UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEB         DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO-CAMPUS XIV                  CURSO-LETRAS/INGLÊS    ...
MILENA OLIVEIRA DA PAIXÃOA IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM DALÍNGUA INGLESA: UM ESTUDO CONSTRUÍDO EM UMA CLAS...
MILENA OLIVEIRA DA PAIXÃO   A IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM DA LÍNGUA  INGLESA: UM ESTUDO CONSTRUÍDO EM UMA...
AgradecimentosAgradeço a Deus por tudo, pela força, coragem e perseverança. Por ter iluminado omeu caminho e a minha mente...
“Como Professores, conscientes ou inconscientes, somos antes de tudo   educadores, e educamos mais pelo que somos pelo que...
RESUMOEsse trabalho tem como objetivo analisar como o desejo e/ou necessidade deaprender tornam – se potencializadores mot...
ABSTRACTThis study aims to examine how the desire and / or need to learn becomemotivational enhancers of learning English ...
LISTA DE SIGLASMBTI: Myers – Briggs Type IndicationLI: Língua InglesaPCN: Parâmetros Curriculares Nacionais
SUMÁRIOINTRODUÇÃO                                                      9CAPÍTULO I - UMA ABORDAGEM TEÓRICA SOBRE A MOTIVAÇ...
9                                     INTRODUÇÃO      No final dos anos 90, algumas pesquisas ao redor do mundo começaram ...
10experiências vividas na academia, a partir de observações feitas nos estágios,dentre outras, sentiu – se a necessidade d...
11classe do nono ano do nível fundamental de uma escola de Salgadália, Conceiçãodo Coité, Bahia dentre outros fatores inte...
12                                   CAPÍTULO I UMA ABORDAGEM TEÓRICA SOBRE A MOTIVAÇÃO PARA APRENDIZAGEM                 ...
13motivação se acabe, pelo contrário ela irá aumentar na busca de uma maiorsatisfação.      Essa teoria aponta ainda os ti...
14lembrar que essa proposição de Covey é uma evolução da teoria de Maslow, porém,requer uma busca maior por um entendiment...
15psicológicos e ainda inspirou o desenvolvimento do MBTI (Myers-Briggs TypeIndicator – Myers Briggs, 1997). No entanto, o...
16      O que se pode fazer, dentro do contexto escolar, é despertar a inteligência, ointeresse, fazendo a pessoa perceber...
17lo no ponto mais próximo possível de sua dificuldade. Começando por atividadesdas mais fáceis para as mais complexas. Bu...
18      Risk-taking, dentro da filosofia educacional, é assumir riscos, é a capacidadede pôr em prática abertamente a líng...
19      Morrissom e Mclntyre (1997) analisaram a personalidade do professor emtermos de concreto e abstrato. Tendo o concr...
20       4- Como ensinar- a escolha dos procedimentos e atitudes de ensino;       5- Como avaliar- uma decisão contra ou a...
211.3 O processo de aprendizagem      Muitos autores têm teorias fundamentadas no processo de aprendizagem,como por exempl...
22      Em se tratando de um aprendizado de língua inglesa, assim como qualqueroutra segunda língua, essas teorias se enca...
23      Por fim, a língua estrangeira está inserida na educação fundamental, noâmbito de uma educação plena de cidadania, ...
24 aprendizagem. Técnicas que propiciam a interação entre os alunos são mais eficazes às técnicas utilizadas em aulas expo...
25    O Sétimo princípio- A boa prática respeita os diversos talentos e as diferentes      formas de aprendizagem.   Esse...
26                                    CAPITULO II                                  METODOLOGIA      Pesquisar significa pr...
272.3 Técnicas de coleta     Foi realizado dentro do estágio supervisionado do ano de 2009, observaçõesseguido da aplicaçã...
28rural do distrito e outros que moram no considerado centro, ou seja, dois grupos que,apesar de a distância não ser tão g...
29                                       CAPÍTULO III                       DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS      Com base no...
30        Dentre os vinte e oito entrevistados, a maioria deles respondeu que sente anecessidade de aprender a língua ingl...
31      Quando essa questão foi passada para os alunos, vinte e seis responderamque sim e duas pessoas responderam não. Os...
32da internet, pois, mesmo aqueles que não têm em suas casas essa ferramenta,recorrem à lan houses quando querem acessar a...
33                             CONSIDERAÇÕES FINAIS      A realização desta pesquisa surgiu do desejo de verificar qual a ...
34observação e de realização do estágio supervisionado e da aplicação dosquestionários. O comportamento, as atitudes dos a...
35                                 REFERENCIASBAKHTIN,Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem.São Paulo : Hucitec,1999....
36OLIVEIRA,M.K. Vigotsky, aprendizado e desenvolvimento : um processo sócio-histórico. 4.ed.São Paulo :Scipione,2002.PAIVA...
37                            UNIVESIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB                            DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO –CAM...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

A importância da motivação para a aprendizagem da língua inglesa um estudo construído em uma classe do npono ano do ensino fundamental

11.826 visualizações

Publicada em

0 comentários
6 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
11.826
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
31
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
176
Comentários
0
Gostaram
6
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

A importância da motivação para a aprendizagem da língua inglesa um estudo construído em uma classe do npono ano do ensino fundamental

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO-CAMPUS XIV CURSO-LETRAS/INGLÊS MILENA OLIVEIRA DA PAIXÃOA IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM DALÍNGUA INGLESA: UM ESTUDO CONSTRUÍDO EM UMA CLASSE DO NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Conceição do Coité 2011
  2. 2. MILENA OLIVEIRA DA PAIXÃOA IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM DALÍNGUA INGLESA: UM ESTUDO CONSTRUÍDO EM UMA CLASSE DO NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade do Estado da Bahia-UNEB – Campus XIV de Conceição do Coité, para obtenção do grau de Licenciatura em Letras com habilitação em Língua Inglesa Orientadora: Profª Ms. Mª Cezarela O. de Carvalho. Conceição do Coité 2011
  3. 3. MILENA OLIVEIRA DA PAIXÃO A IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA: UM ESTUDO CONSTRUÍDO EM UMA CLASSE DO NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Monografia apresentada à Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação, Campus XIV, como requisito final à conclusão do Curso de Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua Inglesa.Aprovada em: ___/___/___ Banca examinadora_______________________________Maria Cezarela Oliveira de Carvalho – OrientadoraUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV_________________________________________Neila Maria Oliveira SantanaUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV_________________________________________Irenilza OliveiraUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV Conceição do Coité 2011
  4. 4. AgradecimentosAgradeço a Deus por tudo, pela força, coragem e perseverança. Por ter iluminado omeu caminho e a minha mente toda vez que eu, no decorrer desse trabalho, medeparava com grandes dificuldades e pensava em desistir. Obrigada pela Luz.Obrigada por não ter me deixado fraquejar nunca.Agradeço aos meus pais, por ter acreditado em mim, no meu potencial. Ao meumarido pelo apoio em todos esses anos. E toda a minha família.Aos professores Paulo de Tarso, Irenilza Oliveira, Letícia Telles, Maiana Rose,Nilzete Silva e agora Neila Santana e Cezarela, que contribuíram direta ouindiretamente na realização desse trabalho.Aos funcionários Margareth, pelo carisma e paciência, e Henrique, pela dedicação eamizade.Enfim, a todos que, em todo momento, estiveram do meu lado.
