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Apostila Português – UFBA 2017 – Nível Médio
EDITAL Nº 02/2016 CONCURSO PÚBLICO PARA SERVIDOR TÉCNICO-
ADMINISTRATIVO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO – PORTUGUÊS – NÍVEL MÉDIO
SUMÁRIO
PG DESCRIÇÃO
1 1. Compreensão e interpretação de textos de diferentes gêneros (literários,
jornalísticos, tiras, charges, entre outros):
3 1.1. Língua, linguagem, norma (padrão e não padrão), fala e desvio de
norma;
4 1.2. A pluralidade de normas: regionais, sociais, etárias e estilísticas
(registros);
5 1.3. Características das modalidades da língua: oral e escrita.
6 2. O processo de comunicação e as funções da linguagem.
8 3. Recursos expressivos: a linguagem figurada.
10 4. Norma ortográfica.
16 5. Pontuação.
25 6. Morfossintaxe das classes de palavras: substantivo, adjetivo, artigo,
pronome, advérbio, preposição, conjunção, interjeição e os seus
respectivos empregos.
32 7. Verbo. Concordância verbal e nominal.
48 8. Regência nominal e verbal.
58 9. Conectivos: valores lógico-semânticos.
67 10. Frase, parágrafo, período e oração.
73 11. Processos de coordenação e subordinação, termos da oração.
78 12. Composição do texto escrito: dissertação fato e demonstração /
argumento e inferência / relações lógicas; narração sequenciação de
fatos/temporalidade; descrição ordenação de elementos descritivos.
Conheça dois tópicos da apostila! Conteúdo atualizado e esquematizado para
evitar um estudo improdutivo e acelerar seu aprendizado.
2. O processo de comunicação e as funções da linguagem.
Processo de comunicação:
Comunicar significa transmitir e receber mensagens e pode ser realizada por
meio de:
 Linguagem falada ou escrita,
 Linguagem de sinais,
 Ideias,
 Comportamentos e atitudes.
No entanto, a comunicação jamais poderá ser compreendida como um fenômeno
isolado, pois ela somente será efetiva, se outros elementos estiverem presentes
nessa dinâmica.
Os elementos essenciais para que ocorra uma comunicação eficiente são:
 Emissor: é aquele que dá início ao processo comunicativo, pois transmite a
mensagem.
 Receptor: é o alvo do emissor, sendo quem recebe a mensagem.
 Mensagem: que pode ser um fato, ideias ou até mesmo, emoções, ou seja,
é o conteúdo contido na comunicação.
 Canal: é o meio pelo qual a mensagem é enviada do emissor para o
receptor.
EXEMPLO: João telefona para sua namorada Maria, convidando para irem ao
cinema.
 Emissor: João;
 Receptor: Maria;
 Mensagem: Convite para ir ao cinema;
 Canal: Telefone.
Funções da linguagem:
1) Função Referencial ou Denotativa
Transmite uma informação objetiva sobre a realidade. Dá prioridade aos dados
concretos, fatos e circunstâncias. É a linguagem característica das notícias de
jornal, do discurso científico e de qualquer exposição de conceitos. Coloca em
evidência o referente, ou seja, o assunto ao qual a mensagem se refere.
Exemplo:
- Numa cesta de vime temos um cacho de uvas, uma maçã, uma laranja, uma
banana e um morango. (Este texto informa o que há dentro da cesta, logo, há
função referencial).
2) Função Expressiva ou Emotiva
Reflete o estado de ânimo do emissor, os seus sentimentos e emoções. Um dos
indicadores da função emotiva num texto é a presença de interjeições e de alguns
sinais de pontuação, como as reticências e o ponto de exclamação.
Exemplos:
a) Ah, que coisa boa!
b) Tenho um pouco de medo...
c) Nós te amamos!
3) Função Apelativa ou Conativa
Seu objetivo é influenciar o receptor ou destinatário, com a intenção de convencê-
lo de algo ou dar-lhe ordens. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o
uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. É a
linguagem usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem
diretamente ao consumidor.
Exemplos:
a) Você já tomou banho?
b) Mãe, vem cá!
c) Não perca esta promoção!
4) Função Poética
É aquela que põe em evidência a forma da mensagem, ou seja, que se preocupa
mais em como dizer do que com o que dizer. O escritor, por exemplo, procura
fugir das formas habituais e expressão, buscando deixar mais bonito o seu texto,
surpreender, fugir da lógica ou provocar um efeito humorístico. Embora seja
própria da obra literária, a função poética não é exclusiva da poesia nem da
literatura em geral, pois se encontra com frequência nas expressões cotidianas de
valor metafórico e na publicidade.
Exemplos:
a) “... a lua era um desparrame de prata”. (Jorge Amado).
b) Em tempos de turbulência, voe com fundos de renda fixa. (Texto publicitário).
c) Se eu não vejo a mulher que eu mais desejo nada que eu veja vale o que eu não
vejo (Daniel Borges).
5) Função Fática
Tem por finalidade estabelecer, prolongar ou interromper a comunicação. É
aplicada em situações em que o mais importante não é o que se fala, nem como
se fala, mas sim o contato entre o emissor e o receptor. Fática quer dizer "relativa
ao fato", ao que está ocorrendo.
Aparece geralmente nas fórmulas de cumprimento: Como vai, tudo certo?; ou
em expressões que confirmam que alguém está ouvindo ou está sendo ouvido:
sim, claro, sem dúvida, entende?, não é mesmo? É a linguagem das falas
telefônicas, saudações e similares.
