10º (a.inf) adolescente (1)

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10º (a.inf) adolescente (1)

  1. 1. A adolescência o adolescente já não é criança e ainda não é adulto.
  2. 2. "A adolescência é o período de transição que separa a infância da idade adulta. Aquilo a que mais se assemelha é, sem dúvida, o nascimento. No nascimento, separam-nos da nossa mãe cortando-nos o cordão umbilical, mas esquecemo-nos de que entre a mãe e o filho havia um órgão de ligação extraordinário: a placenta. A placenta dava-nos tudo aquilo que era necessário à nossa sobrevivência e filtrava muitas substâncias perigosas que circulam no sangue materno. Sem ela, não era possível a vida antes do nascimento, mas à nascença há que a abandonar para viver.
  3. 3. A adolescência é como um segundo nascimento. Há que abandonar pouco a pouco a protecção familiar como um dia se abandonou a placenta protectora. Abandonar a infância, fazer desaparecer em nós a criança, é uma mudança. Dá por momentos a sensação de se morrer. Tudo é rápido, por vezes, demasiado rápido. A natureza trabalha no seu ritmo próprio. Há que prosseguir e nem sempre se está pronto. Conhece-se aquilo que morre, mas ainda se não vê para onde nos dirigimos. Já nada "encaixa" mas não se sabe bem porquê nem como foi. Nada mais é como antes, mas é indefinível." Monteiro, M., Ribeiro dos Santos, M. .Psicologia. Porto Editora, 2001
  4. 4. Puberdade  A Puberdade refere-se ao aspecto biológico do desenvolvimento humano. O próprio significado da palavra púbis, que quer dizer pêlo, comprova isso mesmo; é um período em que ocorre o crescimento de pêlos e penugem em diversas zonas do corpo.  Tem início, na puberdade, o amadurecimento do sistema reprodutor, o que quer dizer que o jovem terá capacidade para ter filhos quando este amadurecimento estiver completo.
  5. 5. Puberdade  A idade na qual tem início a puberdade varia de uns jovens para outros. Sabese, por exemplo, que nos países mais quentes, a idade desse início é mais cedo.  Nos rapazes a puberdade tem início entre os 11 e os 15 anos (abrangendo um período de 3 anos) e nas raparigas entre os 10 e os 11 anos de idade (com uma duração de 2 anos).
  6. 6. Puberdade  Nesta fase produzem- se hormonas sexuais e desenvolvem-se os óvulos e os espermatozóides que capacitam os adolescentes para a reprodução.
  7. 7. Puberdade  É na puberdade que se dá início à maturação sexual.  Maturação sexual ou amadurecimento sexual é o processo de desenvolvimento dos seres vivos no sentido de tornar o organismo apto para a reprodução.
  8. 8. Pré-adolescência  A Pré-adolescência é o período durante ao qual a criança começa a abandonar os comportamentos infantis e a adoptar atitudes novas, de afirmação da personalidade. Corresponde aos 11/12 anos de idade, depois de iniciada a puberdade.
  9. 9. Adolescência  A Adolescência, é o período decorrente entre o fim da infância e a idade adulta. A palavra adolescere significa crescer.  Inclui a puberdade pois abrange as primeiras transformações físicas, psicológicas, afectivas e sociais.
  10. 10. “Já não és criança, tens idade para ser responsável; ainda não tens idade para saberes o que queres”
  11. 11. Aspectos afectivos  As transformações corporais levam o jovem a voltar- se para si próprio, procurando perceber o que se está a passar, para se entender como pessoa.  Escrever um diário, isolar-se, ter sonhos, falar sozinho , pintar ou tocar música são necessidades interiores e podem contribuir para melhor se conhecerem e desenvolverem emocionalmente. Alguns adolescentes fecham-se muito sobre si próprios, comunicando pouco com os adultos.
  12. 12. Aspectos afectivos  O melhor amigo, do mesmo sexo, tem, para muitos adolescentes, uma função muito importante, pois pode encontrar algumas respostas para várias inquietações:  Serei normal?;  Como vai ser o futuro?;  Sou o único a sentir as coisas desta maneira?…
  13. 13. Aspectos afectivos  Os adolescentes vivem, em geral, com grande ansiedade as transformações do seu corpo. É muito comum não apreciarem, temporariamente, algumas das suas características físicas: o cabelo, o nariz, a pele, os pés, o peso, a altura…
  14. 14. Aspectos afectivos  Estes sentimentos são tanto mais inesperados quanto as crianças se sentiam bem no seu corpo antes das transformações da puberdade.  O adolescente tem de assumir uma imagem corporal sexualizada, o que nem sempre é fácil.
  15. 15. Aspectos afectivos  Haverá que distinguir as transformações fisiológicas com a sua aceitação psicológica.  A forma como cada um se vê (o auto conceito) e o modo como gostamos de nós (a auto-estima) são muito influenciados pelo meio em que se vive, a maneira como se é aceite pelos outros.
  16. 16. Aspectos afectivos  Na sociedade contemporânea a moda exerce, frequentemente, uma certa tirania sobre os jovens, padronizando estilos que não se coadunam a todos os corpos.
