Apostila de Filosofia - Terceiro Ano Regular e EJA - Ensino Médio

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Apostila para o Curso de Filosofia Ministrado para o Terceiro Ano Regular e EJA do Ensino Médio

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Apostila de Filosofia - Terceiro Ano Regular e EJA - Ensino Médio

  1. 1. Curso de Filosofia Terceiro Ano Ensino Médio Apostila para o Curso de Filosofia ministrado para o Terceiro ano regular e EJA do Ensino Médio Professor Antonio Marques
  2. 2. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 2 SUMÁRIO UMA CONVERSA INICIAL  RESPEITO, SILÊNCIO E COOPERAÇÃO  Não nos distraiam  Pergunte sempre que preciso: OBJETIVOS DA MINHA PRÁTICA PEDAGÓGICA  COMPETÊNCIAS E HABILIDADES  METODOLOGIA / ESTRAGÉGIA DE AÇÃO  AVALIAÇÃO POR QUE FILOSOFIA? UM MODELO POSSÍVEL: GRÁFICO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA PROGRAMAÇÃO SIMPLIFICADA PROGRAMAÇÃO TEMÁTICA ATIVIDADE EXTRA 1: Contrato tácito entre as pessoas que se conformam ATIVIDADE EXTRA 2: O Direito de Sonhar - Eduardo Galeano ATIVIDADE EXTRA 3: O Último Discurso - Charles Chaplin ATIVIDADE EXTRA 4: REDAÇÃO: Assista ao filme Waking Life (2001), EUA, de Richard Linklater. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SUGESTÕES DE VÍDEOS, FILMES, DOCUMENTÁRIOS, MÚSICAS CALENDÁRIO DE LUTAS Bibliografia Sugerida Filmografia Sugerida
  3. 3. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 3 UMA CONVERSA INICIAL: Meu trabalho no estado de Minas Gerais é ser professor de filosofia. Recebo meu salário, pago por todos os contribuintes, com a condição de que eu ensine esta disciplina. Uma das maneiras de ensiná-la é apresentando algumas das dúvidas e reflexões que os filósofos ao longo da história da filosofia tiveram. Como são 2500 anos de história não é possível ver todos. Os critérios que utilizo para escolher um filósofo em detrimento de outro é a sua relevância e influência que pode ser percebida pelos livros didáticos, pelos programas de vestibulares e Enems e pelos parâmetros curriculares nacionais. A escolha de um filósofo não é pessoal. Não apresento para vocês apenas as ideias que eu concordo. Tento ser o máximo fiel às ideias de cada autor e cabe a cada um de nós, de modo independente, avaliá-las e aceitá- las ou não. Seria uma desonestidade da minha parte se eu apresentasse apenas os filósofos e/ou ideias que eu concordasse ou que os agradasse. A filosofia é muito mais um espaço para dúvidas do que para as certezas. Estas vocês devem procurar em outros espaços. O que mais há neste mundo são ―certezas‖. Também gostaria que compreendessem que apesar de haver liberdade de pensamento, de haver liberdade para cada um crer naquilo que quiser, as ideias não são todas iguais, muito menos são indiferentes ao nosso destino social, político, econômico, histórico, biológico,etc. Por exemplo: posso acreditar que tenho habilidade para voar, mas talvez ao pular do décimo andar de um prédio eu perceba que minha ideia não estava tão certa assim; posso acreditar que ao construir uma ponte, posso substituir o cimento por isopor, mas irei perceber que minhas crenças não terão a funcionalidade esperada; posso acreditar que aqueles que não creem no mesmo deus que eu, são infiéis e devem ser eliminados da face da terra, mas esta ideia teria uma consequência desagradável para muitas pessoas. Então, por favor, façam um pouquinho de esforço e tentem compreender que as ideias, não são apenas ideias e que tudo que há de concreto no mundo e que é feito e construído pelos humanos possuem relações diretas com as ideias. RESPEITO, SILÊNCIO E COOPERAÇÃO Prezados alunos e alunas,  Deixe os únicos 50 minutos por semana para a Filosofia para falarmos de Filosofia. Tenham calma, dediquem um pouco, leiam um pouco mais e entenderão que a Filosofia tem algo de importante a nos dizer.  As minhas aulas são o trabalho que presto para a sociedade, para você, sua família e toda a sociedade. Preciso e quero realizar minhas aulas cada vez melhor. Peço que cooperem para fazermos um bom trabalho. Isto é o melhor para todos nós.  Em toda e qualquer relação é preciso respeito, na relação professor-alun@s, não é diferente. É preciso respeito em sala, de todo e qualquer alun@, assim como também preciso respeitar.  Ao desrespeitar o professor, você está desrespeitando a tod@s. Isto entristece, superficializa e dificulta o Ensino. Não nos distraiam: • Deixe o celular por um momento. Deixe para usar a tecnologia de comunicação a distância quando não houver demanda por comunicação presencial. É isto que ocorre em sala de aula durante uma aula, ocorre um processo comunicacional. Participe dele. Ouvindo, compreendendo, complementando, perguntando, opinando. • Não fique virando ou virado para trás. • Não saia da sala sem antes comunicar. Estas atitudes impedem que o ambiente seja o mais adequado para a realização
  4. 4. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 4 do propósito, que é o processo-de-tentar- ensinar-filosofar-estudar-aprender... • Quem não quer cooperar e ainda assim quer ficar em sala de aula: dormindo ou estudando, não é adequado, mas desde que ―não‖ faça barulho, nem movimento, eu compreendo, mas ficar em sala, no coletivo e sabotar o coletivo, atrapalhar e dificultar a aula...Isto não! Conto com todos vocês! Pergunte sempre que preciso: • Pergunte, mas não fale em particular. A conversa em aula é coletiva. Tente isto! • Pergunte sempre que estiver com uma dúvida verdadeira. • Evite perguntas que fuja do assunto em pauta no momento. • Pergunte em sala, pergunte pessoalmente, pelo face (no grupo ou inbox), por e-mail e pelo whatsapp. Sugestão de Música: Fala – Secos e Molhados
  5. 5. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 5 OBJETIVOS DA MINHA PRÁTICA PEDAGÓGICA:  Ministrar um curso da história do pensamento filosófico;  Preparar os estudantes para os exames: Enem, Vestibular e avaliações internas;  Pautar assuntos relevantes para os estudantes;  Estimular a reflexão filosófica, o questionamento das próprias ideias e valores e o contínuo exame e consideração dos dados disponíveis;  Estimular a reflexão em torno de todas as formas de discriminação – sexual, étnica, racial, por orientação sexual.  Fazer da sala de aula e da sociedade como um todo um espaço de troca de saberes e fazeres;  Ter no diálogo o instrumento de humanização ao comprometer-se com a libertação dos sujeitos da condição de ―seres para o outros‖ passando a condição de ―seres para si‖;  Desenvolvimento da autonomia individual como sujeitos de direitos. Os sujeitos de direito são indivíduos que se reconhecem nos demais seres humanos como iguais também como sujeitos que devem ter sua autonomia e diversidade respeitadas, valorizam a solidariedade e são pessoas que estão preparadas para estar em permanente vigilância em defesa da dignidade humana.  Construção de um espaço pedagógico democrático capaz de formar cidadãos e cidadãs ativas;  Preocupação com a consolidação da democracia resultante de projetos coletivos e lutas por justiça e paz.  Recuperar a alegria em ser-humano e a ―utopia possível‖.  Norteiar a reflexão sobre a experiência tomando como pressuposto a ideia de totalidade e do materialismo histórico dialético, articulada a estudos sobre os modos de produção, antagonismos sociais e relações de poder.  Analisar as demandas pautadas pela ação dos movimentos sociais contemporâneos que, pelo processo civilizatório que desencadeiam, indagam a história em busca das causas estruturantes dos problemas hoje vivenciados.  Dar um sentido ético e político ao trabalho, à formação escolar e à atuação profissional.  Empregar o tempo da vida e o espaço da formação para capacitar atores sociais que ajudem a construir outra realidade possível. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES:  Refletir criticamente os problemas do mundo contemporâneo;  Desenvolver a compreensão de si mesmo como um bem social, histórico e em processo de autoprodução;  Ler de maneira filosófica, textos de diferentes estruturas e registros;  Elaborar textos reflexivos;  Debater, assumindo uma posição, defendendo-a através de argumentos significativos e mudando de posição diante de argumentos mais consistentes;  Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conhecimentos presentes nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais;  Contextualizar conhecimentos filosóficos, nos planos de sua origem específica, sócio-política, histórica, cultural e científico tecnológico;  Diferenciar a filosofia de outros tipos de conhecimento, apontando para sua utilidade, compreender que o seu surgimento se dá a partir do pensamento crítico;  Dialogar sobre os filósofos, buscando perceber seus questionamentos, bem como suas características essenciais;
  6. 6. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 6 METODOLOGIA / ESTRAGÉGIA DE AÇÃO  Exposição oral e sistemática das ideias dos filósofos;  Leitura e análise de textos em sala;  Elaboração de estudos dirigidos e pesquisas extra-sala;  Fazer uso de vídeos e músicas,  Preocupação com a coerência entre discurso e prática;  Metodologia de investigação participativa em que a pergunta é utilizada como meio de descoberta conjunta;  O Processo educativo não é para os/as estudantes, mas com as/os estudantes;  Apresentar o contexto sócio-histórico de constituição, formação e desenvolvimento das ideias filosóficas;  Apresentar visão globalizante dos problemas, pela perspectiva multidisciplinar;  Facilitar a aprendizagem, inter- relacionando conteúdos;  Deixar claro os objetivos da aula;  Estruturar o tempo conforme a relevância e complexidade do assunto;  Abordar os principais elementos da temática em questão;  Consolidar ideias principais;  Utilizar exemplos relevantes;  Facilitar a síntese do conteúdo;  Reflexão associada à prática. A reflexão deve se dar por uma participação democrática dos sujeitos refletindo a legítima organização social para a liberdade;  Enfoque pedagógico problematizador e crítico;  Apresentação de seminários;  Participação em projetos e eventos extra-classe; AVALIAÇÃO: A avaliação será contínua e permanente e para todas as aulas será atribuído nota. O processo avaliativo retroalimentará o processo de ensino- aprendizado, servindo como um diagnóstico, que possibilite a correção das falhas e como parâmetro para prognósticos que vise prever novas.