Exemplo:
- Alô? Está me ouvindo?
6) Função Metalinguística
Esta função refere-se à metalinguagem, que ocorre quando o emissor explica um
código usando o próprio código. É a poesia que fala da poesia, da sua função e do
poeta, um texto que comenta outro texto. As gramáticas e os dicionários são
exemplos de metalinguagem.
Exemplo:
Frase é qualquer enunciado linguístico com sentido acabado. (Para dar a definição
de frase, usamos uma frase.)
3. Recursos expressivos: a linguagem figurada.
Recursos expressivos
Recursos expressivos ajudam a enriquecer o texto que você elabora. Através de
figuras de linguagem, como ironia, antítese, elipse, eufemismo e hipérbole.
Ironia: Consiste em dizer o contrário do que se pretende ou em satirizar,
questionar certo tipo de pensamento com a intenção de ridicularizá-lo, ou ainda
em ressaltar algum aspecto passível de crítica. A ironia deve ser muito bem
construída para que cumpra a sua finalidade; mal construída, pode passar uma
ideia exatamente oposta à desejada pelo emissor.
São exemplos de ironia:
- Como você foi bem na última prova, não tirou nem a nota mínima!
- Parece um anjinho aquele menino, briga com todos que estão por perto.
Antítese: é a figura de estilo que usa palavras ou expressões com sentidos
opostos, que contrastam entre si. Ocorre quando há a aproximação destes termos
contrários. Esta aproximação dá ênfase à frase e assegura maior expressividade à
mensagem a ser transmitida.
São exemplos de Antítese:
- A sina dos médicos é conviver com a doença e a saúde.
- Ele estava entre a vida e a morte.
Elipse: é uma figura de linguagem que acontece quando há a omissão de um
termo que pode ser subentendido no texto. Neste caso, ocorre se uma palavra ou
expressão for omitida e mesmo assim puder ser percebida como parte da oração.
Vale acrescentar que esta palavra omitida, não foi anteriormente citada e não
torna a mensagem incompreensível.
Exemplos de Elipse:
- “Na sala de aula, apenas cinco ou seis alunos.” (Neste caso foi omitido o verbo,
mas ele está subentendido no texto. Compreende-se que “havia” na sala de aula
apenas cinco ou seis alunos. Omissão do verbo haver)
- “Peguei de volta meu casaco.” (Foi omitido o pronome “Eu”, mas a frase é
perfeitamente compreensível)
Eufemismo: ocorre quando aceita-se e usa-se uma palavra ou expressão em lugar
de outra, por diversos motivos, em diferentes situações. Na verdade, é a utilização
de vocábulos mais leves e mais sutis, para suavizar determinadas mensagens que
precisam ser transmitidas.
Exemplo de Eufemismo:
- Um exemplo ótimo é a palavra “morte”, que comumente é substituída por
“partiu”, “nos deixou”, “não está mais entre nós”, “deixou este mundo”. É uma
forma mais suave e menos drástica de dizer que a pessoa morreu.
Hipérbole: caracteriza-se pelo exagero de uma ideia com o objetivo de expressar
intensidade. É uma figura de linguagem construída através do uso intencional de
uma palavra ou expressão exagerada em si mesma ou pelo uso de um termo que
é exagerado em relação ao contexto.
Exemplo de hipérbole:
- Fiz uma compra pela internet e a encomenda demorou 300 anos pra chegar. É
claro que a pessoa não esperou pela encomenda durante 300 anos, mas esse
exagero dá uma ideia do quanto a espera foi longa.
Linguagem figurada
A linguagem figurada consiste em uma ferramenta ou modalidade de
comunicação, que utiliza figuras de linguagem para expressar um sentido não
literal de um determinado enunciado.
A linguagem figurada é usada para dar mais expressividade ao discurso, para
tornar mais amplo o significado de uma palavra. Além disso, também serve para
criar significados diferentes ou quando o interlocutor não encontra um termo
adequado para o que deseja comunicar.
Exemplo de linguagem figurada
"Ele está se afogando nas suas preocupações." Esta frase deve ser interpretada no
seu sentido figurado, porque não é fisicamente possível uma pessoa se afogar
com uma preocupação. Neste caso, a frase significa que as preocupações do
indivíduo estão limitando e prejudicando.
1. (CONSULPLAN/TJ-MG/2017) Acerca das figuras de linguagem, recurso estilístico
usado para propiciar maior expressividade ao texto literário, assinale a alternativa
correta:
a) Antítese: consiste na aproximação de termos iguais, sendo enfatizada essa
relação de sinonímia.
b) Hipérbole: trata-se de minimizar uma ideia com a finalidade suavizar o discurso.
c) Ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-
se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
d) Prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres animados
predicativos que são próprios de seres inanimados.
COMENTÁRIOS:
- ANTÍTESE: É o uso de Expressões ou palavras com sentidos opostos.
- HIPÉRBOLE: É a forma de expressão em que se usa o exagero.
- IRONIA: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual,
obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
- PROSOPOPÉIA: É o recurso de expressão em que se atribui sentimento, voz, ação
a seres inanimados.
GABARITO: LETRA C
Versão completa! Clique aqui
5. Pontuação.
Sinais de pontuação
PONTO ( . )
VÍRGULA ( , )
PONTO-E-VÍRGULA ( ; )
DOIS PONTOS ( : )
PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )
PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )
RETICÊNCIAS ( ... )
PARÊNTESES ( () )
TRAVESSÃO ( - )
ASPAS ( “ “ )
1. O emprego da vírgula
O uso da vírgula é basicamente regulado pela sintaxe. Assim, nem toda pausa é
marcada por vírgula:
- Seus grandes e valorosos serviços em prol da causa revolucionária de seu país
foram tardiamente reconhecidos.