  5. 5. “Como Professores, conscientes ou inconscientes, somos antes de tudo educadores, e educamos mais pelo que somos pelo que dizemos...” (Solange Ribeiro)
  6. 6. RESUMOEsse trabalho tem como objetivo analisar como o desejo e/ou necessidade deaprender tornam – se potencializadores motivacionais do aprendizado de línguainglesa, em uma classe do nono ano do Ensino Fundamental da escola municipalAntônio Nunes Gordiano Filho, localizada em Salgadália, na tentativa de proporalternativas que contribuam para aumentar o nível de motivação dos alunos. Paraisso, foi realizado um estudo de caso de base qualitativa, que dialogou com a teoriade aquisição de Stephen Krashen, os conceitos de Brown sobre afeição e carinho,variáveis relevantes dentro do processo de aquisição de uma língua, além deVigotsky e Wallon, que tratam da dissociação entre cognição e afetividade. Outrosaspectos também discutidos foram a relação professor – aluno e tipos de motivação.A partir daí formou – se a base teórica que possibilitou a análise e discussão dosresultados encontrados.Palavras-chave : Motivação. Aprendiz. Ensino / aprendizagem. Língua Inglesa
  7. 7. ABSTRACTThis study aims to examine how the desire and / or need to learn becomemotivational enhancers of learning English in a ninth year class of elementaryschool, at Antonio Nunes Gordiano Filho municipal school, located in Salgadália inan attempt to propose alternatives in order to contribute to increase the level ofstudents’ motivation. For this, we conducted a case study of qualitative basis,supported by Stephen Krashenstheory about acquisition, Brown’s concepts aboutaffection and warmth, the relevant variables within the process of acquiring alanguage, and Vygotsky and Wallon, who deal with the dissociation betweencognitive and affective factors. Other aspects discussed were the teacher –studentrelationship and types of motivation. Those studies formed the theoretical basis thatallowed the analysis and discussion on the findings.Key-words: Motivation. Learner. Teaching / learning. English language
  8. 8. LISTA DE SIGLASMBTI: Myers – Briggs Type IndicationLI: Língua InglesaPCN: Parâmetros Curriculares Nacionais
  9. 9. SUMÁRIOINTRODUÇÃO 9CAPÍTULO I - UMA ABORDAGEM TEÓRICA SOBRE A MOTIVAÇÃOPARA APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA 121.1 Elementos da motivação 121.2 O papel do Professor no processo de ensino / aprendizagem 201.3 O processo de aprendizagem 211.4 Os sete princípios para a boa prática na educação 232 METODOLOGIA 262.1 Caracterização da população3 ANÁLISE DOS DADOS 29CONCLUSÕES 33REFERÊNCIAS 35APÊNDICES 37
  10. 10. 9 INTRODUÇÃO No final dos anos 90, algumas pesquisas ao redor do mundo começaram amostrar resultados em que mostram uma preocupação maior, por parte dosprofessores e da classe em geral, com relação aos aspectos motivadores fortementeinfluenciadores do processo de ensino - aprendizagem. Dentro do âmbito escolar, osmétodos de ensino e os professores são voltados ao modo de como a língua éadquirida e a relevância dos aspectos desejo e necessidade de aprender uma línguaestrangeira. Realizadas em contextos de sala de aula, as pesquisas destacaram o papelde variáveis afetivas como motivação, autoconfiança, ansiedade e também o papeldo professor em facilitar a aquisição da língua inglesa. Diante disso, surgiu a intenção de diagnosticar a qualidade do estímulofornecido pelo professor na situação de aprendizagem. A importância dada por partedos professores aos aspectos desejo e necessidade em se aprender uma línguaestrangeira, para os mais diversos fins: viagem, trabalho, ou por questões sociaiscomo motivadores de grande relevância na apreensão e fixação de uma línguaestrangeira como a língua inglesa. Cada vez mais o lado afetivo da aquisição de uma segunda língua atrai aatenção de pesquisadores e professores. Diante de alguns resultados de pesquisassobre a afetividade na aquisição de uma segunda língua, seguido de muita pesquisanota - se a existência de relações substanciais entre variáveis afetivas e deproficiência. Variáveis como motivação, autoconfiança e ansiedade afetam oprocesso de aquisição (HURD, 2002). Para alguns autores como Gardner (1994), o comportamento do professorpode influenciar positiva ou negativamente no desejo e na disposição do aprendizem aprender e continuar o aprendizado da língua em questão. A motivação pode seruma atitude do professor. Sabido por ele que os alunos são seres humanos comnecessidades, é importante descobrir caminhos para motivá-los a alcançar seusobjetivos. O desejo em realizar essa pesquisa surgiu da necessidade de verificar comoas variáveis afetivas desejo/necessidade de aprender tornam - se potencializadoresmotivacionais do aprendizado da língua inglesa em uma classe do nono ano doensino fundamental de uma escola de Salgadália. Com base em algumas
  11. 11. 10experiências vividas na academia, a partir de observações feitas nos estágios,dentre outras, sentiu – se a necessidade de investigar a influência desses aspectosno processo de aquisição de LI. O que leva o aluno a aprender um novo idioma?Verificar, inclusive, se há uma mediação significativa por parte dos professores,objetivando uma boa relação do aluno com o objeto de estudo (a língua inglesa). A pesquisa em questão, está fundamentada também em outros autores comoFreire (1996), Brown (1994),Bakhtin (1999), Piaget(1969), Vigotsky (1992), dentreoutros. Com base nos pressupostos teóricos desses autores, o primeiro capítulodessa pesquisa aborda os elementos da motivação. As necessidades que o serhumano possui e o desejo de satisfazê – las. Considerando que o ser em questãoaqui é o aluno, o seu comportamento, o que o leva agir, pensar, se comportar dedeterminado modo, com fundamentos ligados à Psicologia, mais especificamente naPsicologia da motivação. Ainda nesse capítulo, trata – se do trabalho do professorem sala de aula, sua conduta enquanto mediador do conhecimento. O que implicafortemente à afetividade e consequentemente o aprendizado. O interesse por doisdos sete princípios, citados nesse capítulo, para a boa prática na educação érelevante, na medida em que fora constatada nas observações a interação professor– aluno dentro e fora da sala de aula, quando esse for de boa qualidade, assimcomo o respeito às diferentes formas de aprendizagem resultam em um ensino deaprendizagem. O segundo capítulo refere – se à fundamentação metodológica característicadessa pesquisa, baseada nos princípios de um trabalho científico, co base nosprocedimentos técnicos, suas formas de estudo, a fim de descrever o fenômenoreferido através de números obtidos por meios de observações, registro de fatos, aomesmo tempo em que descreve os sujeitos e o tipo da pesquisa. O terceiro capítulo traz descrita a análise dos dados obtidos com a aplicaçãodo roteiro de entrevista com os alunos, que serviram de fomento para a conclusãodo trabalho. E por último o quarto capítulo, retratando as considerações obtidasdepois do caso estudado, das teorias analisadas e as conclusões feitas peloscolaboradores da pesquisa referida, considerando a forte influência positiva ounegativa das variáveis que motivam o aluno a aprender a língua inglesa. Qual opapel dos aspectos desejo e necessidade de aprender o inglês, como motivadoresdo aprendizado, assim como o estímulo dado pelo professor aos alunos de uma
  12. 12. 11classe do nono ano do nível fundamental de uma escola de Salgadália, Conceiçãodo Coité, Bahia dentre outros fatores internos e externos que os levam a adquiriruma segunda língua.
