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Apostila de IPT 1ºsemestre

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  1. 1. UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIPINTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL IPT- I SEMESTRE: 1º PROF:Ms Florcema F.Bacellar
  2. 2. 2 2013 CRONOGRAMA DE INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTO 1ae 2a. Aulas - A leitura como fonte de conhecimento e participação na sociedade; FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. 16ª ed. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003. (Lição 3 e 4) 3a. e 4a. Aulas - as diferentes linguagens: verbal, não verbal; formal e informal; FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. 16ª ed. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003. (Lição 40) 5a. Aula - noções de texto: unidade de sentido; FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. 16ª ed. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003. (Lição 1) 6a. Aula - textos orais e escritos; Textos com temas variados para interpretação e produção; 7a. e 8a. Aulas - estilos e gêneros discursivos: jornalístico, científico, técnico, literário, publicitário entre outros; FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. 16ª ed. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003. (Lição 34, 38, 44) 9a. e 10a. Aula - Qualidades do texto: coerência, coesão, clareza, concisão e correção gramatical; FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. 16ª ed. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003. (Lição 29, 30 e 31) 11a. e 12a. Aula - complemento gramatical; FARACO, Carlos Alberto e TEZZA, Cristovão. 11ª ed. Prática de texto para estudantes universitários. Petrópolis: Vozes, 2003. ( os itens indicados em Tópicos da Língua Padrão, distribuídos ao longo do livro)BIBLIOGRAFIABibliografia BásicaFARACO, Carlos Alberto e TEZZA, Cristovão. Prática de texto para estudantes universitários. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. Lições de texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2004.Bibliografia ComplementarBLIKSTEIN, Izidoro. Técnicas de comunicação escrita. 21.ed.São Paulo: Ática, 2005.EMEDIATO, Wander. A fórmula do texto: redação, argumentação e leitura. São Paulo: Geração Editorial, 2004.FERRARA, Lucrécia. Leitura sem palavras. São Paulo: Ática, 1997.GRION, Laurinda. Dicas para uma boa redação: como obter mais objetividade e clareza em seus textos. São Paulo: Edicta, 2004.LUFT, Celso Pedro. Moderna gramática brasileira. Rio de Janeiro: Globo, 1997.NUNES, Marina Martinez. Redação eficaz: como produzir textos objetivos. São Paulo: Sagra Luzzatto, 2000.PERISSÉ, Gabriel. Ler, pensar e escrever. São Paulo: Arte e Ciência, 2004.TRAVAGLIA, Luiz e KOCH, Ingedore. A coerência textual. São Paulo: Contexto, Dicionários diversos, jornais e revistas. PLANO DE ENSINO2013– 1º SEMESTRECURSO: ADM-ENG-PSIC-DISCIPLINA: INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL (IPT)CARGA HORÁRIA: 2 HORAS/SEMANAL
  3. 3. 3PROFESSORES: Florcema F. BacellarFUNCIONAL: 460796 Nº de Dias Conteúdo Tipo de Aula: expositiva, seminário, Aulas Letivos discussão de texto, aula extraclasse, Dia/Mes palestra, visita técnica, etc 1 1º sem Apresentação do Expositiva e prática. conteúdo. Critério de avaliação e explicação do planejamento. Sondagem gramatical 2 2º sem Texto: A leitura como Discussão de texto. conhecimento. Níveis de leitura de um texto. Exercícios. 3 3º sem As diferentes linguagens: Expositiva e discussão de textos. verbal, não-verbal, formal, informal. Níveis de linguagem. Texto: Este texto tem mil palavras. 4 4ºsem Noções de texto: unidade Expositiva e discussão de textos. de sentido; diretrizes para a leitura, análise e interpretação de textos. Exercícios: “Inácio da Catingueira e Romano”; “Os desastres de Sofia”. 5 5ºsem Tópicos gramaticais: Aplicação prática do conteúdo com orientação acentuação e o uso do do professor. sinal da crase. Música: Construção de Chico Buarque. 6 6ºsem Avaliação do livro “O Monge e o Executivo” Revisão para prova Esclarecimentos de dúvidas 7 7º sem NP1 ( A CONFIRMAR) Prova elaborada com questões objetivas e VALOR 10,0 dissertativas sobre o conteúdo do 1º bimestre. 8 8º sem Vista de provas, Esclarecimento de dúvidas. Aplicação prática correção e explicação. do conteúdo com orientação do professor. Estilos e gêneros discursivos: jornalístico, científico, técnico, literário, publicitário entre outros. 9 9ºsem Qualidades do texto: Aplicação prática do conteúdo com orientação coerência, coesão, do professor. clareza, concisão e correção gramatical. 10 10ºsem Continuação: - Aplicação prática do conteúdo com orientação Qualidades do texto: do professor. coerência, coesão, clareza, concisão e correção gramatical. Exercícios. 11 11º sem Complemento gramatical o Aplicação prática do conteúdo com orientação
  4. 4. 4 uso do porquê. Exercícios do professor. variados sobre tópicos gramaticais.12 12º sem Texto e interpretação: Aplicação prática do conteúdo com orientação coerência, coesão, do professor. clareza, concisão.13 13º sem Complemento gramatical. Aplicação prática do conteúdo com orientação Emprego dos verbos. do professor.14 14º sem Revisão para prova Esclarecimentos de dúvidas15 15º sem NP2 ( a confirmar) Provas elaboradas com questões objetivas e dissertativas sobre o conteúdo do 2º bimestre.16 16º sem Semana de provas .17 17º sem Substitutivas e revisão de provas18 18º sem Exame ( valor 10,0) .
  5. 5. 5Curiosidades ortográficas: A fim ou afim? Escrevemos afim, quando queremos dizer semelhante. (O gosto dela era afim ao da turma.) Escrevemos a fim (de), quando queremos indicar finalidade. (Veio a fim de conhecer os parentes. /Pensemos bastante, a fim de que respondamos certo. / Ela não está a fim do rapaz.) A par ou ao par? A expressão ao par significa sem ágio no câmbio. Portanto, se quisermos utilizar esse tipo de expressão,significando ciente, deveremos escrever a par. Fiquei a par dos fatos. / A moça não está a par do assunto. A cerca de, acerca de ou há cerca de? A cerca de significa a uma distância. (Teresópolis fica a cerca de uma hora de carro do Rio.) Acerca de - significa sobre. (Conversamos acerca de política.) Há cerca de - significa que faz ou existe(m) aproximadamente. (Mudei-me para este apartamento há cercade oito anos. / Há cerca de doze mil candidatos, concorrendo às vagas.) Ao encontro de ou de encontro a? Ao encontro de - quer dizer favorável a, para junto de. (Vamos ao encontro dos nossos amigos. / Isso vemao encontro dos anseios da turma.) De encontro a - quer dizer contra. (Um automóvel foi de encontro a outro. / Este ato desagradou aosfuncionários, porque veio de encontro às suas aspirações.) Há ou a?
  6. 6. 6 Quando nos referimos a um determinado espaço de tempo, podemos escrever há ou a, nas seguintessituações: Há - quando o espaço de tempo já tiver decorrido. (Ela saiu há dez minutos.) A - quando o espaço de tempo ainda não transcorreu. (Ela voltará daqui a dez minutos.) Haver ou ter? Embora usado largamente na fala diária, a gramática não aceita a substituição do verbo haver pelo ter.Deve-se dizer, portanto, não havia mais leite na padaria. Se não ou senão? Emprega-se o primeiro, quando o se pode ser substituído por caso ou na hipótese de que. Se não chover, viajarei amanhã (= caso não chova - ou na hipótese de que não chova, viajarei amanhã). Se não se tratar dessa alternativa, a expressão sempre se escreverá com uma só palavra: senão. Vá de uma vez, senão você vai se atrasar. (senão = caso contrário). Nada mais havia a fazer senão conformar-se com a situação (senão = a não ser). "As pedras achadas pelo bandeirante não eram esmeraldas, senão turmalinas, puras turmalinas" (senão = mas). Não havia um senão naquele rapaz. (senão = defeito). Haja vista ou haja visto? Apenas a primeira opção é correta, porque a palavra "vista", nessa expressão, é invariável. Haja vista o trágico acontecimento... (hajam vista os acontecimentos...) Em vez de ou ao invés de?