  7. 7. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 7 POR QUE FILOSOFIA? ―Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.‖ Marilena Chauí ―Do que você precisa, acima de tudo, é de não se lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de não se conformarem‖. Agostinho da Silva, Sete Cartas a um Jovem Filósofo, 1945 ―O que é um filósofo? É alguém que pratica a filosofia, que se serve da razão para tentar pensar o mundo e a sua própria vida, a fim de se aproximar da sabedoria ou da felicidade. E isso se aprende na escola? Tem de ser aprendido, já que ninguém nasce filósofo e já que a filosofia é, antes de mais nada, um trabalho. Tanto melhor, se ele começar na escola. O importante é começar, e não parar mais. Nunca é cedo demais nem tarde demais para filosofar, dizia Epicuro [...]. Digamos que só é tarde demais quando já não é possível pensar de modo algum.‖ COMTE-SPONVILLE, André. Dicionário Filosófico. São Paulo: Martins Fontes, 1991. p.79. "A tarefa da filosofia não é fornecer respostas ou soluções, mas sim submeter as próprias perguntas ao exame crítico; de nos fazer ver como a própria forma pela qual percebemos um problema é um o bstáculo para sua solução. Assim, pode-se dizer que a principal função do intelectual público hoje é fazer com que as pessoas façam as perguntas certas."— Slavoj Žižek
  8. 8. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 8 UM MODELO POSSÍVEL: GRÁFICO DA HISTÓRIA DA FILOSOFIA
  9. 9. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 9 Segue abaixo, de modo simplificado os Filósofos que pretendo apresentar-ensinar-aprender em 2015. A proposta está aberta para sugestões. Tem algum outro filósofo ou filósofa, deste período, que você gostaria que fosse incluído na lista? Com poucas exceções, os Filósofos estão organizados em ordem cronológica por ser a mais simples, facilitando as convergências de compreensão. A apresentação nesta ordem não impede de estabelecer o máximo de conexões, tanto com os pensadores do futuro, quanto do passado. PROGRAMAÇÃO SIMPLIFICADA - 2015 PERÍODO HISTÓRICO TEMA OU FILÓSOFO DATA IDADE MODERNA (1453 – 1789) Kant 1724 - 1804 Hegel 1770 - 1831 IDADE CONTEMPORÂNEA (1789 – 2000) Kierkegaard 1813 - 1855 Marx 1818 - 1883 Nietzsche 1844 - 1900 Sartre 1905 - 1980 Michel Foucault 1926 - 1984
  10. 10. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 10 PROGRAMAÇÃO TEMÁTICA KANT (1724 – 1804) BIOGRAFIA EPISTEMOLOGIA: o problema do conhecimento humano  O que podemos conhecer?  Superou a dicotomia: racionalismo- empirismo  Formas à priori da sensibilidade: espaço e tempo.  Formas à priori do entendimento: as categorias.  Nova Revolução Copernicana  Fenômenos e Noumenons  O conhecimento empírico (a posteriori)  O conhecimento puro (a priori)  Juízo analítico  Juízo sintético a posteriori  Juízo sintético a priori  A metafísica é impossível como ciência ÉTICA  Crítica da Razão Prática: o que devemos fazer?  A menoridade humana e o esclarecimento  Imperativo Categórico e Imperativo Hipotético  Os deveres HEGEL (1770 – 1831)  Biografia  Espírito ou Ideia: o verdadeiro protagonista da história  A Liberdade como móbile da história  História: como processo de contradição e negações, todas necessárias,  Liberdade,  O Estado: como resultado final da História  Astúcia da razão: como a Ideia atinge seus objetivos por meio da ação dos indivíduos: particulares e passionais  A dialética: tese, antítese e síntese,  A racionalidade do real e a inexistência de acaso  O Todo como o verdadeiro e a interrelação de todos os acontecimentos,  A Filosofia enquanto ponto culminante do movimento dialético, KIERKEGAARD (1813 – 1855)  Vida e obra,  Crítica Kierkegaardiana à filosofia de Hegel  Estágios do Caminho: estético, ético e religioso MARX (1818 – 1883)  Biografia:  Marxismo  Radical:  Humanismo:  Internacionalismo:  Manifesto Comunista  Influências: Economia política clássica (Adam Smith e David Ricardo)  Idealismo  Socialismo utópico  Materialismo Histórico Dialético: Materialismo  Para além do empirismo  Capitalismo  Modo de produção: relações de produção e forças produtivas  Infra-estrutura e Superestrutura: Infra- estrutura  Classes sociais e Luta de Classe  Estado  Assalariamento  Mais-valia: Mais-valia absoluta e Mais- valia relativa  Fetiche da Mercadoria  Trabalho e sua divisão social  Alienação  Ideologia  Religião  Práxis: o fazer história racionalmente  História  Revolução  Reformismo  Emancipação  Socialismo e Estado dos Trabalhadores  Comunismo  Crítica ao Anarquismo
  11. 11. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 11  Dinheiro  Ecologia  Racionalista  Stalinismo NIETZSCHE (1844 – 1900)  Valor dos valores,  Abstrações e intuições,  Perspectivismo,  Crítica ao Cristianismo e à igreja,  Genealogia:a origem dos valores. JEAN-PAUL SARTRE (1905 – 1980)  Biografia  Matrizes  Contexto Histórico  Humanismo  O Em-si (Hegel)  O Para-si  Existência precede a essência  Não há deus  Liberdade  Condicionantes ou Índices de adversidade  O outro como inferno e o outro como chave/espelho  Angústia  Má-fé  Responsabilidade  Absurdo e contingência (A náusea)  Moral laica  Consciência como Intencionalidade  Epistemologia  Ética  Index  Totalidade  Psique  Compreensão  Personalidade  Projeto  Obra MICHEL FOUCAULT (1925 – 1984)  Biografia,  Temas,  Filiação filosófica,  História da loucura,  Em defesa da sociedade,  Biopoder,  Liberdade,  O Sujeito e o Poder,  Panóptico,  Recepção
  12. 12. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 12 IMMANUEL KANT (1724-1804) BIOGRAFIA:  Kant era profundamente religioso e viveu uma vida metódica dedicada ao estudar e ensinar.  Professor secundário de geografia,  Em 1755 começa a carreira universitária ensinando Ciências Naturais.  Em 1770 foi nomeado professor catedrático da Universidade de Königsberg, cidade da qual nunca saiu, levando uma vida monotonamente pontual e só dedicada aos estudos filosóficos.  Realizou numerosos trabalhos sobre ciência, física, matemática, etc.  Kant nasceu, viveu e morreu em Königsberg (atual Kaliningrado), na altura pertencente à Prússia.  Teve uma educação austera numa escola pietista, que frequentou graças à intervenção de um pastor.  Ele foi um cristão devoto por toda a sua vida.  Kant foi um respeitado e competente professor universitário durante quase toda a vida, mas nada do que fez antes dos 50 anos lhe garantiria qualquer reputação histórica.  Viveu uma vida extremamente regulada: o passeio que fazia às 15:30 todas as tardes era tão pontual que as mulheres domésticas das redondezas podiam acertar os relógios por ele.  Era considerado uma pessoa muito sociável: recebia convidados para jantar com regularidade. EPISTEMOLOGIA: o problema do conhecimento humano  Na sua obra ―Crítica da Razão Pura‖, Kant desenvolve sua teoria epistemológica baseado na pergunta: “O que podemos conhecer?”. Ele avalia as possibilidades e os limites da razão.  Superou a dicotomia: racionalismo-empirismo. Empirista: tudo que conhecemos vem dos sentidos. Racionalista: tudo que pensamos vem de nós mesmos. Hume: o despertou de um ―sono dogmático‖ onde está mergulhado os filósofos que não se questionavam se as ideias da razão correspondem mesmo à realidade. Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o racionalismo de René Descartes onde impera a forma de raciocínio dedutivo, e a tradição empírica inglesa de David Hume, John Locke, e George Berkeley que valoriza a indução.  Todo conhecimento começa com a experiência (Nenhum conhecimento precede a experiência.), mas nem todo conhecimento se origina da experiência (a priori).  Há formas à priori da sensibilidade e do entendimento.  Entendimento é a capacidade de julgar, de pensar e de produzir conceitos.  As formas à priori da sensibilidade são o espaço e o tempo. O espaço é a priori, não deriva da experiência, mas é sua condição de possibilidade. Podemos pensar o espaço sem coisas,
  13. 13. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 13 mas não coisas sem espaço. O espaço é o objeto de intuição e não conceito. Na apresentação "transcendental" do espaço, Kant determina as condições subjetivas ou transcendentais da objetividade. Se o conhecimento é relação, ou relacionamento (do sujeito com o objeto), não, pode conhecer as coisas "em si", mas "para nós". A geometria pura, quando aplicada, coincide totalmente com a experiência, porque o espaço é a forma a priori da sensibilidade externa. O tempo é, também, a priori. Podemos concebê-lo sem acontecimentos, internos ou externos, mas não podemos conceber os acontecimentos fora do tempo. O tempo e o espaço são, pois formas à priori da sensibilidade interna e externa. As condições de possibilidade do conhecimento sensível são, portanto, as formas a priori da sensibilidade. Tente imaginar alguma coisa que existe fora do tempo e que não tem extensão no espaço. A mente humana não pode produzir tal ideia. Nada pode ser percebido exceto através destas formas, e os limites da física são os limites da estrutura fundamental da mente. Assim, já vemos que não podemos conhecer fora do espaço e do tempo.  As formas à priori do entendimento são as categorias. As Categorias são conceitos puros, a priori, sem conteúdo, anteriores à experiência, e que, por isso, a tornam possível. São em número de 12: a unidade, a pluralidade, a totalidade, a essência, a negação, a limitação, a substância, a causalidade, a ação recíproca, a possibilidade, a existência e a necessidade.  Idealismo transcendental: Kant denominou a filosofia crítica de "idealismo transcendental". (Transcendental: o que dá a possibilidade da experiência. Conceitos a priori dos objetos.)  Revolução Copernicana: Tal como Copérnico revolucionou a astronomia ao mudar o ponto de vista (Não é o sol que gira em torno da terra), a filosofia crítica de Kant pergunta quais as condições a priori para que o nosso conhecimento do mundo se possa concretizar. Os objetos regulam pela estrutura do nosso conhecimento. Não é o objeto que determina o sujeito, mas o sujeito que determina o objeto.  Para Kant há os Fenômenos e os Noumenons.  Fenômeno. Kant afirma, em síntese, que não somos capazes de conhecer inteiramente os objetos reais visto que o nosso conhecimento sobre os objetos reais é apenas fruto do que somos capazes de pensar sobre eles. Fenômeno é aquilo que nos aparece. Os fenômenos da realidade objetiva, por serem incapazes de se mostrar aos homens exatamente tais como são, não aparecem como coisas-em-si, mas como representações subjetivas construídas pelas faculdades humanas de cognição.  Noumenon é aquilo que é pensado, a ―coisa em si‖, ideias da razão para as quais a experiência não nos dá o conteúdo necessário. Pode ser pensado, mas não pode ser conhecido. São os objetos da metafísica: alma, mundo e Deus. A razão humana, não pode evitar as questões metafísicas, pois lhe são impostas pela sua natureza, mas também não pode respondê-las por ultrapassarem suas possibilidades. (Immanuel, Kant. Crítica da razão pura. (Prefácio da primeira edição, 1781. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994. p.3.). Por isto a metafísica é fonte de intermináveis disputas.  O conhecimento empírico (a posteriori): aquele que se refere aos dados fornecidos pelos sentidos, isto é, que é posterior a experiência. Ex: este livro tem a capa verde.  O conhecimento puro (a priori): aquele que não depende de quaisquer dados dos sentidos, ou seja, que é anterior a experiência, nascendo somente de uma operação racional. Ex: duas linhas paralelas se encontram no mesmo espaço.  O conhecimento puro conduz a juízos universais e necessários, enquanto o conhecimento empírico não possui essa característica. Os juízos são classificados por Kant em dois tipos:  Juízo analítico: aquele em que o predicado já está contido no sujeito. Quando se nega o sujeito, se nega o predicado. E vice - versa. São fundados no princípio de identidade, o predicado aponta um atributo contido no sujeito. Tais juízos independem da experiência, são universais e necessários. Ex.: o quadrado tem quatro lados e quatro ângulos internos. O triângulo tem três lados. Todo corpo é extenso.
