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10entrevista e análises de documentos referentes à criação, ao desenvolvimento e à aplicação doCurso de Letras Vernáculas ...
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18e sacos, exportados para outros estados do Brasil e para o exterior. São também cultivados omilho, o feijão, e a mandioc...
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21XIV significa nesse sentido, apreender os resultados esperados e identificar as indicações àsvezes genéricas a respeito ...
22              ”Desenvolver a formação humanística e cultural necessária para a              compreensão e integração com...
23               Além disso, têm-se as seguintes afirmativas:                         É mister, no desafio de compor o pro...
24       O Curso de Letras Vernáculas promovido pela UNEB - Campus XIV temdemonstrado grande preocupação na formação de pr...
25encorajado e capacitado a provocar mudanças relevantes para a sociedade do futuro.Exemplos abaixo confirmam essa asserti...
26pesquisado, consciente da necessidade de mudança para o avanço do conhecimento, a novaproposta curricular que entrou em ...
275. Aquisição de conhecimentos teóricos e domínios dos conteúdos       O Curso de Licenciatura em Letras Vernáculas da UN...
28a capacidade de analisar e selecionar o material a ser ensinado, além de saber justificar aseleção feita. Afinal, saber ...
29            b) Formação pedagógica;            c) domínios/competências/habilidades.       É sobre isso que trataremos a...
30           “Formar profissionais críticos, aptos a assumirem com competência sua função           social no mercado de t...
31metodologias e nas questões do como, porque e para que ensinar, também não representa atotalidade da formação profission...
32            f) habilidade em tradução, realizando a correspondência semântica, sintática eestilística na transposição do...
33       Estas são algumas das metas básicas que um Curso de Licenciatura precisa almejar nosentido de formar um profissio...
34                                        CONCLUSÃO       O estudo referente aos objetivos do Curso de Licenciatura em Let...
35semestre não ocorre o Seminário Interdisciplinar, visto que o TCC (Trabalho de Conclusão deCurso) assume a função desse ...
36nos objetivos e confirmado no perfil do professor. As grades curriculares permitiram afirmarcomo esse objetivo tem sido ...
37aplicação de um conhecimento científico e pedagógico, mas espaço de criação e reflexão,onde novos conhecimentos são gera...
38pedagógico necessário ao exercício profissional e estarem constantemente referidos ao ensinoda disciplina para as faixas...
39                                      REFERÊNCIASBOAVENTURA, Edivaldo M. Origem e formação do sistema estadual de educaç...
40GIROUX, Henry A. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia critica daaprendizagem. Porto Alegre: Artes Médi...
41ANEXOS
42    ROTEIRO DA ENTREVISTA COM O COORDENADOR DO COLEGIADO DE LETRAS DA UNEB - CAMPUS XIV - CONCEIÇÃODO COITÉ - BAHIA, PRO...
43VIII - Em alguma época ou momento A PROGRAD realizou um projeto político-pedagógicoenvolvendo o curso de licenciatura em...
44  ROTEIRO DA ENTREVISTA COM A COORDENADORA DO NUPE  (NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO) DA UNEB - CAMPUS XIV,  CONCEIÇÃO DO ...
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Os objetivos do curso de letras vernáculas da uneb universidade do estado da bahia- campus xiv, na formação do professor

  1. 1. 0 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO - CAMPUS XIV COLEGIADO DE LETRAS MÁRCIA DE OLIVEIRA LEITEOS OBJETIVOS DO CURSO DE LETRAS VERNÁCULAS DAUNEB - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - CAMPUS XIV, NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR Conceição do Coité 2010
  2. 2. 1 MÁRCIA DE OLIVEIRA LEITEOS OBJETIVOS DO CURSO DE LETRAS VERNÁCULAS DAUNEB - UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - CAMPUS XIV, NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR Monografia apresentada ao Curso de graduação em Letras Vernáculas da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Departamento de Educação - Campus XIV, como requisito final para obtenção do grau de Licenciada em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa. Orientador: Profº. Mestre Paulo de Tarso Vellanes Borges. Conceição do Coité 2010
  3. 3. 2"Eu não me envergonho de corrigir meus erros e mudar asopiniões, porque não me envergonho de raciocinar eaprender”.(Alexandre Herculano)
  4. 4. 3A Deus, por ter me dado luz e sabedoria para conquistar esta vitória.A Iasmim, filha amada, por ter me compreendido nos momentos ausentes.Ao meu esposo, pelo carinho e companheirismo.
  5. 5. 4 AGRADECIMENTOS Especialmente a Deus que habita os mais altos céus, que me concedeu vida e saúde, ecom sua bondade, me acompanhou durante todo processo, dando-me força, coragem ediscernimento para executar este trabalho. À professora Joselita Gabriel, pela permissão dos estudos sobre o tema, ao Profº.Deijair da Silva, pelo ensino eficaz, aos coordenadores Profº. Luís Bulcão e Prof.ª MariaLúcia Parcero, pelas entrevistas dadas, como também à secretária Margarete dos Reis quegentilmente concedeu parte do seu tempo, colocando-me documentos à disposição nomomento da coleta e análise de dados e, em especial, ao grande mestre, o Professor-orientadorPaulo de Tarso Borges, pela sábia orientação e dedicação ao ensino. Aos meus familiares, pelo carinho, amizade e companheirismo, principalmentedurante os momentos de crise e desânimo. A minha filha Iasmim, que tão pequenininha suportou a minha ausência em virtude dotempo exigido para a elaboração deste trabalho. Ao meu esposo, que soube compreender meus estresses nos momentos difíceis doprocesso de elaboração deste trabalho. E, finalmente, a todos os queridos amigos que souberam entender e respeitar asausências nos agradáveis momentos de encontro que aconteceram durante as etapas difíceis ede total dedicação que este trabalho exigiu.
  6. 6. 5 RESUMOEsta pesquisa foi realizada com a finalidade de refletir sobre a implantação e criação doCurso de Letras Vernáculas no Departamento de Educação da Universidade do Estado daBahia (UNEB), campus XIV, doravante, UNEB - campus XIV, em Conceição do Coité, e, emespecial, conhecer os caminhos trilhados através dos seus objetivos gerais e específicos.Também foi meta deste trabalho, conhecer o movimento de configuração do curso ao longodo tempo, e suas relações com as políticas educacionais, relacionando-o com as principaisexigências e necessidades postas pela literatura acerca da formação do professor, ecompreender as condições de implementação das propostas através da análise das DiretrizesCurriculares do curso estudado. Para isso foram feitas análise documental dos principaisregistros referentes à criação e desenvolvimento do curso investigado, entrevistados oscoordenadores, como forma de complementar as informações necessárias para o estudo. Osresultados mostram que o curso incorpora as propostas e orientações feitas pelo MEC, pelasassociações de profissionais da Educação e pelos estudos e propostas mais recentes sobre asLicenciaturas no Brasil. Prevalece a valorização da formação com habilidades e competênciapara a atuação docente correlacionada em várias áreas do conhecimento, isto é articularensino-pesquisa-extensão, o professor amplamente informado e autônomo. A estruturaimplementada por esse curso apresenta um modelo bastante atualizado pela literatura, o qualtem respondido às necessidades básicas da realidade social no que se refere à formação deprofessores.Palavras-chave: Curso de Letras Vernáculas. Objetivos. Formação do professor.
  7. 7. 6 ABSTRACTThis research was conducted in order to reflect on the creation and deployment of Vernacularliterature course and the Department of Education, University of Bahia (UNEB), campus XIVhenceforth UNEB - XIX campus in Conception of intercourse, and, in particular, know thepaths through its general and specific objectives. It was goal of this work, the movementknown configuration of the course over time, and their relationships with educational policies,relating it to the main needs and requirements posed by the literature on teacher training, andunderstand the conditions of implementation proposals by analyzing the curricular guidelinesof the course studied. For this analysis were made of the main documentary records relating tothe creation and development of ongoing investigation, interviewed the coordinators as a wayto supplement the information necessary for the study. The results show that the courseincorporates the proposals and guidelines made by the MEC, the professional associations ofeducation and studies and the latest proposals on the Undergraduate courses in Brazil. Theapplicable recovery training with skills and expertise to the educational performancecorrelated in various areas of knowledge, this is the education-research-extension, the teacherfully informed and autonomous. The structure implemented by the current model presents alot fresher in the literature, which has responded to the needs of social reality in relation toteacher training.Keywords: Vernacular Letters course. Objectives. Teacher training.