  13. 13. 12 CAPÍTULO I UMA ABORDAGEM TEÓRICA SOBRE A MOTIVAÇÃO PARA APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA1.1 Elementos da motivação O ser humano é um ser de necessidades. Em seu desenvolvimento, o seucomportamento se baseia na satisfação dessas necessidades, que, por sua vez,estão sempre em processo de criação, de “mutação” e por muitas vezes, inventadaspelo próprio homem. Considerando que o objeto desse estudo é o comportamentodo aluno de língua inglesa em relação à motivação e às necessidades em aprender,esse estudo buscou fundamentos na Psicologia, mais especificamente na psicologiada motivação, que visa estudar os motivos, os instintos que levam os alunos a agir,a se comportar de determinada maneira. Tendo como base a Psicologia, na tentativade explicar esse comportamento observado, conhecendo cada vez mais elementosque explicam a conduta humana, pode-se ter uma maior abrangência de elementospossíveis que possam ajudar o homem a conciliar seus desejos e necessidades. Alguns autores como Rogers e Maslow (1991) em seus estudos, dão ênfase afontes intrínsecas de motivação, que são as de maior relevância nesse trabalho,uma visão humanista que se preocupa com as necessidades de auto-realização, atendência realizadora existente em um ser humano. De acordo com esses autores, oHomem em seu desenvolvimento, é freqüentemente motivado pela necessidade derealizar os seus objetivos. Necessidades estas que vêm desde criança. Outra abordagem preocupada com a motivação é a cognitivista, a qualdefende o comportamento como ação determinada pelo nosso pensamento. Aspessoas reagem às suas próprias interpretações externas, o que implicará numdeterminado comportamento. Tanto as teorias de Maslow e Rogers quanto acognitivista são abordagens em que a motivação intrínseca é da maior relevância. Abraham Maslow determinou que todo ser humano é motivado pornecessidades específicas, que diferem porém, quanto ao momento vivido por esseser. O autor organizou uma pirâmide indicando que a nossa motivação para realizaras necessidades do topo (que ele identificou como necessidades de ser) só surgiráquando as da base forem satisfeitas (necessidades de sobrevivência). Assimorganizadas, não implicam, porém, que o homem ao alcançar o topo da pirâmide, a
  14. 14. 13motivação se acabe, pelo contrário ela irá aumentar na busca de uma maiorsatisfação. Essa teoria aponta ainda os tipos de necessidades que Maslow considerouexaustivas e mutuamente exclusivas: 1- Necessidades Fisiológicas: São aquelas necessidades que se tem maisurgência em satisfazê-las, como necessidade de alimentação, de sono e repouso,de abrigo e o desejo sexual. 2- Necessidades de Segurança: Na ordem, quando satisfeitas asnecessidades fisiológicas, o Homem busca satisfazer a necessidade de estarprotegido, busca uma vida sem perigos. 3- Necessidades Sociais (relacionamentos): necessidades de associação,participação, de amizade, amor e integração. 4- Necessidades de Estima. São aquelas relacionadas ao sentimento de auto-apreciação social, de respeito, de status, de prestígio e de consideração. 5- Necessidades de Autoconfiança. São necessidades tidas como menosurgentes aquelas relacionadas à competência e realização do potencial de cadaindivíduo, de desenvolvimento, etc. Dentro dessa perspectiva, percebe-se que a motivação de uma pessoaenvolve o atendimento dessas necessidades em todas as dimensões humanas.Podem ser físicas, espirituais, emocionais e intelectuais, porém, as satisfaçõesdessas necessidades podem apresentar ênfase em determinada dimensão porconta das diferenças psicológicas de cada indivíduo. Não existe ainda um estudoconclusivo sobre a questão das dimensões humanas, mas Covey (2004) salientaque no mundo, as seis religiões principais concordam com Corpo, Alma e Espíritocomo as dimensões que norteiam os estudos do comportamento humano. O autorconsiderou a alma como duas dimensões distintas: a mente e a emoção,acreditando que há necessidades próprias a cada uma dessas dimensões. Então,temos quatro: corpo, coração, mente e espírito, onde espírito é a dimensão central.Para cada dimensão, Covey associou uma necessidade: Ao espírito (central),associou significado e contribuição (realização de Maslow). À mente ele associoudesenvolvimento, ao coração associou relacionamento, que corresponde ànecessidade de participação de Maslow. E ao corpo associou sobrevivência(correspondentes as necessidades fisiológicas e de segurança de Maslow). Cabe
  15. 15. 14lembrar que essa proposição de Covey é uma evolução da teoria de Maslow, porém,requer uma busca maior por um entendimento mais profundo da motivação humana. Surge uma nova ampliação dessa hierarquia com pequenas alterações daterminologia como um aprimoramento das idéias de Covey, com o intuito de obteruma compreensão mais clara da natureza humana e suas necessidades. Assimrepresentadas na figura a seguir: Figura 1: As necessidades de natureza humana Percebe-se então que a necessidade de sobrevivência é muito maior, maisurgente do que todas as outras. Por último, vem a necessidade de Realização. Antes de fazer uma associação das necessidades com os tipos psicológicos,é de grande relevância que sejam esclarecidos e fundamentados as funçõespsicológicas. Baseados na teoria de Carl Gustav Jung (1991), os tipos psicológicos sãocaracterísticas de uma atitude geral que se manifesta de muitas formas individuais.Orientadas pelas funções psicológicas básicas temos: pensamento, sentimento,intuição e sensação, as quais se dividem em dois grupos: de julgamento (o uso darazão, tomada de decisões) e de percepção (percepção do que acontece). Logo, asfunções de julgamento são referentes à pensamento e sentimentos e as depercepção são sensação e intuição. A combinação das duas atitudes (julgamento e percepção) e das quatrofunções (pensamento, sentimento, sensação e intuição), originou oito tipos
  16. 16. 15psicológicos e ainda inspirou o desenvolvimento do MBTI (Myers-Briggs TypeIndicator – Myers Briggs, 1997). No entanto, o que nos interessa é conhecer eentender as funções e a que dimensões estão ligadas. A função Sensação está ligada ao corpo, pois é nele que encontramos osentido, e a partir da percepção que o indivíduo obtém que poderá produzircondições que lhe forneça subsídios que garanta a satisfação da necessidade desobrevivência. A função Sentimento está ligada a emoção. É através da emoção que oindivíduo consegue se relacionar. A função pensamento está ligada a razão, pois é através dela que o indivíduoadquire mecanismos que indicam suas escolhas com o objetivo de satisfazer anecessidade de capacitação. A função intuição está ligada ao espírito, pois é nele que o individuo obtémvisões de futuro voltadas ao bem comum com o intuito de satisfazer asnecessidades de realização. Portanto, no quesito necessidade, podemos concluir que cada indivíduopossui necessidades que se diferem entre si e que a capacidade de satisfazê-lasestá inteiramente ligada à motivação. É a motivação que vai determinar ocomportamento e atitudes desse indivíduo que muitas vezes não é visível, pois nãohá preocupação com a necessidade mais urgente do indivíduo. O termo motivação refere-se ao impulso interno que leva à ação. Na área dapsicologia, a questão principal é “por que o indivíduo se comporta de maneira comoele o faz?” (RUDOLPH, 2003, p. 25). A Psicologia busca entender por que os sereshumanos e animais em determinadas situações escolhem, iniciam e mantémdeterminadas ações. Essas ações direcionam e intensificam os objetivos de umindivíduo. Motivação, em outras palavras, é um conjunto de fatores psicológicos(conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, os quaisagem entre si e determinam a conduta de um individuo, despertando sua vontade einteresse para uma tarefa ou ação conjunta. A motivação é algo que está dentro daspessoas, portanto, não é certo dizer que alguém motiva alguém, o que acontece éque nós somos influenciados a todo o momento pelo meio externo, incluindopessoas ou coisas.
