SBCC 2011

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SBCC 2011

  1. 1. Unidades de Isolamento Respiratório: A interface com o Controle de Infecção Luciene Xavier Santos Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
  2. 2. Medidas de controle de infecção Interface com Engenharia
  3. 3. Primeiro você passa mal Vai fazer uma consulta e sua vida perde a graça: Tem que parar de fumar, De beber De prazer… Faz meses de tratamento e depois de pagar os olhos da cara, o médico informa que você tem meia semana de vida, se não fizer uma cirurgia salvadora, na qual ele é especialista.
  4. 4. Após gastar o último olho, pelo pagamento antecipado da dita cuja, você faz a cirurgia é curado de todos os problemas... Mas... morre de infecção hospitalar.
  5. 5. INTRODUÇÃO <ul><li>A infecção hospitalar constitui um dos grandes problemas enfrentados pelos profissionais de assistência à saúde e pacientes. </li></ul><ul><li>Os avanços tecnológicos relacionados aos procedimentos invasivos, diagnósticos e terapêuticos, e o aparecimento de microrganismos multirresistentes tornaram as infecções hospitalares um problema de saúde pública. </li></ul><ul><li>As maiores taxas de infecção hospitalar são observadas: </li></ul><ul><ul><ul><li>Extremos da idade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Oncologia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Cirurgia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Terapia intensiva </li></ul></ul></ul>
  6. 6. INTRODUÇÃO <ul><li>Embora a transmissão de patógenos nos estabelecimentos de assistência à saúde seja principalmente atribuída, as mãos dos profissionais de saúde, estudos tem mostrado a importância cada vez maior da ventilação com esse tipo de transmissão. </li></ul><ul><li>Quartos luminosos e arejados contribuem para o bem-estar geral dos pacientes e funcionários. </li></ul><ul><li>Recentemente, a OMS publicou diretrizes excelentes sobre a utilização dos recursos naturais de ventilação nos EAS. </li></ul>
  7. 7. INTRODUÇÃO <ul><li>Em países com condições climáticas extremas a ventilação mecânica (controlada) geralmente é norma enquanto em climas mais quentes, a ventilação natural pode ser usada. </li></ul><ul><li>No entanto, sistema de ventilação especial é recomendado apenas para unidades especializadas, tais como: </li></ul><ul><ul><ul><li>Salas cirúrgicas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>CME </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Unidades de isolamento. </li></ul></ul></ul><ul><li>Áreas clínicas que necessitam de ventilação mecânica devem ser agrupadas para reduzir custos. </li></ul>
  8. 8. O que a CCIH espera da Engenharia na manutenção da ventilação mecânica? <ul><li>Testes regulares de fluxo de ar entre as salas, ex.: fumaça. Importante para verificar a direção do ar. </li></ul><ul><li>Substituição de filtros sempre que há redução no fluxo de ar </li></ul><ul><li>Unidades de isolamento, principalmente onde a incidência de tuberculose é alta, os testes de fluxo de ar deve ser rigorasamente realizados. </li></ul><ul><li>Encaminhamento de relatórios com os resultados e, possíveis ações corretivas. </li></ul>
  9. 9. AMBIENTE HOSPITALAR Muitos microorganismos presentes Poucos patogênicos Baixa sobrevivência em ambiente seco
  10. 10. Cadeia da infecção Mecanismo De Transmissão Porta de Entrada Hospedeiro Susceptível Virulência Inóculo INFECÇÃO
  11. 11. Tendências <ul><li>Pacientes imunossuprimidos </li></ul><ul><li>Tempo de vida dos edifícios e necessidade de reformas </li></ul><ul><li>Novos patógenos ou mudança na microflora hospitalar </li></ul>
  12. 12. Variáveis <ul><li>Número e tipo de microorganismo depende de: </li></ul><ul><li>Número de pessoas no ambiente </li></ul><ul><li>Quantidade de atividade </li></ul><ul><li>Quantidade de umidade </li></ul><ul><li>Presença de matéria que permita o crescimento </li></ul><ul><li>Taxa de remoção de microorganismos suspensos no ar </li></ul><ul><li>Tipo de superfície </li></ul>
  13. 14. <ul><li>A hospitalização de pacientes portadores de agentes infecciosos que apresentam transmissão inter-humana predispõe à sua disseminação entre pacientes, funcionários e visitantes das unidades de internação. </li></ul><ul><li>O reconhecimento precoce da presença destes agentes e de sua via de transmissão auxilia na prevenção de sua propagação, pois permite que seja estabelecida uma barreira de contaminação entre o portador e o contato susceptível, através da aplicação da norma de isolamento ou precaução específica para cada caso. Esta prática é considerada uma das mais importantes ações de controle de infecção. </li></ul>
  14. 15. Justificativa <ul><li>Indicação para instalação de precauções está baseada no mecanismo de transmissão de agentes infecciosos nos serviços de saúde. </li></ul><ul><li>Classicamente exige três elementos: </li></ul><ul><ul><ul><li>uma fonte (ou reservatório) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>um hospedeiro suscetível com um porta de entrada </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>um modo de transmissão do agente </li></ul></ul></ul>
  15. 16. FONTE (OU RESERVATÓRIO) Visitantes Ambiente/Equipamentos Profissionais da Saúde Artigos
