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COLÉGIO ESTADUAL VILA BECKER
ENSINO MÉDIO INOVADOR
ANDRESSA DA SILVA ORTIZ, BETINA VEIGA DA ROSA E FRANCIELE MÜLLER
CÂNCER DE MAMA
NOVO HAMBURGO
2015
1
ANDRESSA DA SILVA ORTIZ, BETINA VEIGA DA ROSA E FRANCIELE MÜLLER
CÂNCER DE MAMA
Relatório de Pesquisa Científica para
apresentação na CIENTEC – XVII
FERIA INTERNACIONAL DE
EDUCACIÓN, CIENCIA Y
TECNOLOGIA – LIMA/PERU.
Orientadoras: Lilian Amaral da Silva e Elisa Bernadete Hansen Steigleder
Novo Hamburgo
2015
2
ANDRESSA DA SILVA ORTIZ, BETINA VEIGA DA ROSA E FRANCIELE MÜLLER
CÂNCER DE MAMA
Relatório de Pesquisa Científica para
apresentação na CIENTEC – XVII
FERIA INTERNACIONAL DE
EDUCACIÓN, CIENCIA Y
TECNOLOGIA – LIMA/PERU.
Aprovado em ___/____/ 2015.
BANCA EXAMINADORA
_____________________________________________________
Componente da Banca Examinadora – Instituição a que pertence
_____________________________________________________
Componente da Banca Examinadora – Instituição a que pertence
_____________________________________________________
Componente da Banca Examinadora – Instituição a que pertence
3
DEDICATÓRIA
Agradecemos a todas as pessoas que nos auxiliaram de
alguma forma neste trabalho, especialmente, a equipe
diretiva, professores, funcionários e colegas do Colégio
Estadual Vila Becker.
4
RESUMO
A principal função da mama feminina é a produção de leite, porém, quando ocorre a
proliferação e a multiplicação de formas desordenadas das células pode-se originar
um tumor/neoplasia na mama. Sendo assim, para ser evitado um câncer avançado, a
mulher deve realizar o exame de toque e a mamografia precocemente. Diante disso,
durante o processo de exames, se for descoberto o câncer nos ductos ou lóbulos
mamários, a paciente é submetida a diversos tratamentos, a fim de eliminar o tumor.
A duração do tratamento é diferenciada para cada mulher, variando de acordo com o
tipo de câncer, da técnica utilizada e da forma com que a paciente responde aos
medicamentos. Os mais utilizados para eliminar o tumor são a quimioterapia e a
radioterapia. O Rio Grande do Sul é o segundo estado com maior índice em câncer
de mama, e conforme o INCA 81% das mulheres estão sujeitas a desenvolverem
câncer. O objetivo principal deste trabalho é mostrar às mulheres que a prevenção e
os exames são essenciais para descobrir a doença no início e assim aumentar as
chances de cura. Para isso foi realizada uma pesquisa sociológica com mulheres da
cidade de Novo Hamburgo, verificando-se o conhecimento do público feminino sobre
o tema. No âmbito escolar foi realizada uma palestra com uma ginecologista para
esclarecer as jovens da importância da prevenção do câncer de mama, habilitando as
estudantes como multiplicadoras desse conhecimento.
Palavras chave: câncer. câncer de mama. mulher. saúde.
5
ABSTRACT
The main function of the female mammary gland is the production of milk, however
when there are proliferation and multiplication of cells there may be a tumor in the
breast. This way, in order to avoid an advanced cancer, women must perform a touch
examination and a mammography early on. In light of this, if a cancer is identified
during the examination procedure, the patient is submitted to different forms of
treatment for the disease, with the aim of eliminating the tumor. The length of treatment
is different for each woman, varying according with the type of cancer, technique
employed and the way in which the patient responds to medication. The most used
means to eliminate cancer are chemotherapy and radiotherapy. However, recent data
from institutes such as INCA and Oncoguia demonstrate the increase in the number of
cases and deaths of women related to breast cancer in the south and southeast of
Brazil. Since there are many cases in Rio Grande do Sul, a sociologic research was
conducted with some women in the city of Novo Hamburgo, aiming at acquiring
knowledge on whether the female public regularly takes mammograms, or perhaps
knows of someone who was or is in treatment for breast cancer. The main objective
for this study is to demonstrate to women that prevention and examination are
fundamental in order to detect the disease in its early stages, when there is a larger
probability of cure.
Keywords: Cancer. Breast cancer. Women. Health
6
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO......................................................................................... 7
1 ANATOMIA DOS SEIOS......................................................................... 9
2 DRENAGEM LINFÁTICA ...................................................................... 11
3 ORIGEM/CAUSAS DO CÂNCER DE MAMA ........................................ 12
4 MEDICINA X CÂNCER DE MAMA....................................................... 16
5 CÂNCER DE MAMA EM IDOSAS ........................................................ 19
6 TIPOS DE CÂNCER.............................................................................. 22
6.1 CARCINOMA DUCTAL IN SITU............................................................ 22
6.2 CARCINOMA LOBULAR IN SITU.......................................................... 22
6.3 CARCINOMA DUCTAL INVASIVO........................................................ 23
6.4 CARCINOMA LOBULAR INVASIVO ..................................................... 23
7 TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA.............................................. 25
7.1 CÂNCER DE MAMA INFLAMATÓRIO .................................................. 25
7.2 DOENÇA DE PAGET ............................................................................ 25
7.3 CÂNCER DE MAMA TRIPLO-NEGATIVO ............................................ 25
7.4 TUMOR FILOIDE................................................................................... 26
7.5 ANGIOSARCOMA ................................................................................. 26
7.6 CÂNCER DE MAMA METÁSTICO ........................................................ 26
8 CLASSIFICAÇÃO DO CÂNCER DE MAMA......................................... 27
9 DIAGNÓSTICO...................................................................................... 31
10 TRATAMENTOS ................................................................................... 33
11 PESQUISA SOCIOLÓGICA.................................................................. 35
12 PALESTRA DE CONSCIENTIZAÇÃO.................................................. 39
13 DEPOIMENTO.........................................................................................40
CONCLUSÃO ....................................................................................... 42
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ..................................................... 44
ANEXOS................................................................................................ 46
7
INTRODUÇÃO
A palavra câncer é de origem latina que significa caranguejo e determina todas
as formas de tumor maligno. O nome se deve à semelhança entre as pernas do
crustáceo e os tentáculos do tumor, que se impregnam nos tecidos sadios do corpo.
As causas do câncer não são conhecidas, embora se saiba como a doença pode se
manifestar no corpo. No caso do câncer de mama, alguns fatores que podem
aumentar sua probabilidade são o fumo, consumo de bebidas alcoólicas, má
alimentação, distúrbios hormonais e a propensão devido à característica hereditária
(Sauer & Boff, 2011).
A princípio, o câncer já foi uma palavra relacionada à morte e considerada um
estigma, que está sendo deixado para trás. Muitas mulheres que venceram a luta
contra os tumores na mama, obtiveram êxito graças aos importantes avanços da
medicina, que desenvolvem tratamentos cada vez mais precisos, eficazes e
personalizados para cada tipo de tumor. No caso do câncer de mama, a mamografia
é essencial para a descoberta da doença precocemente.
Em síntese, o trabalho apresenta o seguinte questionamento “Qual o grau de
conscientização das mulheres da nossa comunidade em relação ao câncer de
mama?”. Acredita-se que há pouco conhecimento sobre o assunto e por isso falta
conscientização de como se prevenir da doença.
Como forma de testar a hipótese deste trabalho, o grupo conduziu uma
pesquisa sociológica com mulheres da cidade de Novo Hamburgo, visando
compreender sua percepção sobre a doença e métodos de prevenção.
Adicionalmente foi promovida uma palestra para refletir sobre a importância do
autoexame entre alunas da escola, transformando-as em multiplicadoras dos meios
de prevenção.
Com o intuito de elencar o maior número de informações sobre a doença
realizou-se uma revisão bibliográfica cuja pretensão é apresentar seus variados
aspectos, e assim contribuir na redução de casos de mortes devido ao câncer de
mama, mesmo que de forma modesta, para quem desfrutar do que será apresentado
no presente trabalho.
Além disso, esta doença que será abordada é silenciosa e seus cuidados
devem partir desde muito cedo para que não se torne um pesadelo na vida de uma
mulher. Estes variados aspectos a serem apresentados são as características e
7
8
classificações do câncer de mama, com efeito em como se manifesta no interior do
corpo e fora dele, ao mesmo tempo os resultados que os medicamentos geram.
Eventualmente, o câncer na mama é a proliferação das células
descontroladamente, isto, faz com que se origine uma neoplasia, e dependendo de
como será manifestado sua classificação pode ser: Carcinoma Ductal In Situ,
Carcinoma Lobular, Carcinoma inflamatório, Doença de Paget na mama, entre outros
que serão discutidos ao longo do trabalho científico.
O alvo no tratamento do câncer, através dos medicamentos utilizados, é o
tumor, mas ao atacar as células doentes, são atingidas também as células da raiz dos
fios que morrem, pois a ação é arrasadora e por isso o cabelo tende a cair. A
quimioterapia que faz isso acontecer para atingir alvo onde se concentram células
doentes.
Em suma, há diversas formas de tratar e combater a doença, por conseguinte
a radioterapia, hormonioterapia, quimioterapia e terapia o alvo, todavia esses
tratamentos são indicados dependendo do caso em que se encontra a doença na
paciente, em virtude do tipo de câncer de mama que atingiu o corpo/seios.
Para seguir este objetivo, a tendência é de que cada paciente seja tratada como
um ser único, assim, ao mesmo tempo em que somos iguais, cada um de nós é
singular – tanto que cada um reage de maneira particular a um mesmo tratamento
médico.
Entretanto, de acordo com o INCA, hoje em dia mulheres que são
diagnosticadas com câncer de mama precocemente têm 95% de chances de cura e
com os avanços da medicina, até quando a doença atinge um estágio mais avançado
existem tratamentos que permitem que as pacientes tenham uma boa qualidade de
vida por mais tempo.
Dessa forma, com o aumento de casos de cânceres de mama no Brasil e no
mundo, as necessidades de se disseminar informações a respeito do assunto em
público geral é o cerne deste projeto de pesquisa.
9
1. ANATOMIA DOS SEIOS
Segundo Souza (2011), os seios são compostos por três matérias principais:
pele, tecido subcutâneo e tecido mamário, o qual se compõe de elementos epiteliais
e o estroma. Os elementos epiteliais são ramificações ductais que conectam os
lóbulos ao mamilo e o estroma compreendem a maior parte do volume da mama
quando não há leite; é composto por tecido conectivo fibroso e adiposo.
Todas as mamas possuem de 15 a 20 lobos mamários que são independentes
e separados por tecidos de fibras. Logo, estes são os mecanismos de funcionamento
compostos por um grupo de lóbulos ligados à papila por um ducto lactífero. Os lóbulos
são formados por um grupo de ácinos que são a parte final da "árvore" mamária, onde
se encontram células de secreção que produzem o leite. Cada lobo possui sua
maneira de drenagem, que se dirige à papila pelo sistema de ductos. O
sistema ductal é formado por ductos lactíferos que conduzem o leite até a papila,
fazendo com que ele seja empurrado para fora por meio do orifício ductal. A papila
mamária é uma ondulação formada de fibras musculares com elasticidade que, por
fim, desembocam os ductos lactíferos (Anexo 1).
Os ligamentos de Cooper são expansões fibrosas que nascem na glândula
mamária, dividindo o parênquima em 15 ou 20 lobos. Os ligamentos possuem
mobilidade e conseguem se sustentar na mama, retraindo-se quando há uma
contração patológica. O desenvolvimento das mamas, é rigidamente controlado pelo
ovário e, assim então, pode ser definido por vários parâmetros como: a aparência
externa, volume, grau de ramificações, número de matérias presentes na glândula
mamária e grau de diferença das estruturas separadas, logo, lóbulos e células. O
crescimento ductal normal requer a presença de estrógeno e progesterona,
hormônios que atuam na glândula por meio de receptores únicos. (Souza 2011).
Ainda segundo o autor, ao se aproximar da puberdade, a mama feminina inicia
um aumento na atividade do epitélio glandular e do estroma circundante. O aumento
é decorrente do crescimento e divisão dos pequenos feixes de ductos iniciais
originários na vida intrauterina das invaginações do ectoderma superficial.
Os ductos aumentam e se dividem por meio de combinações de ramificações,
que formam botões finais em forma de quadrado nos limites do epitélio estromal. Cada
botão se transforma em dois botões alveolares; este termo é utilizado para estruturas
que se apresentam morfologicamente mais desenvolvidas do que botões terminais.
10
Gerando mais ramificações, os botões alveolares se tornam mais numerosos e
menores, que são chamados de dúctulos. No momento em que, por volta, de
onze dúctulos alveolares se juntam em torno de um botão terminal, forma-se o lóbulo
virginal. Ductos terminais e botões são encapados por uma camada dobrada de
epitélio estratificado e, os botões terminais no feto são revestidos com um epitélio
composto de quatro camadas celulares.
A formação dos lóbulos na mama feminina ocorre entre 1 e 2 anos após a
primeira menstruação. Após isso, o crescimento da glândula mamária é variável de
mulher para mulher. Sua diferenciação completa é um processo gradativo que atinge,
normalmente, mulheres grávidas.
Em relação ao sangue, cada mama é alimentada por uma artéria axilar. O
caminho das veias mamárias é o mesmo das artérias; passam pela axila e a drenagem
venosa torna-se de grande importância, no momento que a disseminação do câncer
de mama ocorre frequentemente por ela.
O circulus venosus é formado pelas anastomoses das veias superficiais que
criam um círculo anastomótico em torno da auréola. O plexo venenoso vertebral fica
em torno das vértebras e se estende desde a base do crânio até o sacro, necessita
de válvular e mantêm canais venosos com órgãos pélvicos, torácicos, abdominais e
com a mama, pelo meio das veias intercostais posteriores. (Souza, 2011).
11
2. DRENAGEM LINFÁTICA
O principal caminho para a drenagem na mama é por meio dos linfonodos
axilares e parcela do restante é, normalmente, drenado através dos linfonodos
mamários internos e pequena parte através dos intercostais posteriores.
Os linfonodos da axila se dividem em seis partes: mamário externo, veia axilar,
central, escapular, supraclavicular e interpeitoral (Anexo 2).
A via dos canais linfáticos não tem direção exata e é pulsátil, decorrência das
contrações dos canais que oferecem trânsito rápido com evacuação dos espaços
vasculares linfáticos. Uma obstrução dos vasos leva a uma inversão no fluxo,
evidenciada microscopicamente como metástase na derme ou no parênquima
mamário. (Souza, 2011).
12
3. ORIGEM/CAUSAS DO CÂNCER DE MAMA
A proliferação celular é um mecanismo controlado para as necessidades do
organismo, quando acontece alteração no processo celular em que pode ocorrer uma
modificação na fisiologia da célula normal, dessa forma, conduzindo-a ao
desenvolvimento de um tumor.
Segundo dados estudados através da Revista Brasileira de Cancerologia,
BRCA e câncer de mama, (2005) o processo complexo ainda pouco compreendido, a
carcinogênese, cujas tarefas ocorrem em múltiplas etapas, em que as células se
tornam malignas, por causa de uma série de mutações progressivas e cumulativas.
No entanto, estas mutações são provocadas por lesões, em virtude da interação de
agentes físicos, químicos e biológicos com o material genético.
Visto que, as agressões no DNA celular acontecem a toda hora, o que
exemplificaria isso seriam os casos de exposição à radiação solar, as toxinas no ar ou
nos alimentos, contato com vírus, consumo de drogas (lícitas ou ilícitas).
Entretanto, se não existissem mecanismos de defesa no organismo,
automaticamente todos os seres com célula animal teriam câncer precocemente.
Entre os vários mecanismos contra o surgimento de novos tumores, estão os anti-
oncogenes BRCA1 e o BRCA2 que são dois exemplos da família dos anti-oncogenes,
estes são genes responsáveis por reparar as lesões do DNA.
Todavia, as células apresentam mecanismos de reparo que removem a maior
parte das lesões introduzidas em seu DNA, uma pequena parcela delas, que não
chega a ser reparada ou ocorre de forma incorreta, têm como resultados as mutações.
Eventualmente, de acordo com o artigo citado anteriormente, de todos os casos de
câncer relacionados às mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2, o câncer de mama é
claramente aquele mais relacionado a este mecanismo, porém, como a mutação do
BRCA1 e BRCA2 está presente em apenas 0,1% da população, a imensa maioria dos
casos de câncer de mama ocorre em mulheres sem mutações destes genes. Logo, já
foram identificadas mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2 em cerca de 5 a 10% de
todos os casos de câncer de mama. Para ter uma comparação, dados indicados pelo
INCA ressalvam uma média de 12 em cada 100 mulheres na população geral terão
câncer de mama ao longo da sua vida, enquanto que nas mulheres com mutações
nos genes BRCA1 ou BRCA2 esta taxa é de 60 para cada 100 mulheres.
13
Contudo, a patologia do câncer de mama hereditário corresponde às
características da idade de acometimento que é consideravelmente precoce em
relação ao câncer esporádico (cânceres raros); maior prevalência de bilateralidade; e
a associação com outros tipos de tumor em famílias afetadas, como câncer de ovário
e próstata. Existem evidências do surgimento de uma morfologia específica para
tumores em portadoras de mutações nos genes BRCA.
Entretanto, com os avanços nos estudos da hereditariedade, a identificação
dos principais genes responsáveis pela hereditariedade do câncer de mama (BRCA1
e BRCA 2) são consideradas comuns e as que mais matam mulheres. Mesmo que o
câncer de mama hereditário corresponda a 10% do total existente segundo o Instituto
INCA, há uma grande porcentagem de mortes de mulheres em todo o mundo; um fato
inaceitável e que representa um sério problema social.
