D. João V, o Absolutismo e o    Absolutismo Joanino        Bárbara Silveira, nº3, 11ºJ
Introdução        D. João V foi o principal protagonista do absolutismo emPortugal. Baseando-se no modelo do rei Luís XIV ...
Absolutismo        O termo Absolutismo refere-se às monarquias absolutas quese estabeleceram na Europa Ocidental nos sécul...
Absolutismo         O rei frequentava a corte de modo a mais facilmente controlara Nobreza e o Clero, que estavam constant...
AbsolutismoTeóricos:         Nicolau Maquiavel defendia que o monarca deveria utilizarde qualquer meio – lícito ou não – p...
AbsolutismoTeóricos:         Jacques Bossuet criou o argumento que o governo eradivino e os reis recebiam o seu poder de D...
Absolutismo
Rei Filipe II de Espanha        Na imagem, podemos observar alguns aspetos que nosmostram a soberania dos reis absolutista...
Luís XIV, rei de França          Outro aspeto, nesta imagem de Luís XIV, é a sua pose imponente e oluxo, que pretende enal...
D. João V, o Magnânimo
D. João V, o Magnânimo         D. João V foi o retrato do Absolutismo em Portugal. Astoneladas de ouro que lhe chegaram do...
D. João VAos 15 anos, como príncipe do Brasil.
D. João VFoi aclamado como rei após a morte do seu pai, em 1706.
D. João VD. João V casou com a princesa D. Maria Ana da Áustria, em 1708.
D. João VIniciou o seu reinado com a participação na guerra da sucessão deEspanha, pois receava que uma ligação entre Fran...
D. João VA pedido do Papa, as forças militares e navais portuguesasparticiparam também na luta contra os Turcos, na famosa...
D. João VPorém, o reconhecimento de D. João V não se ficou apenas pelaEuropa. Entendeu-se também ao Oriente, de onde receb...
D. João VD. João V prossegue uma política de reforço da colonização doBrasil, bem como a sua defesa militar e das rotas co...
D. João VD. João V era um amante da arte e da cultura, e por isso, foi criadanessa altura a Real Academia de História e to...
D. João V         “Foi o Senhor Rei D. João V príncipe a quem a graça com osseus dotes e a natureza com os seus atributos ...
D. João VD. João V mandou construir o Convento de Mafra. Essa construção éum dos principais símbolos do seu reinado, dada ...
Convento de MafraO Convento de Mafra é um palácio e mosteiro monumental em estilobarroco. Foi iniciado em 1717 por iniciat...
Convento de Mafra
D. João VAlém do Convento de Mafra, D. João V mandou também construir oAqueduto das Águas Livres, outra construção famosa.
D. João V: o absolutismo Joanino         Numa época em que a imagem de Luís XIV se impunha naEuropa, foi a D. João V que c...
D. João V: o absolutismo Joanino        D. João V, como rei, sempre se mostrou uma figura luxuosa ecom etiqueta. A moda fr...
Conclusão        D. João V foi a figura central no que diz respeito aoAbsolutismo em Portugal, criando até a sua própria i...
Bibliografia• “O Tempo da História” – História A – 11º Ano: documentos;• Apontamentos das aulas.
Webgrafia• Wikipedia;• http://www.infopedia.pt/$d.-joao-v• http://www.infopedia.pt/$absolutismo•http://www.notapositiva.co...
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D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino

  1. 1. D. João V, o Absolutismo e o Absolutismo Joanino Bárbara Silveira, nº3, 11ºJ
  2. 2. Introdução D. João V foi o principal protagonista do absolutismo emPortugal. Baseando-se no modelo do rei Luís XIV de França, governouPortugal seguindo a monarquia absolutista. Porém, introduziu no seureino o seu próprio modelo: o Absolutismo Joanino, modelo esse comcaracterísticas próprias de D. João V. O Absolutismo surgiu na Europa Ocidental nos séculosXVI, XVII e XVIII e a sua ideia principal é a concentração de todos ospoderes numa única pessoa: o rei.
  3. 3. Absolutismo O termo Absolutismo refere-se às monarquias absolutas quese estabeleceram na Europa Ocidental nos séculos XVI, XVII e XVIII.Neste regime, o topo da sociedade era o rei. Era nele que seconcentravam todos os poderes, legislativo, judicial e executivo, pois oseu poder era de origem divina e o rei era o representante de Deus naTerra. O poder real conjugava quatro características básicas:• Era sagrado, porque o poder foi-lhe dado por Deus e ninguém o podecontestar;• Era paternal, pois o rei devia proteger o seu povo e satisfazer as suasnecessidades;• Era absoluto, pois todo o poder estava concentrado numa só pessoa,o rei;• Estava submetido à razão.
