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O que diz Émile DURKHEIM?              (1973, pp. 89, 90 e 91)                                        EDUCAÇÃO        EDUC...
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IDEOLOGIA    e EDUCAÇÃO
POSITIVISMO:a visão de DURKHEIM       (1858-1917)
Vivendo numa sociedade em desordem,ele preocupou em buscar a ordem das coisas.            FUNCIONALISMO A sociedade é um i...
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EDUCAÇÃO      eclasses sociais
Para encontrar uma educação  Para   absolutamente homogêneaDURKHEIM (1973, p. 77)                          e              ...
Até bem pouco – e                                   ainda hoje as         Ainda                 exceções podem ser       D...
Infelizmente, essa concepção da educaçãose acha em contradição formal com tudo quanto nos ensina a história; não se aponta...
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No entendimento de Karl MARX,         (Apud. Meksenas, 2007, p. 68)     toda educação é de classe,           pois a educaç...
Desse modo,a escolaridade para a classe trabalhadora tem                dois objetivos:             I         preparar    ...
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Visão de Sociedade•      Crítica radical ao capitalismo:  antagonismo,        contradição      e  transitoriedade.•       ...
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Visão de Sociedadec) Burguesia X proletariado- dominação econômica(meios de produção)- dominação política (Estado)-dominaç...
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O Materialismo histórico-dialéticoÉ a filosofia fundamentada por Karl Marx e FriedrichEngels (1820-1895), que visa explica...
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Teorias sociológicas na história da humanidade

  1. 1. A sociedade é um complexo entrelaçamento de todos os intricados padrões de relações sociais humanas; um homem poderá atuar de um modo econômico, ou de um modo religiosos, ou de um modo político – mas continua sendo um homem em relação com outros homens e as suas atividades têm esse foco comum.
  2. 2. Poderemos estudar essas relações sociais isoladamente, em certa medida, a fim de elaborar as nossas bem arrumadas tabelas estatísticas e os nossos dados sociológicos. Entretanto, quaisquer juízos finais formulados na base desses dados, a respeito de causa e efeito,devem estar atentos à totalidade das relações e não apenas a uma ordem destas. (Morrish, 1975, p. 17)
  3. 3. Asociedade e as relações sociais vistas por esse ângulo, nos levam a compreender uma outra questão de fundamental importânciana vida das criaturas humanas.
  4. 4. A influência das coisas sobre os homens, já pelos processos, já pelos resultados, é diversadaquela que provém dos próprios homens. EDUCAÇÃO Ação dos membros de umamesma geração, uns sobre os outros, difere da que os adultos exercem sobre as crianças e adolescentes. (Durkheim, 1973, p. 330)
  5. 5. Refletindo sobre tudo o que foi dito anteriormente e olhando as sociedades contemporâneas, a cultura capitalista põe a ciênciaem destaque, mostrando que a vida moderna só pode ser entendida pela ótica dos métodos científicos e, com isso, a educação deixa de refletir apenas os valores religiosos como no tempo da sociedade feudal para ter a ciência como base.
  6. 6. Será nesse contexto ideológicoda nascente sociedade industrial que se manifesta instituiçãoresponsável por essa educação: a ESCOLA (Meksenas, 1988, p. 30)
  7. 7. EDUCAÇÃO:um objeto de estudo para a SOCIOLOGIA
  8. 8. O que diz Émile DURKHEIM? (1973, pp. 89, 90 e 91) EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO Quer se trate dos fins, a que vise,quer se trate dos meios que empregue, é sempre às necessidades sociais que ela atende; são idéias e sentimentos coletivos o que ela exprime.
  9. 9. É, pois, ao estudo da sociedadeque o pedagogo deve voltar-se, pois somente nele encontrará a razão de ser de suas especulações.
  10. 10. As transformações profundas que as sociedades contemporâneas têm experimentado, e estão para experimentar,necessitam de transformações correspondentes nos planos de educação.
  11. 11. Não se trata de realizar idéias formadas, mas de encontrar mesmo idéias que nos guiem. E como descobri-las se não remontarmos atéa origem mesma da vida educativa, isto é, à evolução da vida social?
  12. 12. É à sociedade, pois, que devemos interrogar;são as suas necessidades que devemos conhecer, porquanto a elasé que nos cumpre atender.
  13. 13. Jamaisa cultura sociológica foi tão necessária ao educador como hoje.
  14. 14. E, segundo Ivor Morrish, (1975, p. 231) A sociedade não é compostade um certo número de instituições em completo isolamento umas das outras,embora seja verdade que algumas tendem a ser mais isoladas do que outras.