Entretanto, dados recentes do mesmo Instituto, revelam o percentual de óbitos
e novos casos no Brasil, sendo o câncer de mama o segundo tipo mais frequente no
mundo, correspondendo a 22% de novos casos a cada ano. Entre os brasileiros, a
doença é diagnosticada tardia e condizem a altas taxas de mortalidades, só no ano
de 2014 registrou-se 57.120 novos casos e em 2013 14.388 mortes, sendo que
14.207mulheres.
Sobretudo, conforme os autores do artigo da Revisão de Literatura - Luis
Cláudio Belo Amendola e Roberto Vieira, o câncer de mama hereditário possui
algumas diferenças interessantes quando comparado ao câncer esporádico, em
contraste com portadoras de mutações em BRCA1; uma grande proporção dos
tumores é de alto grau histológico e tendem a ser aneuplóides, e apresentam altas
taxas de células na fase S, em mitose e infiltrado linfocitário. Este último citado é
frequente no carcinoma medular, cuja frequência está aumentada nos carcinomas de
origem hereditária.
Além disso, sempre que ocorrem mutações nestes genes, a célula perde suas
funções primordiais, por causa disso não controla mais o seu crescimento, então
passa a se multiplicar de modo rápido e aleatório. Mas se a mulher tem tendência
hereditária para o câncer de mama e recebe apenas um gene que foi mudado na
linhagem germinativa e herdados mutados em homozigose recessivo (aa) serão letais.
Mesmo com apenas um dos genes mutados, para que a doença se desenvolva é
necessário que ocorra uma segunda mutação no outro alelo (par de genes), nesse
caso já ocorrendo nas células somáticas. Grande parte das neoplasias ocorre por
14
mutações somáticas, quando herdadas essas mutações que estão presentes nas
células germinativas (BIOQUÍMICA DO CÂNCER.
<http://bioqdocancer.blogspot.com.br/>.)
Portanto, existem algumas mutações que prevalecem em grupos étnicos
específicos ou geográficos, isso acontece devido à presença de indivíduos que
iniciaram nesta população, que possivelmente surgiram há várias gerações anteriores,
como no caso de judias Ashkenazi (descendente da Europa Central e Oriental) que
representam um exemplo claro de mutações, devido ao efeito fundador, por cultivarem
a união restrita.
Essas mutações se encontram em 2% dessas mulheres e são responsáveis
por aproximadamente 50% dos casos de câncer de mama precoce, porquanto fora
analisado que 7,5% das mulheres não judias e 38% de mulheres judias com câncer
de mama com menos de 30 anos possuam mutações germinativas nos genes BRCA.
Apesar de os números e estatísticas causarem efeitos negativos na mente de
muitas pessoas, o número elevado de casos corresponde a várias causas, entre elas
a questão da saúde pública, que trabalha nessas questões, no entanto ainda de modo
insuficiente. Precisamente, em pleno século XXI, enquanto novos casos surgem,
constata-se a necessidade de mais profissionais capacitados para suprir as áreas em
que a população carece como é o caso do câncer de mama.
Porém, ficar culpando o mau funcionamento do BRCA, não vai levar há nenhum
lugar, a resolução desse problema que não é somente brasileiro, e sim mundial, vem
através de minuciosos estudos na área da genética, oncologia, mastologia, entre
outras que estão neste meio do câncer de mama.
Para encerrar e esclarecer a hereditariedade do câncer de mama, sobretudo o
rastreamento para mutação BRCA, é provável que o 1º teste pré-sintomático esteja
em primeiro lugar na prática clínica geral, e certamente caso aconteça um sucesso ou
falha desses esforços, que trarão um grande impacto no futuro deste campo (Revista
Brasileira de Cancerologia 2012). Com todo o potencial dos avanços da medicina
preventiva, que vêm desenvolvendo análises para evitar doenças e reduzir os custos
da saúde. Muitas mulheres com probabilidades ao câncer de mama têm esperança
de que com o rastreamento genético, possam ser evitadas muitas armadilhas.
Quanto aos maus hábitos da população como, alimentar-se de modo
inadequado, uso de drogas, automedicação, exposição à radiação solar e a toxinas,
exigem uma mudança de postura na rotina de muitas famílias (INCA, 2013). Isso é
15
uma realidade muito comum aos jovens e deve ser trabalhado e desenvolvido junto a
eles, instituindo-se práticas que visam a valorização à saúde dentro de casa, onde
está a solução de muitos problemas. “Há tempos são os jovens que adoecem”, uma
frase muito bem colocada por Renato Russo, pois, o que é hábito, se torna rotina e
assim se transforma em caráter.
Sabe-se que a principal função da mama feminina, é a produção de leite e quando
uma neoplasia se ajusta na mama, fica justamente nos ductos e raramente nos
lóbulos. Por conseguinte, de acordo com o Dr. Dráuzio Varella e também, contestado
pelo INCA, as circunstâncias que originariam um câncer de mama seriam fatores de
risco de natureza ambiental:
 Hábitos Alimentares
 Alcoolismo
 Hábitos Sexuais
 Medicamentos
 Radiação solar
Ainda segundo o autor, outros aspectos são a longa exposição aos hormônios
femininos; as mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 35
anos, não amamentaram, as que fizeram uso de reposição hormonal (principalmente
com estrogênio e progesterona associados), menstruaram muito cedo (antes dos 12
anos) e entraram mais tarde na menopausa (acima dos 50 anos). No entanto, há
casos de mulheres que desenvolvem a doença sem apresentar fatores de risco
identificáveis.
16
4. MEDICINA X CÂNCER DE MAMA
Estudos avançados da medicina vêm proporcionando à população uma melhor
qualidade de vida, se comparado há 500 anos, quando a medicina era rudimentar e
não havia equipamentos para exames, médicos capacitados para atender pessoas
com enfermidades mais graves, uma vez que, os maiores avanços científicos na área
da saúde se deram bem mais tarde, mais precisamente ao final do século XIX e ao
longo do século XX.
Desde a Revolução Industrial, com o progresso civilizatório e o crescimento
urbano cada vez mais acelerados, o modo de vida das pessoas foi mudando
significativamente, com a chegada da modernidade e suas exigências como: trabalho,
moradia, família e a sua sobrevivência. A medicina nos mais diferentes contextos
histórico-econômico e social foi se adaptando, na medida em que se fazia necessária.
Podem-se citar alguns eventos ocorridos ao longo da história como a Segunda
Guerra Mundial (1939-1945), em que foram desenvolvidos muitos experimentos e
habilidades, devido às necessidades dos soldados feridos, sendo uma delas a
transfusão de sangue. Época do estopim de ideias na medicina, quando importantes
descobertas se desenvolveram para salvar vidas em prol da humanidade.
Portanto, quando uma mulher é diagnosticada com a doença não deverá ser
mais um pesadelo daqui uns 20 anos. Porém atualmente o Brasil apresenta um nível
muito significativo de casos e óbitos. Nesse quadro destacam-se as gaúchas, que
estão entre as brasileiras com maior chance de desenvolver câncer de mama, e Porto
Alegre é a capital de mais proporção de casos novos em relação à população feminina
(Jornal Zero Hora, 2013).
Em virtude disso, um dos fatores causadores da doença são o perfil da
população e alguns hábitos nocivos como, o tabagismo e o uso de álcool, possíveis
causas reveladas pelo mais recente levantamento do Instituto Nacional do Câncer
(INCA). No Brasil, observa-se que os cânceres relacionados aos hábitos alimentares
estão entre as seis primeiras causas de mortalidade.
No entanto, não são somente estes os motivos de que o Rio Grande do Sul
apresenta alto índice de casos de câncer de mama, ainda existe a hereditariedade ou
causas genéticas do indivíduo, por exemplo, porque a média de idade para uma
mulher ter câncer de mama em Porto Alegre é de 48 anos e nos Estados Unidos é de
17
58, são exatamente 10 anos de diferença, essa é uma pergunta que a medicina de
precisão poderá responder futuramente (G1, 2014).
Ocasionalmente, a função da medicina de precisão é a necessidade de
conhecer os genes que esse tumor expressa, e assim determinar o tratamento
adequado, de acordo com a paciente, no momento certo. A busca de possibilidades
das características específicas da doença de uma pessoa corresponde à medicina de
precisão, justamente para que se obtenha êxito e se atinja os resultados de um
tratamento específico e ajustado à paciente. Não muito distante para serem citados
neste contexto, os mecanismos da epigenética, são definidos pelas modificações do
genoma, alterações da cromatina e do DNA, a compreensão da epigenética, envolvida
na alteração e silenciamento de genes, o que permite a criação de novos modelos
para o tratamento de doenças como o câncer.
Neste contexto, o G1 – o portal de notícias do Globo apresentou uma matéria
em 2014 sobre uma estudiosa nigeriana Funmi Olopade que trabalha na Universidade
de Chicago e esteve na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
(PUCRS) quando apresentou métodos de prevenção que desenvolve por meio da
análise da hereditariedade. Desse modo, explicou para a mídia seu ponto de vista na
seguinte frase "Costumávamos pensar que o câncer de mama se trata de uma única
doença. Hoje sabemos que são várias doenças, que podem ser causadas pelos genes
que você herda".
Essa análise deve incentivar novos estudos cada vez mais avançados sobre a
doença, não se poderia acreditar em que somente a quimioterapia é a única saída, há
muitas outras para serem depositadas à crença de uma mulher. O método de terapias
como a quimioterapia, já citada anteriormente, representa muito mais viável para os
médicos indicar ao tratamento do que estudar a doença que afeta à paciente.
Entretanto, no Brasil muitos medicamentos não estão disponíveis para tratar
cânceres para a maioria da população, como o medicamento Trastuzumabe
(distribuição limitada no Brasil), que há 20 anos é disponibilizado nos Estados Unidos
para mulheres com tipos agressivos de câncer de mama. Essa droga poderia salvar
muitas mulheres que têm metástases e mudar a vida de muitas famílias brasileiras,
mas o atual governo, ainda não se encontra em uma estabilidade econômica capaz
de atender graves problemas na saúde pública para fornecer drogas como a
Trastuzumabe.
18
Entretanto, a estudiosa nigeriana Olopade, ressaltou que os brasileiros têm
uma ferramenta importante, referindo-se aos agentes comunitários de saúde, que
poderiam passar de casa em casa realizando o exame de toque em mulheres que não
tem acesso ao sistema de saúde ou que nunca fizeram a mamografia. Que fique claro,
fazer o exame de toque ou a mamografia em todo o mundo não vai adiantar muito, a
única saída para o câncer de mama são as análises da doença, toda paciente
apresenta características do câncer diferentes umas das outras.
Portanto, o caminho da humanidade está na medicina de precisão, que pode
analisar por meio de exame, a incidência de casos de câncer de mama em mulheres
na mesma família, as quais deverão fazer os exames precocemente para detectar se
a doença se encontra em seus genes, e procurar um médico especialista que
analisará tudo que for necessário, como a idade e se há outras doenças. Fazendo-se
a árvore genealógica é possível saber de quem ela herdou o câncer. É nisso, que
muitos estudiosos estão apostando para o futuro da humanidade.
Todavia, entender sobre as características da hereditariedade, de como reage
e os seus princípios é a base para a compreensão de muitas doenças. São perguntas
que mudam questionamentos vagos, o câncer de mama não é a única doença das
quais cientistas tentam desvendar a cura. O Mal de Alzheimer se apresenta muito
mais complexo, e para o qual se busca respostas, continuamente a partir de
perguntas, que suscitam estudos e análises precisas a fim de levantar uma hipótese,
testes e uma conclusão. Partindo-se de um fato, nesse caso o próprio câncer de
mama, pode representar a cura na busca da prevenção, por meio da medicina de
precisão.
Dessa maneira, recapitulando-se o que foi apresentado no início desta síntese
e análise de problema, há muitos anos a humanidade não possuía capacidade de
estudos como tem desenvolvido até hoje. Enquanto seus antepassados viviam em
condições precárias, com baixa expectativa de vida, devido à falta de infraestrutura e
conhecimentos, a população atual está em vantagem para mudar a sua história e a
partir dela o histórico de doenças cujos estudos ficam jogados na gaveta por não terem
a compreensão direta com o real problema e uma possível solução.
Se hoje, cientistas têm as ferramentas necessárias e sabem manuseá-las,
mesmo que os índices de mortes e casos graves possam assombrar a muitos, pode
se supor que, se a ignorância leva o indivíduo ao desconhecido, o conhecimento o
conduz ao equilíbrio humano.
19
5. CÂNCER DE MAMA EM IDOSAS
À medida que o fenômeno do envelhecimento populacional progride, pode-se
notar as mudanças das características físicas e mentais do próprio grupo de idosos.
Nos dados atuais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) considera-
se idoso a partir dos 60 anos de idade e segundo cálculos de estimativas
populacionais, até 2050 a população mundial com mais de 80 anos irá se elevar eleve
em 170%, neste contexto, ocorre outro fenômeno que vem cada vez mais se
propagando, o da feminização da velhice.
Com relação a esse quadro, à saúde da mama de mulheres idosas que
compõem os de avanços da velhice feminina no Brasil e no mundo, tem incidências
crescentes de casos de câncer de mama, apesar de que ocorria gradativamente em
maioria nas faixas etárias mais jovens, a doença continua sendo diagnosticada na
pós-menopausa.
Conforme o Ministério da Saúde, as causas que indicam os riscos para um
surgimento de tumor na mama em idosas, são a menopausa após os 55 anos de
idade, ausência de atividade sexual e os fatores ambientais, sendo que cerca de 50%
dos casos de câncer de mama ocorrem entre as mulheres com mais de 65 anos de
idade e 30% dos casos entre as mulheres acima de 70 anos (Revista Brasileira de
Cancerologia. set. /2013.).
Em vista disto, com o crescente número de idosas e o aumento de casos de
câncer de mama nesta faixa etária, principalmente em países de baixa e média renda
conforme dados do Ministério da Saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS), é
recomendado que as mulheres brasileiras façam a mamografia de rastreamento em
intervalo bienal entre 50 e 69 anos de idade, mas para mulheres acima dos 70 anos,
é favorável o exame anual.
Portanto, com este grande contingente feminino de idosas, requer-se novas
avaliações para implantações e implementações de medidas ao sistema de saúde
brasileiro, ficando em destaque a luta pelo diagnóstico precoce, porém, o que dificulta
é que as maiorias das idosas acham que não precisam mais realizar os exames
preventivos para o câncer de mama. Sendo assim, razões para realizar mudanças
não faltam, e com isso pode-se ser feito campanhas, com certeza esta é a palavra
certa: campanhas; neste assunto que abrange uma série de questões sociais.
20
A princípio, até mesmo os médicos ginecologistas apontam conclusões de que
a paciente não faça a mamografia, prevendo que ela não necessite mais. Diante disso,
a desvalorização de exames de prevenção do câncer de mama, agrava a situação de
uma pessoa considerada idosa, como já posto o número de idosos está crescendo no
país, este é mais um ponto crítico na avaliação da saúde das mulheres.
Em contraste com o estado clínico da paciente, em relação com o tipo
histológico mais comum é o carcinoma ductal invasivo, mas há maior incidência de
histologias favoráveis como os mucinosos e papilíferos. No entanto, de acordo com a
Sociedade Brasileira de Mastologia (2013), mulheres com mais de 70 anos
apresentam maiores índices de mortalidade quando comparadas as pacientes jovens.
Contudo, observando-se as estatísticas assistenciais da Estratégia Saúde da
Família percebe-se uma lacuna na completude da assistência à mulher idosa em
razão da prevenção do câncer de mama, apesar do Programa de Assistência Integral
à Saúde da Mulher (PAISM) preconizar o atendimento integral e holístico a mulher em
todo ciclo vital. Contudo, as patologias relacionadas às mamas são frequentemente
negligenciadas na atenção das mulheres na faixa etária a partir dos sessenta anos.
A fim de esclarecer a integralidade do câncer de mama em idosas elevando-se
em conta o estado clínico e o início da doença, a pesquisa realizada por Freitas e
Nazário (2012) exibiram um caso clínico de uma paciente de 79 anos, com nódulo
doloroso na mama esquerda há seis meses e com crescimento progressivo desde
então, percebido no autoexame. Nesse ínterim, segundo os médicos, com exames
analisados, ela foi submetida aos subsequentes seguimentos:
“Biópsia percutânea por agulha grossa guiada por ultrassonografia, com resultado
histopatológico de Carcinoma Ductal Invasivo Grau 2. Na análise imunoistoquímica
revelou expressão do Receptor de Estogênio negativo, Receptor de Progesterona
negativo, Ki67 positivo em menos de 1% das células e HER-2 inconclusivo. O teste
FISH confirmou a negatividade do HER-2. Os exames adicionais para o rastreamento
de metástases (TC de tórax e abdome e Cintilografia óssea) mostraram-se dentro da
normalidade. (2012, p.8-9 )”.
A cirurgia foi feita 30 dias após o diagnóstico da doença, e quando se trata de
uma idosa que não tem mais uma saúde conservadora e de conceitos ímpetos,
cuidados importantes devem ser tomados para não levar a um estado ainda pior.
Sendo assim, antes de indicar o tratamento adequado à paciente, é necessário
observar se não é portadora de outras doenças ou alergias, dessa maneira ocorrerão
restrições de medicamentos.
21
Conforme os dados apresentados, a paciente foi submetida à mastectomia total
com biópsia de linfonodo sentinela à esquerda (estádio clínico T2 N0 M0), em virtude
disso, constatou Carcinoma Ductal Invasivo Grau 2, a partir deste seguimento das
análises a paciente mantém acompanhamento ambulatorial há dois anos, com exame
clínico trimestral e mamografia contralateral anual, sem sinais de recidiva.