  8. 8. 7 LISTAS DAS SIGLASANPED - Associação Nacional pela Pesquisa e Pós-Graduação em EducaçãoCNE - Conselho Nacional de EducaçãoCONSU - Conselho Superior UniversitárioIES - Instituições de Ensino SuperiorLDB - Lei de Diretrizes e BasesMEC - Ministério da Educação e CulturaPROGRAD - Pró-Reitoria de GraduaçãoSIP - Seminário Interdisciplinar de PesquisaTCC - Trabalho de Conclusão de CursoUNEB - Universidade do Estado da BahiaUNICAMP - Universidade Estadual de CampinasUSP - Universidade de São Paulo
  9. 9. 8 SUMÁRIOINTRODUÇÃO........................................................................................................................09CAPÍTULO I - O contexto organizacional da universidade brasileira.................................... 11CAPÍTULO II - Criação e consolidação da Universidade do Estado da Bahia - UNEB..........................................................................................................14CAPÍTULO III - Criação do Departamento de Educação Campus - XIV da UNEB em Conceição do Coité......................................................................................17CAPÍTULO IV - Os objetivos do Curso de Licenciatura em Letras Vernáculas da UNEB - Campus – XIV.............................................................................................20CONCLUSÃO..........................................................................................................................34REFERÊNCIAS........................................................................................................................39ANEXOS..................................................................................................................................41
  10. 10. 9 INTRODUÇÃO Este estudo conduz a uma reflexão e análise dos objetivos acerca do Curso deLicenciatura em Letras Vernáculas da UNEB - Campus XIV, situada em Conceição do Coité,região sisaleira da Bahia, para a formação do professor. Tal perspectiva colabora para o conhecimento da Universidade no seu interior e foradela; e representa a possibilidade de ampliar a organização, sistematização e conhecimento deuma realidade local, visto que até o momento, segundo o Colegiado de Letras, não há nenhumconhecimento de estudos referentes às especificidades do Curso de Letras Vernáculas daUNEB - Campus XIV. Neste sentido, procura-se explicitar como se estabelecem a criação e odesenvolvimento das atividades acadêmicas para a formação destes profissionais através dosseus objetivos. A partir dessas premissas, surgiu a seguinte inquietação: quais os objetivos do Cursode Letras Vernáculas para a formação do professor de Língua e Literaturas de LínguaPortuguesa? Para o desenvolvimento desse estudo pretende-se analisar os objetivos do curso deLetras Vernáculas - Habilitação em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, daUNEB - Campus XIV, buscando conhecer suas relações com as políticas educacionais, bemcomo verificar a contribuição oferecida pelo Campus XIV na formação de profissionais deLetras Vernáculas. O intuito foi analisar os objetivos gerais e específicos das propostas, relacionando-oscom as principais exigências e necessidades postas pela literatura acerca da formação doprofessor, e compreender as condições de implementação das propostas através da análise dasDiretrizes Curriculares do curso estudado Como opção metodológica, o objeto de estudo foi visualizado inserido na dinâmicarelação entre o contexto do qual é parte. Para isso, fez-se levantamentos de dados através de
  11. 11. 10entrevista e análises de documentos referentes à criação, ao desenvolvimento e à aplicação doCurso de Letras Vernáculas e pesquisa bibliográfica como forma de complementar asinformações necessárias ao estudo. A análise histórica do curso e do contexto será tratada como forma de conhecimentode uma dada realidade, agrupando e sistematizando partes constitutivas da percepção de suasinter-relações e dos modos de organização, incluindo-se aí, todos os elementos históricosdisponíveis e aplicáveis que condicionam e determinam, até certo ponto, sua lógica interna. As análises referem-se ao estudo do Curso de Letras Vernáculas, em seu contextohistórico de criação, e envolvem a identificação das concepções explícitas ou implícitas nosseus projetos, com suas variações, características e tendências, através dos objetivos gerais eespecíficos das propostas da Licenciatura. Os resultados dessa análise estarão expostos nos quatro capítulos que compõem esteestudo: No capítulo I, apresenta-se a configuração histórica do surgimento das universidadesno Brasil. No capítulo II, destaca-se a criação e consolidação da Universidade do Estado daBahia - UNEB e, posteriormente, no capítulo III, é dado o enfoque à criação e à consolidaçãodo Departamento de Educação - Campus XIV da cidade de Conceição do Coité. No capítulo IV, buscam-se analisar os objetivos do curso de Licenciatura em LetrasVernáculas da UNEB - Campus XIV, presentes em suas propostas curriculares, nosdocumentos consultados e nos dados obtidos nas entrevistas realizadas com os coordenadoresdo Campus. E, na última parte do trabalho, são apresentadas as considerações finais doestudo. Em linhas gerais, foi esse o percurso desenvolvido e que será exposto a seguir.
  12. 12. 11 CAPÍTULO I O CONTEXTO ORGANIZACIONAL DA UNIVERSIDADE BRASILEIRA Segundo Romanelli (2006), embora o ensino superior tenha sido criado há mais de umséculo, durante a permanência da família real no Brasil, de 1808 a 1821, a primeiraorganização desse ensino em Universidade, por determinação do Governo Federal, sóapareceu em 1920, com a criação da Universidade do Rio de Janeiro, pelo Decreto nº 14.343,de 7 de setembro de 1920. Não passou, porém, da agregação de três escolas superioresexistentes no Rio: a Faculdade de Direito, a Faculdade de Medicina e a Escola Politécnica. Em 1912, já havia sido criada a Universidade do Paraná, oficializada pela Lei Estadualnº 1.284. Dela faziam parte as Faculdades de Direito, Engenharia, Odontologia, Farmácia eComércio. Todavia o Governo Federal, através do Decreto - Lei nº 11.530, de março de 1915,que determinava a abertura de escolas superiores apenas em cidades com mais de 100.000habitantes, deixava então de ser reconhecida a Universidade do Paraná. Porém, não deixou defuncionar, sendo reconhecida oficialmente somente em 1946. Em 1927, surgia a Universidade de Minas Gerais. Também não passou da agregaçãodas Escolas de Direito, Engenharia e Medicina. Eram estas as únicas Universidades brasileiras, recém-criadas, existentes antes dodecreto 19.851, de 11 de abril de 1931, que instituiu o Estatuto das Universidades Brasileiras,adotando para o ensino superior o regime universitário. Na mesma data, pelo decreto 19.852,o governo reorganizou a Universidade do Rio de Janeiro, incorporando - lhe além dos trêscursos já existentes, a Escola de Minas Gerais, as Faculdades de Farmácia e odontologia, aescola de Belas Artes, o Instituto nacional de Música e a Faculdade de Educação, Ciências eLetras, esta última nunca implantada. A primeira Universidade a ser criada e organizada, segundo as normas dos Estatutosdas Universidades, foi a Universidade de São Paulo, surgida em 25 de janeiro de 1934.
  13. 13. 12 A partir de então, começaram a surgir universidades públicas e privadas, por todo oterritório nacional, em número que, em 1969, já somava 46. A Reforma Universitária de 1968 representa um marco importante na história dasinstituições de Ensino Superior no Brasil. Assim, “a idéia de „racionalização‟ é o principiobásico da reforma universitária, dela derivando as demais diretrizes, balizadas em categoriaspróprias da linguagem tecnicista: excelência, eficiência, eficácia e produtividade” (PEREIRA,1996, p. 187). Destaca-se nesse processo de modernização do ensino superior no Brasil aparticipação dos estudantes, professores e pesquisadores universitários. A esse respeito,Pereira (1996) ressalta que a extinção da cátedra vitalícia, a ampliação da participação dosestudantes nas decisões da universidade, bem como a necessidade de maior comprometimentoda universidade com os problemas nacionais e regionais, a adequação dos currículos de todosos cursos universitários à realidade brasileira e o estímulo à pesquisa foram questõesconstantemente debatidas no meio estudantil. Todavia, a Reforma Universitária acabou se efetivando e implementando mudançascomo: a institucionalização do departamento, a criação de órgãos centrais de supervisão deensino e pesquisa, a adoção do regime de tempo integral, a coordenação das atividades deensino através de colegiados de cursos, vestibular unificado, a implantação da matrícula pordisciplina e do sistema de créditos, a flexibilidade curricular através da introdução dedisciplinas eletivas e optativas, e o período letivo semestral. “Além disso, a implantação dapós-graduação na universidade brasileira foi considerada condição básica para transformá-laem centro criador de ciências, de cultura e de novas técnicas” (PEREIRA, 1996, p. 188). A reforma de ensino superior reparou e distanciou fisicamente as disciplinas deconteúdo das disciplinas didático-pedagógicas. Isto porque, o modelo de educação superiorque temos, foi pensado sob a inspiração das universidades européias, onde muitas vezes nãocondiz com a nossa realidade, faltando a instrumentalização adequada para a formação deprofessores. “Em nossa estrutura atual [...] não se faz, nem se pensa, a formação de docentes;apenas se enfoca o conteúdo disciplinar da área específica de conhecimento [...] e as enormeslacunas formativas na área pedagógica” (GATTI, 2003, p. 474). Outra mudança significativa para os cursos de Licenciatura foi a criação das“Licenciaturas Curtas”. A reforma do ensino incorporou a chamada “Proposta Valmir
  14. 14. 13Chagas”, a qual pretendia alterar os cursos de formação de professores no Brasil. Essaproposta determinou a criação de Licenciaturas de 1º grau de curta duração. Essa idéia existiunos anos 60 em caráter emergencial, transitório e nos anos 70 ressurge como um processoregular de formação de professores com a justificativa pedagógica de formar professorespolivalentes. Vale destacar que a preocupação com a regulamentação de preparo de docentes para aescola secundária é um marco característico dos anos 30 no Brasil: Nesse período foram criadas novas unidades de ensino, inseridas em diferentes projetos de universidade (1931 a 1939), as quais incluíram diferentes expressões de correntes de pensamentos políticos, opostos inclusive, resultando de modelos, também diferentes (CANDAU, 1987, p. 11). E agora? Dentro da contemporaneidade? Abordar a universidade “agora” é falar daimobilidade nas instituições de nível superior, no sentido de apresentar uma estrutura maisadequada à formação prática profissional e não meros repetidores de conteúdos específicos.Isso demonstra a necessidade de se ter um ensino voltado para a prática de atividadesdidáticas pedagógicas também em sala de aula, na universidade, não somente no campoprático de estágio na escola, ora reservado aos quatro últimos períodos do curso estudado. Este problema vem sendo discutido há muito tempo, mas as mudanças ainda não sãosignificativas: A fragmentação da formação dos licenciados, com a separação, sem articulação conveniente, entre as disciplinas de conteúdos básicos, específicos de áreas do conhecimento, e conteúdos de disciplinas pedagógicas, tem sido o fator mais apontado como determinantes dos problemas de formação docente para o ensino fundamental e médio (GATTI, 2003, p. 475). Portanto, o desafio está em suprir as necessidades formativas atentando para osavanços do conhecimento nas diversas áreas e das novas tecnologias, no intuito de formarprofessores conscientes do seu papel. .