  15. 15. Do mesmo modo,a escola não dever ser vista isolada do resto da sociedade, embora algumas escolas e alguns tipos de escolas estejam mais envolvidos do que outros na comunidade total.
  16. 16. em nossa sociedade, À medidaé uma instituição artificial estabelecida que a escola, para fins de socialização e transmissão de cultura,deve ter relações com as organizações políticas e quase políticas que, quer através do governo central ou da administração local, controlam as formas e os meios de educação formal.
  17. 17. IDEOLOGIA e EDUCAÇÃO
  18. 18. POSITIVISMO:a visão de DURKHEIM (1858-1917)
  19. 19. Vivendo numa sociedade em desordem,ele preocupou em buscar a ordem das coisas. FUNCIONALISMO A sociedade é um imenso CORPO SOCIAL. Se toda a anatomia social funcionar bem, o corpo todo será saudável.
  20. 20. Para DURKHEIM Cada A instituição sociedade tem é uma função.constituída de Elasinstituições. se completam.
  21. 21. Portanto, uma sociedade é saudável quandosuas instituições funcionam harmonicamente. E isso só será possível se houver uma consciência coletiva: moral social, divisão do trabalho social, solidariedade orgânica. Valores e ideais compartilhados por todos como corretos e verdadeiros.
  22. 22. Uma sociedade enferma precisa de um sociólogo, o médico da sociedade. Tarefa do sociólogoDiagnosticar os males da sociedade: observar a moral social, analisá-la, classificá-la e propor um plano de regeneração.
  23. 23. E à ESCOLA, cabe fazer o quê? Elemento adaptador Socialização metódicae normalizador básico das novas gerações. na integração Diante da diversidade, indivíduo-sociedade. constituir um ser social. A educação perpetua e reforça no indivíduoum modo de ser fundamental para a vida coletiva.
  24. 24. Esse modo de ser, de ver e de ler o mundo éIDEOLOGIA
  25. 25. Em posição oposta a Durkheim,MATERIALISMO DIALÉTICO encontra-se o pensamento de KARL MARX e Frederico Engels
  26. 26. O materialismo dialético e histórico é o método de investigação da vida em sociedade. KARL MARX (1818-1883)Concepções formuladas a partir da análise da sociedade capitalista. Daí, como conseqüência, o pensar crítico a educação e a escola capitalista.
  27. 27. Nesse sentido, IDEOLOGIA Sistema de opiniões, de idéias e conceitos professados por uma classe ou por um partido político. As opiniões políticas, a filosofia, a arte, a religião, constituem formas da ideologia.
  28. 28. Para MARX, toda ideologia é o reflexo da existência social, do sistema econômicoque predomina em determinado momento. Consciência, idéias e valores resultam das relações sociais. Numa sociedade de classes, a ideologiaé ideologia de classe: exprime e defende os interesses da classe dominante.
  29. 29. Assim, a classe dominante utiliza os meios de comunicação de massa, por exemplo, para impor suas idéias e valores como sendo os únicos e verdadeiros, na tentativa de fazer com que todos pensem, olhem e lêem o mundo a partir de seus valores.
  30. 30. A EDUCAÇÃO está entre os meios utilizadospela classe dominante para inculcar suas idéias e valores. Nas sociedades capitalistas, regras de funcionamento das escolas, conteúdos e propostas pedagógicas reproduzem as desigualdades produzidas pela própria sociedade.
  31. 31. EDUCAÇÃO eclasses sociais
  32. 32. Para encontrar uma educação Para absolutamente homogêneaDURKHEIM (1973, p. 77) e igualitária, seria preciso remontar até às sociedades pré-históricas,No seio das quais não existe diferenciação Mas essa espécie deem teoria.não representa - ao menos sociedade senão um momento ideal na história da humanidade.
  33. 33. Até bem pouco – e ainda hoje as Ainda exceções podem ser DURKHEIM contadas – os (1973, pp. 75 e 76) pedagogistas estavam quase todos de acordo em ver, na educação, um fenômeno eminentemente individual.Admitia-se que houvesse uma natureza humana, cujas formas e propriedades seriam determinadas uma vez por todas;e o problema pedagógico consistiria em verificar de que modo a ação educativa deveria exercer-se, sobre a natureza do homem, assim definitiva.
