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ABDOMEN AGUDO GINECOLÓGICO
ABDOMEN AGUDO GINECOLÓGICO “Mulheres e homens, em função da organização social das relações de gênero, também estão expostos a padrões distintos de sofrimento, adoecimento e morte”.  (MS 2004 Ano da Mulher) Chirlei A Ferreira
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ABDOMEN AGUDO GINECOLÓGICO CONCEITO CONDIÇÃO CARACTERIZADA POR DOR ABDOMINAL AGUDA ASSOCIADA À MANIFESTAÇÕES GERAIS E LOCAIS, DECORRENTE DE AFECÇÃO GINECOLÓGICA E/OU OBSTÉTRICA Chirlei A Ferreira Murta, et al. 2001. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. v. 28:1
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ALGORÍTMO PARA CONDUTA NA DOR PÉLVICA AGUDA Chirlei A Ferreira Consenso do XXVI Congresso Brasileiro de Cirurgia. Algoritmo no Diagnóstico do Abdome Agudo. Boletim CBC 2006
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CONSEQUÊNCIAS DA AUSÊNCIA DE TRATAMENTO OPORTUNO DA DIP R$25.462.880,531 é o custo de 93.040 internações com DIPA (2003/04), Mulheres que tiveram DIP têm probabilidade 6 a 10 vezes maior de desenvolver gravidez ectópica.  ,[object Object]
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 Mulheres jovens, baixa renda e escolaridadeChirlei A Ferreira (*) primo-infecção e recidiva, respectivamente FONTE: MS 2002
ETIOLOGIA Freqüentemente  é uma infecção polimicrobiana. Pode ser causada por micoplasma genitais,estreptococos, Mycobacterium tuberculosis,e as doenças sexualmente transmissíveis, sendo as mais comuns, Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae (40%-60% das vezes) Chirlei A Ferreira
ASPECTOS CLÍNICOS/DIAGNÓSTICO Dor à mobilização do colo   (“ grito de Douglas”), Dolorimento anexial, Dispareunia, Corrimento vaginal muco-purulento, Queixas urinárias, Sangramento intermenstrual, Anorexia, náuseas, vômitos, Febre maior que 38 °C (20-30% dos casos) No  diagnóstico clínico o valor de predição positiva  da forma aguda é de 65-90% em relação ao diagnóstico laparoscópico; A maioria dos episódios não são identificados, pois, a mulher pode ser assintomática, pouco sintomática ou apresentar sintomas atípicos. Chirlei A Ferreira
ASPECTOS CLÍNICOS/ DIAGNÓSTICO CLASSIFICAÇÃO DA DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA Chirlei A Ferreira Estádio I Salpingite Aguda Sem Peritonite Estádio II Salpingite aguda com peritonite Estádio III Salpingite aguda com sinais de oclusão tubária e/ou abscesso tubovariano Estágio IV Sinais clínicos de ruptura de abscesso tubovariano  ou comprovação ultrassonográfica de abscesso acima de 10 cm.

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Abdomen Agudo GinecolóGico

  • 2. ABDOMEN AGUDO GINECOLÓGICO “Mulheres e homens, em função da organização social das relações de gênero, também estão expostos a padrões distintos de sofrimento, adoecimento e morte”. (MS 2004 Ano da Mulher) Chirlei A Ferreira
  • 4. ABDOMEN AGUDO GINECOLÓGICO CONCEITO CONDIÇÃO CARACTERIZADA POR DOR ABDOMINAL AGUDA ASSOCIADA À MANIFESTAÇÕES GERAIS E LOCAIS, DECORRENTE DE AFECÇÃO GINECOLÓGICA E/OU OBSTÉTRICA Chirlei A Ferreira Murta, et al. 2001. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. v. 28:1
  • 5.
  • 6. Interação entre especialidades médicas
  • 7. Relevância dos aspectos clínicos
  • 8. Importância e gravidadeChirlei A Ferreira Murta, et al. 2001. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. v. 28:1
  • 9.
