Overview about reliability engineering

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Overview about reliability engineering

  1. 1. MBA em Gestão e Engenharia da Qualidade Centro Universitário Salesiano de São Paulo Campus São José – Campinas/SP Contato: beatrizjulianafranco@gmail.com LinkeDin: /br.linkedin.com/pub/beatriz-juliana-msc/34/20a/40b
  2. 2. Cronograma: Período Plano de Estudo em Confiabilidade 11/11 (Segunda) Os primeiros Passos em Engenharia da Confiabilidade 25/11 (Segunda) Overview de Métodos de Análise de Falhas 09/12 (Segunda) Confiabilidade e Gestão de Riscos Operacionais 11/12 (Quarta) Desenvolvimento do Trabalho Final e Resolução de dúvidas 18/12 (Quarta) Apresentação do Trabalho Final
  3. 3. Referências Bibliográficas: Engenharia da Confiabilidade:  Confiabilidade, a Quarta Dimensão da Qualidade do Prof. Dr. Carlos Amadeu Pallerosi (ReliaSoft Brasil, 2007); Teoria da Alta Confiabilidade:  Normal Accidents de Charles Perrow (1999)  Managing the Unexpected: Resilient Performance in na Age of Uncertainty, de Karl Weick e Kathleen Sutcliffe (2007).
  4. 4. 2º Qualidade vs. Confiabilidade: Qualidade compreende o grau de atendimento (ou conformidade) de um produto, processo, serviço ou ainda um profissional a requisitos mínimos estabelecidos em normas ou regulamentos técnicos, ao menor custo possível para a sociedade. Fonte: http://www.inmetro.gov.br/qualidade/ Confiabilidade, por sua vez, preocupa-se com a duração do uso de um produto a partir do momento em que o mesmo entra em operação. Fonte: http://www.ceerma.com/Arquivos/MateriaisDeAula/introducao%20a%20confiabilidade%20e%20risco.pdf
  5. 5. 3º Definição Técnica:  Confiabilidade é uma disciplina da engenharia que aplica conhecimento científico para assegurar que um produto, sistema ou serviço irá desempenhar sua função adequadamente pelo período de tempo requerido, dado um determinado ambiente. Isso inclui projetar, construir, testar, usar, manter, e descartar um produto através do gerenciamento de seu ciclo de vida.  É aperfeiçoada concomitantemente por outras disciplinas da engenharia que contribuem com a seleção de materiais, arquitetura, processos e componentes; seguidas pela verificação das seleções feitas através de análises e testes . Fonte: Institute of Electrical and Electronic Engineers – (IEEE,90) Fig.1: Conceito de Confiabilidade
  6. 6. 4º Exemplo de quantificação da Confiabilidade: Um ativo opera com 95 % de confiabilidade, a 90% de sua capacidade, durante 100 h, a temperatura ambiente e nível de umidade inferior a 60%. Fonte: Cavalca, K.L.: Confiabilidade em Engenharia. Unicamp (2000) disponível em: xa.yimg.com/kq/groups/19687466/216039309/.../EM074_apostila.pdf 5º Campos de Atuação: 1. Desenvolvimento de Produtos e Gestão de Ativos Industriais: Quantificar, testar e reportar a performance de vida de produtos, sistemas, serviços, equipamentos em linhas de processos de modo a avaliar o impacto financeiro devido a falhas, promover melhorias contínuas e, aumentar a competitividade das organizações; 2. Teoria da Alta Confiabilidade Organizacional: Gerenciamento dos riscos operacionais devido à combinação de falha mecânica e erro humano a fim de prevenir e minimizar eventos críticos que expõem suas operações a uma condição de perigo, levando a um incidente ou acidente organizacional.
  7. 7. 6º Qual a importância da Confiabilidade? Eficiência e Eficácia dos Processos Produtivos Segurança Operacional Gerenciamento do Ciclo de vida dos produtos $ $ RI CO Responsabilidades Civis e Criminais Marca e Credibilidade Pressões de Mercado e da Sociedade Política de Garantia Fonte: O'CONNOR P. D.T. Practical Reliability Engineering. ISBN 0-471-92696-5 3ª Ed. British Aerospace Dynamics Group, Stevenage: John Wiley & Sons, Inc, 1991.
  8. 8. 7º Confiabilidade e Código de Defesa do Consumidor Art. 12 - O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. Fonte: http://www.idec.org.br/consultas/codigo-de-defesa-do-consumidor/capitulo-iv
  9. 9. 8º Confiabilidade e as Organizações 1º Cenário: Todas as empresas apregoam que seus produtos são excelentes e “Confiáveis”. 2º Cenário: Muitas empresas não quantificam, não testam, não analisam e não julgam a Confiabilidade de seus produtos, sistemas e serviços. 3º Cenário: A Maioria das Assistências técnicas se preocupam mais com o faturamento de sobressalentes e serviços, trabalhando na capacidade limite de insatisfação dos clientes. 4º Cenário: Algumas empresas não possuem registros de falhas de seus produtos, alegando motivos de segurança, defesa contra chantagem de funcionários, ou proteção contra espionagem industrial. Quando existem registros, não se preocupam em adotar um treinamento eficaz para a análise de falhas e reparos, normalmente gerando grande quantidade de relatórios inconsistentes e graves conflitos entre setores e pessoas, ao atribuir culpas. 5º Cenário: Poucas empresas consideram os serviços prestados durante toda a vida útil de seus produtos, preocupando-se apenas com o período de garantia”. 6º Cenário: Nenhuma empresa admite que as metodologias adotadas para a obtenção e análise dos dados de falhas e recolocações são inadequadas (ou mesmo inexistentes), e que seus produtos não sejam Confiáveis. Fonte: Pallerosi, C.A.: Os 10 Passos para Melhorar a Qualidade pela Confiabilidade e Mantenabilidade. Simpósio Internacional de Confiabilidade (2004)
  10. 10. 10º Caso FORD EXPLORER Fonte: http://veja.abril.com.br/131200/p_200.html http://veja.abril.com.br/131200/pop_economia.html
  11. 11. 11º Quando surgiu o interesse pela Confiabilidade? Fontes: http://www.linkedin.com/groups/Origem-daConfiabilidade-Marcelo-Turrini-3810217.S.109430617 http://www.todaformosa.com.br/2013/01/historia-das-bijuteriaspre-historia.html http://www.actiludis.com/?tag=astronomia http://teses.ufrj.br/COPPE_D/SalvadorSimoesFilho.pdf
