criterioso de nossos limitados recursos mentais.” FONSECA (2007), “também descreve que o nível de dificuldade no processo de atenção dependerá de se ter objectivos claros e da saliência (destaque) da informação requerida.” Em relação aos objectivos claros, a autora cita que “se sabemos exactamente o que queremos encontrar, tentamos combinar isso com a informação que está disponível” e “quando não estamos certos do que estamos procurando, podemos olhar aleatoriamente a informação, deixando que ela guie a nossa atenção para os itens salientes”. Já em relação ao destaque da informação, a autora conclui que a maneira como a informação é apresentada pode influenciar em muito a facilidade ou dificuldade de se chegar a informação desejada. Segundo MOREIRA (2006), “a atenção elevada também abre caminho para os processos de memória, de modo que sejamos mais capazes de memorizar a informação à qual prestamos atenção do que a informação que ignoramos.”
  • 8. 7 Além disso, um processo importante para o ser humano dentro da atenção é a habituação. Por meio dela, à medida que se acostuma com um determinado estímulo, gradualmente ele é observado cada vez menos (presta-se menos atenção). O oposto da habituação é a desabituação, pelo qual uma mudança em um estímulo familiar leva a observá- lo novamente. Ambos os processos ocorrem automaticamente, sem qualquer esforço consciente. Portanto o que comanda tais processos é a relativa estabilidade e a familiaridade do estímulo. O autor também cita que o sistema de atenção desempenha muitas funções, além de meramente ignorar os estímulos conhecidos e sintonizar os novos. As quatro principais funções da atenção são: atenção selectiva, vigilância, sondagem e atenção dividida. 2.2.1.Atenção selectiva Pode-se escolher prestar a atenção em determinados estímulos e ignorar outros. O foco de atenção em estímulos informativos específicos aumenta a nossa capacidade para manipular aqueles estímulos para outros processos cognitivos, como a compreensão verbal ou a resolução de problemas. 2.2.2.Vigilância e detecção de sinal A vigilância se refere à capacidade de uma pessoa estar presente em um campo de estimulação durante um período prolongado, no qual ela procura detectar o aparecimento de um sinal (um estímulo alvo de interesse específico). Quando vigilante, a pessoa espera detectar um estímulo -sinal que pode surgir num tempo desconhecido. 2.2.3.Sondagem Refere-se a um exame atento do ambiente quanto a aspectos específicos, ou seja, procurar algo activamente, sem que se saiba de que isso aparecerá. Do mesmo modo que a vigilância, enquanto se está sondando pode ser que ocorram alarmes falsos, geralmente quando se encontram estímulos que desviam a atenção (por exemplo: estímulos semelhantes). 2.2.4.Atenção dividida Nesta função, os recursos de atenção disponíveis são distribuídos para coordenar o desempenho de mais de uma tarefa ao mesmo tempo. Geralmente é mais difícil realizar simultaneamente mais de uma tarefa controlada, porém, com o aumento da prática, pode-se
  • 9. 8 manipular bem mais de uma tarefa ao mesmo tempo, mesmo que estas exijam compreensão e tomada de decisões. 2.3. Memória Segundo MOREIRA (2006), “a memória é o meio pelo qual se recorre às suas experiências passadas a fim de usar essa informação no presente:” Segundo RAMOZZI-CHIAROTTINO (1988), “a memória é a capacidade de se armazenar conhecimentos adquiridos, ideias ou impressões, sendo de extrema importância para o desenvolvimento de uma interface que seja fácil de interagir e reaprender. Evidências comprovam que o ser humano é dotado de dois tipos distintos de memória destacados a seguir:” 2.3.1.Memória de Curta Duração RAMOZZI-CHIAROTTINO (1988), “Essa memória retém as informações por períodos extremamente curtos, de 10 a 20 segundos e ao longo dos quais as informações são totalmente esquecidas. A capacidade média de retenção é de sete itens não relacionados entre si, que pode variar de mais ou menos.” Segundo MOREIRA (2006), “o número de sílabas que pronunciamos com cada item afeta o número de itens que podemos evocar, ou seja, quando cada item tem um maior número de sílabas, podemos lembrar menos itens. Além disso, qualquer atraso ou interferência pode levar nossa capacidade de sete itens cair para cerca de três itens.” 