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PROJETO
“Mediunidade sem Tabu”
CICLO DE CAPACITAÇÃO DE TAREFEIROS DA MEDIUNIDADE
MÓDULO III
FISIOLOGIA DA COMUNICAÇÃO ME...
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COMENTÁRIO DAS REFLEXÕES
1. Como entender a Mediunidade como um sentido? Qual a sua extensão?
Kardec coloca a Mediunidad...
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luminosidade, mas em nenhum brilhava como no intermediário em serviço. Sobre o núcleo, semelhante agora
a flor resplande...
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e) O Espírito do médium é passivo quando não mistura suas próprias ideias com as do Espírito que se
comunica, mas nunca ...
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III) O ambiente das reuniões.
a) “A sala mediúnica não é apenas o ambiente cirúrgico para realizações de longo curso no ...
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Apostila do III Módulo do Projeto Mediunidade sem tabu. - A Fisiologia da Comunicação Mediúnica

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Apostila do III Módulo do Projeto Mediunidade sem tabu. - A Fisiologia da Comunicação Mediúnica - Parceria do Serviço de Atividades Mediúnicas do CEERJ e do Serviço de Atividades Espirituais e Mediúnicas do 6ºCEU/CEERJ

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Apostila do III Módulo do Projeto Mediunidade sem tabu. - A Fisiologia da Comunicação Mediúnica

  1. 1. 1 PROJETO “Mediunidade sem Tabu” CICLO DE CAPACITAÇÃO DE TAREFEIROS DA MEDIUNIDADE MÓDULO III FISIOLOGIA DA COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA Tema: Mediunidade – Fisiologia da Comunicação Mediúnica Local: CE União, Amor e Caridade – Rua Malvino Ferreira de Andrade, 118- Santo Aleixo-RJ Dia: 23 de agosto de 2015 Horário: 9h às 17h Participantes: Inscritos para o Seminário conforme Coordenação Local Coordenação: 1- Coordenação Local 2 - Equipe do Serviço de Atividades Mediúnicas – SeAM/AREE/CEERJ ROTEIRO DO ENCONTRO Horário Atividade Execução 8h30 Recepção Coordenação Local 9h Plenário de Abertura Coordenação Local 9h15 Exposição interativa como preâmbulo do Tema Central Beraldo e Juciema 10h45 Dinâmica - Reflexão sobre a Fisiologia da Mediunidade e das Comunicações Mediúnicas Equipe do SeAM e participantes 12h - Almoço 13h15 Continuação da Dinâmica - Avaliação dos Trabalhos Participantes e Equipe SeAM 16h30 Plenário de Encerramento Coordenação Local QUESTÕES PARA REFLEXÕES 1. Como entender a Mediunidade como um sentido? Qual a sua extensão? 2. A mediunidade é uma propriedade do cérebro ou uma faculdade do Espírito? 3. Quem nasce com a faculdade mediúnica fenomênica, patente, tem a sua organização física modificada em relação às demais pessoas? 4. A mediunidade exerce influência na fisiologia do médium? 5. Que órgãos ou sistemas no corpo são mais atuantes no processo da mediunidade? 6. Quais as funções do perispírito na Mediunidade? 7. Como se dá a interação entre Espírito e médium para produzir o fenômeno mediúnico? 8. Existe alguma especificidade desse processo na psicofonia? 9. Há alguma diferença desse processo em relação à psicografia? 10. Como ocorre a vidência mediúnica? 11. Que interferências ou intercorrências podem prejudicar o processo mediúnico CONSELHO ESPÍRITA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CEERJ Adeso à Federação Espírita Brasileira 6º CONSELHO ESPÍRITA DE UNIFICAÇÃO – 6º CEU/CEERJ ÁREA DE EDUCAÇÃO ESPÍRITA Serviço de Atividades Mediúnicas – SeAM/CEERJ & Serviço de Atividades Espirituais e Mediúnicas – SAEM/6ºCEU