  12. 12. 12º Perspectiva Histórica Three Mile Island (28/03/1979) Challenger Space Shuttle (28/01/1986) Chernobyl (26/04/1986) Apollo 13 11/04/1970 Corrida Espacial Bomba Voadora V1 Revolução Industrial Acidentes na Aviação FTA  Fukushima 11/03/2011) IA HAZOP FDI RAM Normal Accidents FMECA FMEA MTBF R= Projetar + Testar + Reprojetar Columbia Space Shuttle (01/02/2003) HRO Risk Management Business Continuity Estatísticos e Estocásticos Era da Gestão Organizacional Era da Fatores Humanos Era da Tecnologia Quantitativa Qualitativa 1769 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010
  13. 13. Defeito Falha Erro Mau funcionamento Avaria Pane Bugs
  14. 14. 14º Terminologia para Eventos Indesejáveis: INCIDENT or ACCIDENT HAZARD RISK FAILURE ERROR FAULT
  15. 15. 15º Faults vs Failures: Classificação das Faults: Natureza Físicas Humanas Duração Transitórias Intermitentes Permanentes Sistemas de Controle Planta Unid. de Controle Hardware Software Classificação das Failures: Failures Disponibilidade Segurança Confidencialidade Produtividade Financeiro
  16. 16. Dados Completos Dados Suspensos an 0 TTF1 TTF2 TTF3 TTF4 TTF5 tfinal 0 Dados Censurados à Esquerda 0 TTF= ? Tf=30 dias Tf=30 dias TTF= ? Dados por Inspeção 0 T1= 10º T2= 20º Tfinal=30º
  17. 17. Fonte: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/6130/000481108.pdf?sequence=1
  18. 18. 1º Função Densidade de Probabilidade de falha [f(t)]: f(t) Afirmação Probabilística: f(t)dt =P(t ≤ x ≤ t+dt), i.e., probabilidade de que uma falha venha a ocorrer no tempo entre t e t+dt, onde x indica o instante de ocorrência da falha. t Representação Gráfica da f(t)  Como obtê-la: 1 n f (t ) f (t )   no t onde no é o nº total de amostras usado no ensaio; nf é o nº de amostras que falharam durante o ensaio; e t é o período de tempo do ensaio.
  19. 19. 2º Função Acumulada de Falha [F(t)]: F(t) 1 Afirmação Probabilística: F(t)dt =P(x ≤ t), i.e., probabilidade de que uma falha venha a ocorrer no tempo menor ou igual a t, onde x indica o instante de ocorrência de falha. 0 t Representação Gráfica da F(t)  Como obtê-la: F (t )  1  R(t ) onde R(t) é a função probabilidade de sucesso. Cálculo de F(t) continua no próximo slide
  20. 20. F (t )  1  R(t ) R(t)  f(t) f(t)  F (t )  1   (t)  (t) 1 n f (t ) 1 n f (t ) sendo que f (t )  . ; e  (t )  . no t ns (t ) t  1 n f (t )   n . t   o   1 - 1 . n f (t ) . ns (t ) . t F (t )  1 no t 1 n f (t )  1 n f (t )   n (t ) . t   s  n s (t) F (t )  1 no  F (t )  sendo que no = nf(t) + ns(t) F (t )  n f (t )  ns (t )  ns (t ) no n f (t ) no onde no é o nº total de amostras usado no ensaio; nf é o nº de amostras que falharam durante o ensaio.
  21. 21. 3º Função Confiabilidade [R(t)]: R(t) 1 Afirmação Probabilística: R(t) = P(x  t) , i.e., probabilidade de que x não falhe antes do instante t. t 0  Como obtê-la: f (t ) R (t )   (t ) Representação Gráfica da R(t) 1 n f (t ) 1 n f (t) sendo que f(t)  . e λ e . no t ns t 1 n f (t ) . no t 1 n f (t ) n s t R(t)   . . .  R (t ) n f (t ) no 1 t 1 n f (t ) . ns t ns (t )  no onde no é o nº total de amostras usado no ensaio; ns é o nº de amostras que sobreviveram ao ensaio.
  22. 22. 4º Função Taxa de Falha[λ(t)]: 1 n f (t )  (t )  . ns (t ) t (t) Mortalidade Infantil Burn-in I. Máquina nova nf: nº de amostras que falharam durante o teste; ns = nº de amostras que sobreviveram ao teste; t: intervalo de tempo considerado. Vida Útil Velhice Operação Desgaste II.Vida de operação Normal III. Máquina Velha KPI de Confiabilidade Medida de Durabilidade hr, km, RPM etc Representação Gráfica da (t) para um equipamento Eletroeletrônico
  23. 23. (t) 5º Exemplos de Curva da Banheira (t) I II III Mecânico I t II Software t Qual a diferença entre as duas curvas apresentadas?
  24. 24. (t) (t) = cte Weibull (0 <  < 1) Normal Weibull ( = 1) Exponencial (t) Weibull ( > 1) Weibull ( = 2,5) = Lognormal Weibull ( =3,6) = Normal Weibull Mista 0 Modelos Contínuos t
  25. 25. 1º Distribuição Normal f (t )  1  2 exp t  F (t )       1  t u     2   2 t     z2  dz exp  2      t  R(t )  1  F (t )  1       f (t )  (t )  R(t ) Bi paramétrica: µ (média), σ (desvio padrão); Representação Gráfica de f(t))
  26. 26. 2º Distribuição Exponencial 1  (t )  cte 0.9 R(t) F(t) 0.8 f (t )   exp-t para t  0 F (t )  1  expt R (t )  exp  t  0.7 0.6 t exp MTBF 0.5 0.4 0.3 0.2 MTTF  1 0.1  0 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 Tempo (MTTF) 3.5 4 4.5 Representação Gráfica de R(t) e F(t) 5
  27. 27. 3º Distribuição Lognormal f (t )  1 t 2 ln(t ) u 2  exp 1  ln(t )    F (t )         2 2 2 para  ln(t )           t 0   z2  dz exp   2     ln(t )    R(t )  1  F (t )  1        f (t )  (t )  R(t ) Representação Gráfica de f(t)) Onde: t (tempo de reparo), µ (média), σ (desvio padrão);
  28. 28. 4º Distribuição Weibull f (t )    t        F (t )  1  e R(t )  e  1 e  t          t          t          t    (t )        1  = parâmetro de forma;  = parâmetro de escala;  = parâmetro de posição. Representação Gráfica de (t)
  29. 29. TTF TBF Funcionamento Funcionamento t0 Falha Reparo Falha TTR Reparo tf
  30. 30. 1º Confiabilidade: Mean Time To Failure R(t) 1  MTTF é expresso em Horas, RPM etc.  Benefícios:  Estabelecer período de garantias;  Planejamento de Peças de Reposição.  Aumentar o MTTF:  Técnicas de Detecção, Diagnóstico e 0 TTF Fig.17: Representação Gráfica do MTTF N  TTFi MTTF  N i 1 1 MTTF   Acomodação de Falhas;  Técnicas de Previsão e Remoção de Falhas; Onde, N é o número de amostras idênticas postas em operação a partir do instante t=0; TTFi indica o tempo de operação até a 1ª falha de cada amostra em teste;  é a taxa de defeito.
