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ANÁLISE COMPARATIVA DO CUSTO DE PRODUÇÃO DE UMA CASA
       SISTEMA CONVENCIONAL EM ALVENARIA X SISTEMA LSF COM PLACA
                              CIMENTÍCIA

       COMPARATIVE ANALYSIS OF THE PRODUCTION COST OF A HOUSE
     MASONRY CONVENTIONAL SYSTEM X SYSTEM LSF WITH CEMENT PLATE

    OLIVEIRA, Carla Barroso (1); SILVA, Iolanda Ferreira (2); Santos, André C. de Oliveira (3).

 (1) Engenheira Civil graduada na Universidade da Amazônia – UNAMA, Mestranda do Programa de Pós-
                            Graduação em Construção Civil, PPG-CIV/UFSCar,
                 (2) Engenheira Civil graduada na Universidade da Amazônia – UNAMA,
              (3) M.Sc, Engenheiro Civil,professor na Universidade da Amazônia – UNAMA
        Endereço: Rua César Ricome, 425 – CEP: 13.560-510 Jardim Lutfalla – - São Carlos - SP.
                  Tel. (16)8169-4944     Endereço eletrônico: cah_barroso@hotmail.com

Resumo
No Brasil, a construção civil ainda é predominantemente artesanal caracterizada pela baixa produtividade e
principalmente pelo grande desperdício. Afinal, ainda utilizamos a alvenaria como material estrutural, um
dos mais antigos métodos construtivos que já demonstrou com exaustão todas suas vantagens e
desvantagens. Como as tentativas de torná-la um sistema com maior alcance internacional em construções
residenciais já se esgotaram, existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para
industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. Desta forma, hoje o Brasil domina a
tecnologia de obras industrializadas, possibilitando a execução de construções com rapidez e qualidade.
Um desses sistemas é o "Light Steel Framing" constituído por painéis portantes, também conhecido no
Brasil como "construção a seco". Com intuito de verificar se esse sistema é economicamente viável quando
comparado ao convencional, será realizada uma análise de custo determinando o valor para execução do
projeto, de uma casa do tipo popular de 47,95 m², em cada um dos sistemas, mostrando também as
vantagens e desvantagens de cada um deles.
Palavra-Chave: Alvenaria, sistemas construtivos, obras industrializadas, painéis portantes.

Abstract
In Brazil, the civil construction still predominantly artisan characterized by low productivity and mainly by the
great wastefulness, therefore we still use the structural masonry as material, one of the oldest constructive
methods that already demonstrated with exhaustion all your advantages and disadvantages. As the attempts
to become it a system with bigger international reach in constructions of residences already had been
depleted, exist increasing investments in the development of technologies for industrialization constructive
systems applying diverse material. In such a way, today Brazil dominates the technology of industrialized
workmanships, making possible the execution of fast constructions with quality. One of these systems is the
"Light Steel Framing" constituted of frame panels, also known in Brazil as "Dry Construction". With intention
to verify if this system it is economically viable when compared with the conventional, the value for execution
of a project of a popular house with 47,95 m ² will be determined through a cost analysis of the systems, also
showing the advantages and disadvantages of each one of them.
Keywords: Mansory, constructive methods, industrialization constructive, Light Steel Framing.




ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123                                            1
1     INTRODUÇÃO
A alvenaria como material estrutural é um dos mais antigos métodos construtivos. A
utilização de paredes de pedra e tijolos cerâmicos é conhecida desde a antiguidade, como
é o caso das pirâmides, do Farol de Alexandria, passando pelas pontes, castelos e
catedrais da Idade Média. Utilizavam-se paredes de dois a dois metros e meio de
espessura. Hoje, as alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais
utilizadas, mas diante do crescimento populacional e dos avanços tecnológicos, existem
investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de
sistemas construtivos aplicando materiais diversos.
O objetivo desses investimentos é desenvolver tecnologias que garantam sistemas mais
eficientes de construção com baixo índice de desperdício, que possa atender a uma
demanda crescente com uma alta produtividade, o que é um importante suporte para
cumprimento de prazos curtos em projetos comerciais e industriais.
Tendo em vista que o mercado tem sinalizado para alteração desta situação e que o uso
de novas tecnologias é a melhor forma de permitir a industrialização e a racionalização
dos processos, faremos uma análise comparativa de custo para construção de uma
mesma casa em dois sistemas: Sistema Convencional (Tijolo de barro) e Sistema LSF
(Perfis de aço leve), visto que o uso do aço na construção vem aparecendo como uma
alternativa para mudar o panorama do setor.
O LSF forma painéis portantes constituindo um conjunto monolítico leve, resistente à
tração, impacto e apto a absorver cargas e esforços solicitados pela edificação ou
agentes da natureza, como vento, chuva e outros. Para realização deste trabalho o
fechamento do LSF será feito em Placa Cimentícia, as quais podem ser utilizadas tanto
em ambientes internos áreas secas ou molhadas, como em ambientes externos
submetidos a intempéries.
Diversas construtoras nacionais têm se especializado neste segmento oferecendo
sistemas de construção com o mesmo nível de tecnologia empregado em Estados
Unidos, Canadá, Austrália, e muitos outros países. No Brasil, o sistema foi adotado
primeiramente por uma construtora de São Paulo, a qual se tornou referência no
mercado.
Hoje, outras empresas seguem caminho semelhante, como é o caso da empresa A, a
qual já adotou o sistema no estado do Pará. Onde, podem-se encontrar algumas
edificações construídas no sistema LSF, como residências de alto e médio padrão em
condomínios residenciais em Belém e prédio de faculdade na cidade de Marabá (Pa) -
localizada a Sudeste do Pará, distante 560 km da capital - essas construções possuem
diferentes aplicações de placas cimentícias (paredes internas, externas e forro).
O projeto adotado neste trabalho é o de uma casa do tipo popular de 47,95 m² que foi
executado, no sistema convencional em um conjunto habitacional em Barcarena (Pa),
cidade do interior do Pará, localizada a pouco mais de uma hora de viagem de Belém.
O objetivo geral do trabalho é apontar o sistema mais viável economicamente, através da
análise comparativa de custos. Para isso traçamos alguns objetivos específicos, como:
Caracterização de cada processo construtivo, determinação do preço de custo para cada
serviço, determinação do valor global para a construção da casa em cada um dos
sistemas e identificação das vantagens e desvantagens dos sistemas.

ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123                    2
2     A CONSTRUÇÃO NO SISTEMA CONVENCIONAL
Segundo MARTINS (200-, p.2), o sistema convencional de construção em alvenaria é
constituído por um maciço de elementos sólidos, ligados entre si, de modo estável pela
combinação das juntas e interposição de argamassa, ou somente por um destes meios.
Para execução deste sistema, os materiais empregados são: Tijolos ou Blocos Cerâmicos
Vazados de acordo com a NBR-7171 e argamassa de acordo a NBR-13529/1995.
O processo construtivo desta casa obedeceu as seguintes etapas: Projetos, fundações,
elevações, Instalações, Revestimento, Pavimentação, Cobertura e Forro.

2.1    Projeto
É necessário que todos os projetos estejam prontos antes do inicio da obra, para estudo
de eventuais problemas de execução e para compra de todos os materiais, evitando
atraso no cronograma da obra e desperdício de materiais.

2.2    Fundações
A casa em questão foi construída em Vila dos Cabanos, no Município de Barcarena, onde
o terreno é firme, logo sua fundação é direta. Para evitar que a umidade “suba” pelas
paredes da casa, foi feita a impermeabilização da fundação. Após a conclusão da
fundação, a área foi aterrada, e sobre o aterro compactado e nivelado, foi executada uma
camada impermeabilizadora em concreto magro fck = 9 Mpa com cinco centímetros.

2.3    Elevação
Concluída a base da casa, as elevações foram executadas com paredes em alvenaria de
tijolo cerâmico nas dimensões 10x15x25cm, assentados a prumo de 1/2 vez. Os tijolos
são assentados utilizando juntas verticais e horizontais, verificando a espessura e o
nivelamento das juntas.

2.4    Vergas e Contra Vergas
Para evitar a sobre cargas nas esquadrias, é utilizado um elemento estrutural sobre o vão
de janelas e portas, chamado verga. Na casa em questão, a verga foi feita sobre todos os
vãos das portas e janelas, com cintamento em Concreto Armado Fck=13,5 MPa. Nos vão
de janelas, além das vergas há necessidade de um reforço com a finalidade de evitar
trincas, são as contravergas também chamadas de peitoris.

2.5    Instalações Elétrica e Hidráulica
Como a maioria das instalações é embutida nas paredes, há necessidade de rasgar as
paredes para colocar canos e eletrodutos.
As tubulações e conexões, da rede de água fria são em tubo PVC de Ø25mm, exceto nos
pontos de água que serão de Ø20mm e conexões de linha JSR. Enquanto que as
tubulações e conexões para a condução de fios e cabos, são conduítes flexíveis de PVC
de ؾ” e para os pontos de tomadas e interruptores, de ؽ” sobre o forro dos banheiros.
Já as tubulações, conexões e ralo sinfonado da rede de água servida são com tubo PVC
ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123                     3
de Ø100mm e Ø40mm para a condução das águas de esgoto primário e secundário,
respectivamente.