  17. 17. 16 O que se pode fazer, dentro do contexto escolar, é despertar a inteligência, ointeresse, fazendo a pessoa perceber que pode sempre aprender mais,despertando-lhe ânimo e vontade de ampliar seus conhecimentos. Considerando que motivar significa fornecer um motivo para a ação, emrelação à aprendizagem, cabem aqui algumas considerações sobre o que é e comose dá esse processo. Oliveira (2002) apresenta uma definição de aprendizagembastante considerável, pois está ligada, segundo ele, à interação social: Aprendizado ou aprendizagem é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações, habilidades, atitudes, valores, etc. A partir de seu contato com a realidade, o meio ambiente, as outras pessoas. É um processo que se diferencia dos fatores inatos (...) justamente por sua ênfase nos processos sócio-históricos, a idéia de aprendizado inclui a interdependência dos indivíduos envolvidos no processo... cujo inclui sempre aquele que aprende, aquele que ensina e a relação entre as pessoas (VIGOTSKY apud OLIVEIRA, 2002, p. 57). Vygotsky, em suas pesquisas, ressalta que no processo de alfabetização(primeira língua) é de grande importância o contato que o indivíduo deve ter com acultura do ambiente- o meio externo- promovendo a aprendizagem e despertandotambém processos internos. Esse processo se dá igualmente quando aaprendizagem é de uma segunda língua. Segundo Snnygg apud Pilz (2003, p. 9) “os motivos têm a função deenergizar, provocando o comportamento”. Para o autor o processo de aprendizagemquando provocado por uma motivação, de forma natural, pode alcançar grandesresultados, de forma a conscientizar os alunos para a dinâmica da vida e do seudesenvolvimento individual. Assim sendo, os indivíduos passarão facilmente pelosobstáculos que certamente encontrarão no processo, sentindo prazer pelo que estãofazendo. Os motivos norteiam a vida de um ser na busca de satisfazer suasnecessidades, em busca do resultado que pretende alcançar. Dentro do contextoescolar, a motivação é um dos vários problemas que os professores enfrentam emsala de aula, talvez o mais difícil. Principalmente quando se trata de um aprendizadode uma segunda língua. Mas apesar de toda essa dificuldade, o professor não devepunir ou ameaçar, pois pode acarretar numa turma rebelde, insatisfeita, etc. Oprofessor deve estimular e analisar até que ponto o aluno sabe para então estimulá-
  18. 18. 17lo no ponto mais próximo possível de sua dificuldade. Começando por atividadesdas mais fáceis para as mais complexas. Buscar atividades que desenvolvam umaaprendizagem significativa, usando métodos de trabalhos dialéticos. Dessa forma, a motivação será sempre válida no intuito de incentivar aodesencadeamento de impulsos no interior do adolescente ou da criança, na tentativade fazê-lo querer participar das atividades escolares. Esse estudo teve como inspiração também outras teorias como a de Krashen(1984), por exemplo, que se refere ao input que é o insumo recebido pelo alunoatravés do professor, que influencia diretamente na afetividade, pois tem que ser deboa qualidade e de uma quantidade adequada, que implicará no aumento ou não dofiltro afetivo, ou seja, quanto mais nervoso, mais ansioso, com desmotivação, baixaauto-estima o aluno tiver, bloqueará o insumo e refletirá numa aprendizagem semefeitos. Brown vem sustentar a tese de que os alunos, que estão aprendendo umasegunda língua, tendem a desenvolver uma nova identidade, a pensar e agir deforma diferente, podendo facilmente criar um senso de fragilidade, de defesa, deinibição. Cabe ao professor tratá-los com afeição e carinho, fornecê-los um suporteafetivo necessário para que ele consiga assimilar o que está sendo estudado. O autor ainda dividiu esses aspectos em três fases: linguagem, autoconfiançae risk-taking. A linguagem, segundo ele, refere-se ao fato de que os aprendizes de umasegunda língua se sentem tolos e humilhados ao tentar aprender, e no ato, faltarpalavras ou estar face a face com um estrangeiro e não conseguir se comunicar ébastante comum. Daí a importância do suporte afetivo dado pelo professor, comintuito de desenvolver a auto-estima e autoconfiança; A autoconfiança: o eventual sucesso que um estudante tem no aprendizado,ou pelo menos em parte, deve-se á sua crença de que ele é totalmente capaz derealizar as atividades. Algumas atividades propostas pelo professor podem facilitar oprincipio anteriormente citado a emergir (BROWN, 1994). Essa fase refere-se às atividades verbais e não verbais dadas aos alunos.Tais atividades devem ser aplicadas de forma a fazer com que os alunos percebamque possuem a capacidade necessária para o aprendizado. Sempre seguindo aseqüência dos mais fáceis para os mais difíceis, de forma a estimular o aluno arealizá-los.
  19. 19. 18 Risk-taking, dentro da filosofia educacional, é assumir riscos, é a capacidadede pôr em prática abertamente a língua recém aprendida, e usar nas mais diversassituações e “contextos”. Buscou - se também Vygotsky e Wallon com a teoria que condenam adissociação de cognição e afetividade. Esses autores denunciam a separação entreesses aspectos. Fundamentaram seus estudos numa teoria monista, que entendeesses dois aspectos como processos indissociáveis. Preocupados com umacompreensão do homem como um todo (o homem em sua totalidade), suasnecessidades e dos interesses pessoais. Ainda dentro dessa visão monista, volto-me para Gardner, refletindo nasmudanças ocorridas na interação professor-aluno. Essas mudanças estãorelacionadas ao questionamento dos meios didáticos e metodológicos empregados etambém á evolução da psicologia, nas ultimas décadas. Isso foi causado pelatentativa de se atingir a “eficácia docente” na sala de aula, que por sua vez, passoupor diversos conceitos. A interação entre o professor e aluno em sala de aula, eralevada de forma autoritária pelo docente, dominada pelas características pessoaisdos professores, sem levar em consideração os aspectos psicológicos, as aptidõesou inteligências múltiplas dos alunos (professor- transmissor X aluno receptor). Essamudança, baseada numa nova corrente filosófica, a do existencialismo, diz que “ohomem é aquilo que constrói para si” (SARTRE, 1943, p. 26) logo, preocupa-senuma relação pela qual o foco não é somente o professor, mas o alunoindividualmente e seu envolvimento social. É de extrema importância que o professor conheça, reconheça que o alunotraz algo consigo. A tendência, na maioria das vezes, é de o professor inicialmente,pensar que o aprendiz não sabe nada, que aprender é passar da ignorância aosaber. Ao contrário, o aluno traz sempre algo: aptidões, saberes anteriores esaberes paralelo e acima de tudo, um projeto de realização pessoal que seráfacilitado pelo profissional. A ligação entre esses dois agentes é fortementerecíproca. O facilitador continua aprendendo com seus alunos, tendo a ocasião epermissão de realizar o seu próprio conhecimento e saber. Portanto, a relação professor-aluno, como toda relação, é de dois pólos. E éde competência desses dois pólos determinarem o clima dessa relação, porém, deforma diferente para cada um, sendo que o professor que toma a maior parte dasiniciativas, mostrando o caminho que esta relação deve se estabelecer.