  14. 14. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 14  Juízo sintético: aquele em que o predicado não está contido no sujeito. Não se pode chegar à verdade por pura análise de suas proposições, consistia em ampliar o conhecimento; era um juízo extensivo. Esses juízos se dão a posteriori a experiência. Precisamos experimentar para saber se são verdadeiros. Ex: os corpos se movimentam. O calor dilata os corpos. Se falarmos ―os corpos‖ somente, fica a interrogação, pois podem estar em movimento ou parados. Assim, os juízos sintéticos enriquecem nossas informações e ampliam o nosso conhecimento.  Por fim analisando o valor de cada juízo, Kant distingue três categorias: Juízo analítico: como no exemplo ―O quadrado tem quatro lados‖, essa afirmação é um juízo universal e necessário, mas serve apenas para tornar mais claro, para explicitar aquilo que já se conhece, portanto não conduz a conhecimentos novos;  Juízo sintético a posteriori: como no exemplo ―Este livro é verde‖, essa afirmação amplia o conhecimento sobre o sujeito, mas sua validade está condicionada ao tempo e ao espaço que se dá a experiência, portanto, não constitui um juízo universal e necessário;  Juízo sintético a priori: como no exemplo ―A linha reta é o menor caminho entre dois pontos‖, essa informação acrescenta informações novas ao sujeito, possibilitando uma ampliação do conhecimento. E como não está limitado pela experiência, é um juízo universal e necessário. Assim, como são possíveis juízos sintéticos a priori? São possíveis porque há uma faculdade da razão - o entendimento - que nos fornece categorias a priori - como causa e efeito - que nos permitem emitir juízos sobre o mundo.  A metafísica é impossível como ciência: Nas célebres, "antinomias", Kant mostra que a razão pura demonstra, "indiferentemente", a finitude e a infinitude do universo, a liberdade e o determinismo, a existência e a inexistência de Deus. Influências da Crítica da razão pura Materialistas (Feuerbach) A matéria é anterior ao espiritual e o determina Positivistas (Conte) A ciência é a forma mais adequada de conhecimento Idealistas (Fichte, Schelling e Hegel) A razão impõe formas à priori ao conteúdo da experiência ÉTICA  Na sua obra ―Crítica da Razão Prática‖, Kant desenvolve sua teoria ética e pergunta pelo que devemos fazer, e para explicar a lei moral, ele resgata ideias metafísicas como pressupostos. Estas ideias são a liberdade e a autodeterminação do homem, a imortalidade da alma e a existência de Deus.  A menoridade humana e o esclarecimento: Em seu texto ―O que é ilustração‖ ou ―O que é o Iluminismo?‖ Kant define a palavra esclarecimento como a saída do homem de sua menoridade. Da qual o próprio homem é responsável. Kant define essa menoridade como a incapacidade do homem de fazer uso do seu próprio entendimento. A permanência do homem na menoridade se deve ao fato de ele não ousar pensar. A covardia, a preguiça e o comodismo são as causas que levam os homens a permanecerem na menoridade. Ilustração é "a saída do homem de sua menoridade". Kant sintetiza seu otimismo iluminista em relação à possibilidade de o homem seguir por sua própria razão, sem deixar enganar pelas crenças, tradições e opiniões alheias. Nesse processo de saída da menoridade o homem deve fundamentar sua própria maneira de agir, através da sua inteligência, sem a doutrinação ou tutela de outrem. O ser humano, como ser dotado de razão e liberdade, é o centro da filosofia kantiana. A razão é a autoridade final para a moralidade, as ações de qualquer tipo precisam partir de um sentido de dever ditado pela razão, e nenhuma ação realizada por interesse ou
  15. 15. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 15 por obediência a lei ou costumes pode ser considerada moral. Para Kant somente as ações realizadas ―por dever‖ são susceptíveis de valoração moral. Portanto, a lei moral de Kant é baseada na ideia de que os seres humanos são racionais e independentes.  Imperativo Categórico e Imperativo Hipotético: Kant descreveu classes de mandamentos dados pela razão. E descreveu que todo ato, no momento de iniciar-se aparece à consciência moral sob duas classes de mandamentos que ele chama de ―imperativos hipotéticos‖ e ―imperativos categóricos‖ e distingue esses conceitos como:  Imperativo Hipotético: são sempre subordinados a uma condição, ou seja, enunciam um mandamento subordinado a determinadas condições que deve ser seguido para obter um resultado, como exemplo, ―Se quer sarar, toma remédio‖.  Imperativo Categórico: por sua vez é desvinculado de quaisquer condições e que foi colocado por Kant como ―Age de tal maneira que o motivo que te levou a agir possa se convertido em lei universal.‖O imperativo categórico de Immanuel Kant é um princípio e uma obrigação, incondicional, absoluta e imposta pela razão. É um princípio que nos diz a forma como devemos cumprir o dever.  Os deveres são obrigações que devemos cumprir e não são todos absolutos. Há deveres que são absolutos e deveres que admitem exceções. A ética de Kant é uma ética deontológica, ou seja, construída sobre o princípio do dever.  Na formulação do imperativo categórico, fundamentou a ética e moral humana, que implica no dever de atuar somente quando nossa máxima pode ser convertida em lei universal. Imperativo porque constituem um dever de atuação, categórico porque é incondicional, não subordinado a nenhum fim. Responde, portanto a formulação ―dever fazer A‖, sem atender as conseqüências que por ventura possam ocorrer. A esses imperativos categóricos próprios da moral, contrapõem os imperativos hipotéticos condicionados aos imperativos de ordem para lograr um interesse (prazer, reconhecimento, recompensa, utilidade...), sua formulação é ―se queres B, faça A‖  O imperativo categórico pode ser formulado em três formas, que ele acreditava serem mais ou menos equivalentes (apesar de opinião contrária de muitos comentadores):  § A primeira formulação (a fórmula da lei universal) diz: "Age somente em concordância com aquela máxima através da qual tu possas ao mesmo tempo querer que ela venha a se tornar uma lei universal".  § A segunda fórmula (a fórmula da humanidade) diz: "Age por forma a que uses a humanidade, quer na tua pessoa como de qualquer outra, sempre ao mesmo tempo como fim, nunca meramente como meio".  § A terceira fórmula (a fórmula da autonomia) é uma síntese das duas prévias. Diz que deveremos agir por forma a que possamos pensar de nós próprios como leis universais legislativas através das nossas máximas. Podemos pensar em nós como tais legisladores autônomos apenas se seguirmos as nossas próprias leis. Obras: Crítica da Razão Pura (1781); Prolegômenos para toda metafísica futura que se apresente como ciência (1783); Ideia de uma História Universal de um Ponto de Vista Cosmopolita (1784); Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785); Fundamentos da metafísica da moral (1785); Primeiros princípios metafísicos da ciência natural (1786); Crítica da Razão Prática (1788); Crítica do Julgamento (1790); A Religião dentro dos limites da mera razão (1793); A Paz Perpétua (1795); Doutrina do Direito (1796); A Metafísica da Moral (1797);
  16. 16. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 16 Antropologia do ponto de vista pragmático (1798). Leituras Complementares: Cap. 15. A crítica à metafísica. (p.179-183) do livro didático Filosofando. Introdução à filosofia. volume único..4ª edição. S.P: --Moderna.2009. de ARANHA, Maria Lucia Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. EXERCÍCIOS: QUESTÃO 01 Na sua obra ―Critica da Razão Pura‖, Kant formulou uma síntese entre sujeito e objeto, mostrando que, ao conhecermos a realidade do mundo, participamos da sua construção mental. Segundo Kant, esta valorização do sujeito no ato do conhecimento representou, na filosofia, algo comparável à: A) Previsão da órbita do Cometa Halley no sistema solar. B) Revolução de Copérnico na física. C) Invenção do telescópio por Galileu Galilei. D) Invenção da máquina a vapor. QUESTÃO 02 (UFU 1/1999) Na obra Crítica da Razão Pura, Immanuel Kant, examinando o problema do conhecimento humano, distinguiu duas formas básicas do ato de conhecer. Assinale a alternativa CORRETA. A) O conhecimento religioso e o conhecimento ateu. B) O conhecimento mítico e o conhecimento cético. C) O conhecimento sofístico e o conhecimento ideológico. D) O conhecimento empírico e o conhecimento puro.
  17. 17. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 17 QUESTÃO 03 Ao analisarmos o texto de Immanuel Kant ―O que é o esclarecimento‖ discutimos brevemente sobre a ética kantiana, o filósofo afirma: ―Age de tal modo que a máxima de tua ação possa sempre valer como princípio universal de conduta‖ do qual se fundo em um Imperativo Categórico. De acordo com esta frase marque a alternativa CORRETA: A) devemos agir sempre pensando em nós mesmos, sem nos importar com os outros. B) devemos sempre agir pensando nos outros, sem nos importar com nós mesmos. C) nossa ação deve ser racionalmente decidida, de forma que possa valer para todos e não apenas para nós mesmos. D) nossa ação deve sempre estar fundamentada em nossos desejos, exclusivamente. QUESTÃO 04 Sobre Immanuel Kant (1724-1804) e sua obra, podemos afirmar que, EXCETO: A) Kant era profundamente religioso e viveu uma vida metódica dedicada ao estudar e ensinar. B) Na sua obra ―Crítica da Razão Pura‖, Kant pergunta pelo que podemos conhecer. Ele avalia as possibilidades e limites da razão. C) Na sua obra ―Crítica da Razão Prática‖, Kant pergunta pelo que devemos fazer, e para explicar a lei moral, ele resgata ideias metafísicas como pressupostos. Estas ideias são a liberdade e a autodeterminação do homem, a imortalidade da alma e a inexistência de Deus. D) Na Crítica da Faculdade do Juízo, Kant, teoriza sobre os juízos estéticos, sobre o belo, o agradável e sobre o útil.