2.3.2.Memória de Longa Duração Segundo RAMOZZI-CHIAROTTINO (1988), “essa memória retém informações através do processo de treinamento e aprendizagem e tem uma duração um pouco mais longa, podendo sofrer associações ou combinações para serem lembradas selectivamente. O autor também observa que a distinção dos dois tipos de memória, na prática, fica difícil, pois elas operam em conjunto.” “Relata que o esquecimento nas memórias de longa duração ocorre devido ao aumento em número e semelhança dos conhecimentos declarativos (conceitos), e pela semelhança dos conhecimentos de procedimentos. Para favorecer estes processos, os projectistas de IHC devem investir na organização, categorização e discriminação das informações apresentadas sobre estas interfaces. (Cybis, 2003)”
  • 10. 9 Além disso, MOREIRA (2006), “descreve que psicólogos cognitivos identificaram três operações comuns da memória: codificação, armazenamento e recuperação.”  Codificação: refere-se ao modo como você transforma um input físico e sensorial em uma espécie de representação que pode ser colocada na memória. A codificação da informação na memória de curto prazo parece ser principalmente acústica, embora não exclusivamente. Também se tem encontrado evidência, que mostra alguma codificação semântica e visual da informação na memória de curto prazo. Já a informação na memória de longo prazo, parece ser codificada principalmente numa forma semântica, de modo que as confusões tendem a ser em função dos significados, e não em função dos sons das palavras. Além disso, há alguma evidencia de codificação visual e acústica.  Armazenamento: refere-se à maneira como você mantém a informação codificada na memória. A transferência da informação para armazenamento de longo prazo pode ser facilitada pela repetição da informação (principalmente se a informação é elaborada significativamente), pela organização da informação (p. ex. categorização), pelo uso de estratégias mnemónicas e pelo uso de auxílios externos (p. ex. escrever listas, tomar nota).  Recuperação: refere-se ao modo como você obtém acesso à informação armazenada. FONSECA (2007), “destaca que quanto mais se presta a atenção a algo e quanto mais isso é processado em termos de pensamento e comparação com outro conhecimento, maior a probabilidade de ser lembrado. Além disso a autora cita dois fenómenos interessantes na recuperação de informações:” i. Contexto A recuperação pode depender do contexto em que a informação foi codificada, ou seja, algumas vezes pode ser difícil das pessoas lembrarem de informações que foram codificadas em um contexto diferente daquele em que estão actualmente. ii. Reconhecer Outro fenómeno refere-se ao fato de que os indivíduos muito mais reconhecem as coisas do que lembram dela. Além disso, certos tipos de informação são mais fáceis de serem reconhecidas do que outras. Neste sentido, ao invés de exigir que os usuários recuperem na memória o nome de um comando dentre um conjunto possível de centenas deles, se recomenda que sejam oferecidas opções visuais para as quais os usuários possam olhar até reconhecer a opção que pretende usar.
  • 11. 10 2.3.3.Estratégias mnemónicas Segundo FONSECA (2007), “não se deve sobrecarregar a memória dos usuários com procedimentos complicados para a realização de tarefas.” Porém nem sempre é possível desenvolver um sistema que requeira do usuário poucas evocações na memória, como é o caso dos terminais de auto-atendimento bancários, que por medidas de segurança dependem do uso de dois tipos de senhas, além da armazenagem de dados referentes às etapas, terminologias, posicionamentos dos itens entre outros. Neste sentido, é importante que o “projectista” atente às características de interacção do usuário para que o sistema seja ajustado ao seu modo de interacção. Entretanto, para MOREIRA (2006), “o usuário também pode contar com outros artifícios para armazenar um número maior de itens na memória.” Segundo o autor existem técnicas, conhecidas como estratégias mnemónicas, que são especificas para ajudar a memorizar listas de palavras ou lista arbitrária de itens. Entre tais estratégias descritas por MOREIRA (2006), “destaca-se algumas a seguir:” i. Agrupamento categórico Organizar uma lista de itens em um conjunto de categorias. Por exemplo: se fosse necessário lembrar de comprar