2.6   Revestimento
O revestimento de uma parede de alvenaria com argamassa, faz com que ela fique mais
resistente e impermeável. O revestimento tradicional se compõe de três camadas:
Chapisco, emboço e reboco.

2.7   Pavimentação
Entre a camada impermeabilizadora e o piso existe a camada regularizadora, que serve
como preparação da base para assentamento de lajota cerâmica, é constituída em
argamassa de cimento e areia no traço de 1:5. O revestimento do piso é em lajota de
30x30 com PEI IV - Lisa sobre argamassa, com junta de dilatação de três mm,
devidamente rejuntada. O rodapé será da própria lajota com h=7 cm, devidamente
rejuntada.

2.8   Cobertura e Forro
A estrutura do telhado é executada em duas águas. As peças de madeira componentes
tais como: cumeeira, linha, pendural, pernas, terças, asnas, frechais, ripas e etc., são em
madeira de lei. A Cobertura é em telha de cerâmica tipo plan, com encaliçamento no traço
1:3 cimento: areia com aditivo plastificante. Na área dos ressaltos existentes nos 02 (dois)
quartos, existe uma laje executada em concreto armado com fck=15 MPa.
O forro é do tipo PVC branco, com lâmina de 200 mm de largura, assentado sobre
estrutura executada em régua de madeira de lei, com dimensões de 2” x 1”. O
espaçamento das peças horizontais a cada 60 cm nas duas direções, devidamente
nivelada.

3     A CONSTRUÇÃO NO SISTEMA LSF COM VEDAÇÃO EM PLACA
      CIMENTÍCIA

O SBI (Swedish Institute of Steel Construction) registrou o termo “Light Steel Framing”
(LSF) para designar o sistema construtivo baseado em estrutura de aço leve.
Apesar de ser considerada uma tecnologia nova, a origem do sistema LSF remota ao
inicio do século XIX. Na verdade, historicamente se inicia com as habitações em madeira
construídas pelos colonizadores no território americano (colônia de povoamento) naquela
época. A partir daí, as construções em madeira, conhecidas como “Wood Frame”,
tornaram-se a tipologia residencial mais comum nos Estados Unidos.
Aproximadamente um século depois, por volta de 1933, com o grande desenvolvimento
da indústria do aço no EUA, foi lançado na Feira Mundial de Chicago o protótipo de uma
residência em LSF, que utilizava perfis de aço em substituição da estrutura de madeira.
O crescimento da economia americana e a abundância na produção de aço no período
pós-segunda guerra mundial, possibilitou a evolução nos processos de fabricação de
perfis formados a frio, e o uso dos perfis de aço, em substituição aos de madeira passou a
ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123                        4
ser vantajoso. Afinal o aço tem maior resistência e eficiência estrutural, garantindo a
capacidade da estrutura de absorver esforços provenientes de catástrofes naturais, tais
como terremotos e furacões.
No Japão, as primeiras construções em LSF começaram a aparecer após a Segunda
Guerra Mundial, quando foi necessário construir cerca de quatro milhões de casas
destruídas por bombardeios. A madeira, material usado na estrutura das casas, havia sido
fator agravante nos incêndios que se alastravam durante os ataques. Assim o governo
japonês restringiu o uso de madeira nas construções autoportante, até mesmo para
proteger os recursos florestais que poderiam ser exauridos e também promover
construções não-inflamáveis. Como resultado o Japão apresenta um mercado e uma
indústria altamente desenvolvidos na área de construção em perfis leves de aço.
No Brasil, a construção civil ainda é predominantemente artesanal caracterizada pela
baixa produtividade e principalmente pelo grande desperdício, porém, o país já começa a
dominar a tecnologia de obras industrializadas, tanto na área industrial quanto na
residencial, possibilitando a execução de construções com rapidez e qualidade. As
primeiras construções no processo “Steel Framing” começaram a ser implantadas em
1998, dando prosseguimento à necessidade de um produto industrializado e as vantagens
intrínsecas desse processo construtivo frente ao sistema tradicional; portanto, podemos
considerar que é um produto tecnológico novo no país, utilizado principalmente para
construção de residências uni familiares. Mas, este sistema pode ser utilizado em
diversos tipos de obras como hospitais, shoppings, residências e edifícios com até sete
andares.
Chamado nos Estados Unidos de "Light Steel Framing" é conhecido no Brasil como
"construção a seco". Podemos chamar de construção a seco aquela cujo processo
construtivo não utiliza argamassa ou elementos moldados no local, que implicam o
emprego da água, sendo amplamente utilizado em vários países agregando-se diferentes
tecnologias como concreto pré-moldado, madeira, estrutura metálica e sistemas mistos.
LSF é um sistema autoportante de construção a seco, composto por painéis de perfis
leves de aço galvanizado (180 g/m2), que suporta as cargas da edificação, com limite de
escoamento Fy=230 MPa, conforme norma NBR 7008. Os painéis podem ser tanto
internos quanto externos e são formados elementos verticais de seção transversal tipo Ue
conhecidos como montantes e elementos horizontais de seção transversal tipo U,
denominados guias.
Estes painéis associados a elementos de vedação, exercem a mesma função das
paredes das construções convencionais. Neste trabalho, adotamos as placas cimentícias
como elementos de vedação. Bruno Loturco (Téchne, n.79, out.2003) afirma que, por
definição, toda chapa delgada que contém cimento na composição é chamada de
cimentícia. E ressalva, que embora redundante, não deve haver confusão de conceitos
com a chamada "chapa verde", denominada tecnicamente de chapa de gesso acartonado
tipo RU. Pois, essa última, apesar de especificada para uso em áreas molháveis ou
sujeitas à ação da umidade de forma intermitente, não se enquadra na mesma categoria
das chapas cimentícias.
Estas placas foram desenvolvidas na época da expansão do uso da cerâmica nos EUA,
para substituir o gesso acartonado (dry wall) e madeira, que apresentavam limitações
principalmente em áreas externas e úmidas. As placas de concreto resolvem essas
deficiências, podendo ser utilizadas em superfícies externas, locais úmidos ou quentes.
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Desta forma, apresentaremos a seguir as etapas do processo construtivo do sistema LSF,
com fechamento em placa cimentícia, de acordo com as técnicas adotadas pela empresa
A.

3.1    Projetos
Assim como na construção convencional, é necessário que todos os projetos estejam
prontos antes do inicio da obra. Apesar de ser uma obra industrializada, a arquitetura
pode ser concebida em qualquer estilo, em qualquer tamanho, e com diferentes
distribuições internas, com ou sem desníveis, obedecendo é claro as características
técnicas dos materiais utilizados.

3.2    Fundações
Com a aplicação do sistema LSF, a casa terá uma menor solicitação de cargas do
conjunto estrutural, o que permite a utilização do radier apoiado sobre terreno. O radier é
uma laje armada que recebe e distribui os esforços da edificação ao terreno de modo
uniforme. Apesar de ser a fundação mais utilizada quando se refere ao sistema LSF,
dependendo do tipo de solo e das necessidades do projeto estrutural, outros tipos de
fundação podem ser utilizados, de acordo com o cálculo estrutural que indicará o tipo de
fundação mais adequado. Para efeito de orçamento, consideramos o radier com a
espessura de 15 (quinze) centímetros.
Para execução deste tipo de fundação, o terreno é limpo e nivelado, para que seja
marcada no solo a área para implantação da edificação, a qual é compactada
manualmente. Os pontos de hidráulica (água fria e esgoto) são distribuídos, como pode
ser observado na figura 1, para que em seguida seja aplicada uma camada de brita ou
seixo, sobre a qual será estendida uma manta asfáltica, formando uma barreira
impermeável entre o solo e o concreto da fundação posteriormente lançado.




Figura 1 - A fundação do tipo radier já funciona como contra piso e calçada. Neste caso, os ralos e tubos de
                        esgoto também já devem ter sido colocados. (ABCP, 2006)

3.3    Elevações
 3.3.1 Montagem dos Painéis.
Os principais perfis usados na montagem dos painéis são "guias" e "montantes", como
mostra a figura 2.


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Figura 2 - Perfis utilizados nos painéis (BERNADOU, 2006).

Eles devem ser dimensionados de acordo com as solicitações construtivas funcionais.
Esses elementos possuem largura variável entre 90, 140 e 200 mm e espaçamentos dos
montantes entre 40 a 60 cm dependendo da espessura da chapa. Neste trabalho,
adotamos o perfil 90, que condiciona a espessura final da parede aproximadamente
110-120 mm de parede acabada. Porém, Outras espessuras podem ser utilizadas,
segundo orientações do calculista.
Para a montagem dos perfis são utilizadas as seguintes ferramentas: Trena, Prumo, Nível
de Bolha, Parafusadeira, Furadeira, Pistola Finca Pinos, Serra Copos, Serrote, Tesoura,
Alicate Puncionador para perfis, Espátula Metálica, Grampo de Pressão, Tesoura elétrica
e Cortadeira Elétrica de Perfis.
Os painéis estruturais estão sujeitos a cargas horizontais de vento, assim como a cargas
verticais oriundas da sua utilização, dos pisos, telhados e outros painéis. Sua função é
absorver esses esforços e transmiti-los à fundação, pois os montantes transferem as
cargas verticais por contato direto através de suas almas, como mostra a figura 3.