  18. 18. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 18 QUESTÃO 05 No que diz respeito à teoria epistemológica de Immanuel Kant (1724-1804), podemos afirmar que, EXCETO: A) Kant foi responsável por superar a dicotomia: racionalismo-empirismo. Para ele todo conhecimento começa com a experiência, nenhum conhecimento precede a experiência, mas nem todo conhecimento se origina da experiência, pois há estruturas à priori nas quais se inscrevem nossa experiência. B) No conhecimento a Matéria e a Forma atuam ao mesmo tempo. A matéria vem de fora, pela experiência, à posteriori, mas é processada por uma forma, interior, que se dá antes da experiência, à priori. A razão é portanto uma ―folha em branco‖. C) Há formas à priori da sensibilidade e do entendimento. As formas à priori da sensibilidade são o espaço e o tempo. E as formas à priori do entendimento (capacidade de julgar, de pensar e de produzir conceitos) são as categorias (conceitos puros, sem conteúdo)tais como: substância , causalidade e existência. D) Para Kant, Fenômeno é aquilo que nos aparece e Noumenon é aquilo que é pensado, a ―coisa em si‖, ideias da razão para as quais a experiência não nos dá o conteúdo necessário. Pode ser pensado, mas não pode ser conhecido. São os objetos da metafísica: alma, mundo e Deus. QUESTÃO 06 (UEL-PR - modificada) Leia o texto a seguir. ―A razão humana, num determinado domínio dos seus conhecimentos, possui o singular destino de se ver atormentada por questões que não pode evitar, pois lhe são impostas pela sua natureza, mas às quais também não pode dar respostas por ultrapassarem completamente as suas possibilidades.‖
  19. 19. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 19 (Immanuel Kant. Crítica da razão pura. (Prefácio da primeira edição, 1781. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994. p.3.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre Kant, o domínio destas intermináveis disputas chama-se A) experiência. B) natureza C) entendimento D) metafísica QUESTÃO 07 O imperativo categórico de Immanuel Kant é. Marque a alternativa INCORRETA: A) Um princípio incondicionalmente imposto pela razão. B) Um princípio que nos diz a forma como devemos cumprir o dever. C) Uma obrigação absoluta e incondicionada. D) Um princípio que nada tem a ver com as máximas que orientam as nossas ações. QUESTÃO 08 Sobre a teoria ética de Kant e a questão dos deveres, marque a alternativa CORRETA: A) Os deveres não são obrigações que devemos cumprir. B) Os deveres são todos absolutos. C) Há deveres que são absolutos e deveres que admitem exceções. D) Os deveres são todos perfeitos. QUESTÃO ABERTA 01) (UFU-2006) Leia com atenção o texto abaixo. Um menino, a pedido de sua mãe, foi de manhã à padaria para comprar pães de queijo. Como estivesse em dificuldades financeiras, o comerciante cobrou-lhe trinta centavos a mais pela mercadoria, considerando que este dinheiro por certo não faria falta a uma criança da aparência tão saudável. No início da noite, o pai do menino voltou à padaria para comprar leite, e equivocou-se ao pagar o comerciante, dando-lhe cinqüenta centavos a mais. O comerciante, no entanto,
  20. 20. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 20 prontamente, restituiu ao freguês os cinqüenta centavos pagos a mais, considerando que o pai do menino era fiscal da prefeitura e que, em qualquer caso, seria conveniente manter boas relações com as autoridades locais. a) Em conformidade com o pensamento kantiano, responda as duas questões que se seguem. Por que a primeira atitude do comerciante (em relação ao menino) é contrária ao dever e imoral? b) Por que a segunda atitude do comerciante (em relação ao pai do menino) é conforme ao dever, mas mesmo assim imoral?
  21. 21. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 21 GEORGE WILHELM FRIEDRICH HEGEL (1770-1831) “Quem vê o mundo racionalmente é capaz de reconhecer racionalidade nele” Hegel Biografia: Viveu a turbulência sócio-política e se entusiasmou com ela. Ao lado de Schelling e Hölderlin celebrou a Revolução Francesa com o plantio simbólico de uma árvore. Criticou o sistema kantiano por ser abstrato e lacunar. Filosofia da História: conceito dialético de História  O motor interno da história é a Contradição Dialética, que conduz ao autoconhecimento do espírito no tempo. O Movimento Gerador da Realidade é a Dialética Idealista. O desenvolvimento do processo histórico não é garantido pelas relações sociais e materiais ele é a auto-realização da razão no espírito do povo, a qual se manifesta concretamente no Estado.  Mundo = Natureza = Real: é uma totalidade em movimento, e é a manifestação da Ideia. No princípio era a ideia pura. ―O real é racional e o racional é real.‖. A racionalidade não é mais um modelo a se aplicar, mas é o próprio tecido do real e do pensamento.  No processo histórico o pensar está subordinado ao real existente.  Não há acaso, a razão governa o mundo e a História Universal.  A Razão e Mundo são da mesma Natureza. São ambos de natureza Dialética. A Dialética é a lógica da contradição.  Dialética Hegeliana: Dialética vem do grego ―dialektiké‖. Dia: ―através de‖, ―por meio de‖ e Lego: ―Falar‖. Para os gregos, significa o diálogo, a arte da discussão. Para Hegel, inspirado no pré-socrático Heráclito, dialética é a tentativa de explicar a mudança pela contradição, é a filosofia do devir, do vir-a-ser. O Ser é uma realidade em processo, uma estrutura dinâmica, em constante mudança.  São três os princípios básicos da dialética: totalidade, mediação e contradição;  Hegel propõem fundar uma nova lógica que não parta do princípio da identidade (A = A) e sim da contradição (A ^ ¬A). Identidade A = A Não-Contradição ¬(A ^ ¬A) Terceiro Excluído A V¬ A  Na Contradição Dialética tudo que surge (coisas e ideias) morre. A morte ao mesmo tempo que é uma força destruidora é também uma força criadora. ―Tudo que existe merece A filosofia começa quando um povo saiu da sua vida concreta, quando vão surgindo divisões e diferenciações nas classes; quando o povo se aproxima do ocaso; quando vai se cavando um abismo entre as tendências internas e a realidade externa, e as formas antiquadas da religião etc., já não satisfazem; quando o espírito se manifesta indiferente pela sua existência real, ou então, permanecendo nela, só experimenta insatisfação e incômodo, e a sua vida moral se vai dissolvendo.‖ (HEGEL. Introdução à História da Filosofia. Trad. de Antonio Pinto de Carvalho. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1989. p. 120.)
  22. 22. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 22 desaparecer.‖ (Goethe). Todo ser contém em si mesmo o germe da sua ruína, portanto, de sua superação. Afirmação ← Negação (contradição) = superação da contradição Botão ← Flor = Fruto Tese ← Antítese = Síntese  No processo dialético, o que é negado é mantido. O termo alemão para se referir ao processo é ―aufheben‖, ―superar‖, ―suprimir‖, ―negar‖, ―conservar‖. A negação não se reduz à alternativas de enunciados excludentes de tipo ―ou-ou‖.  O desenvolvimento da História é um processo feito de contradições ou negações e cada momento é necessário para a sua realização. A negação hegeliana é só um momento no processo de construção do todo. Assim, de negação em negação a consciência progride de conteúdo em conteúdo.  O presente é engendrado por longo e dramático processo, no qual todos os acontecimentos estão relacionados. A história não é um terreno da felicidade: as épocas de felicidade são folhas em branco. A visão concreta da história engendra não só tristeza, também a compaixão e a indignação.  O particular (paixão, o indivíduo) ao opor-se ao Universal (História, Razão), engendra um novo universal (História, Razão). Ou seja, a Razão se revela na medida que é contraposta.  O Universal e o particular se complementam. O particular é inseparável do universal, pois é também da atividade do particular e de sua negação que resulta o universal.  A expressão ―astúcia da razão‖ foi utilizada por Hegel para explicar o desenvolvimento da História Universal, na qual a Razão, isto é, o Universal se manifesta na História por intermédio das ações humanas, dos indivíduos, as quais buscam a satisfação imediata, a realização das paixões, do egoísmo, interesses particulares e acabam se tornando instrumentos para a realização de algo mais abrangente, para a realização do interesse universal, constituindo historicamente o Estado e a vida ética dos indivíduos em sociedade civil. Esta é a ―astúcia da razão‖ que Hegel exemplifica com personagens históricos tais como: Alexandre, César, Napoleão.  O Espírito ou a Ideia é o verdadeiro protagonista da História.  E o fim que o move é a conquista da liberdade.  O Estado é a efetivação da história e seu objetivo, nele a liberdade do indivíduo e de todos é concretizada e assegurada. No Estado ocorre a Liberdade, a união da vontade universal da Ideia e da vontade dos indivíduos.  O verdadeiro é o todo. Mas só no fim, após a conclusão do seu desenvolvimento histórico, que o todo é verdadeiro.  A vida ética, é a integração feita por Hegel dos sentimentos individuais subjetivos e das noções universais de direito. Metafísica:  Fundou o seu sistema a partir da noção de liberdade do sujeito.  Conceitos: ser, lógica, absoluto, dialética, história...assumem sentidos novos e muitos deles são analisados em relação ao seu contraditório: ser-nada, corpo-mente, liberdade- determinismo, universal-particular, estado-indivíduo.  O pensamento (ideia) e a matéria (a natureza) formam o Espírito (―A consciência é toda a realidade.‖).  Espírito (geist, em alemão): atividade da consciência que se manifesta no tempo.  Espírito Subjetivo: Espírito Individual (emoção, desejo e imaginação.)  Espírito Objetivo: Espírito exterior (cultura, expressão da vontade coletiva: arte, religião, moral, direito, política)
  23. 23. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 23  Espírito Subjetivo + Espírito Objetivo = Espírito Absoluto (Filosofia). A filosofia é o ―pássaro de minerva‖ que chega ao anoitecer. A crítica filosófica é feita ao final do trabalho realizado. A razão e a verdade são históricas:  Para Kant a consciência (ou o sujeito) interfere ativamente na construção da realidade, Hegel concorda, mas para ele a razão é histórica, a verdade deixa de ser um fato para ser um resultado do desenvolvimento do espírito, construída na história. Amor: Para o filósofo alemão F. Hegel, o amor significa, de maneira geral, a ―consciência de minha unidade com o outro, embora eu não esteja isolado para mim, mas conquiste minha consciência somente enquanto renúncia ao meu ser para-si e enquanto saber da minha unidade com o outro e do outro comigo.‖ Principais obras:  Fenomenologia do Espírito  Ciência da Lógica  Enciclopédia das Ciências Filosóficas  Introdução à História da Filosofia  Princípios da Filosofia do Direito Leituras Complementares: Cap. 15. A crítica à metafísica. (p.184 – 186) e Cap. 25 . Liberalismo e democracia (p.314 – 316) no livro didático adotado pela escola: Filosofando. Introdução à filosofia. volume único..4ª edição. S.P: -- Moderna.2009. de ARANHA, Maria Lucia Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. EXERCÍCIOS: QUESTÃO 01 Segundo o pensamento de Hegel, assinale a ÚNICA alternativa incorreta: A) Para ele a História consiste no movimento do Espírito ou Ideia que busca realizar-se enquanto conquista da liberdade. B) A História é um processo feito de contradições ou negação e cada momento é necessário para a sua realização. C) A liberdade é o objetivo que na História a Idéia busca concretizar recorrendo às paixões e interesses dos indivíduos. D) Os indivíduos procurando realizar seus interesses e paixões, conseguem superar a história de seu tempo: os indivíduos se salvam, suas ideias perecem.
