HerpesO herpes é uma doença viral recorrente, geralmente benigna, causada pelos vírus Herpes simplex1 e 2, que afeta princ...
PoliomieliteA poliomielite, ou "paralisia infantil", é uma doença infecto-contagiosa causada por vírus que seinstala aguda...
PrevençãoA poliomielite pode ser evitada através de vacinação e medidasde prevenção contra doenças transmitidas por contam...
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Herpes

  1. 1. HerpesO herpes é uma doença viral recorrente, geralmente benigna, causada pelos vírus Herpes simplex1 e 2, que afeta principalmente a mucosa da boca ou região genital, mas pode causar gravescomplicações neurológicas. Traz muitos incômodos, não tem cura, e pode ser mortal, mas algunsremédios podem ser utilizados para diminuir os sintomas.São muito frequentes. Em alguns países, especialmente pobres, 90% das pessoas têm anticorposcontra o HSV1, ainda que possam não ter tido sintomas. Um quinto dos adultos terá herpesgenital, incluindo a Europa e os EUA. TransmissãoO herpes oral, particularmente se causado por HSV1, é uma doença primariamente da infância,transmitida pelo contato direto e pela saliva. O herpes genital é transmitido pela via sexual.Dentistas e outros profissionais de saúde que lidam com fluídos bucais estão em risco de contrairinfecção dolorosa dos dedos devido ao seu contacto com os doentes. Sintomas Após infecção da mucosa, o vírus multiplica-se produzindo os característicos exantemas (manchas vermelhas inflamatórias) e vesículas (bolhas) dolorosas (causadas talvez mais pela resposta destrutiva necessária do sistema imunitário à invasão). As vesículas contêm líquido muito rico em virions e a sua ruptura junto à mucosa de outro indivíduo é uma forma de transmissão (contudo também existe vírus nas secreções vaginais e do pênis ou na saliva). Elas desaparecem e reaparecem sem deixar quaisquer marcas ou cicatrizes. É possivel que ambos os vírus e ambas as formas coexistam num só indivíduo. Os episódios agudos secundários são sempre de menor intensidade que o inicial (devido aos linfócitos memória), contudo a doença permanece para toda a vida, ainda que os episódios se tornem menos frequentes. Muitas infecções e recorrências são assintomáticas. Diagnóstico e tratamentoNa maior parte dos casos o simples exame clínico permite ao médico diagnosticar o herpes. Emcasos mais complexos ou menor evidentes o vírus é recolhido de pústulas e cultivado em meioscom células vivas de animais. A observação pelo microscópio destas culturas revela inclusõesvíricas típicas nas células. Na encefalite pode ser necessário obter amostras por biópsia.Não há vacina nem tratamento definitivo, apesar de alguns fármacos especialmenteacicloguanosinas como o aciclovir poderem reduzir os sintomas e o perigo de complicações comoencefalite. O que aparece são bolhas na vagina e no pênis.É possível reduzir a transmissão evitando o contacto direto com outros ou com objetos usados poroutros (copos, bocais de instrumentos de sopro) quando o herpes labial está ativo, e abstinênciasexual quando a região afetada pelo herpes genital não está com aparência saudável normal.