  16. 17. HOSPEDEIRO SUSCETÍVEL Visitantes Profissionais da Saúde Pacientes
  17. 18. MODO DE TRANSMISSÃO contato direto contato indireto aérea
  18. 19. Precauções Adicionais Contato Gotículas Aerossóis Destinadas para o cuidado de todos os pacientes independente do seu estado infeccioso Baseadas na forma de transmissão Transporte Secreções contidas Uso individual Se contato com o paciente Privativo Uso pelo profissional Uso pelo paciente Privativo Comum Comum N - 95 Privativo com porta fechada Uso pelo profissional Uso pelo paciente Comum
  19. 20. Precauções para Gotículas <ul><li>• Gotículas respiratórias </li></ul><ul><ul><ul><li>Geradas por tosse, espirro ou procedimentos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Geralmente >5 μm de diâmetro </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Gotículas não se propagam mais de 1 metro da fonte </li></ul></ul></ul><ul><li>• Transmissão envolve contato da gotícula com conjuntiva mucosa da boca ou do nariz de indivíduo suscetível </li></ul><ul><li>• Uso de máscara ao entrar no quarto, a menos de 1 metro do paciente </li></ul><ul><li>• Partículas não permanecem suspensas no ar por períodos prolongados de tempo </li></ul><ul><li>Quarto Privativo </li></ul><ul><ul><ul><li>Ex: Meningites bacterianas ou Haemophilus influenzae ou Neisseria meningitidis, difteria, coqueluxe, caxumba, rubéola </li></ul></ul></ul><ul><li>Manejo especial de ventilação não é necessário </li></ul>CDC GUIDELINE FOR ISOLANION PRECAUTIONS IN HOSPITAL-2007
  20. 21. Meningites <ul><li>Algumas doenças merecem atenção especial, devido ao seu alto poder de contagio e transmissibilidade intra-hospitalar, como por ex. as meningites. </li></ul><ul><li>Atenção: nem todas as meningites de etiologia bacteriana devem ser mantidas em isolamento respiratório, apenas as de etiologia meningocóccica ou por Haemophylus influenzae (confirmadas ou suspeitas) deverão ser isoladas por até 24 horas, após o início de terapêutica antimicrobiana adequada. </li></ul><ul><li>Transmissão aérea por gotículas isto é, partículas com tamanho maior que 5mm, </li></ul><ul><li>Distância mínima de 1 metro entre si. </li></ul>
  21. 22. Precauções por aerossóis <ul><li>• Aerossóis </li></ul><ul><ul><ul><li><5 μm diâmetro </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Pode ficar suspenso no ar por longos períodos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Ex: Sarampo, varicella, tuberculose </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>• Proteção respiratória especial </li></ul><ul><ul><ul><li>Respirador de proteção com eficácia mínima de 95% para partículas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>de até 3 μm (N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Testada individualmente - Fit-tested </li></ul></ul></ul><ul><li>• Sistema de ventilação especial </li></ul><ul><ul><ul><li>Unidades de isolamento com sistema de ar controlado (pressão negativa, 6 trocas por hora, exaustão completa ou filtragem HEPA* para recircular) </li></ul></ul></ul><ul><li>• *Filtros HEPA </li></ul><ul><ul><ul><li>Evitar que ar contaminado seja circulado </li></ul></ul></ul>CDC GUIDELINE FOR ISOLANION PRECAUTIONS IN HOSPITAL-2007
  22. 23. Tuberculose <ul><li>As medidas de prevenção da aquisição de tuberculose no ambiente hospitalar baseiam-se fundamentalmente no mecanismo de transmissão da doença. </li></ul><ul><li>Ocorre através de gotículas eliminadas por bacilíferos e, após sofrerem um processo de desidratação, chegam a medir 1 a 5 mm. </li></ul><ul><li>Suficientemente leves para se manterem em suspensão por longos períodos e são levados por correntes de ar a longas distâncias. </li></ul><ul><li>Algumas populações apresentam risco especial de desenvolvimento de tuberculose após o contato com o bacilo: </li></ul><ul><ul><ul><li>Pacientes imunossuprimidos em geral (AIDS, corticoterapia sistêmica...) </li></ul></ul></ul>
  23. 24. Tuberculose Ações de engenharia <ul><li>Prevenir a disseminação e reduzir a concentração de partículas infectantes. </li></ul><ul><li>Estes controles englobam os seguintes passos: </li></ul><ul><ul><ul><li>Controle direto da fonte através de sistema de ventilação por exaustão local; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Controle de direção do fluxo de ar para prevenir a contaminação do ar em áreas adjacentes à fonte infecciosa; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Diluição e remoção do ar contaminado por ventilação geral; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Descontaminação do ar por filtração e/ou por irradiação ultravioleta . </li></ul></ul></ul>
  24. 25. Varicela <ul><li>Doença extremamente contagiosa </li></ul><ul><li>Transmissão aérea por aerossol </li></ul><ul><li>Quarto privativo, sob isolamento respiratório, com uso obrigatório de máscara N95 para todas as pessoas que entrarem no quarto. </li></ul>
  25. 26. Sarampo
  26. 28. Ambiente Protetor <ul><li>Indicação : </li></ul><ul><ul><li>Destinado à pacientes de alto risco* com o objetivo de impedir a aquisição de esporos fúngicos do ambiente. </li></ul></ul><ul><li>Reformas e construções, </li></ul><ul><li>Vasos e plantas. </li></ul><ul><li>*Pacientes de TMO alogênico </li></ul>
  27. 29. O Ambiente Protetor consiste em...
