PLÁTANO
EDITORA
• Delimitação do conceito de bullying
• Diferentes tipos de bullying
• Causas do bullying
• Como identificar possíveis sit...
Indisciplina – abarca os desvios às regras, assumindo um
caráter disruptivo, em virtude de perturbar o bom
funcionamento d...
a) Conduta agressiva intencional em contexto escolar
c) De caráter repetitivo e sistemático
d) Com desigualdade de poder e...
 São amigos ou existe uma igualdade de poder
 Acontece ocasionalmente
 Acidental (sem intenção prévia)
 Não é sério
 ...
Tipos de
bullying
Verbal
Sexual
RelacionalFísico
Psicológico
- que implicam um envolvimento face-a-face,
onde os envolvido...
 Verifica-se uma tendência para um aumento da incidência
desde o 1º ciclo, atingindo o seu pico pelos 13 anos de idade
(8...
- sala de aula, recreio, cantina, casas de banho,
balneários, corredores, instalações desportivas, zonas exteriores
isolad...
Trata-se de um tipo de agressão invisível, não é
visível nos recreios, nem nos refeitórios, nem no
caminho de casa para a ...
• Sinais de
alerta
• Sintomas
de saúde
• Motivações • Emparelhamento
agressor/vítima
• Ciclo vicioso
• Papeis
desempenhado...
 Livros, materiais escolares ou outros pertences podem aparecer estragados
ou escondidos;
 Ferimentos, cortes, arranhões...
- Fobia escolar /
evitamento escolar
(receio de se expor e de
confrontação com o
agressor)
- Sentimento de
insegurança na ...
 Manifestam intolerância em relação às diferenças e manifestam atitudes
preconceituosas;
 Aparecem com objectos ou dinhe...
- Baixo desempenho
académico
- Suspensões e
registos de mau
comportamento
- Absentismo e
abandono escolar
- O melhor predi...
Alunos com problemas internalizantes (com baixa
autoestima, e sentimentos de solidão, incapacidade e rejeição)
Transmitem ...
Vítima
(que se
encontra
exposta)
Agressor
(inicia o
bullying e
assume a
liderança)
Seguidor
(toma parte
ativa no
ataque)
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- Estilos educativos pouco afetuosos e atentos, com fraca
supervisão, proporcionam uma oportunidade excelente para o
apare...
- (In)existência de supervisão adequada dos espaços escolares
(nomeadamente recreio, casas de banho, corredores);
- Nível ...
Grupos-alvo
Alunos
Professores
Pais
Outros profissionais
Dinâmicas
Políticas globais de escola
(1)
Suporte dos pares (2)
D...
Sharp e Thompson recomendam as seguintes fases:
- Sensibilização e consciencialização;
- Elaboração de uma pequena investi...
Sem se conhecer a realidade
concreta de cada Escola não tem
lógica delinearem-se
, nem planificar
ou definir as
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- Recolher toda a informação
necessária (principalmente o
que já existe e que pode ajudar
o combate ao Bullying),
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- Analisar o Projecto Educativo da Escola, já que as
orientações que constem nele serão determinantes
no enfrentar do fenó...
- Recolher dados sobre o nível de
incidência do Bullying na Escola,
para essa recolha, podemos contar
com diferentes instr...
A implementação de um Projecto na área do Bullying em
Meio Escolar poderá ter por base um grupo de parceiros
da comunidade...
- Aplicação de Questionários a toda a comunidade
educativa:
• Alunos (Turmas do 5º ao 9ºano);
• Professores (Todos os Doce...
- Realização de 3 Sessões de Trabalho (com a duração de 2
horas/sessão) dirigidas a 25 Docentes nas áreas da
Violência, Bu...
- Sessão de Trabalho com os Funcionários onde lhes são
apresentados e analisados os resultados dos Questionários
realizado...
- Realização de um Seminário sobre Bullying e Violência em Meio
Escolar para o público em geral, onde podem ser abordadas ...
Desenvolver em contexto de sala de aula, devendo
mesmo existir uma articulação com outras disciplinas,
nomeadamente:
- Con...
- Construção de Folhetos e outros materiais de apoio sobre
Bullying em diferentes idiomas;
- Articular com as TIC na reali...
- Trabalho de pesquisa das taxas de Bullying e Construção de
Cartazes onde estas são apresentadas revelando a incidência
d...