  7. 7. 7 A expressão em vez de significa em lugar de. (Hoje, Pedro foi em vez de Paulo. / Em vez de você, vou eupara Petrópolis.) A expressão ao invés de significa ao contrário de. (Ao invés de proteger, resolveu não assumir. / Ao invésde melhorar, sua atitude piorou a situação). afim de. Trata-se de um uso mais freqüente na linguagem atual. A forma porquê representa um substantivo. Significa causa, razão, motivo e normalmente surge acompanhade uma palavra determinando, um artigo, por exemplo. Creio que os verdadeiros porquês mais uma vez não vieram à luz. O MESMO Está havendo, hoje em dia, um certo abuso no tocante à palavra "mesmo", que tem sido usada no lugar de nomese pronomes de modo indevido e inconveniente. "Mesmo" pertence a diversas categorias gramaticais e seu empregoé correto nas seguintes situações:– como adjetivo/pronome (portanto variável), com o sentido de "exato, idêntico, tal qual, próprio, empessoa":1. Foi pelo mesmo caminho.2. Sou sempre a mesma pessoa.3. Eles mesmos redigiram o discurso.– como advérbio (portanto invariável), com o significado de "justamente, até, ainda, realmente":4. É lá mesmo que vendem o produto.5. Estes remédios são mesmo eficazes.6. Há mesmo necessidade disso?– como substantivo (expressão invariável, no masculino), significando "a mesma coisa":7. Disse a ela o mesmo que disse a mimO problema está em usar "mesmo" no lugar dos pronomes pessoais, sejam do caso reto (principalmente a terceirapessoa: ele/ela) ou do caso oblíquo (o/a, lhe etc.). Isso indica pobreza de linguagem, falta de familiaridade com os
  8. 8. 8pronomes pessoais, desconhecimento da língua, enfim. Algumas vezes, a pessoa tem insegurança no trato com ospronomes mas ao mesmo tempo sabe que deve evitar a repetição de um determinado substantivo, então usa um"mesmo" (ou "mesma", se for feminino) no seu lugar. Observe que nos exemplos 1 e 2 "mesmo" acompanha umsubstantivo – não o substitui. No exemplo 3 acompanha um pronome. Em 4, acompanha um advérbio. Em 5 e 6, umadjetivo. Em nenhum caso de boa redação a palavra "mesmo" toma a vez do substantivo.É mais uma questão de estilo do que de gramaticalidade. Digamos, então, que fica ruim, ou não convém, escreverda forma abaixo:Insatisfeito, foi à diretora e pediu que a mesma lhe concedesse o abono.Ontem vi meu ex-chefe e convidei o mesmo para um cafezinho.Já que o secretário executivo esteve nos visitando, entregamos ao mesmo a documentação.Não importa quem seja o pai do Plano Real, mas quem manteve o mesmo a despeito de toda decisão desastrada doSr. Itamar.Busque as fichas no almoxarifado e verifique se as mesmas estão carimbadas.Desejando rever o conteúdo jurídico do projeto, solicito seja o mesmo retirado de pauta.Excelente a entrevista. A mesma mostrou que Lula é um homem simples e corajoso.Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se neste andar.Em bom português você diria assim:Insatisfeito, foi à diretora e pediu que ela lhe concedesse o abono.Ontem vi meu ex-chefe e o convidei para um cafezinho.Já que o secretário executivo esteve nos visitando, entregamos a ele (ou entregamos-lhe) a documentação.Não importa quem seja o pai do Plano Real, mas quem o manteve a despeito de toda decisão desastrada do Sr.Itamar.Busque as fichas no almoxarifado e verifique se elas estão carimbadas.Desejando rever o projeto, solicitou seja ele retirado de pauta.Excelente a entrevista. Ela mostrou que Lula é um homem simples e corajoso.Às vezes não é nem mesmo preciso usar o pronome reto explicitamente – ele/ela, eles/elas podem ficarsubentendidos, como nos três últimos exemplos:
  9. 9. 9Busque as fichas no almoxarifado e verifique se estão carimbadas.Desejando rever o projeto, solicitou seja retirado de pauta.Excelente a entrevista. Mostrou que Lula é um homem simples e corajoso.Antes de entrar no elevador, verifique se ele se encontra neste andar. EMPREGO DO PORQUÊPOR QUE- interrogativa com preposição (por) e um pronome interrogativo (que): “― Por que devemos nos preocupar com o meio ambiente?” “Não é fácil saber por que a situação persiste em não melhorar”.- preposição (por) e pronome relativo (que), equivalendo a pelo qual. “O túnel por que deveríamos passar desabou ontem”.- expressão equivalente a por qual razão ou por qual motivo: “Os motivos por que não veio são desconhecidos”. “Não sei por que você se comportou daquela maneira”.POR QUÊ- final de frase: ― Você ainda tem coragem de perguntar por quê? ― Não sei por quê!PORQUE- conjunção indicando explicação ou causa, equivalendo a: pois, já que, uma vez que, como: “Volte durante o dia, porque a estrada é muito ruim”. “A situação agravou-se porque ninguém reclamou”. “Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima... “- conjunção indicando finalidade, equivalendo a para que, a fim de: “― Não julgues porque não te julguem.”PORQUÊ- substantivo, sendo acompanhado de palavra determinante: “Não é fácil encontrar o porquê de toda essa confusão”. “― Dê-me ao menos um porquê para sua atitude”.1. Complete com por que (interrogativa direta ou indireta, equivale a pelo qual, indica razão motivo) ou por quê(final de frase).
  10. 10. 10a) — _________________ devemos falar a verdade?b) Não é fácil saber _________________ ele persiste em mentir.c) A estrada _________________ deveríamos passar está interditada.d) Os motivos _________________ não vieram são desconhecidos.e) Não interessa _________________ você se comportou daquela maneira.f) — Você ainda tem coragem de perguntar _________________ ?2. Complete com porque (explicação ou causa, equivalendo a pois, já que, como) ou porquê (substantivo).a) Faça silêncio, ___________________ você está em um hospital.b) A situação agravou-se ___________________ ninguém reclamou.c) Resta ainda descobrir o ___________________ dessas declarações. Todos desconhecem o __________________ de sua revolta.II- EMPREGO DA CRASE Crase é a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas numa só. Em linguagem escrita, a crase é representadapelo acento grave. Exemplo:Vamos à cidade logo depois do almoço. a + a | | prep. art. Observe que o verbo ir requer a preposição a e o substantivo cidade pede o artigo a.Ocorrência da crase1. Preposição a + artigos a, as: Fui à feira ontem. Paulo dedica-se às artes marciais.OBSERVAÇÕESa) Quando o nome não admitir artigo, não poderá haver crase: Vou a Campinas amanhã. Estamos viajando em direção a Roma.No entanto, se houver um modificador do nome, haverá crase: Vou à Campinas das andorinhas. Estamos viajando em direção à Roma das Sete Colinas.b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substituídos por nomes masculinos, que admitam aoantes deles: Vou à praia. Vou ao campo.Portanto, não haverá crase em:
  11. 11. 11 Ela escreveu a redação a tinta. (Ela escreveu a redação a lápis.) Compramos a TV a vista. (Compramos a TV a prazo.)2. Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo: Maria referiu-se àquele cavalheiro de terno cinza. Depois nos dirigimos àquelas mulheres da Associação. Nunca me reportei àquilo que você disse.3. Na indicação de horas: João se levanta às sete horas. Devemos atrasar o relógio à zero hora. Eles chegaram à meia-noite.4. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) implícita: Adoro bife à milanesa. Eles querem vitela à parmegiana. Ele vestiu-se à Fidel Castro. Ele cortou o cabelo à Nero.5. Em locuções adverbiais constituídas de substantivo feminino plural: Pedrinho costuma ir ao cinema às escondidas. Às vezes preferimos viajar de carro. Eles partiram às pressas e não deixaram o novo endereço.6. Em locuções prepositivas e conjuntivas constituídas de substantivo feminino: Eles vivem à custa do Estado. Estamos todos à mercê dos bandidos. Fica sempre mais frio à proporção que nos aproximamos do Sul. Sentimos medo à medida que crescia o movimento de soldados na praça.Principais casos em que não ocorre a crase1. diante de substantivo masculino: Compramos a TV a prazo. Ele leva tudo a ferro e fogo. Por favor, façam o exercício a lápis.2. diante de verbo no infinitivo: A pobre criança ficou a chorar o dia todo. Quando os convidados começaram a chegar, tudo já estava pronto.3. diante de nome de cidade: Vou a Curitiba visitar uma amiga. Eles chegaram a Londres ontem.4. diante de pronome que não admite artigo (pessoal, de tratamento, demonstrativo, indefinido e relativo): Ele se dirigiu a ela com rudeza.
  12. 12. 12 Direi a Vossa Majestade quais são os nossos planos. Onde você pensa que vai a esta hora da noite? Devolva o livro a qualquer pessoa da biblioteca. Todos os dias agradeço a Deus, a quem tudo devo.5. diante do artigo indefinido uma: O policial dirigiu-se a uma senhora vestida de vermelho. O garoto entregou o envelope a uma funcionária da recepção.6. em expressões que apresentam substantivos repetidos: Ela ficou cara a cara com o assassino. Eles examinaram tudo de ponta a ponta.7. diante de palavras no plural, precedidas apenas de preposição: Nunca me junto a pessoas que falam demais. Eles costumam ir a reuniões do Partido Verde.8. diante de numerais cardinais: Após as enchentes, o número de vítimas chega a trezentos. Daqui a duas semanas estarei em férias9. diante de nomes célebres e nomes de santos: O artigo reporta-se a Carlota Joaquina de maneira bastante desrespeitosa. Ela fez uma promessa a Santa Cecília.10. diante da palavra casa, quando esta não apresenta adjunto adnominal: Estava frio. Fernando havia voltado a casa para apanhar um agasalho. Antes de chegar a casa, o malandro limpou a mancha de batom do rosto.NOTAQuando a palavra casa apresentar modificador, haverá crase: Vou à casa de Pedro.11. diante da palavra Dona: O mensageiro entregou a encomenda a Dona Sebastiana. Foi só um susto. O macaco nada fez a Dona Maria Helena.12. diante da palavra terra, como sinônimo de terra firme: O capitão informou que estamos quase chegando a terra. Depois de dois meses de mar aberto, regressamos finalmente a terra.
