Perspectivas da Economia Mundial e   Brasileira   Ilan Goldfajn Economista-Chefe Itaú Unibanco e Sócio Itaú BBAoutubro, 2011
Resumo         ►   EUA /Europa: desaceleração na atividade ou evento de ruptura financeira?         ►   China: risco de ha...
Europa: aprofundamento da crise… CDS 5 anos                                    Portugal                          Grécia   ...
Crise da EuropaSituação atual►   Eurogroup irá propor novas medidas: se reúne no dia 23/10 e quer levar propostas na reuni...
De volta ao dólar? Mercados , out 1, 2010 = 100 ( + = apreciação)                          Brasil                México   ...
EUA:crescimento moderado PIB Real EUA (variação em dois trimestres, com ajuste sazonal anualizada)Fonte: Itaú e Bloomberg ...
Queda nas projeções de crescimento do PIB global  Projeções EUA 2012 (PIB, anual %)                                  Proje...
China: risco de hard landing? ►   Cenário básico não contempla um hard landing causado por fatores domésticos. ►   Fatores...
China:projeções de crescimento em linha com smooth landing   ► Cenário: PIB 2011: 9.2%                        PIB 2012: 7....
Riscos domésticos estão nos investimentos ► Investimentos tornaram-se ainda mais relevantes com o programa de estímulos ap...
China estava retirando estímulos   Desde o início de 2010, o governo vem retirando estímulos para desacelerar o cresciment...
Qual o impacto da desaceleração global na China?►  Projetamos que o impacto da desaceleração global na atividade da China ...
Descrição dos cenáriosBásico – desaceleração global  •   Crescimento baixo nos EUA e recessão na Europa.  •   Desaceleraçã...
Cenário global de desaceleração                                               2011                          2012          ...
Impactos da desaceleração global nos Emergentes►   O processo de desalavancagem será longo e turbulento, com perda de riqu...
Atividade: sinais de desaceleração se intensificamConjunto Amplo de Dados (índice de Difusão)           PIB: variação ante...
Resposta BCB a desaceleração global: política monetária         expansionista      Expectativa de elevação esperada pelo m...
A desaceleração global e a reação do BCBSimulações de Cenário para 2012                                                   ...
E se a política fiscal melhorar?Simulações de Cenário para 2012                                    Atual   Fiscal Melhor  ...
Nossa projeção para taxa de câmbio Trajetória cambial de curto prazo   2.50   2.40   2.30                                 ...
Brasil: investimento e a poupança externa em elevação Investimento e Poupança    25               % PIB    20    15    10 ...
Nosso cenário para América Latina►   Devido à desaceleração global, revisamos o crescimento nos países de Latam.►   Na Arg...
Conclusões       ►   Risco na Europa é o mais relevante. Crescimento moderado nos EUA nos próximos           anos.       ►...
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[Palestra] Perspectivas da economia mundial e brasileira (Cosec, Fiesp) - Ilan Goldfajn - out/2011

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[Palestra] Perspectivas da economia mundial e brasileira (Cosec, Fiesp) - Ilan Goldfajn - out/2011

  1. 1. Perspectivas da Economia Mundial e Brasileira Ilan Goldfajn Economista-Chefe Itaú Unibanco e Sócio Itaú BBAoutubro, 2011
  2. 2. Resumo ► EUA /Europa: desaceleração na atividade ou evento de ruptura financeira? ► China: risco de hard landing? ► Cenário econômico básico: crescimento global menor que o esperado. ► Brasil:impactos de curto e longo prazo 2
  3. 3. Europa: aprofundamento da crise… CDS 5 anos Portugal Grécia Irlanda Itália Espanha BrasilFonte: Itaú e Bloomberg 3