Na leitura em voz alta desse trecho, normalmente faríamos uma pausa após a
palavra país. O uso da vírgula nesse caso, porém, é incorreto porque estaríamos
separando o sujeito do verbo.
Como usar a vírgula
1.1. Em enumerações, para separar os elementos que as compõem:
- Machado de Assis foi contista, romancista, poeta, dramaturgo e crítico literário.
- Nosso maior contista, romancista, poeta, dramaturgo e crítico literário foi
Machado de Assis. (geralmente, o último termo da enumeração vem separado
pela conjunção e)
1.2. Em intercalações, quando palavras ou expressões se interpõem entre o sujeito
e o verbo; entre o verbo e seus complementos (objetos) ou entre verbo e
predicativo:
Os funcionários, a pedido do diretor, alteraram o horário.
sujeito verbo
Os funcionários alteraram, a pedido do diretor, o horário.
verbo objeto
Os funcionários estavam, porém, conscientes de seus direitos.
verbo predicado
Atenção: quando se trata da intercalação de uma expressão curta, pode-se omitir
a vírgula:
- Os funcionários alteraram imediatamente o horário da semana.
- As crianças comem brincando uma lata de sorvete!
1.3. Para separar adjunto adverbial, sempre que ele seja extenso ou quando se
quer destacá-lo:
- Depois de inúmeras tentativas, desistiu.
- Escove os dentes, sempre, e diga adeus às cáries!
1.4. Para isolar o predicativo quando não for antecedido por verbo de ligação:
- Furioso, levantou-se.
1.5. Para isolar aposto:
- A minha avó, Maria, era suíça.
1.6. Para isolar o vocativo:
- Estamos de férias, pessoal!
1.7. Para marcar elipse do verbo:
- Sua palavra é a verdade; a minha, a lei. (a minha é a lei)
1.8. Para separar orações coordenadas, exceto as iniciadas pela conjunção e:
- "Sei que ele andou falando em castigo, mas ninguém se impressionou. "(José J.
Veiga)
- "Quis retroceder, agarrou-se a um armário, cambaleou resistindo ainda e
estendeu os braços até a coluna." (Lygia Fagundes Telles)
Atenção: muitas vezes usa-se a vírgula antes de e, principalmente quando liga
orações com sujeitos distintos:
- "Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o tiraria dali." (Graciliano Ramos)
1.9. Para dar ênfase, marcando uma pausa maior:
- "Disse, e fitou Don'Ana e sorriu para ela." (Jorge Amado)
1.10. Quando forma um polissíndeto:
- Levanta, e senta, e vira, e torna a se levantar.
1.11. Para isolar orações adjetivas explicativas:
- Minha avó, que era francesa, não tolerava grosserias.
1.12. Para separar as orações adverbiais e substantivas quando antecedem a
oração principal:
- "Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado."
(Manuel Bandeira)
- Como Cassiano chegou a prefeito, ninguém soube.
Atenção: quando pospostas à oração principal, as orações substantivas, com
exceção da apositiva, não vêm separadas por vírgulas:
- Ninguém soube como Cassiano chegou a prefeito.
As orações adverbiais pospostas à principal geralmente se separam por vírgula,
nem sempre obrigatória:
- A chuva não veio, embora todos a esperassem.
As mesmas regras que valem para as orações desenvolvidas valem para as
reduzidas:
- "Para erguer-se, foi necessária a ajuda do carcereiro." (Murilo Rubião)
2. Ponto-e-vírgula
2.1O ponto-e-vírgula é usado basicamente quando se quer dar à frase a pausa e
a entoação equivalentes ao ponto, mas não se quer encerrar o período:
- "A alma exterior daquele judeu eram os seus ducados; perdê-los equivalia a
morrer." (Machado de Assis)
2.2 O ponto-e-vírgula também é utilizado para separar itens de uma enumeração:
O plano prevê:
a) internações;
b) exames médicos;
c) consultas com médicos credenciados.
3. Dois-pontos
Usam-se os dois-pontos, geralmente:
3.1Para introduzir uma explicação, um esclarecimento:
"Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para
fora, outra que olha de fora para dentro..." (Machado de Assis)
3.2 Para introduzir uma citação ou a fala do personagem:
- O avô costuma resmungar: "Quem sai aos seus, não degenera..."
4. Interrogação e exclamação
4.1O ponto de interrogação marca o fim de uma frase interrogativa direta:
- Quem te deu licença?
4.2 O ponto de exclamação marca o fim de frases optativas, imperativas ou
exclamativas:
- Como era lindo o meu país!
5. Reticências
As reticências interrompem a frase, marcando uma pausa longa, com entoação
descendente. São usadas basicamente:
5.1 Para indicar uma hesitação, uma incerteza ou mesmo um prolongamento da
ideia:
- "Há um roer ali perto... Que é que estarão comendo?" (Dionélio Machado)
5·2 Para sugerir ironia ou malícia:
- ‘’— Se ele até deixou a mulher que tinha, Sinhô. É um fato. Estou bem
informado... — e ria para João Magalhães, lembrando Margot.’’ (Jorge Amado)
6. Aspas
As aspas são usadas para assinalar citações textuais e para indicar que um termo
é gíria, estrangeirismo ou que está sendo usado em sentido figurado:
- O presidente afirmou em seu discurso: "Toda corrupção será combatida!"