  24. 24. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 24 QUESTÃO 02 Para Hegel a Ideia ou o Espírito se serve dos interesses particulares dos indivíduos como instrumento para realização do interesse universal. Esta é a ―astúcia da razão‖ que Hegel exemplifica com personagens históricos tais como: Alexandre, César, Napoleão. Para o filósofo a história se move na conquista da liberdade; quais das alternativas abaixo são verdadeiras quanto ao pensamento do filósofo? Marque a alternativa FALSA: A) Para Hegel o Estado é o ―Comitê que gerencia os negócios comuns da Burguesia.‖ B) A meta da história universal é o desenvolvimento consciente da liberdade. C) O Estado é a efetivação da história, nele a liberdade do indivíduo e de todos é assegurada. D) A união da vontade universal da Ideia e da vontade dos indivíduos é a liberdade concretizada da instituição Estado. QUESTÃO 03 ―O interesse particular da paixão é, portanto, inseparável da participação do universal, pois é também da atividade do particular e de sua negação que resulta o universal‖ HEGEL, G. W. F. Filosofia da História. 2 ed. Tradução de Maria Rodrigues e Hans Harden. Brasilia: Editora da UNB, 1998. p. 35. Com base no pensamento de Hegel, assinale a alternativa correta. A) O particular é irracional, por isso é a negação do universal, portanto, a história não é guiada pela Razão, mas se deixa conduzir pelo acaso cego dos acontecimentos que se sucedem sem nenhuma relação entre eles. B) O universal é a somatória dos particulares, de modo que a História é tão só o acumulado ou o agregado das partes isoladas, e assim elas estão articuladas tal como engrenagens de uma grande máquina.
  25. 25. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 25 C) O particular da paixão é a ação dos indivíduos, sempre em oposição à finalidade da história, isto é, do universal da Razão que governa o mundo, mas esta depende da ação dos indivíduos, sem os quais ela não se manifesta. D) O universal é a vontade divina que por intermédio da sua ação providente preserva os homens de todos os perigos, evitando que se desgastem com suas paixões, assim, o humano é preservado desde o seu surgimento na Terra. QUESTÃO 04 O verdadeiro é o todo. Mas o todo é somente a essência que se implementa através de seu desenvolvimento. Sobre o absoluto deve-se dizer que é essencialmente resultado; que só no fim é o que é na verdade. Sua natureza consiste justo nisso: em ser algo efetivo, em ser sujeito ou vir-a-ser- de-si-mesmo. Embora pareça contraditório conceber o absoluto essencialmente como resultado, um pouco de reflexão basta para dissipar esse semblante de contradição. HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do espírito. Tradução de Paulo Meneses. Petrópolis: Vozes, 2002. p. 36. Considerando a concepção idealista da História na filosofia de Hegel, assinale a alternativa correta: A) O absoluto como fim do desenvolvimento histórico é garantido pelas relações sociais e materiais, necessárias para a concretização da essência da razão e da abolição da contradição reinante na base material da sociedade. B) O desenvolvimento do processo histórico é a auto-realização da razão no espírito do povo, a qual se manifesta concretamente no Estado e se conserva graças à vida ética no interior do Estado Moderno. C) A natureza do absoluto é inessencial e sua existência é de caráter formal, podendo ser apreendida graças à capacidade infinita da consciência, que confere à ideia de absoluto o status de idéia abstrata e separada do mundo. D) As contradições inviabilizam o desenvolvimento do absoluto e impedem a sua realização no mundo, passando a existir apenas como ideia abstrata na consciência individual. QUESTÃO 05
  26. 26. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 26 Hegel em seus cursos universitários de Filosofia da História, fez a seguinte afirmação sobre a relação da filosofia e a história: ―O único pensamento que a filosofia aporta é a contemplação da história‖. HEGEL, G.W.F. Filosofia da História. 2.ed. Brasília. Editora da UnB, 1998, p. 17. De acordo com a reflexão de Hegel, é correto afirmar que: I- A razão governa o mundo e, portanto, a história universal é um processo racional. II- A ação dos homens obedece a vontade divina que preestabelece o curso da história. III- No processo histórico o pensar está subordinado ao real existente. IV- A ideia, ou a razão, se origina da força material de produção e reprodução da história. Assinale a alternativa que contém somente assertivas corretas. A) III e IV B) I e II C) II e III D) I e III QUESTÃO 06 Sobre Hegel, marque a única alternativa errada: A) Para Hegel a instituição que assegura a efetivação do fim a que se dirige a história é o Estado. B) O verdadeiro protagonista da história é o Espírito e o fim que o move é a conquista da igualdade. C) A história não é um terreno da felicidade: as épocas de felicidade são folhas em branco. D) A visão concreta da história engendra não só tristeza, também a compaixão e a indignação. QUESTÃO 07 A expressão ―astúcia da razão‖ foi utilizada por Hegel para explicar o desenvolvimento da História Universal. A respeito do significado dessa expressão, marque a alternativa correta.
  27. 27. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 27 A) Essa expressão significa o irracional governando o mundo, porque as ações humanas são movidas pelos interesses mesquinhos que só encontram a sua satisfação na destruição do Estado, fazendo a humanidade regredir ao estado de natureza. B) Essa expressão significa a fraude característica das ações dos indivíduos históricos universais que estão empenhados na aquisição do poder, sem se envolverem com a vida cotidiana e com a esfera da moralidade subjetiva dos povos. C) Essa expressão significa a ilusão de que as coisas realmente acontecem, quando na verdade a História Universal é conduzida pela força do destino traçada pela ordem da Providência Divina, que está acima da vontade dos homens. D) Essa expressão significa a força da razão, isto é, o universal que se manifesta por intermédio das ações humanas, as quais buscam a satisfação imediata e realizam algo mais abrangente, constituindo historicamente o Estado e a vida ética dos indivíduos em sociedade civil. QUESTÃO 08 ―A filosofia começa quando um povo saiu da sua vida concreta, quando vão surgindo divisões e diferenciações nas classes; quando o povo se aproxima do ocaso; quando vai se cavando um abismo entre as tendências internas e a realidade externa, e as formas antiquadas da religião etc., já não satisfazem; quando o espírito se manifesta indiferente pela sua existência real, ou então, permanecendo nela, só experimenta insatisfação e incômodo, e a sua vida moral se vai dissolvendo.‖ HEGEL. Introdução à História da Filosofia. Trad. de Antonio Pinto de Carvalho. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1989. p. 120. A Filosofia é o ponto culminante do movimento dialético que desencadeia as mudanças descritas acima. Segundo Hegel, tal movimento é provocado: A) pela luta de classes inspirada na teoria evolucionista natural que afirma a sobrevivência e supremacia dos indivíduos mais aptos. B) pela consciência do indivíduo que é detentor da liberdade natural e com ela edifica o seu mundo independente do desenvolvimento das forças sociais. C) pelo espírito do povo, que consiste no trabalho de sucessivas gerações na edificação da cultura, o que representa a maturidade de uma civilização. D) pela força sobrenatural da providência divina que arrasta consigo os destinos dos homens e das nações para o reconhecimento de Deus na História. QUESTÕES ABERTAS 01) Segundo o pensamento de Hegel, qual é o verdadeiro protagonista da História? 02) Segundo Hegel, qual é o fim que move a Ideia ou o Espírito? 03) A expressão ―astúcia da razão‖ foi utilizada por Hegel para explicar o desenvolvimento da História Universal. Explique o significado desta expressão. 04) De acordo com a reflexão de Hegel, a razão governa o mundo e, portanto, a história universal é um processo racional. Explique esta afirmação. 05) Para Hegel, qual é o papel do Estado. 06) Segundo Hegel, o que provoca o movimento dialético que desencadeia as mudanças na História?
  28. 28. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 28 07) Conceitue o que é dialética. 08) Descreva os três momentos da dialética e exemplifique cada um.
  29. 29. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 29 SÖREN KIERKEGAARD (1813-1855) • É um existencialista cristão, precursor do existencialismo. • Nasceu em Copenhague, Dinamarca, onde estudou filosofia e teologia. • Profundamente marcado por angústias pessoais e familiares às quais acrescenta a crise provocada pelo rompimento de seu noivado com Regina, Kierkegaard desenvolveu um pensamento indissociável de sua vida pessoal e de seus sentimentos trágicos. • Viveu uma fase desregrada de noitadas, bebidas e extravagâncias, após a morte do pai. Depois desta fase, torna-se pastor luterano. • Teve desavenças com a igreja Luterana. • Ele ataca o Cristianismo e especialmente o Luteranismo de sua pátria, valorizando contra a religião estabelecida a vivência da religiosidade. • Seu estilo é irônico, polêmico, poético, assistemático e distante da forma tradicional do tratado filosófico de sua época, tendo sido quase todas as suas obras publicadas sob pseudônimo. • Suas ideias eram opostas e mesmo combatia as ideias de Hegel, pois este: 1. compreendia a vida como sistemas de formas abstratas, 2. tinha explicações racionais acerca da existência, 3. condensava a realidade num sistema, numa metafísica especulativa e abstrata. 4. buscava o universal. • Kirkegaard defende a necessidade de uma ―filosofia existencial‖. ―A verdade é a subjetividade‖, não se escapa desta que é, para o indivíduo, sua própria medida e significação. A existência humana não pode ser explicada através dos conceitos de sistemas abstratos, pois a realidade é concreta. O sistema é racional, a realidade é irracional. se a subjetividade é a verdade, a determinação da verdade deve conter, simultaneamente, em si, uma expressão da antítese com a objetividade, ... e então essa expressão indica a tensão da interioridade. Tenho aqui uma definição tal da verdade: a verdade é a incerteza objetiva sustentada na apropriação da interioridade “Por acaso não são sinceras as lágrimas que se derrama no teatro, onde fiéis e público sabem que tudo é mentira?” Søren Kierkegaard
  30. 30. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 30 mais apaixonada, tal é a mais elevada verdade que há para um existente. Post Scriptum no científico definitivo a Migajas filosóficas. Kierkegaard • É significativa a influência de Kierkegaard no existencialismo contemporâneo, sobretudo em Heidegger e Sartre bem como na renovação da teologia, principalmente protestante, que se dá em nosso século com Karl Barth e a ―teologia dialética‖ ou ―teologia da crise‖ assim como na literatura: Kafka, Thomas Mann e Ibsen. • Em sua obra Estágios do caminho da vida (1845), formula uma doutrina de três níveis, (etapas ou ‗stadium‘s) de consciência que constituem o caminhar ao transcendente. São níveis autônomos e descontínuos, pois a passagem de um estágio a outro se dá através de um salto. • É a partir do desespero que o homem pode atingir outro estágio existencial. O desespero e a angústia são as molas propulsoras por intermédio das quais o homem reflete e encontra estímulo para ''saltar'' a outro estágio existencial. • O estágio Estético é ilustrado pelo sedutor que vive segundo a sua vontade, de forma hedonista e despreocupada consigo e com os demais. Conforme os prazeres múltiplos que estão ao seu alcance, ele serve-se daquilo que te apraz, mesmo que seja momentâneo. O homem busca um sentido para a sua existência sob o domínio dos sentidos, sentimentos, impulsos. • O estágio Ético é atingido a partir do abandono dos comportamentos do estágio estético, no estágio ético o indivíduo passa a se sentir responsável por suas ações. O homem passa a viver eticamente e se pautar pelos mandamentos da razão, • Só no estágio Religioso o homem pode reconciliar-se com sua própria vida. Trata-se do estágio máximo da existência humana. Pois, enquanto no estágio Estético ou Ético, o sujeito está dependente apenas das suas próprias forças, no estágio Religioso ele ultrapassa os seus limites para alcançar o transcendente. Sugestão de música: Solução de Vida – Paulinho da Viola EXERCÍCIOS QUESTÃO 01 Sobre Sören Kierkeggard, marque a alternativa CORRETA: A) É o precursor do marxismo contemporâneo.
