Roteiro 0006

262 visualizações

Publicada em

Sobre Roteiro

Publicada em: Arte e fotografia
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
262
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
5
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
12
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Roteiro 0006

  1. 1. OFICINA DE ROTEIRO Myrella Soares França Publicitária / Cineclubista / Monitora e Oficineira Cine Mais Cultura – DF
  2. 2. 1 - INT. QUARTO DE GARDÊNIA – NOITE GARDÊNIA abre uma gaveta de sua penteadeira. Gardênia retira uma pilha de cartas em envelopes antigos, amarelados. Gardênia senta na beirada da cama. Lentamente, passa envelope por envelope diante dos olhos. Ao segurar um envelope de papel pardo, Gardênia para subitamente. Gardênia olha fixamente para o envelope. CORTA PARA 2 - INT. SALA DE VISITAS DO HOSPITAL – DIA CHARLES está sentado em uma mesa, escrevendo com um toco de lápis sobre um papel pautado. Gardênia, mais jovem, está sentada à frente de Charles. GARDÊNIA O senhor não vai falar nada? CHARLES Eu estou escrevendo. Charles continua escrevendo, rapidamente.Uma lágrima escorre no rosto de Gardênia. CORTA PARA 3 – INT.QUARTO DE GARDÊNIA – NOITE Gardênia olha fixamente para o envelope. No envelope, lê-se: De Charles. Hospital Psiquiátrico de São Pedro,Ala 1, quarto 52. Gardênia abre o envelope. Retira dali uma carta. Na carta, lê-se: 7 de abril de 2003, Querida Filha. Gardênia lê a carta concentrada. Gardênia se assusta com o ruído do rádio relógio, que, subitamente, dispara tocando uma canção. O rádio relógio mostra: 0:00h / 7 de abril de 2008. Uma lágrima escorre no rosto de Gardênia.A lágrima mancha o papel da carta. FIM
  3. 3. Roteiro: Ferramenta e modo de escrever, texto claro e de fácil consulta Para a equipe envolvida na filmagem. Contém três unidades de ação dramática: tempo, espaço e ação. Todo drama é conflito; Sem conflito não há personagem; sem personagem não há ação; sem ação não há estória; sem estória não há roteiro.
  4. 4. • Idéia central do espetáculo audiovisual. Argumento •Apresentação; •Texto base para o roteiro. Storyline • Forma escrita narrativa; • Diretriz Roteiro Um príncipe cujo pai, que era rei, foi assassinado por seu tio com o fim de usurpar a coroa. Este crime conduziu o jovem príncipe a uma crise existencial, que terminou numa onda de mortes, inclusive a sua própria. Storyline Hamlet, deWillian Shakespeare
  5. 5. EXT. RUAS DO CONJUNTO – DIA Cabeleira, Alicate e Marreco correm, perseguidos de perto, por um POLICIAL que dá tiros para o alto. Eles riem. E também atiram para o alto. BUSCA-PÉ (Voz Oculta) O Trio Ternura não tinha medo de ninguém. Nem da polícia... Eles achavam que a Cidade de Deus era deles. Mas tinha um monte de bandido que achava a mesma coisa. Naquele tempo, a Cidade de Deus ainda não tinha dono. Os bandidos se metem pelas ruelas do local. MONTAGEM cria a sensação de labirinto: o Policial nunca sabe para onde ir. Os bandidos param um instante. Tiram as camisetas vermelhas, jogando- as por trás do muro de uma casa. Todos agora estão de camiseta branca. Pelas ruas da Cidade de Deus Cabeleira, Alicate e Marreco fogem da polícia. Eles percorrem algumas ruelas, trocam de roupa e correm até o campinho fingem jogar bola com os meninos. Argumento Roteiro
  6. 6. :: Conflito – não há ação dramática sem conflito. Forças opositoras, de algum modo, precisam existir. :: Sonoridade – a força de uma narrativa dramática está na sonoridade do texto expressa nas falas, na locução, nos sons de ambiente, etc. :: Estética – as imagens precisam ser criadas e visualizadas através de um conceito estético que harmonize formas, cores e movimentos, causando impacto visual no público.
  7. 7. três partes essenciais que precisam estar bem desenvolvidas: personagem, estrutura e enredo. Parte 1 seria esta a introdução do filme, delimitando os personagens e suas ações, aí vem o primeiro ponto de virada, onde se passa para a ... Parte 2 desenvolvimento do filme, a confrontação, que se divide (através do ponto central) em duas partes. Parte 3 por último se define o filme, o desfecho da história, lembrando sempre que este se trata de um roteiro clássico, mas podem existir modificações.
  8. 8. Jornada do Herói
  9. 9. Prática: 1. Descreva seu herói: Quem é, qual a sua aparência, o que faz, onde mora, o faz nas horas vagas... 2. O obstáculo: qual a motivação que vai levar o seu herói a arriscar? 3. Solução: como o herói vai conseguir o seu intento. Atenção: comece sua sinopse por aqui. 4. Final: Lição de vida do filme.
  10. 10. 1. As ações definem uma personagem 2. Ache lugares onde o silêncio funciona melhor do que as palavras. 3. MOSTRE, NÃO CONTE 4. Escreva e reescreva! 5. Você tem que saber onde está levando sua história ou nunca chegará lá. 6. “O que é verdade é verdade. O que é mentira é mentira. E o público não gosta de ser enganado”. D.I.C.A.S

×