  • 10. Início de pré-natal tardio
  • 11. Doenças sexualmente transmissíveis Chirlei A Ferreira
  • 12. Chirlei A Ferreira DIPA INFERTILIDADE DST GRAVIDEZ ECTOPICA PRÉ-NATAL TARDIO GRAVIDEZ INDESEJADA ABORTO INSEGURO ABDOMEN AGUDO GINECOLÓGICOO CIRCUITO DA VULNERABILIDADE DA MULHER FRENTE AO CONTEXTO SOCIAL
  • 13.
  • 15.
  • 20.
  • 21. Gravidez ectópica 69% do abdome hemorrágico
  • 22. Torção anexial: 100% do abdome isquêmicosChirlei A Ferreira Murta, et al. 2001. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. v. 28:1
  • 23. ABORDAGEM DA DOR PÉLVICA AGUDA GINECOLÓGICA Chirlei A Ferreira
  • 24. ABORDAGEM DA DOR AGUDA GINECOLÓGICA Chirlei A Ferreira DOR PELVICA AGUDA Anamnese + exame ginecológico + exames complementares ALTERADOS NORMAIS Dor a mobilização do colo, sangramento vaginal anormal, massa anexial Causas não ginecológicas Causa ginecológica Zimmermmannet al., 2008
  • 25. ALGORÍTMO PARA CONDUTA NA DOR PÉLVICA AGUDA Chirlei A Ferreira Consenso do XXVI Congresso Brasileiro de Cirurgia. Algoritmo no Diagnóstico do Abdome Agudo. Boletim CBC 2006
  • 27. CAUSAS INFECCIOSAS DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA GINECOLÓGICA Endometrite, Salpingite, Abscesso tubo-ovariano, Peritonite generalizada . Peri-hepatite PÓS-ABORTO Infecções pós abortamento PÓS-CIRÚRGICA Infecções pós cirurgias pélvicas Chirlei A Ferreira
  • 28.
  • 30.
  • 31. Rompimento da barreira do colo: DIU, curetagem, biópsia endometrial
  • 32. Mulheres jovens, baixa renda e escolaridadeChirlei A Ferreira (*) primo-infecção e recidiva, respectivamente FONTE: MS 2002
  • 33. ETIOLOGIA Freqüentemente é uma infecção polimicrobiana. Pode ser causada por micoplasma genitais,estreptococos, Mycobacterium tuberculosis,e as doenças sexualmente transmissíveis, sendo as mais comuns, Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae (40%-60% das vezes) Chirlei A Ferreira
  • 34. ASPECTOS CLÍNICOS/DIAGNÓSTICO Dor à mobilização do colo (“ grito de Douglas”), Dolorimento anexial, Dispareunia, Corrimento vaginal muco-purulento, Queixas urinárias, Sangramento intermenstrual, Anorexia, náuseas, vômitos, Febre maior que 38 °C (20-30% dos casos) No diagnóstico clínico o valor de predição positiva da forma aguda é de 65-90% em relação ao diagnóstico laparoscópico; A maioria dos episódios não são identificados, pois, a mulher pode ser assintomática, pouco sintomática ou apresentar sintomas atípicos. Chirlei A Ferreira
  • 35. ASPECTOS CLÍNICOS/ DIAGNÓSTICO CLASSIFICAÇÃO DA DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA Chirlei A Ferreira Estádio I Salpingite Aguda Sem Peritonite Estádio II Salpingite aguda com peritonite Estádio III Salpingite aguda com sinais de oclusão tubária e/ou abscesso tubovariano Estágio IV Sinais clínicos de ruptura de abscesso tubovariano ou comprovação ultrassonográfica de abscesso acima de 10 cm.
  • 36.
  • 37. Ausência de resposta e/ou intolerância a tratamento oral,
  • 39.
  • 40. Cefoxitina 2 g EV 6/6h + Doxiciclina 100mg VO ou EV 12/12h
  • 41.
  • 42. Oferecer teste HIV. Orientar contracepçãoChirlei A Ferreira CDC SexuallyTransmittedDiseasesTreatmentGuidelines 2006
  • 44.
  • 45. Risco moderado: indução de ovulação, múltiplos parceiros
  • 46. Pequeno risco: cirurgias abdominais prévias, duchas vaginais, tabagismo, atividade sexual precoce.Chirlei A Ferreira FONTE: NETTO et al. 2004, BRACAT & LIMA 2005
  • 47.