                Figura 3 - Transferência das cargas verticais (Steel Framing, 2006).


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Observa-se que a figura 3 é apenas ilustrativa, pois exemplifica a transmissão de cargas à
fundação de uma edificação de dois pavimentos, diferente da edificação em questão
neste trabalho, a qual possui apenas um pavimento.

 3.3.2 Contraventamento
As placas de fechamento externo também podem atuar como diafragma rígido,
possibilitando um aumento da resistência do painel. Porém, nem todas as placas
apresentam características estruturais para resistir à ação das cargas horizontais.
Portanto, nos casos em que são utilizadas placas de fechamento que não sejam
estruturais, é necessário o uso de um Sistema de ligação entre os elementos principais da
estrutura para aumentar a rigidez do conjunto, seria o contraventamento em “X”. No caso
da placa adotada, em nosso orçamento, em painéis pequenos e paredes internas, o
contraventamento é feito pela própria placa cimentícia, desde que as mesmas sejam
aplicadas de forma a promover o contrafiamento entre as placas das duas faces opostas
de uma parede.

 3.3.3 Verga e Contraverga
A verga é o elemento estrutural localizado sobre o vão de janelas e portas, com a
finalidade de evitar a sobrecarga nas esquadrias. As aberturas para portas e janelas do
painel portante, também necessitam destes elementos estruturais para a redistribuição do
carregamento dos montantes interrompidos aos montantes que delimitam lateralmente o
vão, denominados de ombreiras. A verga é composta de dois perfis "U" conectados por
meio de uma peça aparafusada em cada extremidade.

 3.3.4 Ancoragem da Estrutura
Os painéis prontos são posicionados sobre o radier para que possam ser unidos entre si
de uma só vez, com o propósito de oferecer o travamento necessário ao conjunto. Para a
fixação dos painéis ao radier são utilizados dois elementos de fixação: o prego e o
chumbador.

3.4   Fechamento dos Painéis
As paredes de elevação que compõem a estrutura da edificação são completadas com
placas de fechamento. Na parte externa e interna dos painéis das paredes e no forro,
utilizam-se as placas cimentícias, produzidas, em geral, a partir de uma mistura
balanceada de cimento Portland, agregados naturais e celulose, reforçadas com fios
sintéticos de polipropileno. No mercado, encontramos placas de diversas espessuras e
tamanhos de acordo com uso e a necessidade, sendo que para efeito de orçamento da
casa em questão, foram adotadas as placas de 10 mm.
Para iniciar o fechamento dos painéis, normalmente as placas aplicadas em quaisquer
condições onde há água ou umidade possam atingir a face interna devem receber
tratamento impermeabilizante a base de selante acrílico na face interna antes da
instalação. As placas devem ser montadas sempre do centro para as extremidades e de

ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123                      8
cima para baixo, evitando a formação de ondulações indesejáveis. São fixadas
diretamente nos perfis estruturais através de parafusos com ponta broca.
As placas podem ter suas juntas tratadas de forma a se obter juntas aparentes, abertas
ou invisíveis. O tratamento deve ser realizado com tempo seco e materiais nas condições
ambientes de umidade. Neste trabalho, optamos pela junta invisível, que é a mais
utilizada pela empresa estudada, nas construções das casas no sistema LSF. A junta
invisível é feita com massa e uma manta com largura de 5 cm.

3.5   Instalações Elétrica e Hidráulica
Foram adotados os mesmos projetos de instalação hidráulica e elétrica da casa
construída no sistema convencional. A vantagem é que nos perfis montantes existem
perfurações que facilitam a instalação das tubulações no interior das paredes, evitando
quebras de paredes.

3.6   Revestimento
Como a placa é lisa, dispensa a execução de chapisco, emboço e reboco, ou seja, pode
receber diretamente sobre ela a pintura, textura, papel de parede, peças de granito ou
mármore, azulejos ou revestimentos cerâmicos nas áreas molhadas, variando de acordo
com o projeto. Em nosso orçamento, consideramos a aplicação de Cerâmica nas paredes
da área do Banheiro e Cozinha. Considerando essas áreas revestidas em azulejo de
20x20cm sobre argamassa pronta na altura de 1,60 m e o rejunte flexível. Enquanto que
nas paredes internas e externas das demais dependências, consideramos pintura em tinta
acrílica com 03 demãos.

3.7   Pavimentação
A fundação do tipo radier já funciona como contrapiso e calçada, e dispensa a camada
regularizadora, antes do assentamento do piso. A pavimentação pode ser de qualquer
tipo, mas neste trabalho adotamos o mesmo revestimento de piso da casa executada em
construção convencional, lajota de 30x30cm PEI IV - Lisa sobre argamassa, com junta de
dilatação de 3 mm, devidamente rejuntada. O rodapé é da mesma cerâmica, com h=7 cm
devidamente rejuntado.

3.8   Cobertura e Forro
Consideramos a estrutura do telhado executada em duas águas. Componentes tais como:
cumeeira, linha, pendural, pernas, terças, asnas, frechais, ripas e etc, em madeira de lei.
A empresa B especifica a utilização da telha cerâmica no sistema convencional, porém,
adotamos a Telha de fibrocimento, a qual é utilizada pela empresa A nesse tipo de obra,
por ser mais leve e dispensar encaliçamento. Na área dos ressaltos existentes nos 02
(dois) quartos, continua existindo uma laje que será em placa de 6 mm.
O sistema pode receber qualquer tipo de forro (Gesso, PVC, etc.). Sendo assim,
adotamos o mesmo forro da casa construída no sistema convencional, ou seja, o PVC.



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4     ANÁLISE COMPARATIVA DOS SISTEMAS
Cada sistema tem seu respectivo processo construtivo composto por diversos
subsistemas. Comparando os subsistemas do processo construtivo convencional, com os
do LSF com placa cimentícia, verificou-se que alguns deles aparecem nas duas
situações, são eles: Serviços preliminares, Esquadrias e Ferragens, Instalações elétricas,
instalações hidro-sanitárias, Revestimento em lajota, Peças e acessórios sanitários,
Soleiras e peitoris, Forro, Pintura e Limpeza final. Para efeito de comparação, foi adotado
um valor fixo de R$8.644,87 para estes subsistemas, como mostra a tabela 1.

               Tabela 1 – Discriminação dos serviços similares para os dois sistemas.




Para os subsistemas que diferiram de um sistema para outro, foi elaborada uma
composição de preços para cada um deles, quantificando a mão de obra e o material
necessário, viabilizando assim a análise comparativa dos dois. São eles: Movimento de
terra, Fundações, Elevação, Cobertura, Revestimentos e Pavimentação. As composições
de preços do sistema LSF foram elaboradas tendo como base um orçamento fornecido
pela empresa A, enquanto que as composições da casa construída no sistema
convencional foram baseadas em índices das Tabelas de Composições de Preços para
Orçamentos – TCPO e ainda, em informações fornecidas pela empresa B.

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Após a composição de cada um dos subsistemas, podemos chegar a um valor global para
a construção da casa em cada sistema, como se pode observar na tabela 2.


          Tabela 2 – Resultado do estudo comparativo Sistema LSF x Sistema Convencional




Podemos observar que alguns subsistemas estão sem valor para o sistema LSF. É o caso
do “movimento de terra”, que no sistema convencional é composto por dois serviços:
escavação manual e aterro, os quais são dispensados no sistema LSF, em função da
fundação em radier. O mesmo ocorre no subsistema “revestimento”, o qual, normalmente,
é composto por três camadas: Chapisco, emboço e reboco. Porém, como o acabamento
da placa cimentícia é liso, dispensa a execução do revestimento.

5     CONCLUSÃO
A análise comparativa nos mostra que o sistema convencional possui um custo reduzido.
Além do custo reduzido o sistema convencional tem outras vantagens, como por exemplo:
Mão de obra abundante, ele aceita qualquer tipo de revestimento devido sua boa
aderência, tem um bom isolamento acústico, boa resistência ao fogo, impermeabilidade
satisfatória e grande durabilidade. Sua grande desvantagem é o tempo de execução e
alto índice de desperdício de materiais.
Já casa construída no sistema LSF tem um preço de custo, por metro quadrado, em torno
de 8,5% superior ao da casa construída no sistema convencional. Fazendo uma análise
rápida da tabela, poderíamos supor que a razão pela qual o emprego do sistema LSF em
estruturas de edificações tem sido pouco expressivo em nosso país se comparado ao
potencial de nosso parque industrial, considerando que o Brasil é um dos maiores
produtores mundiais de aço.
No entanto, se analisarmos cuidadosamente a tabela acima, vemos que um dos serviços
que mais contribui para essa diferença é “Elevação”, o qual tem um custo, no sistema
LSF, quase quatro vezes superior, quando comparado ao sistema convencional.
Porém, apesar do alto custo, a elevação em placa cimentícia tem suas vantagens. Entre
elas:
    • A placa permite fazer paredes leves de 50 kg/m², isto é, por exemplo, 1/3 do que
       pesaria uma parede convencional, resultando na alta a velocidade de aplicação e
       em menores custos de fundações, estruturas e transporte.