  15. 15. 14 CAPÍTULO II A CRIAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB A Universidade do Estado da Bahia foi criada pela Lei Delegada Nº 66, de 01 de junhode 1983, autorizada pelo governo federal, conforme Decreto nº 92.937, de 17 de julho de1986, reconhecida pela Portaria Ministerial Nº 909, publicada no Diário Oficial da União de01/08/1995, e reestruturada pela Lei Estadual Nº 7.176, de 10 de setembro de 1997, com Sedee Foro na cidade de Salvador e jurisdição em todo o Estado da Bahia; é uma instituiçãopública e gratuita, mantida pelo governo do Estado, sob regime de autarquia, vinculada àSecretaria da Educação e Cultura. Possui vinte e cinco anos de trajetória, é multicampi e está instalada em vinte e quatroregiões geo-educacionais do estado, através dos seus 29 Departamentos, instalados em 24municípios, distribuídos na capital e em outras cidades baianas; vem demonstrando, atravésde suas ações, um crescimento contínuo no ensino, na pesquisa e na extensão, em seus 26cursos oferecidos, dos quais 24 municípios, 16 deles oferecem o Curso de Letras.(Informativo Vestibular 2009 da UNEB). Vale destacar que a UNEB se identifica por ser uma Universidade que tem comocaracterística a composição diversificada dos seus Campi, desenvolvendo suas atividades,visando atender às peculiaridades das diversas regiões em que foram implantados, a partir deanálises das condições sócio-econômicas, culturais e políticas destas comunidades. Istoporque, “a educação não estaria completa se não fosse assentada na realidade, variada ediversificada, das regiões culturais da Bahia” (BOAVENTURA, 1984, p. 57). Na tentativa de consolidar a sua implantação, os cursos têm sido sempre objeto deanálise, onde sugestões tem sido enviadas à PROGRAD, órgão responsável pela coordenaçãoda política de ensino de graduação da UNEB, no sentido de diagnosticar os possíveis desvios
  16. 16. 15kna implantação dos cursos, buscando os ajustes necessários ao currículo e, objetivando omelhoramento do ensino. Em 1º de março de 1983, já se anunciava a concepção de uma universidademulticampi para a Bahia. Assim, foram vários os fatores a considerar, dentre eles, a de que“uma faculdade ou universidade, pelas exigências próprias à educação superior, concentralaboratórios, bibliotecas e equipamentos, que mudam e enriquecem a vida cultural de umacomunidade urbana do interior como fator do progresso” (BOAVENTURA, 2005, p. 160). A experiência do conhecimento de reforma da Universidade Federal da Bahia, oconhecimento da organização multicampi da Universidade da Califórnia e da Universidade deNew York, foram bem vindas. “Mas foi decisiva a observação do funcionamento daUniversidade do Estado da Pensilvânia (Pen State), como uma universidade multicampi,”(BOAVENTURA, 1994, p. 10), que serviu de base para a interiorização de uma universidademulticampi na Bahia. Logo, faz-se necessária a definição do que vem a ser uma universidade multicampi: [...] configura-se, de logo, um tipo de universidade diferente do modelo comumente compartilhado [...] Novo, esse campo de investigação ainda revela inúmeras carências, inclusive com relação à designação multicampi, ainda sujeita a inúmeras imprecisões conceituais [...] no DICIONÁRIO Aurélio (FERREIRA, 1986) encontramos: o termo multicampi se compõe da partícula multi (do latim multus, a, um) correspondendo, comparativamente, a “‟muito‟, „numeroso‟, multiangular, multissecular (p. 1169) [...] (FIALHO, 2005, p. 19, 41,50). Percebe-se, portanto, que as definições em vernáculas, tanto como no latim, atribuídasà palavra multicampi (idéia de quantidade, de localização geográfica, de lugar da produção),são vagas, visto o significado e relevância já consagrada desta modalidade de ensino superior.Porém, a idéia de multicampi foi se consolidando: Multicampi é uma universidade geograficamente, dispersa; mas economicamente eficiente. Uma administração complexa, com uma sede, interligando-se com os vários campi. A UNEB é um projeto que se inicia a partir dessa idéia [...] o que importa é a marca regional, isto é, a formação de campus se dá a partir de características profundamente regionais (BOAVENTURA, 1987, p. 32, apud FIALHO, 2005, p. 96) Segundo Fialho (2005), a Constituição de 1988, em seu artigo 60, parágrafo único, quevigorou cerca de oito anos, já suscitava uma modalidade de descentralização universitária:Art. 60. Nos dez primeiros anos da promulgação da Constituição [...] Parágrafo único. [...] asuniversidades públicas descentralizarão suas atividades, de modo a estender suas unidades deensino superior às cidades de maior densidade populacional.
  17. 17. 16 Sobre este artigo pode-se refletir: A expressão „de modo a estender suas atividades de ensino superior às cidades de maior densidade populacional‟ pressupõe que uma universidade mantenha um centro principal conectado com campus em outras localidades, configurando o sistema multicampi de funcionamento (BOAVENTURA, 1997, p. 186, apud FIALHO, 2005, p.19). A UNEB já estava neste caminho: abriu-se para a cooperação internacional, emespecial com o Canadá. Seguia também o exemplo das universidades paulistas: Universidadede São Paulo (USP), Universidade de Campinas (UNICAMP) e Universidade EstadualPaulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), todas com experiências diversas de campi.Assim, a concepção de uma universidade multicampi concretizou-se e, sob a Lei Delegada nº66, de 1º de junho de 1983, sob a idealização do “Professor Doutor Edivaldo Boaventura –Secretário de Educação da Bahia, à época -, e seu primeiro Reitor” (FIALHO, 2005, p.93).Surgiu a Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O Regulamento da UNEB foi aprovado através do Decreto 3.299, de 30 de novembrode 1984, permitindo uma nova autarquia acadêmica, que promoveu a criação de alguns cargose preenchimentos de alguns postos. A autorização de funcionamento não foi fácil [...] Houve, no período, a mudança de três ministros da educação, Esther Ferraz [...] me Decreto Nº 92.937, de 17 de julho de 1986, chegou-se pela Portaria nº 909, de 31 de julho de 1995 e reconhecida pela Portaria Ministerial nº 909, de 31 de julho de 1995, do Ministro de Educação e Desporto, Paulo Renato de Souza, ao reconhecimento [...] reestruturada pela lei nº 7.176, de 10 de setembro de 1997 (BOAVENTURA, 1987, p. 19-21). Desta maneira, “a UNEB nascia com a cor da Bahia, comprometida com as suas regiões,com a negritude, com os sertões, com a pobreza, com os problemas de educação, dealimentação e de saúde” (BOAVENTURA, 2005, p. 168).
  18. 18. 17 CAPÍTULO III CRIAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO, CAMPUS XIV DA UNEB, EM CONCEIÇÃO DO COITÉ Segundo a tradição, o arraial de Coité, originou-se de tropeiros que se deslocavam deFeira de Santana rumo a Jacobina1 e aqui dividiam a jornada, descansando no local ondehavia uma fonte que mesmo no período de estiagem jorrava, cuja água era utilizada por elespara o consumo próprio e para dessedentar o animal que compunha a tropa. Assim, surgiu o arraial, que tomou a denominação de Coité, porque os tropeirospernoitavam sob o abrigo de uma árvore cujos frutos eram pequenos cabaças, que no idiomaprimitivo recebiam o nome de “Coité” (pequena cuia) as quais, cerradas ao meio, eram muitoutilizadas no uso doméstico. Tendo como principal fundador o Sr. João Benevides, que sendodevoto de Nossa Senhora da Conceição, construiu uma capela em homenagem a Santa e doouà igreja Católica, juntamente com uma área de terra, onde foram construídas residências. A área onde está erguida a sede do município pertencia ao município de Riachão doJacuípe, desmembrada em 18 de dezembro de 1890 e tornando-se município autônomo em 7de julho de 1933. Conceição do Coité está localizada na Região Nordeste, está a 210 km deSalvador, tendo uma área de 832 km² e possui aproximadamente 56.274 habitantes (segundoo último censo). “Limita-se com os seguintes municípios: a 35 km com Serrinha, a 19 kmcom Retirolândia, a 49 km com Araci, a 30 km com Barrocas, a 36 km com Riachão doJacuipe, a 29 km com Ichu e a 48 km com Santa Luz” (LOPES, 2001 p. 38). Sua principal atividade econômica é a cultura do Sisal. Há no município várias usinasdo beneficiamento da fibra do sisal, a qual é utilizada na fabricação de cordas, mantas, tapetes1 Feira de Santana e Jacobina são cidades pertencentes a mesorregião Centro Norte Baiano; aprimeira possui um amplo desenvolvimento econômico e social, é conhecida como “ A princesa doSertão”; a segunda se destaca pela exploração de minérios e recebe o nome de “cidade do ouro”. Adistancia entre si é de aproximadamente 250 km.