  2. 2. PoliomieliteA poliomielite, ou "paralisia infantil", é uma doença infecto-contagiosa causada por vírus que seinstala agudamente e é caracterizada por um quadro clássico de paralisia flácida de início súbito.O déficit motor instala-se subitamente, e a evolução não costuma ultrapassar três dias. Acometeem geral os membros inferiores, de forma assimétrica, e se caracteriza por flacidez muscular(perda do tônus muscular), com preservação da sensibilidade e ausência de reflexos na parte docorpo atingida pela doença. TransmissãoO modo de aquisição do poliovírus é oral, através de transmissão fecal-oral ou, raramente, oral-oral. A multiplicação inicial do poliovírus ocorre nos locais por onde penetra no organismo(garganta e intestinos). Em seguida dissemina-se pela corrente sanguínea e, então, infecta osistema nervoso, onde a sua multiplicação pode ocasionar a destruição de células (neurôniosmotores), o que resulta em paralisia flácida.A transmissão do poliovírus ocorre mais frequentemente a partir do indivíduo assintomático. Aeliminação é mais intensa 7 a 10 dias antes do início das manifestações iniciais, mas o poliovíruspode continuar a ser eliminado durante 3 a 6 semanas. A poliomielite não tem tratamentoespecífico. RiscosA poliomielite ainda é considerada endêmica pela Organização Mundial da Saúde na Nigéria, Índia,Afeganistão e Paquistão. Existem perspectivas de erradicação, mas elevado número de pessoasque deslocam de e para áreas endêmicas fazem com que o risco de reintroduçãoda poliomielite seja preocupante e, enquanto existirem áreas endêmicas no mundo, permanente.Não sem razão, entre 2003 e 2005, a doença foi reintroduzida , através de casos importados, em25 países de onde fora anteriormente eliminada.No Continente Americano, o último caso de poliomielite paralítica causado pelo poliovírusselvagem ocorreu no Perú em agosto de 1991. Em 1994 a eliminação da poliomielite noContinente Americano, o primeiro a obtê-la, foi atestada por uma Comissão Internacional. NoBrasil, o último caso de poliomielitecom o vírus selvagem ocorreu em 1989, e o país recebeuo Certificado de Eliminação da Poliomielite em 12 de dezembro de 1994. No entanto, o risco dereintrodução do poliovírus selvagem em países de onde a doença já foi eliminada, tornamandatória a vigilância continuada dos casos de paralisia flácida e a manutenção dos programasde imunização para a poliomielite. A vacina contra a poliomielite faz parte doCalendário Básicode Vacinação, e é aplicada aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade. Além disto, é realizada anualmenteuma Campanha Nacional de Imunização, na qual são vacinadas crianças com idade de até cincoanos. ManifestaçõesUma pessoa que se infecta com o poliovírus pode ou não desenvolver a doença e mais 95% dasinfecções são assintomáticas. O período entre a infecção com o poliovírus e o início dos sintomas(incubação) varia de 3 a 35 dias. Quando ocorrem, as manifestações são semelhantes às deoutras doenças, como infecções respiratórias (febre e dor de garganta, "gripe")ou gastrintestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação - "prisão de ventre" - ou,raramente, diarréia). Na maioria das vezes as manifestações desaparecem em uma semana e nãoocorre comprometimento do sistema nervoso central.Em algumas pessoas, após as manifestações iniciais, pode surgir um quadrode meningite asseptica, geralmente, com recuperação completa em até dez dias sem queocorra paralisia. Contudo, em uma em para cada 200 pessoas infectadas pode haver odesenvolvimento de poliomielite paralítica. A paralisia flácida geralmente começa entre 1 e 10 diasdepois das manifestações iniciais e progride por 2 a 3 dias. Apoliomielite não tem tratamentoespecífico. Muitas pessoas que desenvolvem poliomielite paralítica se recuperam total ouparcialmente, mas 2 a 5% das crianças e 15 a 30% dos adultos podem evoluir para o óbito.
  3. 3. PrevençãoA poliomielite pode ser evitada através de vacinação e medidasde prevenção contra doenças transmitidas por contaminaçãofecal de água e alimentos. Existem dois tipos de vacinas,aSabin (oral, com vírus atenuado) e a Salk (injetável, comvírus inativado). A vacina oral contra a poliomielite não deveser utilizada em pessoas com imunodeficiência (inclusiveportadores de HIV) e nem em contactantes destes indivíduos,situações nas quais deve ser utilizada a vacina produzidacomvírus inativado (injetável). Os indivíduoscom imunodeficência, além do risco maior de poliomielitevacinal, podem eliminar o vírus pelas fezes por períodosprolongados (meses, anos), o que facilita a ocorrência demutação ("reversão") e constitui um risco para pessoas nãovacinadas.

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