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•   Diminui a mão-de-obra, pois é de fácil montagem, não sendo necessária mão-de-
       obra altamente especializada;
   •   Dá maior liberdade ao projeto, pois a facilidade de corte permite adequá-la a área a
       ser fechada;
   •   É maleável, evita empenamentos permanentes na estocagem, permite fechar
       superfícies curvas e se ajusta às imperfeições e movimentações das estruturas,
       dificultando fissurações;
   •   É resistente às intempéries e tem absorção controlada de água, evita o
       desenvolvimento de fungos e bactérias, minimizando as despesas com
       manutenção;
   •   Por apresentarem pequena movimentação em função da temperatura e da
       umidade permitem aplicar revestimentos de base cimentícia ou que utilizem
       argamassa, textura, cerâmica etc., em ambientes externos, internos, áreas úmidas
       ou quentes.
   •   É incombustível, protegendo o patrimônio;
   •   Tem um bom desempenho termo-acústico, mantendo adequados índices de
       temperatura e umidade. E se forem utilizados lã de rocha e lã de vidro entre as
       paredes, esse desempenho chega a ser cerca de duas vezes e meio superior a
       parede de alvenaria convencional;
   •   A placa cimentícia é lisa, não é preciso regularizar as imperfeições da parede
       dispensando reboco, e proporcionando ótimos resultados de acabamento no
       aspecto de qualidade.
   •   É também ecologicamente correta, pois por ser feita de concreto leve pode ser
       moída para ser usada como agregado ou em projetos para aproveitamento de
       resíduos da construção;
   •   Essas placas são, portanto, complemento indispensável em sistemas de paredes
       secas, além de serem a solução ideal quando leveza e rapidez de execução são
       necessárias, como é o caso do LSF.

Tais vantagens podem justificar o elevado custo final da casa, principalmente se forem
levadas em consideração também, as vantagens do sistema LSF, o qual é totalmente
industrializado, sem restrições arquitetônicas, reciclável, com mão-de-obra reduzida
devido sua fácil montagem. Ainda tem alta durabilidade resistindo à ação do tempo.
Segundo o teste do IPT, o aço galvanizado tem durabilidade de 200 anos em meio
agressivo, ou seja, exposto às intempéries. Porém, como no sistema LSF o aço
galvanizado fica confinado dentro da parede, desta forma, a durabilidade é ainda maior.
Outra vantagem é que a fabricação da estrutura pode ser feita em paralelo com a
execução das fundações, possibilitando o trabalho em diversas frentes de serviços
simultaneamente. Há também uma diminuição de formas e escoramentos, e a montagem
da estrutura não é afetada pela ocorrência de chuvas, o que resulta uma redução
aproximada de 30% dos prazos de construção quando comparada ao sistema
convencional. Neste sistema, a obra corre em ritmo acelerado, já que as etapas
obedecem rigorosamente a um cronograma e um projeto de montagem pré-determinado.
Garantindo assim, a rapidez no retorno do capital investido.

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É importante ressaltar também que em razão da redução de peso dos painéis, há um
alívio nas fundações, os esforços são melhores distribuídos por meio das paredes leves e
portantes. As instalações hidráulicas, elétricas, entre outras são acopladas internamente
às paredes, com amplas facilidades de acesso, pois basta criar janelas de acesso, não
havendo demolições completas das paredes ou inutilização de pisos. É uma operação
relativamente simples sem muita sujeira e pouco entulho.
A possibilidade de planejamento da obra evita o desperdício de materiais e mão de obra,
evita também adaptações ou improvisações, garantindo um canteiro de obras mais limpo
e organizado, tendo um maior controle sobre o custo. Sem contar que, a construção é
modular, o que facilita faturas ampliações.
A principal vantagem do sistema LSF é a rapidez de execução. Enquanto a casa em
estudo é construída em 59 dias corridos, no sistema LSF ela demoraria em torno de 15
dias, de acordo com empresas que trabalham com esse tipo de sistema. A estrutura seria
montada em 5 dias. Esse ganho de tempo se dá devidos às etapas da obra que eliminam
alguns serviços, como é o caso da fundação em radier que elimina boa parte dos serviços
de pavimentação e da placa cimentícia que elimina os serviços de revestimento, potencial
gerador de entulho na obra.
Vale ressaltar que, especificamente na área residencial, a construção industrializada se
mostra uma opção muito mais rápida e competitiva tanto para satisfazer as exigências do
residencial de alto padrão quanto para projetos desenvolvidos para o segmento de baixa
renda. Enquanto que a alvenaria, por ser um sistema secular de construção, já
demonstrou com exaustão todas as vantagens e desvantagens sendo que as tentativas
de torná-la um sistema com maior alcance internacional em construções residências já se
esgotaram. A essência artesanal do processo imprime um ritmo muito lento de produção
que acabam por ser incompatível com as necessidades impostas pela evolução natural do
tempo.
Todavia, o sistema LSF com fechamento em placa cimentícia, também tem suas
desvantagens. Além do custo elevado, a distribuição dos produtos utilizados ainda é de
difícil aquisição, no estado do Pará principalmente, onde os perfis metálicos são
fabricados somente pela empresa estudada, a qual ainda não os comercializa. Os perfis
encontrados, no Pará, mercado são destinados às paredes de gesso acartonado. Em
outros estados brasileiros podemos encontrar fabricantes destes perfis, porém, eles são
comercializados em lotes mínimos, o que inviabiliza o projeto para execução de apenas
de uma unidade.
Quanto às placas cimentícias, ainda não existem normas brasileiras específicas para a
fabricação delas, o que obriga fabricantes e laboratórios de pesquisa a adotarem as
normas americanas para a realização de ensaios, principalmente os padrões adotados
pela ASTM (American Society for Testing and Materials) e pela ANSI (American National
Standards Institute).
Sendo assim, ao analisar apenas o custo unitário, o sistema convencional se torna o mais
viável. Entretanto, numa análise ampliada, o sistema LSF oferece maior viabilidade
quando se é avaliada a relação custo unitário/prazo de entrega, pois é um processo com
um nível de industrialização muito superior quando comparado à construção em alvenaria,
substituindo com vantagens técnicas e ambientais, materiais como tijolos, madeiras e
elementos de concreto. Proporcionando um salto qualitativo no processo produtivo, com

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pequena variação no custo final e posicionando a indústria nacional de construção civil de
uma forma mais competitiva frente a um mercado globalizado.
Fica na responsabilidade do cliente optar pelo o sistema que mais se adequar a suas
necessidades. Se o cliente acredita que os 8,5% pagos a mais por metro quadrado,
pagam todas as vantagens que oferece o sistema LSF e a placa cimentícia, garantindo a
entrega do imóvel em um prazo menor, ele irá optar pela nova tecnologia. Agora, se o
cliente visa menor custo e faz parte da grande parcela da população, a qual tem uma forte
barreira cultural em relação ao uso de novas tecnologias na construção civil, ele irá optar
pelo sistema convencional.

Referências
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Engenharia Estrutural e Construção Civil Universidade Federal do Ceará-CE, 2003,22p.

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Centro Brasileiro de Construção em Aço (CBCA). Manual Steel Framing Arquitetura,
Crasto, R. C.M; Freitas, A.M.S, 2006,124p. Disponível em: http://www.cbca-
ibs.org.br/index.asp

CRASTO, R. C.M.; FREITAS, A.M.S, Construções de Light Steel Frame, Revista
Téchne nº. 112, Jul.2006, p.60-65.

CYERT, R.M.; FRUEHAN, R.J., Meeting the Challenge: U.S. Industry Faces the 21ST
Century the Basic Steel Industry (Sloan Steel Industry Competitiveness Study Carnegie
Mellon University - Pittsburgh, PA).

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05/09/2006.

KENDALL, J. A. A; ABREU, P.; GARRIDO E. e CABRAL, T. Certificação e Qualidade:
reflexões sobre a avaliação de conformidade, prática que vem se consolidando em
resposta às exigências do mercado Revista Metalurgia e Materiais, nº. 562, dez. 2005.

LOTURCO, B. FECHAMENTOS: chapas cimentícias são alternativa rápida para uso
interno ou externo. Revista Téchne nº. 79, Out.2003, p.62-66.

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http://www2.ufp.pt/~jguerra/PDF/Construcoes/Alvenarias.pdf Acesso 12/03/2006.

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estruturas metálicas, problemas reais. Téchne nº. 53, 2001. Disponível em: http:
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UEPG. Disponível: http: //uepg.br/denge/civil/2002. Acesso 18/03/2006.