  19. 19. 18e sacos, exportados para outros estados do Brasil e para o exterior. São também cultivados omilho, o feijão, e a mandioca. Na pecuária destacam-se os rebanhos bovinos, suínos, caprinos, ovinos, eqüinos eaves. Nos setores comerciais, conta-se com lojas em todos os ramos de produtos e indústriasdiversas que vem somando no crescimento da economia coiteense. A feira livre realizada àssextas-feiras é considerada o evento econômico-sócio-cultural mais importante da regiãosisaleira. No setor educacional, o município dispõe de escolas que ao longo dos anos oferecem oensino desde o jardim da infância até o Ensino Médio, tanto na rede pública quanto privada. No entanto a população coiteense sentia a necessidade de expandir seusconhecimentos para que o nível de educação dos seus habitantes correspondesse aodesenvolvimento econômico local. Foi então que: “A criação da faculdade veio ao encontrodos anseios da juventude coiteense e região sisaleira que, há décadas, sonhava com apossibilidade de fazer um curso superior, sem ter de ir para Salvador ou Feira de Santana”(LOPES, 2001 p. 71). Em Sessão realizada no dia 03 de setembro de 1990, a Assembléia Legislativa daBahia aprovou o Projeto de Lei Nº 8602/90, de autoria do Deputado coiteense MisaelFerreira, no governo municipal do Prefeito Ewerton Rios de Araújo Filho e DiovandoCarneiro Cunha, criando o Centro de Ensino Superior de Conceição do Coité – CESCON,hoje denominado Departamento de Educação - Campus XIV, por fazer parte da Política deExtensão e interiorização do “campi” da Universidade do Estado da Bahia, desenvolvida peloReitor Professor Joaquim de Almeida Mendes. Entretanto, o tempo foi passando e somenteem 1992 o CONSU (Conselho Superior Universitário), órgão deliberativo da UNEB, aprovoupara a cidade, os cursos de Licenciatura Plena em Letras com quarenta vagas para habilitaçãoem Língua Portuguesa e Literatura da Língua Portuguesa e quarenta vagas para Letras comhabilitação em Língua Inglesa e Literatura, vindo a funcionar sob a coordenação do PadreLuiz Rodrigues Oliveira, cuja função foi exercida temporariamente. Os dois primeiros meses de aulas foram ministrados na Escola Agrícola VasnyMoreria de Vasconcelos. Logo em seguida passou a ser no antigo Colégio Santa Terezinha,hoje Educandário Divino Mestre. No começo do ano 1993, os estudantes passaram a assistiraulas no prédio próprio da faculdade, que fica no Bairro da Jaqueira, construído com recursosda Prefeitura Municipal.
  20. 20. 19 Hoje, sob a direção da professora Joselita Alves Gabriel da Silva, o campus possuiespaços físicos para ensino, pesquisa e extensão, várias salas de aula, sala de direção, deprofessores, protocolo, colegiado e acadêmica, reprografia, cantina, auditório, laboratório deinformática, biblioteca, sanitários masculinos e femininos e quadra esportiva. Atualmente, o curso é denominado de Letras Vernáculas - Habilitação em LínguaPortuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa. Funciona nos turnos vespertino e noturno(conforme a demanda do Departamento) com a presença de alunos dessa e de outras cidadesvizinhas, inclusive de Salvador. A matrícula é obrigatória por período acadêmico, semestral,pode ocorrer como resultado do processo de seleção, o vestibular, tendo o máximo de 30vagas, podendo ser acrescidas para os casos de ingresso através de transferência ou matrículaespecial. O período de integralização é no mínimo de quatro anos e o máximo de sete anos. O quadro de docentes do curso de Letras Vernáculas é de trinta e um profissionais,sendo: 08 especialistas, 17 mestres e 06 doutores. O Campus dispõe no total de 432 alunosmatriculados, sendo 138 do curso ora estudado. O Departamento também conta com alunos da Educação à Distância - EaD, além doPrograma Nacional de Educaçãona Reforma Agrária (PRONERA), que oportuniza aos assentados da reforma agráriaconseguirem a formação acadêmica em Letras Vernáculas como forma de atender àsexigências da LDB. Visando dar continuidade à formação e o enriquecimento profissional de muitaspessoas, o Campus - XIV também conta hoje com os Cursos de Licenciatura em História eComunicação Social - Rádio e T V. E, buscando o aperfeiçoamento de seus egressos, oferececursos de extensão e atividades de pesquisa. Desse modo, ao delimitar o estudo da formação do professor de Língua Portuguesa eLiteraturas de Língua Portuguesa ao caso específico da UNEB - Campus XIV, o entendemosenquanto parte integrante de uma totalidade mais complexa e abrangente, com a qual searticula dialeticamente, mas que apresenta especificidades no que se refere aos objetivos docurso, estrutura curricular e perfil do profissional formado a ser discutido posteriormente.
  21. 21. 20 CAPÍTULO IV OS OBJETIVOS DO CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS VERNÁCULAS DA UNEB - CAMPUS XIV O propósito para este capítulo é analisar os objetivos do curso de Licenciatura emLetras Vernáculas da UNEB - Campus XIV expressos em seus planos curriculares. Atravésdesses documentos procurou-se explicitar as principais intenções referentes à formação doperfil do profissional de Letras Vernáculas, em especial, de Língua e Literaturas de LínguaPortuguesa. A importância dos objetivos está em sua capacidade de tornar claro e direcionarpropósitos quanto ao desenvolvimento esperado, portanto não há prática educativa semobjetivos. É a partir da realidade sócio-cultural, política e econômica que os objetivos poderão transformar-se em guias eficientes para conduzir o processo de ensino-aprendizagem rumo à formação de um crítico e consciente, capaz de interagir na dinâmica da sociedade em busca dos seus ideais e do bem comum (LIBÂNEO, 1991, p. 101). As finalidades das disciplinas integrantes do currículo escolar estão determinadas porpropósitos humanos atrelados a interesses individuais e coletivos que surgem e sedesenvolvem nas bases materiais da existência humana, como é o trabalho, e, portanto, osobjetivos escolares expressam necessidades e interesses sociais impossíveis de sermodificados individual e voluntariamente ou a partir de uma prática isolada. Os objetivos são o ponto de partida, as premissas gerais do processo pedagógico. Representam as exigências da sociedade em relação à escola, ao ensino, aos alunos e, ao mesmo tempo, refletem as opções políticas e pedagógicas dos agentes educativos em face das contradições sociais existentes na sociedade (LIBÂNEO, 1991, p 122). Assim sendo, fica explicito a função dos objetivos na prática pedagógica e os reflexosque norteiam sua composição, pois os mesmos são elaborados baseados em existênciasindiretamente impostas pela sociedade ficando passivo de quem os constroem. Analisar os objetivos do Curso de Licenciatura em Letras Vernáculas do Campus -
  22. 22. 21XIV significa nesse sentido, apreender os resultados esperados e identificar as indicações àsvezes genéricas a respeito da organização curricular e do perfil do profissional de LetrasVernáculas a ser formado, mesmo sabendo que nem sempre verdadeiros objetivos são osproclamados e sem falar os que deixam de ser alcançados entre os contemplados no currículo. Num primeiro momento, procurou-se apenas identificar os objetivos do curso deLicenciatura de Letras Vernáculas explicitando assim os propósitos mais comuns encontradosnos planos curriculares quanto à formação do licenciado. Ao mesmo tempo procurou-seanalisá-los tendo como base a produção teórica acerca dos principais eixos que vêm sendodiscutidos no meio acadêmico quanto à formação de professores. Num segundo momento passou-se a analisar os objetivos agrupando em categoriastemáticas. Esse trabalho permitiu uma análise mais profunda, no sentido de explicitar algumasopções político-pedagógicas presentes nas propostas, bem como o comprometimento do cursoem relação à realidade em que está inserido.1. Formar professor para atuar na Educação Básica - Ensino Fundamental e EnsinoMédio. O Curso de Letras Vernáculas revela desde a intenção de capacitar professores,garantindo domínio de conteúdos tanto específicos quanto pedagógicos, até a intenção deampliar a profissionalização no campo específico de formação, fazendo-os perceber anecessidade de se aperfeiçoar técnica e humanamente para atuar devidamente dependendo dasvariações sócio-lingüísticas, culturais e econômicas apresentada na região de atuação. Atítulo de exemplo apresentam-se abaixo alguns objetivos. “Formar professores de Língua Portuguesa e Literaturas para atuar na Educação Básica (Ensino Fundamental - 5ª. à 8ª. Série – e Ensino Médio)” (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1); “Formar profissionais críticos aptos a assumirem com competência sua função social no mercado de trabalho” (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1);
  23. 23. 22 ”Desenvolver a formação humanística e cultural necessária para a compreensão e integração com a realidade do mundo atual” (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1). Esses objetivos confirmam as intenções do curso da UNEB - Campus XIV, quanto aooferecimento da habilitação profissional de Licenciatura. Entretanto, por si só, eles nãorespondem tão claramente o que representa formar o professor para atuar na Educação Básica.Diante disso, serão os outros objetivos que nos permitirão uma análise mais profunda dasreais intenções expressas nos Planos Curriculares em estudo.2. Formar o professor pesquisador “Formar profissionais competentes para o ensino e pesquisa em língua vernácula e literaturas” (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1). Outro objetivo pretendido no curso de Licenciatura da UNEB - Campus XIV refere-seà pesquisa. Nos objetivos, foram encontradas claras intenções de fomentar a pesquisa comoexperiência importante para a formação de profissional. Mediante análise feita na abordagemmetodológica desenvolvida pelo curso, percebe-se o oferecimento da oportunidade de conferirteoria, prática e pesquisa, numa interrelação da lingüística, da literatura e da práticapedagógica, já que o aluno é orientado a construir e Seminários Interdisciplinares do primeiroao sétimo semestre, onde serão apresentados trabalhos acadêmicos e/ou projetos de pesquisaenvolvendo os conteúdos estudados e analisados nesses componentes e a relação entre eles.No último semestre não ocorre o Seminário Interdisciplinar, visto que o TCC (Trabalho deConclusão de Curso) assume a função desse seminário. Uma última observação relaciona-se a formação do pesquisador através do TCC. Issodemonstra que o objetivo de formar o professor pesquisador encontra nexos firmes no que serefere ao oferecimento de experiências que viabilizam sua consecução. É oportuno ressaltar que os principais debates acerca da formação do professor tem evidenciado a importância da pesquisa como uma habilidade a ser desenvolvida durante a formação inicial do professor. O trabalho de pesquisa pode alterar substancialmente a formação desse profissional, pois tem uma forma concreta de mudanças dos próprios métodos de ensino, que na maioria das vezes são verbalistas e livrescos (FREITAS, 1992, p. 120).