  31. 31. 2º Mantenabilidade: Mean Time To Repair A(t) Up Up   Up Down TTR1 t Down MTTR é expresso em hr, RPM etc. Benefícios:  Informações para cálculos de confiabilidade;  Dimensionamento de Tempo para manutenção;  Avaliação de recursos disponíveis para manutenção. TTR2 Fig.18: Representação Gráfica do MTTR N MTTR   i 1 MTTR  1  TTR i N Onde, TTRi é o tempo de reparo da falha cada ativo ao longo do tempo; N indica o número total falhas ao longo do tempo;  é a taxa de reparo.
  32. 32. 3º Confiabilidade: Mean Time Between Failure R(t)  MTBF é expresso em horas, RPM etc. 1  Benefícios: Informações para cálculos de confiabilidade;  Dimensionamento de intervalos para manutenção; t  Avaliação de políticas de manutenção.  0 TTF TTF TTR1 TBF1,2 TTF TTR2 TTR3 TBF2,3 Fig.19: Representação Gráfica do MTBF MTBF  MTTF  MTTR
  33. 33. 4º Cálculo do MTBF:  Teste com Reposição e número de falhas predefinidas: no  t d nº de amostras em testes  tempo totalde teste MTBF   nf número de falhas Ta  no  n f  1  nº de amostras em teste  nº de falhas - 1 sendo que Ta é o número total de amostras que participaram do teste  Teste com Reposição e tempo de duração predefinidos: no  t d nº de amostras em testes  tempo totalde teste MTBF   nf número de falhas Ta  no  n f  nº de amostras em teste  nº de falhas
  34. 34. 5º Cálculo do MTBF:  Teste sem Reposição com nº de falhas predefinidos: nf MTBF   T i  (n o - n f )td i 1 nf Ti = tempos entre falhas individuais de cada ativo; no = nº de ativos postos em testes; nf = nº de falhas; td = tempo do último defeito.  Teste sem Reposição com tempo de duração predefinido: nf MTBF   T i  (n i 1 nf o - n f )td Ti = tempos entre falhas individuais de cada ativo; no = nº de ativos postos em testes; nf = nº de falhas; td = tempo total de teste, independente dos tempos de defeitos individuais.
  35. 35. 6º Disponibilidade [A(t)]:  Disponibilidade Inerente: AI  A  Downtime 1 1 0 1 0  Benefícios: MTBF MTBF  MTTR  Disponibilidade Alcançada: A Up time MTBM MTBM  MDT  Disponibilidade Operacional:  Avaliação da confiabilidade dos processos de manutenção.  Dimensionamento das estratégias da manutenção.  Avaliação da Eficácia das políticas de manutenção. MTBM = tempo médio entre manutenções; MDT = tempo médio de parada da manutenção. MTBF Uptime A   o MTBF  MTTR  MDT Operating Cycle
  36. 36. 7º Análise RAM Fonte: http://www.bd.bibl.ita.br/tesesdigitais/lista_resumo.php?num_tese=000549412 Sakamoto, Norm, presentation: “UAVs, Past Present and Future,” Naval Postgraduate School, February 26, 2004 http://www.dtic.mil/dtic/tr/fulltext/u2/a424820.pdf
  37. 37. 1. Confiabilidade vs. Falha Confiabilidade Error Failure Função Principal Função Essencial Fault Desempenho Condições de Operação Tempo Eventos Indesejáveis Estado Operativo Funcionamento normal, esperado ou desejado Funcionamento instável Indisponibilidade Eventos Indesejáveis Tempo desejado, esperado ou requerido
  38. 38. 2. Diagrama de Blocos de Confiabilidade (Reliability Block Diagram - RBD)  Modelagem de Ativos Reparáveis e Não-Reparáveis;  Calcular métricas de Confiabilidade como (t), MTTF, MTBF , R(t) e A(t) com base em suas distribuições de vida;  Identificar quais itens que mais contribuem para a baixa confiabilidade de um ativo.  Benefícios:  Avaliar a exequibilidade de um projeto de um produto, identificando componentes críticos que afetam a Confiabilidade do sistema; Automóvel Entrada Causa Motor Câmbio Injeção Sistema de Refrigeração Sistema Elétrico Saída Consequência Fig.1 Sistema Automóvel
  39. 39. 2.1 Sistemas em Série Puro  Ativos com valores diferentes de Confiabilidade: n Rs = confiabilidade total do sistema em série; ri = confiabilidade de cada ativo: componente, sistema, produto ou serviço. R s   ri i 1  Ativos com valores idênticos de Confiabilidade: Rs  n rx n = número de ativos; rx = confiabilidade igual para todos ativos. Entrada Causa R = 0,95 R = 0,83 Saída Consequência Fig.2: RBD Sistema em Série
  40. 40. 2.2 Sistemas em Paralelo Puro  Ativos com valores diferentes de Confiabilidade: n n i 1 i 1 R p  1   ( 1  ri )  R p  1   Fi  R p  1  f1  f 2  ...  f n  Ativos com valores idênticos de Confiabilidade: R p  1  ( 1  rx )n R = 0,9 Entrada RP=Confiabilidade do sistema em paralelo puro; Causa ri = confiabilidade de cada ativo; Fi= Probabilidade de Falha de cada ativo; rx = confiabilidade igual para todos ativos. n = número de ativos; Saída Consequência R = 0,79 Fig.3: RBD Sistema em Paralelo
  41. 41. 2.3 Sistemas Mistos: RC1 Entrada Causa RA RB RD Saída Consequência RC2 RP  1 – (1-RC1 )(1-RC 2 ) Entrada Causa Saída RA RB RP RD RS  RA  RB  RP  RD R=0,95 R=0,99 R=0,97 R=0,98 R=0,99 R=0,90 Consequência
  42. 42. 2.4 Paralelo em Série: R=0.79 I R=0.83 R=0.94 R=0.79 R=0.83 R=0.94 R=0.79 R=0.83 R=0.83 m’s caminhos R=0.94 R=0.79 O R=0.94 n’s componentes  Valores diferentes de Confiabilidade: m ni i 1 j 1 RPS  1   (1   rij ) RPS =confiabilidade do sistema paralelo em série; n = nº de ativos conectadas em série; m= caminhos paralelos.  Valores Idênticos de Confiabilidade: RPS  n m 1  (1  rx ) rij = confiabilidade do j-ésimo ativo do subsistema em paralelo, sendo i=1,2, ... , m; e j= 1, 2, ... , ni; rx = confiabilidade igual para todos ativos.