  34. 34. Infelizmente, essa concepção da educaçãose acha em contradição formal com tudo quanto nos ensina a história; não se aponta só povo, com efeito, que a tenha posto em prática. A educação varia de uma casta a outra Não vemos, ainda hoje, a educação variar, com as classes sociais e até mesmo com o habitat? A da cidade não é a do campo, a do burguês não é a do operário.
  35. 35. Numa sociedadedividida por classes sociais em contradição e conflito, temosuma educação e uma escola que reproduzem a divisão e o conflito. (MEKSENAS, 2007, p. 68)
  36. 36. No entendimento de Karl MARX, (Apud. Meksenas, 2007, p. 68) toda educação é de classe, pois a educação que a classe empresarial recebe Educados para dirigir é diferente daquela da classe trabalhadora Disciplinados e adestrados
  37. 37. Desse modo,a escolaridade para a classe trabalhadora tem dois objetivos: I preparar II a consciência do preparar Indivíduo para o indivíduo perceber apenas para a visão de mundo o da classe empresarial trabalho. como correta;
  38. 38. O conhecimento é fonte de poder; a partir do conhecimento, é possível dominar mais facilmente outra pessoa; faz sentido que em nossa sociedade a classe empresarial tenha acesso às melhores escolasenquanto aos trabalhadores reste apenas o acesso àquele conhecimento parcial que lhe garanta a condição de dominado ‘eficiente’. (MEKSENAS, 2007, p. 68)
  39. 39. KARL MARX Alemanha (1818-1883)• Marx nasceu numa família de classe média. Seus paiseram judeus que tiveram que se converter ao cristianismoem função das restrições impostas à presença demembros de etnia judaica no serviço público.Principais obras: Manuscritos econômico-filosóficos (Ökonomisch-philosophische Manuskripte), 1844;A Guerra Civil na França; Crítica da Filosofia do Direito de Hegel;A Sagrada Família (Die heilige Familie), 1845;A Ideologia Alemã (Die deutsche Ideologie), 1845-46;Miséria da Filosofia (Das Elend der Philosophie), 1847;Manifesto do Partido Comunista (Manifest der KommunistischenPartei), 1848; ENTRE OUTROS.
  40. 40. Visão de Sociedade• Crítica radical ao capitalismo: antagonismo, contradição e transitoriedade.• Explicação da realidade na totalidade – macrosociologia• Teoria ligada à prática/ciência ligada aos interesses de classe – Relação sujeito-objeto.
  41. 41. Visão de Sociedade• Conhecimento = instrumentopolítico para a transformação.• Foco de pensamento:contradições do capitalismoa) luta de classes X harmoniab) divisão do trabalho geraexploração, antagonismo ealienação
  42. 42. Visão de Sociedadec) Burguesia X proletariado- dominação econômica(meios de produção)- dominação política (Estado)-dominação cultural( ideologia, valores)
  43. 43. Luta de Classes e o Trabalho• De acordo com Marx, o motor da história é aeterna luta de classes, entre aqueles que detêm osmodos de produção e aqueles que possuem apenas aforça de trabalho para vender.• De acordo com Marx, com o Capitalismo há odesvirtuamento do trabalho humano com aconseqüente servilização do proletário.
  44. 44. O Capitalismo• O capitalismo, segundo o pensamento marxista, pode serapontado como responsável pelo aumento das desigualdadessociais, à medida em que concentra os meios de produção e deaquisição de capital nas mãos de pouco, deixando uma grandemassa de despossuídos que se vêem obrigados a vender sua forçade trabalho para sobreviverem.Ou seja:“Quanto mais aumenta o capital produtivo, tanto mais se estendema divisão do trabalho e o emprego da máquina, quanto mais adivisão do trabalho e o emprego do maquinismo aumentam, mais aconcorrência entre os operários cresce e mais se contrai seusalário.”“A parte do capital, o lucro, sobe na mesma medida em que a partedo trabalho, o salário, baixa, e vice-versa.” Marx
  45. 45. Capitalismo e a Sociedade CivilA sociedade civil é vista pela teoria marxista comouma construção cuja base é a economia.A organização da produção econômica é o fim dasociedade, que se concretiza por meio de instituiçõessociais, como a família, igrejas, escolas, polícia etc.Dentro do sistema capitalista, as instituições sociaissão utilizadas como ideologia para a opressão dostrabalhadores.