- Minha turma é "fissurada" nessa música.
7. Travessão e parênteses
7.1 São usados para esclarecer o significado de um termo:
- Granada — último refúgio dos árabes — foi conquistada em 1492.
- Granada (último refúgio dos árabes) foi conquistada em 1492.
Os dois sinais têm basicamente a mesma função, a diferença entre os dois está na
entonação, mais pausada no caso do travessão, além do caráter estilístico, mais
objetivo no caso dos parênteses.
7.2 Intercalar reflexões e comentários à sequência da frase:
- Mas agora — pela centésima vez o pensava — não podia admitir aquelas
mesquinharias.
7.3 O travessão também é usado em diálogos para marcar mudança de
interlocutor:
- "— Peri sente uma coisa. — O quê? — Não ter contas mais bonitas do que estas
para dar-te." (José de Alencar)
6. (UF-BA/UF-BA/2014)
As aspas utilizadas no segundo e no quinto parágrafos atendem à necessidade de
se destacarem citações para distingui-las do resto do texto.
CERTO
ERRADO
COMENTÁRIOS:
As duas citações destacam "a fala" do seu autor.
GABARITO: CERTO
7. (UF-BA/UF-BA/2013)
Os termos “hoje” (l. 3) e “por exemplo” (l. 6) encontram-se separados por vírgula
porque são adjuntos adverbiais deslocados no período.
CERTO
ERRADO
COMENTÁRIOS:
Hoje - adjunto adverbial deslocado
Por exemplo - expressão explicativa (outros exemplos: isto é, a saber, ou antes, ou
melhor...)
GABARITO: ERRADO
8. (UF-BA/UF-BA/2013)
Em “Quando pousei à tarde, a cabana estava pronta, e já desaparecera o
engenheiro-pedreiro-carpinteiro."(l.13-14), ou só da vírgula, nas duas ocorrências,
separa termos racionais com a mesma função no período.
CERTO
ERRADO
COMENTÁRIOS:
Os termos têm funções diferentes. A primeira virgula deveria isolar o adjunto
adverbial (à tarde) e só tem virgula em um lado enquanto o certo seria nos dois
lados. A segunda virgula separa orações com sujeitos diferentes.
Em geral, não se usa virgula antes de conjunções e, nem, ou. Quando estas ligarem
termos de pequena extensão. Exceção: é obrigatório o uso da virgula antes do "e"
aditivo quando esta conjunção ligar orações com sujeitos diferentes.
GABARITO: ERRADO
9. (FUNDAÇÃO LA SALLE/SUSEPE-RS/2017)
Sobre os sinais de pontuação do texto, considere as afirmativas abaixo.
I - A segunda vírgula, na linha 07, poderia ser retirada, sem prejuízo às normas de
pontuação vigentes.
II - Na linha 17, a vírgula depois do vocábulo “Hoje” poderia ser retirada, sem
prejuízo às normas de pontuação vigentes, por se tratar de um adjunto adverbial
de pequena extensão.
III - As vírgulas antes e depois da expressão “nos últimos dias”, linha 30, poderiam
ser substituídas por travessão duplo, sem prejuízo às normas de pontuação
vigentes.
Das afirmações acima, qual(is) está(ão) correta(s)?
a) Apenas I e II.
b) Apenas a I.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) Apenas a III.
COMENTÁRIOS:
I. ERRARA - Porque se trata de aposto explicativo e este deve vir entre vírgulas.
II. CORRETA - Porque se trata de adjunto adverbial temporal de pequena extensão.
III. CORRETA - Pois as vírgulas poderão ser substituídas por travessões ou
parênteses.
GABARITO: LETRA D
10. (COPEVE-UFAL/PREFEITURA DE MACEIÓ – AL/2017) Coxão mole, patinho,
alcatra... O boi se divide em 21 cortes e, na hora do preparo, a escolha certa faz
toda a diferença! Entenda quais são as carnes de "primeira" e de "segunda" para
seus pratos.
Você vai ao açougue e encontra uma vitrine repleta de peças de carne. À primeira
vista, qualquer uma delas parece servir perfeitamente para aquele suculento
picadinho… Só que não! O boi é dividido em 21 partes e seus cortes são
classificados como “de primeira” (macios e mais caros) e “de segunda” (mais duros
e baratos), e cada tipo é indicado para uma receita específica. “O valor nutritivo
dos diferentes tipos de carne é praticamente o mesmo. A diferença está na maciez
e na quantidade de nervo e gordura”, afirma a nutricionista Clorisana Abreu. O
músculo, por exemplo, fica numa parte do corpo do animal que exige mais
esforço. Daí, as fibras enrijecem e deixam o corte endurecido. Já o filé-mignon
está localizado numa parte menos usada do boi – por isso é o tipo mais macio. [...]
Disponível em: <http://claudia.abril.com.br/gastronomia/aprenda-a-escolher-o-
corte-certo-da-carne/>. Acesso em: 17 fev. 2017.
No período destacado O músculo, por exemplo, fica numa parte do corpo do
animal que exige mais esforço, justifica-se o emprego das vírgulas por:
a) separar o sujeito do predicado.
b) haver uma expressão explicativa.
c) isolar um adjunto adverbial deslocado.
d) separar uma oração adjetiva explicativa.
e) se tratar de um período composto com oração intercalada.