- Construção de gráficos e tabelas com os resultados;
- Trabalhar o design gráfico dos Questionários, Folhetos e outros
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• Realização de uma Peça de Teatro que aborde a temática do
Bullying;
• Apoio às actividades das TIC e outras disciplinas;...
• Realização de fotos ilustrativas sobre a temática do Bullying,
que podem servir de suporte aos Cartazes criados no âmbit...
O mais importante é envolver os alunos
nestas actividades, fazendo-os
reflectir sobre o assunto, sensibilizando para a
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- A Escola não deve ser vista apenas como um sítio onde
se estuda e se fazem testes, deve ser essencialmente um
local onde...
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proporcionar-lhe os meios para que experimente situações
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- O mais importante para nos ajudar a aprender são as
pessoas. A qualidade humana e a cultura pessoal dos
indivíduos é o p...
- Estes jovens dão-nos todos os dias a oportunidade de
sermos melhores professores, melhores funcionários,
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Caro Professor
Sou um sobrevivente de um Campo de Concentração.
Os meus olhos viram o que jamais olhos humanos deveriam po...
Workshop professores leal da câmara 04 fev (1)
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  1. 1. PLÁTANO EDITORA
  2. 2. • Delimitação do conceito de bullying • Diferentes tipos de bullying • Causas do bullying • Como identificar possíveis situações de violência entre pares? • Como identificar e intervir junto alunos vítimas e agressores e suas famílias? • O que pode fazer toda a comunidade educativa para prevenir e reduzir as situações de bullying • Como podemos trabalhar o bullying nas aulas e na escola - Algumas etapas fundamentais. • Apresentação de alguns materiais práticos.
  3. 3. Indisciplina – abarca os desvios às regras, assumindo um caráter disruptivo, em virtude de perturbar o bom funcionamento da sala de aula. - abrange os incidentes que traduzem essencialmente, um disfuncionamento das relações formais e informais entre os alunos, podendo manifestar-se em comportamentos agressivos e violência (extorsão de bens, violência verbal ou física, intimidação sexual, roubo ou vandalismo). Neste nível situamos o (conduta agressiva intencional, repetitiva e com desigualdade de poder entre os envolvidos) Violência - ..” traduz no facto de alguém, de forma esporádica ou persistente, entrar no espaço íntimo de outrem, a fim de, pela força, nele exercer controlo e domínio.” (João Amado). Engloba então forma de abuso de poder (físico, sexual, psicológico, verbal,…), sendo que todas estas variantes se podem manifestar no domínio da vida escolar.
  4. 4. a) Conduta agressiva intencional em contexto escolar c) De caráter repetitivo e sistemático d) Com desigualdade de poder entre os alunos envolvidos Subcategoria do comportamento agressivo e) Níveis de afeto desiguais (agressores sentem-se superiores, fortes e com poder / causa sofrimento físico ou emocional às vítimas)
  5. 5.  São amigos ou existe uma igualdade de poder  Acontece ocasionalmente  Acidental (sem intenção prévia)  Não é sério  Reacção emocional semelhante  Não se trata de uma procura de poder  Pode existir remorso e assumo da responsabilidade  Podem existir esforços para a resolução do problema  Desigualdade de poder  Ações sistemáticas e repetitivas  Intencional  Dano físico ou psicológico  Reacção emocional desigual  Procura de controlo/coisas materiais  Sem remorso, culpabilização da vítima pelo sucedido  Não há esforços para resolver o problema Conflitos normais Bullying
  6. 6. Tipos de bullying Verbal Sexual RelacionalFísico Psicológico - que implicam um envolvimento face-a-face, onde os envolvidos se encontram diretamente implicados no incidente - não envolve uma confrontação direta, usualmente relacional com o intuito de danificar relações, ou através das novas tecnologias (cyberbullying) Chamar nomes ofensivos; troçar; ameaçar; insultar; rebaixar Exibicionismo; assédio; comentários ou insultos de natureza sexual; divulgação de imagens íntimasBater; empurrar; dar pontapés; passar rasteiras; perseguir Excluir um colega do grupo; ignorar; espalhar rumores Ameaçar com gestos; coação; extorsão; chantagear; chamadas anónimas
  7. 7.  Verifica-se uma tendência para um aumento da incidência desde o 1º ciclo, atingindo o seu pico pelos 13 anos de idade (8º ano), sendo mais frequente na pré-adolescência;  Verifica-se uma tendência para a diminuição progressiva dos comportamentos de bullying ao longo do secundário;  Quanto às formas de agressão: a proporção de crianças que utilizam formas de agressão física, declina com a idade, em contrapartida, as que utilizam formas de agressão verbal e indireta, aumentam na pré-adolescência (à medida que as competências verbais e sociais se desenvolvem);  O assédio sexual é mais tardio, aumenta na adolescência e relaciona-se com a puberdade e a composição heterossexual do grupo de pares