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  • 1. ANÁLISE COMPARATIVA DO CUSTO DE PRODUÇÃO DE UMA CASA SISTEMA CONVENCIONAL EM ALVENARIA X SISTEMA LSF COM PLACA CIMENTÍCIA COMPARATIVE ANALYSIS OF THE PRODUCTION COST OF A HOUSE MASONRY CONVENTIONAL SYSTEM X SYSTEM LSF WITH CEMENT PLATE OLIVEIRA, Carla Barroso (1); SILVA, Iolanda Ferreira (2); Santos, André C. de Oliveira (3). (1) Engenheira Civil graduada na Universidade da Amazônia – UNAMA, Mestranda do Programa de Pós- Graduação em Construção Civil, PPG-CIV/UFSCar, (2) Engenheira Civil graduada na Universidade da Amazônia – UNAMA, (3) M.Sc, Engenheiro Civil,professor na Universidade da Amazônia – UNAMA Endereço: Rua César Ricome, 425 – CEP: 13.560-510 Jardim Lutfalla – - São Carlos - SP. Tel. (16)8169-4944 Endereço eletrônico: cah_barroso@hotmail.com Resumo No Brasil, a construção civil ainda é predominantemente artesanal caracterizada pela baixa produtividade e principalmente pelo grande desperdício. Afinal, ainda utilizamos a alvenaria como material estrutural, um dos mais antigos métodos construtivos que já demonstrou com exaustão todas suas vantagens e desvantagens. Como as tentativas de torná-la um sistema com maior alcance internacional em construções residenciais já se esgotaram, existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. Desta forma, hoje o Brasil domina a tecnologia de obras industrializadas, possibilitando a execução de construções com rapidez e qualidade. Um desses sistemas é o "Light Steel Framing" constituído por painéis portantes, também conhecido no Brasil como "construção a seco". Com intuito de verificar se esse sistema é economicamente viável quando comparado ao convencional, será realizada uma análise de custo determinando o valor para execução do projeto, de uma casa do tipo popular de 47,95 m², em cada um dos sistemas, mostrando também as vantagens e desvantagens de cada um deles. Palavra-Chave: Alvenaria, sistemas construtivos, obras industrializadas, painéis portantes. Abstract In Brazil, the civil construction still predominantly artisan characterized by low productivity and mainly by the great wastefulness, therefore we still use the structural masonry as material, one of the oldest constructive methods that already demonstrated with exhaustion all your advantages and disadvantages. As the attempts to become it a system with bigger international reach in constructions of residences already had been depleted, exist increasing investments in the development of technologies for industrialization constructive systems applying diverse material. In such a way, today Brazil dominates the technology of industrialized workmanships, making possible the execution of fast constructions with quality. One of these systems is the "Light Steel Framing" constituted of frame panels, also known in Brazil as "Dry Construction". With intention to verify if this system it is economically viable when compared with the conventional, the value for execution of a project of a popular house with 47,95 m ² will be determined through a cost analysis of the systems, also showing the advantages and disadvantages of each one of them. Keywords: Mansory, constructive methods, industrialization constructive, Light Steel Framing. ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 1
  • 2. 1 INTRODUÇÃO A alvenaria como material estrutural é um dos mais antigos métodos construtivos. A utilização de paredes de pedra e tijolos cerâmicos é conhecida desde a antiguidade, como é o caso das pirâmides, do Farol de Alexandria, passando pelas pontes, castelos e catedrais da Idade Média. Utilizavam-se paredes de dois a dois metros e meio de espessura. Hoje, as alvenarias de tijolos e blocos cerâmicos ou de concreto, são as mais utilizadas, mas diante do crescimento populacional e dos avanços tecnológicos, existem investimentos crescentes no desenvolvimento de tecnologias para industrialização de sistemas construtivos aplicando materiais diversos. O objetivo desses investimentos é desenvolver tecnologias que garantam sistemas mais eficientes de construção com baixo índice de desperdício, que possa atender a uma demanda crescente com uma alta produtividade, o que é um importante suporte para cumprimento de prazos curtos em projetos comerciais e industriais. Tendo em vista que o mercado tem sinalizado para alteração desta situação e que o uso de novas tecnologias é a melhor forma de permitir a industrialização e a racionalização dos processos, faremos uma análise comparativa de custo para construção de uma mesma casa em dois sistemas: Sistema Convencional (Tijolo de barro) e Sistema LSF (Perfis de aço leve), visto que o uso do aço na construção vem aparecendo como uma alternativa para mudar o panorama do setor. O LSF forma painéis portantes constituindo um conjunto monolítico leve, resistente à tração, impacto e apto a absorver cargas e esforços solicitados pela edificação ou agentes da natureza, como vento, chuva e outros. Para realização deste trabalho o fechamento do LSF será feito em Placa Cimentícia, as quais podem ser utilizadas tanto em ambientes internos áreas secas ou molhadas, como em ambientes externos submetidos a intempéries. Diversas construtoras nacionais têm se especializado neste segmento oferecendo sistemas de construção com o mesmo nível de tecnologia empregado em Estados Unidos, Canadá, Austrália, e muitos outros países. No Brasil, o sistema foi adotado primeiramente por uma construtora de São Paulo, a qual se tornou referência no mercado. Hoje, outras empresas seguem caminho semelhante, como é o caso da empresa A, a qual já adotou o sistema no estado do Pará. Onde, podem-se encontrar algumas edificações construídas no sistema LSF, como residências de alto e médio padrão em condomínios residenciais em Belém e prédio de faculdade na cidade de Marabá (Pa) - localizada a Sudeste do Pará, distante 560 km da capital - essas construções possuem diferentes aplicações de placas cimentícias (paredes internas, externas e forro). O projeto adotado neste trabalho é o de uma casa do tipo popular de 47,95 m² que foi executado, no sistema convencional em um conjunto habitacional em Barcarena (Pa), cidade do interior do Pará, localizada a pouco mais de uma hora de viagem de Belém. O objetivo geral do trabalho é apontar o sistema mais viável economicamente, através da análise comparativa de custos. Para isso traçamos alguns objetivos específicos, como: Caracterização de cada processo construtivo, determinação do preço de custo para cada serviço, determinação do valor global para a construção da casa em cada um dos sistemas e identificação das vantagens e desvantagens dos sistemas. ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 2
  • 3. 2 A CONSTRUÇÃO NO SISTEMA CONVENCIONAL Segundo MARTINS (200-, p.2), o sistema convencional de construção em alvenaria é constituído por um maciço de elementos sólidos, ligados entre si, de modo estável pela combinação das juntas e interposição de argamassa, ou somente por um destes meios. Para execução deste sistema, os materiais empregados são: Tijolos ou Blocos Cerâmicos Vazados de acordo com a NBR-7171 e argamassa de acordo a NBR-13529/1995. O processo construtivo desta casa obedeceu as seguintes etapas: Projetos, fundações, elevações, Instalações, Revestimento, Pavimentação, Cobertura e Forro. 2.1 Projeto É necessário que todos os projetos estejam prontos antes do inicio da obra, para estudo de eventuais problemas de execução e para compra de todos os materiais, evitando atraso no cronograma da obra e desperdício de materiais. 2.2 Fundações A casa em questão foi construída em Vila dos Cabanos, no Município de Barcarena, onde o terreno é firme, logo sua fundação é direta. Para evitar que a umidade “suba” pelas paredes da casa, foi feita a impermeabilização da fundação. Após a conclusão da fundação, a área foi aterrada, e sobre o aterro compactado e nivelado, foi executada uma camada impermeabilizadora em concreto magro fck = 9 Mpa com cinco centímetros. 2.3 Elevação Concluída a base da casa, as elevações foram executadas com paredes em alvenaria de tijolo cerâmico nas dimensões 10x15x25cm, assentados a prumo de 1/2 vez. Os tijolos são assentados utilizando juntas verticais e horizontais, verificando a espessura e o nivelamento das juntas. 2.4 Vergas e Contra Vergas Para evitar a sobre cargas nas esquadrias, é utilizado um elemento estrutural sobre o vão de janelas e portas, chamado verga. Na casa em questão, a verga foi feita sobre todos os vãos das portas e janelas, com cintamento em Concreto Armado Fck=13,5 MPa. Nos vão de janelas, além das vergas há necessidade de um reforço com a finalidade de evitar trincas, são as contravergas também chamadas de peitoris. 2.5 Instalações Elétrica e Hidráulica Como a maioria das instalações é embutida nas paredes, há necessidade de rasgar as paredes para colocar canos e eletrodutos. As tubulações e conexões, da rede de água fria são em tubo PVC de Ø25mm, exceto nos pontos de água que serão de Ø20mm e conexões de linha JSR. Enquanto que as tubulações e conexões para a condução de fios e cabos, são conduítes flexíveis de PVC de ؾ” e para os pontos de tomadas e interruptores, de ؽ” sobre o forro dos banheiros. Já as tubulações, conexões e ralo sinfonado da rede de água servida são com tubo PVC ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 3