  4. 4. Absolutismo O rei frequentava a corte de modo a mais facilmente controlara Nobreza e o Clero, que estavam constantemente sob a sua vigilância. A sociedade estava divida em grupos sociais: o Clero (grupoprivilegiado), a Nobreza (grupo privilegiado) e o Terceiro Estado(grupo não privilegiado). Todos estes grupos estavam tambémdivididos interiormente, como o Baixo e Alto Clero, a Nobreza deEspada e Nobreza de Toga, e ainda o Terceiro Estado, que era a ordemmais heterogénea, que abrangia membros que podiam aspirar a cargosmais elevados e até ao enobrecimento, a burguesia, e membros queviviam na miséria, o povo. Apesar do rei ter em si todos os poderes, ele tinha à sua voltapessoas da sua confiança que o ajudavam a governar, como secretáriose conselheiros.
  5. 5. AbsolutismoTeóricos: Nicolau Maquiavel defendia que o monarca deveria utilizarde qualquer meio – lícito ou não – para manter o controle do seureino. A frase que resume suas ideias é: “Os fins justificam os meios”. Thomas Hobbes discorreu sobre a natureza humana e anecessidade de governos e sociedades. Dizia que o ser humano, noestado natural, é cruel e vingativo, necessitando de um governo forte ecentralizado para manter o seu controle. A frase que resume suasideias é: “O homem é o lobo do homem”.
  6. 6. AbsolutismoTeóricos: Jacques Bossuet criou o argumento que o governo eradivino e os reis recebiam o seu poder de Deus. Assim, desobedecer aautoridade real seria considerado um pecado mortal. Um dos reis quese valeu de suas ideias foi o monarca absolutista Luís XIV. Jean Bodin defendia que a soberania é um poder perpétuo eilimitado. Sendo assim, as únicas limitações do soberano eram a leidivina e a lei natural. Bodin usava de argumento religioso parajustificar o poder do rei, da mesma forma que Bossuet.
  7. 7. Absolutismo
  8. 8. Rei Filipe II de Espanha Na imagem, podemos observar alguns aspetos que nosmostram a soberania dos reis absolutistas, como a sua altivez peranteos outros, as suas exuberantes vestes e a coroa.
  9. 9. Luís XIV, rei de França Outro aspeto, nesta imagem de Luís XIV, é a sua pose imponente e oluxo, que pretende enaltecer a sua imagem e mostrar o seu poder. Luís XIV é o auge da monarquia absolutista em toda a Europa. Foidita por ele a célebre frase “O Estado sou eu”.
  10. 10. D. João V, o Magnânimo
  11. 11. D. João V, o Magnânimo D. João V foi o retrato do Absolutismo em Portugal. Astoneladas de ouro que lhe chegaram do Brasil trouxeram-lhe umaenorme riqueza, tanto a ele como ao país. Riqueza essa nunca antesvista em Portugal e que lhe permitiu construir o seu principal símbolo:o Convento de Mafra. Nascido a 22 de outubro de 1689, em Lisboa, filho do rei PedroII e da rainha Maria Sofia, tinha como cognome “O Magnânimo”, emvirtude da sua generosidade. Morreu também em Lisboa, no dia 31 dejulho de 1750. D. João V espelhou-se, principalmente, em Luís XIV, o ReiSol, de França.
  12. 12. D. João VAos 15 anos, como príncipe do Brasil.
  13. 13. D. João VFoi aclamado como rei após a morte do seu pai, em 1706.
  14. 14. D. João VD. João V casou com a princesa D. Maria Ana da Áustria, em 1708.
  15. 15. D. João VIniciou o seu reinado com a participação na guerra da sucessão deEspanha, pois receava que uma ligação entre França e Espanhaconstituísse um perigo para Portugal.
  16. 16. D. João VA pedido do Papa, as forças militares e navais portuguesasparticiparam também na luta contra os Turcos, na famosa batalha doMatapão, em 1717. Em reconhecimento pela valorosa participaçãoportuguesa nessa batalha, o Papa concede a D. João V o título de reiFidelíssimo.
  17. 17. D. João VPorém, o reconhecimento de D. João V não se ficou apenas pelaEuropa. Entendeu-se também ao Oriente, de onde recebeuembaixadas enviadas pelo imperador da China e pelo Grão-Mogol.
