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E I X O : L I T E R A T U R A E F O R M A Ç Ã O D O L E I T O R
A intertextualidade
e a formação do(a) leitor(a)
literário(a)
INTERTEXTUALIDADE(S)
KOCH, BENTES, CAVALCANTE
(2012)
Nos estudos literários (copresença):
• Explícita (citação e referência)
• Implícita (alusão e plágio)
• De semelhanças (captação)
• De diferenças (subversão)
•INTERTEXUALIDADE: (Julia Kristeva,
1966): relação de copresença de dois ou
vários textos, ou seja, a presença efetiva
de um texto em outro. (Citação, Plágio,
Alusão)
HIPERTEXTO – SIMPSONS
HIPOTEXTO – BEATLES
HIPOTEXTO (DRUMMOND)
HIPERTEXTO (ADÉLIA E CHICO)
I. Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai Carlos! Ser “gauche” na vida.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1964)
II. Quando nasci um anjo esbelto
Desses que tocam trombeta, anunciou:
Vai carregar bandeira.
Carga muito pesada pra mulher
Esta espécie ainda envergonhada.
(PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro:
Guanabara, 1986)
III. Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim.
(BUARQUE, Chico. Letra e Música. São Paulo:
Cia das Letras, 1989)
TIPOS DE INTERTEXTUALIDADE
•Alusão: faz referência a elementos de outros textos de maneira indireta, ou seja,
implícita.
•Citação: quando é acrescentado partes de outros textos em uma produção textual, o
que gera a intertextualidade direta.
•Epígrafe: complemento de parágrafo ou frase no texto produzido que se relaciona
com outro.
•Paráfrase: recriação de um texto com a mesma ideia do texto fonte.
•Paródia: a paródia é a subversão de um texto original, de maneira crítica ou satírica.
•Bricolagem: criação de um texto a partir de elementos retirados de outros.
•Sample: músicas, textos utilizados como base para outras novas produções (Ouvir
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•Pastiche: vários tipos de manifestações em uma mesma obra.
QUE HISTÓRIAS RECONHECEMOS (OU
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NA IMAGEM?
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FORMAÇÃO DO(A) LEITOR(A)
LITERÁRIO(A)
... a formação do leitor literário é tarefa urgente e
complexa, cujo êxito depende em grande medida da
familiaridade que os professores têm com a literatura.
O repertório cultural e as experiências de leitura dos
professores são elementos decisivos para a garantia de
uma mediação mais apropriada, capaz de aproximar as
crianças dos livros de literatura e proporcionar-lhes uma
trajetória de formação como leitores perenes.
(BELMIRO; MACHADO; BAPTISTA, 2016, p.104)
INTERTEXTUALIDADE E ARTES
PLÁSTICAS/VISUAIS
Pintor Expressionista
Munch (O Grito)
ARTES
A Noite Estrelada, de Vincent van Gogh
Les Amants, René Magritte, 1928.
Filme: O
iluminado -
Stanley Kubrick
Vincent van
Gogh –
Autorretrato
Vídeo da Música: This is America
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Revista K7
Moça com brinco de pérola
Pintor Holandês - Johannes Vermeer
Filme: Pulp Fiction - John Travolta Confuso
Pintura: Impressionista
Gustave Caillebotte
@adaoiturrusgarai
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Abaporu - Tarsila do
Amaral
.
REVISTA ELLE BRASIL, DEZ.
2017.
O BEIJO (GUSTAV
KLIMT)
FOTOGRAFIA
Abaporu (2016)
O artista carioca Alexandre Mury
RETRATO DE 1988.
SALVADOR DALI.
INTERTEXTUALIDADE –LITERATURA
E MÚSICA
CARTA DE AMOR – MARIA
BETHÂNIA
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(FRAGMENTO FINAL)
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(1977)
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MEDO (1940)
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Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
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o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
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Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que
descobrisse o mar. Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia,
depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a
imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
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QUARTO DE DESPEJO – DIÁRIO DE UMA
FAVELADA
CAROLINA MARIA DE JESUS
Quando cheguei do palacio que é a cidade os meus filhos vieram dizer-
me
que havia encontrado macarrão no lixo. E a comida era pouca, eu fiz
um pouco
do macarrão com feijão. E o meu filho João José disse-me:
- Pois é. A senhora disse-me que não ia mais comer as coisas do lixo.
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- É que eu tinha fé no Kubstchek.
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tudo está enfraquecendo. O dinheiro é fraco. A democracia é fraca e os
politicos fraquissimos. E tudo que está fraco, morre um dia.