  43. 43. 2.5 Série em Paralelo R=0.79 R=0.83 R=0.94 R=0.79 R=0.83 R=0.94 R=0.79 R=0.83 R=0.94 R=0.79 R=0.83 R=0.94 m’s componentes em paralelos n’s subsistemas redundantes em série  Valores diferentes de Confiabilidade: n mi i 1 j 1 RSP   [1   (1  rij )]  Valores Idênticos de Confiabilidade: RSP  [1  (1  rx ) m ]n RSP =confiabilidade do sistema série em paralelo; rij = confiabilidade do j-ésimo ativo do subsistema n = subsistemas em séries; em série, sendo i=1,2, ... , n; e j= 1, 2, ... , mi; m= nº de unidades em paralelo em cada rx = confiabilidade igual para todos ativos subsistema;
  44. 44. 2.6 Configuração K-out-of- n R R=0,65 k/n  n  i k Rx ) n i sendo que: R=0,65 k/n R=0,65 n i Ci Rx (1  Cin n!  i!(n  i )! Onde Rk/n= confiabilidade do sistema k out-of n; Rx = confiabilidade igual para todos ativos; C in = coeficiente binomial de k sobre n; R=0,65 Fig.7: RBD Estrutura k out-of- n k = ativos operando com sucesso; n = nº total de ativos. k = 1 sistema paralelo; k = n  sistema em série.
  45. 45. 2.7 Sistemas em Standby 0,75 I O 0,99 Chaveamento Perfeito RSBY  Rch  [ RA  RB  ( RA .RB )] 0,75 0,75 I O 0,80 Chaveamento Imperfeito Rsby  Rch (1  Fsby ) 0,75 Fig.8: Sistemas Standby Fsby  F1  F2  Fch  F1 (1  Fch ) Fsby  F1  F1 Fch (1  F2 )
  46. 46. 2.8 Sistema Complexo: Mét. Decomposição  Estrutura Unipolar: R2 é bloco central responsável pelo fluxo de informações. R = P(sistema funcione| R2 funcione) x P(R2 funcione) + P(sistema funcione| R2 não funcione) x P(R2 não funcione) R1 Entrada R4 Saída R2 Causa Consequência R3 R5 Fig.9: RBD Estrutura Unipolar R2 R2 R4 R1 R4 R3 R5 + R2 R5
  47. 47. 2.8 Sistema Complexo: Mét. Decomposição  Configuração em ponte: R1 é bloco central responsável pelo fluxo de informações. R2 R3 Entrada Saída R1 Causa Consequência R4 R5 Fig.10: RBD Configuração em Ponte R1 R1 R2 R3 R4 R5 + R2 R3 R4 R5
  48. 48. 3. Análise de Árvore de Falha (FTA)  Fornece uma revisão sistemática de Confiabilidade de produtos, sistemas e serviços e suas interações com o meio em que atua, incluindo hardware, software, humanos e ambientais cuja falha ocasiona a perda das funções de um ativo;  Benefícios:  Identificar itens críticos que estão interferindo na baixa confiabilidade e/ou indisponibilidade do ativo.  Demonstrar que a Confiabilidade atende a um requisito específico. TOP Sistema Subsitema A Componente B C Fig.11: Análise de Árvore de Falhas
  49. 49. 3.1 Construção da FTA: Eventos Evento Topo ou Intermediário Resultado da Combinação de mais de um evento que é desdobrado através da associação permitida pelas portas lógicas. Acontecimento básico de um ramo da árvore (causa raíz) Evento Básico Evento Incompleto Acontecimento não desenvolvido, por falta de informação ou por entender não ser pertinente para o caso em análise Símbolo de ligação a outra parte da árvore Triângulo de Transferência
  50. 50. 3.2 Construção da FTA: Porta Lógica OU Forma Algébrica Topo = A + B Tabela Verdade A B 0 0 0 1 1 0 1 1 Topo F V V V Evento Topo OU Entrada A B Saída A B
  51. 51. 3.2 Construção da FTA: Tipo de Porta Formas algébricas Topo = A . B E Tabela Verdade A B 0 0 0 1 1 0 1 1 Topo F F F V Evento Topo E A Entrada Saída B A B
  52. 52. 3.2 Construção da FTA: Voting (k-out-of-n) Evento Topo A 2/3 B C 2/3 A B C
  53. 53. Space Shuttle Crash OU Paralelo em Série Unresponsive Space shuttle E Engine Loss of Lift Force Loss of Lift Force Engine failure Engine failure Engine Overheated Engine Computer Loss of Lift Force Engine failure Engine Engine Overheated Engine Overheated High Temperature Reading High Temperature Reading High Temperature Reading Computer Computer
  54. 54. A B Configuração Ponte E C D Evento Topo OU AND A E D AND AND A C B AND D B E C
  55. 55. Evento Topo 3.3 Cálculo de FTA: T = P1 + P2 T= (A . B) + (A + P3) P1 P2 T= (A . B) + A + C . D . P4 T= (A . B) + A + C . D . D . B A Lei da Absorção: A . (A + B) = A A + (A . B) = A Lei da Idempotência: A . A= A A+A=A T= A + C .D . B Cortes Mínimos: CS1 = A CS2 = C . D. B B A C P3 D P4 D B
  56. 56. Evento Topo Evento Topo = A + C . D . B Evento Topo P1 P2 CS1 A B A P3 CS2 A C C D D P4 C A D B D B B
  57. 57. 4.1 Etapas de desenvolvimento de FMEA | FMECA COORDENADOR EQUIPE MULTIFUNCIONAL Descrição do Sistema Análise Funcional Análise de Failure FTA Análise do Risco Ações Corretivas e Preventivas
  58. 58. 4.2 Formulário FMECA Engenheiro Equipe Engenheiro + Equipe
  59. 59. 4.3 Exemplo de Análise de Criticidade CLASS Efeito Definição I Catastrófica Uma falha que pode resultar perda completa de sistema II Crítica Uma falha que causa operação degrada do sistema. III Marginal Uma falha que implica em alguma degradação de uma função. IV Menor A falha é perceptível, mas sem efeito sobre as funções do sistema. Tabela 2: Critério de Severidade Fonte: MIL-STD 1629A Nível Ocorrência Probabilidade A Freqüente O ≥ 0.20 B Provável 0.1 < O < 0.20 C Ocasional 0.01 < O < 0.1 D Remoto 0.001 < O < 0.01 E Improvável O < 0.001 Tabela 3: Critério de Ocorrência Fonte: MIL-STD 1629A Tabela 4: Análise de Criticidade Qualitativa
  60. 60. Probability of Occurrence Level 4.4 Matriz de Criticidade Figura 24: Matriz de Criticidade Increasing level of severity Increasing Criticality
  61. 61. 4.5 FTA vs FMECA Como esta máquina pode vir a falhar? De que modo um falha afetaria o bom funcionamento da máquina? Solução: FMECA CausasEfeitos O consumo desta máquina está muito alto? Por que será? Solução: FTA EfeitosCausas Melhoria Contínua
  62. 62. FTA FMECA Vs. ABORDAGEM INDUTIVA ABORDAGEM DEDUTIVA TOP DOWN BOTTOM UP Efeitos da falha à nível de sistema Modo de Falha à nível componente
  63. 63. 5.0 Sistema de Reporte de falhas e Ações Corretivas (Failure Reporting Analysis And Corrective Action System -Fracas)  Ferramenta para Gestão de Ativos Industriais;  Um conjunto de procedimentos, políticas e ferramentas de software;  Usado do começo ao fim do ciclo de vida do produto.