  2. 2. 2 COMENTÁRIO DAS REFLEXÕES 1. Como entender a Mediunidade como um sentido? Qual a sua extensão? Kardec coloca a Mediunidade como um sentido. Vejamos o que diz: a) “Todo aquele que, num grau qualquer, sente a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode-se, pois, dizer-se que todos são mais ou menos médiuns. Todavia, usualmente, assim só se classificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva.” (Livro dos Médiuns Cap XIV – it 159) (grifo nosso) b) “Sabido é, entre espíritas fiéis aos seus princípios, que todos os homens são médiuns, ou, pelo menos, possuem a possibilidade de se deixarem influenciar pelas individualidades invisíveis, sejam estas esclarecidas, medíocres ou inferiores. (...). Os múltiplos casos e gêneros diversos de obsessão (...) muitas vezes tiveram origem na influência de seres invisíveis sobre os portes mediúnicos ignorados ou rejeitados, do delinquente, pois não esqueceremos que se trata de forças tão naturais na espécie humana como qualquer outro dos cinco sentidos que integram a mesma personalidade humana. ” (Palavra inicial de Bezerra de Menezes no Livro Dramas da Obsessão – Yvonne Pereira). c). No conceito de Mediunidade (q.159 LM) Kardec faz referência aos graus de percepção mediúnica. A referência à variação de graus na mediunidade que é comum a todos, faz concluir que ao longo das experiências reencarnatórias, mesmo essa mediunidade intuitiva, subjacente à toda aquisição humana, também evolui em graus cada vez mais avançados de sensibilidade, ainda que não a ponto de produzir fenômenos, como ocorre na mediunidade de fato. Somos sim, todos médiuns, e a nossa mediunidade, seja ela latente ou patente, irá se desenvolver como qualquer faculdade, se cuidarmos dela, se buscarmos a consciência de sua existência e em tanta intensidade quanto busquemos alcançar níveis mais apurados de sintonia com os seres que, de maior alcance espiritual, zelam pela transformação da humanidade. (Coleção Diretrizes – CEERJ - volume 9) 2. A mediunidade é uma propriedade do cérebro ou uma faculdade do Espírito? a) “Todas as percepções constituem atributos do Espírito e lhe são inerentes ao ser. Quando o reveste um corpo material, elas só lhe chegam pelo conduto dos órgãos. ” (O Livro dos Espíritos, q. 249 itens a) b) “(...) esta faculdade depende de uma disposição orgânica especial, suscetível de desenvolvimento. ” (Allan Kardec em Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas - Vocabulário Espírita, item "Médium) 3. Quem nasce com a faculdade mediúnica fenomênica, patente, tem a sua organização física modificada em relação às demais pessoas? "Essa aptidão se acha ligada a uma disposição física." (O Livro dos Médiuns – item 94). 4. A mediunidade exerce influência na fisiologia do médium? No relato do Espírito André Luiz no livro Missionários da Luz, o orientador Alexandre faz as seguintes considerações: "... analisemos a epífise como glândula da vida espiritual do homem. Segregando energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos...". 5. Que órgãos ou sistemas no corpo são mais atuantes no processo da mediunidade? "Enquanto o nosso companheiro se aproveitava da organização mediúnica, vali-me das forças magnéticas que o instrutor me fornecera, para fixar a máxima atenção no médium. Quanto mais lhe notava as singularidades do cérebro, mais admirava a luz crescente que a epífise deixava perceber. A glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes. Examinei atentamente os demais encarnados. Em todos eles, a glândula apresentava notas de
  3. 3. 3 luminosidade, mas em nenhum brilhava como no intermediário em serviço. Sobre o núcleo, semelhante agora a flor resplandecente, caía luzes suaves, de Mais Alto, reconhecendo eu que ali se encontravam em jogo de vibrações delicadíssimas, imperceptíveis para mim. ” (Missionários da Luz André Luiz) 6. Quais as funções do períspirito na Mediunidade? a) O perispírito preside às manifestações anímico-mediúnicas, desdobra-se durante o transe magnético, sonambúlico e mediúnico, quando então se projeta na dimensão extrafísica, visita colônias espirituais e torna- se, por vezes, visível em lugares distantes e também tangível. b) “(...). Os processos mentais são expressões da atividade espiritual com repercussões na estrutura física cerebral. A participação do cérebro é meramente instrumental. ” “Sabemos também