maçãs, tomates, leite, bananas, alface e queijo, poderia com mais facilidade realizar esta tarefa se tentasse memorizar os itens por meio de categorias: frutas, lacticínios e verduras. ii. Imagens interactivas Criar imagens interactivas que associem as palavras em uma lista. Por exemplo: se fosse necessário lembrar de uma lista de palavras não relacionadas: porco, mesa, lápis, livro, rádio e chuva. Poderia recordar melhor estas palavras criando imagens interactivas, ou seja, poderia imaginar um porco, sentado sobre a mesa segurando um lápis e escrevendo um livro, ouvindo rádio num dia chuvoso. iii. Acrónimo Delinear uma palavra ou expressão na qual cada uma de suas letras representa uma outra determinada palavra ou conceito. O autor cita o acrónimo “I AM PACK” , que no exemplo do livro se refere às palavras: Imagens interactivas, Acrónimos, Métodos dos
  • 12. 11 lugares, Palavras associadas, Acrósticos, Categorias e Keywords. Por mais absurda que seja a frase, está técnica é mais 54 útil se as primeiras letras das palavras a serem memorizadas puderem ser organizadas em uma palavra, frase ou algo parecido. iv. Acróstico Delinear uma frase, em vez de uma única palavra, para ajudá-lo a lembrar as palavras novas. Um exemplo que pode ser aplicado ao uso de um terminal de auto-atendimento bancário são as letras de acesso (ou senha secundária), ou seja, se as letras de acesso fossem H, C, M, o usuário poderia gravar a seguinte frase: “Hoje Choveu Muito”. Já para a senha do cartão a frase “Olhei o trem quase novo” poderia se referir aos números oito, três, quatro e nove. v. Sistema de palavras-chave Formar uma imagem interactiva que associe o som e o significado de uma palavra estrangeira ao som e ao significado de uma palavra familiar. Por exemplo: suponha-se que é necessário aprender que a palavra manteiga (butter nem inglês) é beurre. Primeiramente, observaria que beurre soa como bear (urso). A seguir, associaria a palavra-chave bear com butter numa imagem ou uma frase. Por exemplo, pode-se visualizar um urso comendo uma barra de manteiga. Com isso, posteriormente, bear fornecerá indício de recuperação para beurre. 2.4. Processo de acção Entender como o usuário age perante um processo de resposta às situações confrontadas é muito importante para que sejam avaliadas ou pesquisadas opções que facilitem a interacção em sistemas computadorizados. Segundo CYBIS (2003), “o curso dos indivíduos para a realização de uma tarefa encadeia processos ou actividades cognitivas em três etapas principais: a análise de uma situação, a planificação das acções e o controle das acções.” 2.4.1.Análise de uma situação A análise da situação pode ser representada em quatro etapas sequenciais:
  • 13. 12 2.4.1.1. Activação O usuário percebe um sinal e volta seus sentidos para o local da fonte desta informação, provocando um estado de alerta. 2.4.1.2. Observação O usuário, a partir do estado de alerta, passa a identificar o ambiente (dados, sistemas de produção e meios de trabalhos). 2.4.1.3. Categorização O usuário dispõe de dados que podem ser descodificados e coordenados para elaborar uma representação do sistema. 2.4.1.4. Interpretação O usuário, nesta etapa, passa a determinar as causas e consequências do estado do sistema sobre a possível evolução da situação de interacção. 2.4.2.Planificação das acções A planificação das acções sugere a fixação de objectivos e elaboração de planos para interacção. Pode ser desmembrada em três etapas: 2.4.2.1. Avaliação das Possibilidades O usuário avalia as diferentes soluções e selecciona a “estratégia óptima”. 2.4.2.2. Definição da tarefa O usuário fixa os objectivos e determina os meios necessários para atingi-lo. A definição de uma tarefa a ser realizada garante a alocação dos recursos cognitivos necessários para a sua planificação e para o seu controle. Esse processo de definição é guiado por pretextos motivacionais, envolvendo o produto de dois factores: i. A importância: factor que evolui no tempo e depende da urgência da tarefa. Esperança de sucesso: factor que depende não somente da frequência de sucessos anteriores, mas também da crença do usuário de que o sucesso está sob o seu controle. ii. Custo cognitivo: a tarefa escolhida é a de custo cognitivo mais baixo, para qual a força de identificação é mais forte.