  13. 13. Ocorrência facultativa da crase1. antes de nome próprio feminino: Entreguei o cheque à Paula. OU Entreguei o cheque a Paula. Paulo dedicou uma canção à Teresinha. OU Paulo dedicou uma canção a Teresinha.NOTAA crase não ocorre quando o falante não usa artigo antes do nome próprio feminino.2. antes do pronome possessivo feminino: Ele fez uma crítica séria à sua mãe. OU Ele fez uma crítica séria a sua mãe. Convidei-o a vir à minha casa. OU Convidei-o a vir a minha casa.NOTAA crase não ocorre quando o falante não usa artigo antes do pronome possessivo.3. Depois da preposição até: Vou caminhar até à praia. OU Vou caminhar até a praia. Eles trabalharam até às três horas. OU Eles trabalharam até as três horas. Eu vou acompanhá-la até à porta do elevador. OU Eu vou acompanhá-la até a porta do elevador.NOTAA preposição até pode vir ou não seguida da preposição a. Quando o autor dispensar a preposição a, nãohaverá crase.EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES-CRASE 1.” ... é uma instituição necessária à ordem e à vida da cidade.”; frase em que o emprego do acento grave indicativo da crase está no mesmo caso sintático da frase acima é:a) As greves são prejudiciais à ordem pública.b) A polícia dirigiu-se às vítimas assaltadas.c) Foram à Bélgica para o congresso de pedagogos.d) Indicaram os assaltantes à polícia.e) Entregaram os prêmios às atrizes escolhidas2.Dos itens abaixo, o que apresenta erro no emprego do acento grave indicativo da crase é:a) Trata-se de um relatório referente à dívidas antigas da União.b) Essas medidas obedecem às normas da ABNT.c) Apesar de a norma à qual V. Sª se refere ser facultativa, todos os técnicos de que temos notícias a seguem.d) A platéia assistia entusiasmada à conferência do filósofo.e) Informou-se indevidamente à empresa credora que o valor em questão estaria disponível antes do final do ano. 3.Considerando os dois trechos abaixo, a opção que preenche corretamente os quatro espaços em branco é, respectivamente:
  14. 14. 14 1. O fim desta é informar V.S.ª de que _____ remuneração paga ao digitador supracitado serão acrescidos os adicionais previstos em lei. Quanto _____ revisão dos cálculos da indenização do referido funcionário, já estão sendo tomadas as providências. 2. Os jornais divulgarão daqui _____ uma semana os resultados do concurso: _____ dez anos, no entanto, o processo era mais lento.a) a, à, à, háb) à, à, a, hác) há, à, a, àd) a, à, há, ae) a, há, há, à. 4. Quanto ao emprego do acento grave indicativo da crase, a frase correta é:a) Servimo-nos da presente para informar à V.Sª que seu relatório será avaliado até o final do mês de abril.b) Em atendimento as instruções dos senhores membros da Comissão, informamos que a receita não chegou a gerar superávit.c) O presidente submeteu à deliberação do colegiado os assuntos previstos na pauta da reunião.d) São estas as medidas à serem tomadas.e) Fomos autorizados à proceder a emissão de uma cota extra no valor de R$ 65,00 (sessenta e cinco reais) para a cobertura do referido saldo devedor. 5. A opção que preenche corretamente as quatro lacunas do trecho a seguir é, respectivamente: “O fim desta é pedir, mais uma vez, providências no sentido da solução do problema _____ que se refere nossa carta de 13/01/1998, _____ qual Vossas Senhorias não deram ainda qualquer resposta. Essa pendência já se arrasta _____ mais de um mês e, como de hoje _____ três semanas terá início o congresso de que trata aquela carta, findo esse prazo, nosso reivindicação deixará de fazer sentido.”a) à, à, há, ab) a, à, há, ac) à, a, há, ad) a, à, a, háe) a, à, há, há 6. A opção que preenche corretamente as cinco lacunas da frase a seguir é: “Qualquer demora, seja _____ que pretexto for, pode ter graves conseqüências políticas e institucionais. Tudo que vier _____ suceder recairá sobre _____ representação política. Aliás, _____ muito tempo que nos referimos _____ questão aqui colocada.” (Jornal do Brasil, 01/08/1997, p. 8. Adaptado.)a) à, a, a, há, àb) a, à, a, há, àc) a, a, à, a, àd) a, a, à, há, àe) a, a, a, há, à7.” ... no que se refere a instalações e à quantidade e qualidade dos professores.” Nas duas ocorrências do vocábulo a, só a segunda vem com acento grave indicativo da crase, o que se deve ao fato de que:
  15. 15. 15a) só a segunda precede um nome feminino.b) só a segunda segue a regência do verbo referir-se.c) só no segundo caso ocorre a junção de preposição + artigo.d) no primeiro caso, o nome feminino está no plural.e) no primeiro caso, só há a ocorrência de artigo definido feminino singular.8. “Isso levaria o problema para a esfera federal. O Rio, com seus morros e favelas que são cidadelas àmargem do tecido urbano, com seus dramáticos desníveis sociais, oferece ...” Que regra a seguir justifica o emprego do acento grave indicativo da crase no fragmento destacado?a) o termo antecedente exige, por sua regência, a preposição e o termo conseqüente admite o artigo a.b) nas locuções adverbiais formadas com palavras femininas.c) nas locuções prepositivas formadas com palavras femininas.d) nas locuções conjuntivas formadas com palavras femininas.e) nas combinações da preposição com o pronome demonstrativo. 9.O poeta aspirava _____ felicidade, mas sem _____ volta da amada ele não _____ obteria. A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é:a) à, à, ab) à, a, ac) a, à, ad) à, a, àe) à, à, a 10. A alternativa em que não se justifica o emprego de crase é:a) Referia-se a isto, não à você.b) Todos correm às cegas, quando há briga.c) Ele fazia uma citação à Machado de Assis.d) Às vezes, ele me parece enlevado com isso. 11. 1. Nesse dia os homens chegaram _____ margem direita do rio. 2. Refiro-me _____ esta senhora e não àquela. 3. Ele não irá mais _____ Brasília. As lacunas das frases acima são preenchidas CORRETAMENTE pelas palavras da alternativa:a) à, à, ab) à, a, ac) a, a, ad) à, a, àe) a, a, à 12. 1. Sairei do escritório _____ cinco horas. 2. Não iremos _____ esta festa. 3. O presidente não compareceu _____ recepção.a) às, a, àquela
  16. 16. 16b) às, à, àquelac) as, a, àquelad) às, a, aquelae) as, a, aquela 13. “Como se já não bastassem ataques explícitos à dignidade do menor, ...” A propósito da crase na passagem acima, ela é também obrigatória na seguinte frase:a) Dadas as circunstâncias do caso, adiamos a sessão.b) O crime é sério, haja vista as condições da vítima.c) O réu fazia jus a pena menor que a aplicada pelo juiz.d) A eleição do Presidente da Junta implicará a do Vice-Presidente.e) Esta sentença é semelhante a em que houve unanimidade dos jurados.14. 1. Através dessa jovem dou o meu grito de horror _____ vida. 2. Quanto _____ ela, até mesmo de vez em quando comprava uma rosa. 3. A moça _____ vezes comia num botequim um ovo duro. A alternativa em que as lacunas das frases acima são completadas CORRETAMENTE (sem mudança da ordem) é:a) à, a, asb) à, a, àsc) à, à, àsd) a, à, àse) a, a, as.15.“Hoje deve haver menos gente por lá, conjeturou; ótimo, porque assim trabalho à vontade.” Assinale o item em que, igualmente, o acento grave é indispensável.a) O prato de hoje é bacalhau a la moda.b) Malgrado as reclamações, nada fizeram.c) O réu fazia jus a pena menor que a aplicada.d) Isto se deve a toda deficiente moral de hora.e) Retiraram-se todos em meio a tremenda decepção. 16. A frase em que há erro no que se refere ao emprego do acento grave, indicador de crase, é:a) Já chegamos à Bahia.b) O professor falara àquela aluna.c) Comi bacalhau à Gomes de Sá.d) É importante obedecer às regras do jogo.e) Dirijo-me à Vossa Eminência para pedir-lhe desculpas. 17. A alternativa que apresenta erro no emprego do acento grave, indicativo de crase, é:a) Preciso ir à Copacabana.b) Ele chegou à uma e meia.c) Seja rápido na sua ida à França.
  17. 17. 17d) O professor falará àquele aluno.e) Não houve comentário àquela pergunta. 18. O emprego do acento grave ( ` ) indicativo de crase sobre o a é optativo em:a) A lei fixará normas para o cumprimento dos requisitos relativos à sua função social.(art. 185, Parágrafo único)b) A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva.( art. 185, Parágrafo único)c) O decreto [ ...] autoriza a União a propor a ação de desapropriação. (artigo 184, Parágrafo 2º)d) Compete à União desapropriar por interesse social [ ... ] o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social. (art. 184)e) Títulos resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão. (art. 184) 19. A insistência das secretarias estaduais de Fazenda em cobrar 25% de ICMS dos provedores de acesso _____ Internet deve acabar na Justiça. _____ paz atual entre os dois lados é apenas para celebrar o fim do ano. Os provedores argumentam que não têm de pagar o imposto porque não são, por lei, considerados empresas de telecomunicação, mas apenas prestadores de serviço. Com o caixa quebrado, os Estados permanecem irredutíveis. O Ministério da Ciência e Tecnologia alertou formalmente ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, que _____ imposição da cobrança será repassada para o consumidor e pode prejudicar o avanço da Internet no Brasil. Hoje, pagam-se em média 40 reais por mês para se ligar _____ rede. (Veja, 08/01/97, p.17.) Assinale a alternativa que, correta e respectivamente, preenche as lacunas do texto.a) a, A, a, àb) à, A, a, àc) a, À, à, ad) à, A, à, àe) à, À, a, à 20. Só uma das alternativas completa, corretamente, o período abaixo. Assinale-a: “Anuiu _____ reivindicação feita, porque preferiu conservar o emprego _____ entregá-lo _____ que _____ postulavam.”a) a, a, aqueles, lheb) à, do que, àqueles, oc) à, a, àqueles, od) a, à, àqueles, lheREVISÃO1.Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase a seguir: O progresso chegou inesperadamente ........... subúrbio. Daqui ....... alguns anos, nenhum dos seusmoradores se lembrará mais das casinhas que, ..... tão pouco tempo, marcavam a paisagem familiar.
  18. 18. 18a) aquele / a / ab) àquele / a / hác) aquele / à / àd) àquele / há / háe) àquele / à / há 1. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir. (0,5)Não sei de onde ............ estes entulhos, nem onde............ os que já estão aqui, por isso .............. umaordem nisso. a) provêm / pôr / deem b) proveem / pôr / dêm c) provêm / por / deem d) provém / pôr / deem e) proveem / por / dem 2. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases. (0,5)Não sei por que trazer ....... baila essas velhas desavenças.Esse caso não se aplica ...... qualquer pessoa idosa.Vêm-me..... imaginação sonhos dementes.Não me refiro ....... Vossa Senhoria.a) à – a – à – àb) a – a – à – ac) à – a – à – ad) à – à – à – ae) a – à – a – à4. Assinale a alternativa em que não apresenta um pleonasmo ou palavra redundante.a) ( ) Compre dois xampus e ganhe grátis o terceiro.b) ( ) O lutador encarou de frente o adversário.c) ( ) Nesta casa, ninguém tem responsabilidade.d) ( ) O homem foi internado porque estava com hemorragia de sangue.e) ( ) Certos países do mundo vivem em constante conflito.5. Dentre as seguintes frases, assinale aquela que não contém ambigüidade :a) ( ) Esta palavra deve ter mais de um sentido.b) ( ) Peguei o ônibus correndo.c) ( ) Deputado fala de reunião no Canal 2.d) ( ) O menino viu o incêndio do prédio.e) ( ) Pedro encontrou Paulo e sua irmã também.6. Complete a frase:“ Os ________________ do diretor tiraram todos os _______________ dos antigos funcionários.”a) assessores – previlégios b) acessores – privilégios
  19. 19. 19c) assessores – privilégios d) ascessores – previlégiose) acessores – privilégios7. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas, respectivamente. I. Não sei ________________ me ocorrem pensamentos assim. II. Ele é interiorano, mas tem o sotaque carregado dos cariocas, sabe-se lá _______________ É preciso perguntar a todos os que vivem ________________ fazem tudo o que fazem.III. Sem saber o ________________ de tanta gentileza, entrou assim mesmo, sentou-se e esperou.IV. Tive vontade de sair de meu lugar, ir até ela e cumprimentá-la, nem sei ________________.a) por que, por quê, por que, porquê, por quêb) por que, porquê, por que, por quê, porquêc) porque, por que, porque, porquê, por qued) porque, por quê, porque, porquê, por quêe) por que, por que, porque, porquê, por quê8. Assinale a alternativa em que todas as palavras são proparoxítonas. Preste atenção, pois osacentos foram omitidos.a) dolar – decada – negocios - mareb) periodo – trajetoria – epoca- paisesc) ultimo – notavel – economico – oleod) credito – arabes – indice –Atlanticoe) viuva – chapeu – levedo - biquinis9. Assinale a opção cujos vocábulos são acentuados em virtude da mesma regra de acentuaçãográfica. a) paraíso – miúdo – flexível b) irresistível – mágico – afrodisíaca c) delírio – persistência – mistério d) só – cipó – demônio e) açúcar – artérias – idéia10. Marque a alternativa em que nenhuma palavra tem acento gráfico. a) orgão – revolver – prejuizo – campainha b) item – nuvem – polens – hifens c) juri – balaustre – garoa - rubrica d) cafezinho – tatu – hifen - interim e) jovem – album – vezes – cadaver11. Dadas as palavras: I) rubrica II) interim III) nuvem Quanto às regras de acentuação gráfica, constatamos que está(estão) correta(s)a) apenas a I.b) apenas a II.c) apenas a III.d) todas as palavras.
