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Sessão técnica CICCOPN - 11 de dezembro

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Sustentabilidade - o novo paradigma do sector da construção
Luís Bragança | Universidade do Minho

Publicada em: Engenharia
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Sessão técnica CICCOPN - 11 de dezembro

  1. 1. Sustentabilidade O Novo Paradigma do Sector da Construção Luís Bragança
  2. 2. Os novos desafios da actualidade Ambiente Aquecimento global Fim da energia “barata” Água Poluição Gases de efeito de estufa
  3. 3. Problemas, preocupações e desafios Envelhecimento da população Protecção social Saúde Crescimento económico Segurança Emprego
  4. 4. O maior desafio – A Competição Global Novas tecnologias Produtos Inovadores Baixos salários USA JAPAN TAIWAN CHINA INDIA Malaysia, Singapour, … Investimento em alta tecnologia
  5. 5.  É um dos sectores económicos mais importantes, no entanto, continua a basear-se excessivamente nos sistemas construtivos convencionais e na utilização de mão-de-obra não qualificada sendo responsável por: • excessiva utilização de recursos naturais • excessivo consumo de energia • excessiva produção de resíduos Recentemente, o impacto ambiental da construção ganhou uma importância crescente e passou a constituir o tema-chave para todos os profissionais do sector O Setor da Construção
  6. 6. IMPACTO AMBIENTAL  ~50% das matérias primas retiradas da crosta terrestre são utilizadas na construção  Produção de ~1/3 das emissões dos gases de efeito de estufa (GEE)  A maior parte dos resíduos são resultantes das actividades de construção e demolição O Setor da Construção IMPACTO ECONÓMICO  A indústria da construção representa aproximadamente 9,9% do PIB e assegura a formação de cerca de 50,8% da capital fixo bruto  A indústria da construção é um “motor” da economia 1 Excluindo a Letónia, Lituânia e Malta IMPACTO SOCIAL  Existem 2,4 milhões de empresas, na UE (22 países)1, das quais 97% são PME’s com menos que 20 empregados, o que faz da indústria da construção a maior indústria empregadora da Europa, o que implica importantes responsabilidades sociais  Directa ou indirectamente emprega ~14 milhões de trabalhadores na UE (22 países)1, representando um total de 7,2% de emprego
  7. 7. O que é Sustentável ? O que não é Sustentável ? Sustentabilidade
  8. 8. Materiais de Construção
  9. 9. Materiais de Construção
  10. 10.  Durante muitos anos, o fator Económico foi considerado o aspeto mais importante e, praticamente, quase o único considerado. Desenvolvimento Sustentável (DS) + Factores Ambientais e Socio-Culturais Critérios para a sustentabilidade
  11. 11. Os edifícios só podem ser considerados como “sustentáveis” quando TODAS as dimensões da sustentabilidade estão equilibradas: - Dimensão Ambiental - Dimensão Económica - Dimensão Sócio-cultural Pressão ambiental Qualidade do ar interior Consumo de recursos Eficiência energética e Consumo de água Conforto Custos de Ciclo de vida Construção Sustentável
  12. 12.  Existem diversas prioridades que contribuem para que a Construção se aproxime cada vez mais das metas e objectivos do “Desenvolvimento Sustentável”. Essas medidas podem ser consideradas os pilares da Construção Sustentável: Construção Sustentável Maximizar a durabilidade Planear a conservação e a reabilitação Utilizar materiais eco-eficientes Diminuir o peso Minimizar a produção de resíduos Diminuir os custos Garantir condições de hig. e seg. nos trabalhos Economizar Energia e água Assegurar a salubridade dos edifícios Prioridades na Construção
  13. 13. Ferramenta para a Construção Sustentável SBToolPT
  14. 14. OBJECTIVOS DO SISTEMA Desenvolver um sistema de avaliação da sustentabilidade adaptado ao contexto nacional e baseado na metodologia global SBTool ; Estar harmonizado com as normas ISO CEN/TC350 “ Sustainability of Construction Works – Assessment of Environmental Performance of Buildings”; Incluir as três dimensões do Desenvolvimento Sustentável; Apresentar uma lista de parâmetros que seja suficientemente extensa para incluir os impactes mais importantes dos edifícios e ao mesmo tempo o mais reduzida possível para potenciar a sua utilização na prática.
  15. 15. OBJECTIVOS DO SISTEMA (cont.) Limitar o uso de critérios subjectivos e/ou qualitativos, que são de difícil avaliação (por exemplo, a estética e a inovação tecnológica); Aumentar a fiabilidade dos resultados obtidos, através da utilização de métodos LCA na avaliação do desempenho ambiental; Desenvolver um sistema de avaliação e um certificado que sejam facilmente compreendidos e assimilados por todos os intervenientes.
  16. 16. ESTRUTURA DO SISTEMA SBToolPT
  17. 17. DIMENSÕES, CATEGORIAS E PARÂMETROS C1) Alterações climáticas e qualidade do ar exterior; C2) Uso do solo e biodiversidade; C3) Energia; C4) Utilização de materiais e resíduos sólidos; C5) Utilização de água e efluentes. C9) Custos de ciclo de vida. CATEGORIAS EM AVALIAÇÃO Ambiente Sociedade Economia C6) Conforto e saúde dos ocupantes; C7) Acessibilidade; C8) Sensibilização e educação para a sustentabilidade.