  • 14. 13 2.4.2.3. Definição de procedimentos O usuário define uma sequência ordenada de operações a serem efetuadas. 2.4.3.Controle das acções O controle das acções começa no momento em que a fase de planificação termina (B) e os procedimentos passam a ser executados. A partir das entradas e saídas possíveis na realização e controle das acções RASMUSSEN (1981, apud CYBIS, 2003), “propõe uma formalização de três diferentes tipos de comportamento, baseados em habilidades, regras e conhecimentos.” 2.4.3.1. Comportamentos baseados em habilidades São essencialmente sensório-motor, accionados automaticamente por situações rotineiras e que se desenvolvem segundo um modelo interno, não consciente, adquirido anteriormente. As habilidades são pouco sensíveis às condicionantes ambientais e organizacionais, permitindo reacções muito rápidas e podendo se desenvolver em paralelo com outras actividades (ex. digitar). 2.4.3.2. Comportamentos baseados em regras São sequências de acções controladas por regras memorizadas por aprendizagem. Ao contrário das habilidades, estes comportamentos exigem disparos de regras e uma coordenação entre elas, tendo em vista as variabilidades das situações encontradas (ex. as actividades conscientes de um usuário experiente na realização de tarefas rotineiras de um software). 2.4.3.3. Comportamentos baseados em conhecimentos Aparecem em situações novas, de resolução de problemas, para os quais existem regras pré-construídas. Este tipo de comportamento está mais ligado ao usuário do que a própria tarefa. Uma tarefa pode ser familiar para um indivíduo, mas totalmente nova para outro. 2.4.4.Tempo de reacção O tempo de reacção é o intervalo de tempo originado entre o atendimento de um estímulo e a emissão de resposta pelo organismo. Existem diversas circunstâncias que podem alterar a velocidade e a precisão dessas respostas. Segundo RAMOZZI-CHIAROTTINO
  • 15. 14 (1988), “o tempo de reacção é influenciado directamente pelo grau de incerteza da resposta: quanto mais alternativas o homem tiver para seleccionar, maior será o seu tempo de reacção.” Além da complexidade, outros factores que influem no tempo de decisão são a compatibilidade entre estimulo e resposta, e a expectativa ao estímulo. Portanto, os sistemas de decisão mais simples, além de permitirem respostas mais rápidas, apresentam também maior confiabilidade nessas respostas. A seguir algumas características descritas por FONSECA (2007), “em relação às acções de ler, falar e ouvir:”  A linguagem escrita é permanente, e a falada, transitória. É possível ler a informação novamente se ela não for entendida da primeira vez, o que não é possível com a informação falada.  Ler pode ser uma actividade mais rápida do que falar ou ouvir, já que com texto escrito podemos proceder uma leitura dinâmica, o que na ocorre quando ouvimos palavras proferidas em série.  Ouvir exige menos esforço cognitivo do que ler ou falar. As crianças, em especial, geralmente preferem narrativas em multimídia.  A linguagem escrita tende a ser mais gramatical do que a falada.  As pessoas com dislexia têm dificuldade para entender e reconhecer as palavras escritas, dificultando a escrita de sentenças gramaticalmente corretas e sem erro de ortografia.  As pessoas que tem dificuldade de ouvir ou ver também enfrentam restrições na maneira como processam a linguagem.
  • 16. 15 3. Conclusão A memória humana, apesar de limitada e deficiente, é capaz de grandes proezas, retendo e tornando disponível enormes quantidades de conhecimento e informação (e.g., Wilding e Valentine, 1997). Mas para que tal aconteça, é preciso que o aprendiz seja capaz de aplicar técnicas de codificação, retenção e recordação eficazes e produtivas e desenvolver o esforço necessário para atingir objectivos elevados. Por sua vez é necessário que os agentes de ensino estabeleçam critérios elevados de aprendizagem e de realização escolar para a disciplina ou curso que ministram. A prática e o treino frequentes de uma matéria, disciplina ou curso, aliado a critérios de realização elevados e ao uso periódico de momentos de avaliação de conhecimentos produz aquilo a que se chama uma super-aprendizagem. Os conhecimentos escolares adquiridos nestas condições são mais resistentes ao efeito inexorável do esquecimento. A aquisição de conhecimentos é um dos principais objectivos da educação escolar. Uma pessoa educada – academicamente falando – é aquela que adquiriu conhecimentos gerais e específicos numa dada ocasião, e que além disto os usa de modo adequado e específico em circunstâncias posteriores da vida. A disponibilidade e acesso do conhecimento escolar retido na memória é assim um aspecto importante da educação académica que mostram possuir. Como uma das experiências mais marcantes da nossa vida, a escola é indissociável da nossa memória de forma que ao promover a memória a escola promove-se a si própria.
  • 17. 16 4. Referencia Bibliográfica Fonseca, V. (2007). Cognição, neuropsicologia e aprendizagem: abordagem neuropsicológica e psicopedagógica. Petrópolis, RJ: Vozes. Mayer, R.E,(1984). El futuro de la psicologia cognitiva. Madrid: Alianza Moreira, M.A. (2006). A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação em sala de aula. Brasília: Editora da Universidade de Brasília. Moreira, M.A. e Masini, E.F.S. (1982). Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Editora Moraes. Ramozzi-Chiarottino, Z. (1988). Psicologia e epistemologia genética de Jean Piaget. São Paulo: EPU.