Attachment - Ligação Afectiva

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Attachment - Ligação Afectiva

  1. 1. Celeste Duque 2003-2004 Attachment Universidade do Algarve Escola Superior de Saúde de Faro ou Ligação Afectiva
  2. 2. Ligação Afectiva
  3. 3. Ligação Afectiva <ul><li>Bowlby (1950) realizou os primeiros estudos sobre os efeitos de privação afectiva nos primeiros anos de vida a pedido da OMS </li></ul><ul><ul><li>Tendo chamado a atenção para a enorme importância da relação mãe-filho no desenvolvimento saudável da criança. </li></ul></ul><ul><ul><li>Em 1958, propõe o conceito de ligação afectiva – attachment </li></ul></ul>
  4. 4. Ligação Afectiva (cont) <ul><li>Ainsworth & Bell (1970) definiram ligação afectiva como </li></ul><ul><ul><li>“ uma ligação que uma pessoa ou animal estabelece com outro significado – um laço que os une no espaço e que se preserva no tempo” . </li></ul></ul>
  5. 5. Ligação Afectiva (cont) <ul><li>Os comportamentos da ligação afectiva constituem tentativas para conseguir e manter um determinado grau de proximidade para com o objecto da ligação. </li></ul>
  6. 6. Ligação Afectiva (cont) <ul><li>Comportamentos de ligação afectiva nos 1º s meses de vida </li></ul><ul><ul><li>Sucção; </li></ul></ul><ul><ul><li>Rotação; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ajustamentos posturais </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Quando se pega ao colo; </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Sorriso; </li></ul></ul><ul><ul><li>Choro; </li></ul></ul><ul><ul><li>Vocalizações; </li></ul></ul><ul><ul><li>Aproximar; </li></ul></ul><ul><ul><li>Seguir. </li></ul></ul>
  7. 7. Ligação Afectiva (cont) <ul><ul><li>Bowlby defende que a ligação afectiva mãe-filho dá resposta a a funções biológicas importantes as quais promovem a sobrevivência da espécie. </li></ul></ul><ul><ul><li>A ligação afectiva parece estar relacionada com a sensibilidade da mãe para com as necessidades e sinais da criança e a quantidade e natureza (qualidade) das inter-relações entre elas. </li></ul></ul>
  8. 8. Ligação Afectiva (cont) <ul><li>Bowlby & Ainsworth descreveram 4 fases no desenvolvimento da relação afectiva </li></ul><ul><ul><li>A criança faz movimentos de sucção, sorri, chora e utiliza outras vocalizações para com os objectos do meio; faz contacto visual com as pessoas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Por volta dos 3 meses , os bebés já diferenciam as pessoas das figuras inanimadas e tornam-se mais selectivas nas suas respostas. </li></ul></ul>
  9. 9. Ligação Afectiva (cont) <ul><ul><li>Acontece quando o bebé começa a ser capaz de diferenciar a mãe, e mais uma ou duas pessoas, ao nível do contacto de proximidade . </li></ul></ul><ul><ul><li>Sucede por volta dos 6 meses , quando a ausência da mãe e a presença do estranho começa a causar ansiedade – angústia do 8º mês . </li></ul></ul>
  10. 10. Ligação Afectiva (cont) <ul><ul><li>Pode-se identificar no fim do 1º ano de vida , quando o bebé começa a estabelecer uma constância de mãe-objecto ou permanência de objectos (das pessoas). </li></ul></ul>
  11. 11. Ligação Afectiva (cont) <ul><ul><li>A interdependência com a mãe vai aumentando e complexifica-se até à idade dos 4-5 anos , quando uma confiança completa é alcançada. </li></ul></ul><ul><ul><li>Esta fase é mais de natureza cognitiva e representativa. </li></ul></ul>
  12. 12. Ligação Afectiva em Crianças Deficientes
  13. 13. Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont) <ul><li>Ao ser descrita e comprovada a importância do attachment ou ligação afectiva para o desenvolvimento saudável e global da criança, </li></ul><ul><ul><li>os investigadores têm demonstrado um interesse crescente pelo estudo do desenvolvimento da ligação afectiva em crianças deficientes. </li></ul></ul>
  14. 14. Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont) <ul><li>A presença de um qualquer handicap (deficiência) sensorial ou outro, pode interferir (ou atrasar) no estabelecimento dessa dinâmica de relação bidireccional da díada mãe-bebé. </li></ul><ul><ul><li>Mães, aparentemente sensíveis, que respondem prontamente aos seus filhos, aparentemente “normais” ou intactos </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Falham em atingir padrões comparáveis, quando os filhos são deficientes. </li></ul></ul></ul>
  15. 15. Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont) <ul><li>Por outro lado, os bebés portadores de handicaps falham em atingir níveis ideais de estimulação da mãe, </li></ul><ul><ul><li>o que conduz a mãe a falhar na interacção de resposta para com o seu bebé. </li></ul></ul><ul><ul><li>Comportamento Maternos </li></ul></ul><ul><ul><li>Comportamentos do Bebé </li></ul></ul>
  16. 16. Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont) <ul><li>Estudos comparativos entre crianças “normais” e crianças com Síndroma de Down </li></ul><ul><ul><li>Demonstram uma menor frequência de comportamentos de choro e vocalizações, nas crianças com Síndroma de Down. </li></ul></ul>
  17. 17. Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont) <ul><li>Estudos do attachment efectuados em crianças com Atraso Mental </li></ul><ul><ul><li>Sugerem a presença de atrasos e perturbações no desenvolvimento do attachment . </li></ul></ul>
  18. 18. Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont) <ul><li>Foram investigados aspectos da relação afectiva, em Crianças Surdas , </li></ul><ul><ul><li>Apesar das dificuldades de comunicação e dos atrasos de linguagem , que estas crianças apresentam, com frequência, até aos 2 anos , </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Elas são capazes de estabelecer uma relação positiva, segura e recíproca com as mães, à semelhança das crianças “intactas” em termos auditivos. </li></ul></ul></ul>
  19. 19. Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont) <ul><li>Estudos sobre attachment, em Crianças Cegas , </li></ul><ul><ul><li>Documentam que os bebés invisuais demonstram uma ausência de “linguagem visual” criando problemas às mães na leitura dos sinais, </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>O sorriso não é automático ou frequente </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Demonstram um pequeno repertório de sinais de expressões faciais </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Verificam-se diferenças na quantidade e qualidade das vocalizações espontâneas. </li></ul></ul></ul>
  20. 20. Ligação Afectiva em Crianças Deficientes (cont) <ul><li>Foi estudado o efeito das Deformações Crânio-Faciais, na qualidade das interacções mãe-bebé , </li></ul><ul><ul><li>Concluiu-se que </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Os bebés atraentes constituem um importante factor na qualidade da interacção. </li></ul></ul></ul>
  21. 21. Intervenção
  22. 22. Intervenção (cont) <ul><ul><li>Valorizar a importância do attachment para o desenvolvimento global, saudável e harmonioso da criança; </li></ul></ul><ul><ul><li>Informar os pais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Promover, através do estabelecimento de “comportamentos adaptativos”, competências nos pais que permitam </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ultrapassar as barreiras criadas pelos handicaps dos filhos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>para, deste modo, maximizar as oportunidades de interacção. </li></ul></ul></ul></ul>

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