03 de abril de 2009BA: Artista transforma papelão eminstrumentos percussivosTags:Bahia, baleia, Carlinhos Brown, inovações...
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Baleia que todos os anos "desfila" no carnaval de ItapuãPara Ives Quaglia, a revolta não vem da ausência de remuneração,ma...
Um abraço.         Belo Horizonte - Minas Gerais. O seu tambor é vendido para         outros Estados? Um abraço. Iuri ador...
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Instrumentos de Papelão

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Instrumentos de Papelão

  1. 1. 03 de abril de 2009BA: Artista transforma papelão eminstrumentos percussivosTags:Bahia, baleia, Carlinhos Brown, inovações, Ives Quaglia, Musica,papelamento, papelão, percussão, plágio - iurirubim às 15:11Já imaginou uma bateria de 80 músicos tocando instrumentos… depapelão? O artista plástico e inventor Ives Qualglia teve essa visãoe, desde 2002, passou a fabricar marcações, timbaus, repiques,pandeiros, moringas, tamborins e muitos outros tendo como principalmatéria-prima o papelão.Além do papelão, são utilizados eventualmente madeira, tecido epapéis diversos. Para o lugar das peles (membranas tocadas com asmãos), o artista utiliza garrafas plásticas, radiografias e outrosmateriais similares.- Cato, literalmente, o lixo da rua. Estamos mudando o conceitocontemporâneo de lixo. Encontramos papelão, madeira, radiografias,garrafas pet… e conseguimos construir instrumentos, seja ele qual for- afirma Ives Quaglia.
  2. 2. Ives Quaglia, "tirando um som" até de lixeira de papel feita por eleHá muitos anos, Ives desenvolve uma pesquisa sobre aspossibilidades do papelamento, a técnica de construir objetos a partirda sobreposição e modelagem de camadas de papel. As primeirasexperiências de produção de instrumentos aconteceram em 2002,quando coordenou as Oficinas de Instrumentos Percussivos do blocoMalê Debalê.- Eu transformo o papel em madeira. Faço o processo inverso. Amadeira não é constituída de fibras sobrepostas? Claro que é umareinterpretação, mas faço o mesmo com papel e construo objetoscom a tão firmes quanto madeira. Com a vantagem que aspossibilidades de modelagem são infinitas! - assegura o artista.O sonho de Ives é formar uma bateria com 80 músicos tocando"instrumentos verdes"Segundo Quaglia, os instrumentos construídos de papelão têm avantagem adicional de possuírem extrema leveza e durabilidade.
  3. 3. Para demonstrar o seu ponto de vista, ele simplesmente arremessaum timbau no chão - algo impensável de se fazer com uminstrumento tradicional. Logo depois, recolhe o instrumento, semnenhum dano aparente.- Os objetos têm leveza e durabilidade. Resistem inclusive à água. E,caso ocorra de terem algum dano, basta “papelar” novamente -argumenta com tranqüilidade o artista.O uso do papel vai além da estrutura dos instrumentos. Durante aentrevista, o artista plástico me mostra um outro instrumento -Xequerê -, cujas contas responsáveis por sua sonoridade são feitasde papel.Xequerê: até as contas são de papelNa “fábrica” de Ives Quaglia ainda há espaço para mais inovação. Elenão apenas copia objetos existentes, como cria novos instrumentospercussivos.Filho de pescador, nomeia todas suas criações fazendo analogias como universo marinho. Aponta para dois instrumentos e diz: “aqueles alisão baiacu e cachimbau”.
  4. 4. Radiografias e garrafas pet no lugar da "pele" dos tamboresO artista também criou um sistema próprio de afinação dosinstrumentos, para garantir a qualidade do som produzido por eles.- Tudo o que produzo aqui testo com amigos músicos, que vão medando retorno e sugerindo melhorias. Não sou músico, mas sei queeste trabalho tem dado uma grande repercussão na área musical. Éum novo paradigma, né? - explica.O artista desenvolveu um sistema de afinação próprio para seusinstrumentosDesde novembro de 2005, o artista trabalha com um grupopercussivo de instrumentos confeccionados com materiaisreutilizáveis, o Bandodipapel, formado com 30 componentespercussionistas e 10 dançarinas.