TEMPO DE LER E PARA LER
O tempo para ler é sempre um tempo
roubado. (Tanto como o tempo para
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Roubado a quê? Digamos, à obrigação de
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Intertextualidade e formação do leitor

  • 1. M A I S P A I C 2 0 2 2 E I X O : L I T E R A T U R A E F O R M A Ç Ã O D O L E I T O R A intertextualidade e a formação do(a) leitor(a) literário(a)
  • 2. INTERTEXTUALIDADE(S) KOCH, BENTES, CAVALCANTE (2012) Nos estudos literários (copresença): • Explícita (citação e referência) • Implícita (alusão e plágio) • De semelhanças (captação) • De diferenças (subversão)
  • 3. •INTERTEXUALIDADE: (Julia Kristeva, 1966): relação de copresença de dois ou vários textos, ou seja, a presença efetiva de um texto em outro. (Citação, Plágio, Alusão)
  • 5. HIPOTEXTO (DRUMMOND) HIPERTEXTO (ADÉLIA E CHICO) I. Quando nasci, um anjo torto Desses que vivem na sombra Disse: Vai Carlos! Ser “gauche” na vida. ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1964) II. Quando nasci um anjo esbelto Desses que tocam trombeta, anunciou: Vai carregar bandeira. Carga muito pesada pra mulher Esta espécie ainda envergonhada. (PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986) III. Quando nasci veio um anjo safado O chato dum querubim E decretou que eu tava predestinado A ser errado assim Já de saída a minha estrada entortou Mas vou até o fim. (BUARQUE, Chico. Letra e Música. São Paulo: Cia das Letras, 1989)
  • 6. TIPOS DE INTERTEXTUALIDADE •Alusão: faz referência a elementos de outros textos de maneira indireta, ou seja, implícita. •Citação: quando é acrescentado partes de outros textos em uma produção textual, o que gera a intertextualidade direta. •Epígrafe: complemento de parágrafo ou frase no texto produzido que se relaciona com outro. •Paráfrase: recriação de um texto com a mesma ideia do texto fonte. •Paródia: a paródia é a subversão de um texto original, de maneira crítica ou satírica. •Bricolagem: criação de um texto a partir de elementos retirados de outros. •Sample: músicas, textos utilizados como base para outras novas produções (Ouvir Amarelo) •Pastiche: vários tipos de manifestações em uma mesma obra.
  • 7. QUE HISTÓRIAS RECONHECEMOS (OU NÃO) NA IMAGEM? LIVRO THE MAGIC BOOKCASE - ROBERT INGPEN
  • 8. QUE LIVROS (30) RECONHECEMOS (OU NÃO) NA IMAGEM? JEAN SARTIEF
  • 9. FORMAÇÃO DO(A) LEITOR(A) LITERÁRIO(A) ... a formação do leitor literário é tarefa urgente e complexa, cujo êxito depende em grande medida da familiaridade que os professores têm com a literatura. O repertório cultural e as experiências de leitura dos professores são elementos decisivos para a garantia de uma mediação mais apropriada, capaz de aproximar as crianças dos livros de literatura e proporcionar-lhes uma trajetória de formação como leitores perenes. (BELMIRO; MACHADO; BAPTISTA, 2016, p.104)
  • 12. ARTES A Noite Estrelada, de Vincent van Gogh
  • 13. Les Amants, René Magritte, 1928.
  • 14. Filme: O iluminado - Stanley Kubrick Vincent van Gogh – Autorretrato
  • 15. Vídeo da Música: This is America Cantor Americano - Childish Gambino
  • 16. Revista K7 Moça com brinco de pérola Pintor Holandês - Johannes Vermeer
  • 17. Filme: Pulp Fiction - John Travolta Confuso Pintura: Impressionista Gustave Caillebotte
  • 19. . REVISTA ELLE BRASIL, DEZ. 2017. O BEIJO (GUSTAV KLIMT)
  • 20. FOTOGRAFIA Abaporu (2016) O artista carioca Alexandre Mury
  • 23. CARTA DE AMOR – MARIA BETHÂNIA
  • 24. POEMA DO MENINO JESUS (FRAGMENTO FINAL) ALBERTO CAEIRO (FERNANDO PESSOA) 3:45
  • 25. POPULUS, MEU CÃO – BELCHIOR (1977)
  • 26. CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO (1940) CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, não cantaremos o ódio porque esse não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte, depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
  • 27. PEQUENO MAPA DO TEMPO (1977) BELCHIOR
  • 28. EPITÁFIO – TITÃS (CARPE DIEM)
  • 29. EXISTE FORMAÇÃO DO(A) LEITOR(A) LITERÁRIO(A) SEM CONTATO COM O TEXTO LITERÁRIO?
  • 31.
  • 32. ONDE ESTÁ A LITERATURA HOJE? OS JOVENS NÃO LEEM?
  • 33. O LIVRO DOS ABRAÇOS (1989) EDUARDO GALEANO A Função da arte/1 Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: — Me ajuda a olhar!
  • 34. QUARTO DE DESPEJO – DIÁRIO DE UMA FAVELADA CAROLINA MARIA DE JESUS Quando cheguei do palacio que é a cidade os meus filhos vieram dizer- me que havia encontrado macarrão no lixo. E a comida era pouca, eu fiz um pouco do macarrão com feijão. E o meu filho João José disse-me: - Pois é. A senhora disse-me que não ia mais comer as coisas do lixo. Foi a primeira vez que via minha palavra falhar. Eu disse: - É que eu tinha fé no Kubstchek. - A senhora tinha fé e agora não tem mais? - Não, meu filho. A democracia está perdendo os seus adeptos. No nosso paiz tudo está enfraquecendo. O dinheiro é fraco. A democracia é fraca e os politicos fraquissimos. E tudo que está fraco, morre um dia.
  • 35. TEMPO DE LER E PARA LER O tempo para ler é sempre um tempo roubado. (Tanto como o tempo para escrever, aliás, ou tempo para amar.) Roubado a quê? Digamos, à obrigação de viver (PENNAC, p.107, 2008).