  • 4. de Ø100mm e Ø40mm para a condução das águas de esgoto primário e secundário, respectivamente. 2.6 Revestimento O revestimento de uma parede de alvenaria com argamassa, faz com que ela fique mais resistente e impermeável. O revestimento tradicional se compõe de três camadas: Chapisco, emboço e reboco. 2.7 Pavimentação Entre a camada impermeabilizadora e o piso existe a camada regularizadora, que serve como preparação da base para assentamento de lajota cerâmica, é constituída em argamassa de cimento e areia no traço de 1:5. O revestimento do piso é em lajota de 30x30 com PEI IV - Lisa sobre argamassa, com junta de dilatação de três mm, devidamente rejuntada. O rodapé será da própria lajota com h=7 cm, devidamente rejuntada. 2.8 Cobertura e Forro A estrutura do telhado é executada em duas águas. As peças de madeira componentes tais como: cumeeira, linha, pendural, pernas, terças, asnas, frechais, ripas e etc., são em madeira de lei. A Cobertura é em telha de cerâmica tipo plan, com encaliçamento no traço 1:3 cimento: areia com aditivo plastificante. Na área dos ressaltos existentes nos 02 (dois) quartos, existe uma laje executada em concreto armado com fck=15 MPa. O forro é do tipo PVC branco, com lâmina de 200 mm de largura, assentado sobre estrutura executada em régua de madeira de lei, com dimensões de 2” x 1”. O espaçamento das peças horizontais a cada 60 cm nas duas direções, devidamente nivelada. 3 A CONSTRUÇÃO NO SISTEMA LSF COM VEDAÇÃO EM PLACA CIMENTÍCIA O SBI (Swedish Institute of Steel Construction) registrou o termo “Light Steel Framing” (LSF) para designar o sistema construtivo baseado em estrutura de aço leve. Apesar de ser considerada uma tecnologia nova, a origem do sistema LSF remota ao inicio do século XIX. Na verdade, historicamente se inicia com as habitações em madeira construídas pelos colonizadores no território americano (colônia de povoamento) naquela época. A partir daí, as construções em madeira, conhecidas como “Wood Frame”, tornaram-se a tipologia residencial mais comum nos Estados Unidos. Aproximadamente um século depois, por volta de 1933, com o grande desenvolvimento da indústria do aço no EUA, foi lançado na Feira Mundial de Chicago o protótipo de uma residência em LSF, que utilizava perfis de aço em substituição da estrutura de madeira. O crescimento da economia americana e a abundância na produção de aço no período pós-segunda guerra mundial, possibilitou a evolução nos processos de fabricação de perfis formados a frio, e o uso dos perfis de aço, em substituição aos de madeira passou a ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 4
  • 5. ser vantajoso. Afinal o aço tem maior resistência e eficiência estrutural, garantindo a capacidade da estrutura de absorver esforços provenientes de catástrofes naturais, tais como terremotos e furacões. No Japão, as primeiras construções em LSF começaram a aparecer após a Segunda Guerra Mundial, quando foi necessário construir cerca de quatro milhões de casas destruídas por bombardeios. A madeira, material usado na estrutura das casas, havia sido fator agravante nos incêndios que se alastravam durante os ataques. Assim o governo japonês restringiu o uso de madeira nas construções autoportante, até mesmo para proteger os recursos florestais que poderiam ser exauridos e também promover construções não-inflamáveis. Como resultado o Japão apresenta um mercado e uma indústria altamente desenvolvidos na área de construção em perfis leves de aço. No Brasil, a construção civil ainda é predominantemente artesanal caracterizada pela baixa produtividade e principalmente pelo grande desperdício, porém, o país já começa a dominar a tecnologia de obras industrializadas, tanto na área industrial quanto na residencial, possibilitando a execução de construções com rapidez e qualidade. As primeiras construções no processo “Steel Framing” começaram a ser implantadas em 1998, dando prosseguimento à necessidade de um produto industrializado e as vantagens intrínsecas desse processo construtivo frente ao sistema tradicional; portanto, podemos considerar que é um produto tecnológico novo no país, utilizado principalmente para construção de residências uni familiares. Mas, este sistema pode ser utilizado em diversos tipos de obras como hospitais, shoppings, residências e edifícios com até sete andares. Chamado nos Estados Unidos de "Light Steel Framing" é conhecido no Brasil como "construção a seco". Podemos chamar de construção a seco aquela cujo processo construtivo não utiliza argamassa ou elementos moldados no local, que implicam o emprego da água, sendo amplamente utilizado em vários países agregando-se diferentes tecnologias como concreto pré-moldado, madeira, estrutura metálica e sistemas mistos. LSF é um sistema autoportante de construção a seco, composto por painéis de perfis leves de aço galvanizado (180 g/m2), que suporta as cargas da edificação, com limite de escoamento Fy=230 MPa, conforme norma NBR 7008. Os painéis podem ser tanto internos quanto externos e são formados elementos verticais de seção transversal tipo Ue conhecidos como montantes e elementos horizontais de seção transversal tipo U, denominados guias. Estes painéis associados a elementos de vedação, exercem a mesma função das paredes das construções convencionais. Neste trabalho, adotamos as placas cimentícias como elementos de vedação. Bruno Loturco (Téchne, n.79, out.2003) afirma que, por definição, toda chapa delgada que contém cimento na composição é chamada de cimentícia. E ressalva, que embora redundante, não deve haver confusão de conceitos com a chamada "chapa verde", denominada tecnicamente de chapa de gesso acartonado tipo RU. Pois, essa última, apesar de especificada para uso em áreas molháveis ou sujeitas à ação da umidade de forma intermitente, não se enquadra na mesma categoria das chapas cimentícias. Estas placas foram desenvolvidas na época da expansão do uso da cerâmica nos EUA, para substituir o gesso acartonado (dry wall) e madeira, que apresentavam limitações principalmente em áreas externas e úmidas. As placas de concreto resolvem essas deficiências, podendo ser utilizadas em superfícies externas, locais úmidos ou quentes. ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 5
  • 6. Desta forma, apresentaremos a seguir as etapas do processo construtivo do sistema LSF, com fechamento em placa cimentícia, de acordo com as técnicas adotadas pela empresa A. 3.1 Projetos Assim como na construção convencional, é necessário que todos os projetos estejam prontos antes do inicio da obra. Apesar de ser uma obra industrializada, a arquitetura pode ser concebida em qualquer estilo, em qualquer tamanho, e com diferentes distribuições internas, com ou sem desníveis, obedecendo é claro as características técnicas dos materiais utilizados. 3.2 Fundações Com a aplicação do sistema LSF, a casa terá uma menor solicitação de cargas do conjunto estrutural, o que permite a utilização do radier apoiado sobre terreno. O radier é uma laje armada que recebe e distribui os esforços da edificação ao terreno de modo uniforme. Apesar de ser a fundação mais utilizada quando se refere ao sistema LSF, dependendo do tipo de solo e das necessidades do projeto estrutural, outros tipos de fundação podem ser utilizados, de acordo com o cálculo estrutural que indicará o tipo de fundação mais adequado. Para efeito de orçamento, consideramos o radier com a espessura de 15 (quinze) centímetros. Para execução deste tipo de fundação, o terreno é limpo e nivelado, para que seja marcada no solo a área para implantação da edificação, a qual é compactada manualmente. Os pontos de hidráulica (água fria e esgoto) são distribuídos, como pode ser observado na figura 1, para que em seguida seja aplicada uma camada de brita ou seixo, sobre a qual será estendida uma manta asfáltica, formando uma barreira impermeável entre o solo e o concreto da fundação posteriormente lançado. Figura 1 - A fundação do tipo radier já funciona como contra piso e calçada. Neste caso, os ralos e tubos de esgoto também já devem ter sido colocados. (ABCP, 2006) 3.3 Elevações 3.3.1 Montagem dos Painéis. Os principais perfis usados na montagem dos painéis são "guias" e "montantes", como mostra a figura 2. ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 6
  • 7. Figura 2 - Perfis utilizados nos painéis (BERNADOU, 2006). Eles devem ser dimensionados de acordo com as solicitações construtivas funcionais. Esses elementos possuem largura variável entre 90, 140 e 200 mm e espaçamentos dos montantes entre 40 a 60 cm dependendo da espessura da chapa. Neste trabalho, adotamos o perfil 90, que condiciona a espessura final da parede aproximadamente 110-120 mm de parede acabada. Porém, Outras espessuras podem ser utilizadas, segundo orientações do calculista. Para a montagem dos perfis são utilizadas as seguintes ferramentas: Trena, Prumo, Nível de Bolha, Parafusadeira, Furadeira, Pistola Finca Pinos, Serra Copos, Serrote, Tesoura, Alicate Puncionador para perfis, Espátula Metálica, Grampo de Pressão, Tesoura elétrica e Cortadeira Elétrica de Perfis. Os painéis estruturais estão sujeitos a cargas horizontais de vento, assim como a cargas verticais oriundas da sua utilização, dos pisos, telhados e outros painéis. Sua função é absorver esses esforços e transmiti-los à fundação, pois os montantes transferem as cargas verticais por contato direto através de suas almas, como mostra a figura 3. Figura 3 - Transferência das cargas verticais (Steel Framing, 2006). ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 7