  31. 31. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 31 B) Profundamente marcado por angústias pessoais e familiares às quais acrescenta a crise provocada pelo rompimento de seu noivado com Regina, Kierkegaard desenvolveu um pensamento que nada tinha a ver com sua vida pessoal e com seus sentimentos trágicos. C) Nasceu em Copenhague, Dinamarca, onde estudou filosofia e teologia. D) Foi um grande crítico do cristianismo por ser um ateu convicto. QUESTÃO 02 Sobre Kierkeggard, marque a alternativa CORRETA: A) Suas ideias eram semelhantes as de Hegel, que compreendia a vida como sistemas de formas abstratas, que tinha explicações racionais acerca da existência e condensava a realidade num sistema. B) Construiu um enorme e consistente sistema filosófico com uma ética, uma estética, uma lógica, uma epistemologia, uma metafísica e uma política. C) Achava a expressão poética retrógrada e inovou manifestando seu pensamento numa linguagem extritamente acadêmica e formal. D) Ele combate o hegelianismo e a metafísica especulativa, por seu caráter abstrato e sua busca do universal, defendendo a necessidade de uma ―filosofia existencial‖. ―A verdade é a subjetividade‖, não se escapa desta que é, para o indivíduo, sua própria medida e significação. QUESTÃO 03 Sobre Kierkegaard, marque a alternativa CORRETA: A) Para Kierkeggard, o homem é um ser que se caracteriza pela satisfação que se origina da harmonia da sua existência e de sua proximidade de Deus, ―o homem é uma síntese de infinito e de finito, de temporal e de eterno, de liberdade e de necessidade‖
  32. 32. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 32 B) Kierkegaard teve uma vida fácil, sem conflitos, construiu em vida uma multidão de entusiastas da sua Vida e Obra. C) Seu estilo é irônico, polêmico e poético, sem preocupação sistemática e distante da forma tradicional do tratado filosófico de sua época. Quase todas as suas obras foram publicadas sob pseudônimo. D) O conflito, o paradoxo, a angústia, o desespero...nada tem a ver com o pensamento do filósofo. QUESTÃO 04 Sobre Kierkegaard, marque a alternativa CORRETA: A) É a partir do desespero que o homem pode atingir outro estágio existencial. Esse sentimento o leva a crise, esvazia sua condição atual e o impulsiona a buscar o caminho para o encontro consigo mesmo, com os outros e com Deus. B) O estágio Estético é ilustrado pelo pastor que vive segundo a sua vontade, de forma hedonista e despreocupada consigo e com os demais. Conforme os prazeres múltiplos que estão ao seu alcance, ele serve-se daquilo que te apraz, mesmo que seja momentâneo. C) O homem religioso busca um sentido para a sua existência sob o domínio dos sentidos, sentimentos e impulsos. C) O estágio ético evidencia um grande compromisso com a busca da satisfação pessoal. QUESTÃO 05 Sobre Sören Kierkeggard, marque a alternativa CORRETA:
  33. 33. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 33 A) Viveu uma fase desregrada de noitadas, bebidas e extravagâncias, após a morte do pai. Depois desta fase, torna-se pastor luterano. B) Teve alianças durante toda a sua vida com a igreja Luterana C) Teve uma vida de monge renunciante, de acordo com o ascetismo cristão. D) Durante sua vida militou pela prevalência da razão sobre as crenças religiosas. QUESTÃO 06 Sobre Sören Kierkeggard, marque a alternativa CORRETA: A) Para Kierkegaard a existência humana não pode ser explicada através dos conceitos de sistemas abstratos, pois a realidade é concreta. O sistema é racional, a realidade é irracional. B) Ele ataca o Cristianismo e especialmente o Luteranismo de sua pátria, valorizando contra a religião estabelecida a vivência da cientificidade. C) Deus é lógico e racional assim como o mundo, a existência e todas as nossas escolhas. D) Kierkegaard era um essencialista, as escolhas do indivíduo nada refletia na constituição da sua personalidade. QUESTÃO 07 Sobre Sören Kierkeggard, marque a alternativa CORRETA: A) É significativa a influência de Kierkegaard no agnosticismo contemporâneo, sobretudo em Heidegger e Sartre bem como na renovação da teologia, principalmente protestante, que se dá em nosso século com Karl Barth e a ―teologia dialética‖ ou ―teologia da crise‖ assim como na literatura: Kafka, Thomas Mann e Ibsen. B) Em sua obra Estágios do caminho da vida (1845), formula uma doutrina de três níveis de consciência, etapas, Kierkegaard denominou de ―Stadium‖, que constituem o caminhar ao transcendente. C) As etapas da consciência são dependentes e contínuas, pois a passagem de um estágio a outro se dá através de um caminhar contínuo. D) O desespero e a angústia no mantém no estágio atual que estamos vivendo. QUESTÃO 08 Sobre Sören Kierkeggard, marque a alternativa CORRETA: A) O estágio Ético é atingido a partir do abandono dos comportamentos do estágio estético, no estágio ético o indivíduo passa a se sentir responsável por suas ações. O homem passa a viver eticamente, pautado na satisfação dos seus sentidos.
  34. 34. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 34 B) Só no estágio religioso, o homem após, preferir a fé ao prazer estético e aos mandamentos da razão pode reconciliar-se com sua própria vida. Trata-se do estágio máximo da existência humana. C) Enquanto no estágio estético ou ético, o sujeito está dependente apenas das suas próprias forças no estágio religioso o homem pode contar com a força de toda a sua igreja. D) Para Kierkeggard, apenas no estágio estético temos escolhas autênticas, nos demais apenas obedecemos a orientações prontas. QUESTÕES ABERTAS: 01) Escreva uma pequena biografia de 5 linhas sobre Sören Kierkeggard. 02) Qual a relação da filosofia de Kierkegaard com a filosofia de Hegel
  35. 35. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 35 KARL MARX (1818 – 1883) “Não façamos do maior iconoclasta mais um ícone, o passado não é exemplo, o passado é lição.” JPN Biografia: Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, que atuou como economista, filósofo,historiador, teórico político e jornalista. Marxismo: É uma crítica radical do capitalismo e da sociedade de classes na perspectiva de sua superação histórica. É concebido com os quatro aspectos: conhecimento da realidade, crítica do existente, projeto alternativo de emancipação e prática transformadora, pois seu objetivo principal é transformar a vida por meio da ação política. É uma concepção materialista e dialética da História. ―O marxismo é a análise concreta das situações concretas.‖ Lenin. O marxismo continua sendo um instrumental analítico e interpretativo, válido, das sociedades humanas. Radical: "Ser radical é tomar as coisas pela raiz. E para o homem, a raiz é o próprio homem." JPN citando Marx. ―Eu sou eu e todas as minhas circunstâncias.‖ Humanismo: mesmo o mais limitado dos homens pode se desenvolver ilimitadamente. Internacionalismo: "Proletários de todos os países, uni-vos!" - Manifesto Comunista Influências: Economia política clássica (Adam Smith e David Ricardo): Da obra de David Ricardo, Marx adotou conceitos tais como os de valor, divisão social do trabalho, acumulação primitiva e mais-valia. Mas os economistas clássicos naturalizavam e desistoricizavam o modo de produção capitalista, concebendo a dominação de classe burguesa como uma ordem natural das relações econômicas, a partir de um conceito abstrato de indivíduo, homo economicus. Idealismo: Para Hegel um defensor da monarquia constitucional, só o estado pode fundar uma racionalidade universalizadora. Os dois principais aspectos do sistema de Hegel que influenciaram Marx foram sua filosofia da história e sua concepção dialética. Concepção dialética: nada no mundo é estático, tudo está em constante processo (vir-a-ser), tudo é histórico. O sujeito desse mundo em movimento é o Espírito do Mundo (ou Superalma; ou Consciência Absoluta), que representa a consciência humana geral, comum a todos indivíduos. A historicidade é concebida enquanto história
  36. 36. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 36 do progresso da consciência da liberdade. Marx manteve o entendimento da história enquanto progressão dialética (ou seja, o mundo está em processo graças ao choque permanente entre os opostos; não é estático), mas eliminou o Espírito do Mundo enquanto sujeito ou essência, porque passou a compreender que a origem da realidade social não reside nas ideias, na consciência que os homens têm dela, mas sim na ação concreta (material, portanto) dos homens, portanto no trabalho humano. A dialética de Hegel apresenta as formas gerais de movimento, mas está de cabeça para baixo. A existência material precede qualquer pensamento; inexiste possibilidade de pensamento sem existência concreta. Marx inverte, então, a dialética hegeliana, porque coloca a materialidade – e não as ideias – na gênese do movimento histórico que constitui o mundo. Elabora, assim, a dialética materialista ou materialismo dialético. Qual é a diferença entre o conceito de movimento histórico, em Hegel, e o de processo histórico, em Marx? Para Hegel, a História é teleológica, a Razão caminha para o conceito de si mesma, em si mesma. Marx não tem uma visão linear e progressiva da História, sendo que, para ele, ela é processo, depende da organização dos homens para a superação das contradições geradas na produção da vida material, pode avançar ou retroceder historicamente. Socialismo utópico: Os socialistas utópicos diziam sobre como deveria ser a sociedade harmônica ideal, mas não como seria possível alcançá-la plenamente. Materialismo Histórico Dialético: Materialismo: ―Não é a consciência que determina a existência, mas é a existência (o ser) que determina a consciência.‖ Compreende a predominância da materialidade sobre a ideia, sendo esta possível somente com o desenvolvimento daquela. As relações materiais e o modo como os homens produzem seus meios de vida formam a base de todas suas relações na sociedade. As relações sociais de produção são a base que condicionam todo o resto da sociedade. A produção é a raiz de toda a estrutura social. Não se pode pensar a relação indivíduo x sociedade separadamente das condições materiais em que essas relações se apóiam. Histórico: A produção da própria vida material é um fato histórico. Dialética: método de investigação e de compreensão do mundo em seu movimento, no seu encadeamento, nas suas relações recíprocas e na sua interdependência e inter-determinação. Para além do empirismo: "Se a aparência revelasse a essência toda a reflexão teórica seria desnecessária." José Paulo Netto Capitalismo: é "a ditadura da burguesia", pois é executado pelas classes ricas para seu próprio benefício. Assim como os sistemas socioeconômicos anteriores, o capitalismo produzirá tensões internas que conduzirá à sua auto-destruição e substituição por um novo sistema: o socialismo. Várias fases: capital industrial, capital financeiro. Agora é um modo de produção mundial. Estrutura desigual e combinada. Propriedade privada dos meios de produção. Tudo é mercadoria, inclusive a vida é mercantilizada. Se inicia com a Acumulação primitiva do capital. Concentração: É próprio do capital se concentrar por meio das fusões. Modo de produção: é a maneira pela qual as forças produtivas se organizam em determinadas relações de produção, num dado momento histórico. Forças produtivas: força de trabalho e os meios de produção - instrumentos e objetos de trabalho, tais como tecnologia, ferramentas, máquinas, técnicas, materiais, conhecimento técnico; a terra, e demais recursos naturais). São, portanto, todas as forças usadas para controlar ou transformar a Natureza com vistas à produção de bens materiais. A principal força produtiva é o próprio homem - seu corpo, sua energia, sua inteligência, seu conhecimento. Relações de Produção: são as formas pelas quais os homens se organizam para executar a atividade produtiva. As relações de produção podem ser num determinado momento histórico escravistas, servis ou capitalistas.