  64. 64. 5.1 Descobrir e Registrar os Incidentes  Testes de Acelerados  Testes de Produção e Fornecedores;  Testes em Solo e em Voo;  Dados provenientes de Assistências. FERRAMENTAS UTILIZADA: Check-list/ 5 W 2H. Banco de Dados FAULT FAILURE NÃO CONFORMIDADE RECLAMAÇÃO DO CLIENTE: O QUE QUEM COMO O QUANDO ONDE O FALHOU? DESCOBRIU? FEZ? O FEZ? FEZ? EM QUE CONDIÇÕES O ATIVO OPERAVA? QUANTO CUSTOU? REGISTROS DE VOZ, FOTOS E VÍDEOS ENVOLVENDO O INCIDENTE QUAL AÇÃO TOMADA PARA ELIMINAR OU MINIMIZAR O INCIDENTE?
  65. 65. 5.2 Investigação dos Incidentes Incidentes ocorrem e são reportados Incidentes são geridos segundo sua classificação Problem 1 i i i i i i i i i Problem 2 i i Base de Dados i Problem 3 i árvores de falhas do ativo (FTAs), bem como das FMECAS associada a FTA;  Identificação, seleção e i i  Acesso a base de dados às i priorização dos Incidentes ocorridos com base:  CausasMecanismosM odos Efeitos  Severidade
  66. 66. 5.3 Identificação, implementação e verificação das ações corretivas para prevenir recorrência dos Incidentes Refletir Iniciar ações: • Corretivas • Preventivas Executar padrões Medir, coletar dados
  67. 67. 5.4 Tomada de Decisão Estratégica  Verificação da Efetividade das ações corretivas e os custos associados para o encerramento das atividades de determinado incidente;  Fornecer relatórios das análises com o objetivo de dar suporte a tomada de decisão quanto ao programa de confiabilidade e gestão de riscos dos ativos da empresa;  Estabelecer um banco de dados do ciclo de vida de um ativo para:  Acompanhar o desempenho do ativo em campo;  Subsidiar ações de melhorias para novas gerações ; # Atividades % 1 FRACAS 88,3 2 Revisão de Projeto 83,8 3 Controle de Fornecedores 72,1 4 Controle de Qualidade 71,2 5 FMECA 70,3 6 Testes de Confiabilidade 68,5 7 62,2 8 Predição de R Testes, Análises e Reparos 9 Análises Térmicas 58,6 59,5 Fonte: Reliability Analysis Center, USA www.relex.com/resources/art/art_fracas.asp
  68. 68. 1. Conceituar o que é Confiabilidade?  Definir um produto, sistema ou serviço a ser estudado;  Confiabilidade é uma metodologia aplicada para conhecer a performance de vida de processos produtivos, produtos e serviços de modo a garantir que estes executem suas funções de modo esperado, dadas condições específicas de operação, por um determinado período de tempo. Fig. 2: Os três pilares da Confiabilidade Um produto opera com 95 % de confiabilidade, a 90% de sua capacidade, durante 100 h, a temperatura ambiente e nível de umidade inferior a 60%. Fonte: Cavalca, K.L.: Confiabilidade em Engenharia. Unicamp (2000) disponível em: xa.yimg.com/kq/groups/19687466/216039309/.../EM074_apostila.pdf
  69. 69. Severity of event 2. O que são Eventos Inesperados? Accidents Reactive Serious incidents Active Failures and Latent Threats Minor incidents Proactive Routine operations FREQUENCY OF EVENT INCIDENT or ACCIDENT HAZARD RISK FAILURE ERROR FAULT
  70. 70. 3. Fases de aplicação da Engenharia da Confiabilidade nas Organizações Dados de Vida Entrada de Dados CMMS, SAP, ...  Pressupostos:  Inexistência de projeto, construção, operação e manutenção de produtos, sistemas e serviços, de qualquer natureza e complexidade, 100% confiáveis;  Métodos:  Melhoramento Contínuo de processos, produtos, sistemas e serviços;  Sistema de Gestão e Reporte a falhas em todo o ciclo de vida de um ativo. Engenharia da Confiabilidade Banco de Dados de Manutenção Modelo Matemático Análise de Desempenho Ativos Críticos Decisões Estratégicas Fonte: ReliaSoft - Products and Services. – Reliability Engineering and Asset Management Banco de Dados de Confiabilidade
  71. 71. 4. O que é Confiabilidade Organizacional?  Confiabilidade Organizacional é uma estrutura de trabalho que as organizações adotam tanto para gerir seus negócios como para evitar e minimizar e, no pior caso, reagir e se recuperar de eventos inesperados decorrentes de sua operação que colocam em perigo sua segurança operacional e o ambiente que a circunda.  Pressuposto:  Impossível dissociar aspectos técnicos, humanos, organizacionais e ambientais;  Discute a possibilidade de desvios de projeto, operação ou manutenção transformarem-se em acidentes organizacionais.  Métodos de Gerenciamento de Riscos com base em:  Teoria Normal dos Acidentes;  Teoria da Alta Confiabilidade. Confiabilidade Organizacional Estratégia Corporativa Processos Complexos Tecnologias Complexas Recursos Humanos Riscos Organizacionais Risco Operacional  Risco Legal  Risco Financeiro   Risco Estratégico   Risco de Imagem
  72. 72. 5. Confiabilidade Organizacional: LEIS DE MURPHY  1º Qualquer operação pode ser feita de forma errada, não interessa o quanto essa possibilidade é remota; ela algum dia vai ser feita;  2º Não importa o quanto é difícil danificar um equipamento; alguém, algum dia, vai achar um jeito.  3º Se algo pode falhar, essa falha deve ser esperada para ocorrer no momento mais importante, com o máximo de danos.