  • 8. Observa-se que a figura 3 é apenas ilustrativa, pois exemplifica a transmissão de cargas à fundação de uma edificação de dois pavimentos, diferente da edificação em questão neste trabalho, a qual possui apenas um pavimento. 3.3.2 Contraventamento As placas de fechamento externo também podem atuar como diafragma rígido, possibilitando um aumento da resistência do painel. Porém, nem todas as placas apresentam características estruturais para resistir à ação das cargas horizontais. Portanto, nos casos em que são utilizadas placas de fechamento que não sejam estruturais, é necessário o uso de um Sistema de ligação entre os elementos principais da estrutura para aumentar a rigidez do conjunto, seria o contraventamento em “X”. No caso da placa adotada, em nosso orçamento, em painéis pequenos e paredes internas, o contraventamento é feito pela própria placa cimentícia, desde que as mesmas sejam aplicadas de forma a promover o contrafiamento entre as placas das duas faces opostas de uma parede. 3.3.3 Verga e Contraverga A verga é o elemento estrutural localizado sobre o vão de janelas e portas, com a finalidade de evitar a sobrecarga nas esquadrias. As aberturas para portas e janelas do painel portante, também necessitam destes elementos estruturais para a redistribuição do carregamento dos montantes interrompidos aos montantes que delimitam lateralmente o vão, denominados de ombreiras. A verga é composta de dois perfis "U" conectados por meio de uma peça aparafusada em cada extremidade. 3.3.4 Ancoragem da Estrutura Os painéis prontos são posicionados sobre o radier para que possam ser unidos entre si de uma só vez, com o propósito de oferecer o travamento necessário ao conjunto. Para a fixação dos painéis ao radier são utilizados dois elementos de fixação: o prego e o chumbador. 3.4 Fechamento dos Painéis As paredes de elevação que compõem a estrutura da edificação são completadas com placas de fechamento. Na parte externa e interna dos painéis das paredes e no forro, utilizam-se as placas cimentícias, produzidas, em geral, a partir de uma mistura balanceada de cimento Portland, agregados naturais e celulose, reforçadas com fios sintéticos de polipropileno. No mercado, encontramos placas de diversas espessuras e tamanhos de acordo com uso e a necessidade, sendo que para efeito de orçamento da casa em questão, foram adotadas as placas de 10 mm. Para iniciar o fechamento dos painéis, normalmente as placas aplicadas em quaisquer condições onde há água ou umidade possam atingir a face interna devem receber tratamento impermeabilizante a base de selante acrílico na face interna antes da instalação. As placas devem ser montadas sempre do centro para as extremidades e de ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 8
  • 9. cima para baixo, evitando a formação de ondulações indesejáveis. São fixadas diretamente nos perfis estruturais através de parafusos com ponta broca. As placas podem ter suas juntas tratadas de forma a se obter juntas aparentes, abertas ou invisíveis. O tratamento deve ser realizado com tempo seco e materiais nas condições ambientes de umidade. Neste trabalho, optamos pela junta invisível, que é a mais utilizada pela empresa estudada, nas construções das casas no sistema LSF. A junta invisível é feita com massa e uma manta com largura de 5 cm. 3.5 Instalações Elétrica e Hidráulica Foram adotados os mesmos projetos de instalação hidráulica e elétrica da casa construída no sistema convencional. A vantagem é que nos perfis montantes existem perfurações que facilitam a instalação das tubulações no interior das paredes, evitando quebras de paredes. 3.6 Revestimento Como a placa é lisa, dispensa a execução de chapisco, emboço e reboco, ou seja, pode receber diretamente sobre ela a pintura, textura, papel de parede, peças de granito ou mármore, azulejos ou revestimentos cerâmicos nas áreas molhadas, variando de acordo com o projeto. Em nosso orçamento, consideramos a aplicação de Cerâmica nas paredes da área do Banheiro e Cozinha. Considerando essas áreas revestidas em azulejo de 20x20cm sobre argamassa pronta na altura de 1,60 m e o rejunte flexível. Enquanto que nas paredes internas e externas das demais dependências, consideramos pintura em tinta acrílica com 03 demãos. 3.7 Pavimentação A fundação do tipo radier já funciona como contrapiso e calçada, e dispensa a camada regularizadora, antes do assentamento do piso. A pavimentação pode ser de qualquer tipo, mas neste trabalho adotamos o mesmo revestimento de piso da casa executada em construção convencional, lajota de 30x30cm PEI IV - Lisa sobre argamassa, com junta de dilatação de 3 mm, devidamente rejuntada. O rodapé é da mesma cerâmica, com h=7 cm devidamente rejuntado. 3.8 Cobertura e Forro Consideramos a estrutura do telhado executada em duas águas. Componentes tais como: cumeeira, linha, pendural, pernas, terças, asnas, frechais, ripas e etc, em madeira de lei. A empresa B especifica a utilização da telha cerâmica no sistema convencional, porém, adotamos a Telha de fibrocimento, a qual é utilizada pela empresa A nesse tipo de obra, por ser mais leve e dispensar encaliçamento. Na área dos ressaltos existentes nos 02 (dois) quartos, continua existindo uma laje que será em placa de 6 mm. O sistema pode receber qualquer tipo de forro (Gesso, PVC, etc.). Sendo assim, adotamos o mesmo forro da casa construída no sistema convencional, ou seja, o PVC. ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 9
  • 10. 4 ANÁLISE COMPARATIVA DOS SISTEMAS Cada sistema tem seu respectivo processo construtivo composto por diversos subsistemas. Comparando os subsistemas do processo construtivo convencional, com os do LSF com placa cimentícia, verificou-se que alguns deles aparecem nas duas situações, são eles: Serviços preliminares, Esquadrias e Ferragens, Instalações elétricas, instalações hidro-sanitárias, Revestimento em lajota, Peças e acessórios sanitários, Soleiras e peitoris, Forro, Pintura e Limpeza final. Para efeito de comparação, foi adotado um valor fixo de R$8.644,87 para estes subsistemas, como mostra a tabela 1. Tabela 1 – Discriminação dos serviços similares para os dois sistemas. Para os subsistemas que diferiram de um sistema para outro, foi elaborada uma composição de preços para cada um deles, quantificando a mão de obra e o material necessário, viabilizando assim a análise comparativa dos dois. São eles: Movimento de terra, Fundações, Elevação, Cobertura, Revestimentos e Pavimentação. As composições de preços do sistema LSF foram elaboradas tendo como base um orçamento fornecido pela empresa A, enquanto que as composições da casa construída no sistema convencional foram baseadas em índices das Tabelas de Composições de Preços para Orçamentos – TCPO e ainda, em informações fornecidas pela empresa B. ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 10
  • 11. Após a composição de cada um dos subsistemas, podemos chegar a um valor global para a construção da casa em cada sistema, como se pode observar na tabela 2. Tabela 2 – Resultado do estudo comparativo Sistema LSF x Sistema Convencional Podemos observar que alguns subsistemas estão sem valor para o sistema LSF. É o caso do “movimento de terra”, que no sistema convencional é composto por dois serviços: escavação manual e aterro, os quais são dispensados no sistema LSF, em função da fundação em radier. O mesmo ocorre no subsistema “revestimento”, o qual, normalmente, é composto por três camadas: Chapisco, emboço e reboco. Porém, como o acabamento da placa cimentícia é liso, dispensa a execução do revestimento. 5 CONCLUSÃO A análise comparativa nos mostra que o sistema convencional possui um custo reduzido. Além do custo reduzido o sistema convencional tem outras vantagens, como por exemplo: Mão de obra abundante, ele aceita qualquer tipo de revestimento devido sua boa aderência, tem um bom isolamento acústico, boa resistência ao fogo, impermeabilidade satisfatória e grande durabilidade. Sua grande desvantagem é o tempo de execução e alto índice de desperdício de materiais. Já casa construída no sistema LSF tem um preço de custo, por metro quadrado, em torno de 8,5% superior ao da casa construída no sistema convencional. Fazendo uma análise rápida da tabela, poderíamos supor que a razão pela qual o emprego do sistema LSF em estruturas de edificações tem sido pouco expressivo em nosso país se comparado ao potencial de nosso parque industrial, considerando que o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de aço. No entanto, se analisarmos cuidadosamente a tabela acima, vemos que um dos serviços que mais contribui para essa diferença é “Elevação”, o qual tem um custo, no sistema LSF, quase quatro vezes superior, quando comparado ao sistema convencional. Porém, apesar do alto custo, a elevação em placa cimentícia tem suas vantagens. Entre elas: • A placa permite fazer paredes leves de 50 kg/m², isto é, por exemplo, 1/3 do que pesaria uma parede convencional, resultando na alta a velocidade de aplicação e em menores custos de fundações, estruturas e transporte. ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 11