  20. 20. 19 Morrissom e Mclntyre (1997) analisaram a personalidade do professor emtermos de concreto e abstrato. Tendo o concreto como tendências por ambientes deestruturas simples, inclina-se a impor objetivos, etc. O abstrato é aquele professormais flexível às necessidades, e desigualdades, com maior cordialidade, tem ummaior envolvimento nas tarefas. Essas diferenças entre essa dicotomia interferem noaprendizado e refletem-se nas reações dos alunos. Dentro desses termos, Maslow(1991), caracteriza o professor de forma bipolar: o professor como controlador,avaliador (aprendizagem do tipo extrínseco) e o professor condutor de um trabalhopedagógico que se interessa pelas necessidades dos alunos, respeita o estimulo doaprendiz, condicionador e facilitador. O que resultará numa realização satisfatória deobjetivos estimulará a criatividade, imaginação, consciência de um ser que existe eque interage com o seu mundo capaz, inclusive de transformá-lo. Essa visão monista do homem, citada por Vygotsky e Wallon, assume que ainteração que se estabelece entre o professor/ aluno/ objeto de conhecimento, nãoestá somente voltada para a dimensão cognitiva, mas também, está inteira efortemente marcada pela afetividade. Contrária a uma visão que entende o homemcomo um ser dividido entre racional/emocional, corpo/mente, afeto/cognição. Essavisão vem “bater de frente” com a visão monista. Esses autores, nesse sentido,salientam o valor fundamental de uma interação social que é essencial para odesenvolvimento humano e defendem ainda a relação existente entre o ambientesocial e os processos afetivos e cognitivos. Fora das dimensões referentes às relações professor/aluno e aprendiz/língua(objeto de estudo), Leite e Tassoni (2002, p.13), direcionaram seus estudos paraoutra dimensão; a do trabalho pedagógico: “é possível afirma que a afetividade estápresente em todas as etapas do trabalho pedagógico desenvolvido pelo professor, oque extrapola a sua relação Tetê -a – Tetê com o aluno”. Esses autores, em seus estudos, enfatizam cinco decisões tomadas peloprofessor, em seu planejamento, as quais certamente implicarão fortemente osaspectos afetivo-cognitivos, e ainda poderá interferir futuramente na relaçãoaluno/objeto de estudo. São elas: 1- Para onde ir- a escolha dos objetivos de ensino; 2- De onde partir- o aluno como referencia; 3- Como caminhar- a organização dos conteúdos;
  21. 21. 20 4- Como ensinar- a escolha dos procedimentos e atitudes de ensino; 5- Como avaliar- uma decisão contra ou a favor do aluno.1.2 O papel do professor no processo de ensino - aprendizagem “O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até intimidade do movimento do seu pensamento.Sua aula é assim, um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. “Cansam porque acompanham as idas e vindas do seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”. (FREIRE, p.96). Para Paulo Freire (1996), o trabalho do professor em sala de aula, seurelacionamento, o professor com uma conduta autoritário-licenciosa, competente/incompetente, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal humoradosempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, tanto umquanto o outro deixam marcas profundas nos alunos, implicando fortemente àsdimensões afetivas. Em contra partida, esse trabalho busca, ainda, fundamentos baseados nateoria de Siqueira (2005), que atribui valores à afetividade, confiança, empatia erespeito entre alunos e professores, porém, afirma que os educadores não podempermitir que tais sentimentos venham interferir no cumprimento ético de seu deverde professor. Preocupado com situações do gênero diferenciado como, por exemplo,determinado aluno que obteve uma nota ruim: “como o professor pode melhoraressa nota para que esse aluno não fique para recuperação?” (Siqueira, 2005, p.10),norteado pelos fatores amizade, empatia, afeição, etc. Para enfatizar o que foi dito aqui anteriormente por alguns autores, direta ouindiretamente, Gadotti (1999) enfatiza o papel do professor que busca pôr em práticao diálogo, o educador que não se coloca na posição de detentor do saber e sim, naposição de que não sabe tudo, reconhecendo que mesmo um analfabeto é portadordo conhecimento mais importante: o da vida (daí a importância das interaçõessociais). O professor deixa, então, de ser detentor, para ser o facilitador, o mediadorde informações, conhecimento para o aluno, conhecimentos estes de suasinteligências múltiplas.
  22. 22. 211.3 O processo de aprendizagem Muitos autores têm teorias fundamentadas no processo de aprendizagem,como por exemplo, Piaget (1969) porém, esse trabalho sustenta – se teoricamenteem Gagné (1971), por destacar uma série de tipos de aprendizagem que vão dasimples associação de estímulos à complexidade da solução de problemas. Esseautor classificou os tipos de aprendizagem e indicou formas diferentes de utilização,para cada um deles, no que concernem as estratégias de ensino, a saber:  Aprendizagem de signos-(reflexo condicionado).  Aprendizagem Estimulo- resposta (condicionamento operante).  Aprendizagem em cadeia (serie de ligações estimulo-resposta).  Aprendizagem de associações verbais (tipo complexo de aprendizagem em cadeia).  Aprendizagem de discriminações múltiplas (processo de associações e discriminações).  Aprendizagem de conceitos (entendimento de propriedades abstratas).  Aprendizagem de princípios (relação entre dois ou mais conceitos).  Aprendizagem de resolução de problemas (elaboração de um novo principio combinando princípios já aprendidos. Tanto essa teoria de Gagné, quanto as de Piaget e Skinner, as quais nãohouve a necessidade de um aprofundamento nesse trabalho, indicam algunsconceitos comuns que facilitam o entendimento desse processo que leva o nome doterceiro subtítulo desse capítulo, os quais podem ser resumidos dessa forma:  O agente da aprendizagem é o aluno. O professor, nesse processo, age como um facilitador, orientador.  As diferenças individuais entre os alunos devem ser respeitadas e a aprendizagem deve ser acompanhada de maneira um pouco mais individualizada.  A aprendizagem de qualquer assunto requer uma continuidade lógica e psicológica.
  23. 23. 22 Em se tratando de um aprendizado de língua inglesa, assim como qualqueroutra segunda língua, essas teorias se encaixam perfeitamente. Nesse caso, aaprendizagem precisa ter um significado maior, ela deve estar relacionada comconhecimentos, experiências e vivencias do aluno. Os aprendizes precisam sentir-seaptos a transferir o que aprenderam para outras situações da vida. Dessa forma, aafetividade pode ser alcançada, o filtro afetivo pode ser diminuído. Considerando todo um perfil de um aprendiz de língua estrangeira, éimportante deixar claro que o aluno de língua inglesa requer uma maior atenção, eque, mais do que em qualquer outro caso, a educação deve ser focada noaprendizado do aluno e não no ensino do professor, por levar em conta toda umasérie de fatores como emocional, fragilidade e até mesmo de identidade. A relação professor-aluno e aluno-objeto de estudo, são de fundamentalimportância em todas as dimensões da aprendizagem, inclusive em um aprendizadode LI, e afetam diretamente no aspecto afetivo. Quando o facilitador crer, mesmo em grau modesto, um clima de sala de aula caracterizado por tudo o que pode empreender de autenticidade, apreço, empatia; quando confia na tendência construtiva do individuo e do grupo, descobre então, que inaugurou uma revolução educacional (...) a aprendizagem transforma-se em vida, vida existencial. Dessa forma, o aluno, às vezes com entusiasmo, relutantemente em outros casos, comporta-se como alguém que está passando por uma aprendizagem, por certa mudança (ROGERS, 1972). O professor de língua inglesa tem que planejar conteúdos e atividades quesejam significativas para eles. É necessário que os mediadores utilizem-se deestratégias de ensino de forma contextualizada, relacionando o contexto escolarcom a cultura, com o social do aprendiz. Segundo Paiva (2005), o processo deaprendizagem segue um procedimento que se refere á ligação que o aluno faz como que quer aprender e o que já sabe, ou seja, construir o conhecimento baseado noque ele já conhece a projeção dos conhecimentos que já possui nos conhecimentosnovos, buscando estar mais próximo do que se quer aprender. Segundo os pressupostos dos PCNs (2001), o ensino de uma línguaestrangeira não se baseia somente nas dimensões de uma sala de aula, mastambém fora dela. O professor tem que ser flexível, podendo criar, refletir, buscarinovações que refletirá em um melhor desempenho do aluno.