  4. 4. Crise da EuropaSituação atual► Eurogroup irá propor novas medidas: se reúne no dia 23/10 e quer levar propostas na reunião do G20 no dia 03/11.► Segundo declarações, proposta abordaria Grécia, bancos e eficiência do EFSF ( European Financial Stability Fund).► Contágio crescente da crise, intensificação da crise na Grécia.Estratégia atual► Reestruturação ordenada da dívida da Grécia, evitando contágio econômico e financeiro► Grécia: Aprovação do €8 bi referente do 1º bail-out. Reformulação do 2º bail-out com maior haircut para o PSI.► Recapitalização dos bancos: Necessidade por banco determinada pela atualização do stress test da EBA . Bancos tem entre 6-9 meses para se recapitalizar no mercado. Se não conseguirem no mercado, os governos dos países poderiam prover recursos. Se os governos dos países não tiverem recursos, o EFSF empresta para os governos que então fariam a recapitalização (EFSF não fará recapitalização diretamente). Recursos dos governos e empréstimos do EFSF teriam condicionalidades fortes.► Aumento da eficiência do EFSF: EFSF como segurador de investidores privados parece se uma opção com alguma chance de ser aceita . O discurso é de aumento de eficiência o que pode envolver medidas de impacto bem menor do que qualquer das medidas de alavancagem discutidas no mercado. 4
  5. 5. De volta ao dólar? Mercados , out 1, 2010 = 100 ( + = apreciação) Brasil México Brasil África do Sul África do SulFonte: Itaú e Bloomberg 5
  6. 6. EUA:crescimento moderado PIB Real EUA (variação em dois trimestres, com ajuste sazonal anualizada)Fonte: Itaú e Bloomberg 6
  7. 7. Queda nas projeções de crescimento do PIB global Projeções EUA 2012 (PIB, anual %) Projeções Zona do Euro 2012 (PIB, anual %) 2.2 3.4 1.8 Consenso 3.0 1.4 Consenso 2.6 1.0 0.6 2.2 IBBA 0.2 1.8 IBBA -0.2 1.4 -0.6 mai11 jun11 jul11 ago11 set11 mai11 jun11 jul11 ago11 set11Fonte: Haver, principais casas e Itaú 7
  8. 8. China: risco de hard landing? ► Cenário básico não contempla um hard landing causado por fatores domésticos. ► Fatores de risco levantados: 1. desaceleração global; 2. possibilidade de desaceleração brusca no setor imobiliário; 3. restrição de crédito para pequenas e médias empresas (SMEs) e empresas do setor imobiliário; 4. novas formas de financiamento e exposição dos bancos à dívida dos governos locais. 8
  9. 9. China:projeções de crescimento em linha com smooth landing ► Cenário: PIB 2011: 9.2% PIB 2012: 7.9% PIB, evolução trimestral Projeções crescimento do PIB em 2012, % 9.2 9.0 Consenso 8.8 8.6 8.4 8.2 IBBA 8.0 7.8 mai-11 jun-11 jul-11 ago-11 set-11Fonte: CEIC, Itaú e reports de casas selecionadas. 9
  10. 10. Riscos domésticos estão nos investimentos ► Investimentos tornaram-se ainda mais relevantes com o programa de estímulos após a crise de 2008, passando de 41.7% do PIB em 2007 para 47.8% em 2010. ► Riscos domésticos geram incerteza quanto à intensidade da desaceleração dos investimentos.Participação no PIB PIB (anual, demanda) 70% 60% 60% Consumo 50% 40% Investimento 30% 20% Exportações Líquidas 10% 0% 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 10
  11. 11. China estava retirando estímulos Desde o início de 2010, o governo vem retirando estímulos para desacelerar o crescimento: ► elevação de taxas de juros, depósitos compulsórios e imposição de quotas para empréstimos; ► medidas restritivas ao setor imobiliário; ► desaceleração nos investimentos em infra-estrutura. Taxas de juro benchmark e compulsório Investimento fixo urbano nominal* Taxa de compulsório bancos ( d) 60% 50% Indústria e outros serviços (46%) 40% Real Estate (26%) 30% 20% Taxa de juros de benchmark – 1 ano 10% Influenciado pelo Governo** (28%) 0% 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 * Peso no investimento total entre parênteses. **Influenciado pelo governo (classificação Banco Mundial): transporte, energia,Fonte: Bloomberg ,CEIC and Itaú educação, pesquisa, saúde e cultura. 11
  12. 12. Qual o impacto da desaceleração global na China?► Projetamos que o impacto da desaceleração global na atividade da China érelativamente menor do que em 2008.► No caso de recessão global (cenário pessimista), desaceleração será maior do que nocenário básico, mas sem ruptura doméstica: balanços das famílias e do governo central são saudáveis; bons fundamentos externos.► Exposição a choques externos é menor do que em 2008: menor peso das exportações no PIB; participação dos mercados desenvolvidos nas exportações recuou.► Há espaço para estímulos monetários e fiscais.► Entretanto, estímulos devem ser menos intensos do que em 2008, dado que os bancose o governo estão mais alavancados. Custos da expansão de crédito de 2008 já estãosendo sentidos. 12 12