  8. 8. - sala de aula, recreio, cantina, casas de banho, balneários, corredores, instalações desportivas, zonas exteriores isoladas (usualmente locais pouco vigiados, fora da supervisão de adultos). O recreio principalmente no 1º e 2º ciclos; corredores principalmente no 3º ciclo e secundário. - no percurso casa-escola, clubes desportivos, centros comerciais, zonas de lazer… - abuso entre os pais (maltrato conjugal), ameaça e intimidação entre irmãos, maltrato e abuso de menores ou de idosos (quando um elemento da família utiliza o seu poder para controlar outro com menor poder, de forma abusiva)… - mensagens de texto / fotos digitais em salas de chat, websites, emails, sms, mms… -
  9. 9. Trata-se de um tipo de agressão invisível, não é visível nos recreios, nem nos refeitórios, nem no caminho de casa para a escola ou vice-versa, mas está a espalhar-se rapidamente; Trata-se de uma nova forma de manifestar comportamentos de bullying, utilizando as novas tecnologias (a agressão é feita através da Internet ou telemóveis com câmaras de filmar e/ou fotografar); - Estar permanentemente a fazer circular mentiras, ameaças, humilhações ou fotos embaraçosas (Cyberstalking); - Criação de páginas de perfil falsas nas redes sociais (Facejacking); Utilização de blogs para difamar; - Roubar os nicknames e as passwords e em seguida, enviar mensagens de provocação e ou humilhação aos amigos, namorados ou mesmo aceder a dados e materiais particulares dos seus colegas; - Divulgação de imagens intencionalmente captadas com o intuito de causar dano, embaraço ou humilhação (Happy Slapping ou Sexting)
  10. 10. • Sinais de alerta • Sintomas de saúde • Motivações • Emparelhamento agressor/vítima • Ciclo vicioso • Papeis desempenhados pelos pares • Fatores sociais • Fatores ambientais
  11. 11.  Livros, materiais escolares ou outros pertences podem aparecer estragados ou escondidos;  Ferimentos, cortes, arranhões, nódoas negras, rasgões ou outros danos na roupa;  Encontram-se frequentemente isolados ou excluídos do grupo de pares durante os intervalos;  Procuram a proximidade com o professor ou outros adultos durante os intervalos, o almoço ou tempos livres;  Não costumam trazer colegas da escola para casa, não passam tempo em casa de colegas e raramente recebem convites dos colegas para festas;  Perda de interesse em hobbies e actividades de tempos livres;  Parecem receosos ou relutantes em ir para a escola de manhã (queixas frequentes e repetidas);  Desmotivam-se do trabalho escolar, manifestam baixo interesse pela escola e diminuem o aproveitamento;  Súbitas alterações de comportamento (tristes, infelizes, enurese nocturna, tiques, problemas de sono, pesadelos, perda de apetite, choro, gaguez…);  Tornam-se mais isolados e hipersensíveis a críticas;  Pedem mais dinheiro do que o habitual ou “perdem-no” frequentemente;  Pedem frequentemente que alguém os acompanhe ou vá buscar à escola ou para mudar de turma sem motivo aparente;
  12. 12. - Fobia escolar / evitamento escolar (receio de se expor e de confrontação com o agressor) - Sentimento de insegurança na escola - Falta de concentração e falhas de memória - Diminuição do desempenho académico - Sentimentos de isolamento e de solidão - Inibição - Rejeição pelos pares (impopulares) - Reduzido número de amigos - Tristeza / desamparo / infelicidade - Baixa auto-estima - Sintomas psicossomáticos (dores de cabeça, barriga, cansaço, nervosismo, dificuldade em dormir, irritabilidade) - Sintomas psicológicos (depressão, ideação suicida, ansiedade)
  13. 13.  Manifestam intolerância em relação às diferenças e manifestam atitudes preconceituosas;  Aparecem com objectos ou dinheiro sem justificar a sua origem (jogos, CD’s, telemóveis, consolas, roupas,..);  Tendem a culpar outras pessoas pelos seus problemas, recusando aceitar responsabilidades pelos seus comportamentos negativos;  Manifestam uma grande necessidade de dominar os outros e tendem a resolver os seus problemas através da força física e/ou psicológica;  Raiva descontrolada (impulsivos, zangam-se facilmente e manifestam uma baixa tolerância à frustração como resposta a factores de irritação menores);  Podem ser obstinados, oposicionistas e provocadores com os adultos, nomeadamente pais e professores (desafiam a autoridade e quebram as regras);  São pouco empáticos com os colegas vitimizados e retiraram satisfação e prazer do medo e desconforto que lhes provocam;  Podem envolver-se precocemente em comportamentos anti-sociais;  No seu discurso, a escola é frequentemente sentida como pouco importante.
