ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GRAVIDEZ

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Descreve as principais alterações que ocorre durante uma gestação fisiológicas correlacionando sumariamente as causas dessas alterações.

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ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GRAVIDEZ

  1. 1. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GRAVIDEZ
  2. 2. “. ) ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GRAVIDEZ “A mulher grávida, enfim, tem qualquer coisa nela que a completa como parte de si mesma. • Mas essa parte, ela a perderá. Antes de tê-la, ela estava em errância, como uma alma penada, procurando. Após o parto, acabou: ela não tem mais. Depois de toda poderosa, a aniquilação. O recém-nascido, a criança, é irremediavelmente “outro.” Eugénie Lemoine (Partage des femmes Chirlei A Ferreira
  3. 3. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GRAVIDEZ IMAGENS ULTRASSONOGRÁFICAS Chirlei A Ferreira
  4. 4. IMAGENS DE UM FETO PERFEITO AO ULTRASSOM IMAGEM EM 2D IMAGEM EM 3D Chirlei A Ferreira
  5. 5. IMAGENS DE UM FETO PERFEITO AO ULTRASSOM ULTRASSONOGRAFIA 3D • Importante para visibilização de pequenas má-formações: lábios, dedos, fechamento completo de coluna • NÃO É ESSENCIAL • O ultrassonografista visualização todas as alterações também em 2D – duas dimensões. Chirlei A Ferreira
  6. 6. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA GRAVIDEZ MUDANÇAS FISIOLOGICAS Chirlei A Ferreira
  7. 7. MUDANÇAS EXTERNAS QUE PODEM OCORRER ECTOSCOPIA • Pode ocorrer mudança na pilificação; • Presença de manchas em região de face, denominadas cloasma gravídico devido ao maior nível hormonal. Chirlei A Ferreira
  8. 8. MODIFICAÇÃO DO ABDOMEN MEDIDAS DO TAMANHO UTERINO • A medida com fita métrica a partir da sínfise púbica até o fundo uterino nos permite avaliar o bom crescimento fetal. • O útero cresce um (1) centímetro por semana, sendo que as quatro (4) primeiras semanas encontra-se intra-pelve, não sendo possível sua medição. • Essa medida diante de uma ausência da data da última menstruação nos permite estimar a idade fetal: acrescentando a medida o valor 4, ou seja, a medida da fita de 28 cm associado a 4 centímetros iniciais que eu não media, permite que eu estime a idade gestacional em 32 semanas. Chirlei A Ferreira
  9. 9. MODIFICAÇÃO DO ABDOMEN • O crescimento abdominal pode levar a distensão abrupta da pele e essa apresentar lacerações que denominamos ESTRIAS. Chirlei A Ferreira
  10. 10. MODIFICAÇÃO DA MAMA • Há um crescimento global da mama, com aumento da aréola; • Aumento da vascularização formando uma rede que é chamada de REDE DE HALLEY, • O aumento da aréola é acompanhada do aumento das glândulas sebáceas presente nessa que é denominado de TUBERCULOS DE MONTGOMERY, • Há um aumento do mamilo; • Perda dos limites da coloração areolar que se torna mais evidente. Chirlei A Ferreira
  11. 11. MODIFICAÇÃO DOS VASOS VENOSOS • Durante a gestação toda a musculatura lisa se torna mais elástica; • Há aumento do volume plasmático e dificuldade de retorno venoso, principalmente, nos membros inferiores favorecendo o aparecimento das varizes; • Que associado a predisposição e a falta de cuidado pode chegar a casos graves de varicosidades, como na foto ao lado. Chirlei A Ferreira
  12. 12. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS NO SISTEMA CIRCULATÓRIO • CORAÇÃO – Ocorre um aumento da frequencia cardíaca (10-15 bpm) – Horizontalização cardíaca, desvio para esquerda, desdobramento de B1 e em 90% dos casos há um SS discreto. • DÉBITO CARDÍACO * diminuição da resistência vascular periférica; * resposta inotrópica e cronotrópica positiva em relação ao aumento do metabolismo e do peso • VOLUME PLASMÁTICO • * aumento de 40- 50 % do plasma; * aumento de 20-30 % das hemáceas • PRESSÃO ARTERIAL – Alguns autores relatam uma pequena diminuição no segundo trimestre Chirlei A Ferreira
  13. 13. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO • HIPERVENTILAÇÃO: leva a um aumento discreto da freqüência respiratória e a um aumento de 40-50 % do volume corrente. diminuição do pCO2 excreção de NaHCO3 “Alcalose respiratória compensada” Chirlei A Ferreira
  14. 14. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO TRATO GASTROINTESTINAL • Alteração da posição dos órgãos abdominais; • Alteração da motilidade e do tônus; • Queixas freqüentes: azia, pirose, epúlide, mamilos hemorroidários; • Fígado: aumento da fosfatase alcalina, dimuição da albumina e colinesterase; • Vesícula biliar: hipotônica, bile espessa, distendida. Chirlei A Ferreira
  15. 15. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO SISTEMA URINÁRIO • RINS: aumento discreto do tamanho, aumento do IFG e do RFG; • URETERES: dilatam mais acentuadamente a direita e alongam; • BEXIGA: alteração da posição, elevação e espessamento do trígono. Chirlei A Ferreira
  16. 16. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DOS ÓRGÃOS PÉLVICOS • Há uma preparação para o parto que se inicia já logo no início com as contrações uterinas; • Um grande aporte sanguíneo direciona para toda a área e os órgãos se torna violáceos, bastante elásticos, podendo ocorrer a eversão do epitélio glandular no colo por ação hormonal (como na foto); • Os ossos pélvicos sob ação da relaxina se tornam mais flexíveis em suas áreas de contato para favorecer o momento do parto. Chirlei A Ferreira
  17. 17. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DOS ÓRGÃOS PÉLVICOS • Toda a preparação tem o objetivo de que no momento do parto vaginal tenha condições de distensibilidade suficiente para a passagem do feto – a figura ao lado nos mostra em seu lado esquerdo as diversas vísceras sem a contração do polo cefálico que é visto a direita da imagem; • Nesse processo pode ocorrer distensões e prolapsos dos órgãos próximos: reto, bexiga, uretra e a musculatura Chirlei A Ferreira
  18. 18. Afinal não há palavras que consigam expressar o podemos ver nessas fotos.. Abraços, Dra.Chirlei A Ferreira Chirlei A Ferreira
  19. 19. ANOMALIAS MÜLLERIANAS Chirlei A Ferreira

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