  37. 37. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 37 Infra-estrutura e Superestrutura: Infra-estrutura: conjunto das forças produtivas e das relações sociais de produção de uma sociedade. Superestrutura: ideologias políticas, concepções religiosas, códigos morais e estéticos, sistemas legais, de ensino, de comunicação. Marx parte do princípio de que a estrutura de uma sociedade qualquer reflete a forma como os homens organizam a produção social de bens. Marx valoriza as mudanças na estrutura da sociedade, pois é a estrutura (economia) que determina a superestrutura (as ideias). Classes sociais e Luta de Classe: Classe social são grupos de indivíduos que ocupam uma mesma posição nas relações de produção em determinada sociedade. Burguesia: controla a produção e Proletariado: fornece a mão de obra para a produção. Os proletariado é o herdeiro da filosofia e por ser a classe mais desumanizada é a única que pode ter exigência radical de humanização. Para Marx a história do homem é a história da luta de classes. Luta de classes é o conceito que Marx elaborou junto com Engels para afirmar o antagonismo entre a burguesia (aqueles que detém os meios de produção) e os proletariados (os trabalhadores que detém somente a sua força de trabalho), ou seja, designa o confronto entre classes antagônicas no modo de produção capitalista. O antagonismo de classes está presente em todos os momentos da história desde o surgimento da propriedade privada e se expressa em todos os terrenos: econômico, ideológico, político e militar. A Luta de Classes exige, segundo os partidos marxistas, independência de classe, sem qualquer amálgama com a burguesia. No capitalismo, as desigualdades sociais são provocadas pelas relações de produção do sistema capitalista, que dividem os homens em proprietários e não proprietários dos meios de produção. E é por meio dela que as sociedades humanas progridem. A luta de classes só acabará com a implantação do regime comunista, onde esse conflito não terá como existir pois não existirão mais classes sociais. Estado: Para Marx, o Estado é um instrumento de dominação e representa, prioritariamente, os interesses dos setores hegemônicos das classes dominantes. Para a concepção liberal, a finalidade do Estado é agir como mediador dos conflitos entre os diversos grupos sociais, pois os conflitos são inevitáveis entre os homens; para o marxismo, o Estado é uma instituição que interfere na luta de classes de modo parcial, sempre tomando partido prioritariamente da classe dominante. Assalariamento: Os meios de produção, como propriedade privada dos capitalistas, fazem com que os trabalhadores, para sobreviverem, vendam sua força de trabalho. Apesar de contratual a troca da força de trabalho não é livre, nem justa. O trabalho assalariado é o núcleo da sociedade capitalista. No capitalismo o trabalho é livre. E a sociedade é organizada em torno da produção de mercadorias. O trabalho é transformado em mercadoria. O capitalismo é uma criação histórica de uma determinada classe social. Mais-valia: A ordem burguesa se sustenta na exploração da mais-valia que consiste no percentual que os capitalistas retiram do proletariado. A mais-valia é diferença entre o que o empregado produz e o que ele recebe. São as horas trabalhadas e não pagas no processo de produção. A mais-valia faz parte do lucro. Ela pode ser absoluta ou relativa. Mais-valia absoluta: é a mais-valia que se consegue com o aumento da jornada de trabalho ou com a redução dos salários. Mais-valia relativa: é o mais-valia que se consegue quando a produção aumenta devido ao investimento em novas tecnologias (máquinas mais ―avançadas‖, robótica). Fetiche da Mercadoria: Fetiche significa ―objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela natureza, ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto‖. Foi este significado que Marx deu para o fenômeno da atribuição de valor simbólico aos produtos/mercadorias (manufaturas). A mercadoria (manufatura) quando finalizada, não mantinha o seu valor real de venda, que segundo ele era determinado pela quantidade de trabalho materializado no artigo, mas sim, que esta, por sua vez adquiria uma valoração de venda irreal e infundada, como se não fosse
  38. 38. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 38 fruto do trabalho humano e nem pudesse ser mensurado, o que ele queria denunciar com isto é, que a mercadoria parecia perder sua relação com o trabalho e ganhava vida própria. Na modernidade o homem trata as mercadorias (sapatos, bolsas, etc.) como um objeto de adoração, a mercadoria deixa de ter a sua utilidade atual e passa a atribuir um valor simbólico, quase que divino, o ser humano não compra o real, mas sim a transcendência que determinado artefato representa. Fetichismo da mercadoria é portanto um fenômeno social e psicológico onde as mercadorias aparentam ter uma vontade independente de seus produtores. A relação dos produtores na verdade é uma relação entre os produtos de seu trabalho. A relação das coisas enquanto mercadorias, e a relação de valor entre os produtos de trabalho que os marca como mercadorias, não têm absolutamente conexão alguma com suas propriedades físicas e com as relações materiais que daí se originam. O fetichismo é uma relação social entre pessoas mediatizada por coisas. Trabalho e sua divisão social: Os homens são seres sociais e o trabalho é a atividade fundante e central da humanidade. A produção e a reprodução das condições de existência se realizam através do trabalho.Os humanos distinguem-se dos animais não porque são dotados de consciência, mas sim porque produzem. A divisão social do trabalho não é uma simples divisão de tarefas, mas manifestação da existência da propriedade. Para Marx, os seres humanos distingue-se dos animais não porque são dotados de consciência, mas sim porque produzem. "Mas o que distingue o pior arquiteto da melhor abelha é que ele figura na mente sua construção antes de transformá-la em realidade. No fim do processo do trabalho aparece um resultado que já existia antes idealmente na imaginação do trabalhador. Ele não transforma apenas o material sobre o qual opera; ele imprime ao material o projeto que tinha conscientemente em mira" (O Capital, V. I, Cap. 7) A partir desta concepção de homem Marx irá identificar a alienação do trabalho como a alienação fundante das demais. Alienação: A base da alienação econômica do homem sob o capital se dá através da industrialização. O assalariamento separa o trabalhador dos meios de produção que se torna propriedade privada do capitalista. O trabalhador é alienado quando o fruto do seu trabalho é apropriado pelo capitalista, quando não controla o seu trabalho, nem o tempo, nem aquilo que produz. "Ser dono definitivo de mim, era o que eu queria, queria." Guimarães Rosa Ideologia: Ideologia para Marx é um conjunto de proposições elaborado, na sociedade burguesa, com a finalidade de fazer aparentar os interesses da classe dominante com o interesse coletivo, construindo uma hegemonia daquela classe. A manutenção da ordem social requer dessa maneira menor uso da violência. ―Ideologia‖ para Marx traduz, portanto a ―falsa consciência‖, um conjunto de ideias falsas que justificam o domínio da burguesia sobre o proletariado. Na dominação ideológica e simbólica o dominado não se vê como dominado. Ideologia é um conjunto de proposições elaborado, na sociedade burguesa, com a finalidade de fazer aparentar os interesses da classe dominante com o interesse coletivo, construindo uma hegemonia daquela classe. A manutenção da ordem social requer dessa maneira menor uso da violência. Como os sujeitos percebem sua miséria? A luta de classe é mascarada, os conflitos e antagonismos provenientes das próprias contradições de uma sociedade dividida em classes são ocultados. Surgem então, princípios tais como: Estado e Nação. Naturalização do mundo cultural. As coisas são assim mesmo.‖, Sempre foi assim e sempre será. Religião: Para Marx a crítica da religião é o pressuposto de toda crítica social, pois crê que as concepções religiosas tendem a desresponsabilizar os homens pelas consequências de seus atos. Marx seguiu as opiniões de Ludwig Feuerbach, para quem a religião não expressa a vontade de nenhum Deus ou outro ser metafísico, mas é criada pela fabulação dos homens, consiste numa projeção dos desejos humanos e numa forma de alienação. ―Se a fé removesse montanhas os homens não teriam inventado tratores.‖
  39. 39. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 39 Práxis: A práxis é a ação política consciente e transformadora. Marx se posiciona contra qualquer separação drástica entre teoria e prática, entre pensamento e realidade, porque essas dimensões são abstrações mentais (categorias analíticas) que, no plano concreto, real, integram uma mesma totalidade complexa. As posições mesmo que somente teóricas sempre tem implicações políticas. Fazer história racionalmente é a grande meta. Assim, Marx finaliza as Teses sobre Feuerbach: "Os filósofos apenas interpretaram o mundo de várias maneiras, enquanto que o objetivo é mudá-lo." História: são as relações de produção e suas relações sociais é que fundam todo processo de formação da humanidade. ―Os homens fazem a sua história, mas não a fazem em condições que escolhem.‖ Somos autores e atores da história. Revolução: Uma guinada, temporalmente condensada, no metabolismo social, e que suprime as estruturas fundamentais da ordem burguesa. A ação revolucionária organizada deve derrubar o capitalismo e as instituições estatais por esta suscitadas e trazer a mudança sócio-econômica. A classe trabalhadora é o sujeito revolucionário central. Os sovietes, conselhos e comitês de base (de fábrica, empresa, universidades, escolas etc) são as bases da ação e democracia direta da classe trabalhadora organizada. Em geral, Marx considera que toda revolução é necessariamente violenta, ainda que isso dependa, em maior ou menor grau, da constrição ou abertura do Estado. A necessidade de violência se justifica porque o Estado tenderia sempre a empregar a coerção para salvaguardar a manutenção da ordem sobre a qual repousa seu poder político, logo, a insurreição não tem outra possibilidade de se realizar senão atuando também violentamente. A "expropriação dos expropriadores" não pode ser feita sem violência. Reformismo: social-democracia, partidos de estratégia burguesa e eleitoral. Emancipação: é o controle consciente das condições da própria vida. A condição da emancipação da classe operária é a abolição de todas as classes. Socialismo: A revolução proletária, que instauraria um novo regime sem classes, só obteria sucesso pleno após a conclusão de um período de transição que Marx denominou socialismo. O socialismo então é a 1ª fase do comunismo, na qual o estado se prepara para sua auto-dissolução. O socialismo é a associação livre de homens livres. Comunismo: No comunismo, ―a divisão do trabalho passa a obedecer aos interesses de toda sociedade garantindo apropriação social das condições de existência‖, extinguindo-se a contradição entre indivíduo privado e o ser coletivo. A sociedade comunista seria o resultado de uma reconstrução consciente da sociedade humana (...) pondo fim à pré-história da humanidade.‖.Comunismo: sociedade dos produtores associados. Até os tempos atuais nem o comunismo, nem o socialismo, a fase de transição, tais como Marx sugeriu, ainda não foi posto em prática em nenhuma região do mundo. Anarquismo: Marx criticou o anarquismo por sua visão tida como ingênua do fim do Estado onde se objetiva acabar com o Estado "por decreto", ao invés de acabar com as condições sociais que fazem do Estado uma necessidade e realidade. Dinheiro: a prostituta universal. Ecologia: Corpo orgânico e inorgânico. Racionalista: A empiria é a epiderme do real.