  73. 73. 6. Prospecção do ambiente organizacional:  Organização é uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade atender às necessidades, aspirações e desejos de algum grupo social, com uma dada qualidade e de forma confiável, obedecendo normas, regras e procedimentos socialmente aceitos, para realizar a sua ação organizacional.  Exemplo de Objetivo de Negócio da Embraer:  Gerar valor para seus acionistas através da plena satisfação de seus clientes do mercado aeronáutico global. Por geração de valor entende-se a maximização do valor da Empresa e a garantia de sua perpetuidade, com integridade de comportamento e consciência social e ambiental. A Empresa se concentra em três áreas de negócio e mercados: Aviação Comercial, Aviação Executiva e Defesa. Fonte: http://www.embraer.com.br  VISÃO da Embraer: A Embraer se consolidará e se manterá como uma das grandes forças globais do setor aeroespacial, operando com lucratividade e apresentando níveis de excelência em tecnologia, produtos e serviços ao Cliente
  74. 74. 6. Prospecção do ambiente organizacional:  MISSÃO: Fornecer bens e serviços de elevado padrão tecnológico e qualitativo aos segmentos dos mercados aeroespacial e de defesa em que a Embraer atua, com preços competitivos, de forma a assegurar a satisfação dos Clientes quanto à qualidade, prazos de entrega, flexibilidade e velocidade de resposta a solicitações dos clientes, atuando com uma força de trabalho criativa, competente, motivada e integrada, assegurando a seus acionistas o resultado esperado.  Valores: As atitudes unem as ações para assegurar a perpetuidade da Empresa são:  Nossa gente e nossos clientes;  Excelência empresarial e Excelência em Serviços;  Ousadia e Inovação; Fonte: http://www.embraer.com.br
  75. 75. 6. Prospecção do ambiente organizacional:  Ativos: Tudo que representa valor ($) para os negócios de uma organização como ativos humanos, ativos físicos, ativos de software, ativos de gestão de conhecimento e informação e, ativos intangíveis.  Vulnerabilidade Organizacional: Falhas ou fraquezas de procedimentos, design, implementação ou controles internos de uma organização que possa ser acidentalmente ou propositalmente explorada e variação na questão da política interna e externa dos países.
  76. 76. 7. Eventos Inesperados que afetam a Confiabilidade Organizacional  Fault: Qualquer desvio de uma característica de um elemento em relação aos seus requisitos pré-estabelecidos; Perigos  Exemplos de Faults em uma companhia aérea.  Erro da tripulação;  Más condições climáticas;  Manutenção negligente; Risco  Erro do controle de tráfego aéreo;  Equipamentos e sistemas onboard com defeitos ; Fault Failure
  77. 77. 7. Eventos Inesperados que afetam a Confiabilidade Organizacional  Failure: Término da capacidade de um elemento em desempenhar a função principal. Exemplos de Failures:  Pane nos motores;  Falha no sistema de controle de voo;  Falha de instrumentos;  Criticidade das Failures em uma aeronave para uma companhia aérea:  Catastrófica: funções cuja failure não permite uma decolagem segura, um voo seguro nem aterrissagem segura, levando a um acidente.  Crítica: funções cuja failure reduz significativamente as capacidades de voo do avião ou ação da tripulação em caso de situações operacionais adversas, conduzindo a um incidente.  Secundária: funções cuja failure não reduz as capacidade do voo ou ação da tripulação em manter um voo seguro.
  78. 78. 8. Mensurar o impacto desses eventos inesperados para organização  Risco: está associado a uma falha ou fraqueza de um sistema com potencial para causar danos/perdas para uma organização. Toda organização possui algum tipo de risco que pode resultar no fracasso de sua operação e/ou falência. Eficiência e Eficácia dos Processos Produtivos Segurança Operacional Gerenciamento do Ciclo de vida dos produtos $ $ RI CO Responsabilidades Civis e Criminais Marca e Credibilidade Pressões de Mercado e da Sociedade Política de Garantia Fonte: O'CONNOR P. D.T. Practical Reliability Engineering. ISBN 0-471-92696-5 3ª Ed. British Aerospace Dynamics Group, Stevenage: John Wiley & Sons, Inc, 1991.
  79. 79. 8. Mensurar o impacto desses eventos inesperados para organização Tipologia de Riscos Corporativos:  Risco Operacional: este é o grupo com a maior diversidade, englobando a possibilidade de perdas e/ou acidentes organizacionais decorrentes de:  Falhas críticas de equipamentos e/ou processos críticos de um planta industrial, por exemplo;  Falhas humanas (projeto, construção, operação, manutenção e resposta a um evento crítico);  Deficiência, inadequação ou desvios de processos de controles internos quanto à legislação, norma e/ou regulamentação aplicáveis ao negócio;  Eventos externos como enchentes, deslizamentos, incêndios, terremotos, furações, tsunamis, tornados, ataques cibernéticos etc.
  80. 80. 8. Mensurar o impacto desses eventos inesperados para organização  Risco Legal: pode ser definido como a possibilidade de perdas decorrentes de multas, penalidades ou indenizações resultantes de ações de órgãos de supervisão e controle, bem como perdas decorrentes de decisão desfavorável em processos judiciais ou administrativos.  Risco Financeiro: possibilidade de perdas decorrentes de ações legais, bem como perdas em operações nos mercados financeiros devido à ações legais.  Risco Estratégico: relativos ao crescimento sustentável da organização, englobando perdas pelo insucesso das estratégias adotadas frente a um incidente e/ou acidente organizacional.  Risco de Imagem: possibilidade de perdas decorrentes da organização ter seu nome desgastado junto ao mercado e/ou às autoridades, em razão de publicidade negativa, verdadeira ou não.