  14. 14. - Baixo desempenho académico - Suspensões e registos de mau comportamento - Absentismo e abandono escolar - O melhor preditor comportamental de dificuldades futuras de ajustamento social e emocional - Comportamentos anti- sociais - Delinquência e criminalidade - Progressivamente um reduzido número de amigos, que apoiam as suas atitudes - Diminuição na sua capacidade de compreensão moral e empática - Maior probabilidade de doenças psiquiátricas (esquizofrenia, depressão) - Abuso de substâncias ilícitas
  15. 15. Alunos com problemas internalizantes (com baixa autoestima, e sentimentos de solidão, incapacidade e rejeição) Transmitem uma postura de vulnerabilidade e incapacidade de se defender a si próprios se atacados pelos colegas Manifestam sinais de dor e submissão, reforçam o agressor e aumentam a probabilidade da repetição dos ataques Convidam à vitimização por parte de colegas com necessidade de dominar A repetição dos ataques repercute-se numa baixa autoestima, sentimentos de tristeza, solidão e retraimento social
  16. 16. Vítima (que se encontra exposta) Agressor (inicia o bullying e assume a liderança) Seguidor (toma parte ativa no ataque) Apoiante (apoia o ataque mas não toma parte ativa) Apoiante passivo (aprecia o ataque mas não apoia abertamente) Observador externo (observa, não é da sua conta e não toma partido) Possível defensor (desaprova o bullying mas não ajuda) Defensor (desaprova o bullying e tenta ajudar a vítima)
  17. 17. - Estilos educativos pouco afetuosos e atentos, com fraca supervisão, proporcionam uma oportunidade excelente para o aparecimento de comportamentos violentos e / ou de bullying - Superproteção parental (em consequência: poucas oportunidades de gestão de situações de conflito e falta de confiança na sua capacidade para controlar o seu ambiente) - Imitação do comportamento agressivo (estilos disciplinares punitivos ou agressão física ou verbal entre os pais) - Temperamento (tendência básica para desenvolver determinados estilos interativos e comportamentais – crianças ativas e impulsivas) - Falta de empatia pelos outros - Motivação para a agressão (obtenção de pertences / serviços, necessidade de atenção e aprovação dos pares)
  18. 18. - (In)existência de supervisão adequada dos espaços escolares (nomeadamente recreio, casas de banho, corredores); - Nível de conhecimento e de adequação da intervenção por parte dos adultos, face à ocorrência de comportamentos de bullying; - Nível de intervenção dos funcionários da escola face à observação de comportamentos de bullying; - (In)existência de um regulamento de escola ou de normas de conduta suficientemente claras com consequente aplicação de medidas disciplinares (in)consistentes; - Equipamento (in)suficiente (aulas de educação física, áreas recreativas, balneários); - (In)existência de sistemas de apoio aos novos alunos; - (In)tolerância face às diferenças; - (In)existência de políticas ou iniciativas anti-bullying; - (Des)encorajamento de mecanismos de denúncia;
  19. 19. Grupos-alvo Alunos Professores Pais Outros profissionais Dinâmicas Políticas globais de escola (1) Suporte dos pares (2) Dinâmicas específicas (3) Programas de intervenção familiar (4) Abordagens curriculares por turma (5) (1) Um conjunto de medidas direcionadas para melhorar o clima da escola e a coexistência entre as pessoas (Whole school approach), incluem toda a comunidade escolar (pais, professores, funcionários, alunos) e são de caráter fundamentalmente preventivo; (2) Técnicas de mediação ou tutoria entre pares, círculos de amizade, supervisão…; (3) Violência no namoro, cyberbullying ou bullying ancorado em preconceitos / estereótipos (homofóbico, racial, religioso, NEE). (4) Atividades a desenvolver no seio familiar destinadas a uma melhor compreensão sobre a violência e o bullying, a ajudar a reconhecer sinais de alerta e a prevenir os abusos na escola; (5) Desenvolvimento curricular orientado para prevenir comportamentos de abuso / violência.