  24. 24. 23 Por fim, a língua estrangeira está inserida na educação fundamental, noâmbito de uma educação plena de cidadania, pois, o aprendiz vive em um mundoglobalizado e precisa estar inserido neste, de forma a obter informações quenecessita para usar uma língua que não é a dele, em situações diferentes comocomunicação, formação, informação, interação e etc.1.4 Os setes princípios para a boa prática na educação Esse trabalho tem como inspiração, os setes princípios para a boa prática naeducação de ensino superior. Relacionando – os com o ensino fundamental.Utilizou-se somente o primeiro e o sétimo princípios desses pressupostos teóricos.Esses princípios foram criados com o objetivo de ajudar no atendimento àsmudanças educacionais necessárias no ensino superior, que também ocorrem noensino médio e ensino fundamental (para este, fez-se referencia apenas aos 1° e 7ºprincípios), pois esses princípios são aplicáveis a qualquer tipo de aluno,dependendo das circunstâncias envolvidas:  O primeiro princípio- A boa prática encoraja o contato entre o aluno e professor. A aplicação dos sete princípios para a boa prática baseada nas teorias de Galf eDients indicou que professores que apresentam uma interação com os alunos forada sala de aula, representam maior efetividade entre os alunos e colegas. Domesmo modo, os estudantes que obtiveram maior resultado, aptidões, escolha decarreira, comprometimento intelectual, tiveram um maior contato com seusprofessores. Esses autores concluíram, então que, a relação entre professor e alunofora da sala de aula pode representar melhores resultados sobre os alunos. Essainteração acontece- é bom salientar- de maneira informal. Levando sempre em contaassuntos do interesse dos alunos. É fato comprovado, então, que a interação professor- aluno dentro e fora da salade aula resulta em um ensino de qualidade e ajuda os estudantes a alcançaremseus objetivos.  O segundo princípio – A boa prática encoraja a cooperação entre os alunos. De acordo com esse princípio, o processo de aprendizagem é mais efetivo quando resulta de um esforço de equipe, o que aumenta o envolvimento com a
  25. 25. 24 aprendizagem. Técnicas que propiciam a interação entre os alunos são mais eficazes às técnicas utilizadas em aulas expositivas.  O terceiro princípio – A boa prática encoraja a aprendizagem ativa. Trata – se de algumas ações fundamentais dos professores em sala de aula como, por exemplo, fazendo conexões do conteúdo com a vida real e as experiências pessoais, utilizar - se de jogos, simulações, etc. Com isso, conseqüentemente, o aluno quebra a postura passiva desempenhada por ele no processo, agindo como um mero receptor do conhecimento.  O quarto princípio – A boa prática fornece feedback imediato Segundo Santos (2002, p.75), em todos os estágios da sua vida acadêmica oestudante precisa de oportunidades para refletir sobre o que já aprendeu, sobre oque ainda precisa aprender e sobre como fazer sua auto avaliação. Trata – se de umretorno de qualidade que ajuda o aluno a focar seus objetivos da aprendizagem. Ofeedback imediato direcionados aos erros dos aprendizes é fundamental nesseprocesso.  O quinto princípio – A boa prática enfatiza o tempo da tarefa Esse princípio baseia – se na variável tempo. Refere – se à quantidadedestinada pelos professores ou instituição ao tempo consumido nas realizações deatividades, de contato com o material em sala de aula relacionado com o processode ensino. Em síntese, é a definição do tempo das aulas, o número de aulassemanais que implica em um ensino mais eficaz. No caso de aulas de línguainglesa, esse princípio é também de grande relevância, pois, sabe - se que o tempoalocado para as aulas de inglês do ensino fundamental I e II, assim como no ensinomédio, segundo os PCN´s, é bastante reduzido. A questão é, nesse contexto, saberutilizar o tempo, gerenciar a realização das tarefas, a aplicação de outros princípios,o fornecimento do feedback, dentre outros.  O sexto princípio – A boa prática comunica altas expectativas Este outro enfatiza o senso desafiante do professor buscando alcançar ummelhor rendimento dos alunos. Os resultados obtidos quando o professor assumeessa conduta desafiadora, mas realizável para o desempenho do aluno, são bemmaiores. Os estudantes dão mais valor para as disciplinas consideradas difíceis,pois são mais exigidos e com isso, constroem para si um senso de responsabilidade.
  26. 26. 25  O Sétimo princípio- A boa prática respeita os diversos talentos e as diferentes formas de aprendizagem. Esse princípio reconhece a necessidade de o professor compreender osdiferentes talentos e estilos de aprendizagem que os alunos trazem para a sala deaula. Estudos feitos por Claxton e Murrel apud Chickerig e Gamsom (1991),destacaram os seguintes resultados:  Estudantes conscientes de seus próprios estilos de aprendizagem, e fazem uso de estratégias adequadas de ensino, obtém um melhor resultado.  A combinação entre os métodos utilizados pelo mediador e os estilos de aprendizagem dos alunos resulta em uma melhoria do processo de ensino/aprendizagem.  Os alunos podem ainda, expandir seus estilos de aprendizagem. O professor de língua inglesa desempenha um papel fundamental no processode aquisição. O sucesso do aluno e do professor, consciente de seus atos, dependede sua conduta, sua ética, seu trabalho pedagógico, a escolha de suas estratégiasde ensino, a habilidade em utilizar o tempo em suas aulas de forma adequada,depende ainda de sua característica afetiva. Todos esses fatores implicam em umamotivação dada ao aluno, em satisfazer suas necessidades mutantes, determinandoo comportamento e as atitudes tomadas pelos aprendizes. O professor, comomediador do conhecimento, também em processo de aprendizado, pode e deveinfluenciar a todo o momento, despertando a inteligência, a vontade de aprenderalgo mais, o ânimo do aluno. O resultado é completamente satisfatório. Cabe aoeducador, buscar variar suas técnicas, seus métodos de ensino na tentativa dealcançar, de “abraçar” toda essa diversidade do alunado, respeitando sempre suasindividualidades.
  27. 27. 26 CAPITULO II METODOLOGIA Pesquisar significa procurar respostas para indagações, propostas. É a buscade soluções a um problema, através do emprego de processos científicos. Apesquisa constitui em um caminho para se chegar à ciência, ao conhecimento, pormeio da utilização de diferentes instrumentos. Dentro da modalidade cientifica, estase difere de qualquer outra pelo método, pelas técnicas, assim como pela tipologia.No que se refere a este trabalho, a partir das questões do problema, busca – seexplicações e soluções possíveis seguindo alguns métodos de estudo.2.1 Fundamentação metodológica Esse trabalho classifica - se, segundo as formas de estudo do objeto, em umapesquisa descritiva, por se tratar da descrição do fenômeno pesquisado, no casoaqui, a motivação e suas variáveis desejo e necessidade no ensino de língua inglesano nono ano do ensino fundamental II de uma escola do distrito de Salgadália, ondeforam realizados, em semestres anteriores estágios supervisionados II e III com estemesmo grupo. Trata – se de um trabalho que foi realizado através de observações,registro dos fatos, analisados e interpretados sem qualquer interferência, objetivandodescobrir a influencia dos aspectos desejo e necessidade no aprendizado do públicoem questão, suas características, causas e conseqüências.2.2 O tipo da pesquisa Com base nos procedimentos técnicos utilizados, essa pesquisa constitui umestudo de caso onde foi escolhida em situações anteriores à pesquisa, comobservações feitas e inquietações levantadas, uma turma do nono ano da EscolaAntonio Nunes Gordiano Filho, situada no distrito de Salgadália, onde pode - sediagnosticar a falta de motivação por parte dos alunos em aprender a língua inglesa.O alunado, em sua maioria, não sentia necessidade alguma em aprender inglês, anão ser que fosse para adquirir nota.