  20. 20. 20 e) apenas as I e III. 12. Assinale a alternativa que completa corretamente as frases seguintes: I. Cada qual faz como melhor lhe ____________. II. O que _________ estes frascos?III. Neste momento, os teóricos __________ os conceitos.IV. Eles _________ a casa do necessário. a) convém / contém / revêem / proveem b) convém / contém / revêem / provém c) convém / contém / revêm / provém d) convêm / contém / revêem / provêem e) convém / contêm / reveem / proveem EXERCÍCIOS DE GRAMÁTICA I: 1. Complete com cessão, sessão e seção: a) A _______________ de terras aos imigrantes foi aprovada. b) Fui à _______________ de cinema das 20h. c) Procure o gerente na _______________ de compras. 2. Complete com onde ou aonde: a) __________ você está? / __________ você vai ficar nas próximas férias? b) Discrimine os locais __________ os aviões permaneceram estacionados. c) __________ você vai? / __________ você quer chegar com essa rebeldia? d) Ninguém sabe __________ se dirigir para comprar as entradas. 3. Complete com a cerca de (aproximadamente), acerca de (= sobre) ou há cerca de (= período aproximado de tempo). a) Os primeiros colonizadores surgiram ________ ___________ quinhentos anos. b) Havia uma palestra ____________________ violência na cidade de São Paulo. c) Nada sei ______________ as manifestações que ocorreram no país ________de dois anos. d) A torcida ficava __________________ 10 metros dos jogadores. 4. Complete com mau ou mal: a) Ele não é __________ aluno. b) Escolheu um __________ momento para mostrar que tinha um coração __________ . c) Era previsível que ele se comportaria __________ . d) Falou __________ de você embora não estivesse __________ -intencionado. e) __________ cheguei, vi que ela estava triste. f) Isto é um __________ necessário. 5. Complete com a ou há: – a (tempo futuro, distância, pronome oblíquo e artigo) – há (tempo passado, com sentido de existir) a) Sairemos daqui ___________ 20 dias, pois estamos ____________ poucos dias da eleição. b) Eu o observo ______________ distância.
  21. 21. 21c) Não ______________ encontrei no local combinado.d) _______ distância entre _______ amizade e o amor pode ser _______distância de um beijo.e) Este trabalho foi planejado ______________ tanto tempo!f) Ainda ______________ dúvidas quanto à sua atuação.g) Nesta sala, ______________ muitos ares-condicionados.h) ______________ horas esperava por você! ______________ tempos desejava encontrá-lo!i) Confirmaram que não ______________ possibilidade de contratá-lo!6. Complete com afim (semelhante) ou a fim de (finalidade).a) Tiveram comportamentos ___________________ durante as reuniões da diretoria.b) Tentou mostrar-se capaz de inúmeras tarefas ___________________ nos enganar.7. Complete com a princípio (inicialmente) ou em princípio (em tese).a) ___________________ todos devem ser considerados inocentes.b) ___________________ gostaria de alegar a inocência do acusado.8. Complete com ao invés de ( = ao contrário de) ou em vez de (= no lugar de).a) ___________________ fazermos uma festa de casamento, preferimos fazer um cruzeiro.b) ___________________ de importar, exportou a produção.c) ___________________ jogar futebol, preferimos ir ao cinema.d) ___________________de baixar, o preço subiu.9. Complete com por ora (por enquanto) ou por hora (a cada sessenta minutos).a) Não se cogita __________________ em resolver os conflitos agrários.b) Fui multado porque corria a 120 km ________________ .10. Complete com tampouco (advérbio = também não) ou tão pouco (advérbio de intensidade tão + pron.indefinido pouco):a) Ele mostrou _____________________ entusiasmo pela música, que desistimos de gravá-la.b) Não comeu a feijoada, _____________________ a sobremesa.11. Complete com ao encontro de (estar a favor de) ou de encontro a ( ir contra alguma coisa/ ir emdireção oposta)a) Apóio sua decisão, pois ela vem __________________________ minha.b) Ele é do contra, seu argumento sempre vem __________________________ meu. Acho que pertencemos a mundos diferentes.c) O caminhão foi __________________________ muro, derrubando-o.12. Complete com o par ( estar bem informado ) ou de ao par ( equivalência cambial )a) As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente __________________b) Mantenha-me __________________de tudo o que está acontecendo.13. Complete com à medida que (= à proporção que) ou na medida em que (= porque, já que).a) A situação de Paulo mudou .......................... algumas pessoas passaram a ajudá-lo.b) As suas dívidas aumentaram ................................ o final do mês ia chegando.14. Complete com à toa (locução adv. de modo = a esmo, sem razão) ou à-toa (adjetivo= impensado,inútil).a) Andava ........... pelas ruas.b) Ninguém lhe dava valor: era uma pessoa ...............
  22. 22. 2215. Complete com dia a dia (expressão adverbial = todos os dias quotidianamente) ou dia-a-dia(substantivo composto = cotidiano.).a) ..................... a nossa alegria aumentava.b) O ........................... dos homens do campo é feito de muito suor e pouco lucro.EXERCÍCIOS DE GRAMÁTICA - II- VERBOS1. As frases “Móveis usados são vendidos” e “Alugou-se o apartamento” correspondem a:a. Vendem-se móveis usados. – O apartamento era alugado.b. Vende-se móveis usados. – O apartamento foi alugado.c. Vendem-se móveis usados. – O apartamento foi alugado.d. Vende-se móveis usados. – O apartamento estava sendo alugado.2. A frase “O diretor havia criticado algumas opiniões do gerente” tem, na voz passiva, a seguinte estrutura verbal:a. haviam criticado.b. teriam sido criticadas.c. serão criticadas.d. haviam sido criticadas.e. estavam sendo criticadas.3. Complete as frases abaixo com a forma adequada do presente do subjuntivo do verbo indicado entre parênteses.a. É interessante que todos _________________ os problemas nacionais. (discutir)b. É pouco provável que estas caixas ______________ dentro do porta-malas. (caber)c. Nós estamos sugerindo que o árbitro _______________ a partida. (invalidar)d. É conveniente que nós _________________ as críticas que temos feito a ele. (atenuar)4. Reescreva as frases abaixo, conforme modelo: • Ele vem hoje, por isso fico feliz. Caso ele venha hoje, ficarei feliz. • Ele assume o comando, por isso fico aqui. Caso ele ___________________________________. • Eles desmentem a notícia, por isso creio neles. Caso eles ___________________________________. • Tu interferes no assunto, por isso tomo providências. Caso tu ____________________________________. • Ele diverge das decisões, por isso propomos um acordo. Caso ele ___________________________________. • O supervisor influi no meu trabalho, por isso revejo minha situação na empresa. Caso o supervisor _________________________________________________.
  23. 23. 235. Complete as lacunas das frases de acordo com o modelo: Eu não tive medo. Se eu não tiver medo, eles terão.a. Eu não detive o ataque. Se eu não ____________ o ataque, eles ______________.b. Nós não mantivemos a palavra. Se nós não ______________ a palavra, eles ______________.c. O guarda não deteve a moça. Se o guarda não ______________ a moça, eles ______________.d. O fiscal não reteve a prova. Se o fiscal não ______________ a prova, eles _______________.6. Faça como no exercício anterior, usando o seguinte modelo: Eu vi o erro. Quando eu vir o erro, eles também verão.a. Eu previ a falha. Quando eu ________________ a falha, eles também _________________.7. Flexione alguns derivados do verbo pôr, seguindo o modelo: Eu ponho, se você puser.a. Eu reponho, se você ____________________.b. Eu suponho, se você ___________________.c. Eu proponho, se você ___________________.d. Eu componho, se você ___________________.8. Siga o modelo: Eu teria tempo, se eles tivessem.a. Eu manteria a palavra, se eles ___________________.b. Eu reteria a carta, se vocês ___________________.c. Esta carta conteria informações, se as outras ___________________.9. Nas frases abaixo, complete as lacunas com a forma verbal conveniente:a. Ninguém ______________ o dinheiro aplicado naquele banco. (reaveu – reouve)b. Se a polícia ______________ na passeata, poderá haver confusão. (intervier – intervir)c. O aluno ______________ um atestado. (requis – requereu)d. Quando você ______________ a ilha, avise-nos. (ver – vir)e. Quando você______________ à ilha, avise-nos. (vir – vier)f. Quando você ______________ ajuda, seria atendido. (requisesse – requeresse)g. Se ele ______________ um acordo, aceitaremos. (propor – propuser)10. Observando a correta correlação entre as formas verbais, complete as lacunas das frases abaixode acordo com o modelo: Se ele fizesse o trabalho, seria premiado. Se ele fizer o trabalho, será premiado.a. Se ele refizesse a conta, encontraria o erro. Se ele ______________ a conta, ______________ o erro.