  20. 20. Sharp e Thompson recomendam as seguintes fases: - Sensibilização e consciencialização; - Elaboração de uma pequena investigação; - Elaboração de um Projecto de Actuação; - Difusão e desenvolvimento; - Seguimento e Avaliação.
  21. 21. Sem se conhecer a realidade concreta de cada Escola não tem lógica delinearem-se , nem planificar ou definir as a utilizar, nem os que podemos contar, pois cada Escola possui características próprias e que influenciam diferentes manifestações de Bullying.
  22. 22. - Recolher toda a informação necessária (principalmente o que já existe e que pode ajudar o combate ao Bullying), nomeadamente, contexto, instalações, localização, equipamentos, corpo docente e alunos da Escola, além do grau de participação das famílias na vida escolar dos seus filhos / educandos.
  23. 23. - Analisar o Projecto Educativo da Escola, já que as orientações que constem nele serão determinantes no enfrentar do fenómeno do Bullying.
  24. 24. - Recolher dados sobre o nível de incidência do Bullying na Escola, para essa recolha, podemos contar com diferentes instrumentos, tais como: * Questionários aos vários agentes educativos (Alunos, Professores, Funcionários, Órgão de Gestão, Pais / Encarregados de Educação); * Entrevistas; * Grelhas de Observação dos Recreios; * Entre outros.
  25. 25. A implementação de um Projecto na área do Bullying em Meio Escolar poderá ter por base um grupo de parceiros da comunidade, entidades como a Associação de Pais e Encarregados de Educação, a CPCJ, o Programa “Escola Segura”, a Autarquia ou uma Associação Local são parceiros essenciais na Prevenção e no Combate a esta problemática.
  26. 26. - Aplicação de Questionários a toda a comunidade educativa: • Alunos (Turmas do 5º ao 9ºano); • Professores (Todos os Docentes ou pelo menos os DT’s das turmas inquiridas); • Funcionários (Todos os Funcionários da Escola); • Órgão de Gestão (Todos os seus membros); • Pais / Encarregados de Educação (Pelo menos aqueles cujos filhos / educandos responderam ao Questionário).
  27. 27. - Realização de 3 Sessões de Trabalho (com a duração de 2 horas/sessão) dirigidas a 25 Docentes nas áreas da Violência, Bullying e Mediação de Conflitos em Meio Escolar. Na 1ª Sessão devem ser divulgados os resultados dos Questionários. - Sessão de Apresentação dos resultados dos Questionários realizados, seguindo-se um pequeno Debate com os Pais / Encarregados de Educação com vista à apresentação dos resultados dos Questionários.
  28. 28. - Sessão de Trabalho com os Funcionários onde lhes são apresentados e analisados os resultados dos Questionários realizados, seguindo-se um pequeno Debate. - Acção de Formação dirigida aos Assistentes Operacionais nas áreas do Bullying e Mediação de Conflitos em Meio Escolar (com a duração de 6 horas). - Workshop dirigido aos Pais / Encarregados de Educação (cerca de 20 participantes) na área do Bullying e como podem intervir as famílias nesta problemática (em horário pós-laboral).
  29. 29. - Realização de um Seminário sobre Bullying e Violência em Meio Escolar para o público em geral, onde podem ser abordadas várias questões, nomeadamente: • Apresentação dos dados mais relevantes dos Questionários realizados junto de todos os elementos da comunidade educativa; • Balanço do Projecto e das actividades desenvolvidas ao longo do ano lectivo; • Apresentação de um Programa de Combate ao Bullying em Meio Escolar (incluindo na área do Cyberbullying, com o apoio dos Alunos e Professores de TIC e outras disciplinas na área da Informática que possam existir na Escola) a desenvolver no ano lectivo seguinte.