  28. 28. 272.3 Técnicas de coleta Foi realizado dentro do estágio supervisionado do ano de 2009, observaçõesseguido da aplicação de questionários em uma sala de 38 alunos (somente 28estavam na sala durante a aplicação), compostas por adolescente do nono ano daescola. Segundo Sanchez (2006), a observação é uma técnica de coleta de dadosutilizados para conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção dedeterminados aspectos da realidade. As observações foram feitas em momentosdiferentes da aplicação do questionário, o que ajudou a identificar e obter provas arespeito do problema em questão, em relação às variáveis que orientam ocomportamento do aprendiz de LI. Não foram notadas e/ou sentidas alterações nosresultados das observações pelo fato de o pesquisador estar presente no momento,não houve problema algum quanto à espontaneidade e o comportamento do público– alvo. Após o período de observações, foi realizada a aplicação de questionários amesma turma, constituído por uma série ordenada de perguntas, que foramrespondidas por escrito, na presença do regente da turma. O questionário foiconstruído a partir de perguntas claras e objetivas, com base nos objetivos dessapesquisa, a fim de obter respostas válidas para a análise dos dados obtidos. Asquestões foram elaboradas com base em alguns fatores peculiares que podemimplicar numa desmotivação por parte dos alunos, que são: o nervosismo; o medode errar; a atitude do professor; conteúdos; relação professor – aluno; atividadespreferenciais (afetivas ou corriqueiras); o que motiva os alunos nas resoluções dastarefas; a obtenção dos recursos para o auxílio à aprendizagem; se tem computadorem casa; se dispõe de internet; os sites que costumam visitar; se usam o inglês paraalgum fim; se sente necessidade em aprender inglês; se deseja aprender algumaoutra língua, etc.2.4 Os sujeitos do estudo Como já foi dito um pouco a cima, o público – alvo do estudo de caso foi umaturma do nono ano do ensino fundamental, composto por adolescentes. Essemesmo grupo é subdividido em dois, pelo fato de existir alunos que residem na zona
  29. 29. 28rural do distrito e outros que moram no considerado centro, ou seja, dois grupos que,apesar de a distância não ser tão grande, pertencem a realidades diferentes. Mesmocom essa disparidade dentro dessa sala, os questionários foram aplicados a todosao mesmo tempo, em outubro de 2009. Com o levantamento de dados, foi feito um trabalho de sistematização eorganização dos mesmos, para que fosse possível ser feita uma análise darealidade social e local na tentativa de identificar os fatores que implicam numabaixa motivação no caso estudado.
  30. 30. 29 CAPÍTULO III DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS Com base nos princípios de uma pesquisa, o instrumento escolhido para umamedição, como já foi dito no capítulo anterior, foi uma observação seguida de umaaplicação de um questionário realizado no colégio Municipal Antonio NunesGordiano Filho, a fim de comprovar a relevância da motivação no ensino de línguainglesa, assim como verificar como os aspectos desejo e necessidadedesempenham um grande papel motivacional em relação ao aprendizado de línguainglesa no nono ano. As questões foram distribuídas e organizadas com base em uma técnicadividida em três grupos: Grupo A- elementos relevantes Grupo B – elementos complementares Grupo C- dados que podem ser desprezados. Na análise dos dados, a ordem do questionário não confere com aapresentada na descrição que se segue adiante. Serão analisadas por ordem deimportância, sendo as quarta, quinta e sexta questões que serão analisadasprimeiramente, por estarem mais ligadas ao objetivo desse estudo, em seqüência,analisarei as questões 1 e 2. A tabela abaixo representa os dados a respeito da variável necessidade(questão de número 4), que surgiu no intuito de diagnosticar o grau desse aspectoentre os alunos dessa escola. No seu dia - a – dia, você sente necessidade de aprender inglês? Tabela 1: Necessidade de aprender Respostas Números de % alunos SIM 26 92,8 NÃO 2 7,2 TOTAL 28 100
  31. 31. 30 Dentre os vinte e oito entrevistados, a maioria deles respondeu que sente anecessidade de aprender a língua inglesa, totalizando 92,8%. Apesar de muitosestudos e mesmo com a crença de muitos professores, os dados comprovam que nocaso estudado, apesar de ser alunos de interior, de uma zona rural, eles sentemnecessidade por que percebem que o inglês está de alguma forma presente no seudia-a-dia. Veja-se abaixo o que dois alunos responderam: “... o inglês está presente em várias coisas como: controle remoto, embalagem de produtos, etc.(J. 2009); “... quando tem aparelho de DVD ou alguma coisa parecida, ás vezes precisamos saber o inglês para apertar o botão correto (M.2009). Em seguida, a tabela 2 representa os dados referentes à questão número 5,que foi questionado se eles acreditam em um dia precisar usar a língua e pra quê? Tabela 2: Necessidade de uso da língua inglesa pelos alunos. Respostas Numero de alunos % SIM 28 100 NÃO 0 0 TOTAL 28 100 Como se pode observar na tabela acima, de forma unânime, todos os alunosacreditam que no futuro vão precisar usar a língua inglesa, porém, para finsdiferentes. Dentre outros motivos, prevaleceu à opinião daqueles que acreditam queirão precisar aprender inglês para ingressar no mercado de trabalho, logo depoisvem o interesse em fazer viagens internacionais, em último lugar aparecem os quedesejam aprender para se comunicar. Esses dados não fogem da realidade sabidapelos especialistas e professores. Estudos foram feitos e diagnosticados antes destepresente trabalho e vários cursos espalhados pelo país e pelo mundo que oferecemsubsídios para aprendizes que desejam o aprendizado de inglês para determinadosfins. “Existe algum motivo especial que te leve a aprender inglês? Qual?
  32. 32. 31 Quando essa questão foi passada para os alunos, vinte e seis responderamque sim e duas pessoas responderam não. Os motivos maiores que os levam aaprender inglês se diferem da seguinte forma: Tabela 3: Motivos para a aprendizagem do inglês.MOTIVOS NÚMERO DE ALUNOS %Entretenimento (música, jogos, download) 5 17,8A forte influencia da língua 3 10,7Desejo de comunicar-se 5 17,8Profissão 8 28,5Afeição á língua 3 10,7Não souberam responder 4 14,2 Observa-se que nesse quesito, prevaleceram dois motivos especiais, queforam o entretenimento, seja ele para busca de musicas , entender a linguagem dosjogos, cultura, viagens e a possibilidade de se comunicar com pessoas de váriospaíses, principalmente pelo fato de a língua ser bastante influente no mundo.e oobjetivo de ter uma boa profissão. “... o inglês está presente em nossa vida (Raquel,2009), “... a importância que o inglês tem, pois não é à toa que ele está classificadocomo uma das línguas mais usadas...”( B. 2009). A tabela de número quatro consta os dados obtidos através da questão denúmero um, que teve como objetivo, juntamente com as questões de número dois etrês,conhecer os recursos utilizados por tais alunos para aprender inglês. Tabela 4: “Você tem computado em casa?” Respostas Número de alunos % Sim 9 32,1 Não 19 67,9 Total 28 100 Observa- se assim, que uma grande minoria possui computador em casa,porém, todos têm a consciência da importância da língua inglesa para facilitar o uso
  33. 33. 32da internet, pois, mesmo aqueles que não têm em suas casas essa ferramenta,recorrem à lan houses quando querem acessar a Web. No que se refere à questão de número dois, obteve – se os seguintes dados: Tabela 5: “O que você costuma buscar na internet?” Tipos de busca na internet Número de alunos % Não usa 2 7,1 Música 2 7,1 Orkut/MSN 10 35,7 Notícias 3 10,7 Pesquisas escolares 6 21,4 Outros 2 7,1 Jogos 3 10,7 Total 28 100 Sente-se por parte dos alunos, que são vários os tipos de busca, os tipos denecessidades com relação ao uso de internet, prevalecendo o uso de sites derelacionamento e bate-papo, resultado já esperado por se tratar de uma turma deadolescentes com realidades e idades divergentes. Com base nesses dados, pode-se fazer uma análise e algumas reflexõessobre a questão que constitui o problema dessa pesquisa. Apesar de ter sidoobservado em vários momentos, nessa escola referida, assim como em outras jávisitadas e comentadas por outros professores, os alunos em geral não têm muitaafinidade, afeição a LI, enfim não tem um desejo intrínseco de aprender essa novalíngua, mas, por outro lado, sentem a necessidade de adquirir a mesma, devido àsua grande influência numa era globalizada, seja ela utilizada para diversos fins.