  24. 24. 24b. Se vocês retivessem o pagamento, haveria confusão. Se vocês ______________ o pagamento, ______________ confusão.c. Se eu reouvesse o dinheiro, pagaria a conta. Se eu ______________ o dinheiro, ______________ a conta.d. Se ele impusesse sua vontade, tudo se resolveria. Se ele ______________ sua vontade, tudo se ______________.e. Se nos conviesse a proposta, faríamos o negócio. Se nos ______________ a proposta, ______________ o negócio.11. Assinale a alternativa que completa as frases abaixo: “Ele ...... na negociação para que você ...... tudo que perdeu.”a. Interviu – reavesseb. Interviu – reouvessec. Interveio – reouvessed. Interveio – reavesse “O acordo não ...... as reivindicações, a não ser que ...... os nossos direitos e ...... da luta”a. Substitui – abdicamos – desistimosb. Substitue – abdicamos – desistimosc. Substitui – abdiquemos – desistamosd. Substitui – abdiquemos – desistimose. Substitue – abdiquemos – desistamos “ A Peça ...... ontem. Se vocês ..... vê-la, é melhor reservar os ingressos.”a. Estreiou – veemb. Estreiou – vêmc. Estreou – vemd. Estreou – vême. Estreou – veem TEXTO Saber ler, escrever, analisar e interpretar um texto é direito de todos. Cada homem e mulher necessitam,por natureza, expor suas ideias, seus pensamentos, súplicas, inquietações. É através do professor e,ordinariamente, da prática da leitura que tais ferramentas – escrita, leitura, análise e interpretação –podem ser estendidas às mãos e mentes escurecidas.Platão, filósofo grego de contexto social longínquo, já nos dera exemplo sobre a leitura, escrita e seusbenefícios para o homem por meio de sua bem conhecida caverna escura de ignorância. De acordo comeste pensador, o ser que não possui as ferramentas precípuas para a elevação intelectual do homemencontra-se aprisionado, trancafiado num tipo de caverna escura que ele mesmo deixou se desenvolver,cabendo a ele o passo inicial para escapar da mesma.Sua libertação só poderá ser integral se o esforço empregado aos braços, pernas e, sobretudo, ao cérebropartir dele próprio, o que nos remete que a elevação mental/intelectual é um exercício de via pessoal emuito particular de cada ser.
  25. 25. 25Verifica-se que a leitura pode, mediante o apoio do professor e esforço de cada indivíduo, propiciar alibertação das garras do senso comum – muito latente em nosso tempo -, delegando a esse homemobstinado por liberdade autonomia pessoal e intelectual. O resultado final deste esforço compreende umser preparado a enxergar de maneira analítica e crítica o mundo/contexto no qual está inserido.Manifestações de interesse à arte da escrita e leitura podem ser compreendidas, também, em períodospretéritos cuja datação marca 5000 a.C. aproximadamente, na era antiga oriental, em específico naMesopotâmia, onde os sumérios, instigados pela necessidade de numerar, registrar, relatar, produzir anaisdesenvolveram a escrita e, por conseguinte, a prática da leitura, mediante especialistas deste campo deestudo histórico.Outras civilizações que podem ser citadas por razão de seu constante interesse à articulação com a arteda escrita e leitura são a egípcia, grega, eblaíta, e muitas outras. Portanto, é perceptível já nesta eraremota que leitura e escrita se configuravam como ferramentas de trabalho – no caso dos escribasegípcios e filósofos gregos, o primeiro exercendo a produção relatorial e o segundo a abordagem filosófica– imprescindíveis para a manutenção e, posteriormente, consolidação da maior parte da cultura epensamento da época, se alongando até a atualidade.Eis, pois, acima, em sintética explanação, razões que propõem a nos instigar à não projeção indiferentepara com o apoio aos muitos cidadãos e aspirantes universitários que se encontram até certo momento“desprovidos” desta prática que em outras palavras, ditas pessoais, devem por direito humano fazer partede qualquer vivente pensante.A LEITURA COMO CONHECIMENTOVARGAS, Suzana. Leitura: uma aprendizagem de prazer. 3ª ed. Rio de Janeiro, José OlympioLer, para mim, sempre foi um ato de conhecimento e, conseqüentemente, de prazer.Mas apenas me tornei consciente desse processo quando precisei ensinar a ler, não a juntar sílabas, masa somar idéias. Descobri nesse momento que, se não conscientizasse o aluno dessa possibilidade (prazer+ conhecimento), jamais poderia aproximá-lo do texto.Fruir o texto significa descobrir a vida enredada em suas malhas. Significa perceber a realidade de formamais palpável através da impalpável trama da linguagem. E palavras, signos, formas, todos juntos passama significar mais corretamente, inclusive, que a abstrata matemática dos números.
  26. 26. 26 Se antes dos textos lemos a realidade com os sentidos, com os textos acrescemos mais ainda estapossibilidade da percepção porque o ler significa apoderar-me também daquilo que está distante dossentidos. Quando leio sobre Paris, por exemplo, de alguma forma me apodero desta cidade, desta culturasem, entretanto, precisar viajar até lá. Posso dizer que conheço Paris sem necessariamente ver Paris.Imediatamente reconheço meu país, minha cidade, pelo contraste que se estabelece entre a realidadeeuropéia e a minha, entre a história da Europa e a latino-americana, entre a política dali e a de cá. E medescubro como indivíduo em relação a Paris.Ajudar a perceber o conteúdo informativo do texto (e a informação acontece sempre em variados graus edireções dependendo de quem lê) é fundamental para que se desenvolva o gosto pela leitura. Maisadiante, o processo se sofistica um pouco quando o leitor passa a reconhecer o texto como construção,como estrutura.Distinguir ledores de leitores é sempre fundamental quando se trata de educação. A estrutura educacionalbrasileira tem formado até agora mais ledores que leitores. Qual a diferença entre uns e outros se os doissão decodificadores de discurso? A diferença está na qualidade da decodificação, no modo de sentir e deperceber o que está escrito. O leitor, diferentemente do ledor, compreende o texto na sua relação dialéticacom o contexto, na sua relação de interação com a forma. O leitor adquire através da observação maisdetida, da compreensão mais eficaz, uma percepção mais crítica do que é lido, isto é, chega à política dotexto. A compreensão social da leitura dá-se na medida dessa percepção. Pois bem, na medida em queajudo meu leitor, meu aluno, a perceber que a leitura é fonte de conhecimento e de domínio do real, ajudo-o a perceber o prazer que existe na decodificação aprofundada do texto.Os processos cognitivos que envolvem o ato de ler são muitos e diversificados, a conseqüência direta dadecodificação aprofundada é uma leitura mais ampla e conseqüente da realidade que pode sercompreendida em maior ou menor grau, dependendo do ponto de vista de quem lê e do que lê.O QUE É LER?Toda leitura é sempre uma leitura do mundo, ou seja, um ato de compreensão do que se vê ou se sente. Acriança inicia seu aprendizado a partir de sentidos anteriores aos da visão: aprende a respirar e, aospoucos, troca um modo de viver por outro, percebendo novas realidades através do tato, olfato, paladaretc. Adapta seus instintos às condições que o meio lhe oferece, estabelecendo desse modo relações desentido para acompanhar o sigiloso mover-se da vida.Acrescenta, mais tarde, a essa vida quase apenas sensitiva o mundo da linguagem oral e depois o daescrita que a primeira lida inaugura. E ler significará para sempre o ato de compreender, estabelecerrelações inicialmente individuais com cada objeto ou ser que nomeia, ampliando-as mais tarde. Ao fazê-lo,descobre a função desse objeto no contexto onde está inserido. E quanto maior o número de relaçõesestabelecidas, mais importância adquire, maior riqueza lhe oferecerá o objeto da leitura, o livro, ou similar– e a realidade que lhe deu origem.Aprofundando mais essa breve reflexão sobre o ato de ler posso, com Paulo Freire, entender o processode leitura como o estabelecimento de uma relação dinâmica que vincula a linguagem à realidade. Essavinculação me faz perceber melhor a mim mesma, o universo das palavras e o contexto a que se referem.A palavra ler vem do latim legere, significando ler e colher. Ler, portanto, significa colher conhecimentos eo conhecimento é sempre um ato criador, pois me obriga a redimensionar o que já está estabelecido,introduzindo meu mundo em novas séries de relações e em um novo modo de perceber o que me cerca.
  27. 27. 27Nasce, desses jogos da percepção, um olhar mais crítico para o contexto, inaugurado pelareinterpretação. Quando leio sou criadora, transformadora da ordem, sempre. E não existe revoluçãomaior do que aquela que se opera em todo ato de fala ou de leitura. Quando leio, reescrevo, recrio a cadapalavra o que já está aí. O que o mundo me oferece só através da leitura (ou seja, minha ligação efetivacom o que me cerca) adquire sentido, existência e valor.Bibliografia complementar:FIORIN, José Luiz e PLATÃO, Francisco. Pata entender o texto: leitura e redação. 16ª ed. São Paulo:Ática, 2003. (Lições 3 e 4).Atividade:1. Leia o texto acima mais de uma vez.2. Retire de cada parágrafo a idéia central.3. Esquematize as idéias e numere-as.4. Reescreva o texto, usando apenas o esquema do item 3.UNIDADE 1: A IMPORTÂNCIA DA LEITURA.TEXTO PARA ANÁLISE: 1. Que informações você consegue tirar dos seguintes textos?Texto 1: Индивидуальные программы - наиболее интенсивный и гибкий видзанятий языком. Школа "Привет!" установила весьма низкие цены на индивидуальныекурсы, позиционируя себя как специалиста по индивидуальным курсам. Это связано ссильной стороной школы - ориентацией на сервис и удовлетворение персональных нуждстудента.Среди преимуществ индивидуального курса: • Вы сами выбираете количество учебных часов в неделю (мы рекомендуем от 20 до 40 часов, в зависимости от желаемой степени интенсивности). • Вы также обладаете полной свободой в выборе продолжительности курса - от одной недели до многих месяцев. • Вы можете начать свой курс и закончить его в абсолютно любой день. • Программа курса будет скорректирована так, чтобы учесть личные предпочтения и задачи студента. • Занятия могут проходить у Вас дома (в гостевой семье или на квартире). • Вы принимаете участие в абсолютно всех мероприятиях и экскурсиях школы. • Академический час составляет 45 минут. Стоимость одного академического часа - 9.50€.