que a ação do espírito sobre o cérebro, ao integrar elementos de classes diferentes (mente e matéria), implica a existência de um terceiro elemento, transdutor desse processo, que transmite e transfere as "ideias" geradas pelo espírito em fluxo de pensamento expresso pelo cérebro. ” “Esse elemento intermediário, que imprime ao corpo físico as diretrizes definidas pelo espírito, constitui nosso corpo espiritual ou perispírito. ” “Após a morte, o espírito permanece com seu corpo espiritual, o qual permite sua integração no ambiente espiritual onde vive. É por esse corpo semi-material, de que dispõem também os espíritos desencarnados, que se tornam possíveis as chamadas comunicações mediúnicas. ” (Revista Cristã de Espiritismo nº 01, págs. 10-15) c) O perispírito processa a comunicação entre um plano e outro, mas é o cérebro do médium quem vai nos dar o texto final da linguagem usada nessas comunicações. 7. Como se dá a interação entre Espírito e médium para produzir o fenômeno mediúnico? a) “O ato mediúnico é o momento em que o espírito comunicante e o médium se fundem, na unidade psicoativa da comunicação. O espírito aproxima-se do médium e o envolve nas suas vibrações espirituais. Essas vibrações irradiam-se do seu corpo espiritual atingindo o corpo espiritual do médium. A esse toque vibratório, semelhante ao de um brando choque elétrico, reage o perispírito do médium. Realiza- se a fusão fluídica. Há uma simultânea alteração no psiquismo de ambos. Cada um assimila um pouco do outro. Uma percepção visual desse momento comove o vidente que tem a ventura de captá-la. As irradiações perispirituais projetam sobre o rosto do médium a máscara transparente do espírito. (...) Essa superposição de planos dá aos videntes a impressão de que o espírito comunicante se incorpora no médium. Daí a errônea denominação de incorporação para as manifestações orais. O que se dá não é uma incorporação, mas uma interpenetração psíquica, como a da luz atravessando uma vidraça. Ligados os centros vitais de ambos, o espírito se manifesta emocionado, reintegrando-se nas sensações da vida terrena, sem sentir o peso da carne. O médium, por sua vez, experimenta a leveza do espírito, sem perder a consciência de sua natureza carnal, e fala ao sopro do espírito, como um intérprete que não se dá ao trabalho da tradução. ” (Mediunidade – Herculano J. Pires – Cap. 5) b) “No momento em que exerce a sua faculdade, às vezes, está o médium num estado, mais ou menos acentuado, de crise. É o que o fadiga e é por isso que necessita de repouso. Porém, habitualmente, seu estado não difere de modo sensível do estado normal, sobretudo se se trata de médiuns escreventes. ” (Livro dos Médiuns- Item 223- subitem 1) c) “O Espírito comunicante transmite diretamente o seu pensamento ou tem como intermediário o Espírito do médium? R- “O Espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo que serve para a comunicação e porque é necessária essa cadeia entre vós e os Espíritos comunicantes, como é necessário um fio elétrico para transmitir uma notícia à distância, e na ponta do fio uma pessoa inteligente que a receba e comunique. ” (Livro dos Médiuns- Item 223 subitem 6) d) “O Espírito do médium exerce influência sobre as comunicações, porquanto, se estes não lhe são simpáticos, pode ele alterar-lhes as respostas e assimilá-las às suas próprias ideias e a seus pendores; não influencia, porém, os próprios Espíritos, autores das respostas; constitui-se apenas em mau intérprete. (Livro dos Médiuns- Item, Questão 223 – Item 7)