  24. 24. 23 Além disso, têm-se as seguintes afirmativas: É mister, no desafio de compor o progresso técnico com o humanismo, imprimir nos educadores e na universidade como um todo o compromisso com a pesquisa a elaboração própria, a teorização das práticas, a crítica e a criatividade, superado-se a cópia da cópia, o mero ensino e a mera aprendizagem (DEMO, 1992, p. 26). A formação do professor pesquisador ocorre a partir de uma profunda consciência da importância da apreensão de diferentes óticas teóricas. Esta formação teórica multiperspectival, quando cuidada em suas diferentes possibilidades provoca a análise e dinamização da prática vivida pesquisar conduz ao exercício da dúvida – pesquisa. Ao aprender a duvidar o professor questiona e ao questionar toma-se autor (grifo da autora) de novas e mais propícias teorias sobre Educação (FAZENDA, 1998, p. 438). A Lei 5.540/68, responsável pela reforma do ensino superior no Brasil, trouxe consigoo estímulo ao debate no que se refere à indissociabilidade entre o ensino e a pesquisa.Principalmente após essa Reforma é que começam a surgir pesquisas ligadas ao ensinoPereira (1996) traz alguns posicionamentos acerca dessa questão. De um lado estão aqueles que questionaram o duplo papel do professor. Como ser bom educador e bom pesquisador ao mesmo tempo? As características de um bom professor são diferentes e, às vezes, até antagônicas em relação às características do bom pesquisador (NAGLE, apud PEREIRA, 1996, p. 85). De outro lado estão os que pensam que separar o ensino da pesquisa significa acentuara cisão entre teoria e prática. DEMO (1992) acredita que a pesquisa é inerente ao trabalho doprofessor. É a pesquisa, como propiciadora de condições de elaboração própria, que lhefacultará assumir atitude crítica e criativa. E há ainda aqueles que tomam uma posição intermediária nesse debate. Ensino epesquisa devem ser entendidos como parte das atividades didáticas, eles devem sedesenvolver de modo integrado e não desvinculado. “O ensino se ritualiza se não forassociado à investigação, mas isto não significa que o mesmo indivíduo deva ser esperto nasduas técnicas” (GIANNOTTI apud PEREIRA, 1996, p. 50). Na UNEB - Campus XIV, a pesquisa vem sendo entendida como parte integrante detodo o processo de formação do professor, na esperança de ser estimulada a capacidadeinvestigativa desses profissionais, e a consciência de que a sala de aula deve ser um ambienteconstante de pesquisa, embora demonstre maior ênfase à interrelação da lingüística e daliteratura.
  25. 25. 24 O Curso de Letras Vernáculas promovido pela UNEB - Campus XIV temdemonstrado grande preocupação na formação de professor, buscando organizar os objetivospor eixos temáticos, numa perspectiva de torná-los autônomos. Para ilustrar essa análiseapresentam-se os objetivos abaixo: “Formar profissionais capazes de refletir sobre o processo de ensino- aprendizagem numa abordagem dialética, visando à criação de novas práticas pedagógicas” (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1). “Estimular a capacidade de análise crítica e o envolvimento em grupos de pesquisa e/ou extensão, bem como na pós graduação” (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1). Ao analisar criticamente e reflexivamente a estrutura do currículo sobre a formação doprofessor pesquisador, percebe-se o compromisso que o Campus XIV vem assumindo nabusca de estabelecer valores que contemple uma formação de cunho, predisposta acorresponder as exigências da dinâmica da realidade sócio-cultural e educacional.3. Formar o professor crítico, reflexivo e criativo Os objetivos que se referem ao desenvolvimento da reflexão, do pensamento crítico,sistematizado e criativo compõem a estrutura curricular do Curso de Letras Vernáculas doCampus XIV, seguindo o que é disposto nas Diretrizes Curriculares do MEC, portanto,apresenta uma proposta visando atender as exigências legais e de modernização comadequação às demandas sociais referentes à formação de um profissional da área de ensino,competente, contextualizado com autonomia para desempenhar suas atividades. A proposta contempla intenção ao aprimoramento à reflexão crítica do aluno de formaintegral e/ou parcial, em todos os eixos constituintes do processo de formação desenvolvidono interior desse curso, iniciando-se no primeiro semestre estendendo-se até o oitavo,refletindo sobre a produção e transformação de conteúdos. Apesar disso, os objetivos do curso nem sempre demonstram claramente oentendimento do que venha a ser o desenvolvimento da crítica. Os mesmos deveriamexplicitar os aspectos de conhecimentos a serem alcançados para formar um professor
  26. 26. 25encorajado e capacitado a provocar mudanças relevantes para a sociedade do futuro.Exemplos abaixo confirmam essa assertiva: “Estimular a capacidade de análise crítica e o envolvimento em grupos de pesquisa e/ou extensão, bem como na pós-graduação”; “Formar profissionais capazes de refletir sobre o processo ensino-aprendizagem numa abordagem dialética, visando à criação de novas práticas pedagógicas”; “Proporcionar aos licenciados a reflexão analítica e crítica sobre as linguagens, considerando necessidade do uso das novas tecnologias, a fim de melhor produzir e compreender os textos que circulam socialmente”; “Formar profissionais críticos aptos a assumirem com competência sua função social no mercado de trabalho”. Destaca-se ainda que, apesar de os objetivos expressarem a intenção de formarprofessores críticos, não é possível afirmar que isso ocorra visto que, formar o professorcrítico significa politizar a linguagem do ensino, significa compreender as escolas como locaispolíticos e culturais e reconhecer que elas representam áreas de acomodação e contestaçãoentre grupos econômicos e culturais diferencialmente fortalecidos. É preciso explicitar asrelações entre conhecimento, poder e dominação. Pois a formação crítica, “deve oferecer asbases teóricas para que professores e demais indivíduos encarem e experimentem a naturezado trabalho docente de maneira crítica e potencialmente transformadora” (GIROUX, 1997,p.27). Esse autor reforça, portanto, a idéia de que formar o professor numa abordagem críticasignifica considerar as implicações pessoais e políticas do ensino e da escolarização, contudoessa perspectiva deve considerar a escola e suas relações com a perpetuação de uma ordemsocial injusta e implica ajudar professores a agirem na sala de aula, na escola e em outrosníveis do sistema, de forma a corrigir tais injustiças. Uma análise atenta dos objetivosvoltados para a formação do professor crítico, descrito nos documentos do curso, permiteafirmar que, a aquisição da consciência transformadora começa a ser realidade na ação dosprofissionais formados pela UNEB.4. O trabalho interdisciplinar na formação do professor O desenvolvimento do trabalho interdisciplinar vem sendo objetivo do curso
  27. 27. 26pesquisado, consciente da necessidade de mudança para o avanço do conhecimento, a novaproposta curricular que entrou em vigor em 2007.1, revela a necessidade e urgência daadequação as diretrizes curriculares que até então “seguia uma proposta curricular baseadaapenas na detenção do conhecimento, de forma estanque, sem relação de uma área com aoutra. Além disso, a prática pedagógica e a pesquisa não eram priorizadas” (Projeto deRedimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1, p. 13). [...] nessa perspectiva os conteúdos não podem ser considerados como instâncias fixas, estanques, e isoladas de conhecimento, sem relação com os outros uma vez que todo o processo de conhecimento envolve interrelação de áreas, interação de indivíduos, associação com os fatos sociais, culturais, políticos e lingüísticos” (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1, p. 30). É oportuno ressaltar que o processo de interdisciplinaridade do curso de LetrasVernáculas refere-se à integração de disciplinas ou áreas do conhecimento, relacionandotodos os quatro eixos, ou seja, há uma intersecção entre as áreas e ao mesmo tempo se tem umtrabalho específico em cada uma delas. Desta forma, entende-se que a interdisciplinaridade representa uma forma de rompercom o trabalho fragmentado, alienado do processo de ensino-aprendizagem. Significa tratardo conhecimento através do planejamento coletivo, capaz de estabelecer metas e açõescomuns. Além desse aspecto, a interdisciplinaridade representa uma importante mudança naformação do professor. [...] à medida que o professor habitua-se ao exercício de uma prática interdisciplinar, passa a identificar aspectos mais próprios do conhecimento do homem, [...] percebe que a coisa a conhecer não se esgota nela mesma, vivencia a possibilidade de deixar conduzir por outras dimensões que não apenas as concretas, ou racionais, como por exemplo, entre tantas, a simbólica (FAZENDA, 1998, p.445). Os cursos que apresentam preocupação em formar o professor numa perspectivainterdisciplinar são, com certeza responsáveis por implementar um perfil diferente para esseprofissional. “A interdisciplinaridade contribui para que o professor saia da mesmice de suarotina e busque novos projetos, provocando uma mudança também no comportamento dosseus alunos, que significa “aprender a intervir sem destruir o construído” (FAZENDA, 1998,p. 443).