  28. 28. 28Texto 2: Los programas individuales son el metodo mas intensivo y practico para elestudio de un idioma. La escuela "Privet!" ha puesto una tarifa especialemnte reducida para estetipo de cursos. Esto esta relacionado con el punto fuerte de la escuela - orientado a satisfacer y darservicio para las necesidades personales de cada estudiante.Entre las ventajas del curso individualse encuentra: • Usted mismo elige las horas de clase a la semana (nosotros recomendamos de 20 a 40 horas, dependiendo de la intensidad deseada); • Usted tambien cuanta con toda la libertad para elegir la duracion del curso de una semana a muchos meses; • Usted puede empezar el curso y acabarlo el dia que quiera; • El programa del curso sera corregido de tal manera que se tengan en cuenta las necesidades y deseos del estudiante; • Las clases pueden realizarse en su casa (en la casa del afamilia que le acoge o en el apartamento); • Usted toma parte en absolutamente todas las actividades y excurasiones de la Escuela; • El curso individual representa un metodo ideal de aprendizaje de un idioma, es intensivo y a la vez perfectamnte adaptable. • Precio - 9.50 Euros/hora lectiva.Texto 3:Texto 4:A Guerra Civil Espanhola (1936-1939) serviu para os fascistas, representados pelas Falanges deFrancisco Franco (1892-1975), como uma preliminar da II Guerra Mundial. Às 16:40 horas do dia 26 de
  29. 29. 29abril de 1937, os bombardeiros alemães Heinkel e Junker, da Legião Condor, foram testados durante trêshoras na destruição da cidade basca de Guernica, ao norte da Espanha. Cerca de 2500 pessoas forammortas nesse que foi o primeiro ataque aéreo da história feito a uma localidade desmilitarizada. Ao todo,600 mil pessoas morreram durante os três anos dessa guerra civil que contou com a ingerênciaestrangeira de 40 mil voluntários das Brigadas Internacionais, em apoio aos republicanos, e outros 60 milque lutaram ao lado dos nacionalistas de Franco. O painel de Pablo Picasso havia sido encomendado pelogoverno da República Espanhola em janeiro de 1937, mas os primeiros croquis de Guernica sócomeçaram a ser feitos a primeiro de maio, em seu ateliê de Paris, sendo apresentado na ExposiçãoMundial de Paris, em junho. Muitos consideraram o quadro excessivamente abstrato e de difícilcompreensão, mas o tom de denúncia era claro e só comparado com a fase negra de outro espanhol,Francisco Goya.SOBRE OS TEXTOS: 1. Esses textos têm importantes informações. Quem é capaz de fazer uma leitura de todos os textos? 2. Em que línguas estão os textos? 3. Se você pudesse classificar-se com relação à leitura que fez dos textos em analfabeto, semi- analfabeto, alfabético ou letrado, como ficaria sua classificação?UNIDADE 2: OS DIFERENTES NÍVEIS DE LEITURA Os diferentes níveis de leitura (Andréa Machado/ Edson Teixeira) Ler é uma atividade muito mais complexa do que a simples interpretação dos símbolos gráficos,de códigos, requer que o indivíduo seja capaz de interpretar o material lido, comparando-o eincorporando-o à sua bagagem pessoal, ou seja, requer que o indivíduo mantenha umcomportamento ativo diante da leitura. Para que isso aconteça, é necessário que haja maturidadepara a compreensão do material lido, senão tudo cairá no esquecimento ou ficará armazenado emnossa memória sem uso, até que tenhamos condições cognitivas para utilizar. De uma forma geral, passamos por diferentes níveis ou etapas até termos condições deaproveitar totalmente o assunto lido. Essas etapas ou níveis são cumulativos e vão sendoadquiridas pela vida, estando presente em praticamente toda a nossa leitura. O PRIMEIRO NÍVEL é elementar e diz respeito ao período de alfabetização. Ler é uma capacidadecerebral muito sofisticada e requer experiência: não basta apenas conhecermos os códigos, agramática, a semântica - é preciso que tenhamos um bom domínio da língua. O SEGUNDO NÍVEL é a pré-leitura ou leitura inspecional. Tem duas funções específicas:primeiro, prevenir para que a leitura posterior não nos surpreenda e, sendo, para que tenhamos
  30. 30. 30chance de escolher qual material leremos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeiraimpressão sobre o livro. É a leitura que comumente desenvolvemos "nas livrarias" . Nela, por meio do salteio de partes, respondem basicamente às seguintes perguntas:Por que ler este livro?Será uma leitura útil?Dentro de que contexto ele poderá se enquadrar? Estas perguntas devem ser revistas durante as etapas que se seguem, procurando usar deimparcialidade quanto ao ponto de vista do autor, e o assunto, evitando preconceitos. Se você se propuser a ler um livro sem interesse, com olhar crítico, rejeitando-o antes deconhecê-lo, provavelmente o aproveitamento será muito baixo. LER é: Armazenar informações Desenvolver Ampliar horizontes Compreender o mundo Comunicar-se melhor Escrever melhor Relacionar-se melhor com o outro abordado no livro e muitas vezes também tecendocomentários sobre o autor. O segundo passo é fazer uma leitura superficial. Pode neste caso aplicar as técnicas da leituradinâmica. O TERCEIRO NÍVEL é conhecido como analítico. Depois de vasculharmos bem o livro na pré-leitura, analisamos o livro. Para isso, é imprescindível que saibamos em qual gênero o livro seenquadra: trata-se de um romance, um tratado, um livro de pesquisa e, neste caso, existe apenasteoria ou são inseridas práticas e exemplos. No caso de ser um livro teórico, que requeiramemorização, procure criar imagens mentais sobre o assunto, ou seja, VEJA, realmente, o que estálendo, dando vida e muita criatividade ao assunto. Note bem: a leitura efetiva vai acontecer nestafase, e a primeira coisa a fazer é ser capaz de resumir o assunto do livro em duas frases. Já temosalgum conteúdo para isso, pois o encadeamento das idéias já é de nosso conhecimento. Procure,agora, ler bem o livro, do início ao fim. Esta é a leitura efetiva, aproveite bem este momento! Fique atento!
  31. 31. 31 Aproveite todas as informações que a pré-leitura ofereceu. Não pare a leitura para buscar significados de palavras em dicionários ou sublinhar textos - istoserá feito em outro momento! O QUARTO NÍVEL de leitura é o denominado de controle. Trata-se de uma leitura com a qualvamos efetivamente acabar com qualquer dúvida que ainda persista. Normalmente, os termosdesconhecidos de um texto são explicitados neste próprio texto, à medida que vamos adiantando aleitura. Um mecanismo psicológico fará com que fiquemos com aquela dúvida incomodando-nosaté que tenhamos a resposta. Caso não haja explicação no texto, será na etapa do controle quelançaremos mão do dicionário. Veja bem: a esta altura já conhecemos bem o livro e o ato de interromper a leitura não vaifragmentar a compreensão do assunto como um todo. Será, também, nessa etapa quesublinharemos os tópicos importantes, se necessário. Para ressaltar trechos importantes opte por um sinal discreto próximo a eles, visandoprincipalmente a marcar o local do texto em que se encontra, obrigando-o a fixar a cronologia e aseqüência deste fato importante, situando-o no livro. Aproveite bem esta etapa de leitura! Para auxiliar no estudo, é interessante que, ao final da leitura de cada capítulo, você faça umbreve resumo com suas próprias palavras de tudo o que foi lido. Um QUINTO NÍVEL pode ser opcional: a etapa da repetição aplicada. Quando lemos,assimilamos o conteúdo do texto, mas aprendizagem efetiva vai requerer que tenhamos prática, ouseja, que tenhamos experiência do que foi lido na vida. Você só pode compreender conceitos quetenha visto em seu cotidiano. Nada como unir a teoria à prática. Na leitura, quando não passamospela etapa da repetição aplicada, ficamos muitas vezes sujeitos àqueles brancos quando queremosevocar o assunto. Para evitar isso, faça resumos! Observe agora os trechos sublinhados do livro eos resumos de cada capítulo, trace um diagrama sobre o livro, esforce-se para traduzi-lo com suaspróprias palavras. Procure associar o assunto lido com alguma experiência já vivida ou tenteexemplificá-lo com algo concreto, como se fosse um professor e o estivesse ensinando para umaturma de alunos interessados. É importante lembrar que esquecemos mais nas próximas 8 horasdo que nos 30 dias posteriores. Isto quer dizer que devemos fazer pausas durante a leitura e aoretornarmos ao livro, consultamos os resumos. Não pense que é um exercício monótono! Nóssomos capazes de realizar diariamente exercícios físicos com o propósito de melhorar a aparênciae a saúde. Pois bem, embora não tenhamos condições de ver com o que se apresenta nossamente, somos capazes de senti-la quando melhoramos nossas aptidões como o raciocínio, a
  32. 32. 32prontidão de informações e, obviamente, nossos conhecimentos intelectuais. Vale a pena seesforçar no início e criar um método de leitura eficiente e rápido Os passos da pré-leitura O primeiro passo é memorizar o nome do autor e a edição do livro, fazer um folheio sistemático:ler o prefácio e o índice (ou sumário), analisar um pouco da história que deu origem ao livro, ver onúmero da edição e o ano de publicação. Se falarmos em ler um Machado de Assis, um Júlio Verne,um Jorge Amado, já estaremos sabendo muito sobre o livro, não é? É muito importante verificarestes dados para enquadrarmos o livro na cronologia dos fatos e na atualidade das informaçõesque ele contém. Verifique detalhes que possam contribuir para a coleta do maior número deinformações possível. Tudo isso vai ser útil quando formos arquivar os dados lidos no nossoarquivo mental! A propósito, você sabe o que seja um prólogo, um prefácio e uma introdução? Muita gentepensa que os três são a mesma coisa, mas não: PRÓLOGO: é um comentário feito pelo autor a respeito do tema e de sua experiência pessoal. PREFÁCIO: é escrito por terceiros ou pelo próprio autor, referindo-se ao tema. INTRODUÇÃO: escrita também pelo autor, referindo-se ao livro e não ao tema.Pré - questionamento: 3. O que é mais importante: comunicar-se ou não cometer erros lingüísticos?TEXTO PARA ANÁLISE: Lula e a língua do povo
  33. 33. 33 Josué Machado O português falado pelo presidente do Brasil levanta debate sobre a influência da oralidade no idioma culto e no ensino de gramática nas escolas Na última campanha eleitoral, parece que nenhum candidato criticou outro pela indigência formal do discurso ou por supostos erros gramaticais, embora tivesse havido abundantes escorregões nas falas de improviso de todos eles. Escorregões em relação à língua culta, claro. Nas gravações dos programas eleitorais, no entanto, havia equipes filtrando bobagens agudas. Mas nos debates brotaram "enganos" freqüentes. Não houve quem não escorregasse de vez em quando. A maioria dos olhares e ouvidos, no entanto, estava voltada para Lula. Ele até que se saiu bem, embora às vezes devorasse o "s" de um ou outro plural ou escorregasse na concordância de algum verbo que aparecia antes do sujeito. Ou pluralizasse verbos indevidamente ("Haviam problemas sérios."). Todos os outros candidatos, aliás (como todos nós), cometeram as mesmas distrações.NÍVEIS DE LEITURA DE UM TEXTO: – FIORIN & PLATÃOExistem três níveis de leitura, dependendo do grau de abstração: o primeiro nível depreende ossignificados mais complexos e mais concretos; o terceiro nível depreende os significados mais simples eabstratos.Desse modo, pode-se imaginar que o texto admite três planos distintos na sua estrutura: 1) uma estrutura superficial, onde afloram os significados mais concretos e diversificados. È nesse nível que se instalam no texto o narrador, os personagens, os cenários, o tempo e as ações concretas; 2) uma estrutura intermediária, onde se definem basicamente os valores com que os diferentes sujeitos entram em acordo ou desacordo; 3) uma estrutura profunda, onde ocorrem os significados mais abstratos e mais simples. É nesse nível que se podem postular dois significados abstratos que se opões entre si e garantem a unidade do texto inteiro. LEIA O TEXTO E IDENTIFIQUE OS TRÊS NÍVEIS POSSÍVEIS DE LEITURA: O galo que logrou a raposa Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo!...” E em voz alta: _ Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa e galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor. _ Muito bem! – exclama o galo. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas... como lá vêm vindo três cachorros, acho bom espera-los, para que também eles tomem parte na confraternização. Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de histórias, e tratou de pôr-se ao fresco, dizendo: _ Infelizmente, amigo Co-ri-có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a festa, sim? Até logo. E raspou-se.