22
6. TIPOS DE CÂNCER
De acordo com dados gerados pelo instituto Oncoguia e pelo Kaliks (2014),
existem vários tipos de Câncer de mama, entretanto, 97% das pessoas que o
descobrem, possuem o Carcinoma ductal in Situ ou o Carcinoma Ductal Invasivo. Os
demais tipos de cânceres mamários, normalmente, são a junção deles. A seguir,
podem-se observar as características dos principais tipos de Câncer e como se
manifestam pelo corpo, segundo o instituto e Câncer da Mama.com:
6.1 CARCINOMA DUCTAL IN SITU
O Carcinoma Ductal In Situ (CDIS) também chamado de carcinoma intraductal,
é um Câncer de mama não invasivo e é o mais comum deles. É caracterizado por
possuir receptores hormonais em excesso na parte superficial das células, se origina
nos ductos por onde passa o leite e quando descoberto cedo, não invade as células
que se concentram após o ducto. Se o nódulo é retirado antes de se tornar invasivo,
ele não possui a capacidade de se espalhar por meio de veias, vasos e tecidos para
as demais partes do corpo. Este tipo de Câncer não leva mulheres a morte em seu
estágio inicial, porém, se evoluir para um carcinoma invasivo, tende a ser fatal. Por
volta de 20% de todos os casos de tumores são Carcinomas Ductais In Situ (Anexo
3) e, a maioria das mulheres diagnosticadas precocemente, vem a obter a cura.
6.2 CARCINOMA LOBULAR IN SITU
É caracterizado pelo crescimento anormal das células, o que indica maior risco
de desenvolver, futuramente, um câncer invasivo; por possuir receptores de
progesterona e estrógeno na parte superior das células e, por ser diagnosticado
normalmente no período pré-menopausa. Dificilmente aparece na mamografia e por
ser um indicativo de risco, quando aparece no pré-câncer, oferece à mulher a
possibilidade de escolher, juntamente com sua mastologista, o tratamento mais
adequado para o seu câncer de mama.
23
O Carcinoma Lobular In Situ (CLIS) não é considerado câncer, apenas um
indicativo de risco de se tornar um tumor. Nesse tipo de Carcinoma, as próprias
células se tornam parecidas com células cancerosas; crescem nas glândulas
produtoras de leite, mas não podem se desenvolver através da parede dos lóbulos
(Anexo 4).
6.3 CARCINOMA DUCTAL INVASIVO
O Carcinoma Ductal Invasivo é o tipo mais comum de câncer de mama,
automaticamente, se torna o Câncer mais diagnosticado da categoria de cânceres
invasivos. Origina-se nas células por onde o leite é drenado durante a amamentação,
mas quando diagnosticado, já invadiu as células do ducto. A partir disto, ocorre a
metástase, que torna o câncer capaz de crescer, se espalhar por meio de veias e
vasos linfáticos e de invadir os demais tecidos. Este tipo de câncer de mama
contempla cerca de 80% de todos os cânceres, apenas 10% destes são subtipos do
carcinoma, porém, com comportamento menos agressivo; como: Carcinoma Tubular,
Carcinoma Medular, Carcinoma Papilífero, Carcinoma Mucinoso, Carcinoma
Cribiforme, Carcinoma Cístico Adenóide e Carcinoma metaplásico.
É caracterizado pela presença de receptores hormonais no topo das células e
grau de expressão da proteína Her-2; devido à existência da proteína, deve-se fazer
um teste molecular adicional, para descobrir se é possível utilizar os tratamentos de
terapias-alvo.
6.4 CARCINOMA LOBULAR INVASIVO
Por volta de 10% dos cânceres de mama Invasivos são Carcinomas Lobular
Invasivo, fazendo com que esse tipo de tumor seja o segundo mais diagnosticado
desta categoria. Este tumor se origina nos lobos mamários e assim como o Carcinoma
Ductal Invasivo, tem a capacidade de se espalhar e invadir demais partes do corpo.
Caracteriza-se pela presença de receptores hormonais na parte superior das células,
além da existência da proteína Her-2; é recomendado que se faça um teste molecular
para que haja a confirmação de que é possível fazer uso de terapias- alvo.
24
Existem subtipos do câncer de mama Lobular Invasivo que podem ser
organizados de acordo com o porte das células malignas ou de acordo com o modelo
das células cancerosas.
25
7. TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA
7.1 CÂNCER DE MAMA INFLAMATÓRIO
O câncer de mama Inflamatório é um tipo raro da doença e bastante agressivo.
Se for comparado a outros tipos de câncer, é possível observar que esse perfil de
carcinoma, se desenvolve principalmente em mulheres jovens e assim, contempla 3%
de todos os casos. É caracterizado por inchaço e vermelhidão na pele, temperatura
elevada no local, normalmente o nódulo não é sentido no exame de toque e os
gânglios axilares aumentam de tamanho. Esse carcinoma também possui receptores
de estrógeno e progesterona na superfície das células e a existência do grau da
proteína Her-2; por isso é de grande importância fazer um teste molecular adicional
para saber se é possível utilizar terapias-alvo (Anexo 5).
7.2 DOENÇA DE PAGET
A Doença de Paget origina-se nos ductos mamários, invade a pele do mamilo e a
aréola; aparece por meio de células cancerosas no seio, causando irritação,
vermelhidão, coceira e descamação. Normalmente, quando diagnosticado, está
associado ao Carcinoma Ductal In Situ ou a um Câncer Invasivo em algum lugar da
mama. É considerado um tipo raro de Câncer, pois representa apenas 1% dos
tumores diagnosticados.
7.3 CÂNCER DE MAMA TRIPLO-NEGATIVO
O câncer de mama Triplo-negativo esse termo é utilizado para se referir aos
casos em que as células não são receptores de progesterona e estrogênio, e não
possuem Her-2 em excesso. Aparece com mais frequência em mulheres jovens e
negras e tende a se espalhar e crescer mais do que a maioria dos tipos de carcinomas.
A terapia hormonal e os medicamentos que tem como alvo o Her-2 não são eficientes,
pois as células tumorais possuem os receptores. A quimioterapia é o tratamento mais
26
adequado para esse tipo de doença, pois diminui o tamanho do carcinoma e acaba
com grande porcentagem de risco de volta do tumor.
7.4 TUMOR FILOIDE
O Tumor Filoide se manifesta através de um nódulo extremamente raro, e se
origina no tecido conjuntivo da mama, ao contrário dos canceres. Tumor que
normalmente é benigno, raramente é capaz de se tornar maligno. O único tratamento
é a cirurgia; quando ocorre a invasão de demais partes do corpo, pode ser tratado a
base de quimioterapia.
7.5 ANGIOSARCOMA
O Angiosarcoma é caracterizado por se originar nas células que envolvem os
vasos sanguíneos, quase nunca ocorre na mama; quando esse fato ocorre,
normalmente se origina como uma complicação da radioterapia. Porém, isso ocorre
dificilmente e quando acontece, aparece por volta de cinco a dez anos após a
radioterapia. Este tipo de câncer também pode ocorrer nos braços das mulheres após
cirurgia nos linfonodos ou radioterapia na mama. Esse tipo de carcinoma é parecido
com cânceres invasivos, cresce e se espalha rapidamente. Seu tratamento é,
normalmente, igual ao de outros sarcomas.
7.6 CÂNCER DE MAMA METÁSTICO
O câncer de mama metastático se origina em alguma parte do corpo e se
espalha rapidamente. Nem todos os cânceres metastáticos têm cura atualmente. Em
geral, o principal objetivo dos tratamentos é controlar o desenvolvimento das células
cancerígenas e aliviar os sintomas.
27
8. CLASSIFICAÇÃO DO CÂNCER DE MAMA
Os diferentes tipos de câncer de mama apresentam, variadas classificações
para que o médico saiba indicar o tratamento adequado para a paciente, pois para
cada tipo de câncer existe uma determinada classificação que compõe no exame
laboratorial o seu tamanho, presença de metástases nos linfonodos e a distância.
Contudo, os tipos de cânceres são descritos pelo patologista que olha ao
microscópio as lâminas com o tumor ou a célula já ressecada, onde é analisado que
tipo de câncer é, através disso, constatando o Laudo Anamopatológico.
Nos seguintes tópicos, abrangem-se as classificações, seguidas por indicações de
letras, estas servem para sistematizar cada tipo e tamanho (Revista Biotecnologia
Ciência & Desenvolvimento, 2003.).
 TX: tumor primário que não pode ser demonstrado;
 T0: não existe evidência de tumor primário;
 TIS carcinoma in situ: carcinoma intraductal e carcinoma lobular in situ;
 T1: tumor de até 2 cm;
 T1a: tumor de até 0,5 cm;
 T1b: tumor 0,5 > 1 cm;
 T1c: tumor 1 cm > 2 cm;
 T2: tumor com mais de 2 cm e menos de 5 cm;
 T3: tumor com mais de 5 cm;
 T4: tumor de qualquer tamanho com possível extensão direta a parede do
tórax;
 T4a: extensão a parede do tórax;
 T4b: edema, ou ulceração, ou nódulos satélites na parede da mesma mama;
 T4c: quando encontram-se T4a e T4b;
 T4d: carcinoma inflamatório.
Gânglios Linfáticos ( N )
 NX: quando não se pode afirmar o comprometimento dos gânglios;
 N0: sem metástase em gânglios regionais;
28
 N1: metástase em gânglios axilares unidos uns aos outros e a outras
estruturas;
 N3: metástase em gânglios linfáticos da mama interna.
Classificação Patológica
 PNX: quando não se pode excluir a presença de gânglios;
 PN0: sem metástase em gânglios regionais;
 PN1: metástase em gânglios regionais laterais móveis;
 PN1a: somente micrometástases< 0,2 cm;
 PN1b: metástase em gânglios maiores de 0,2 cm;
 PN1b1: metástase de 1 a 3 gânglios > 0,2 a < 2 cm;
 PN1b2: metástase de 4 ou mais gânglios > 0,2 a 2 cm;
 PN1b3: quando atravessa a parede do gânglio < 2 cm;
 PN1b4: metástase a gânglios linfáticos de 2 cm ou massa e dimensão maior;
 PN2: metástase em gânglios axilares unidos uns aos outros e a outras
estruturas;
 PN3: metástase em gânglios linfáticos da mama interna.
Metástase a Distância (M)
 MX: presença de metástase à distância, mas que não pode ser demonstrado;
 M0: não há evidência de metástase à distância;
 M1: presença de metástase supraclaviculares.
Entre estas especificações, são abordados cinco estágios de desenvolvimento de
tumor segundo o Comitê Americano de Câncer.
 Estágio 0: Carcinoma ductal in situ e carcinoma lobular in situ. Sem evidência
de tumor nos linfonodos e metástases à distância.
 Estágio 1: Quando o tumor tem até 2 cm, mas sem qualquer evidência de ter
se espalhado pelos gânglios linfáticos próximos.
29
 Estágio 2: Inclui tumores de até 2 cm, mas com envolvimento de gânglios
linfáticos, ou, então, um tumor primário de até 5 cm, com linfonodos axilares
afetados, porém móveis, sem metástase à distância, ou tumor com mais de 5
cm sem comprometimento linfonodal nem metástases distantes.
 Estágio 3: Quando o tumor tem mais de 5 cm e há envolvimento dos gânglios
linfáticos da axila do lado da mama afetada.
 Estágio 4: Quando existem metástases distantes, como no fígado, ossos,
pulmão, pele ou outras partes do corpo.
A partir da identificação, o médico analisa se o nódulo é localizado ou metastático,
quando é localizado o tumor fica somente na mama, já o localmente avançado é o
tumor na mama e em linfonodos, seja na axila ou abaixo da clavícula.
O metastático, disseminado ou avançado, segundo o Instituto Oncoguia (2013),
tem características de um tumor com focos à distância, que nasce na mama, mas se
espalha nos vasos sanguíneos e sistema linfático, ou seja, cérebro, pulmão, fígado e
osso.
Em suma, conforme Kaliks, relatou em 29 de junho de 2015, para melhores
resultados à paciente o especialista analisa o “nome e sobrenome” do tipo de câncer,
o estadiamento (extensão) da doença, as características relacionadas à agressividade
da doença (análise das células), e presença ou ausência de alvos para tratamento
com drogas.
Além disso, são investigadas as características da paciente, como outras doenças
presentes, que poderiam piorar a saúde da pessoa ou dificultar o tratamento da
paciente. A idade é uma questão bem importante, pois, se ela é idosa o tratamento
deverá ser específico, também deverá ser observado a localização da paciente, pois,
se ela mora longe do centro de saúde dificultará a locomoção desta mulher para que
sejam feitos os exames; ou talvez a estrutura de apoio social.
Dessa maneira, se uma mulher idosa é diagnostica com câncer de mama, com
características agressivas, tem outras doenças como o diabete, e ela mora no interior
de uma cidade sem estrutura econômica suficiente para fazer os tratamentos, este
sim é um caso que deveria ser alvo de assistências sociais.
Mas infelizmente o sistema do país não traz proveito de muitos planos e escolhas
para pessoas assim, talvez, para que este quadro melhore as pessoas que têm
capacidade de ajudá-las ou instituições, possam contribuir para mudar a vida de
30
muitas mulheres que necessitam de ajuda para realizar as consultas médicas,
tratamentos e os remédios adequados para cada tipo de câncer de mama.
31
9. DIAGNÓSTICO
Como na maioria dos casos, os sintomas que a doença apresenta na mama
feminina podem ser sentidos e visivelmente notados pela própria paciente. De fato, as
mudanças no tamanho ou formato do seio é um dos primeiros sinais, desta forma,
segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM, 2012), apalpando o seio poderá
ser sentido um nódulo ou pequeno caroço interno evidente na mama ou na região da
axila.
Por conseguinte, outros indícios anteriores ao diagnóstico são as dores
constantes na região da mama ou axila, algumas veias facilmente observadas, talvez
uma mudança na textura da pele ou enrugamento com aspecto de casca de laranja;
saída de líquido pelo mamilo de origem desconhecida e pôr fim a inversão ou mudança
de posição e formato do mamilo. (SBM, 2012).
É incontestável que há vários outros aspectos presentes no físico da mama, e
indubitavelmente são características simples do diagnóstico que pode ser feito pela
paciente em casa. Porém, a mulher deve fazer os exames mais precisos para elucidar
quaisquer dúvidas presentes na mama.
Ainda segundo o mesmo autor, é perceptível que a mamografia deve ser feita
a partir dos 40 anos, conforme a posição da medicina, mesmo que não se tenha casos
na família, ou seja, hereditário. O contraste com a mamografia, ou um exame da
radiografia das mamas, pode revelar possíveis alterações no órgão, e exige a
compressão suportável das mamas para uma melhor detecção de nódulos e tumores.
Isso faz parte de um conjunto de ações e exames que auxiliam a detectar
precocemente o câncer de mama.
A princípio, quando há casos de câncer na família, um simples exame de
sangue poderá diagnosticar a doença precocemente, tendo-se, estudos
aprofundados, já em andamento como o do Departamento de Estudos do Câncer e
de Medicina Molecular da Universidade de Leicester, no Reino Unido (2013). Nesse
estudo, foram monitoradas 130 mulheres ao longo de três décadas, desde a sua
primeira mamografia e avaliaram os índices de sobrevivência a outro grupo, que não
se submetiam ao exame.
Entretanto, a mamografia continua sendo o exame que mais salva vidas de
muitas mulheres e que diagnostica precocemente, segundo o estudo feito pela
universidade do Reino Unido. É o exame que salvou uma mulher a cada 400, sendo
32
que o outro grupo permaneceu em 30% o índice de mortalidade em relação ao câncer
de mama.
33
10. TRATAMENTOS
Antigamente, o conceito que se tinha sobre o câncer de mama era, de que
todos eram iguais, o que foi mudando quando a genética qualificou e quantificou os
estudos de muitas doenças. Primeiramente, havia diversos tipos de câncer de mama:
o ductal, lobular, ductal in situ, etc; com o conceito mais atual o câncer de mama tem
diversos subtipos, cada caso pode ou não ter determinadas proteínas na superfície
das células.
Neste contexto, a partir de leituras sobre os conceitos do câncer de mama no
site do Instituto Oncoguia (2014), conclui-se que o alinhamento dos aminoácidos tem
o receptor estrógeno e proteína Her2, entre esse tem o receptor de estrógeno e o
receptor de progesterona que apresentam o tratamento com hormonioterapias, esta
mata células com receptores hormonais. Além disso, tem a hiperexpressão de
proteína Her2, uma terapia antiHer2 que mata células com hiperexpressão de Her2.
A Her2 é uma sigla para a palavra em inglês Receptor 2 do fator de crescimento da
Epiderme Humana, ela é uma proteína que existe no organismo de todas as pessoas,
e que está localizada na camada exterior da célula, sendo um dos fatores que ajudam
a célula a se dividir e multiplicar. Quando há um excesso dessa proteína nas células
da mama, indica que algo está errado, por isso é preciso atentar a esse fato.
A princípio, para a cura é possível através de uma mastectomia, nesta cirurgia
pode ser reconstruída a mama, e pode ser uma cirurgia total da mama ou cirurgia
conservadora, há de se considerar o tamanho do tumor e da mama.
Estas cirurgias podem ser um complemento para o tratamento sistêmico, que pode
ser a quimioterapia (hormonioterapias, terapia anti-Her2 e radioterapia). A
quimioterapia é administrada com medicamentos para atingir o alvo do câncer,
contudo, são por via intravenosa (injeção numa veia) ou por via oral.
A cada período do tratamento a paciente é submetida à um descanso para que
possa se recuperar, pois, a droga vai matando toxicamente as células enquanto elas
se multiplicam. Devido a isso, a quimioterapia traz diversos efeitos colaterais como a
queda do cabelo, aftas (mucosite), vômitos, diarreia, anemia, baixa imunidade (baixa
os glóbulos brancos), risco de sangramento (baixa de plaquetas) entre outros.
Todavia, existem várias situações em que a quimioterapia pode ser indicada,
que pode ser após a cirurgia, ou pelo estadiamento da doença, mas é determinada
principalmente pela idade e o estado geral da paciente. Na maioria dos casos, é
34
utilizado a combinação de dois ou mais medicamentos para obter resultados eficazes,
os medicamentos mais comuns são o doxorrubicina, ciclofosfamida e paclitaxel.