  18. 18. Categorias e parâmetros ambientais (15) Dimensão Categorias Parâmetros PID DA - Ambiental C1 - Alterações climáticas e qualidade do ar exterior  Valor agregado das categorias de impacte ambiental de ciclo de vida do edifício por m2 de área útil de pavimento e por ano P1 C2 – Uso do Solo e Biodiversidade  Percentagem utilizada do índice de utilização líquido disponível P2  Índice de impermeabilização P3  Percentagem da área de intervenção previamente contaminada ou edificada P4  Percentagem de áreas verdes ocupadas por plantas autóctones P5  Percentagem de área em planta com reflectância igual ou superior a 60% P6
  19. 19. Dimensão Categorias Parâmetros PID DA - Ambiental C3 - Eficiência Energética  Consumo de energia primária não renovável na fase de utilização P7  Quantidade de energia que é produzida no edifício através de fontes renováveis P8 C4 - Materiais e resíduos sólidos  Percentagem em custo de materiais reutilizados P9  Percentagem em peso do conteúdo reciclado do edifício P10  Percentagem em custo de produtos de base orgânica que são certificados P11  Percentagem em massa de materiais substitutos do cimento no betão P12  Potencial das condições do edifício para a promoção da separação de resíduos sólidos P13 C5 - Utilização eficiente da água e efluentes  Volume anual de água consumido per capita no interior do edifício P14  Percentagem de redução do consumo de água potável P15 Categorias e parâmetros ambientais (cont.)
  20. 20. Dimensão Categorias Parâmetros PID DS – Dimensão Social C6 - Conforto e saúde dos ocupantes  Potencial de ventilação natural P16  Percentagem em peso de materiais de acabamento com baixo conteúdo de COV P17  Nível de conforto térmico médio anual P18  Média do Factor de Luz do Dia Médio P19 Nível médio de isolamento acústico P20 C7 - Acessibilidade  Índice de acessibilidade a transportes públicos P21 Índice de acessibilidades a amenidades P22 C8 – Sensibilização e educação para a sustentabilidade  Disponibilidade e conteúdo do Manual de Utilização do edifício P23 Categorias e parâmetros sociais (8)
  21. 21. Dimensão Categorias Parâmetros PID DE - Económica  Custos de ciclo de vida  Valor do custo do investimento inicial por m2 de área útil P24  Valor actual dos custos de utilização por m2 de área útil P25 Categorias e parâmetros económicos (2)
  22. 22. Certificação da Sustentabilidade das Construções Projectista/ Promotor Metodologia SBToolPT + Projecto Bem instruídoiiSBE Portugal Não Sim Avaliador Qualificado em ACS Avaliação e Certificação iiSBE Portugal iiSBE Internacional Certificado de Sustentabilidade
  23. 23. Características da ferramenta SBToolPT • Resposta à crescente necessidade de avaliar a sustentabilidade dos edifícios • Utiliza os mais recentes conhecimentos sobre Construção Sustentável a nível internacional • Utiliza conceitos de Construção Sustentável amplamente aceites • Metodologia global integrando holisticamente os conceitos de Construção Sustentável
  24. 24. Características da ferramenta SBToolPT • Aplicável a Edifícios Novos e à Reabilitação de Edifícios Existentes • Objectividade: diferentes utilizadores obtêm os mesmos resultados • Facilidade de utilização: número de indicadores compacto e, ao mesmo tempo, suficientemente alargado para poder incluir os aspectos mais relevantes da sustentabilidade • Estimula a criatividade e inovação: são usados critérios de desempenho (performance) e não critérios prescritivos
  25. 25. Características da ferramenta SBToolPT • Sistema de avaliação voluntário • Baseado na ferramenta internacional SBTool • Sistema aberto: todos têm acesso à informação • Sistema de avaliação independente - Não há conflito de interesses • Adaptado a Portugal
  26. 26. Potencialidades da ferramenta SBToolPT A avaliação objectiva da sustentabilidade permite: • Promoção de práticas de projecto e construção mais sustentáveis • Implementação prática de esquemas de incentivos públicos e privados à construção sustentável • Projectistas: podem utilizar a ferramenta para comunicar com os clientes acerca do nível de sustentabilidade que se pretende atingir • Promotores: podem ter um instrumento para determinar o valor de venda dos seus edifícios num contexto de sustentabilidade • Clientes: podem obter informação de confiança acerca da sustentabilidade do edifício antes de o adquirirem ou de o arrendarem
  27. 27.  A concepção, construção e utilização sustentável de edifícios baseia-se na procura do melhor compromisso entre: • Factores ambientais - associados ao impacte ambiental; • Factores sociais - associados ao conforto dos utilizadores, entre outros; • Factores económicos - associados aos custos de ciclo de vida.  A sustentabilidade depende: • da importância relativa que se atribui a cada uma das dimensões do desenvolvimento sustentável; • dos indicadores considerados para a sustentabilidade; • do tipo de utilização do edifício; • de factores sócio-culturais, económicos e dos problemas ambientais específicos de uma determinada região. Considerações finais
  28. 28. É necessário e urgente melhorar a qualidade de vida de todos !!!.... Promover o desenvolvimento sustentável Conservar e utilizar melhor os recursos naturais Reduzir e prevenir a poluição ambiental
  29. 29. Associação iiSBE Portugal “Para que o meio construído seja cada vez mais compatível com o Desenvolvimento Sustentável” www.iisbeportugal.org
  30. 30. Está simultaneamente nas nossas mãos e nas mãos dos serviços públicos a alteração das práticas e comportamentos !!!... e, dispomos das ferramentas necessárias para fazer a diferença !!!... Obrigado pela vossa atenção!

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