  17. 17.  Alguns jovens sentem necessidade de se afirmarem como diferentes. Assim, a "crise de originalidade" que alguns atravessam tem expressão na forma de vestir, na linguagem, na actividade artística, nas atitudes e comportamentos.
  18. 18. Aspectos afectivos  Podemos dizer que muitos jovens são hipersensíveis, que existe uma fragilidade e agressividade que se manifestam em súbitas mudanças de humor.  São, assim, frequentes as crises de choro, os estados de euforia, de melancolia.
  19. 19. Aspectos afectivos  Por vezes sentem-se incompreendidos pois eles próprios não se compreenderem intimamente.  Na adolescência, os modelos de identificação deixam de ser os pais para passarem a ser os jovens da mesma idade, o grupo de pares, num processo de autonomia.
  20. 20. Aspectos intelectuais  A adolescência é uma fase em que se obtém uma maturidade intelectual. Colocam-se novas questões, aprender-se, critica-se, interroga-se o futuro e a sociedade.
  21. 21. Aspectos intelectuais  O gosto pela fantasia e pela imaginação, pelo debate de valores, leva a uma melhor compreensão de si próprio e do mundo.
  22. 22. Aspectos intelectuais  Reaparece o egocentrismo intelectual – o adolescente sente que as suas ideias sobre o mundo são as únicas correctas.  Como consequência do egocentrismo intelectual o adolescente pode sentir-se alvo dos olhares e atenções dos outros
  23. 23. Aspectos socio-morais  Durante a adolescência, o jovem vai interessar-se por problemas éticos e ideológicos, debate-os, faz opções e constrói valores sociais próprios.
  24. 24. Aspectos socio-morais  A lealdade, a justiça social, a liberdade, a autenticidade são alguns dos valores mais defendidos.
  25. 25. Aspectos socio-morais Os adolescentes revoltam-se, frequentemente, quando descobrem que a sociedade não se está de acordo com as aspirações e valores que defendem.  Eles desejam, quase sempre, uma perfeição moral e expressam um grande altruísmo.
  26. 26. Aspectos socio-morais  As novas capacidades cognitivas de reflexão permitem-lhes debater ideias, sobre valores socio-morais, bem como construir uma teoria própria sobre a realidade.
  27. 27. Aspectos socio-morais  A adolescência está ligada a um novo estatuto e papel na comunidade.
  28. 28. Aspectos socio-morais  A forma como se vive a adolescência não só está relacionada com a infância como com o meio comunitário envolvente nas suas dimensões geográficas, económicas e socioculturais.  A adolescência está também relacionada com a forma como se fez a aprendizagem da vida social e como se participou na vida cívica.
  29. 29. Construção da identidade  A adolescência é uma fase importante no processo de consolidação da identidade pessoal.  O sentimento de identidade é o sentimento de ser o mesmo ao longo da vida, atravessando mudanças pessoais e situações diversas.
  30. 30. Construção da identidade  Os adolescentes vão, através de uma crise, confrontar-se com este problema: 5ª idade – Identidade/Confusão).
  31. 31. Construção da identidade  Para além de uma certa confusão pela qual quase todos passam, existem por vezes situações (que também podem ser temporárias), como confusões de identidade, inibições /vergonhas, assim como podem ocorrer crises neuróticas e psicóticas caracterizadas por um isolamento.
  32. 32. Construção da identidade  Cada um de nós constrói o seu eu através de "outros significativos", com quem se relacionam. A identidade constrói-se nas experiências vividas através de identificações.  Se na infância os nossos modelos identificatórios são os pais, na adolescência vão ser os jovens da mesma idade. As relações com os pais têm que mudar para que os adolescentes possam ascender a ideias e afectos próprios.
  33. 33. Construção da identidade  A amizade é muito investida ao nível dos afectos. O melhor amigo do mesmo sexo é normalmente alguém com quem se partilham grandes inquietações.  É como um espelho onde o adolescente se reconhece reflectido.
  34. 34. Construção da identidade  O grupo de pares pode ter como função apresentar modelos de identificação positiva para o adolescente. Erikson refere a certeza que o grupo pode trazer às incertezas do adolescente.  No entanto, pode apresentar alguns riscos negativos, sobretudo quando a relação com o grupo é de grande dependência.
  35. 35. Construção da identidade  Existe a necessidade de outros adultos significativos.  A escola, para além de um mundo de jovens, é também um mundo de adultos: os professores, os empregados, as personagens dos livros, os outros pais (de quem os colegas falam…).
  36. 36. Construção da identidade  Nós olhamo-nos com os olhares que nos olham, com os olhares que trocamos. A construção da identidade passa por um processo de identificação e por um processo de diferenciação.  Os heróis têm, no processo de identificação de alguns adolescentes, um papel relevante.
  37. 37. Construção da identidade  É o tempo de namoro, dos flirts, dos pequenos amorosos. e grandes investimentos

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