COMENTÁRIOS:
Emprega-se vírgula para separar expressões explicativas, retificar, corrigir,
continuar ou concluir o que se está dizendo: isto é, a saber, aliás, com efeito, ou
seja, quer dizer, além disso, por exemplo...
GABARITO: LETRA B
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Apostila Português – UFBA 2017 – Nível médio - Amostra

  • 1. Apostila Português – UFBA 2017 – Nível Médio EDITAL Nº 02/2016 CONCURSO PÚBLICO PARA SERVIDOR TÉCNICO- ADMINISTRATIVO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO – PORTUGUÊS – NÍVEL MÉDIO SUMÁRIO PG DESCRIÇÃO 1 1. Compreensão e interpretação de textos de diferentes gêneros (literários, jornalísticos, tiras, charges, entre outros): 3 1.1. Língua, linguagem, norma (padrão e não padrão), fala e desvio de norma; 4 1.2. A pluralidade de normas: regionais, sociais, etárias e estilísticas (registros); 5 1.3. Características das modalidades da língua: oral e escrita. 6 2. O processo de comunicação e as funções da linguagem. 8 3. Recursos expressivos: a linguagem figurada. 10 4. Norma ortográfica. 16 5. Pontuação. 25 6. Morfossintaxe das classes de palavras: substantivo, adjetivo, artigo, pronome, advérbio, preposição, conjunção, interjeição e os seus respectivos empregos. 32 7. Verbo. Concordância verbal e nominal. 48 8. Regência nominal e verbal. 58 9. Conectivos: valores lógico-semânticos. 67 10. Frase, parágrafo, período e oração. 73 11. Processos de coordenação e subordinação, termos da oração. 78 12. Composição do texto escrito: dissertação fato e demonstração / argumento e inferência / relações lógicas; narração sequenciação de fatos/temporalidade; descrição ordenação de elementos descritivos. Conheça dois tópicos da apostila! Conteúdo atualizado e esquematizado para evitar um estudo improdutivo e acelerar seu aprendizado. 2. O processo de comunicação e as funções da linguagem. Processo de comunicação: Comunicar significa transmitir e receber mensagens e pode ser realizada por meio de:  Linguagem falada ou escrita,  Linguagem de sinais,
  • 2.  Ideias,  Comportamentos e atitudes. No entanto, a comunicação jamais poderá ser compreendida como um fenômeno isolado, pois ela somente será efetiva, se outros elementos estiverem presentes nessa dinâmica. Os elementos essenciais para que ocorra uma comunicação eficiente são:  Emissor: é aquele que dá início ao processo comunicativo, pois transmite a mensagem.  Receptor: é o alvo do emissor, sendo quem recebe a mensagem.  Mensagem: que pode ser um fato, ideias ou até mesmo, emoções, ou seja, é o conteúdo contido na comunicação.  Canal: é o meio pelo qual a mensagem é enviada do emissor para o receptor. EXEMPLO: João telefona para sua namorada Maria, convidando para irem ao cinema.  Emissor: João;  Receptor: Maria;  Mensagem: Convite para ir ao cinema;  Canal: Telefone. Funções da linguagem: 1) Função Referencial ou Denotativa Transmite uma informação objetiva sobre a realidade. Dá prioridade aos dados concretos, fatos e circunstâncias. É a linguagem característica das notícias de jornal, do discurso científico e de qualquer exposição de conceitos. Coloca em evidência o referente, ou seja, o assunto ao qual a mensagem se refere. Exemplo: - Numa cesta de vime temos um cacho de uvas, uma maçã, uma laranja, uma banana e um morango. (Este texto informa o que há dentro da cesta, logo, há função referencial). 2) Função Expressiva ou Emotiva Reflete o estado de ânimo do emissor, os seus sentimentos e emoções. Um dos indicadores da função emotiva num texto é a presença de interjeições e de alguns sinais de pontuação, como as reticências e o ponto de exclamação. Exemplos: a) Ah, que coisa boa!
  • 3. b) Tenho um pouco de medo... c) Nós te amamos! 3) Função Apelativa ou Conativa Seu objetivo é influenciar o receptor ou destinatário, com a intenção de convencê- lo de algo ou dar-lhe ordens. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. É a linguagem usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor. Exemplos: a) Você já tomou banho? b) Mãe, vem cá! c) Não perca esta promoção! 4) Função Poética É aquela que põe em evidência a forma da mensagem, ou seja, que se preocupa mais em como dizer do que com o que dizer. O escritor, por exemplo, procura fugir das formas habituais e expressão, buscando deixar mais bonito o seu texto, surpreender, fugir da lógica ou provocar um efeito humorístico. Embora seja própria da obra literária, a função poética não é exclusiva da poesia nem da literatura em geral, pois se encontra com frequência nas expressões cotidianas de valor metafórico e na publicidade. Exemplos: a) “... a lua era um desparrame de prata”. (Jorge Amado). b) Em tempos de turbulência, voe com fundos de renda fixa. (Texto publicitário). c) Se eu não vejo a mulher que eu mais desejo nada que eu veja vale o que eu não vejo (Daniel Borges). 5) Função Fática Tem por finalidade estabelecer, prolongar ou interromper a comunicação. É aplicada em situações em que o mais importante não é o que se fala, nem como se fala, mas sim o contato entre o emissor e o receptor. Fática quer dizer "relativa ao fato", ao que está ocorrendo. Aparece geralmente nas fórmulas de cumprimento: Como vai, tudo certo?; ou em expressões que confirmam que alguém está ouvindo ou está sendo ouvido: sim, claro, sem dúvida, entende?, não é mesmo? É a linguagem das falas telefônicas, saudações e similares.