  30. 30. Desenvolver em contexto de sala de aula, devendo mesmo existir uma articulação com outras disciplinas, nomeadamente: - Construção de Questionários, Folhetos e outros materiais sobre Bullying para sensibilizar toda a comunidade educativa; - Aplicação de Questionários a Alunos, Professores, Funcionários e Pais/Encarregados de Educação e no final, apresentação dos dados recolhidos e debate; - Análise estatística dos resultados (conclusões);
  31. 31. - Construção de Folhetos e outros materiais de apoio sobre Bullying em diferentes idiomas; - Articular com as TIC na realização dos contactos, através de videoconferência, com outros Projectos de Prevenção e Combate ao Bullying existentes em outros países; - Realização de um Trabalho de Pesquisa sobre a evolução do Bullying ao longo das últimas décadas; - Realização de trabalhos (em pequeno grupo) sobre a temática do Bullying;
  32. 32. - Trabalho de pesquisa das taxas de Bullying e Construção de Cartazes onde estas são apresentadas revelando a incidência deste fenómeno nos principais países da Europa e do Mundo; - Dinamização de actividades nos Recreios que ajudem a prevenir situações de conflito entre alunos e comportamentos de Bullying; -Construção de Cartazes de divulgação e outros materiais com os resultados finais dos Questionários que possam ajudar a desenvolver uma Campanha de Prevenção e Combate ao Bullying em Meio Escolar;
  33. 33. - Construção de gráficos e tabelas com os resultados; - Trabalhar o design gráfico dos Questionários, Folhetos e outros materiais de divulgação; - Realização de Trabalhos (em pequeno grupo) sobre Cyberbullying; - Criação de um pequeno Projecto na área do Cyberbullying e sua divulgação junto de algumas turmas ou mesmo de outras Escolas; - Preparação dos contactos com outras Escolas portuguesas ou estrangeiras, através de Videoconferência, onde existam Projectos na área do Bullying;
  34. 34. • Realização de uma Peça de Teatro que aborde a temática do Bullying; • Apoio às actividades das TIC e outras disciplinas; • Articulação com as várias disciplinas, nomeadamente, Formação Cívica e Área de Projecto; • Realização de pequenos filmes sobre a temática do Bullying que servem para divulgar este fenómeno e um possível Projecto que possa existir na Escola.
  35. 35. • Realização de fotos ilustrativas sobre a temática do Bullying, que podem servir de suporte aos Cartazes criados no âmbito do Projecto, alertando toda a comunidade educativa; • Organizar um Concurso de Fotografia subordinado à temática do Bullying em Meio Escolar. • Criação de spots de prevenção de situações de Bullying na Escola, divulgando-os junto de toda a Escola, assim como, o Projecto existente e alguns dos procedimentos a ter numa situação de Bullying .
  36. 36. O mais importante é envolver os alunos nestas actividades, fazendo-os reflectir sobre o assunto, sensibilizando para a procura de soluções para esta problemática.
  37. 37. - A Escola não deve ser vista apenas como um sítio onde se estuda e se fazem testes, deve ser essencialmente um local onde se aprende a viver; Gostaria de finalizar, reflectindo em conjunto com todos vocês...
  38. 38. - Quando um jovem fracassa, todos nós devemos proporcionar-lhe os meios para que experimente situações de sucesso, de acordo com as suas competências e grau de conhecimentos;
  39. 39. - O mais importante para nos ajudar a aprender são as pessoas. A qualidade humana e a cultura pessoal dos indivíduos é o principal. Os instrumentos, os testes e outros materiais servem sobretudo para estabelecer relações;
  40. 40. - Estes jovens dão-nos todos os dias a oportunidade de sermos melhores professores, melhores funcionários, melhores psicólogos e até mesmo melhores pessoas, basta estarmos atentos.
  41. 41. Caro Professor Sou um sobrevivente de um Campo de Concentração. Os meus olhos viram o que jamais olhos humanos deveriam poder ver: • Câmaras de gás construídas por Engenheiros doutorados; • Adolescentes envenenados por Físicos eruditos; • Crianças assassinadas por Enfermeiras diplomadas; • Mulheres e bebés queimados por Bacharéis e Licenciados... Por isso, desconfio da Educação. Eis o meu apelo: Ajudem os vossos alunos a serem humanos. Que os vossos esforços nunca possam produzir monstros instruídos, psicopatas competentes, Eichmanns educados. A leitura, a escrita, a aritmética só são importantes se tornarem as nossas crianças mais humanas.” (Carta anónima enviada ao Director do “New York Times”)

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