  81. 81. 8. Mensurar o impacto desses eventos inesperados para organização  Perigo: é uma situação ou condição de risco de causar lesão física ou dano tangíveis e/ou intangíveis devido à ausência de medidas de controle a eventos indesejáveis.  Exemplo de Perigo para companhias aéreas:  Perda da Aeronave: Incêndio na cabine de voo;  Perda da Aeronave: Explosão do tanque de combustível.  Colisão em voo;  Colisão em solo; Perigo = Risco Medidas de Controle Sendo que, Risco = f(cenário, ocorrência, severidade);
  82. 82. 8. Mensurar o impacto desses eventos inesperados para organização  Incidente Organizacional: um evento indesejado decorrente de uma failure ou uma combinação de eventos em um subsistema, ou no sistema inteiro que tem o potencial de levar a um acidente organizacional.  Acidente Organizacional: é um evento indesejado decorrente de uma failure ou uma combinação eventos em um subsistema, ou no sistema inteiro, capaz de causar uma disrupção nos serviços prestados que afeta ou pode vir a afetar criticamente os resultados atuais e futuros de uma organização. Causa principal dos incidentes e/ou acidentes organizacionais da Boeing: » 55%: Erro da tripulação; » 17%: Aeronave; » 13%: Clima/tempo; » 7%: Outros; » 5%: Controle de tráfego aéreo; » 3%: Manutenção. Fonte: http://www.boeing.com/news/techissues/ pdf/statsum.pdf
  83. 83. 9. Ferramentas de Gestão de Riscos:  Confiabilidade Organizacional com enfoque na gestão de riscos operacionais surgida em 1960;  Permite que as organizações convivam de uma maneira “mais segura” com os riscos operacionais a que estão expostos, balanceando custos operacionais com medidas de prevenção, correção e contenção à falhas críticas (critical failures), visando aumentar a confiabilidade organizacional e minimizar perdas de acordo com a missão da empresa.  Ferramentas para Gerenciar Riscos Operacionais:  Análise de Confiabilidade Humana;  FTA;  FMECA;  Análise Preliminar de Riscos;  Hazop.
  84. 84. 9.1 Confiabilidade Humana na Engenharia:  Probabilidade de que uma pessoa ou um grupo de pessoas cumpra de uma ação requerida de forma bem-sucedida, quando exigida, em um determinado período de tempo, em condições ambientais apropriadas e recursos disponíveis para executá-la.  Pressuposto:  O ser humano é livre para escolher entre atos seguros ou inseguros.  Tipos de Falhas Humanas:  Ativa: Cometidos por operadores na “linha de frente”, normalmente visíveis e origens próximas no tempo / espaço;  Latentes: Cometidos por projetistas, gerentes, normalmente pouco visíveis / invisíveis / silenciosos e distantes no tempo / espaço.
  85. 85. 9.1 Confiabilidade Humana na Engenharia:  Análise da Confiabilidade Humana (RH): Quantidade de Erros Humanos Quantidade Total de Ações Realizadas Função Desconfiabilidade (FH) FH  Função Confiabilidade (RH) RH  1  FH Taxa de Falha Humana (H) H  Quantidade de Erros Humanos Duração Total das Ações H(t) Falhas reduzidas pelo treinamento e experiência Falhas normais, comuns à atividade Falhas crescentes pela senilidade, vícios, comportamentos... Representação Gráfica da Taxa de Falha Humana ao longo do tempo t
  86. 86. Exemplo de uma FTA para o Incidente de Ultrapassagem de pista de Voo.
  87. 87. Recursos Função Falha Sintoma Controle Modo de Falha Ativo Ocorrência FMECA Efeito Riscos Ações Causa Manut. Corretiva Manut. Preventiva Manut. de Rotina Modificação de Projeto Modificação de Procedimentos Operacionais Consequências Visa detectar e controlar os riscos oriundos de falhas em elementos críticos, gerando um plano de Contingência de modo a restabelecer a normalidade dos serviços / sistema priorizados de acordo com sua criticidade, visando o aumento da Confiabilidade Organizacional. Categorização dos Efeitos das Falhas Segurança Operacional Meio Ambiente Impacto Econômico Reputação/Credibilidade
  88. 88. Análise Preliminar de Riscos: Técnica que permite uma Revisão Geral dos riscos que estarão presentes em uma instalação, que podem ser ocasionados por eventos indesejáveis. Empresa: Dédalo e Ícaro Processo Fuga de Creta Projeto: Voando por meio de asas de cera. Risco Possíveis Causas Categoria Consequências O Radiação térmica do sol Voar muito alto em presença de forte radiação S Ações Requeridas Risco O calor derrete a cera que une as penas: Sem CATASTRÓFICA FREQUENTE CATASTRÓFICO sustentação o aeronauta pode morrer no mar Fonte: http://blogdoprofessorlampert.blogspot.com.br/2012/05/analise-preliminar-de-risco-apr.html Prover orientação quanto a vôo muito alto. Cancelar o voo.
  89. 89. Parâmetro HazOp Fluxo Análise de Perigos e Operabilidade é uma técnica para identificação de perigos projetada para estudar possíveis desvios (anomalias) de projeto ou na operação de uma planta industrial. Pressão Temperatura http://www.oshrisk.org/assets/docs/Tools/3%20Conduct%20Risk%20Asses sments/HAZOP_Training_Guide.pdf Análise de Perigos e Operabilidade (HazOp) Parte da Instalação: Palavra-guia Paramêtro Nome do Projeto: Função Planejada: Desvio Nível Causas Palavra-guia Não Menor Maior Reverso Menor Maior Desvio Sem fluxo Menos fluxo Mais fluxo Fluxo reverso Pressão baixa Pressão alta Menor Baixa temperatura Maior Menor Maior Alta temperatura Nível baixo Nível alto Número do Fluxograma Revisão: Folha:____ de ____ Data: ____/____/____ Responsável: Ameaças/Efeitos Ações Recomendadas
  90. 90. Levando em conta a estrutura organizacional da empresa e do produto a ser gerido durante o seu ciclo de vida, as seguintes etapas de desenvolvimento podem ser observadas: Dados de Vida Entrada de Dados CMMS, SAP, ... Engenharia da Confiabilidade Banco de Dados de Manutenção Banco de Dados de Confiabilidade Modelo Matemático Análise de Desempenho Ativos Críticos Decisões Estratégicas Fonte: ReliaSoft - Products and Services. – Reliability Engineering and Asset Management Fase Levantamento de Requisistos Ferramentas Sugeridas Brainstorming SWOT/FOFA Dados de Vida: Assistências Técnicas/Ensaios FMECA de produtos similares Projeto Preliminar Consulta à Normas Específicas pertinentes ao produto FRACAS Confiabilidade Estatística: R(t), MTBF; A(t); MTTR FTA Projeto Detalhado FMECA Ensaios Acelerados com ou sem reposição FRACAS FMECA de Processo Homologação de Fornecedores Construção/Fabricação CEP /Manufatura HazOp/APR FRACAS Manutenção Centrada em Confiabilidade Operação e Manutenção Preventiva/Corretiva Manutenção FRACAS FMECA/Análise de Mecanismos de Falhas Descarte FRACAS Fonte: Franco. B.J.O.M: Métodos de Análises de Falhas em Veículos Aéreos Não Tripulados – Tese de Mestrado - ITA - 2008
  91. 91. Usinas Nucleares: Chernobyl (1986) Three Mile Island (1979) Fukushima (2011)
  92. 92. NASA: Apollo 13 (1970) Space Shuttle Challenger (1986) Space Shuttle Columbia (2003)
  93. 93. Industria Farmacêutica: Industria Química: Tylenol (1982) Bhopal (1984) Industria Automobilística: Ford Explorer - Firestone (1998-2003) Industria Aeronáutica: Boeing 787 Dreamliner (2013)
  94. 94. Brasil: Base de Alcântara (2003) P-36 (2001) Shell – Basf (1995 a 2003) Tylenol (2013)
  95. 95. Teoria de Acidentes Normais  Charles Perrow, sociólogo, trouxe à tona um conjunto de organizações que realizam a operação de seus sistemas produtivos em ambientes de repletos riscos com o potencial de causar acidentes catastróficos;  Motivação do Estudo: Acidente com a Usina Three Mile Island (1979);  Base Teórica:  Interações em Sistemas de Alto Risco; Fonte: Charles Perrow, Normal Accidents: Living with High-Risk Technologies, New York: Basic Books, 1984.  Acoplamento de Sistemas de Alto Risco.