  34. 34. 33 CONSIDERAÇÕES FINAIS A realização desta pesquisa surgiu do desejo de verificar qual a influência queas variantes motivacionais desejo e necessidade desempenham no ensino –aprendizagem de língua inglesa. De que forma esses aspectos motivam os alunos aalcançarem seus objetivos. O que leva o estudante a querer adquirir uma língua quenão é a dele e que parece, ás vezes, tão distante de sua realidade. Sendo assim,pode-se concluir que no caso estudado, a necessidade desempenha um papelfundamental na motivação do aprendiz em adquirir a LI devido à forte influência dalíngua em suas vidas, à necessidade de interar-se ao mundo globalizado, o domíniocibernético dos computadores, da comunicação em geral que os fascinam,fortalecendo as teorias citadas aqui. Necessidades que se diferenciam e que norteiam o comportamento edesenvolvimento do ser humano, em busca de satisfazê-las. Os dados levantadosforam indispensáveis para que a pesquisa obtivesse resultados válidos, ondepermitiu fazer uma reflexão dos papéis em que as variáveis citadas e o papel doprofessor desempenham na vida escolar e social do educando. Esse trabalho foi de inteira relevância, pois, pode-se conhecer melhor osalunos, seus desejos, anseios. Assim como conhecer o material escolhido pelaescola para as aulas de inglês, o tempo das aulas alocadas pelo projeto da escolamunicipal, conhecer outros professores de língua estrangeira e saber o quanto édifícil ser docente de uma disciplina que ainda é tida como desnecessária até peloscolegas de trabalho, pois, a disciplina “inglês” não reprova o aluno (nessa escola), oque pode aumentar a desmotivação por ambas as partes, o que faz com que setorne desnecessário a aplicação de avaliação, a participação do professor emconselhos de classes, etc. O professor deve estar preparado pedagógicamente,metodológicamente e inclusive mentalmente para poder dar o suporte necessárioaos alunos e principalmente tornar a sua vida profissional mais prazerosa. Aponta-se na pesquisa realizada na Escola Antonio Nunes Gordiano Filhoque os alunos do nono ano do ensino fundamental apresentam as expectativasdefinidas por Abraham Maslow referentes às Necessidades Sociais, deRelacionamento, seguindo um perfil de comportamento e de identidade citado porBrown, a qual afirma que o aluno tende a desenvolver um senso de fragilidade, dedefesa, inibição, etc. Isso foi detectado na turma em questão, nos momentos de
  35. 35. 34observação e de realização do estágio supervisionado e da aplicação dosquestionários. O comportamento, as atitudes dos alunos são inteiramente marcadaspela motivação em realizar os seus objetivos e que a afetividade e a relaçãoprofessor-aluno interferem diretamente na relação aluno-língua, podendo interferirno aprendizado. Portanto, todos os agentes do processo de aprendizagem, professor, aluno,gestores e também as autoridades, devem fazer a sua parte na busca em aumentara motivação em LI e obter uma educação plena, ou seja, a todos os cidadãos e atodos os níveis de ensino do Brasil.
  36. 36. 35 REFERENCIASBAKHTIN,Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem.São Paulo : Hucitec,1999.BRASIL.B,Elizabeth. A relação professor aluno no processo ensino – aprendizagem.Disponível em: <www.smec.salvador.ba.gov.br> Acesso em: 06 maio 2009.BROWN,H.Douglas. Teaching by Principles : an interractive appoach to languagepedagogy. New Yok : Longmann,1994.CABRAL,Leonor Scliar. Semelhanças e diferenças entre a aquisição das primeiraslínguas e a aprendizagemsistemática das segundas línguas.In ___.Introdução àPscicolinguística.São Paulo: Ática,1991. p.41 – 49.COVEY,Stephen R.O 8° Hábito.São Paulo: Editora Campos, 2004.FERREIRA,D.S. A motivação e o processo ensino-aprendizagem na educaçãoinfantil. S/L, 2002. p.38.FREIRE, Paulo.Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa.São Paulo: Paz e Terra, 1996.GADOTTI,Moacir.Comunicação Docente.São Paulo: Loyola,1992.GAGNÉ, Robert. Como se realiza a aprendizagem.Rio de Janeiro :Ao livrotécnico,1971.JUNG,C,G. Tipos Pscicológicos.Petrópolis : Vozes,1991.(obras completas; 6).KRASHEN,Stephen D. e TERREL,D.Tracy.The natural approach.NewJersey :Alemany Press Regents/Prentice Hall,1984.LEITE,S.A. ;TASSONI,E.C.M. A afetividade em sala de aula : as condições deensino e a mediação do professor. In___Roberta Gurgel ;SADALLA,Ana Falcão deAragão( org.).Psicologia e fomação docente :desafios e conversa.São Paulo :Casado psicólogo,2002.MACHADO,C.J. Uma concepção Sociocultural na Aquisição de uma línguaestrangeira.Rev.PEC,Curitiba,v.3,n.1, p.31 - 34, jul.2002 – jul.2003.MASLOW,A.The Farter Rreaches o Human Nature.New York : The VikingPress,1991.MORRISSON,A. :McINTYRE,O. Os Professores e o ensino.Rio de Janerio:Imago,1997.OLIVEIRA,.M.K.Vigotsky. Aprendizado e desenvolvimento,um processo socio-histórico..São Paulo :Scipione,1997.
  37. 37. 36OLIVEIRA,M.K. Vigotsky, aprendizado e desenvolvimento : um processo sócio-histórico. 4.ed.São Paulo :Scipione,2002.PAIVA,O.V. L.M.Ensino de Lingua inglesa :Reflexões e experiencias. São Paulo :Pontes, 2005. p.7 – 81.PIAGET, Jean.Seis estudos da psicologia.Rio de Janeiro : Ed.Forense,1969.PILZ.C. Motivaçãopaa aprendizagem.Revista Mundo Jovem,PortoAlegre,n.335,p.9,abr.2003.SANCHEZ, Sandra.apud MARCONI, M.de A. e LAKATOS, E.M.Tecnicas depesquisa. 6 ed. São Paulo : Atlas, 2006.SANTOS, C.S. O processo de ensino – aprendizagem e a relação professor -aluno : aplicação dos sete princípios para a boa prática na educação de ensinosuperior.Disponível em :< www.aparecida.pro.br/ artigo>. Acesso em : 07 maio 2002.VIGOTSKY,L.S. Pensamento e palavra. São Paulo: Matins Fontes,1993.VIGOTSKY,L.S.Pensamento e linguagem.São Paulo: Martins Fontes,1993.WALLON,H. A evolução psicológica da criança.Lisboa: Edições 70,1968.
  38. 38. 37 UNIVESIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO –CAMPUS XIV CURSO – LETRAS COM HABILITAÇÃO EM LI DISCENTE- MILENA OLIVEIRA DA PAIXAO APENDICE A - ROTEIRO PARA ENTREVISTA 1- Você tem computador em casa ? 2- O que você costuma buscar na internet ? 3-Você usa o inglês para alguma coisa ? 4-No seu dia – a- dia, você sente necessidade em aprender inglês ? 5- Acredita que um dia vai precisar ? 6- Existe algum motivo especial que te leve a aprender inglês ?Qual ? 7- Deseja aprender uma outra lingua ?Qual ? 8- Você se sente nervoso ao responder alguma atividade em inglês ? 9- O que te faz ficar nervoso ? 10- Quais as atividades que você mais gosta de fazer? 11- As atividades passadas pelo professor faz – te sentir como ?(nervoso, à vontade,confiante...) 12- O que o fazia responder as atividades ?

×