  28. 28. 275. Aquisição de conhecimentos teóricos e domínios dos conteúdos O Curso de Licenciatura em Letras Vernáculas da UNEB - Campus XIV apresenta emseus planos curriculares objetivos ligados à aquisição de conhecimentos teóricos, ou aodomínio dos conteúdos, como também componentes curriculares propícios a incentivar maiorgrau de interdisciplinaridade e o estímulo a capacidade investigativa. Adquirir conhecimentos e administrar determinados conteúdos, na concepção doCurso de Letras Vernáculas perpassa por um propósito de ensinar os conhecimentos ligandotodas as disciplinas afinal, é preocupação desse Departamento preparar o professor parainteragir nas diversas áreas, fazer relações entre o que aprendeu e transformar o conhecimentoem conteúdos pedagógicos para serem aplicados no ensino de 1º e 2º graus. Os objetivos a seguir ilustram essa análise: “Formar licenciados que compreendem a língua como processo de interação e comunicação social” ((Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1, p. 26); “Desenvolver habilidades de planejamento, execução e avaliação numa perspectiva autônoma, visando à promoção de alternativas educacionais em seu meio” (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1, p. 26). Esse pressuposto considera todo desenvolvimento pedagógico como extremamenteimportante para a formação deste professor. Além disso, considerar apenas a formação com base nos conteúdos específicossignifica restringir a formação do professor e desconsiderar a complexidade intrínseca àquestão. Assim, para reforçar esta idéia têm-se a seguinte afirmação: A escola não é apenas, com efeito, um local onde circulam fluxos humanos, onde se investem e se geram riquezas materiais, onde se travam inter-relações sociais e relações de poder, ela é também um local - o local por excelência nas sociedades modernas - de gestão e de transmissão de saberes e símbolos (FORQUIN, 1992, p. 28). O estudo teórico acerca dos conteúdos da área específica é, indiscutivelmente,fundamental para a formação do professor. Entretanto, há que se considerar também deextrema importância e de grande responsabilidade para os cursos de formação de professores,os desenvolvimentos de alguns domínios necessários a esse profissional. Um bom exemplo é
  29. 29. 28a capacidade de analisar e selecionar o material a ser ensinado, além de saber justificar aseleção feita. Afinal, saber o que realmente merece ser ensinado para a sociedade atualsignifica conhecê-la, significa ter a capacidade de identificar o que é fundamental para a nossacultura, significa, ainda, saber que existem as coisas mais gerais, mais constantes, maishumanamente essenciais, que ultrapassam o conhecimento estritamente livresco. Portanto, a formação do professor deve compreender os domínios ditos fundamentaistanto da área específica, a qual está inerente à disciplina ou a matéria a ser lecionada, quantoda área pedagógica, dos conhecimentos culturais, dos valores e das habilidades docentes.6. Compreender a realidade sócio-econômico, política e cultural Compreender a realidade sócio-econômico-política e cultural e utilizar osconhecimentos para integrar-se, interagir e transformar a sociedade, são também objetivospresentes nas propostas. “Desenvolver formação humanística e cultural necessária para a compreensão e integração com a realidade do mundo atual” (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1, p. 26); “Formar licenciados que compreenda a língua como processo de interação e comunicação sócio-cultural” (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1, p. 26). Esse curso demonstra através dos seus objetivos, preocupação com a formação de umprofissional que consiga integrar-se socialmente, ou como afirma Libâneo (1991), umprofissional que possa utilizar os conhecimentos na vida cotidiana, tornando os conteúdosconhecimentos vivos, ou seja, significativos. A análise desenvolvida explicita os objetivos do Curso de Letras Vernáculas. Contudo,essa primeira sistematização permitiu identificar algumas características comuns aos objetivosdo curso. Desse modo estes objetivos foram organizados em três categorias as quais expressamas intenções dos cursos com as seguintes dimensões: a) Relação, Educação e Sociedade;
  30. 30. 29 b) Formação pedagógica; c) domínios/competências/habilidades. É sobre isso que trataremos a seguir.7. Relação, Educação e Sociedade Nessa categoria foram observados alguns objetivos que fazem, de maneira explicita ounão, referências as suas intenções acerca de formação do professor relacionada com seu papelna sociedade. São objetivos que apontam, mesmo que sutilmente, para a atuação do aluno nomeio social, que falam de interação e transformação social, concebendo a língua como umelemento fundamental para a veiculação de culturas, elo entre gerações, manutenção e/oumudanças dos papéis sociais, além de promover o conhecimento comum às diferentes formasde arte, mudanças históricas, políticas e sociais que existiram e têm existido. A perspectiva do Curso de Letras é capacitar profissionais que estabeleçam relaçõesentre linguagem, cultura e sociedade e que percebem a função da língua na centralização doindivíduo no processo de inserção de suas marcas individuais e ao mesmo tempo sociais. Umavez que a sua forma de usar língua reflete as concepções ideológicas e seu padrão social, seunível cultural, sua forma de ver o mundo. Assim, torna-se imprescindível preparar o professor com competência técnica paragarantir a “integração” e a “adaptação” do cidadão a essa sociedade. Essa necessidade deatender às exigências, muito mais do mercado financeiro do que da sociedade como um todo,acaba distanciando da formação dos professores a perspectiva crítica e a discussão dealternativas para a sociedade atual. Geralmente os objetivos dessa categoria não deixam muito claros a visão de Educaçãoe sociedade presente nas propostas, dão, no entanto, uma idéia de que consideram importantea atuação do profissional na sociedade através de sua integração ou através de sua reflexãocrítica, ou mesmo através da sua compreensão enquanto sujeito histórico e agentetransformador. Segue alguns exemplos abaixo:
  31. 31. 30 “Formar profissionais críticos, aptos a assumirem com competência sua função social no mercado de trabalho”; “Formar licenciados que compreenda a língua como processo de interação e comunicação sócio-cultural”. Esses são alguns objetivos que explicitaram intenções relacionadas a essa categoria.8. Formação pedagógica O interesse pela formação pedagógica do futuro professor é comum nos objetivoscontidos nos planos curriculares do Curso de Letras Vernáculas da UNEB - Campus XIV. A preocupação com o Ensino Fundamental e Médio, domínio de técnicasmetodológicas de ensino, interação entre os conhecimentos específicos, e pedagógicos sãoalgumas das intenções que expressam a preocupação do curso com essa dimensão. É tambémintenção do Curso de Letras Vernáculas do Campus XIV romper com a alienação, preparandoo professor para desenvolver uma prática de ação transformadora, de liberdade comcapacidade lingüístico plural, na perspectiva de desenvolver as possibilidades de um trabalhoque abra novas alternativas para a escola e a sociedade. Vários autores têm chamado a atenção para o fato de que os Cursos de Licenciaturasenfrentam vários problemas referentes à formação pedagógica. Em relação ao ensino de português, Geraldi (1995) enfatiza sobre a dicotomia entre oensino da língua e o ensino da metalinguagem, ou seja, profissionais preocupados em atingirseu objetivo, cumprindo seu planejamento com a apresentação de regras gramaticais, às vezesdesvinculadas dos textos, criação e análise textual pouco interessante para o aluno e, o maisgrave, muitas vezes sem se preocupar com a capacidade de desenvolvimento do aluno, a qualdeve acontecer através das estratégias do ensinar. O mais caótico é que as escolas de primeiro grau consistem no ensino, para alunos que nem se quer dominam a variedade culta de uma metalinguagem de análise dessa variedade com exercícios contínuos de descrição gramatical, estudo de regras e hipóteses de análise de problemas que mesmo especialistas não estão seguros de como resolver (GERALDI, 1995, p. 45). O domínio da matéria a ser ministrada pelo futuro professor por si só não garante acompetência desejadora e necessária à sociedade atual, por outro lado, somente o enfoque nas
  32. 32. 31metodologias e nas questões do como, porque e para que ensinar, também não representa atotalidade da formação profissional do professor. Assim a superação dessa dicotomia passa pela reflexão no âmbito conceitual deeducação e das políticas públicas, a influência das diversas tendências pedagógicas na práticametodológica, além de discutir o planejamento e as diversas possibilidades de avaliar osrecursos didáticos e tecnológicos, bem como a relação entre professor-aluno. Compreendendoainda, que o estágio é um elo dessa formação, com a intenção de instrumentalizar oprofissional para a sua atuação como professor, este estabelece a efetiva relação entre teoria, aprática e a pesquisa, para promover a sua autonomia, na tentativa de resolver as situaçõesproblemáticas do dia-a-dia de uma sala de aula.9. Competências e habilidades do professor A intenção de desenvolver competências e habilidades expressa-se nos planoscurriculares indicando objetivos que devem ser alcançados na Licenciatura: O Curso de Letras Vernáculas, promovido por esta instituição, tem como objetivo precípuo formar profissionais competentes para o ensino de língua vernácula e respectiva literatura sem descartar o desenvolvimento de outras habilidades querem possam, também, propiciar a inserção dos profissionais desses cursos em outras áreas correlatas, como: tradução, interpretação, revisão de texto e crítica literária (Projeto de Redimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1, p. 28). Assim, para atender a esses objetivos, é necessário o desenvolvimento decompetências e habilidades, a exemplo destas que seguem abaixo, segundo (Projeto deRedimensionamento e Ajuste Curricular do Curso de Letras, 2007.1, p. 28-29): a) domínio das estruturas lingüísticas e de seus usos em contextos variados, comcompetência para a produção e compreensão de textos orais e escritos na língua em estudo; b) correlação entre as transformações sócio-históricas e as mudanças lingüísticas eestabelecimento da relação entre a língua, cultura e sociedade; c) análise crítica das teorias lingüísticas e literárias; d) reflexão acerca dos diversos gêneros textuais e literários com indicação dascaracterísticas estruturais que os definem e os distinguem;
  33. 33. 32 f) habilidade em tradução, realizando a correspondência semântica, sintática eestilística na transposição do texto da língua estrangeira em estudo para a língua materna; h) competência para o exercício do magistério, com domínio de metodologias eteorias adequadas acerca do processo de ensino-aprendizagem, com capacidade pararesolução de problemas, promoção de alternativas educacionais em seu meio profissional eavaliação permanente do desempenho dos alunos, da instituição e do seu próprio trabalho; j) utilização dos saberes e dos recursos produzidos nas áreas tecnológicas,disponíveis para aplicação na prática docente; l) elaboração de projetos e desenvolvimento de pesquisas, estabelecendo aconexão interdisciplinar e/ou transdisciplinar dos eixos temáticos que constituem o Curso deLetras Vernáculas, respeitadas as suas específicidades, e articulando os resultados dasinvestigações com a prática, visando ressignificá-la; m) compreensão dos processos de desenvolvimento humano e da construção dasrelações sociais e interpessoais com ênfase no estudo das estruturas psicológicas envolvidasna constituição de um homem crítico, humano, autônomo e solidário, contextualizando-opolítica, social e efetivamente. Como pode ser observado nos exemplos acima, de forma geral, as habilidades maisesperadas são as de capacidade ligadas à atuação do professor, numa concepção de educação,voltada para os processos formativos ligados à linguagem, à pesquisa, à reflexão crítica, aotrabalho interdisciplinar e ao domínio de conteúdo. Percebe-se que a concepção de docência para esse curso encontra-se bastantedesenvolvido, especialmente quando tomamos como referência o redimensionamentocurricular, que traz em sua proposta a elaboração de trabalhos acadêmicos e/ou projetos depesquisa que contribuem para estimular a capacidade investigativa e a consciência de que asala de aula é ambiente constante de pesquisa. A necessidade de os profissionais da educação conhecer e vivenciar formas de gestãodemocrática, bem como aprenderem o significado social das relações de poder que sereproduzem no cotidiano da escola, nas relações entre os profissionais e entre estes e osalunos, já se expressa como preocupações deste curso.