  46. 46. Burguesia e Proletariado“Por burguesia entende-se a classe de capitalistasmodernos, proprietários dos meios de produçãosocial, que empregam o trabalho assalariado. Porproletários compreende-se a classe dos trabalhadoresassalariados modernos que, privados de meios deprodução próprios, se vêem obrigados a vender suaforça de trabalho para poder existir.” (Marx)
  47. 47. Revolução do ProletariadoA revolução proletária levaria a um regimeintermediário e de caráter provisório, a ser conhecidocomo “ditadura do proletariado”.Nesse momento, passando de despossuídos adetentores do poder, o proletariado trataria dearrancar pouco a pouco o capital das mãos dosburgueses, centralizando os instrumentos deprodução nas mãos do Estado para, enfim, chegar aocomunismo completo, em que os meios de produçãoserão repassadas a associações.
  48. 48. O Materialismo histórico-dialéticoÉ a filosofia fundamentada por Karl Marx e FriedrichEngels (1820-1895), que visa explicar como se formaram asclasses sociais e, posteriormente, o Estado que possui doismomentos, a saber:1º Momento: surge para evitar ou amenizar o conflitoentre classes;2º Momento: torna-se parcial, representando os interessesdas classes dominantes e servindo como aparelho decoerção contra as classes dominadas.Em seguida, provar que a história da humanidade é umahistória de luta de classes.
  49. 49. O Materialismo histórico-dialéticoOpõe-se as concepções idealistas de Schelling, Fichte eprincipalmente, Hegel. ● Para os idealistas, em específico Hegel, o real é guia efundamento do pensar na história e as contradiçõesocorrem naturalmente. ● Para Marx o real também é guia e fundamento dopensar, mas as contradições históricas não ocorremnaturalmente, elas são provocadas pela diferençaeconômica de classes.
  50. 50. O Materialismo histórico-dialético A realidade imaterial: que se refere ao nível político-ideológico, comumente chamado de Superestrutura. Éconstituído: ● pela estrutura jurídico-política representada pelo Estado epelo direito. ● pela estrutura ideológica referente às formas depensamento, sentimento e consciência social, tais como: ▪ Filosofia; ▪ Literatura; ▪ Estética; ▪ Ciência; ▪ Religião; ▪ Moral; ▪ Arte; ▪ Educação; ▪ Música.
  51. 51. O Materialismo histórico-dialético Modos de produção da vida materialRefere-se a infra-estrutura, que é um composto de forçaprodutivas e relações sociais de produção. Ou seja, é a maneirapela qual os homens obtêm seus meios necessários de existênciamaterial – comumente chamado por Marx de econômica.Ou...Refere-se a determinado estágio de desenvolvimento das forçasprodutivas, que por sua vez, determinam as relações sociais deprodução em um dado momento histórico.Logo: Modo de produção = forças produtivas + relações sociais de produção = Infra-estrutura
  52. 52. O Materialismo histórico-dialético Forças produtivas: é a relação do ser humano com a natureza no esforçode produzir a própria existência – isto é, relação dialética entre homem enatureza, que permite desenvolver instrumentos, ferramentas etc.Homem trabalho Natureza• Trabalho: Ação humana transformadora da natureza que visa suprir asnecessidades materiais. Relações sociais de produção: é a relação dos indivíduos entre si - isto é, éa relação dialética entre homem e homem, que pode ser de dois tipos: ● explorador-explorado; Formas de ação entre os ● solidariedade e respeito recíproco. indivíduosHomem um age sobre o outro Homem
  53. 53. O Materialismo histórico-dialético Tipos de modo de produção: Comunismo ou sociedades primitivas: os seres humanos seunem para enfrentar os desafios da natureza hostil e dosanimais ferozes. Os meios de produção, as áreas de caça, assimcomo os produtos, são propriedades comuns, isto é, pertencema toda a sociedade. A base econômica determina certa maneirade pensar peculiar, em que não há sentimento de posse, umavez que não existe propriedade privada.Aspectos fundamentais das sociedades primitivas: ▪ Não há sentimento de posse; ▪ A propriedade é comum. Continuação...
  54. 54. O Materialismo histórico-dialéticoTipos de modo de produção: O modo de produção patriarcal: surge quando se inicia adomesticação de animais e se desenvolve a agricultura graças aouso de instrumentos de metal e à fabricação de vasilhas de barro,o que possibilita fazer reservas. Quais as conseqüências dasmodificações das forças produtivas? Alteram-se as relações deprodução e o modo de produção: aparece uma forma específicade propriedade (a propriedade familiar); diferenciam-se funçõesde classe (autoridade do patriarca, pai de família); muda o direitohereditário, ao se substituir a filiação materna pela paterna.Aspectos fundamentais da produção patriarcal: ▪ Surge a classe como hierarquia social; ▪ Surge a propriedade familiar em sentido amplo; ▪ A produção é para subsistência. Continuação...