As combinações mais usadas no tratamento do câncer de mama inicial são
(Equipe Oncoguia, junho de 2014):
 CAF (ou FAC): ciclofosfamida, doxorrubicina e 5-FU;
 TAC: docetaxel, doxorrubicina e ciclofosfamida;
 AC → T: doxorrubicina com ciclofosfamida, seguido por paclitaxel ou docetaxel;
 FEC: → T, 5- FU, epirrubicina e ciclofosfamida, seguido por docetaxel e
paclitaxel;
 TC: docetaxel e ciclofosfamida;
 TCH: docetaxel, carboplatina e transtuzumab para Her2/neu tumores positivos.
Entretanto, a utilização destes medicamentos varia para cada caso, por isso muitos
exames são feitos para saber o tratamento adequado para a paciente naquela
situação. A escolha do tratamento quimioterápico deve estar sujeita à atenção
extrema na prevenção da qualidade de vida das pacientes.
Em suma, outro método usado para tratar o câncer de mama é o tratamento
radioterápico, conforme o Instituto Oncoguia esta terapia pode ser feita após a
quimioterapia ou depois da cirurgia, neste tratamento convém ser utilizado a ionização
para inibir o crescimento das células cancerígenas, a mais utilizada são as
eletromagnéticas.
A radiografia pode ser externa ou interna (branquiterapia), a externa ou
convencional é a mais comum, aplicada em 5 dias por semana. Nesta há restrições,
como não usar desodorantes, cremes, pomadas ou loções para não interferir no
tratamento. Na radiografia externa, poderá sentir desconforto, como a fadiga, e ter a
pele avermelhada ou queimaduras na área irradiada.
Já na interna é uma forma de acelerar a irradiação, sendo administrada em
áreas específicas dentro ou próximo do órgão. É inserido doses de cateteres com
material radioativo, na mama onde foi retirado o tumor e deixado por alguns dias.
Por consequência, dos efeitos que este tratamento envolve é de extrema
importância ter em mente que é utilizado para casos específicos, nem todas as
pacientes com câncer de mama usam este método. Os riscos são fortes, mas, pode
salvar a vida da pessoa e fazer com que ela viva por mais longos anos.
35
11. PESQUISA SOCIOLÓGICA
Com o intuito de se obter mais entendimento além dos dados apresentados por
estudos feitos por instituições, IBGE e redes jornalísticas, a pesquisa procurou basear-
se em perguntas comuns relacionadas ao câncer de mama, na cidade de Novo
Hamburgo, com o público feminino.
Sendo assim, as perguntas que compõem o questionário, deteve-se ao que as
mulheres conhecem sobre este assunto, principalmente a mamografia, apresentada
no decorrer do trabalho. Contudo, as questões abordadas foram as seguintes:
 Se conhece alguém que teve câncer de mama (gráfico 1);
 A idade que essa pessoa possuía quando descobriu o câncer (gráfico 2);
 Se sabe da importância dos exames (gráfico 3);
 Se a entrevistada já realizou a mamografia (gráfico 4);
Neste contexto, após a pesquisa de estatísticas, obtiveram-se dados referentes
ao nível de conscientização das mulheres. Portanto, para deixar claro o resultado que
se obteve depois de analisar os dados e integra-los nos gráficos, a principal ideia da
prevenção contra o câncer de mama consiste na realização do autoexame e da
mamografia. Como já foi colocado ao longo do trabalho, a relevância das informações
para a população é a saída da situação de tantas mulheres com câncer de mama
avançado no país.
Abaixo, as 68 moradoras entrevistas da cidade de Novo Hamburgo, do Rio Grande
do Sul:
52
16
5
15-40 anos 41-75 anos Não quiseram responder
0
10
20
30
40
50
60
Entrevistadas
36
Gráfico 1. Número de mulheres entrevistadas
Dessa forma, mesmo com um pequeno percentual de mulheres entrevistadas,
pode-se obter dados sobre o que elas conheciam, tanto sobre a doença como das
mulheres que tiveram câncer.
Gráfico 2. Idade das mulheres que tiveram câncer de mama
Nesta questão, abordaram-se as idades das mulheres que tiveram câncer e o
número de quantas possuíram, mas, 24 pessoas não souberam responder a idade
dessas mulheres e 3 não conheciam ninguém com câncer de mama.
O gráfico abaixo indica o número de mulheres que responderam se sabiam a
importância do exame de toque:
24
17
24
3
15 a 40 anos 41 a 75 anos Não Souberam
responder
Não conheciam
ninguém com Câncer
de Mama
0
5
10
15
20
25
30
Se conhecia alguém com câncer e idade de
mulheres com câncer de mama
37
Gráfico 3. Mulheres que sabiam ou não se o exame de toque é essencial
Das 68 mulheres entrevistadas apenas 4 não sabiam da essencialidade do
exame de toque, sendo a maioria de 64 pessoas que tinham conhecimento do exame
de toque.
O próximo gráfico exibe a quantidade de mulheres que já fizeram a mamografia.
Gráfico 4. Número de mulheres que já fizeram a mamografia
64
4
0
10
20
30
40
50
60
70
Sim Não
Sabem que o Exame de Toque é
essencial
64
4
Sim Não
0
10
20
30
40
50
60
70
Já Fizeram A Mamografia
38
No entanto, pode-se perceber que a mesma quantidade de pessoas que sabem
da importância do exame de toque já fizeram a mamografia, sendo que a pesquisa só
foi realizada com mulheres.
39
12. PALESTRA DE CONSCIENTIZAÇÃO
A conscientização da importância do autoexame e da mamografia nas
mulheres desde muito cedo, foi o objetivo da palestra promovida com profissionais
que integram a Liga de Combate ao Câncer de Mama da cidade de Novo Hamburgo,
que trouxeram informações esclarecedoras sobre o assunto, câncer de mama.
A palestra foi realizada no âmbito escolar para alunas de 2º e 3º anos do Ensino
Médio Politécnico. As palestrantes, através de uma maquete chamada “mamamiga”
(anexo 6) que simula uma mama com glândulas mamárias na qual se podem detectar
alterações nos tecidos mamários, puderam demonstrar de forma prática a ocorrências
de tumores.
Durante a palestra foram apresentados aspectos quanto a fatores emocionais
como o medo de enfrentar um possível diagnóstico positivo em relação a alterações
na mama, essa reação pode impedir um diagnóstico precoce, fundamental para
maiores chances de cura.
O objetivo da palestra foi para que as estudantes se previnam desde cedo e
sejam multiplicadoras deste conhecimento passando as informações obtidas às
mulheres a sua volta, como por exemplo, mães, tias, irmãs e amigas.
40
13. DEPOIMENTO
A declaração a seguir é da Diretora do Colégio Estadual Vila Becker,
Bernardete Flamia Fasolo (autorização anexo 7), que teve câncer. Sua experiência
está detalhada abaixo, desde que soube do diagnóstico de câncer de mama.
“Desde que completei quarenta anos, passei a fazer anualmente o exame da Mamografia e o
pré-câncer de útero.
Em 2005, como sempre fazia a cada início de ano, durante o período de férias, aproveitei para
realizar meus exames. Percebi que havia algo de errado comigo, porque depois de passar
pelos exames, fui liberada e mais tarde, chamaram-me de volta. Mas jamais associaria a
câncer.
Quando peguei o diagnóstico, acabei abrindo e li: Microcalcificações suspeitas de
malignidade, - estava sentada no saguão do Centro Clínico Regina, quando li aquela palavra
- malignidade.
A reação que tive no momento foi de que aquilo não parecia ser o que era de fato. Como o
consultório do meu médico ficava no mesmo prédio, próximo ao laboratório de RX, decidi
então vê-lo e subi até a sua sala. Ao chegar, ele me disse: - Eu já sei!
A médica do laboratório, onde havia feito os meus exames, já havia ligado para ele e foi assim
que constatei que a coisa era séria, muito mais seria que poderia imaginar. De acordo com
ele, teriam que retirar material para análise mais detalhada, o que levaria de 10 a 12 dias até
que recebesse o resultado da patologia.
Esses foram os mais longos e piores dias para mim, pois o resultado poderia ser um sim, ou
um não. Chegou o dia e o resultado mostrou que se tratava de câncer maligno como se dizia
na época. – Tive que então, fazer a cirurgia para a retirada do nódulo.
- Todo o procedimento aconteceu numa boa e lembro-me que a minha filha estava fora do
Brasil. O meu filho ainda era pequeno e tudo aconteceu com normalidade.
- Segui fazendo todo o acompanhamento necessário e realizava os exames a cada três
meses, que depois passaram a ser feitos a cada seis meses, conforme o recomendado, nos
casos em que se tira um nódulo como ocorreu comigo.
- Quando passei a fazer os meus exames a cada seis meses, fazia-os na metade do ano e
depois em janeiro. E foi então que recebi o segundo diagnóstico de câncer. Esse foi mais
complicado pra mim, porque passados apenas dois anos e meio, um câncer de novo.
- Mesmo que tenha visto o quanto sério era, sempre encarei essa doença com muita
tranquilidade, de certa forma, nunca senti um medo pavoroso. Nunca fiquei apavorada
41
realmente, porque os médicos sempre me deixaram claro que se tratava de um câncer muito
pequeno.
- Então, minha médica, a G. Santos, mastologista, recentemente havia voltado da Itália, onde
fez Pós Graduação de Mastologia; eu fui atendida por ela, que é praticamente da família.
- Logo, fui tratada por uma especialista em mama, pois o meu médico por quem era tratada
anteriormente, era somente ginecologista. Aí então passei a ser atendida por um oncologista
e por um radioterapeuta, com o qual eu fiz vinte e cinco sessões de radioterapia. (...) Não
tenho casos de câncer de mama na família e como os médicos me disseram que o nódulo era
muito pequeno, a cirurgia já bastava. O tumor media quatro milímetros, por isso a importância
de se fazer todos os exames, principalmente às mães e pessoas por volta de vinte anos; a
importância de realiza-los todos os anos, porque assim, se consegue detectar o câncer no
início.
No segundo câncer, o limite cirúrgico foi muito grande, o que não deixa vestígios, e por isso
foram tirados cinco centímetros em volta do tumor. Aos meus 44 anos, passei pelo segundo
diagnóstico dessa doença, o que me levou a pensar sobre várias questões como:
- Sou mãe de dois filhos. Engravidei, amamentei os dois e não tenho absolutamente ninguém
na família que já teve Câncer de mama. Como ele era in situ, não precisei fazer quimioterapia,
eu só fiz vinte e cinco sessões de radioterapia. No meu primeiro diagnóstico o médico disse
que por ser muito pequeno, não precisaria de radioterapia.
-Porém quando falei com o oncologista, ele me afirmou que teria sido importante fazer a
radioterapia. Eu não precisei tomar a pílula por cinco anos, pois não tive problemas hormonais.
- Todos os problemas que tive que enfrentar não alteraram a minha autoestima.
- Apesar de ter que tirar uma parte de um seio, posso dizer que isso não me afetou muito,
mesmo que tenha ficado com um peito maior que o outro.
Nunca tive problemas com bebida alcoólica, fumo e nem com alimentação. Sempre gostei de
comer frutas e verduras. Porém, o oncologista me aconselhou que praticasse atividades
físicas com certa regularidade, pois o sedentarismo também facilita a vinda da doença.
-Aconselho a todas as mulheres, que procurarem sempre fazer o autoexame, porque ele é
essencial hoje e sempre. No caso de houver algum nódulo, quanto mais cedo o diagnóstico,
maiores as chances de cura. Antes dos quarenta anos, o caso é diferente, porque não é muito
comum ter câncer em mulheres mais jovens, mesmo que ocorram. Quem já tem antecedentes
de câncer de mama na família, é ainda mais importante começar a fazer mamografia desde
cedo.”
42
CONCLUSÃO
A saúde do ser humano consiste em um bom funcionamento de todo o seu
organismo e de trilhões de células, num estado orgânico, físico, mental e emocional.
As doenças psicossomáticas são um exemplo de quando o organismo está em
desordem. O corpo humano, esse conjunto interligado, de alguma forma se manifesta
quando algo não está bem, cada pessoa é única e por isso se expressa de modo
particular. Por consequência disso, ficou clara a reação de mulheres com câncer de
mama, de que precisam aceitar as mudanças pelas quais irão passar e o quanto sua
rotina exigirá de coragem e superação.
Por conseguinte, os pensamentos se voltam à ingestão de remédios, para isso
as condições econômicas e a perda de autoestima, além disso, em momentos como
este há horas em que bate o desespero na mente de uma mulher que um dia
amamentou seu filho e seus seios agora estão com câncer. Ocasionalmente ter que
aceitar tantos desafios de direções e sentidos novos, dificulta ter que acreditar que o
amanhã existirá.
Contudo, nesse contexto há um sério problema de falta de informação na
sociedade atual, já que os índices de mulheres, abaixo de 40 anos de idade, com
câncer de mama cresceram. Com relação a isso, a solução para ser aplicada na
sociedade reside em conscientizar mulheres para realizarem a mamografia, por isso,
a necessidade de que esse exame seja feito gratuitamente é fundamental na estrutura
do Sistema Único de Saúde (SUS), e a mamografia pode e deve ser realizada pelo
SUS, quando o atendimento atualmente é somente para mulheres acima de 40 anos
ou que apresentem um quadro de probabilidade de desenvolver a doença.
Enfim, em uma paciente com câncer de mama há situações que demandam
grande número de informações, que não devem ser escondidas ou ignoradas, pois
todo e qualquer esclarecimento e dados devem ser divulgados e expostos para
mulheres e suas famílias. E dessa forma, este trabalho se fundamentou nas pesquisas
teóricas e sociológicas, bem como na palestra apresentada por profissionais da saúde
na escola às jovens estudantes, para que o conhecimento reunido seja instrumento
de multiplicação.
Em suma, com os resultados obtidos pode-se perceber a importância de fazer
mudanças e serem aplicadas, pois, a cada passo dado houve a intenção de informar
ao público feminino a importância da prevenção precoce. Também se nota que a
43
transformação é feita através de pessoas na juventude para que o futuro seja
diferente.
Todas as etapas executadas neste trabalho contribuíram significativamente na
aquisição do conhecimento sobre o câncer de mama, que pode alterar o quadro de
casos da doença no mundo, e saber como funciona no corpo humano, traz a
relevância da prevenção precoce.
Tomando-se como exemplo o Mito da Caverna de Platão, em que o homem
preso e limitado a uma única realidade, permaneceu por muito tempo na caverna e ao
sair conhece outras realidades. Sendo assim, descobrir novos horizontes, evitando-
se realidades distorcidas como a falta de conhecimento e o medo, podem resultar em
novos rumos, através da prevenção e consequentemente em uma significativa
diminuição de novos casos de câncer de mama.
44
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIOQUÍMICA DO CÂNCER. Disponível em: <http://bioqdocancer.blogspot.com.br/>
Acesso em: 2 jul. 2015.
BOFF, Ricardo Antonio; SACCHINI, Virgilio. 200 Perguntas & Respostas sobre
Câncer de Mama. Editora Lorigraf. Caxias do Sul, RS, 2011.
CANCER DA MAMA. Tipos de câncer de mama. Disponível em:
<http://www.cancerdamama.com/sintomas-e-diagnosticos/tipos-de-cancer-de-
mama/> Acesso em: 27 abr. 2015.
COMITÊ AMERICANO DE CÂNCER. Classificação Patológica. Disponível em:
<https://cancerstaging.org/Pages/default.aspx> Acesso em: 2 Jul. 2015.
G1. Especialista em câncer de mama defende medicina de precisão no RS -
notícias em Rio Grande do Sul. Disponível em: <http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-
sul/noticia/2014/06/especialista-em-cancer-de-mama-defende-medicina-de-precisao-
no-rs.html> Acesso em: 31 ago. 2015.
GAÚCHAS estão entre as brasileiras com maior chance de desenvolver câncer
de mama. Jornal Zero Hora. Porto Alegre, 15 mai. 2013. Disponível
em:<http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2013/05/gauchas-estao-
entre-as-brasileiras-com-maior-chance-de-desenvolver-cancer-de-mama-
4138266.html> Acesso em: 31 set. 2015.
HOSPITAL DE CÂNCER DE BARRETOS. Como realizar o diagnóstico do câncer
de mama?. São Paulo. Disponível em:
http://www.hcancerbarretos.com.br/pesquisas/92-paciente/tipos-de-cancer/cancer-
de-mama/163-como-realizar-o-diagnostico-do-cancer-de-mama Acesso em: 6 março
2015.
IBGE. Pirâmide etária. Disponível em:
<http://vamoscontar.ibge.gov.br/atividades/ensino-fundamental-6-ao-9/49-piramide-
etaria> Acesso em: 30 set. 2015.
INCA. Tipo – Mama. Rio de Janeiro. Disponível em:
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama Acesso
em: 19 maio 2015.
INSTITUTO ONCOGUIA. Tipos de Câncer de Mama. Disponível em:
<http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-mama/1382/34/> Acesso
em: 27 abr. 2015.
KALIKS, Dr. Rafael. INSTITUTO ONCOGUIA. Multimídia. Disponível em:
<http://www.oncoguia.org.br/multimidia/> Acesso em: 14 fev. 2015.
45
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portal da Saúde. <www.saude.gov.br> - Entenda o SUS
Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/entenda-o-sus>
Acesso em: 24 jun. 2015.
REVISTA BRASILEIRA DE CANCEROLOGIA. Rastreamento Mamográfico na
Mulher Idosa, set. /2013
REVISTA BRASILEIRA DE CANCEROLOGIA. Rastreamento Mamográfico no
Brasil.ano 2012; 58(1):67-71.
SANTOS, Vanessa Sardinha Dos. "Mamas"; Brasil Escola. Disponível em:
<http://www.brasilescola.com/biologia/mamas.htm>. Acesso em: 10 de setembro de
2015.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA. Câncer de Mama em Idosas. São
Paulo: n. 100, ano XVI, ano 2012.
SOUZA, Dr. Juarez Antônio. Anatomia da mama, Janeiro de 2011. Disponível em:
<http://drjuarez.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=99:mamogr
afia-artigo-anatomia-da-mama&catid=48:artigos&Itemid=41> Acesso em: 20 abr.
2015.