  34. 34. 33 Estas são algumas das metas básicas que um Curso de Licenciatura precisa almejar nosentido de formar um profissional que apresente as habilidades e competências mínimas paraatender às exigências da sociedade atual, ao lado de representantes dos mais diversossegmentos educacionais debatendo e refletindo, para garantir uma sólida formação teórica eentenda a necessidade de se formar continuadamente para que possa desenvolver um trabalhorealmente competente. Assim, pode-se afirmar que os objetivos da Licenciatura em Letras Vernáculasrepresentam importante papel, visto que os mesmos explicitam propósitos e intençõesreferentes à formação do professor.
  35. 35. 34 CONCLUSÃO O estudo referente aos objetivos do Curso de Licenciatura em Letras Vernáculas daUNEB - Campus XIV permitiu de modo mais geral, refletir sobre o real contexto em que seencontram as Licenciaturas no País. E permitiu de modo mais específico visualizar ascondições objetivas de existência da Licenciatura em Letras Vernáculas da UNEB - CampusXIV. Feito esse estudo e, a partir da análise dos objetivos do Curso de Licenciatura emLetras Vernáculas da UNEB - Campus XIV foi possível identificar qual tem sido acontribuição dada por essa instituição na formação do profissional de educação, em especialdo professor de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa. Foram, especialmente, os momentos vividos na escola e nos cursos de formação deprofessores que incentivaram a investigação da temática inerente ao Curso de Licenciatura emLetras Vernáculas da UNEB - Campus XIV. O estudo realizado permitiu compreender como o processo histórico de criação daUNEB, enquanto universidade está organizado e estruturado. O curso e as concepções deEducação e Ensino de seus coordenadores têm contribuído para o “modelo” implantado emseu interior. O resgate histórico do curso, inserido no contexto de criação da UNEB (Cap. I)permitiu não só conhecer as etapas inerentes a implantação das universidades no Brasil, comotambém, entender o curso estudado na dinâmica relação que estabelece com o contexto sócio-econômico-político que, determina e orienta os rumos da formação de educador no Brasil. As críticas e as propostas de formação de professores discutidas e produzidas nouniverso acadêmico têm influenciado positivamente na organização do Curso de Licenciaturaem Letras Vernáculas da UNEB - Campus XIV. O estudo da trajetória histórica da UNEB - Campus XIV possibilitou inclusive,entender que a pesquisa no Curso de Licenciatura em Letras Vernáculas tem sido uma práticaconstante relacionando-se, tanto ao ensino dos conteúdos da Educação Básica quanto aosrelacionados à formação como profissional, conforme análise demonstrada, uma vez que oaluno é orientado a construir Seminários Interdisciplinares do primeiro ao sétimo semestre,onde serão apresentados trabalhos acadêmicos e/ou projetos de pesquisa envolvendo osconteúdos estudados e analisados nesses componentes e a relação entre eles. No último
  36. 36. 35semestre não ocorre o Seminário Interdisciplinar, visto que o TCC (Trabalho de Conclusão deCurso) assume a função desse seminário. Dentro desta proposta, então, a formação do profissional de Letras Vernáculasenvolve a associação necessária entre teoria, prática e pesquisa, o que implicaconsequentemente, a interrelação da linguística, da literatura e da prática pedagógica. Assim, reconhecer como surgiu o Curso de Licenciatura em Letras Vernáculas daUNEB - Campus XIV, bem como os estágios principais que transpuseram em sua evolução aolongo do tempo, suas relações com as políticas educacionais inseridas no contexto sócio-econômico e político brasileiro, significou conhecer os condicionantes históricos e identificaros limites e as possibilidades concretas de inovação contidas nas propostas atuais. Verifica-se que os objetivos do curso trazem em suas propostas uma políticaeducacional que privilegia a formação do profissional crítico e reflexivo, criativo, autônomo,investigativo, consciente de sua função social, como agente transformador, com competêncialinguístico-literária e didático-pedagógica para o exercício de suas funções. Porém, conformeos objetivos relacionados na análise, não é possível afirmar que isso ocorra visto que, naprática nem sempre os professores demonstram claramente o entendimento do que venha a sero desenvolvimento da crítica. Pois, formar o professor crítico significa politizar a linguagemdo ensino: saber falar e ouvir. Procurando atingir demais anseios, foram analisados os objetivos gerais e específicoscontidos nas propostas curriculares do curso investigado, bem como o perfil do professor e aestrutura curricular do mesmo. A esse respeito constata-se que formar professores para atuar na Educação Básica(Ensino Fundamental - 6º ao 9º ano e Ensino Médio), foi o objetivo encontrado a partir daconcepção do Curso de Letras Vernáculas da UNEB, em suas habilitações de LínguaPortuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa. O curso demonstrou em seus objetivos aintenção de formar o pesquisador, apresentou o perfil voltado para um profissionalpesquisador e oferece disciplinas relacionadas à pesquisa, a qual foi fortemente detectada noprocesso ensino e aprendizagem. A escola, de maneira geral, a muito tem demonstrado seu desejo de formar alunoscríticos, criativos e reflexivos. Isso não é diferente na universidade. No curso de Licenciaturaem Letras Vernáculas da UNEB - Campus XIV, esse desejo foi expresso de alguma maneira,
  37. 37. 36nos objetivos e confirmado no perfil do professor. As grades curriculares permitiram afirmarcomo esse objetivo tem sido viabilizado através do oferecimento de disciplinas. A interdisciplinaridade apareceu como um objetivo muito vago. Porém, percebe-setanto na análise documental, quanto no discurso das entrevistas realizadas, que há clareza emrelação à significação desse termo. Com o intuito de compreender as condições de implementação dos objetivos,analisaram-se as grades curriculares do Curso de Licenciatura em Letras Vernáculas daUNEB - Campus XIV, buscando identificar sua estrutura e organização. Revelam, porexemplo, a predominância dos conteúdos específicos na formação do professor vistos,portanto, como mais importantes para o bom desempenho o futuro educador. Apesar daidentificação de que apenas 50% dos objetivos do curso estão voltados para o domínio deconteúdos específicos, 50% dos perfis estão orientados para esse domínio. Porém é a gradecurricular a maior reveladora dessa tendência, visto que a maioria dos componentescurriculares oferecidos está relacionada aos conteúdos caracterizadores básicos do curso,responsáveis pela formação teórica do profissional. Além disso, percebe-se que a carga horária destinada à formação pedagógica do cursoda UNEB - Campus XIV é de 825 horas/aula. Portanto, maior que o número de horasestabelecidas pelo Parecer CNE/CP 28/2001, regulamentada pela Resolução 02 do CNE/CP,de 19/02/2002, dando sequência ao Parecer CNE/CP 009/2001, para os Cursos de Formaçãode Professor. Entende-se que, a ênfase dada aos conteúdos específicos é que a formação deprofessor seja pensada de maneira mais ampla, contribuindo para que os alunos daLicenciatura consigam resolver os problemas advindos de sua prática docente. A supervalorização que se dá aos conteúdos específicos em detrimento de uma formação pedagógica,crítica e criativa, com certeza não permitirá o desenvolvimento de habilidades e capacidadesque auxiliem os professores na superação dos problemas cotidianos de seus trabalhos. A esse respeito nota-se a forte presença da disciplina Prática Pedagógica nos quatroprimeiros períodos; e, em seguida, o Estágio Supervisionado, nos quatro últimos períodos,oferecida aos alunos da Licenciatura em Letras Vernáculas na UNEB - Campus XIV. Arelação teoria e prática se evidenciam na forma como essas disciplinas se apresentam na gradecurricular, de modo presencial durante todo o processo de ensino e aprendizagem, em todosos componentes curriculares, vivenciadas ao longo do curso, incluindo-se aí, não só osconteúdos específicos da área de língua e literatura, mas também e, principalmente, aarticulação constante entre ensino, pesquisa e extensão. A prática não é apenas o lócus da