  34. 34. 34 Contra esperteza, esperteza e meia. (LOBATO, Monteiro. Fábulas. 19 ed. São Paulo. Brasiliense) Primeiro nível de leitura - significados concretos:Segundo nível – dados concretos do primeiro nível organizados num plano mais abstrato: RAMos, Graciliano. Viventes das Alagoas; quadros e costumes do Nordeste. 4. ed. São Paulo, Martins,Terceiro nível – uma leitura mais abstrata que resume o texto todo:LEIA O TEXTO ABAIXO E DEPOIS RESPONDA AS QUESTÕES: Inácio da Catingueira e Romano Li, há dias, numa revista a cantoria ou "martelo" que, há perto de setenta anos, Inácio daCatingueira teve com Romano, em Patos, na Paraíba. Inácio da Catingueira, um negro, era apenas Inácio;Romano, pessoa de família, possuía um nome mais comprido ─ era Francisco Romano do Teixeira, irmãode Veríssimo Romano, cangaceiro e poeta, pai de Josué Romano, também cantador, enfim, um Romanobem classificado, cheio de suficiência, até com alguns discípulos. Nessa antiga pendência, de que se espalharam pelo Nordeste muitas versões, Inácio tratava ooutro por "meu branco", declarava-se inferior a ele. Com imensa bazófia (presunção), Romanoconcordava, achava que era assim mesmo, e de quando em quando introduzia no “mar telo" umapalavra difícil com o intuito evidente de atrapalhar o adversário. O preto defendia-se a seu modo,torcia o corpo, inclinava-se modesto: Seu Romano, eu só garanto é que ciência eu não tenho". Essa ironia, essa deliciosa malícia negra, não fez mossa (pertubação) na casca de FranciscoRomano, que recebeu as alfinetadas como se elas fossem elogios e no fim da cantiga esmagou o inimigocom uma razoável quantidade de burrices, tudo sem nexo, à-toa: "Latona, Cibele, Ísis, Vulcano, Netuno..."Jogou o disparate em cima do outro e pediu a resposta, que não podia vir, naturalmente, porque Inácio eraanalfabeto, nunca ouvira falar em semelhantes horrores e fez o que devia fazer – amunhecou (acovardou-se), entregou os pontos, assim: "Seu Romano, desse jeito eu não posso acompanhá-lo. Se desse um nóem martelo, viria eu desatá-lo. Mas como foi em ciência, cante só, que eu já me calo". Com o entusiasmo dos ouvintes, Romano, vencedor, ofereceu umas palavras de consolação aopobre do negro, palavras idiotas que serviram para enterrá-lo. Isto aconteceu há setenta anos. E desde então, o herói de Patos se multiplicou em descendentesque nos têm impingido (constrangido) com abundância variantes de Cibele, Ísis, Latona, Vulcano, etc. Muita gente aceita isso. Nauseada, mas aceita, para mostrar sabedoria, quando todos deviamgritar honestamente que, tratando-se de "martelo", Netuno e Minerva não têm cabimento. Inácio da Catingueira, que homem! Foi uma das figuras mais interessantes da literaturabrasileira, apesar de não saber ler. Como os seus olhos brindados de negro viam as coisas! É certoque temos outros sabidos demais. Mas há uma sabedoria alambicada (pretensiosa) que nos tornaridículos. RAMOS, Graciliano. Viventes das Alagoas1 - O produtor do texto construiu uma narrativa onde aparecem, dois personagens com característicasdiferentes.Situe os dois personagens e discrimine as diferenças básicas que, segundo o produtor do texto,distinguem um do outro.2 - Num nível mais abstrato de leitura, pode-se afirmar que Inácio e Romano cultivam valores diferentes.Basicamente, quais são os valores que caracterizam a cultura de um e de outro?
  35. 35. 353 - Cite uma passagem do texto que sirva para ilustrar que Romano é mais reconhecido socialmente doque Inácio.4 - O texto coloca em confronto dois tipos distintos de cultura, cada um valorizado de modo diferentesegundo o ponto de vista de quem analisa.a) Segundo o ponto de vista da sociedade em que vivem Inácio e Romano, qual das duas formas decultura é mais valorizada?b) Segundo o ponto de vista do narrador, que cultura tem mais valor?5 - O texto em questão sobre uma oposição básica: superioridade versus inferioridade.Segundo o narrador, esses conceitos são relativos ou absolutos? Explique sua resposta.AS DIFERENTES LINGUAGENS: VERBAL, NÃO-VERBAL; FORMAL E INFORMAL.PLATÃO E FIORIN. Para entender o texto: leitura e redação. 16 ed. São Paulo: Ática, 2003. (lição 40)Meios de comunicação: linguagem verbal (falada ou escrita) Linguagem não-verbal (gestos, imagens, sons, artes, o sinal do computador)Gestos: convencionais ou codificados, como o alfabeto dos surdos-mudos; sinais de trânsito (placasindicativas, apitos, semáforos; sons (o código Morse, o “tambor falante” das tribos do Congo; imagens(cartazes, televisão, cinema).Outros fatores estão sendo estudados como formas de linguagem não-verbal: a maneira de se vestir, deandar, sentar, falar ou calar, a postura, o comportamento social, a linguagem corporal, o código doslevantadores (na área de esportes), algumas placas de trânsito, principalmente em aeroportos, estradas,estações rodoviárias e ferroviárias, assim como em lugares públicos e de atração turística. Esses símbolosconvencionais, considerados linguagem universal, são mais facilmente identificados e decodificados, poisnão exigem o conhecimento de nenhuma língua escrita.Em todos os tipos de linguagem, os signos são combinados entre si, de acordo com certas leis,obedecendo a mecanismos de organização.SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS:A linguagem verbal é linear, isto é, seus signos e os sons não se superpõem, mas se sucedem um depoisdo outro no tempo da fala ou no espaço da linha escrita. Cada som e cada signo são usados nummomento distinto do outro.Na linguagem não-verbal, ao contrário, vários signos podem ocorrer simultaneamente. Na pintura, váriasfiguras ocorrem simultaneamente.Os textos verbais podem ser narrativos, descritivos, dissertativos. Os não- verbais, a princípio, sãoconsiderados dominantemente descritivos, pois representam uma realidade singular e concreta, numponto estático do tempo. Mas, uma fotografia pode desencadear um processo narrativo (organização deseqüência de fotos)Os textos verbais e os não-verbais podem ser figurativos (aqueles que reproduzem elementos concretos)e não-figurativos (exploram temas abstratos).LINGUAGEM VERBAL: explora recursos fônicos, como aliterações, rima, ritmo.LINGUAGEM NÃO-VERBAL: oposições de cores, formas (linhas retas x linhas curvas; horizontais xverticais), luz x sombra etc.