THULER, Luiz Claudio. Considerações sobre a prevenção do câncer de mama
feminino. Revisão de Literatura. São Paulo, p. 49(4): 227-238, jun. 2003.
VARELLA, Dr. Dráuzio. Câncer de Mama. Disponível em:
<http://drauziovarella.com.br/mulher-2/cancer-de-mama/cancer-de-mama/> Acesso
em: 20 abr. 2015.
46
Anexos
47
Anexo 1. Representação da anatomia da mama feminina.
Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-mama/1382/34/
Anexo 2. Partes que compõem os linfonodos da axila.
Fonte:http://drjuarez.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=99:ma
mografia-artigo-anatomia-da-mama&catid=48:artigos&Itemid=41
48
Anexo 3. Representação da reação das células do câncer de mama tipo Carcinoma
ductalin situ.
Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-mama/1382/34/
Anexo 4. Formação da neoplasia no seio.
Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-mama/1382/34/
49
Anexo 5. Imagem ilustrando o inchaço e vermelhidão da pele nos seios.
Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-mama/1382/34/
Anexo 6. Maquete “mamamiga”
http://www.portaljoinville.net/facecms/uploads/galeria/pj_1350666087.jpg
50
Anexo 7. Autorização para uso de depoimento.

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  • 2. 1 ANDRESSA DA SILVA ORTIZ, BETINA VEIGA DA ROSA E FRANCIELE MÜLLER CÂNCER DE MAMA Relatório de Pesquisa Científica para apresentação na CIENTEC – XVII FERIA INTERNACIONAL DE EDUCACIÓN, CIENCIA Y TECNOLOGIA – LIMA/PERU. Orientadoras: Lilian Amaral da Silva e Elisa Bernadete Hansen Steigleder Novo Hamburgo 2015
  • 3. 2 ANDRESSA DA SILVA ORTIZ, BETINA VEIGA DA ROSA E FRANCIELE MÜLLER CÂNCER DE MAMA Relatório de Pesquisa Científica para apresentação na CIENTEC – XVII FERIA INTERNACIONAL DE EDUCACIÓN, CIENCIA Y TECNOLOGIA – LIMA/PERU. Aprovado em ___/____/ 2015. BANCA EXAMINADORA _____________________________________________________ Componente da Banca Examinadora – Instituição a que pertence _____________________________________________________ Componente da Banca Examinadora – Instituição a que pertence _____________________________________________________ Componente da Banca Examinadora – Instituição a que pertence
  • 4. 3 DEDICATÓRIA Agradecemos a todas as pessoas que nos auxiliaram de alguma forma neste trabalho, especialmente, a equipe diretiva, professores, funcionários e colegas do Colégio Estadual Vila Becker.
  • 5. 4 RESUMO A principal função da mama feminina é a produção de leite, porém, quando ocorre a proliferação e a multiplicação de formas desordenadas das células pode-se originar um tumor/neoplasia na mama. Sendo assim, para ser evitado um câncer avançado, a mulher deve realizar o exame de toque e a mamografia precocemente. Diante disso, durante o processo de exames, se for descoberto o câncer nos ductos ou lóbulos mamários, a paciente é submetida a diversos tratamentos, a fim de eliminar o tumor. A duração do tratamento é diferenciada para cada mulher, variando de acordo com o tipo de câncer, da técnica utilizada e da forma com que a paciente responde aos medicamentos. Os mais utilizados para eliminar o tumor são a quimioterapia e a radioterapia. O Rio Grande do Sul é o segundo estado com maior índice em câncer de mama, e conforme o INCA 81% das mulheres estão sujeitas a desenvolverem câncer. O objetivo principal deste trabalho é mostrar às mulheres que a prevenção e os exames são essenciais para descobrir a doença no início e assim aumentar as chances de cura. Para isso foi realizada uma pesquisa sociológica com mulheres da cidade de Novo Hamburgo, verificando-se o conhecimento do público feminino sobre o tema. No âmbito escolar foi realizada uma palestra com uma ginecologista para esclarecer as jovens da importância da prevenção do câncer de mama, habilitando as estudantes como multiplicadoras desse conhecimento. Palavras chave: câncer. câncer de mama. mulher. saúde.
  • 6. 5 ABSTRACT The main function of the female mammary gland is the production of milk, however when there are proliferation and multiplication of cells there may be a tumor in the breast. This way, in order to avoid an advanced cancer, women must perform a touch examination and a mammography early on. In light of this, if a cancer is identified during the examination procedure, the patient is submitted to different forms of treatment for the disease, with the aim of eliminating the tumor. The length of treatment is different for each woman, varying according with the type of cancer, technique employed and the way in which the patient responds to medication. The most used means to eliminate cancer are chemotherapy and radiotherapy. However, recent data from institutes such as INCA and Oncoguia demonstrate the increase in the number of cases and deaths of women related to breast cancer in the south and southeast of Brazil. Since there are many cases in Rio Grande do Sul, a sociologic research was conducted with some women in the city of Novo Hamburgo, aiming at acquiring knowledge on whether the female public regularly takes mammograms, or perhaps knows of someone who was or is in treatment for breast cancer. The main objective for this study is to demonstrate to women that prevention and examination are fundamental in order to detect the disease in its early stages, when there is a larger probability of cure. Keywords: Cancer. Breast cancer. Women. Health
  • 7. 6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO......................................................................................... 7 1 ANATOMIA DOS SEIOS......................................................................... 9 2 DRENAGEM LINFÁTICA ...................................................................... 11 3 ORIGEM/CAUSAS DO CÂNCER DE MAMA ........................................ 12 4 MEDICINA X CÂNCER DE MAMA....................................................... 16 5 CÂNCER DE MAMA EM IDOSAS ........................................................ 19 6 TIPOS DE CÂNCER.............................................................................. 22 6.1 CARCINOMA DUCTAL IN SITU............................................................ 22 6.2 CARCINOMA LOBULAR IN SITU.......................................................... 22 6.3 CARCINOMA DUCTAL INVASIVO........................................................ 23 6.4 CARCINOMA LOBULAR INVASIVO ..................................................... 23 7 TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA.............................................. 25 7.1 CÂNCER DE MAMA INFLAMATÓRIO .................................................. 25 7.2 DOENÇA DE PAGET ............................................................................ 25 7.3 CÂNCER DE MAMA TRIPLO-NEGATIVO ............................................ 25 7.4 TUMOR FILOIDE................................................................................... 26 7.5 ANGIOSARCOMA ................................................................................. 26 7.6 CÂNCER DE MAMA METÁSTICO ........................................................ 26 8 CLASSIFICAÇÃO DO CÂNCER DE MAMA......................................... 27 9 DIAGNÓSTICO...................................................................................... 31 10 TRATAMENTOS ................................................................................... 33 11 PESQUISA SOCIOLÓGICA.................................................................. 35 12 PALESTRA DE CONSCIENTIZAÇÃO.................................................. 39 13 DEPOIMENTO.........................................................................................40 CONCLUSÃO ....................................................................................... 42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ..................................................... 44 ANEXOS................................................................................................ 46
  • 8. 7 INTRODUÇÃO A palavra câncer é de origem latina que significa caranguejo e determina todas as formas de tumor maligno. O nome se deve à semelhança entre as pernas do crustáceo e os tentáculos do tumor, que se impregnam nos tecidos sadios do corpo. As causas do câncer não são conhecidas, embora se saiba como a doença pode se manifestar no corpo. No caso do câncer de mama, alguns fatores que podem aumentar sua probabilidade são o fumo, consumo de bebidas alcoólicas, má alimentação, distúrbios hormonais e a propensão devido à característica hereditária (Sauer & Boff, 2011). A princípio, o câncer já foi uma palavra relacionada à morte e considerada um estigma, que está sendo deixado para trás. Muitas mulheres que venceram a luta contra os tumores na mama, obtiveram êxito graças aos importantes avanços da medicina, que desenvolvem tratamentos cada vez mais precisos, eficazes e personalizados para cada tipo de tumor. No caso do câncer de mama, a mamografia é essencial para a descoberta da doença precocemente. Em síntese, o trabalho apresenta o seguinte questionamento “Qual o grau de conscientização das mulheres da nossa comunidade em relação ao câncer de mama?”. Acredita-se que há pouco conhecimento sobre o assunto e por isso falta conscientização de como se prevenir da doença. Como forma de testar a hipótese deste trabalho, o grupo conduziu uma pesquisa sociológica com mulheres da cidade de Novo Hamburgo, visando compreender sua percepção sobre a doença e métodos de prevenção. Adicionalmente foi promovida uma palestra para refletir sobre a importância do autoexame entre alunas da escola, transformando-as em multiplicadoras dos meios de prevenção. Com o intuito de elencar o maior número de informações sobre a doença realizou-se uma revisão bibliográfica cuja pretensão é apresentar seus variados aspectos, e assim contribuir na redução de casos de mortes devido ao câncer de mama, mesmo que de forma modesta, para quem desfrutar do que será apresentado no presente trabalho. Além disso, esta doença que será abordada é silenciosa e seus cuidados devem partir desde muito cedo para que não se torne um pesadelo na vida de uma mulher. Estes variados aspectos a serem apresentados são as características e 7
  • 9. 8 classificações do câncer de mama, com efeito em como se manifesta no interior do corpo e fora dele, ao mesmo tempo os resultados que os medicamentos geram. Eventualmente, o câncer na mama é a proliferação das células descontroladamente, isto, faz com que se origine uma neoplasia, e dependendo de como será manifestado sua classificação pode ser: Carcinoma Ductal In Situ, Carcinoma Lobular, Carcinoma inflamatório, Doença de Paget na mama, entre outros que serão discutidos ao longo do trabalho científico. O alvo no tratamento do câncer, através dos medicamentos utilizados, é o tumor, mas ao atacar as células doentes, são atingidas também as células da raiz dos fios que morrem, pois a ação é arrasadora e por isso o cabelo tende a cair. A quimioterapia que faz isso acontecer para atingir alvo onde se concentram células doentes. Em suma, há diversas formas de tratar e combater a doença, por conseguinte a radioterapia, hormonioterapia, quimioterapia e terapia o alvo, todavia esses tratamentos são indicados dependendo do caso em que se encontra a doença na paciente, em virtude do tipo de câncer de mama que atingiu o corpo/seios. Para seguir este objetivo, a tendência é de que cada paciente seja tratada como um ser único, assim, ao mesmo tempo em que somos iguais, cada um de nós é singular – tanto que cada um reage de maneira particular a um mesmo tratamento médico. Entretanto, de acordo com o INCA, hoje em dia mulheres que são diagnosticadas com câncer de mama precocemente têm 95% de chances de cura e com os avanços da medicina, até quando a doença atinge um estágio mais avançado existem tratamentos que permitem que as pacientes tenham uma boa qualidade de vida por mais tempo. Dessa forma, com o aumento de casos de cânceres de mama no Brasil e no mundo, as necessidades de se disseminar informações a respeito do assunto em público geral é o cerne deste projeto de pesquisa.
  • 10. 9 1. ANATOMIA DOS SEIOS Segundo Souza (2011), os seios são compostos por três matérias principais: pele, tecido subcutâneo e tecido mamário, o qual se compõe de elementos epiteliais e o estroma. Os elementos epiteliais são ramificações ductais que conectam os lóbulos ao mamilo e o estroma compreendem a maior parte do volume da mama quando não há leite; é composto por tecido conectivo fibroso e adiposo. Todas as mamas possuem de 15 a 20 lobos mamários que são independentes e separados por tecidos de fibras. Logo, estes são os mecanismos de funcionamento compostos por um grupo de lóbulos ligados à papila por um ducto lactífero. Os lóbulos são formados por um grupo de ácinos que são a parte final da "árvore" mamária, onde se encontram células de secreção que produzem o leite. Cada lobo possui sua maneira de drenagem, que se dirige à papila pelo sistema de ductos. O sistema ductal é formado por ductos lactíferos que conduzem o leite até a papila, fazendo com que ele seja empurrado para fora por meio do orifício ductal. A papila mamária é uma ondulação formada de fibras musculares com elasticidade que, por fim, desembocam os ductos lactíferos (Anexo 1). Os ligamentos de Cooper são expansões fibrosas que nascem na glândula mamária, dividindo o parênquima em 15 ou 20 lobos. Os ligamentos possuem mobilidade e conseguem se sustentar na mama, retraindo-se quando há uma contração patológica. O desenvolvimento das mamas, é rigidamente controlado pelo ovário e, assim então, pode ser definido por vários parâmetros como: a aparência externa, volume, grau de ramificações, número de matérias presentes na glândula mamária e grau de diferença das estruturas separadas, logo, lóbulos e células. O crescimento ductal normal requer a presença de estrógeno e progesterona, hormônios que atuam na glândula por meio de receptores únicos. (Souza 2011). Ainda segundo o autor, ao se aproximar da puberdade, a mama feminina inicia um aumento na atividade do epitélio glandular e do estroma circundante. O aumento é decorrente do crescimento e divisão dos pequenos feixes de ductos iniciais originários na vida intrauterina das invaginações do ectoderma superficial. Os ductos aumentam e se dividem por meio de combinações de ramificações, que formam botões finais em forma de quadrado nos limites do epitélio estromal. Cada botão se transforma em dois botões alveolares; este termo é utilizado para estruturas que se apresentam morfologicamente mais desenvolvidas do que botões terminais.
  • 11. 10 Gerando mais ramificações, os botões alveolares se tornam mais numerosos e menores, que são chamados de dúctulos. No momento em que, por volta, de onze dúctulos alveolares se juntam em torno de um botão terminal, forma-se o lóbulo virginal. Ductos terminais e botões são encapados por uma camada dobrada de epitélio estratificado e, os botões terminais no feto são revestidos com um epitélio composto de quatro camadas celulares. A formação dos lóbulos na mama feminina ocorre entre 1 e 2 anos após a primeira menstruação. Após isso, o crescimento da glândula mamária é variável de mulher para mulher. Sua diferenciação completa é um processo gradativo que atinge, normalmente, mulheres grávidas. Em relação ao sangue, cada mama é alimentada por uma artéria axilar. O caminho das veias mamárias é o mesmo das artérias; passam pela axila e a drenagem venosa torna-se de grande importância, no momento que a disseminação do câncer de mama ocorre frequentemente por ela. O circulus venosus é formado pelas anastomoses das veias superficiais que criam um círculo anastomótico em torno da auréola. O plexo venenoso vertebral fica em torno das vértebras e se estende desde a base do crânio até o sacro, necessita de válvular e mantêm canais venosos com órgãos pélvicos, torácicos, abdominais e com a mama, pelo meio das veias intercostais posteriores. (Souza, 2011).
  • 12. 11 2. DRENAGEM LINFÁTICA O principal caminho para a drenagem na mama é por meio dos linfonodos axilares e parcela do restante é, normalmente, drenado através dos linfonodos mamários internos e pequena parte através dos intercostais posteriores. Os linfonodos da axila se dividem em seis partes: mamário externo, veia axilar, central, escapular, supraclavicular e interpeitoral (Anexo 2). A via dos canais linfáticos não tem direção exata e é pulsátil, decorrência das contrações dos canais que oferecem trânsito rápido com evacuação dos espaços vasculares linfáticos. Uma obstrução dos vasos leva a uma inversão no fluxo, evidenciada microscopicamente como metástase na derme ou no parênquima mamário. (Souza, 2011).
  • 13. 12 3. ORIGEM/CAUSAS DO CÂNCER DE MAMA A proliferação celular é um mecanismo controlado para as necessidades do organismo, quando acontece alteração no processo celular em que pode ocorrer uma modificação na fisiologia da célula normal, dessa forma, conduzindo-a ao desenvolvimento de um tumor. Segundo dados estudados através da Revista Brasileira de Cancerologia, BRCA e câncer de mama, (2005) o processo complexo ainda pouco compreendido, a carcinogênese, cujas tarefas ocorrem em múltiplas etapas, em que as células se tornam malignas, por causa de uma série de mutações progressivas e cumulativas. No entanto, estas mutações são provocadas por lesões, em virtude da interação de agentes físicos, químicos e biológicos com o material genético. Visto que, as agressões no DNA celular acontecem a toda hora, o que exemplificaria isso seriam os casos de exposição à radiação solar, as toxinas no ar ou nos alimentos, contato com vírus, consumo de drogas (lícitas ou ilícitas). Entretanto, se não existissem mecanismos de defesa no organismo, automaticamente todos os seres com célula animal teriam câncer precocemente. Entre os vários mecanismos contra o surgimento de novos tumores, estão os anti- oncogenes BRCA1 e o BRCA2 que são dois exemplos da família dos anti-oncogenes, estes são genes responsáveis por reparar as lesões do DNA. Todavia, as células apresentam mecanismos de reparo que removem a maior parte das lesões introduzidas em seu DNA, uma pequena parcela delas, que não chega a ser reparada ou ocorre de forma incorreta, têm como resultados as mutações. Eventualmente, de acordo com o artigo citado anteriormente, de todos os casos de câncer relacionados às mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2, o câncer de mama é claramente aquele mais relacionado a este mecanismo, porém, como a mutação do BRCA1 e BRCA2 está presente em apenas 0,1% da população, a imensa maioria dos casos de câncer de mama ocorre em mulheres sem mutações destes genes. Logo, já foram identificadas mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2 em cerca de 5 a 10% de todos os casos de câncer de mama. Para ter uma comparação, dados indicados pelo INCA ressalvam uma média de 12 em cada 100 mulheres na população geral terão câncer de mama ao longo da sua vida, enquanto que nas mulheres com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 esta taxa é de 60 para cada 100 mulheres.