  38. 38. 37aplicação de um conhecimento científico e pedagógico, mas espaço de criação e reflexão,onde novos conhecimentos são gerados e modificados constantemente. Portanto, não épossível que esses momentos se dêem apenas no final da formação profissional. Sabemos, no entanto, que apenas a análise do Plano Curricular não possibilita acompreensão mais ampla do que é proposto e o que é realmente concretizado no dia-a-dia docurso. De fato, na dinâmica do dia-a-dia, os elementos que perpassam a formação docente sãoacompanhados de diferentes ingredientes que complementam e, às vezes, até superam odocumento oficial. Mas os documentos também se revestem de singular importância, vistoque representam intenções e expressam visões de mundo, Homem, História e Educação, quede algum modo orientam o desenvolvimento do curso. Não houve pretensão de fazer generalizações como forma de impor a verdadeabsoluta, mas, com este trabalho, espera-se trazer algumas sistematizações que possam alargara produção existente acerca dessa temática e conhecer as especificidades do Curso de LetrasVernáculas da UNEB - Campus XIV de forma mais sistematizada. Muitos aspectos poderãoainda ser pesquisados. O primeiro passo está dado. A sociedade atual tem evidenciado suas principais necessidades quanto ao tipo de serhumano necessário para um convívio social. Seria fundamental a formação de valores sociaisinclinados para o ser humano e à natureza, o respeito à vida humana e às diferenças culturais,respeitar os códigos éticos que permitam às pessoas distinguir o individual do coletivo, opúblico do privado e conviver com normas que valorizem o ser humano e o bem-estar social. Para uma formação dessa natureza, é necessário que a escola se organize com umespaço democrático, através do coletivo, do diálogo e do questionamento crítico baseado noconceito de homem como sujeito/agente, que se fortaleça e dê voz aos estudantes dediferentes grupos sociais. Por tudo isso, constata-se que a constituição de um Projeto Pedagógico para o curso deLicenciatura em estudo pode representar uma alternativa na busca de superação dosproblemas, bem como a ampliação do debate no interior desta instituição, condição essencialpara a formação de professores críticos e transformadores de sua prática. Pois, um projetopedagógico é aquele que apresenta o que realmente está sendo desenvolvido no curso, ou seja,é uma diretriz que mantêm o fluxo dos acontecimentos. Os objetivos do Curso de Licenciaturas em Letras Vernáculas da UNEB, em seuprocesso de execução, contemplam o que é proposto no Parecer CNE/CP 009/2001, quedispõe que, nos Cursos de Formação de Professores, os conteúdos disciplinares específicos daárea são eixos articuladores do currículo, que devem articular grande parte do saber
  39. 39. 38pedagógico necessário ao exercício profissional e estarem constantemente referidos ao ensinoda disciplina para as faixas etárias e as etapas correspondentes da educação básica. Entende-se, portanto, que a estrutura departamental de nossas universidades encontra-se sem fôlego para assumir os novos desafios que ora lhe apresentam. Entretanto, assumir a formação do professor deve ser tarefa básica da comunidadeuniversitária como um todo e fundamentalmente dos departamentos da Educação e das áreasespecíficas. Não será possível construir um projeto político-pedagógico para as Licenciaturas,deixando as disciplinas pedagógicas para segundo plano, por não as considerarem prioritárias. É preciso, portanto, que sejam impressas mudanças na estrutura e organização dasLicenciaturas e discutidas de forma coletiva, os problemas que envolvam disciplinas eprofessores de áreas específicas e pedagógicas, com o intuito de encontrar alternativas quesuperem os problemas atuais. Isso porque um projeto político-pedagógico implica discussão eespecialmente mudanças em nossas concepções acerca do ensino na graduação de modo gerale nas Licenciaturas, de modo específico. Enfim, espera-se que este trabalho possa estimular o debate no interior da UNEB -Campus XIV e interferir criticamente nas práticas educativas cotidianas, buscandotransformá-las. Além disso, tem-se a expectativa de que novos estudos sejam realizados sobreo Curso de Letras Vernáculas nessa instituição, preenchendo assim as lacunas que ora foramdeixadas e que ao mesmo tempo colaborou-se com o movimento de reorientação dacontribuição da UNEB - Campus XIV, na Formação de Profissionais da Educação. Issoporque se entende que se torna cada vez mais inadiável uma relação sistemática em relação àformação dos professores, no âmbito de políticas sociais que articulam formação dequalidade, salários dignos e formação continuada.
  40. 40. 39 REFERÊNCIASBOAVENTURA, Edivaldo M. Origem e formação do sistema estadual de educação superiorda Bahia – 1968 – 1991. Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade. Salvador, v.14, n. 24, p. 155-173, jul./dez., 2005.__________. Pela causa da educação e da cultura: pronunciamentos. Salvador: SEC, 1984,p. 57.__________. Tempos construtivos. Salvador: Edições Apoador, 1987b. p. 19-21, 132, 186.CANDAU, Vera M. Ferrão. (Coord.). Novos rumos da Licenciatura. Brasília: INEP/Rio deJaneiro: Pontifícia Católica do Rio de Janeiro, 1987, p. 93.DEMO, Pedro. Formação de formadores básicos. Brasília: nº 54, abr./jun. 1992, p. 26.FAZENDA, Ivone C. A. Práticas interdisciplinares na sala de aula. Águas de Lindóia:USP, 1998, p. 438-447.FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa. 2. ed.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986, p. 1169.FIALHO, Nádia Hage. Universidade multicampi. Brasília: Autores associados/PlanoEditora, 2005, p.18, 19, 41, 50, 93, 96.GATTI, Bernadete A. Formar professores: velhos problemas e as demandascontemporâneas. Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade. Salvador, v. 12, n.20, jul./dez, 2003, p. 475.FORQUIN, Jean-Claude. Saberes escolares, imperativos didáticos e dinâmicos sociais:teoria e Educação. Porto Alegre, n.5, 1992, p. 28-49.FREITAS, L. Carlos. Em direção a uma política para formação de professores. Brasília:v.54, p. 3-22, 120, abr/jun. 1992.GERALDI, João Wanderley (Org.). O texto na sala de aula. São Paulo: Ática. 2000.
  41. 41. 40GIROUX, Henry A. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia critica daaprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997, p.27.LIBANEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortes, 1991, p. 122.OLIVEIRA, Vanilson Lopes de. Conceição do Coité: a capital do sisal. Conceição do Coité:Gráfica e Editora Clip, 2001, p. 38-71.PEREIRA, Julio Emilio Diniz. A formação de professores nos cursos de licenciatura. BeloHorizonte: [s.n.] 1996, p. 57, 85, 187.ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da educação no Brasil (1930/1973). Petrópolis.30.ed. [s.l.]: Vozes, 2006, p. 132-230.
  42. 42. 41ANEXOS
  43. 43. 42 ROTEIRO DA ENTREVISTA COM O COORDENADOR DO COLEGIADO DE LETRAS DA UNEB - CAMPUS XIV - CONCEIÇÃODO COITÉ - BAHIA, PROFESSOR JOSÉ LUÍS BULCÃO, GRADUADO, EM LETRAS VERNÁCULAS COM INGLÊS.I - Funcionamento geral do curso de Licenciatura em Letras Vernáculas da UNEB  Nº de vagas por semestre  Regime de funcionamento (semestral - crédito)  Forma de ingresso (semestral ou anual)  Turnos em que acontecem os cursos  Exigência para conclusão dos cursosI - Quais os objetivos dos cursos de licenciatura em Letras Vernáculas da UNEB - CampusXIV para formar o professor?II - O perfil do professor reforça os objetivos do curso?III- Que habilidades e/ou competências os alunos adquirem ao cursar a licenciatura?IV - O curso tem objetivos voltados ao desenvolvimento de habilidades acerca dosconhecimentos específicos e da pesquisa?V - A pesquisa é vista como um dos elementos essenciais na formação do professor?VI - Quais os objetivos direcionados a formação do professor-pesquisador?VII - Quais as disciplinas do currículo que viabilizam o desejo de formar profissionaiscríticos, reflexivos e criativos?
  44. 44. 43VIII - Em alguma época ou momento A PROGRAD realizou um projeto político-pedagógicoenvolvendo o curso de licenciatura em Letras Vernáculas desta instituição, tendo o ensino, apesquisa e a extensão como elementos articulados entre si? Qual foi o intuito para esteprojeto?IX - Quais as contribuições das disciplinas pedagógicas? Que proporção ocupa nos objetivosdo curso?X - As disciplinas pedagógicas são oferecidas no inicio ou final do curso?XI - Quanto à prática de ensino, o curso de licenciatura em Letras Vernáculas da UNEB jáadequou suas grades curriculares às exigências da nova lei?XII - A um espaço específico para que se possa discutir e buscar soluções para as incoerênciase dificuldades vividas no interior da licenciatura?XIII - Como se estabelecem os principais nexos entre os determinantes históricos e a criaçãodo curso de Licenciatura da UNEB - CAMPUS XIV e as Universidades Brasileiras?XIV - UNEB e ParceriasXV - Dúvidas e questões acerca dos documentos analisados.XVI - Outras observações:
  45. 45. 44 ROTEIRO DA ENTREVISTA COM A COORDENADORA DO NUPE (NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO) DA UNEB - CAMPUS XIV, CONCEIÇÃO DO COITÉ - BAHIA, A PROFESSORA LÚCIA MARIA DE JESUS PARCERO, GRADUADA EM LETRAS VERNÁCULAS1. Qual o conceito de extensão dentro do programa universitário?2. Como se dá o processo dos cursos de extensão? a) Parceiro b) Técnico c) Docente d) Ensino3. Em sua opinião, quais os cursos de extensão e pesquisa oferecidos pelo Campus têmcontribuído para formação do professor de Língua e Literaturas de Língua Portuguesa?4. De que forma os cursos de extensão vem preparando os estudantes de licenciatura emLetras Vernáculas no fazer pedagógico para a prática em sala de aula?5. Qual formação acadêmica tem os professores que ministram os cursos direcionados aosfuturos professores de Língua e Literaturas de Língua Portuguesa?6. Por que tão poucos cursos são oferecidos com o intuito de discutir e apontar métodostécnicos que venham fortalecer o trabalho com ensino-aprendizagem?7. Qual o conceito de interdisciplinaridade vem sendo desenvolvido nos cursos de pesquisa eextensão?8. Outras informações que considere relevantes para o esclarecimento sobre os processos doscursos coordenado por você neste Campus.

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