  40. 40. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 40 Stalinismo: crime em nome do ―comunismo‖. Referências: KARL MARX. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2014. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Karl_Marx&oldid=40332731>. Acesso em: 23 out. 2014. NETTO, José Paulo. Curso O Método em Marx. Curso ministrado em 2002 na pós-graduação em Serviço Social da UFPE. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=tTHp53Uv_8g> Acesso em: 28/Fev/2015. Sugestão de filmes: Marx Reloaded - Jason Barker, 2010. Manifestoon, Manifesto Comunista - Legendado em Português. Trechos de o Manifesto Comunista com a ajuda dos cartoones da Disney, criado pelo o cineasta independente Jesse Drew. Sugestão de música: Um Comunista – Chico Buarque Hino a Internacional Comunista - A Internacional é um famoso hino socialista, sendo também uma das canções mais conhecidas de todo o mundo. A letra original da canção foi escrita em francês em 1871 por Eugène Pottier (1816- 1887), que havia sido um dos membros da Comuna de Paris. A intenção de Pottier era a de que o poema fosse cantado ao ritmo da Marselhesa. A Internacional ganhou particular notoriedade entre 1922 e 1944, quando se tornou o hino da União Soviética. Desde então, foi traduzida em inúmeros idiomas. EXERCÍCIOS QUESTÃO 01 O marxismo (teoria desenvolvida por Karl Marx 1818-1883) constitui-se como a concepção materialista da História, longe de qualquer tipo de determinismo, mas compreendendo a predominância da materialidade sobre a ideia, sendo esta possível somente com o desenvolvimento daquela, e a compreensão das coisas em seu movimento, em sua inter-determinação, que é a dialética. Marque (V) para as alternativas verdadeiras e (F) para as alternativas falsas: ( ) ―Luta de classes‖ é o conceito que Marx elaborou junto com Engels para afirmar a união, o amor e a cooperação entre a burguesia (aqueles que detém os meios de produção) e os proletariados (os trabalhadores que detém somente a sua força de trabalho); ( ) O conceito ―alienação‖ elaborado por Marx consiste no controle que o trabalhador tem do seu trabalho, ou seja, o controle do tempo trabalhado e do destino daquilo que é produzido ou prestado;
  41. 41. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 41 ( ) ―Ideologia‖ para Marx é uma ―falsa consciência‖, é um conjunto de ideias que visam ocultar, naturalizar e justificar o domínio da burguesia sobre o proletariado; ( ) A ―mais-valia‖ é a porcentagem que os capitalistas retiram do proletariado, essa porcentagem pode ser atingida aumentando o tempo de trabalho dos operários e com isso aumentando o salário dos mesmos. A sequência correta das alternativas é: A) F, F, F, F B) F, V, F, F C) F, F, F, V D) F, F, V, F QUESTÃO 02 Analise a figura a seguir: NOVAES, Carlos Eduardo. Capitalismo para principiantes. São Paulo: Ática, 1995. p.123. A figura ilustra, por meio da ironia, parte da crítica que a perspectiva sociológica baseada nas reflexões teóricas de Karl Marx (1818-1883) faz ao caráter ideológico de certas noções de Estado. Sobre a relação entre Estado e sociedade segundo Karl Marx, é CORRETO afirmar: A) A finalidade do Estado é o exercício da justiça entre os homens e, portanto, é um bem indispensável à sociedade. B) O Estado é um instrumento de dominação e representa, prioritariamente, os interesses dos setores hegemônicos das classes dominantes. C) O Estado visa atender, por meio da legislação, a vontade geral dos cidadãos, garantindo, assim, a harmonia social. Por isto a educação, o transporte, a saúde e a segurança são para todos e de qualidade em todo o planeta Terra. D) O Estado ainda hoje está completamente ligado à igreja e o poder é sempre disputado entre eles. No Brasil as igrejas já conseguiram colocar a palavra Deus no preâmbulo da constituição e nas notas de dinheiro e também crucifixos nas paredes das instituições públicas. QUESTÃO 03
  42. 42. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 42 Ideologia para este pensador é um conjunto de proposições elaborado, na sociedade burguesa, com a finalidade de fazer aparentar os interesses da classe dominante com o interesse coletivo, construindo uma hegemonia daquela classe. A manutenção da ordem social requer dessa maneira menor uso da violência. O pensamento acima pertence a: A) Nietzsche. B) Freud. C) Marx. D) Descartes. QUESTÃO 04 (UFPB 2009) (Adaptado) Leia o texto abaixo: ― ... o primeiro pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a História, é que os homens devem estar em condições de viver para poder ‗fazer história‘. Mas, para viver, é preciso antes de tudo comer, beber, ter habitação, vestir-se e algumas coisas mais. O primeiro ato histórico é, portanto, a produção dos meios que permitam a satisfação destas necessidades, a produção da própria vida material, e de fato este é um ato histórico, uma condição fundamental de toda história, que ainda hoje, como há milhares de anos, deve ser cumprido todos os dias e todas as horas, simplesmente para manter os homens vivos.‖ MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 39. As análises históricas de Marx (1818-1883), pensador alemão, exerceram e ainda exercem grande influência nas ciências humanas e sociais, entre elas, a História. Sobre a concepção marxista de História, assinale a alternativa verdadeira. A) A concepção da luta de classes como motor da História foi atribuída indevidamente ao marxismo, para o qual as transformações históricas decorrem apenas das ações dos indivíduos.
  43. 43. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 43 B) O marxismo defende, teoricamente, uma postura neutra do historiador diante da sociedade e do conhecimento produzido sobre a mesma e, assim, nega validade prática a sua própria concepção. C) As sociedades, para Marx, não podem ser compreendidas sem um estudo pormenorizado de sua base econômica, e esse entendimento significa a análise da sua organização material para a produção da sobrevivência humana. D) A História, para Marx, não é feita por todos, é sobretudo pelos ―grandes homens‖ (Alexandre, Napoleão, Hitler) e essa concepção rompia com a ideia, bastante comum no século XIX, de uma História feita por todos, sobretudo os trabalhadores. QUESTÃO 05 Qual é a diferença entre o conceito de movimento histórico, em Hegel, e o de processo histórico, em Marx? A) Para Hegel, a História é teleológica, a Razão caminha para o conceito de si mesma, em si mesma. Marx não tem uma visão linear e progressiva da História, sendo que, para ele, ela é processo, depende da organização dos homens para a superação das contradições geradas na produção da vida material, pode avançar ou retroceder historicamente. B) Para Hegel, a História pode sofrer rupturas e ter retrocessos, por isso utiliza-se do conceito de movimento da base econômica da sociedade. Marx acredita que o modo de produção encaminhe para um objetivo final, que é a concretização da Razão. C) Para Hegel, a História tem uma circularidade que não permite a continuidade. Para Marx, a História é construída pelo progresso da consciência dos homens que formam o processo histórico. D) Para Hegel, através do trabalho, os homens vão construindo o movimento da produção da vida material e, assim, o movimento histórico. Para Marx, a consciência determina cada época histórica, desenvolvendo o processo histórico. QUESTÃO 06 Analisando sobre o Estado, o que esse deve ser, se temos duas posições distintas: uma é a concepção liberal, a outra, a concepção marxista. Marque a alternativa que corresponde à interpretação correta.
  44. 44. Apostila de Filosofia – 2015 Prof. Antonio Marques Facebook: Antonio Marques Whatsapp: 9634.0288 E-mail: planedoenharmonio@gmail.com Blog: http://buscadacompreensao.blogspot.com.br/ 44 A) Segundo a ótica de marxista, a função do Estado é promover a conciliação dos grupos rivais, enquanto na ótica liberal, o Estado é uma instituição que promove o domínio da classe dominante. B) O marxismo segue uma teoria de que o estado seria uma instituição supranacional com poderes comunitários, e o liberalismo compreende o Estado como uma instituição governada por todos os homens. C) Na concepção liberal o Estado deve promover o bem comum a partir de um governo absoluto, e a tese marxista parte do princípio de que o Estado é uma instituição que interfere de modo parcial na luta de classes sempre tomando partido da classe trabalhadora. D) Para a concepção liberal, a finalidade do Estado é agir como mediador dos conflitos entre os diversos grupos sociais, pois os conflitos são inevitáveis entre os homens; para o marxismo, o Estado é uma instituição que interfere na luta de classes de modo parcial, sempre tomando partido da classe dominante. QUESTÃO 07 Sobre a Filosofia de Marx, analisando o conceito de trabalho., assinale a alternativa FALSA. A) A produção e a reprodução das condições de existência se realizam através do trabalho. B) A divisão social do trabalho não é uma simples divisão de tarefas, mas manifestação da existência da propriedade. C) Os seres humanos distingue-se dos animais não porque são dotados de consciência, mas sim porque produzem. D) As relações entre classes sociais são marcadas pela solidariedade. QUESTÃO 08 Assinale a alternativa que não caracteriza corretamente o pensamento de Karl Marx. A) A Dialética considera as coisas e os conceitos no seu encadeamento, nas suas relações recíprocas. Assim, a realidade só pode ser compreendida dialeticamente, pois a dialética considera as coisas em interdependência. B) As lutas de classes representam uma espécie de ―motor‖ da história, por isso elas não desapareceriam nem mesmo com o surgimento de uma sociedade comunista perfeita. C) Modo de produção é a maneira pela qual as forças produtivas se organizam em determinadas relações de produção, num dado momento histórico.

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