  5. 5. Com adereços criados e confeccionados também na técnica dopapelamento, o grupo acompanha várias festas populares,especialmente as que acontecem em Itapuã.Criar e educarAos 49 anos, Ives Quaglia é também professor concursado do Estadoda Bahia, atualmente cedido à Escola Percussiva Pracatum, fundadapor Carlinhos Brown.A Pracatum é um dos locais em que o artista une as suas duaspaixões: criar e ensinar. Definindo-se como arte-educador, Ivesexplica que a própria confecção das obras é uma ação educativa.Ives Quaglia em seu estúdio“O processo de confecção das obras é produto de um contexto, umaação coletiva. Não dá para eu ficar isolado com esse conhecimento”,revela o artista, que afirma sempre construir os objetoscompartilhando a sua.Faz questão de que parte significativa dos materiais utilizados sejacoletada e/ou aproveitada do universo da Instituição ou da localidadepróxima (rua, bairro, região), dando um caráter de identidade epertencimento desde o início da concepção da proposta.Acusação de plágio no carnaval 2009O clima da entrevista fica automaticamente tenso quando IvesQuaglia me fala sobre o carnaval de 2009. Assegura que a baleia degarrafas pet de 10 metros assinada pelo artista plástico RayVianna e exibida por Carlinhos Brown em seu Camarote Andanteseria uma cópia de um projeto seu.
  6. 6. - Fui convidado para fazer esse trabalho com ele (Vianna) por umaONG inglesa chamada Global Ocean. Era fazer uma interferênciadentro do carnaval, uma baleia de garrafas pet. Então eu socializeicom ele todo o trabalho que venho fazendo há anos em Itapuã, tantoque a baleia dele é igual à minha, uma jubarte, as mesmascaracterísticas - afirma.O projeto, entretanto, não foi adiante por desistência da ONG, quealegou falta de recursos.Projeto da baleia de IvesIves conta se sentiu traído por Ray Vianna, amigo de infância dele,quando soube que o bloco de Brown teria como tema o aquecimentoglobal e exibiria a baleia que ele havia projetado.- É muita coincidência uma baleia nas mesmas proporções, nasmesmas dimensões do meu projeto, aparecer de repente no carnaval.Então a força divina que deve ter colocado essas informações todasna mão lá dele - afirma.Confrontado com a resposta do “ex-amigo”, que nega ter usado oprojeto de Ives, o artista plástico de Itapuã reage com mais ironia:- Não é o carnaval de “vamos beijar na boca”? Ele deu uma chupadana gente daquele jeito bastante peculiar do carnaval, na tora. E semcreditar. Tanto que os efeitos especiais da baleia que são borrifarconfete, borrifar água e balançar a calda são do meu projeto -enfatiza.
  7. 7. Baleia que todos os anos "desfila" no carnaval de ItapuãPara Ives Quaglia, a revolta não vem da ausência de remuneração,mas pela falta de reconhecimento de seu trabalho.- Não estou querendo cobrar nada dele, acho até constrangedor estarme posicionando. Quero apenas o reconhecimento de um trabalhoque já vem sendo feito há anos dentro da comunidade de Itapuã. Nãosou só eu não. Isso tem a ver com todo o sentimento depertencimento de uma comunidade do trabalho que vem sendo feitohá anos durante o carnaval. Ele se nega a se manifestar - conclui.3 Comentários: 1. Infelizmente esse tipo de coisa - plágio - acontece mais frequentemente do que imaginamos. Outros trabalhos serão reconhecidos porque Ives é talentoso. Parabéns pelos instrumentos! Quero ver apresentações da Banda! Abraço, Junia Comentário por Junia — 7 de abril de 2009 @ 10:01 2. Parabéns Iuri, adorei a entrevista. Parabéns Ives, seu trabalho é belo! Sobre a baleia, entendo com vc se sente. Sugiro que vc fique tranquilo. A vida dá muitas voltas. Como dizem os praticantes de Ioga: Faça a sua prática e tudo virá. Abração. Comentário por Clara F. Trigo — 7 de abril de 2009 @ 11:35 3. O mundo gira, haverá outros grupos que irão precisar da sua criação e você fará melhor do que foi feito. Adorei seu trabalho.
  8. 8. Um abraço. Belo Horizonte - Minas Gerais. O seu tambor é vendido para outros Estados? Um abraço. Iuri adorei seu blog. Comentário por Hermes Perdigão — 28 de agosto de 2009 @ 13:26Fonte:http://iurirubim.blog.terra.com.br/2009/04/03/ba-artista-transforma-papelao-em-instrumentos-percussivos/

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