  96. 96. O que caracteriza um sistema de Alto Risco pela Teoria Normal de Acidentes? Sistemas Complexos Acoplamento Justo Equipamentos confinados em espaços pequenos; Etapas produtivas próximas umas das outras; Presença de muitos profissionais especializados; Materiais e suprimentos específicos suportando o processo produtivo; Muita interação entre os parâmetros de controle; Compreensão limitada de alguns processos; Retardos no processo produtivo não são possíveis Apenas um meio para atingir o objetivo Poucas folgas de suprimentos, equipamentos e pessoal Redundâncias são pensados no projeto, são deliberados Fonte: Navarro, Leonardo Luiz Lima. Organizações de Alta Confiabilidade – Tese de Mestrado - UFRJ
  97. 97. Recomendações da Teoria de Acidentes Normais INTERAÇÕES Frouxo ACOPLAMENTO Justo Linear Usina * Elétricas * * Transporte Ferroviário * 2 Rede Elétricas 1 * Transporte Marítmo * Transporte Aéreo * A maior parte das manufaturas * Complexas * Usina * Pesquisas Nuclear Genéticas * * Armas Aeronaves * Nucleares * Indústrias Químicas * Missões Espaciais * Universidades 3 4 * Fonte: Adaptado de Normal Accidents, pag. 97 P&D *
  98. 98. Teoria da Alta Confiabilidade  Paper: The Self-Designing High-Reliability Organization: Aircraft Carrier Flight Operations at Sea, Gene I. Rochlin, Todd R. La Porte, and Karlene H. Roberts  Estudo sobre organizações onde falhas (failures) podem ter resultados catastróficos, mas que conduzem suas operações de maneira relativamente livre de falhas por longos períodos de tempo, tomando boas decisões constantemente, resultando em operações com alta qualidade e confiabilidade. Fonte: Karl E. Weick & Kathleen M. Sutcliffe Managing the Unexpected: Assuring High Performance in an Age of Complexity;
  99. 99. Teoria da Alta Confiabilidade  Infraestrutura da Confiabilidade Organizacional: Preocupação com as Falhas Relutância contra simplificações Sensibilidade às Operações Compromisso com a resiliência Deferência às Expertises Mindfulness Capacidade para descobrir e gerir eventos inesperados Confiabilidade Organizacional Mindfulness equivalente a uma constante vigilância sobre o funcionamento das organizações, de modo a que os seus membros possam intervir rapidamente caso isso seja necessário Fonte: Weick, Stucliffe e Obstfeld (1999, p. 87). Fonte: Navarro, Leonardo Luiz Lima. Organizações de Alta Confiabilidade – Tese de Mestrado - UFRJ
  100. 100. Um exemplo de Organização que exige Alta Confiabilidade em suas operações: BHS Helicópteros Fonte: http://www.bhs-helicopteros.com.br/home.html http://www.chc.ca/AboutCHC/Pages/default.aspx NOSSA MISSÃO DA CHC Helicopters via BHS Helicópteros (Brasil) Prover, dentro dos padrões internacionais de operação da Regulamentação Aeronáutica Brasileira, transporte aéreo de passageiros e cargas por helicópteros, onde a excelência na segurança e na qualidade dos serviços prestados é sua premissa básica.”
  101. 101. Um exemplo de Organização que exige Alta Confiabilidade em suas operações: BHS Helicópteros NOSSO PROPÓSITO Excelência na prestação de serviços de transporte aéreo de asas rotativas (helicópteros) ​que permitem aos clientes a ir mais longe, fazer mais e voltar para casa com segurança. NOSSA VISÃO Sermos a maior provedora de serviços independente da indústria de Helicóptero de grande porte e longe distância, através de nossa equipe multidisciplinar de especialistas e parceiros estratégicos ao redor do mundo, apresentando soluções abrangentes e inovadoras que maximizam a qualidade operacional de nossas operações com eficiência e eficácia. Estamos comprometidos a entregar soluções que têm um efeito real e duradouro sobre o desempenho futuro, não apenas abraçando novas tecnologias, mas também desenvolvendo-as ativamente, compartilhando a expertise, experiência e ambições com nossa comunidade ao redor do mundo. Fonte: http://www.chcsafetyqualitysummit.com/
  102. 102. Um exemplo de Organização que exige Alta Confiabilidade em suas operações: BHS Helicópteros CHC Helicopters – BHS Helicópteros – Sinônimo de Segurança de Voo A Segurança de voo é prioridade número um na BHS. Por isso, investimentos massivos e constantes são realizados alinhados com esta premissa, reservando o pioneirismo na aviação offshore com a implantação do sistema de monitoramento de dados do voo - FDM (Flight Data Monitoring), onde 100% dos pilotos estão expostos. A BHS também é precursora no monitoramento de toda a frota em tempo real, utilizando o mais moderno software de rastreamento por satélite da empresa SkyTrac. Fonte: http://www.helinalysis.com/WhatIsHFDM.aspx http://www.bhs-helicopteros.com.br/home.html Helicopter Flight Data Monitoring Cycle

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