Narrativa 0001

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Narrativa 0001

  1. 1. Língua Portuguesa 9ºAno
  2. 2. Categorias da Narrativa Ação
  3. 3. TempoTempo – Quando decorre a ação– Quando decorre a ação
  4. 4. 1. Cronológico – Traduz-se nas marcas da passagem do tempo (dia, mês, ano, etc) Ex: “Nos primeiros 40 dias um rapaz fora com ele” 2. Histórico – Enquadramento histórico das ações Ex: “Eram então, em todo o reino das Astúrias, os fidalgos mais famintos” 3. Psicológico - É de natureza subjetiva; designa o modo como a personagem sente o fluir do tempo. Ex: “Como o tempo corria devagar”
  5. 5. 4. Do Discurso - Resulta do modo como o narrador trata o tempo da história. O narrador pode respeitar a ordem cronológica ou alterá-la. Momento actual Momento anterior Momento posterior AnalepseAnalepse ProlepseProlepse
  6. 6. Psicológico EspaçoEspaço – Onde decorre a ação; onde se– Onde decorre a ação; onde se movimentam as personagens.movimentam as personagens.
  7. 7. 1. Físico: Lugar onde a ação se realiza Ex: “Era um velho que pescava sozinho num esquife na corrente do Golfo.” 2. Social: Espaço social que envolve as personagens e a ação Ex: Era uma vila psicologicamente degradada. 3. Psicológico: Espaço vivido pela personagem, de acordo com o seu estado de espírito. Ex. se a personagem está triste, descreve a paisagem como também sendo triste.
  8. 8. PersonagensPersonagens – elementos indispensáveis da– elementos indispensáveis da ação; conduzem a intriga e levam-na ao clímax.ação; conduzem a intriga e levam-na ao clímax. Conceção
  9. 9. 1.1. RelevoRelevo 1.1 Personagem principal - É a personagem mais destacada. É em torno dela que se desenrola toda a narrativa. Ex: A aia no conto de Eça de Queirós. 1.2 Personagens secundárias – Personagens que, embora essenciais, desempenham papéis de menor relevo no desenrolar da ação. Ex: A rainha no conto de Eça de Queirós. 1.3 Figurantes – são aqueles que ajudam a construir um ambiente, não tendo nenhuma intervenção na ação Ex: As gentes da rainha no conto de Eça de Queirós.
  10. 10. 2.2. CaracterizaçãoCaracterização 2.1 Física: Indicações de particularidades como altura, estatura, cor dos olhos Ex: “O velho era magro e seco, com profundas rugas na parte de trás do pescoço.” 2.2 Psicológica: Traços de carácter, qualidades da personagem, como hábitos, sentimentos, relacionamento com os outros, etc. Ex: “As maneiras frias davam-lhe uma graça um tanto hostil”
  11. 11. 3.3. Processos de CaracterizaçãoProcessos de Caracterização 3.1 Direta – As características são diretamente apontadas pela própria personagem (autocaracterização), por outra personagem ou pelo narrador (heterocaracterização) Ex: “De cara balofa e gordalhufa, luneta preta com grossa fita passada atrás da orelha” 3.2 Indireta – As características são deduzidas através de comportamentos, atitudes ou ações da personagem Ex: Não dava nada a ninguém Subentende-se que é egoísta
  12. 12. 4.4. ConceçãoConceção 4.1 Redonda (Modelada) - Modifica o seu comportamento ao longo da história e mostra-se cada vez mais complexa. 4.2 Plana – Nunca evolui nem revela densidade psicológica. 4.3 Coletiva – Representa um conjunto de indivíduos. 4.4 Tipo – É uma personagem que representa as qualidades/ defeitos de uma classe social/ profissão.
  13. 13. AçãoAção – Sucessão de acontecimentos que– Sucessão de acontecimentos que contribuem para o avanço da históriacontribuem para o avanço da história Estrutura da ação Ação
  14. 14. 1.1. RelevoRelevo 1.1 Central - resulta de todos os episódios que vão dando a conhecer a vida da personagem principal. 1.2 Secundária - Os factos que não contribuem decisivamente para o desenlace. AçãoAção
  15. 15. 2.2. OrganizaçãoOrganização 2.1 Encadeamento – Um acontecimento é contado a seguir ao outro sucessivamente. S1 S2 S3 S4 2.2 Alternância – Conta-se mais do que uma história, alternando-as. H1 H3 H2 H4 2.3 Encaixe – Dentro de uma história conta-se outra, que enriquece a primeira S1 Seq. Encaixada S1
  16. 16. 3.3. DelimitaçãoDelimitação 3.1 Fechada – a história é contada até ao desfecho final 3.2 Aberta – o final da história não é revelado 4.4. EstruturaEstrutura
  17. 17. Determinantes pessoais Determinantes pessoais e demonstrativos na e demonstrativos na 3ª pessoa - 1ªpessoa - meu(s), minha(s), dele(s), dela(s), seu(s), sua(s); nosso(s), nossa(s), este (s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s) estas(s) Narrador PresençaPresença Participante (presente) Não participante (ausente) DefiniçãoDefinição Narrador que participa Narrador que não participa na história que narra na história que narra. Pronomes pessoais da Pronomes pessoais da 3ª pessoa - 1ª pessoa – eu, me, comigo; ele(s), ela(s), lhes nós, nos, connosco Formas verbais na Formas verbais na 3ª pessoa (sing. 1ª pessoa (sing. e pl.) e pl.) Vi, encontrei; vimos, Viu, encontrou; viram, encontraram encontrámos Posição Narrador Objetivo Narrador Subjetivo DefiniçãoDefinição Narrador que narra os Narrador que narra os acontecimentos com acontecimentos com subjetividade objetividade e e parcialidade imparcialidade FocalizaçãoFocalização Omnisciente Interna Externa DefiniçãoDefinição Conhece toda a história Conhece apenas parte da Sabe menos do que e personagens história e das personagens as personagens
  18. 18. – narração - relato de acontecimentos e de conflitos, situados no tempo e encadeados de forma dinâmica, originando a ação (verbos de movimento e formas verbais do pretérito perfeito, imperfeito e mais que perfeito); – descrição - informações sobre as personagens, os objetos, o tempo e os lugares, que interrompem a dinâmica da ação e vão desenhando os cenários (verbos copulativos ou de ligação e formas verbais do pretérito imperfeito).
  19. 19. O discurso das personagens, mais distante do narrador, apresenta-se sob as formas de: – diálogo - interação verbal ou conversa entre duas ou mais personagens (discurso direto); – monólogo - conversa da personagem consigo mesma, discurso mental não pronunciado ou pronunciado, mas sem ouvinte.

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