  • 4. Exemplo: - Alô? Está me ouvindo? 6) Função Metalinguística Esta função refere-se à metalinguagem, que ocorre quando o emissor explica um código usando o próprio código. É a poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. As gramáticas e os dicionários são exemplos de metalinguagem. Exemplo: Frase é qualquer enunciado linguístico com sentido acabado. (Para dar a definição de frase, usamos uma frase.) 3. Recursos expressivos: a linguagem figurada. Recursos expressivos Recursos expressivos ajudam a enriquecer o texto que você elabora. Através de figuras de linguagem, como ironia, antítese, elipse, eufemismo e hipérbole. Ironia: Consiste em dizer o contrário do que se pretende ou em satirizar, questionar certo tipo de pensamento com a intenção de ridicularizá-lo, ou ainda em ressaltar algum aspecto passível de crítica. A ironia deve ser muito bem construída para que cumpra a sua finalidade; mal construída, pode passar uma ideia exatamente oposta à desejada pelo emissor. São exemplos de ironia: - Como você foi bem na última prova, não tirou nem a nota mínima! - Parece um anjinho aquele menino, briga com todos que estão por perto. Antítese: é a figura de estilo que usa palavras ou expressões com sentidos opostos, que contrastam entre si. Ocorre quando há a aproximação destes termos contrários. Esta aproximação dá ênfase à frase e assegura maior expressividade à mensagem a ser transmitida. São exemplos de Antítese: - A sina dos médicos é conviver com a doença e a saúde. - Ele estava entre a vida e a morte. Elipse: é uma figura de linguagem que acontece quando há a omissão de um termo que pode ser subentendido no texto. Neste caso, ocorre se uma palavra ou expressão for omitida e mesmo assim puder ser percebida como parte da oração. Vale acrescentar que esta palavra omitida, não foi anteriormente citada e não torna a mensagem incompreensível.
  • 5. Exemplos de Elipse: - “Na sala de aula, apenas cinco ou seis alunos.” (Neste caso foi omitido o verbo, mas ele está subentendido no texto. Compreende-se que “havia” na sala de aula apenas cinco ou seis alunos. Omissão do verbo haver) - “Peguei de volta meu casaco.” (Foi omitido o pronome “Eu”, mas a frase é perfeitamente compreensível) Eufemismo: ocorre quando aceita-se e usa-se uma palavra ou expressão em lugar de outra, por diversos motivos, em diferentes situações. Na verdade, é a utilização de vocábulos mais leves e mais sutis, para suavizar determinadas mensagens que precisam ser transmitidas. Exemplo de Eufemismo: - Um exemplo ótimo é a palavra “morte”, que comumente é substituída por “partiu”, “nos deixou”, “não está mais entre nós”, “deixou este mundo”. É uma forma mais suave e menos drástica de dizer que a pessoa morreu. Hipérbole: caracteriza-se pelo exagero de uma ideia com o objetivo de expressar intensidade. É uma figura de linguagem construída através do uso intencional de uma palavra ou expressão exagerada em si mesma ou pelo uso de um termo que é exagerado em relação ao contexto. Exemplo de hipérbole: - Fiz uma compra pela internet e a encomenda demorou 300 anos pra chegar. É claro que a pessoa não esperou pela encomenda durante 300 anos, mas esse exagero dá uma ideia do quanto a espera foi longa. Linguagem figurada A linguagem figurada consiste em uma ferramenta ou modalidade de comunicação, que utiliza figuras de linguagem para expressar um sentido não literal de um determinado enunciado. A linguagem figurada é usada para dar mais expressividade ao discurso, para tornar mais amplo o significado de uma palavra. Além disso, também serve para criar significados diferentes ou quando o interlocutor não encontra um termo adequado para o que deseja comunicar. Exemplo de linguagem figurada "Ele está se afogando nas suas preocupações." Esta frase deve ser interpretada no seu sentido figurado, porque não é fisicamente possível uma pessoa se afogar com uma preocupação. Neste caso, a frase significa que as preocupações do indivíduo estão limitando e prejudicando.