  36. 36. 36 NÍVEIS DE LINGUAGEMLÍNGUA - É uniforme e visa padronizar a linguagem.LINGUAGEM - é individual flexível / varia de acordo com idade, sexo, cultura, posição social.LÍNGUA - ESCRITA - não reproduz na íntegra o timbre de voz, expressões e gestos = segue normasLÍNGUA - FALADA - é descontraída, espontânea, por isso foge às regras.LINGUAGEM CULTA/PADRÃO: é utilizada pelas classes intelectuais da sociedade como nós, ensinadanas escolas e usada para transmitir informações filosóficas e científicas.Reflete - prestígio social e cultural. É mais artificial (rádio, tv, jornais, revistas)• A dissertação apresenta uma coesão de assunto.LINGUAGEM COLOQUIAL: É utilizada pelas pessoas que fazem uso de um nível menos formal, maiscotidiano, mais espontâneo, usando criatividade e intimidade. Apresenta mais liberdade de expressão. É acomunicação de massa em geral. Muitas vezes foge às regras gramaticais.• Me diga a verdade.• Senta aí, tá!• Cuidado pra não falar besteira.• Me faça um favor.LINGUAGEM POPULAR: é utilizada pelas pessoas de baixa escolaridade. De menor cultura. Não hápreocupação com as regras gramaticais. Apresenta vícios de linguagem:- ERROS:• Mãi, não vou aumoçá em casa, pruque meu amigo mi convidô prá aumoçá com ele.• Hoje eu vou sai ca minha namorada.• Eu vi ela.• Olha eu aqui.CULTA: Eu estou preocupadaCOLOQUIAL: Tô preocupadaPOPULAR: Tô griladaGÍRIA: linguagem informal. É colorida - usada mais pelos adolescentes. Forma exagerada da linguagemfamiliar.• Se liga meu. Valeu. Só – nem. Dá um tempo.• Rango• Amarelou = ficar com medo• Skatistas: zica=azar / tomar uma vaca=cair / prego= menino que anda mal de skate, to• Novos hippies: tô sussu=estou tranqüilo / viajar=soltar a imaginação / ler um texto= fumar maconha• Lutadores: cheio de marra=metido / casca grossa=lutador muito bom / tomar toco= levar o fora.• Patricinhas: pular o muro=beijar o garoto em uma festa / labiuda=menina que tira nota alta.• Metaleiros: breja=cerveja / pão molhado= polícia / trincar a vela= ficar bêbado.VULGAR: incultos - sem cultura -
  37. 37. 37• Quero casa. Nóis vai. Eu vou i. Ocê tá bom. Aí né. Daí. Então. Percebe. Sabe.• Vamu pára com isso. Nóis fumo• Tauba, estauta, pobrema, estrupo, menas, amontar, esmagrecer, meia nervosaREGIONAL: falar nordestino, gaúcho, carioca, caipira• O sinhô, voismecê• Quar quê• Pra mode• Deveras importante• Bestaiado• Oh! chente bichinho, ocê não sabe isso.• Ele buliu ca moça-PÓ PÔ PÓ?-PÓ PÔ.UMA FRASE SÓ DE VOGAIS;-OU, OU . Ó O AUÊ AÍ Ó!Nível informal (Coloquial) Nível formal (Culto)Isso é pra você Isso é para você.Ocê contou o fato pra ela Você contou o fato para ela / Você lhe contou o fato.Ela ligou pro namorado Ela ligou para o namoradoA gente quebrou o vidro Nós quebramos o vidroDomingo, nós devia ter ido lá. Domingo, nós devíamos ter ido lá.Eu tô aqui/ Tá pensando o quê? Eu estou aqui/O que você está pensando?Se agasalha, que tá frio Agasalhe-se, que está frioMe empresta o seu caderno Empreste-me o seu caderno/ Empresta-me o teu caderno.Me deixa sair/ Deixa eu sair Deixe-me sair.- AMBIGUIDADE• Você tem dado?• Ele comeu um doce, e sua namorada também.• Mataram o porco do meu tio. / Morreu a galinha da minha vizinha.• A besta do meu marido sumiu. /Coitado! O burro do meu primo morreu.• Ele surpreendeu o ladrão em sua casa.• Tomei o ônibus correndo.• Presidente e governador desentenderam-se por causa de sua má administração.• Eu vi o desmoronamento do barracão.• Vi enfeites de natal andando na rua.• Visitei a casa da minha avó cujos fundos dela dá para o mar.• Pedro visitou seu amigo, depois saiu com sua namorada.• Vi uma foto sua no metrô.• Pedro encontrou seu amigo que perdeu seu relógio.- CACOFONIA• Nunca ganho - Eu nunca ganho em jogos • Boca dela - As palavras saíram da boca dela • Mande-me já isso - Não vou falar mais, mande-me já isso • Por cada- Isso será feito por cada um 
  38. 38. 38• Ela tinha - Ela tinha muito jeito • Ti gela - Meu coração por ti gela • Cinco cada - Quanto cada um recebeu? Cinco cada um (cocada). • Vou-me então -• Vou-me já -• Por radiação -- PLEONASMO• Vamos conviver juntos. Criar novos. Elo de ligação. Encarar de frente. Entrar para dentro• Sair para fora. Descer para baixo, descer lá embaixo. Subir para cima, subir lá em cima• Ganhar grátis. Monopólio exclusivo. Planos para o futuro. Repetir de novo.• Começar pelo começo. Sorriso nos lábios. Sua própria autobiografia. Plebiscito popular.• Vi com os meus próprios olhos. A brisa matinal da manhã. Rolou pela escada abaixo.• Pomar de frutas. Colaborar juntos. Moça virgem. Hemorragia de sangue.• Hepatite no fígado. Ele vive uma vida difícil. Sonhei um sonho. Protagonista principalEXERCÍCIO – EMPRÉSTIMOS E ESTRANGEIRISMOSSamba do approach (Zeca Balero)Venha provar o meu brunch Saiba que eu tenho approach Na hora do lunch Eu ando de ferryboat Eu tenho savoir-faire meu temperamento é light Minha casa é hi-tech toda hora rola um insight Já fui fã do Jethro Tull hoje me amarro no Slash Minha vida agora é o cool meu passado é que foi trash Venha provar o meu brunch Saiba que eu tenho approach Na hora do lunch Eu ando de ferryboat Fica ligada no link que eu vou confessar my love Depois do décimo drink só um bom e velho engov Eu tirei o meu green card e fui pra Miami Beach Posso não ser pop star mas já sou um noveau riche Venha provar o meu brunch Saiba que eu tenho approach Na hora do lunch Eu ando de ferryboat Eu tenho sex-appeal saca só meu background Veloz como Damon Hill tenaz como Fittipaldi Não dispenso um happy end quero jogar no dream team De dia um macho man e de noite drag queen1. Destaque os empréstimos e os estrangeirismos na letra da música. Indique de que idioma eles se originaram.2. Procure o significado de cada uma delas.
  39. 39. 393. Reescreva o texto usando as novas palavras pesquisadas.4. Que efeito o autor quis causar usando palavras que não pertencem à Língua Portuguesa?5. Com a tradução, o efeito permaneceu? Explique.DIRETRIZES PARA A LEITURA, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOSO texto não é um aglomerado de frases. Não se pode isolar frase alguma do texto e tentar conferir-lhe osignificado que se deseja. Uma mesma frase pode ter significados distintos dependendo do contextodentro do qual está inserida. Para se fazer uma boa leitura, deve-se sempre levar em conta o contexto.Entende-se por contexto uma unidade lingüística maior onde se encaixa uma unidade lingüística menor.Assim, a frase encaixa-se no contexto do parágrafo, o parágrafo no contexto do capítulo e este nocontexto da obra toda.ESQUEMA: a leitura analítica é um método de estudo que tem como objetivos:- favorecer a compreensão global do significado do texto;- treinar para a compreensão e interpretação crítica dos textos;- auxiliar no desenvolvimento do raciocínio lógico;- fornecer instrumentos para o trabalho intelectual desenvolvido nos seminários, no estudo dirigido, noestudo pessoal e em grupos, na confecção de resumos, resenhas, relatórios.Seus processos básicos são:- ANÁLISE TEXTUAL: preparação do texto - trabalhar sobre unidades delimitadas (um capítulo, umaseção, uma parte etc., sempre um trecho com um pensamento completo); fazer uma leitura rápida e atentada unidade para se adquirir uma visão de conjunto da mesma; levantar esclarecimentos relativos ao autor,ao vocabulário específico, aos fatos, doutrinas e autores citados, que sejam importantes para acompreensão da mensagem; esquematizar o texto, evidenciando sua estrutura redacional.- ANÁLISE TEMÁTICA: compreensão do texto – determinar o tema-problema, a idéia central e as idéiassecundárias da unidade; refazer a linha de raciocínio do autor, ou seja, reconstruir o processo lógico dopensamento do autor; evidenciar a estrutura lógica do texto, esquematizando a seqüência das idéias;problematização do tema (qual dificuldade deve ser resolvida? Qual o problema a ser solucionado?); comoo autor responde aos problemas? Que posição assume, que idéia defende? Surge, então, a tese ou idéiamestra que deve ser sempre uma oração, um juízo completo e nunca apenas uma expressão, comoocorre no tema. Através do raciocínio e da argumentação é que o autor expõe seu pensamento etransmite sua mensagem, demonstra sua posição ou tese. É a análise temática que serve de base para oresumo ou síntese de um texto (o resumo é a síntese das idéias do raciocínio e não a mera redução deparágrafos).- ANÁLISE INTERPRETATIVA: interpretação do texto - situar o texto no contexto da vida e da obra doautor, assim como no contexto da cultura de sua especialidade, tanto do ponto de vista histórico como doponto de vista teórico; explicitar os pressupostos filosóficos do autor que justifiquem suas posturasteóricas; aproximar e associar idéias do autor expressas na unidade com outras idéias relacionadas àmesma temática; exercer uma atitude crítica diante das posições do autor em termos de:a) coerência interna da argumentação;b) validade dos argumentos empregados;
  40. 40. 40c) originalidade do tratamento dado ao problema;d) profundidade de análise ao tema;e) alcance de suas conclusões e conseqüências;f) apreciação e juízo pessoal das idéias defendidas.- PROBLEMATIZAÇÃO: discussão do texto – levantar e debater questões explícitas ou implícitas notexto; debater questões afins sugeridas ao leitor.- SÍNTESE PESSOAL; reelaboração pessoal da mensagem – desenvolver a mensagem medianteretomada pessoal do texto e raciocínio personalizado; elaborar um novo texto, com redação própria, comdiscussão e reflexão pessoais.ATENÇÃO:Os textos científicos e os filosóficos apresentam obstáculos específicos em relação aos literários. No casode textos de pesquisa, acompanha-se o raciocínio mais rigoroso seguindo a apresentação dos dadosobjetivos sobre os quais tais textos estão fundados. O raciocínio nos textos científicos e filosóficos é quasesempre dedutivo, a imaginação e a experiência objetiva não são de muita valia. Conta-se com aspossibilidades da razão reflexiva, o que exige muita disciplina intelectual para que a mensagem possa sercompreendida com o devido proveito.RESUMO DE TEXTOS: é um trabalho de extração de idéias, de exercício de leitura e não um trabalho deelaboração, mas de grande utilidade didática e significativo interesse científico. O resumo do texto é, narealidade, uma síntese das idéias e não das palavras do texto. Resumir um texto com as própriaspalavras é manter-se fiel ás idéias do autor sintetizado.RESENHA: é uma síntese ou um comentário dos livros publicados. Através das resenhas toma-seconhecimento prévio do conteúdo e do valor de um livro que acaba de ser publicado, fundando-se nestainformação a decisão de se ler ou não o livro, seja para estudo ou para trabalho acadêmico. Uma resenhapode ser: informativa, quando apenas expõe o conteúdo do texto; e crítica quando se manifesta sobre ovalor e o alcance do texto analisado; é crítico-informativa quando expõe o conteúdo e tece comentáriossobre o texto analisado.BIBLIOGRAFIA- SEVERINO, Antônio J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo, Cortez, 2002.- FIORIN, José L. & SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o Texto: leitura e redação. São Paulo, Ática, 2003. Lição 1.TEXTO: OS DESASTRES DE SOFIAQualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e passarapesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele.O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinhaombros contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com um fio de ouro encimando o narizgrosso e romano. E eu era atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio e pela controladaimpaciência que ele tinha em nos ensinar e que, ofendida, eu adivinhara. Passei a me comportar mal nasala. Falava muito alto, mexia com os colegas, interrompia a lição com piadinhas, até que ele dizia,vermelho:

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