  4. 4. 4 e) O Espírito do médium é passivo quando não mistura suas próprias ideias com as do Espírito que se comunica, mas nunca é inteiramente nulo. Seu concurso é sempre indispensável, como o de um intermediário, embora se trate dos que chamais médiuns mecânicos”. (Livro dos Médiuns. Questão. 223 – Item 10). 8. Existe alguma especificidade desse processo na Psicofonia? “O Espírito atua sobre os órgãos da palavra, como atua sobre a mão dos médiuns escreventes. Querendo comunicar-se, o Espírito se serve do órgão que se lhe depara mais flexível no médium. A um, toma da mão; a outro, da palavra; a um terceiro, do ouvido. ” (Livro dos Médiuns, Capítulo XIV – Item 166) 9. Há alguma diferença desse processo em relação à psicografia? a) “(...) A transmissão da mensagem não será simplesmente "tomar a mão”. (...). Transmitir mensagens de uma esfera para outra, no serviço de edificação humana demanda esforço, boa vontade, cooperação e propósito consistente. É natural que o treinamento e a colaboração espontânea do médium facilitem o trabalho; entretanto, de qualquer modo, o serviço não é automático... requer muita compreensão, oportunidade e consciência. O intermediário não pode improvisar o estado receptivo. A sua preparação espiritual deve ser incessante. Qualquer incidente pode perturbar-lhe o aparelhamento sensível. Além disso, a cooperação magnética do plano espiritual é fundamental para a execução da tarefa”... (Missionários da Luz - Cap. 1) b) A transmissão do pensamento também se dá por meio da alma do médium. “O Espírito livre, neste caso não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica. A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. (...) Em tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre e o transmite. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. É o que chamam médium intuitivo. (Livro dos Médiuns. Cap. XV it 180) 10. Como ocorre a vidência mediúnica? a) “Alguns (médiuns) gozam dessa faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados, e conservam lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo. Raro é que esta faculdade se mostre permanente (...) O médium vidente julga ver com os olhos, como os que são dotados de dupla vista; mas, na realidade, é a alma quem vê e por isso é que eles tanto veem com os olhos fechados, como com os olhos abertos” b) “A faculdade consiste na possibilidade, senão permanente, pelo menos muito frequente de ver qualquer Espírito que se apresente, ainda que seja absolutamente estranho ao vidente. A posse desta faculdade é o que constitui, propriamente falando, o médium vidente”. c) “A faculdade de ver os Espíritos pode, sem dúvida, desenvolver-se, mas é uma das de que convém esperar o desenvolvimento natural, sem o provocar, em não se querendo ser joguete da própria imaginação. “ (Livro dos Médiuns. Cap. XIV item 167,168 e 169) 11. Que interferências ou intercorrências podem prejudicar o processo mediúnico? I) A falta de estudo e a educação deficitária do tarefeiro. “Indispensável se faz o estudo prévio da teoria, para todo aquele que queira evitar os inconvenientes peculiares à experiência. ” (O Livro dos Médiuns - item 211) “Centenas de companheiros partem daqui anualmente, aliando necessidades de resgate ao serviço redentor. (...) alguns alcançaram resultados parciais nas tarefas a desenvolver, mas a maioria tem fracassado ruidosamente. (...) A causa geral dos desastres mediúnicos é a ausência da noção de responsabilidade e da recordação do dever a cumprir” (Os Mensageiros – Cap. 6) II). As perturbações espirituais e influenciações obsessivas. “(...) espíritos malfeitores se ligam aos grupos, do mesmo modo que aos indivíduos. Ligam-se, primeiramente, aos mais fracos, aos mais acessíveis, procurando fazê-los seus instrumentos e gradativamente vão envolvendo os conjuntos, por isso que tanto mais prazer maligno experimentam, quanto maior é o número dos que lhes caem sob o jugo. ” (...) Todas as vezes, pois, que num grupo, um dos seus componentes cai na armadilha, cumpre se proclame que há no campo um inimigo, e que todos se ponham em guarda, visto ser mais que provável a multiplicação de suas tentativas (...) não se deve, sequer, esperar que os primeiros sintomas se manifestem e cuidar de preveni-lo. Para isso dois meios há eficazes: a prece feita do coração e o estudo atento dos menores sinais que revelam a presença de Espíritos mistificadores.