  • 6. 1. (CONSULPLAN/TJ-MG/2017) Acerca das figuras de linguagem, recurso estilístico usado para propiciar maior expressividade ao texto literário, assinale a alternativa correta: a) Antítese: consiste na aproximação de termos iguais, sendo enfatizada essa relação de sinonímia. b) Hipérbole: trata-se de minimizar uma ideia com a finalidade suavizar o discurso. c) Ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo- se, com isso, efeito crítico ou humorístico. d) Prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres animados predicativos que são próprios de seres inanimados. COMENTÁRIOS: - ANTÍTESE: É o uso de Expressões ou palavras com sentidos opostos. - HIPÉRBOLE: É a forma de expressão em que se usa o exagero. - IRONIA: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico. - PROSOPOPÉIA: É o recurso de expressão em que se atribui sentimento, voz, ação a seres inanimados. GABARITO: LETRA C Versão completa! Clique aqui 5. Pontuação. Sinais de pontuação PONTO ( . ) VÍRGULA ( , ) PONTO-E-VÍRGULA ( ; ) DOIS PONTOS ( : ) PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? ) PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! ) RETICÊNCIAS ( ... ) PARÊNTESES ( () ) TRAVESSÃO ( - ) ASPAS ( “ “ ) 1. O emprego da vírgula O uso da vírgula é basicamente regulado pela sintaxe. Assim, nem toda pausa é marcada por vírgula:
  • 7. - Seus grandes e valorosos serviços em prol da causa revolucionária de seu país foram tardiamente reconhecidos. Na leitura em voz alta desse trecho, normalmente faríamos uma pausa após a palavra país. O uso da vírgula nesse caso, porém, é incorreto porque estaríamos separando o sujeito do verbo. Como usar a vírgula 1.1. Em enumerações, para separar os elementos que as compõem: - Machado de Assis foi contista, romancista, poeta, dramaturgo e crítico literário. - Nosso maior contista, romancista, poeta, dramaturgo e crítico literário foi Machado de Assis. (geralmente, o último termo da enumeração vem separado pela conjunção e) 1.2. Em intercalações, quando palavras ou expressões se interpõem entre o sujeito e o verbo; entre o verbo e seus complementos (objetos) ou entre verbo e predicativo: Os funcionários, a pedido do diretor, alteraram o horário. sujeito verbo Os funcionários alteraram, a pedido do diretor, o horário. verbo objeto Os funcionários estavam, porém, conscientes de seus direitos. verbo predicado Atenção: quando se trata da intercalação de uma expressão curta, pode-se omitir a vírgula: - Os funcionários alteraram imediatamente o horário da semana. - As crianças comem brincando uma lata de sorvete! 1.3. Para separar adjunto adverbial, sempre que ele seja extenso ou quando se quer destacá-lo: - Depois de inúmeras tentativas, desistiu. - Escove os dentes, sempre, e diga adeus às cáries! 1.4. Para isolar o predicativo quando não for antecedido por verbo de ligação: - Furioso, levantou-se. 1.5. Para isolar aposto: - A minha avó, Maria, era suíça.
  • 8. 1.6. Para isolar o vocativo: - Estamos de férias, pessoal! 1.7. Para marcar elipse do verbo: - Sua palavra é a verdade; a minha, a lei. (a minha é a lei) 1.8. Para separar orações coordenadas, exceto as iniciadas pela conjunção e: - "Sei que ele andou falando em castigo, mas ninguém se impressionou. "(José J. Veiga) - "Quis retroceder, agarrou-se a um armário, cambaleou resistindo ainda e estendeu os braços até a coluna." (Lygia Fagundes Telles) Atenção: muitas vezes usa-se a vírgula antes de e, principalmente quando liga orações com sujeitos distintos: - "Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o tiraria dali." (Graciliano Ramos) 1.9. Para dar ênfase, marcando uma pausa maior: - "Disse, e fitou Don'Ana e sorriu para ela." (Jorge Amado) 1.10. Quando forma um polissíndeto: - Levanta, e senta, e vira, e torna a se levantar. 1.11. Para isolar orações adjetivas explicativas: - Minha avó, que era francesa, não tolerava grosserias. 1.12. Para separar as orações adverbiais e substantivas quando antecedem a oração principal: - "Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado." (Manuel Bandeira) - Como Cassiano chegou a prefeito, ninguém soube. Atenção: quando pospostas à oração principal, as orações substantivas, com exceção da apositiva, não vêm separadas por vírgulas: - Ninguém soube como Cassiano chegou a prefeito. As orações adverbiais pospostas à principal geralmente se separam por vírgula, nem sempre obrigatória: - A chuva não veio, embora todos a esperassem. As mesmas regras que valem para as orações desenvolvidas valem para as reduzidas: - "Para erguer-se, foi necessária a ajuda do carcereiro." (Murilo Rubião)
  • 9. 2. Ponto-e-vírgula 2.1O ponto-e-vírgula é usado basicamente quando se quer dar à frase a pausa e a entoação equivalentes ao ponto, mas não se quer encerrar o período: - "A alma exterior daquele judeu eram os seus ducados; perdê-los equivalia a morrer." (Machado de Assis) 2.2 O ponto-e-vírgula também é utilizado para separar itens de uma enumeração: O plano prevê: a) internações; b) exames médicos; c) consultas com médicos credenciados. 3. Dois-pontos Usam-se os dois-pontos, geralmente: 3.1Para introduzir uma explicação, um esclarecimento: "Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro..." (Machado de Assis) 3.2 Para introduzir uma citação ou a fala do personagem: - O avô costuma resmungar: "Quem sai aos seus, não degenera..." 4. Interrogação e exclamação 4.1O ponto de interrogação marca o fim de uma frase interrogativa direta: - Quem te deu licença? 4.2 O ponto de exclamação marca o fim de frases optativas, imperativas ou exclamativas: - Como era lindo o meu país! 5. Reticências As reticências interrompem a frase, marcando uma pausa longa, com entoação descendente. São usadas basicamente: 5.1 Para indicar uma hesitação, uma incerteza ou mesmo um prolongamento da ideia: - "Há um roer ali perto... Que é que estarão comendo?" (Dionélio Machado) 5·2 Para sugerir ironia ou malícia:
  • 10. - ‘’— Se ele até deixou a mulher que tinha, Sinhô. É um fato. Estou bem informado... — e ria para João Magalhães, lembrando Margot.’’ (Jorge Amado) 6. Aspas As aspas são usadas para assinalar citações textuais e para indicar que um termo é gíria, estrangeirismo ou que está sendo usado em sentido figurado: - O presidente afirmou em seu discurso: "Toda corrupção será combatida!" - Minha turma é "fissurada" nessa música. 7. Travessão e parênteses 7.1 São usados para esclarecer o significado de um termo: - Granada — último refúgio dos árabes — foi conquistada em 1492. - Granada (último refúgio dos árabes) foi conquistada em 1492. Os dois sinais têm basicamente a mesma função, a diferença entre os dois está na entonação, mais pausada no caso do travessão, além do caráter estilístico, mais objetivo no caso dos parênteses. 7.2 Intercalar reflexões e comentários à sequência da frase: - Mas agora — pela centésima vez o pensava — não podia admitir aquelas mesquinharias. 7.3 O travessão também é usado em diálogos para marcar mudança de interlocutor: - "— Peri sente uma coisa. — O quê? — Não ter contas mais bonitas do que estas para dar-te." (José de Alencar) 6. (UF-BA/UF-BA/2014)
  • 11. As aspas utilizadas no segundo e no quinto parágrafos atendem à necessidade de se destacarem citações para distingui-las do resto do texto. CERTO ERRADO COMENTÁRIOS: As duas citações destacam "a fala" do seu autor. GABARITO: CERTO 7. (UF-BA/UF-BA/2013)
  • 12. Os termos “hoje” (l. 3) e “por exemplo” (l. 6) encontram-se separados por vírgula porque são adjuntos adverbiais deslocados no período. CERTO ERRADO COMENTÁRIOS: Hoje - adjunto adverbial deslocado Por exemplo - expressão explicativa (outros exemplos: isto é, a saber, ou antes, ou melhor...) GABARITO: ERRADO 8. (UF-BA/UF-BA/2013)
  • 13. Em “Quando pousei à tarde, a cabana estava pronta, e já desaparecera o engenheiro-pedreiro-carpinteiro."(l.13-14), ou só da vírgula, nas duas ocorrências, separa termos racionais com a mesma função no período. CERTO ERRADO COMENTÁRIOS: Os termos têm funções diferentes. A primeira virgula deveria isolar o adjunto adverbial (à tarde) e só tem virgula em um lado enquanto o certo seria nos dois lados. A segunda virgula separa orações com sujeitos diferentes.
  • 14. Em geral, não se usa virgula antes de conjunções e, nem, ou. Quando estas ligarem termos de pequena extensão. Exceção: é obrigatório o uso da virgula antes do "e" aditivo quando esta conjunção ligar orações com sujeitos diferentes. GABARITO: ERRADO 9. (FUNDAÇÃO LA SALLE/SUSEPE-RS/2017) Sobre os sinais de pontuação do texto, considere as afirmativas abaixo. I - A segunda vírgula, na linha 07, poderia ser retirada, sem prejuízo às normas de pontuação vigentes. II - Na linha 17, a vírgula depois do vocábulo “Hoje” poderia ser retirada, sem prejuízo às normas de pontuação vigentes, por se tratar de um adjunto adverbial de pequena extensão.
  • 15. III - As vírgulas antes e depois da expressão “nos últimos dias”, linha 30, poderiam ser substituídas por travessão duplo, sem prejuízo às normas de pontuação vigentes. Das afirmações acima, qual(is) está(ão) correta(s)? a) Apenas I e II. b) Apenas a I. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. e) Apenas a III. COMENTÁRIOS: I. ERRARA - Porque se trata de aposto explicativo e este deve vir entre vírgulas. II. CORRETA - Porque se trata de adjunto adverbial temporal de pequena extensão. III. CORRETA - Pois as vírgulas poderão ser substituídas por travessões ou parênteses. GABARITO: LETRA D 10. (COPEVE-UFAL/PREFEITURA DE MACEIÓ – AL/2017) Coxão mole, patinho, alcatra... O boi se divide em 21 cortes e, na hora do preparo, a escolha certa faz toda a diferença! Entenda quais são as carnes de "primeira" e de "segunda" para seus pratos. Você vai ao açougue e encontra uma vitrine repleta de peças de carne. À primeira vista, qualquer uma delas parece servir perfeitamente para aquele suculento picadinho… Só que não! O boi é dividido em 21 partes e seus cortes são classificados como “de primeira” (macios e mais caros) e “de segunda” (mais duros e baratos), e cada tipo é indicado para uma receita específica. “O valor nutritivo dos diferentes tipos de carne é praticamente o mesmo. A diferença está na maciez e na quantidade de nervo e gordura”, afirma a nutricionista Clorisana Abreu. O músculo, por exemplo, fica numa parte do corpo do animal que exige mais esforço. Daí, as fibras enrijecem e deixam o corte endurecido. Já o filé-mignon está localizado numa parte menos usada do boi – por isso é o tipo mais macio. [...] Disponível em: <http://claudia.abril.com.br/gastronomia/aprenda-a-escolher-o- corte-certo-da-carne/>. Acesso em: 17 fev. 2017. No período destacado O músculo, por exemplo, fica numa parte do corpo do animal que exige mais esforço, justifica-se o emprego das vírgulas por: a) separar o sujeito do predicado.
  • 16. b) haver uma expressão explicativa. c) isolar um adjunto adverbial deslocado. d) separar uma oração adjetiva explicativa. e) se tratar de um período composto com oração intercalada. COMENTÁRIOS: Emprega-se vírgula para separar expressões explicativas, retificar, corrigir, continuar ou concluir o que se está dizendo: isto é, a saber, aliás, com efeito, ou seja, quer dizer, além disso, por exemplo... GABARITO: LETRA B Versão completa! Clique aqui