  18. 18. D. João VD. João V prossegue uma política de reforço da colonização doBrasil, bem como a sua defesa militar e das rotas comerciais. É dessagrande colónia portuguesa que vêm todas as toneladas de ouro quepermitem a D. João V rodear-se de uma corte luxuosa e iniciar umplano de construções por todo o reino.
  19. 19. D. João VD. João V era um amante da arte e da cultura, e por isso, foi criadanessa altura a Real Academia de História e toda uma vasta obracultural como até então Portugal não conhecera.
  20. 20. D. João V “Foi o Senhor Rei D. João V príncipe a quem a graça com osseus dotes e a natureza com os seus atributos fizeram perfeitíssimo.(…) Foi o mais bem feito e airoso; o mais bizarro no vestir e trajar(…). O seu juízo foi o mais sólido, no discurso o mais sublime, eprofundo (…). Soube fazer-se igualmente amado e temido (…). Foimais generoso que todos os reis, que o precederam (…). Ele foi o queenobreceu Lisboa (…). Porque no seu tempo mudou Lisboa os seusedifícios e sua grandeza, que se não vira nas outras cidades (…).Quando viu Portugal no governo de um rei, Convento e Templo com ode Mafra (…)? Entre os Senhores reis de Portugal foi o vigésimoquarto, último em o número, e primeiro que todos nas altasqualidades do seu incomparável espírito. (…)” Inácio Barbosa Machado; documento entregue a D. José I, filho de D. João V.
  21. 21. D. João VD. João V mandou construir o Convento de Mafra. Essa construção éum dos principais símbolos do seu reinado, dada a grandeza emagnificência nunca antes vista no nosso país.
  22. 22. Convento de MafraO Convento de Mafra é um palácio e mosteiro monumental em estilobarroco. Foi iniciado em 1717 por iniciativa de D. João V de Portugal,em virtude de uma promessa que fizera no caso de a rainha D. MariaAna de Áustria lhe desse descendência.Mais recentemente, foi classificado como Monumento Nacional em1910, foi um dos finalistas para uma das Sete Maravilhas de Portugal a7 de Julho de 2007.
  23. 23. Convento de Mafra
  24. 24. D. João VAlém do Convento de Mafra, D. João V mandou também construir oAqueduto das Águas Livres, outra construção famosa.
  25. 25. D. João V: o absolutismo Joanino Numa época em que a imagem de Luís XIV se impunha naEuropa, foi a D. João V que coube encarnar a imagem de rei absolutoem Portugal. Era admirador de Luís XIV de França e seguiu o seumodelo para governar Portugal. Quando subiu ao trono de Portugal, a 9 de dezembro de1706, tinha apenas 17 anos. Sonhava em oferecer grandeza ao seureino e a si próprio. O Governo joanino correspondeu a um período depaz e abundância para os cofres do Estado, pois coincidiu com aexploração das recém-descobertas minas de ouro e diamantes doBrasil, e foi este ouro que alimentou o esplendor real. D. João V recusava reunir as Cortes e controlava muito aadministração pública. Procurava sempre mostrar a sua superioridadeface à Nobreza.
  26. 26. D. João V: o absolutismo Joanino D. João V, como rei, sempre se mostrou uma figura luxuosa ecom etiqueta. A moda francesa estava presente em si em todos osaspetos, nas suas vestes e nos gostos. Era sempre o centro dasatenções, dada a sua magnificência, e o centro do poder, pois em plenaépoca barroca, o brilho e a ostentação significavam autoridade e poder.
  27. 27. Conclusão D. João V foi a figura central no que diz respeito aoAbsolutismo em Portugal, criando até a sua própria identidade nestamonarquia. É lembrado como o Magnânimo porque era bondosoe, como tal, distribuía moedas ao povo, na praça principal, o que eratambém um símbolo da sua grandeza. Cativou o respeito e o amor doseu povo e, ao mesmo tempo, era temido por eles. É também conhecido como Rei Sol português, o que mostra assuas semelhanças com Luís XIV. “Ama excessivamente a magnificência e a ostentação”– César de Saussure em “O Portugal de D. João V visto por trêsforasteiros”, referindo-se a D. João V.
  28. 28. Bibliografia• “O Tempo da História” – História A – 11º Ano: documentos;• Apontamentos das aulas.
  29. 29. Webgrafia• Wikipedia;• http://www.infopedia.pt/$d.-joao-v• http://www.infopedia.pt/$absolutismo•http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/historia/11_absolutismo_d.htm• http://historia-11.blogspot.pt/2008/10/o-governo-joanino-correspondeu-um.html
  30. 30. FIM

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