  55. 55. O Materialismo histórico-dialéticoTipos de modo de produção: O modo de produção escravista: decorre do aumento daprodução além do necessário para a subsistência, o que exige orecurso de novas forças de trabalho, conseguidas geralmenteentre prisioneiros de guerra, transformados em escravos. Comisso surge a propriedade priva dos meios de produção, e acontradição entre senhores e escravos, como exemplo daprimeira forma de exploração humana.Aspectos fundamentais da produção escravista: ▪ Surge, pela primeira vez na história, a classe como modo deexploração humana; ▪ Surge a propriedade privada, devido a produção excedente; ▪ Ocorre a separação entre trabalho intelectual e trabalhomanual. Continuação...
  56. 56. O Materialismo histórico-dialéticoTipos de modo de produção:O modo de produção feudal: a base econômica é a propriedadedos modos de produção pelo senhor feudal. O servo trabalhaum tempo para si e outro para o senhor, o qual, além de seapropriar de parte da produção do servo, ainda lhe cobraimpostos pelo uso comum do moinho, do lagar etc.Aspectos fundamentais da produção feudal: ▪ Permanece a classe como modo de exploração humana; ▪ Permanece a propriedade privada, devido a produçãoexcedente; ▪ Surge o burguês, habitante dos burgos, isto é, dos arredoresdas cidades, que dentre os servos são os que se dedicam aoartesanato e ao comércio, e que consegue aos poucos aliberdade pessoal e a das cidades. Continuação...
  57. 57. O Materialismo histórico-dialéticoTipos de modo de produção:O modo de produção capitalista: é a nova síntese quesurge das ruínas do sistema feudal, ou seja, dacontradição entre a tese (senhor feudal) e a antítese(servo). Neste contexto, para Marx, o movimentodialético pelo qual a história se faz tem um motor: aluta de classes. Chama-se luta de classes ao confrontoentre duas classes antagônicas quando lutam por seusinteresses de classe. No modo de produçãocapitalista, a relação antitética se faz entre oburguês, que é o detentor do capital, e o proletário,que nada possui e só vive porque vende sua força detrabalho.
  58. 58. Aspectos fundamentais da produção capitalista: ▪ Permanece a classe como modo de exploraçãohumana; ▪ Permanece a propriedade privada, devido aprodução excedente; ▪ Ocorre a consolidação do Estado moderno ouburguês (Estado-nação), como aparelho coercitivo; ▪ Cria-se a alienação na produção, que é oestranhamento [o produtor deixa de se reconhecer noque produz] do trabalhador diante da mercadoria queele produziu – a esse processo Marx chamafetichismo da mercadoria; mercadoria▪ Intensifica-se a mais-valia.
  59. 59. O Samba da Mais-valiaSíntese de muitas determinaçõesA realidade social é feita de contradiçõesMas a árvore não pode esconder o arvoredoVem o grande analista, revela o segredoda acumulação de capitalÉ mais-valia pra cá, É mais-valia pra lá.Capitalismo é selvagem, É global.É mais-valia pra cá, É mais-valia pra lá,Tempo roubado do trabalho social.Mercadoria é alienação,Trabalho, salário: a danaçãoA grana diz ‘trabalho sozinha’,A fórmula é DMD’.Síntese de muitas determinaçõesA realidade brasileira é feita de contradiçõesMas o grande analista indicou o caminhoNinguém pode vencer essa luta sozinho.É luta de classes e coração.Tem a novela, meu bemE tem a Xuxa, também.Proselitismo tem no Jornal Nacional.
  60. 60. O Samba da Mais-valia Tem desemprego, meu bem E tem a dengue, também. Desigualdade e tortura federal No Brasil todo foi um ti-ti-ti Todo mundo pensando Do Oiapoque ao Chuí Mas agora é a hora da transformação, O carnaval traz nossa revolução. Síntese de muitas determinações A realidade social é feita de contradições Mas a árvore não pode esconder o arvoredo Vem o grande analista, revela o segredo da acumulação de capital. O manifesto falou, o comunismo escutou: Tem que seguir o movimento popular. O grande mestre mostrou, A grande escola ensinou: Dizer o samba no pé, se revoltar Lá no rio vermelho, Na Filosofia Descobrir o pandeiro, a cuíca, a magia. Mas agora é a hora da transformação: O carnaval traz nossa revolução

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