  28. 30. Ambiente Protetor <ul><li>Local de Internação: </li></ul><ul><ul><ul><li>Pressão positiva do quarto X corredores (2,5 Pa); (IB/IC) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Filtragem do ar entrante com filtro HEPA (99,7%); (IB/IC) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fluxo de ar bem direcionado (monitorizar) (IB/IC) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Quartos bem lacrados (IB/IC) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Realizar > 12 trocas de ar por hora (IC) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Utilizar superfícies lisas e laváveis (II) </li></ul></ul></ul>
  29. 32. Experiência de um Hospital Privado...
  30. 33. Nossos Números ATUALIZAR 2007 Ano 2008 Acumulado até 2009 3.951 3.917 - Pequenos 6.437 7.095 - Médios 14.284 15.250 11.523 Procedimentos Cirúrgicos 9.178 9.307 6.841 Pacientes Operados 3.896 4.238 - Grandes 5,81 6,12 6,26 Média de Permanência 82,62 76,58 89,21 Taxa de Ocupação Operacional 224 243 280 Média Diária de Pacientes Internados 14.111 14.466 10.499 Internações 50.286 55.898 41.875 Pacientes-dia Não-Críticos 31.594 32.932 23.185 Pacientes-dia Críticos 270 296 323 Leitos Operacionais
  31. 34. Total Leitos - Críticas: 44 Total de Leitos Isolamento: 6 % Leitos Isolamento: 13,6 25 3 12 PA 10 1 5 2 10 Leitos de Isolamento 100 10 * TMO - HEPA 25 4 UTI Ped 12,5 40 UTI Adulto 4,2 48 Semi Críticas 4,1 244 Não Críticas % Leitos de Isolamento N. de Leitos Tipo de Unidade
  32. 35. <ul><li>Torre (final 18) com 10 leitos projetados para isolamento respiratório </li></ul><ul><li>Pressão negativa em relação à ante-sala, à custa de exaustão. </li></ul><ul><li>Sistema de exaustão independente da insuflação, portanto é mantida mesmo com o ar condicionado desligado. </li></ul><ul><li>Ar é exaustado para fora do prédio </li></ul><ul><li>Não há filtro especial nestes quartos. </li></ul><ul><li>As portas devem permanecer fechadas. </li></ul>Prédio C -10 andares de internação <ul><li>Demais: sistema de ar condicionado individualizado. O produto da exaustão não é compartilhado entre os quartos, embora aconteça recirculação no mesmo quarto. Não há barreira para corredor. </li></ul>
  33. 41. <ul><li>Prédio mais antigo </li></ul><ul><li>6 and. de internação </li></ul><ul><li>2 and. Sem ar condicionado </li></ul><ul><li>Ar condicionado individualizado </li></ul><ul><li>Exaustão externa completa </li></ul><ul><li>Ante-sala com pressão positiva </li></ul><ul><li>8º and. Filtro Absoluto </li></ul><ul><li>6 and. de internação </li></ul><ul><li>Exaustão não compartilhada entre os quartos </li></ul><ul><li>Recirculação no mesmo quarto </li></ul><ul><li>Não há barreira para corredor. </li></ul>Todos com ar condicionado individualizado
  34. 42. UTI ADULTO Demais leitos: sistema de ar condicionado centralizado, com recirculação entre os leitos, através de filtro H13. Ar condicionado com filtro absoluto (H13) na insuflação Não há recirculação de ar Exaustão externa completa Possibilidade de pressão positiva OU negativa em relação à ante-sala.
  35. 43. Pronto Atendimento <ul><li>Ar condicionado com filtro absoluto (A3), individualizado, na insuflação. </li></ul><ul><li>Não há filtro absoluto na exaustão, porém a exaustão é externa, com 100% de renovação. </li></ul><ul><li>Há pressão negativa em relação ao corredor. </li></ul>
  36. 44. TMO <ul><li>ar condicionado com filtro absoluto (A3) em cada quarto </li></ul><ul><li>pressão positiva em relação ao corredor </li></ul><ul><li>necessário manter ar condicionado ligado </li></ul><ul><li>Troca do filtro orientada pela perda de carga </li></ul><ul><ul><li>Medição quinzenal </li></ul></ul>
  37. 46. Sinalização nas portas
  38. 47. Sinalização no Prontuário
  39. 48. Luciene Xavier Santos Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (55 - 11) 3155 0379 [email_address] www.hospitalsiriolibanes.org.br

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