  • 14. 13 Contudo, a patologia do câncer de mama hereditário corresponde às características da idade de acometimento que é consideravelmente precoce em relação ao câncer esporádico (cânceres raros); maior prevalência de bilateralidade; e a associação com outros tipos de tumor em famílias afetadas, como câncer de ovário e próstata. Existem evidências do surgimento de uma morfologia específica para tumores em portadoras de mutações nos genes BRCA. Entretanto, com os avanços nos estudos da hereditariedade, a identificação dos principais genes responsáveis pela hereditariedade do câncer de mama (BRCA1 e BRCA 2) são consideradas comuns e as que mais matam mulheres. Mesmo que o câncer de mama hereditário corresponda a 10% do total existente segundo o Instituto INCA, há uma grande porcentagem de mortes de mulheres em todo o mundo; um fato inaceitável e que representa um sério problema social. Entretanto, dados recentes do mesmo Instituto, revelam o percentual de óbitos e novos casos no Brasil, sendo o câncer de mama o segundo tipo mais frequente no mundo, correspondendo a 22% de novos casos a cada ano. Entre os brasileiros, a doença é diagnosticada tardia e condizem a altas taxas de mortalidades, só no ano de 2014 registrou-se 57.120 novos casos e em 2013 14.388 mortes, sendo que 14.207mulheres. Sobretudo, conforme os autores do artigo da Revisão de Literatura - Luis Cláudio Belo Amendola e Roberto Vieira, o câncer de mama hereditário possui algumas diferenças interessantes quando comparado ao câncer esporádico, em contraste com portadoras de mutações em BRCA1; uma grande proporção dos tumores é de alto grau histológico e tendem a ser aneuplóides, e apresentam altas taxas de células na fase S, em mitose e infiltrado linfocitário. Este último citado é frequente no carcinoma medular, cuja frequência está aumentada nos carcinomas de origem hereditária. Além disso, sempre que ocorrem mutações nestes genes, a célula perde suas funções primordiais, por causa disso não controla mais o seu crescimento, então passa a se multiplicar de modo rápido e aleatório. Mas se a mulher tem tendência hereditária para o câncer de mama e recebe apenas um gene que foi mudado na linhagem germinativa e herdados mutados em homozigose recessivo (aa) serão letais. Mesmo com apenas um dos genes mutados, para que a doença se desenvolva é necessário que ocorra uma segunda mutação no outro alelo (par de genes), nesse caso já ocorrendo nas células somáticas. Grande parte das neoplasias ocorre por
  • 15. 14 mutações somáticas, quando herdadas essas mutações que estão presentes nas células germinativas (BIOQUÍMICA DO CÂNCER. <http://bioqdocancer.blogspot.com.br/>.) Portanto, existem algumas mutações que prevalecem em grupos étnicos específicos ou geográficos, isso acontece devido à presença de indivíduos que iniciaram nesta população, que possivelmente surgiram há várias gerações anteriores, como no caso de judias Ashkenazi (descendente da Europa Central e Oriental) que representam um exemplo claro de mutações, devido ao efeito fundador, por cultivarem a união restrita. Essas mutações se encontram em 2% dessas mulheres e são responsáveis por aproximadamente 50% dos casos de câncer de mama precoce, porquanto fora analisado que 7,5% das mulheres não judias e 38% de mulheres judias com câncer de mama com menos de 30 anos possuam mutações germinativas nos genes BRCA. Apesar de os números e estatísticas causarem efeitos negativos na mente de muitas pessoas, o número elevado de casos corresponde a várias causas, entre elas a questão da saúde pública, que trabalha nessas questões, no entanto ainda de modo insuficiente. Precisamente, em pleno século XXI, enquanto novos casos surgem, constata-se a necessidade de mais profissionais capacitados para suprir as áreas em que a população carece como é o caso do câncer de mama. Porém, ficar culpando o mau funcionamento do BRCA, não vai levar há nenhum lugar, a resolução desse problema que não é somente brasileiro, e sim mundial, vem através de minuciosos estudos na área da genética, oncologia, mastologia, entre outras que estão neste meio do câncer de mama. Para encerrar e esclarecer a hereditariedade do câncer de mama, sobretudo o rastreamento para mutação BRCA, é provável que o 1º teste pré-sintomático esteja em primeiro lugar na prática clínica geral, e certamente caso aconteça um sucesso ou falha desses esforços, que trarão um grande impacto no futuro deste campo (Revista Brasileira de Cancerologia 2012). Com todo o potencial dos avanços da medicina preventiva, que vêm desenvolvendo análises para evitar doenças e reduzir os custos da saúde. Muitas mulheres com probabilidades ao câncer de mama têm esperança de que com o rastreamento genético, possam ser evitadas muitas armadilhas. Quanto aos maus hábitos da população como, alimentar-se de modo inadequado, uso de drogas, automedicação, exposição à radiação solar e a toxinas, exigem uma mudança de postura na rotina de muitas famílias (INCA, 2013). Isso é
  • 16. 15 uma realidade muito comum aos jovens e deve ser trabalhado e desenvolvido junto a eles, instituindo-se práticas que visam a valorização à saúde dentro de casa, onde está a solução de muitos problemas. “Há tempos são os jovens que adoecem”, uma frase muito bem colocada por Renato Russo, pois, o que é hábito, se torna rotina e assim se transforma em caráter. Sabe-se que a principal função da mama feminina, é a produção de leite e quando uma neoplasia se ajusta na mama, fica justamente nos ductos e raramente nos lóbulos. Por conseguinte, de acordo com o Dr. Dráuzio Varella e também, contestado pelo INCA, as circunstâncias que originariam um câncer de mama seriam fatores de risco de natureza ambiental:  Hábitos Alimentares  Alcoolismo  Hábitos Sexuais  Medicamentos  Radiação solar Ainda segundo o autor, outros aspectos são a longa exposição aos hormônios femininos; as mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 35 anos, não amamentaram, as que fizeram uso de reposição hormonal (principalmente com estrogênio e progesterona associados), menstruaram muito cedo (antes dos 12 anos) e entraram mais tarde na menopausa (acima dos 50 anos). No entanto, há casos de mulheres que desenvolvem a doença sem apresentar fatores de risco identificáveis.
  • 17. 16 4. MEDICINA X CÂNCER DE MAMA Estudos avançados da medicina vêm proporcionando à população uma melhor qualidade de vida, se comparado há 500 anos, quando a medicina era rudimentar e não havia equipamentos para exames, médicos capacitados para atender pessoas com enfermidades mais graves, uma vez que, os maiores avanços científicos na área da saúde se deram bem mais tarde, mais precisamente ao final do século XIX e ao longo do século XX. Desde a Revolução Industrial, com o progresso civilizatório e o crescimento urbano cada vez mais acelerados, o modo de vida das pessoas foi mudando significativamente, com a chegada da modernidade e suas exigências como: trabalho, moradia, família e a sua sobrevivência. A medicina nos mais diferentes contextos histórico-econômico e social foi se adaptando, na medida em que se fazia necessária. Podem-se citar alguns eventos ocorridos ao longo da história como a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em que foram desenvolvidos muitos experimentos e habilidades, devido às necessidades dos soldados feridos, sendo uma delas a transfusão de sangue. Época do estopim de ideias na medicina, quando importantes descobertas se desenvolveram para salvar vidas em prol da humanidade. Portanto, quando uma mulher é diagnosticada com a doença não deverá ser mais um pesadelo daqui uns 20 anos. Porém atualmente o Brasil apresenta um nível muito significativo de casos e óbitos. Nesse quadro destacam-se as gaúchas, que estão entre as brasileiras com maior chance de desenvolver câncer de mama, e Porto Alegre é a capital de mais proporção de casos novos em relação à população feminina (Jornal Zero Hora, 2013). Em virtude disso, um dos fatores causadores da doença são o perfil da população e alguns hábitos nocivos como, o tabagismo e o uso de álcool, possíveis causas reveladas pelo mais recente levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA). No Brasil, observa-se que os cânceres relacionados aos hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade. No entanto, não são somente estes os motivos de que o Rio Grande do Sul apresenta alto índice de casos de câncer de mama, ainda existe a hereditariedade ou causas genéticas do indivíduo, por exemplo, porque a média de idade para uma mulher ter câncer de mama em Porto Alegre é de 48 anos e nos Estados Unidos é de
  • 18. 17 58, são exatamente 10 anos de diferença, essa é uma pergunta que a medicina de precisão poderá responder futuramente (G1, 2014). Ocasionalmente, a função da medicina de precisão é a necessidade de conhecer os genes que esse tumor expressa, e assim determinar o tratamento adequado, de acordo com a paciente, no momento certo. A busca de possibilidades das características específicas da doença de uma pessoa corresponde à medicina de precisão, justamente para que se obtenha êxito e se atinja os resultados de um tratamento específico e ajustado à paciente. Não muito distante para serem citados neste contexto, os mecanismos da epigenética, são definidos pelas modificações do genoma, alterações da cromatina e do DNA, a compreensão da epigenética, envolvida na alteração e silenciamento de genes, o que permite a criação de novos modelos para o tratamento de doenças como o câncer. Neste contexto, o G1 – o portal de notícias do Globo apresentou uma matéria em 2014 sobre uma estudiosa nigeriana Funmi Olopade que trabalha na Universidade de Chicago e esteve na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) quando apresentou métodos de prevenção que desenvolve por meio da análise da hereditariedade. Desse modo, explicou para a mídia seu ponto de vista na seguinte frase "Costumávamos pensar que o câncer de mama se trata de uma única doença. Hoje sabemos que são várias doenças, que podem ser causadas pelos genes que você herda". Essa análise deve incentivar novos estudos cada vez mais avançados sobre a doença, não se poderia acreditar em que somente a quimioterapia é a única saída, há muitas outras para serem depositadas à crença de uma mulher. O método de terapias como a quimioterapia, já citada anteriormente, representa muito mais viável para os médicos indicar ao tratamento do que estudar a doença que afeta à paciente. Entretanto, no Brasil muitos medicamentos não estão disponíveis para tratar cânceres para a maioria da população, como o medicamento Trastuzumabe (distribuição limitada no Brasil), que há 20 anos é disponibilizado nos Estados Unidos para mulheres com tipos agressivos de câncer de mama. Essa droga poderia salvar muitas mulheres que têm metástases e mudar a vida de muitas famílias brasileiras, mas o atual governo, ainda não se encontra em uma estabilidade econômica capaz de atender graves problemas na saúde pública para fornecer drogas como a Trastuzumabe.
  • 19. 18 Entretanto, a estudiosa nigeriana Olopade, ressaltou que os brasileiros têm uma ferramenta importante, referindo-se aos agentes comunitários de saúde, que poderiam passar de casa em casa realizando o exame de toque em mulheres que não tem acesso ao sistema de saúde ou que nunca fizeram a mamografia. Que fique claro, fazer o exame de toque ou a mamografia em todo o mundo não vai adiantar muito, a única saída para o câncer de mama são as análises da doença, toda paciente apresenta características do câncer diferentes umas das outras. Portanto, o caminho da humanidade está na medicina de precisão, que pode analisar por meio de exame, a incidência de casos de câncer de mama em mulheres na mesma família, as quais deverão fazer os exames precocemente para detectar se a doença se encontra em seus genes, e procurar um médico especialista que analisará tudo que for necessário, como a idade e se há outras doenças. Fazendo-se a árvore genealógica é possível saber de quem ela herdou o câncer. É nisso, que muitos estudiosos estão apostando para o futuro da humanidade. Todavia, entender sobre as características da hereditariedade, de como reage e os seus princípios é a base para a compreensão de muitas doenças. São perguntas que mudam questionamentos vagos, o câncer de mama não é a única doença das quais cientistas tentam desvendar a cura. O Mal de Alzheimer se apresenta muito mais complexo, e para o qual se busca respostas, continuamente a partir de perguntas, que suscitam estudos e análises precisas a fim de levantar uma hipótese, testes e uma conclusão. Partindo-se de um fato, nesse caso o próprio câncer de mama, pode representar a cura na busca da prevenção, por meio da medicina de precisão. Dessa maneira, recapitulando-se o que foi apresentado no início desta síntese e análise de problema, há muitos anos a humanidade não possuía capacidade de estudos como tem desenvolvido até hoje. Enquanto seus antepassados viviam em condições precárias, com baixa expectativa de vida, devido à falta de infraestrutura e conhecimentos, a população atual está em vantagem para mudar a sua história e a partir dela o histórico de doenças cujos estudos ficam jogados na gaveta por não terem a compreensão direta com o real problema e uma possível solução. Se hoje, cientistas têm as ferramentas necessárias e sabem manuseá-las, mesmo que os índices de mortes e casos graves possam assombrar a muitos, pode se supor que, se a ignorância leva o indivíduo ao desconhecido, o conhecimento o conduz ao equilíbrio humano.
  • 20. 19 5. CÂNCER DE MAMA EM IDOSAS À medida que o fenômeno do envelhecimento populacional progride, pode-se notar as mudanças das características físicas e mentais do próprio grupo de idosos. Nos dados atuais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) considera- se idoso a partir dos 60 anos de idade e segundo cálculos de estimativas populacionais, até 2050 a população mundial com mais de 80 anos irá se elevar eleve em 170%, neste contexto, ocorre outro fenômeno que vem cada vez mais se propagando, o da feminização da velhice. Com relação a esse quadro, à saúde da mama de mulheres idosas que compõem os de avanços da velhice feminina no Brasil e no mundo, tem incidências crescentes de casos de câncer de mama, apesar de que ocorria gradativamente em maioria nas faixas etárias mais jovens, a doença continua sendo diagnosticada na pós-menopausa. Conforme o Ministério da Saúde, as causas que indicam os riscos para um surgimento de tumor na mama em idosas, são a menopausa após os 55 anos de idade, ausência de atividade sexual e os fatores ambientais, sendo que cerca de 50% dos casos de câncer de mama ocorrem entre as mulheres com mais de 65 anos de idade e 30% dos casos entre as mulheres acima de 70 anos (Revista Brasileira de Cancerologia. set. /2013.). Em vista disto, com o crescente número de idosas e o aumento de casos de câncer de mama nesta faixa etária, principalmente em países de baixa e média renda conforme dados do Ministério da Saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS), é recomendado que as mulheres brasileiras façam a mamografia de rastreamento em intervalo bienal entre 50 e 69 anos de idade, mas para mulheres acima dos 70 anos, é favorável o exame anual. Portanto, com este grande contingente feminino de idosas, requer-se novas avaliações para implantações e implementações de medidas ao sistema de saúde brasileiro, ficando em destaque a luta pelo diagnóstico precoce, porém, o que dificulta é que as maiorias das idosas acham que não precisam mais realizar os exames preventivos para o câncer de mama. Sendo assim, razões para realizar mudanças não faltam, e com isso pode-se ser feito campanhas, com certeza esta é a palavra certa: campanhas; neste assunto que abrange uma série de questões sociais.
  • 21. 20 A princípio, até mesmo os médicos ginecologistas apontam conclusões de que a paciente não faça a mamografia, prevendo que ela não necessite mais. Diante disso, a desvalorização de exames de prevenção do câncer de mama, agrava a situação de uma pessoa considerada idosa, como já posto o número de idosos está crescendo no país, este é mais um ponto crítico na avaliação da saúde das mulheres. Em contraste com o estado clínico da paciente, em relação com o tipo histológico mais comum é o carcinoma ductal invasivo, mas há maior incidência de histologias favoráveis como os mucinosos e papilíferos. No entanto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (2013), mulheres com mais de 70 anos apresentam maiores índices de mortalidade quando comparadas as pacientes jovens. Contudo, observando-se as estatísticas assistenciais da Estratégia Saúde da Família percebe-se uma lacuna na completude da assistência à mulher idosa em razão da prevenção do câncer de mama, apesar do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) preconizar o atendimento integral e holístico a mulher em todo ciclo vital. Contudo, as patologias relacionadas às mamas são frequentemente negligenciadas na atenção das mulheres na faixa etária a partir dos sessenta anos. A fim de esclarecer a integralidade do câncer de mama em idosas elevando-se em conta o estado clínico e o início da doença, a pesquisa realizada por Freitas e Nazário (2012) exibiram um caso clínico de uma paciente de 79 anos, com nódulo doloroso na mama esquerda há seis meses e com crescimento progressivo desde então, percebido no autoexame. Nesse ínterim, segundo os médicos, com exames analisados, ela foi submetida aos subsequentes seguimentos: “Biópsia percutânea por agulha grossa guiada por ultrassonografia, com resultado histopatológico de Carcinoma Ductal Invasivo Grau 2. Na análise imunoistoquímica revelou expressão do Receptor de Estogênio negativo, Receptor de Progesterona negativo, Ki67 positivo em menos de 1% das células e HER-2 inconclusivo. O teste FISH confirmou a negatividade do HER-2. Os exames adicionais para o rastreamento de metástases (TC de tórax e abdome e Cintilografia óssea) mostraram-se dentro da normalidade. (2012, p.8-9 )”. A cirurgia foi feita 30 dias após o diagnóstico da doença, e quando se trata de uma idosa que não tem mais uma saúde conservadora e de conceitos ímpetos, cuidados importantes devem ser tomados para não levar a um estado ainda pior. Sendo assim, antes de indicar o tratamento adequado à paciente, é necessário observar se não é portadora de outras doenças ou alergias, dessa maneira ocorrerão restrições de medicamentos.
  • 22. 21 Conforme os dados apresentados, a paciente foi submetida à mastectomia total com biópsia de linfonodo sentinela à esquerda (estádio clínico T2 N0 M0), em virtude disso, constatou Carcinoma Ductal Invasivo Grau 2, a partir deste seguimento das análises a paciente mantém acompanhamento ambulatorial há dois anos, com exame clínico trimestral e mamografia contralateral anual, sem sinais de recidiva.