  • 50. Sinais e sintomas de hipovolemia
  • 52. Hemograma com baixa hematimetria
  • 53. US: massa anexial + líquido livre
  • 54. Leucometria e VHS baixosChirlei A Ferreira
  • 55.
  • 56. Ausência de saco gestacional intra-uterino ao US endovaginal
  • 57. β-HCG > 1500 UI/mlChirlei A Ferreira
  • 58.
  • 59. Massa anexial (5 a 15cm)Chirlei A Ferreira EXAMES COMPLEMENTARES Hemograma,VHS e/ou PCR, βHCG, Exame de urina rotina Imaginologia
  • 60. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Chirlei A Ferreira UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
  • 61. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Gastrointestinais: Apendicite, obstrução intestinal, perfuração intestinal, isquemia mesentérica, úlcera perfurada, diverticulite de Meckel, diverticulite do colon, doença inflamatória intestinal Urológicas: Cálculo ureteral, cistite e pielonefrite Outras causas abdominais: Pancreatite, colecistite aguda, colangite, hepatite, abscesso hepático, ruptura esplênica, tumores hepáticos hemorrágicos Causas clínicas: Crise falciforme, leucemia aguda, Herpes zoster, porfiria, embolia, IAM, pneumonia Chirlei A Ferreira
  • 62. ABDOMEN AGUDO NA GESTAÇÃO Chirlei A Ferreira
  • 63. ABDOMEN AGUDO NA GESTAÇÃO CONDIÇÕES MAIS FREQUENTES Apendicite aguda Gravidez ectópica Colecistite ou colelitíase sintomática Obstrução intestinal Torção de cistos ou massas ovarianas Hérnias sintomáticas Complicações inflamatórias intestinais Rotura uterina Desconhecida Chirlei A Ferreira
  • 64. ABDOMEN AGUDO NA GESTAÇÃO DIAGNÓSTICO (BASEADO EM EVIDÊNCIAS) O US é seguro e útil na identificação da dor abdominal aguda na gestação (A) A propedêutica, com radiação ionizante, deve se limitar a 5-10 rads nas primeiras 25 semanas de gestação (B) A TC expõe o feto a dose de radiação abaixo de níveis prejudiciais e podem ser considerados apropriados durante a gravidez dependendo da situação clínica (B) RM sem contraste pode ser realizada em qualquer estágio da gestação (B) Diagnóstico laparoscópico é seguro quando usado seletivamente na avaliação e tratamento processos agudos na gestação (B), em qualquer trimestre (B) Chirlei A Ferreira
  • 65. ABDOMEN AGUDO NA GESTAÇÃO DIAGNÓSTICO (BASEADO EM EVIDÊNCIAS) Colangiografia intra-operatória endoscópica expões mãe e feto à radiação mínima e pode ser usada seletivamente com proteção do baixo abdome (B) Colecistectomia laparoscópica é o tratamento de escolha em gestante com doença da vesícula, independente do trimestre (B) Apendicectomia laparoscópica pode ser realizada seguramente em gestantes com suspeita de apendicite (B) Tocóliticos não devem ser usa doprofilaticamente, mas,,consideradonoper-operatório quando há sinais de parto pré-termo (A) Chirlei A Ferreira Cook DJ, Sackett Dl. Chest 1992;213(2):123-4
  • 66.
  • 67. Centers for DiseaseControlandPrevention. Pelvicinflammatorydisease. Sexuallytransmitteddiseasestreatmentguidelines 2006.
  • 68. Ministério da Saúde. PRIORIZANDO AS DST –EVITANDO DANOS. VI CONGRESSO BRASILEIRO DE PREVENÇÃO DAS DST E AIDS. Belo Horizonte, MG –04 a 07 de novembro de 2006.
  • 69. MENEGHELLI. ELEMENTOS PARA O DIAGNÓSTICO DO ABDÔMEN AGUDO. Medicina, Ribeirão Preto, 36: 283-293, abr./dez. 2003
  • 70. MURTA et al., Análise retrospectiva de 287 casos de abdome agudo em ginecologia e obstetrícia. Revista do Colégio brasileiro de Cirurgiões vol 28 (1): 44-47. 2000.
  • 71. NETTO, H.C. Obstetrícia Básica. Sâo Paulo. Editora Atheneu 2004.
  • 72.