  • 12. Diminui a mão-de-obra, pois é de fácil montagem, não sendo necessária mão-de- obra altamente especializada; • Dá maior liberdade ao projeto, pois a facilidade de corte permite adequá-la a área a ser fechada; • É maleável, evita empenamentos permanentes na estocagem, permite fechar superfícies curvas e se ajusta às imperfeições e movimentações das estruturas, dificultando fissurações; • É resistente às intempéries e tem absorção controlada de água, evita o desenvolvimento de fungos e bactérias, minimizando as despesas com manutenção; • Por apresentarem pequena movimentação em função da temperatura e da umidade permitem aplicar revestimentos de base cimentícia ou que utilizem argamassa, textura, cerâmica etc., em ambientes externos, internos, áreas úmidas ou quentes. • É incombustível, protegendo o patrimônio; • Tem um bom desempenho termo-acústico, mantendo adequados índices de temperatura e umidade. E se forem utilizados lã de rocha e lã de vidro entre as paredes, esse desempenho chega a ser cerca de duas vezes e meio superior a parede de alvenaria convencional; • A placa cimentícia é lisa, não é preciso regularizar as imperfeições da parede dispensando reboco, e proporcionando ótimos resultados de acabamento no aspecto de qualidade. • É também ecologicamente correta, pois por ser feita de concreto leve pode ser moída para ser usada como agregado ou em projetos para aproveitamento de resíduos da construção; • Essas placas são, portanto, complemento indispensável em sistemas de paredes secas, além de serem a solução ideal quando leveza e rapidez de execução são necessárias, como é o caso do LSF. Tais vantagens podem justificar o elevado custo final da casa, principalmente se forem levadas em consideração também, as vantagens do sistema LSF, o qual é totalmente industrializado, sem restrições arquitetônicas, reciclável, com mão-de-obra reduzida devido sua fácil montagem. Ainda tem alta durabilidade resistindo à ação do tempo. Segundo o teste do IPT, o aço galvanizado tem durabilidade de 200 anos em meio agressivo, ou seja, exposto às intempéries. Porém, como no sistema LSF o aço galvanizado fica confinado dentro da parede, desta forma, a durabilidade é ainda maior. Outra vantagem é que a fabricação da estrutura pode ser feita em paralelo com a execução das fundações, possibilitando o trabalho em diversas frentes de serviços simultaneamente. Há também uma diminuição de formas e escoramentos, e a montagem da estrutura não é afetada pela ocorrência de chuvas, o que resulta uma redução aproximada de 30% dos prazos de construção quando comparada ao sistema convencional. Neste sistema, a obra corre em ritmo acelerado, já que as etapas obedecem rigorosamente a um cronograma e um projeto de montagem pré-determinado. Garantindo assim, a rapidez no retorno do capital investido. ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 12
  • 13. É importante ressaltar também que em razão da redução de peso dos painéis, há um alívio nas fundações, os esforços são melhores distribuídos por meio das paredes leves e portantes. As instalações hidráulicas, elétricas, entre outras são acopladas internamente às paredes, com amplas facilidades de acesso, pois basta criar janelas de acesso, não havendo demolições completas das paredes ou inutilização de pisos. É uma operação relativamente simples sem muita sujeira e pouco entulho. A possibilidade de planejamento da obra evita o desperdício de materiais e mão de obra, evita também adaptações ou improvisações, garantindo um canteiro de obras mais limpo e organizado, tendo um maior controle sobre o custo. Sem contar que, a construção é modular, o que facilita faturas ampliações. A principal vantagem do sistema LSF é a rapidez de execução. Enquanto a casa em estudo é construída em 59 dias corridos, no sistema LSF ela demoraria em torno de 15 dias, de acordo com empresas que trabalham com esse tipo de sistema. A estrutura seria montada em 5 dias. Esse ganho de tempo se dá devidos às etapas da obra que eliminam alguns serviços, como é o caso da fundação em radier que elimina boa parte dos serviços de pavimentação e da placa cimentícia que elimina os serviços de revestimento, potencial gerador de entulho na obra. Vale ressaltar que, especificamente na área residencial, a construção industrializada se mostra uma opção muito mais rápida e competitiva tanto para satisfazer as exigências do residencial de alto padrão quanto para projetos desenvolvidos para o segmento de baixa renda. Enquanto que a alvenaria, por ser um sistema secular de construção, já demonstrou com exaustão todas as vantagens e desvantagens sendo que as tentativas de torná-la um sistema com maior alcance internacional em construções residências já se esgotaram. A essência artesanal do processo imprime um ritmo muito lento de produção que acabam por ser incompatível com as necessidades impostas pela evolução natural do tempo. Todavia, o sistema LSF com fechamento em placa cimentícia, também tem suas desvantagens. Além do custo elevado, a distribuição dos produtos utilizados ainda é de difícil aquisição, no estado do Pará principalmente, onde os perfis metálicos são fabricados somente pela empresa estudada, a qual ainda não os comercializa. Os perfis encontrados, no Pará, mercado são destinados às paredes de gesso acartonado. Em outros estados brasileiros podemos encontrar fabricantes destes perfis, porém, eles são comercializados em lotes mínimos, o que inviabiliza o projeto para execução de apenas de uma unidade. Quanto às placas cimentícias, ainda não existem normas brasileiras específicas para a fabricação delas, o que obriga fabricantes e laboratórios de pesquisa a adotarem as normas americanas para a realização de ensaios, principalmente os padrões adotados pela ASTM (American Society for Testing and Materials) e pela ANSI (American National Standards Institute). Sendo assim, ao analisar apenas o custo unitário, o sistema convencional se torna o mais viável. Entretanto, numa análise ampliada, o sistema LSF oferece maior viabilidade quando se é avaliada a relação custo unitário/prazo de entrega, pois é um processo com um nível de industrialização muito superior quando comparado à construção em alvenaria, substituindo com vantagens técnicas e ambientais, materiais como tijolos, madeiras e elementos de concreto. Proporcionando um salto qualitativo no processo produtivo, com ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 13
  • 14. pequena variação no custo final e posicionando a indústria nacional de construção civil de uma forma mais competitiva frente a um mercado globalizado. Fica na responsabilidade do cliente optar pelo o sistema que mais se adequar a suas necessidades. Se o cliente acredita que os 8,5% pagos a mais por metro quadrado, pagam todas as vantagens que oferece o sistema LSF e a placa cimentícia, garantindo a entrega do imóvel em um prazo menor, ele irá optar pela nova tecnologia. Agora, se o cliente visa menor custo e faz parte da grande parcela da população, a qual tem uma forte barreira cultural em relação ao uso de novas tecnologias na construção civil, ele irá optar pelo sistema convencional. Referências ARAÚJO, Tereza D. P., Notas de Aulas da Construção de Edifício I – Departamento de Engenharia Estrutural e Construção Civil Universidade Federal do Ceará-CE, 2003,22p. Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Folheto "Mãos à Obra", São Paulo, 2006. 32p. Disponível em: http://www.abcp.org.br/downloads/arquivos_pdf/M_OBRA.pdf. BERNADOU, M, Casas Industrializadas. Disponível: http://metálica.com.br Acesso 14/03/2006. CASTROS, E.M.L. Como construir casa popular com estrutura de aço leve, Revista Téchne nº. 115, Jul.2006, p.77-80. Centro Brasileiro de Construção em Aço (CBCA). Cosipa e CEF debatem casas de aço, A Tribuna, estado de São Paulo, seção Indústria -27/10/2006. Disponível em: http://www.cbca-ibs.org.br/index.asp. Acesso 30/10/2006. Centro Brasileiro de Construção em Aço (CBCA). Guia do Construtor em Steel Framing. Tradução original “Builder’s Steel Stud Guide” 1996,Crasto, R. C.M ; Freitas,A.M.S,2003-29p. Disponível em: http://www.cbca-ibs.org.br/index.asp Acesso 24/04/2006 Centro Brasileiro de Construção em Aço (CBCA). Manual de Alvenarias, NASCIMENTO, Otávio.L, 2004,52p. Centro Brasileiro de Construção em Aço (CBCA). Manual Steel Framing Arquitetura, Crasto, R. C.M; Freitas, A.M.S, 2006,124p. Disponível em: http://www.cbca- ibs.org.br/index.asp CRASTO, R. C.M.; FREITAS, A.M.S, Construções de Light Steel Frame, Revista Téchne nº. 112, Jul.2006, p.60-65. CYERT, R.M.; FRUEHAN, R.J., Meeting the Challenge: U.S. Industry Faces the 21ST Century the Basic Steel Industry (Sloan Steel Industry Competitiveness Study Carnegie Mellon University - Pittsburgh, PA). ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 14
  • 15. GEROLLA, G. Sistema construtivos Casas Leves, Revista Téchne nº. 112, Jul.2006,48-52p. Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Disponível: http://www.ipt.br/ Acesso 05/09/2006. KENDALL, J. A. A; ABREU, P.; GARRIDO E. e CABRAL, T. Certificação e Qualidade: reflexões sobre a avaliação de conformidade, prática que vem se consolidando em resposta às exigências do mercado Revista Metalurgia e Materiais, nº. 562, dez. 2005. LOTURCO, B. FECHAMENTOS: chapas cimentícias são alternativa rápida para uso interno ou externo. Revista Téchne nº. 79, Out.2003, p.62-66. Obra Viva. Disponível: http: //www.obraviva.com.br/argamassa.htm. Acesso 05/09/2006. MARTINS,J.G. Alvenarias – Condições Técnicas de execução. Disponível: http://www2.ufp.pt/~jguerra/PDF/Construcoes/Alvenarias.pdf Acesso 12/03/2006. SALES, U. C., SOUZA, H. A. e NEVES, F. A. Interfaces entre sistemas de vedação e estruturas metálicas, problemas reais. Téchne nº. 53, 2001. Disponível em: http: //www.piniweb.com/datapini/bancomaterias/techne/. TAUIL, C.A. Manual Técnico de Alvenaria. São Paulo: ABCI, 1990. 275p. ZULIAN, C.S; DONÁ, E. e VARGAS, C.L. Construção Civil: notas de aulas - Alvenaria. UEPG. Disponível: http: //uepg.br/denge/civil/2002. Acesso 18/03/2006. ANAIS DO 50º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2008 – 50CBC0123 15