  • 23. 22 6. TIPOS DE CÂNCER De acordo com dados gerados pelo instituto Oncoguia e pelo Kaliks (2014), existem vários tipos de Câncer de mama, entretanto, 97% das pessoas que o descobrem, possuem o Carcinoma ductal in Situ ou o Carcinoma Ductal Invasivo. Os demais tipos de cânceres mamários, normalmente, são a junção deles. A seguir, podem-se observar as características dos principais tipos de Câncer e como se manifestam pelo corpo, segundo o instituto e Câncer da Mama.com: 6.1 CARCINOMA DUCTAL IN SITU O Carcinoma Ductal In Situ (CDIS) também chamado de carcinoma intraductal, é um Câncer de mama não invasivo e é o mais comum deles. É caracterizado por possuir receptores hormonais em excesso na parte superficial das células, se origina nos ductos por onde passa o leite e quando descoberto cedo, não invade as células que se concentram após o ducto. Se o nódulo é retirado antes de se tornar invasivo, ele não possui a capacidade de se espalhar por meio de veias, vasos e tecidos para as demais partes do corpo. Este tipo de Câncer não leva mulheres a morte em seu estágio inicial, porém, se evoluir para um carcinoma invasivo, tende a ser fatal. Por volta de 20% de todos os casos de tumores são Carcinomas Ductais In Situ (Anexo 3) e, a maioria das mulheres diagnosticadas precocemente, vem a obter a cura. 6.2 CARCINOMA LOBULAR IN SITU É caracterizado pelo crescimento anormal das células, o que indica maior risco de desenvolver, futuramente, um câncer invasivo; por possuir receptores de progesterona e estrógeno na parte superior das células e, por ser diagnosticado normalmente no período pré-menopausa. Dificilmente aparece na mamografia e por ser um indicativo de risco, quando aparece no pré-câncer, oferece à mulher a possibilidade de escolher, juntamente com sua mastologista, o tratamento mais adequado para o seu câncer de mama.
  • 24. 23 O Carcinoma Lobular In Situ (CLIS) não é considerado câncer, apenas um indicativo de risco de se tornar um tumor. Nesse tipo de Carcinoma, as próprias células se tornam parecidas com células cancerosas; crescem nas glândulas produtoras de leite, mas não podem se desenvolver através da parede dos lóbulos (Anexo 4). 6.3 CARCINOMA DUCTAL INVASIVO O Carcinoma Ductal Invasivo é o tipo mais comum de câncer de mama, automaticamente, se torna o Câncer mais diagnosticado da categoria de cânceres invasivos. Origina-se nas células por onde o leite é drenado durante a amamentação, mas quando diagnosticado, já invadiu as células do ducto. A partir disto, ocorre a metástase, que torna o câncer capaz de crescer, se espalhar por meio de veias e vasos linfáticos e de invadir os demais tecidos. Este tipo de câncer de mama contempla cerca de 80% de todos os cânceres, apenas 10% destes são subtipos do carcinoma, porém, com comportamento menos agressivo; como: Carcinoma Tubular, Carcinoma Medular, Carcinoma Papilífero, Carcinoma Mucinoso, Carcinoma Cribiforme, Carcinoma Cístico Adenóide e Carcinoma metaplásico. É caracterizado pela presença de receptores hormonais no topo das células e grau de expressão da proteína Her-2; devido à existência da proteína, deve-se fazer um teste molecular adicional, para descobrir se é possível utilizar os tratamentos de terapias-alvo. 6.4 CARCINOMA LOBULAR INVASIVO Por volta de 10% dos cânceres de mama Invasivos são Carcinomas Lobular Invasivo, fazendo com que esse tipo de tumor seja o segundo mais diagnosticado desta categoria. Este tumor se origina nos lobos mamários e assim como o Carcinoma Ductal Invasivo, tem a capacidade de se espalhar e invadir demais partes do corpo. Caracteriza-se pela presença de receptores hormonais na parte superior das células, além da existência da proteína Her-2; é recomendado que se faça um teste molecular para que haja a confirmação de que é possível fazer uso de terapias- alvo.
  • 25. 24 Existem subtipos do câncer de mama Lobular Invasivo que podem ser organizados de acordo com o porte das células malignas ou de acordo com o modelo das células cancerosas.
  • 26. 25 7. TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA 7.1 CÂNCER DE MAMA INFLAMATÓRIO O câncer de mama Inflamatório é um tipo raro da doença e bastante agressivo. Se for comparado a outros tipos de câncer, é possível observar que esse perfil de carcinoma, se desenvolve principalmente em mulheres jovens e assim, contempla 3% de todos os casos. É caracterizado por inchaço e vermelhidão na pele, temperatura elevada no local, normalmente o nódulo não é sentido no exame de toque e os gânglios axilares aumentam de tamanho. Esse carcinoma também possui receptores de estrógeno e progesterona na superfície das células e a existência do grau da proteína Her-2; por isso é de grande importância fazer um teste molecular adicional para saber se é possível utilizar terapias-alvo (Anexo 5). 7.2 DOENÇA DE PAGET A Doença de Paget origina-se nos ductos mamários, invade a pele do mamilo e a aréola; aparece por meio de células cancerosas no seio, causando irritação, vermelhidão, coceira e descamação. Normalmente, quando diagnosticado, está associado ao Carcinoma Ductal In Situ ou a um Câncer Invasivo em algum lugar da mama. É considerado um tipo raro de Câncer, pois representa apenas 1% dos tumores diagnosticados. 7.3 CÂNCER DE MAMA TRIPLO-NEGATIVO O câncer de mama Triplo-negativo esse termo é utilizado para se referir aos casos em que as células não são receptores de progesterona e estrogênio, e não possuem Her-2 em excesso. Aparece com mais frequência em mulheres jovens e negras e tende a se espalhar e crescer mais do que a maioria dos tipos de carcinomas. A terapia hormonal e os medicamentos que tem como alvo o Her-2 não são eficientes, pois as células tumorais possuem os receptores. A quimioterapia é o tratamento mais
  • 27. 26 adequado para esse tipo de doença, pois diminui o tamanho do carcinoma e acaba com grande porcentagem de risco de volta do tumor. 7.4 TUMOR FILOIDE O Tumor Filoide se manifesta através de um nódulo extremamente raro, e se origina no tecido conjuntivo da mama, ao contrário dos canceres. Tumor que normalmente é benigno, raramente é capaz de se tornar maligno. O único tratamento é a cirurgia; quando ocorre a invasão de demais partes do corpo, pode ser tratado a base de quimioterapia. 7.5 ANGIOSARCOMA O Angiosarcoma é caracterizado por se originar nas células que envolvem os vasos sanguíneos, quase nunca ocorre na mama; quando esse fato ocorre, normalmente se origina como uma complicação da radioterapia. Porém, isso ocorre dificilmente e quando acontece, aparece por volta de cinco a dez anos após a radioterapia. Este tipo de câncer também pode ocorrer nos braços das mulheres após cirurgia nos linfonodos ou radioterapia na mama. Esse tipo de carcinoma é parecido com cânceres invasivos, cresce e se espalha rapidamente. Seu tratamento é, normalmente, igual ao de outros sarcomas. 7.6 CÂNCER DE MAMA METÁSTICO O câncer de mama metastático se origina em alguma parte do corpo e se espalha rapidamente. Nem todos os cânceres metastáticos têm cura atualmente. Em geral, o principal objetivo dos tratamentos é controlar o desenvolvimento das células cancerígenas e aliviar os sintomas.
  • 28. 27 8. CLASSIFICAÇÃO DO CÂNCER DE MAMA Os diferentes tipos de câncer de mama apresentam, variadas classificações para que o médico saiba indicar o tratamento adequado para a paciente, pois para cada tipo de câncer existe uma determinada classificação que compõe no exame laboratorial o seu tamanho, presença de metástases nos linfonodos e a distância. Contudo, os tipos de cânceres são descritos pelo patologista que olha ao microscópio as lâminas com o tumor ou a célula já ressecada, onde é analisado que tipo de câncer é, através disso, constatando o Laudo Anamopatológico. Nos seguintes tópicos, abrangem-se as classificações, seguidas por indicações de letras, estas servem para sistematizar cada tipo e tamanho (Revista Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento, 2003.).  TX: tumor primário que não pode ser demonstrado;  T0: não existe evidência de tumor primário;  TIS carcinoma in situ: carcinoma intraductal e carcinoma lobular in situ;  T1: tumor de até 2 cm;  T1a: tumor de até 0,5 cm;  T1b: tumor 0,5 > 1 cm;  T1c: tumor 1 cm > 2 cm;  T2: tumor com mais de 2 cm e menos de 5 cm;  T3: tumor com mais de 5 cm;  T4: tumor de qualquer tamanho com possível extensão direta a parede do tórax;  T4a: extensão a parede do tórax;  T4b: edema, ou ulceração, ou nódulos satélites na parede da mesma mama;  T4c: quando encontram-se T4a e T4b;  T4d: carcinoma inflamatório. Gânglios Linfáticos ( N )  NX: quando não se pode afirmar o comprometimento dos gânglios;  N0: sem metástase em gânglios regionais;
  • 29. 28  N1: metástase em gânglios axilares unidos uns aos outros e a outras estruturas;  N3: metástase em gânglios linfáticos da mama interna. Classificação Patológica  PNX: quando não se pode excluir a presença de gânglios;  PN0: sem metástase em gânglios regionais;  PN1: metástase em gânglios regionais laterais móveis;  PN1a: somente micrometástases< 0,2 cm;  PN1b: metástase em gânglios maiores de 0,2 cm;  PN1b1: metástase de 1 a 3 gânglios > 0,2 a < 2 cm;  PN1b2: metástase de 4 ou mais gânglios > 0,2 a 2 cm;  PN1b3: quando atravessa a parede do gânglio < 2 cm;  PN1b4: metástase a gânglios linfáticos de 2 cm ou massa e dimensão maior;  PN2: metástase em gânglios axilares unidos uns aos outros e a outras estruturas;  PN3: metástase em gânglios linfáticos da mama interna. Metástase a Distância (M)  MX: presença de metástase à distância, mas que não pode ser demonstrado;  M0: não há evidência de metástase à distância;  M1: presença de metástase supraclaviculares. Entre estas especificações, são abordados cinco estágios de desenvolvimento de tumor segundo o Comitê Americano de Câncer.  Estágio 0: Carcinoma ductal in situ e carcinoma lobular in situ. Sem evidência de tumor nos linfonodos e metástases à distância.  Estágio 1: Quando o tumor tem até 2 cm, mas sem qualquer evidência de ter se espalhado pelos gânglios linfáticos próximos.
  • 30. 29  Estágio 2: Inclui tumores de até 2 cm, mas com envolvimento de gânglios linfáticos, ou, então, um tumor primário de até 5 cm, com linfonodos axilares afetados, porém móveis, sem metástase à distância, ou tumor com mais de 5 cm sem comprometimento linfonodal nem metástases distantes.  Estágio 3: Quando o tumor tem mais de 5 cm e há envolvimento dos gânglios linfáticos da axila do lado da mama afetada.  Estágio 4: Quando existem metástases distantes, como no fígado, ossos, pulmão, pele ou outras partes do corpo. A partir da identificação, o médico analisa se o nódulo é localizado ou metastático, quando é localizado o tumor fica somente na mama, já o localmente avançado é o tumor na mama e em linfonodos, seja na axila ou abaixo da clavícula. O metastático, disseminado ou avançado, segundo o Instituto Oncoguia (2013), tem características de um tumor com focos à distância, que nasce na mama, mas se espalha nos vasos sanguíneos e sistema linfático, ou seja, cérebro, pulmão, fígado e osso. Em suma, conforme Kaliks, relatou em 29 de junho de 2015, para melhores resultados à paciente o especialista analisa o “nome e sobrenome” do tipo de câncer, o estadiamento (extensão) da doença, as características relacionadas à agressividade da doença (análise das células), e presença ou ausência de alvos para tratamento com drogas. Além disso, são investigadas as características da paciente, como outras doenças presentes, que poderiam piorar a saúde da pessoa ou dificultar o tratamento da paciente. A idade é uma questão bem importante, pois, se ela é idosa o tratamento deverá ser específico, também deverá ser observado a localização da paciente, pois, se ela mora longe do centro de saúde dificultará a locomoção desta mulher para que sejam feitos os exames; ou talvez a estrutura de apoio social. Dessa maneira, se uma mulher idosa é diagnostica com câncer de mama, com características agressivas, tem outras doenças como o diabete, e ela mora no interior de uma cidade sem estrutura econômica suficiente para fazer os tratamentos, este sim é um caso que deveria ser alvo de assistências sociais. Mas infelizmente o sistema do país não traz proveito de muitos planos e escolhas para pessoas assim, talvez, para que este quadro melhore as pessoas que têm capacidade de ajudá-las ou instituições, possam contribuir para mudar a vida de
  • 31. 30 muitas mulheres que necessitam de ajuda para realizar as consultas médicas, tratamentos e os remédios adequados para cada tipo de câncer de mama.
  • 32. 31 9. DIAGNÓSTICO Como na maioria dos casos, os sintomas que a doença apresenta na mama feminina podem ser sentidos e visivelmente notados pela própria paciente. De fato, as mudanças no tamanho ou formato do seio é um dos primeiros sinais, desta forma, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM, 2012), apalpando o seio poderá ser sentido um nódulo ou pequeno caroço interno evidente na mama ou na região da axila. Por conseguinte, outros indícios anteriores ao diagnóstico são as dores constantes na região da mama ou axila, algumas veias facilmente observadas, talvez uma mudança na textura da pele ou enrugamento com aspecto de casca de laranja; saída de líquido pelo mamilo de origem desconhecida e pôr fim a inversão ou mudança de posição e formato do mamilo. (SBM, 2012). É incontestável que há vários outros aspectos presentes no físico da mama, e indubitavelmente são características simples do diagnóstico que pode ser feito pela paciente em casa. Porém, a mulher deve fazer os exames mais precisos para elucidar quaisquer dúvidas presentes na mama. Ainda segundo o mesmo autor, é perceptível que a mamografia deve ser feita a partir dos 40 anos, conforme a posição da medicina, mesmo que não se tenha casos na família, ou seja, hereditário. O contraste com a mamografia, ou um exame da radiografia das mamas, pode revelar possíveis alterações no órgão, e exige a compressão suportável das mamas para uma melhor detecção de nódulos e tumores. Isso faz parte de um conjunto de ações e exames que auxiliam a detectar precocemente o câncer de mama. A princípio, quando há casos de câncer na família, um simples exame de sangue poderá diagnosticar a doença precocemente, tendo-se, estudos aprofundados, já em andamento como o do Departamento de Estudos do Câncer e de Medicina Molecular da Universidade de Leicester, no Reino Unido (2013). Nesse estudo, foram monitoradas 130 mulheres ao longo de três décadas, desde a sua primeira mamografia e avaliaram os índices de sobrevivência a outro grupo, que não se submetiam ao exame. Entretanto, a mamografia continua sendo o exame que mais salva vidas de muitas mulheres e que diagnostica precocemente, segundo o estudo feito pela universidade do Reino Unido. É o exame que salvou uma mulher a cada 400, sendo
  • 33. 32 que o outro grupo permaneceu em 30% o índice de mortalidade em relação ao câncer de mama.
  • 34. 33 10. TRATAMENTOS Antigamente, o conceito que se tinha sobre o câncer de mama era, de que todos eram iguais, o que foi mudando quando a genética qualificou e quantificou os estudos de muitas doenças. Primeiramente, havia diversos tipos de câncer de mama: o ductal, lobular, ductal in situ, etc; com o conceito mais atual o câncer de mama tem diversos subtipos, cada caso pode ou não ter determinadas proteínas na superfície das células. Neste contexto, a partir de leituras sobre os conceitos do câncer de mama no site do Instituto Oncoguia (2014), conclui-se que o alinhamento dos aminoácidos tem o receptor estrógeno e proteína Her2, entre esse tem o receptor de estrógeno e o receptor de progesterona que apresentam o tratamento com hormonioterapias, esta mata células com receptores hormonais. Além disso, tem a hiperexpressão de proteína Her2, uma terapia antiHer2 que mata células com hiperexpressão de Her2. A Her2 é uma sigla para a palavra em inglês Receptor 2 do fator de crescimento da Epiderme Humana, ela é uma proteína que existe no organismo de todas as pessoas, e que está localizada na camada exterior da célula, sendo um dos fatores que ajudam a célula a se dividir e multiplicar. Quando há um excesso dessa proteína nas células da mama, indica que algo está errado, por isso é preciso atentar a esse fato. A princípio, para a cura é possível através de uma mastectomia, nesta cirurgia pode ser reconstruída a mama, e pode ser uma cirurgia total da mama ou cirurgia conservadora, há de se considerar o tamanho do tumor e da mama. Estas cirurgias podem ser um complemento para o tratamento sistêmico, que pode ser a quimioterapia (hormonioterapias, terapia anti-Her2 e radioterapia). A quimioterapia é administrada com medicamentos para atingir o alvo do câncer, contudo, são por via intravenosa (injeção numa veia) ou por via oral. A cada período do tratamento a paciente é submetida à um descanso para que possa se recuperar, pois, a droga vai matando toxicamente as células enquanto elas se multiplicam. Devido a isso, a quimioterapia traz diversos efeitos colaterais como a queda do cabelo, aftas (mucosite), vômitos, diarreia, anemia, baixa imunidade (baixa os glóbulos brancos), risco de sangramento (baixa de plaquetas) entre outros. Todavia, existem várias situações em que a quimioterapia pode ser indicada, que pode ser após a cirurgia, ou pelo estadiamento da doença, mas é determinada principalmente pela idade e o estado geral da paciente. Na maioria dos casos, é
  • 35. 34 utilizado a combinação de dois ou mais medicamentos para obter resultados eficazes, os medicamentos mais comuns são o doxorrubicina, ciclofosfamida e paclitaxel. As combinações mais usadas no tratamento do câncer de mama inicial são (Equipe Oncoguia, junho de 2014):  CAF (ou FAC): ciclofosfamida, doxorrubicina e 5-FU;  TAC: docetaxel, doxorrubicina e ciclofosfamida;  AC → T: doxorrubicina com ciclofosfamida, seguido por paclitaxel ou docetaxel;  FEC: → T, 5- FU, epirrubicina e ciclofosfamida, seguido por docetaxel e paclitaxel;  TC: docetaxel e ciclofosfamida;  TCH: docetaxel, carboplatina e transtuzumab para Her2/neu tumores positivos. Entretanto, a utilização destes medicamentos varia para cada caso, por isso muitos exames são feitos para saber o tratamento adequado para a paciente naquela situação. A escolha do tratamento quimioterápico deve estar sujeita à atenção extrema na prevenção da qualidade de vida das pacientes. Em suma, outro método usado para tratar o câncer de mama é o tratamento radioterápico, conforme o Instituto Oncoguia esta terapia pode ser feita após a quimioterapia ou depois da cirurgia, neste tratamento convém ser utilizado a ionização para inibir o crescimento das células cancerígenas, a mais utilizada são as eletromagnéticas. A radiografia pode ser externa ou interna (branquiterapia), a externa ou convencional é a mais comum, aplicada em 5 dias por semana. Nesta há restrições, como não usar desodorantes, cremes, pomadas ou loções para não interferir no tratamento. Na radiografia externa, poderá sentir desconforto, como a fadiga, e ter a pele avermelhada ou queimaduras na área irradiada. Já na interna é uma forma de acelerar a irradiação, sendo administrada em áreas específicas dentro ou próximo do órgão. É inserido doses de cateteres com material radioativo, na mama onde foi retirado o tumor e deixado por alguns dias. Por consequência, dos efeitos que este tratamento envolve é de extrema importância ter em mente que é utilizado para casos específicos, nem todas as pacientes com câncer de mama usam este método. Os riscos são fortes, mas, pode salvar a vida da pessoa e fazer com que ela viva por mais longos anos.