  13. 13. Descrição dos cenáriosBásico – desaceleração global • Crescimento baixo nos EUA e recessão na Europa. • Desaceleração na China. • Commodities caem. • Aversão ao risco em níveis elevados. • Fluxos globais retraem. Alternativo – ruptura na Europa • Calote desorganizado em países periféricos. • Crise bancária na Europa. • Possível saída de um ou mais países da zona do Euro. • Recessão global. • Aversão ao risco domina: fuga para ativos de qualidade. • Recuperação lenta (menos instrumentos fiscais e monetários). 13
  14. 14. Cenário global de desaceleração 2011 2012 Básico Alternativo Básico Alternativo Mundo PIB Mundo % 3.7 3.2 3.0 -2.0 PIB EUA% 1.7 1.1 1.5 -2.7 PIB Zona do Euro % 1.5 1.0 -0.4 -6.6 PIB China % 9.2 8.9 7.9 5.8 PIB Japão % -0.8 -1.5 1.7 -6.2 Commodities USD % 28.5 18.0 -6.4 -22.0 LatAm (ex-Brasil) PIB Argentina % 6.0 4.7 3.2 -8.0 PIB Chile % 6.4 5.9 4.0 -0.5 PIB Colômbia % 5.5 5.1 4.4 0.0 PIB México % 3.7 2.4 2.0 -7.3 PIB Peru % 6.7 6.2 4.9 -1.0 Brasil PIB Brasil % 3.2 2.2 3.7 -2.7 Taxa Selic % 10.5 9.00 9.0 6.00 BRL/USD ( fim de período) 1.80 2.10 1.75 2.10 IPCA % 6.5 6.4 5.6 3.2Fonte: Itaú 14
  15. 15. Impactos da desaceleração global nos Emergentes► O processo de desalavancagem será longo e turbulento, com perda de riqueza percebida ao longo dos anos. ̶ Ruim pra crescimento dos emergentes nos próximos anos (inverso dos anos 2000). ̶ Quanto mais dependente dos EUA e Europa, pior será para o país.► A estratégia de "export-led growth", que fez tanto sucesso nas últimas décadas, ficou para trás. ̶ Busca por dinâmicas próprias de crescimento nos emergentes, inclusive na China. ̶ Bom para países com mercado interno grande e dinâmico (grande não é suficiente).► China adaptando-se e focando no mercado interno no longo prazo,apesar da dependência atual.Impactos no Brasil► Pressão para absorver fluxos de capital e conviver com maiores déficits vai crescer no Brasil.► Não parece provável o Brasil voltar a exportar poupança quando há escassez dela aqui dentro e sobra no resto do mundo .► O câmbio continuará apreciado, o que é consistente com a necessidade de enfraquecer o dólar e o euro.► Difícil retomada da indústria no Brasil, principalmente para os que ainda acalentam a possibilidade de voltar a exportar para esses países.► Se a China for bem sucedida, a demanda por commodities se mantém alta, o que é bom para o Brasil. 15
  16. 16. Atividade: sinais de desaceleração se intensificamConjunto Amplo de Dados (índice de Difusão) PIB: variação ante o trimestre anterior (com ajuste sazonal) Média Móvel 3 mesesFonte Itaú e IBGE 16
  17. 17. Resposta BCB a desaceleração global: política monetária expansionista Expectativa de elevação esperada pelo mercado (% ao ano)Fonte: Itaú e Bloomberg 17
  18. 18. A desaceleração global e a reação do BCBSimulações de Cenário para 2012 Reação Política Desaceleração Anterior Monetária+ Global Desaceleração PIB 3.7% 2.9% 3.7% IPCA 5.3% 5.1% 5.6% SELIC 12.5% 12.5% 9.0%Fonte: Itaú 18
  19. 19. E se a política fiscal melhorar?Simulações de Cenário para 2012 Atual Fiscal Melhor PIB 3.7% 3.7% IPCA 5.6% 5.5% SELIC 9.0% 7.5%Fonte: Itaú 19
  20. 20. Nossa projeção para taxa de câmbio Trajetória cambial de curto prazo 2.50 2.40 2.30 Cenário 2.20 2.10 2.00 1.90 1.80 1.70 1.80 1.75 1.60 1.50 1.40 out- 06 out-07 out-08 out09 out-10 out-11 out-12Fonte: Itaú e BCB 20
  21. 21. Brasil: investimento e a poupança externa em elevação Investimento e Poupança 25 % PIB 20 15 10 5 0 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Poupança Externa Poupança Doméstica InvestimentoFonte : IBGE, BCB e Itaú 21
  22. 22. Nosso cenário para América Latina► Devido à desaceleração global, revisamos o crescimento nos países de Latam.► Na Argentina, esperamos um ritmo mais rápido de depreciação do câmbio e, conseqüentemente, aceleração da inflação.► Nos países com meta de inflação, revisamos nossas projeções de inflação para baixo.► Esperamos cortes na taxa de juros no México, Chile e Peru.► Na Colômbia, esperamos manutenção de juros ao longo do horizonte de projeção. 22
  23. 23. Conclusões ► Risco na Europa é o mais relevante. Crescimento moderado nos EUA nos próximos anos. ► Impacto da desaceleração global na atividade da China é relativamente menor do que em 2008. ► Cenário básico com menor crescimento global como um todo. ► No Brasil,o corte na taxa de juros será o instrumento usado para mitigar os risco de uma desaceleração na atividade doméstica. 23

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