  5. 5. 5 III) O ambiente das reuniões. a) “A sala mediúnica não é apenas o ambiente cirúrgico para realizações de longo curso no cerne do perispírito dos encarnados como dos desencarnados, mas também, campo experimental de adaptações em que se plasmam retornos à atividade, em que se anulam fixações mentais que produzem danos profundos nas tecelagens sensíveis do espírito. Igualmente é o abençoado lugar em que o Mestre divino estagia como responsável pela manipulação de novas produções de amor. ” (Depoimentos Vivos – João Cleofás – Cap. 5) b). Muitos fluidos utilizados nas reuniões, para formar imagens sugestivas e para a magnetização necessária, vêm das doações de todos os componentes da reunião quando unidos de forma harmônica, o que também favorece a recepção das ideias que o Mentor transmite ao doutrinador. (Obsessão e Desobsessão-Suely Schubert- Cap. 6) “Pode-se, pois, estatuir como princípio que todo aquele que numa reunião espírita provoca desordem, ou desunião, ostensiva ou sub-repticiamente, por quaisquer meios, é, ou um agente provocador, ou, pelo menos, um mau espírita, do qual cumpre que os outros se livrem o mais depressa possível”. “Além dos notoriamente malignos, que se insinuam nas reuniões, há os que, pelo próprio caráter, levam consigo a perturbação a toda parte aonde vão: nunca, portanto, será demasiada toda a circunspeção, na admissão de elementos novos. ” (Livro dos Médiuns - último parágrafo do item 337 e 338) IV) O estado de sonolência ou mesmo o sono dos tarefeiros. a) “Não raro, em pleno serviço de socorro aos desencarnados, soam alarmes solicitando atendimento aos membros da esfera física, que se desequilibram facilmente, deixando-se anestesiar pelos tóxicos do sono fisiológico ou pelas interferências da hipnose espiritual inferior, quando não derrapam pelos desvios mentais das conjecturas perniciosas a que se aclimataram e em que se comprazem. ” (Grilhões Partidos – Prolusão) b) “Alinhando apontamentos sobre a mediunidade, não será lícito esquecer algumas considerações em torno do animismo ou conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação. c) Temos aqui muitas ocorrências que podem repontar nos fenômenos mediúnicos de efeitos físicos ou de efeitos intelectuais, com a própria Inteligência encarnada comandando manifestações ou delas participando com diligência, numa demonstração que o corpo espiritual pode efetivamente desdobrar-se e atuar com os seus recursos e implementos característicos, como consciência pensante e organizadora, fora do carro físico. d) A tese animista é respeitável. Partiu de investigadores conscienciosos e sinceros, e nasceu para coibir os prováveis abusos da imaginação; entretanto, vem sendo usada cruelmente pela maioria dos nossos colaboradores encarnados, que fazem dela um órgão inquisitorial, quando deveriam aproveitá-la como elemento educativo, na ação fraterna. Milhares de companheiros fogem ao trabalho, amedrontados, recuam ante os percalços da iniciação mediúnica, porque o animismo se converteu em Cérbero. Afirmações sérias e edificantes, tornadas em opressivo sistema, impedem a passagem dos candidatos ao serviço pela gradação natural do aprendizado e da aplicação. Reclama-se deles precisão absoluta, olvidando-se lições elementares da natureza. Recolhidos ao castelo teórico, inúmeros amigos nossos, em se reunindo para o elevado serviço de intercâmbio com a nossa esfera, não aceitam comumente os servidores, que hão de crescer e de aperfeiçoar-se com o tempo e com o esforço. Exigem meros aparelhos de comunicação, como se a luz espiritual se transmitisse da mesma sorte que a luz elétrica por uma lâmpada vulgar. Nenhuma árvore nasce produzindo, e qualquer faculdade nobre requer burilamento. A mediunidade tem, pois sua evolução, seu campo, sua rota. Não é possível laurear o estudante no curso superior, sem que ele tenha tido suficiente aplicação nos cursos preparatórios, através de alguns anos de luta, de esforço, de disciplina. (No Mundo Maior – André Luiz - cap. 9 – fala do Espírito Calderaro) e) (...). Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. O cuidado que se torna necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um estigma, e sim ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos espíritos comunicantes. ” (Diversidades dos Carismas – Hermínio Correia de Miranda) ************************

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