  • 36. 35 11. PESQUISA SOCIOLÓGICA Com o intuito de se obter mais entendimento além dos dados apresentados por estudos feitos por instituições, IBGE e redes jornalísticas, a pesquisa procurou basear- se em perguntas comuns relacionadas ao câncer de mama, na cidade de Novo Hamburgo, com o público feminino. Sendo assim, as perguntas que compõem o questionário, deteve-se ao que as mulheres conhecem sobre este assunto, principalmente a mamografia, apresentada no decorrer do trabalho. Contudo, as questões abordadas foram as seguintes:  Se conhece alguém que teve câncer de mama (gráfico 1);  A idade que essa pessoa possuía quando descobriu o câncer (gráfico 2);  Se sabe da importância dos exames (gráfico 3);  Se a entrevistada já realizou a mamografia (gráfico 4); Neste contexto, após a pesquisa de estatísticas, obtiveram-se dados referentes ao nível de conscientização das mulheres. Portanto, para deixar claro o resultado que se obteve depois de analisar os dados e integra-los nos gráficos, a principal ideia da prevenção contra o câncer de mama consiste na realização do autoexame e da mamografia. Como já foi colocado ao longo do trabalho, a relevância das informações para a população é a saída da situação de tantas mulheres com câncer de mama avançado no país. Abaixo, as 68 moradoras entrevistas da cidade de Novo Hamburgo, do Rio Grande do Sul: 52 16 5 15-40 anos 41-75 anos Não quiseram responder 0 10 20 30 40 50 60 Entrevistadas
  • 37. 36 Gráfico 1. Número de mulheres entrevistadas Dessa forma, mesmo com um pequeno percentual de mulheres entrevistadas, pode-se obter dados sobre o que elas conheciam, tanto sobre a doença como das mulheres que tiveram câncer. Gráfico 2. Idade das mulheres que tiveram câncer de mama Nesta questão, abordaram-se as idades das mulheres que tiveram câncer e o número de quantas possuíram, mas, 24 pessoas não souberam responder a idade dessas mulheres e 3 não conheciam ninguém com câncer de mama. O gráfico abaixo indica o número de mulheres que responderam se sabiam a importância do exame de toque: 24 17 24 3 15 a 40 anos 41 a 75 anos Não Souberam responder Não conheciam ninguém com Câncer de Mama 0 5 10 15 20 25 30 Se conhecia alguém com câncer e idade de mulheres com câncer de mama
  • 38. 37 Gráfico 3. Mulheres que sabiam ou não se o exame de toque é essencial Das 68 mulheres entrevistadas apenas 4 não sabiam da essencialidade do exame de toque, sendo a maioria de 64 pessoas que tinham conhecimento do exame de toque. O próximo gráfico exibe a quantidade de mulheres que já fizeram a mamografia. Gráfico 4. Número de mulheres que já fizeram a mamografia 64 4 0 10 20 30 40 50 60 70 Sim Não Sabem que o Exame de Toque é essencial 64 4 Sim Não 0 10 20 30 40 50 60 70 Já Fizeram A Mamografia
  • 39. 38 No entanto, pode-se perceber que a mesma quantidade de pessoas que sabem da importância do exame de toque já fizeram a mamografia, sendo que a pesquisa só foi realizada com mulheres.
  • 40. 39 12. PALESTRA DE CONSCIENTIZAÇÃO A conscientização da importância do autoexame e da mamografia nas mulheres desde muito cedo, foi o objetivo da palestra promovida com profissionais que integram a Liga de Combate ao Câncer de Mama da cidade de Novo Hamburgo, que trouxeram informações esclarecedoras sobre o assunto, câncer de mama. A palestra foi realizada no âmbito escolar para alunas de 2º e 3º anos do Ensino Médio Politécnico. As palestrantes, através de uma maquete chamada “mamamiga” (anexo 6) que simula uma mama com glândulas mamárias na qual se podem detectar alterações nos tecidos mamários, puderam demonstrar de forma prática a ocorrências de tumores. Durante a palestra foram apresentados aspectos quanto a fatores emocionais como o medo de enfrentar um possível diagnóstico positivo em relação a alterações na mama, essa reação pode impedir um diagnóstico precoce, fundamental para maiores chances de cura. O objetivo da palestra foi para que as estudantes se previnam desde cedo e sejam multiplicadoras deste conhecimento passando as informações obtidas às mulheres a sua volta, como por exemplo, mães, tias, irmãs e amigas.
  • 41. 40 13. DEPOIMENTO A declaração a seguir é da Diretora do Colégio Estadual Vila Becker, Bernardete Flamia Fasolo (autorização anexo 7), que teve câncer. Sua experiência está detalhada abaixo, desde que soube do diagnóstico de câncer de mama. “Desde que completei quarenta anos, passei a fazer anualmente o exame da Mamografia e o pré-câncer de útero. Em 2005, como sempre fazia a cada início de ano, durante o período de férias, aproveitei para realizar meus exames. Percebi que havia algo de errado comigo, porque depois de passar pelos exames, fui liberada e mais tarde, chamaram-me de volta. Mas jamais associaria a câncer. Quando peguei o diagnóstico, acabei abrindo e li: Microcalcificações suspeitas de malignidade, - estava sentada no saguão do Centro Clínico Regina, quando li aquela palavra - malignidade. A reação que tive no momento foi de que aquilo não parecia ser o que era de fato. Como o consultório do meu médico ficava no mesmo prédio, próximo ao laboratório de RX, decidi então vê-lo e subi até a sua sala. Ao chegar, ele me disse: - Eu já sei! A médica do laboratório, onde havia feito os meus exames, já havia ligado para ele e foi assim que constatei que a coisa era séria, muito mais seria que poderia imaginar. De acordo com ele, teriam que retirar material para análise mais detalhada, o que levaria de 10 a 12 dias até que recebesse o resultado da patologia. Esses foram os mais longos e piores dias para mim, pois o resultado poderia ser um sim, ou um não. Chegou o dia e o resultado mostrou que se tratava de câncer maligno como se dizia na época. – Tive que então, fazer a cirurgia para a retirada do nódulo. - Todo o procedimento aconteceu numa boa e lembro-me que a minha filha estava fora do Brasil. O meu filho ainda era pequeno e tudo aconteceu com normalidade. - Segui fazendo todo o acompanhamento necessário e realizava os exames a cada três meses, que depois passaram a ser feitos a cada seis meses, conforme o recomendado, nos casos em que se tira um nódulo como ocorreu comigo. - Quando passei a fazer os meus exames a cada seis meses, fazia-os na metade do ano e depois em janeiro. E foi então que recebi o segundo diagnóstico de câncer. Esse foi mais complicado pra mim, porque passados apenas dois anos e meio, um câncer de novo. - Mesmo que tenha visto o quanto sério era, sempre encarei essa doença com muita tranquilidade, de certa forma, nunca senti um medo pavoroso. Nunca fiquei apavorada
  • 42. 41 realmente, porque os médicos sempre me deixaram claro que se tratava de um câncer muito pequeno. - Então, minha médica, a G. Santos, mastologista, recentemente havia voltado da Itália, onde fez Pós Graduação de Mastologia; eu fui atendida por ela, que é praticamente da família. - Logo, fui tratada por uma especialista em mama, pois o meu médico por quem era tratada anteriormente, era somente ginecologista. Aí então passei a ser atendida por um oncologista e por um radioterapeuta, com o qual eu fiz vinte e cinco sessões de radioterapia. (...) Não tenho casos de câncer de mama na família e como os médicos me disseram que o nódulo era muito pequeno, a cirurgia já bastava. O tumor media quatro milímetros, por isso a importância de se fazer todos os exames, principalmente às mães e pessoas por volta de vinte anos; a importância de realiza-los todos os anos, porque assim, se consegue detectar o câncer no início. No segundo câncer, o limite cirúrgico foi muito grande, o que não deixa vestígios, e por isso foram tirados cinco centímetros em volta do tumor. Aos meus 44 anos, passei pelo segundo diagnóstico dessa doença, o que me levou a pensar sobre várias questões como: - Sou mãe de dois filhos. Engravidei, amamentei os dois e não tenho absolutamente ninguém na família que já teve Câncer de mama. Como ele era in situ, não precisei fazer quimioterapia, eu só fiz vinte e cinco sessões de radioterapia. No meu primeiro diagnóstico o médico disse que por ser muito pequeno, não precisaria de radioterapia. -Porém quando falei com o oncologista, ele me afirmou que teria sido importante fazer a radioterapia. Eu não precisei tomar a pílula por cinco anos, pois não tive problemas hormonais. - Todos os problemas que tive que enfrentar não alteraram a minha autoestima. - Apesar de ter que tirar uma parte de um seio, posso dizer que isso não me afetou muito, mesmo que tenha ficado com um peito maior que o outro. Nunca tive problemas com bebida alcoólica, fumo e nem com alimentação. Sempre gostei de comer frutas e verduras. Porém, o oncologista me aconselhou que praticasse atividades físicas com certa regularidade, pois o sedentarismo também facilita a vinda da doença. -Aconselho a todas as mulheres, que procurarem sempre fazer o autoexame, porque ele é essencial hoje e sempre. No caso de houver algum nódulo, quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura. Antes dos quarenta anos, o caso é diferente, porque não é muito comum ter câncer em mulheres mais jovens, mesmo que ocorram. Quem já tem antecedentes de câncer de mama na família, é ainda mais importante começar a fazer mamografia desde cedo.”
  • 43. 42 CONCLUSÃO A saúde do ser humano consiste em um bom funcionamento de todo o seu organismo e de trilhões de células, num estado orgânico, físico, mental e emocional. As doenças psicossomáticas são um exemplo de quando o organismo está em desordem. O corpo humano, esse conjunto interligado, de alguma forma se manifesta quando algo não está bem, cada pessoa é única e por isso se expressa de modo particular. Por consequência disso, ficou clara a reação de mulheres com câncer de mama, de que precisam aceitar as mudanças pelas quais irão passar e o quanto sua rotina exigirá de coragem e superação. Por conseguinte, os pensamentos se voltam à ingestão de remédios, para isso as condições econômicas e a perda de autoestima, além disso, em momentos como este há horas em que bate o desespero na mente de uma mulher que um dia amamentou seu filho e seus seios agora estão com câncer. Ocasionalmente ter que aceitar tantos desafios de direções e sentidos novos, dificulta ter que acreditar que o amanhã existirá. Contudo, nesse contexto há um sério problema de falta de informação na sociedade atual, já que os índices de mulheres, abaixo de 40 anos de idade, com câncer de mama cresceram. Com relação a isso, a solução para ser aplicada na sociedade reside em conscientizar mulheres para realizarem a mamografia, por isso, a necessidade de que esse exame seja feito gratuitamente é fundamental na estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), e a mamografia pode e deve ser realizada pelo SUS, quando o atendimento atualmente é somente para mulheres acima de 40 anos ou que apresentem um quadro de probabilidade de desenvolver a doença. Enfim, em uma paciente com câncer de mama há situações que demandam grande número de informações, que não devem ser escondidas ou ignoradas, pois todo e qualquer esclarecimento e dados devem ser divulgados e expostos para mulheres e suas famílias. E dessa forma, este trabalho se fundamentou nas pesquisas teóricas e sociológicas, bem como na palestra apresentada por profissionais da saúde na escola às jovens estudantes, para que o conhecimento reunido seja instrumento de multiplicação. Em suma, com os resultados obtidos pode-se perceber a importância de fazer mudanças e serem aplicadas, pois, a cada passo dado houve a intenção de informar ao público feminino a importância da prevenção precoce. Também se nota que a
  • 44. 43 transformação é feita através de pessoas na juventude para que o futuro seja diferente. Todas as etapas executadas neste trabalho contribuíram significativamente na aquisição do conhecimento sobre o câncer de mama, que pode alterar o quadro de casos da doença no mundo, e saber como funciona no corpo humano, traz a relevância da prevenção precoce. Tomando-se como exemplo o Mito da Caverna de Platão, em que o homem preso e limitado a uma única realidade, permaneceu por muito tempo na caverna e ao sair conhece outras realidades. Sendo assim, descobrir novos horizontes, evitando- se realidades distorcidas como a falta de conhecimento e o medo, podem resultar em novos rumos, através da prevenção e consequentemente em uma significativa diminuição de novos casos de câncer de mama.
  • 45. 44 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIOQUÍMICA DO CÂNCER. Disponível em: <http://bioqdocancer.blogspot.com.br/> Acesso em: 2 jul. 2015. BOFF, Ricardo Antonio; SACCHINI, Virgilio. 200 Perguntas & Respostas sobre Câncer de Mama. Editora Lorigraf. Caxias do Sul, RS, 2011. CANCER DA MAMA. Tipos de câncer de mama. Disponível em: <http://www.cancerdamama.com/sintomas-e-diagnosticos/tipos-de-cancer-de- mama/> Acesso em: 27 abr. 2015. COMITÊ AMERICANO DE CÂNCER. Classificação Patológica. Disponível em: <https://cancerstaging.org/Pages/default.aspx> Acesso em: 2 Jul. 2015. G1. Especialista em câncer de mama defende medicina de precisão no RS - notícias em Rio Grande do Sul. Disponível em: <http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do- sul/noticia/2014/06/especialista-em-cancer-de-mama-defende-medicina-de-precisao- no-rs.html> Acesso em: 31 ago. 2015. GAÚCHAS estão entre as brasileiras com maior chance de desenvolver câncer de mama. Jornal Zero Hora. Porto Alegre, 15 mai. 2013. Disponível em:<http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2013/05/gauchas-estao- entre-as-brasileiras-com-maior-chance-de-desenvolver-cancer-de-mama- 4138266.html> Acesso em: 31 set. 2015. HOSPITAL DE CÂNCER DE BARRETOS. Como realizar o diagnóstico do câncer de mama?. São Paulo. Disponível em: http://www.hcancerbarretos.com.br/pesquisas/92-paciente/tipos-de-cancer/cancer- de-mama/163-como-realizar-o-diagnostico-do-cancer-de-mama Acesso em: 6 março 2015. IBGE. Pirâmide etária. Disponível em: <http://vamoscontar.ibge.gov.br/atividades/ensino-fundamental-6-ao-9/49-piramide- etaria> Acesso em: 30 set. 2015. INCA. Tipo – Mama. Rio de Janeiro. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama Acesso em: 19 maio 2015. INSTITUTO ONCOGUIA. Tipos de Câncer de Mama. Disponível em: <http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-mama/1382/34/> Acesso em: 27 abr. 2015. KALIKS, Dr. Rafael. INSTITUTO ONCOGUIA. Multimídia. Disponível em: <http://www.oncoguia.org.br/multimidia/> Acesso em: 14 fev. 2015.
  • 46. 45 MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portal da Saúde. <www.saude.gov.br> - Entenda o SUS Disponível em: <http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/entenda-o-sus> Acesso em: 24 jun. 2015. REVISTA BRASILEIRA DE CANCEROLOGIA. Rastreamento Mamográfico na Mulher Idosa, set. /2013 REVISTA BRASILEIRA DE CANCEROLOGIA. Rastreamento Mamográfico no Brasil.ano 2012; 58(1):67-71. SANTOS, Vanessa Sardinha Dos. "Mamas"; Brasil Escola. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/biologia/mamas.htm>. Acesso em: 10 de setembro de 2015. SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA. Câncer de Mama em Idosas. São Paulo: n. 100, ano XVI, ano 2012. SOUZA, Dr. Juarez Antônio. Anatomia da mama, Janeiro de 2011. Disponível em: <http://drjuarez.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=99:mamogr afia-artigo-anatomia-da-mama&catid=48:artigos&Itemid=41> Acesso em: 20 abr. 2015. THULER, Luiz Claudio. Considerações sobre a prevenção do câncer de mama feminino. Revisão de Literatura. São Paulo, p. 49(4): 227-238, jun. 2003. VARELLA, Dr. Dráuzio. Câncer de Mama. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/mulher-2/cancer-de-mama/cancer-de-mama/> Acesso em: 20 abr. 2015.
  • 48. 47 Anexo 1. Representação da anatomia da mama feminina. Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-mama/1382/34/ Anexo 2. Partes que compõem os linfonodos da axila. Fonte:http://drjuarez.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=99:ma mografia-artigo-anatomia-da-mama&catid=48:artigos&Itemid=41
  • 49. 48 Anexo 3. Representação da reação das células do câncer de mama tipo Carcinoma ductalin situ. Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-mama/1382/34/ Anexo 4. Formação da neoplasia no seio. Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-mama/1382/34/
  • 50. 49 Anexo 5. Imagem ilustrando o inchaço e vermelhidão da pele nos seios. Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tipos-de-cancer-de-mama/1382/34/ Anexo 6. Maquete “mamamiga” http://www.portaljoinville.net/facecms/uploads/galeria/pj_1350666087.jpg
  • 51. 50 Anexo 7. Autorização para uso de depoimento.