LUDWIG SCHWENNHAGEN

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ffNICIOS- NO BRASIL
(ANTIGA HISTORIA DO BRASIL)
(DE--1100 A.C. a 1500 D.C.

Apresentação e notas
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A evidência de uma pré-história brasileira tem despertado intensa · curiosidade e
preocupado· estudiosos do
mundo inteiro....
LUDWIG SCHWENNHAGEN

A EditOra Catedra sente-se
honrada em lnlclar a sua colec;ao Catedra Hlstorica com
esta empolgante ob...
carlos, pelasgos e renlclos tern
sldo anallsada . Inscrlc;6es pe.
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LUDWIG SCHWENNHAGEN

ANTIGA HISTORIA DO BRASIL
(DE 1100 A. C. a 1500 D. C.)
TRATADO HJSTQRICO
( Segunda Edi<;ao)

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•
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1~edição - Imprensa Oficial de Teresina, 1928
2~ edição - livraria Editora Cátedra Ltda., 1970
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Coleção Cátedra Histórica

ÍNDICE
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Capa:
STUDIO CÁTEDRA

Direitos para a língua portuguesa reservados à
Livraria Edi...
PREFACIO A SEGUNDA EDIÇÃO

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DESCOBRID ORES E COLONIZAD ORES·
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DO BRASIL

Mühares de obras já foram escritas apr...
uma memória do Dilúvio, é assunto, para ~tudar-se ma~s
ainda. A História existe, mas ela e tambem uma tema
que poderá ser ...
deste século não se sabe de onde, e morreu sem deixar
rastro, não ~e sabe de quê, e andav a ~abiscando uns manuscrit os so...
reiro de 1968, quando tomos a Teresi71;a a con•vite de nosso
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não só conheciam a América, como a sua primitiva população é oriunda âa Asia.
Cândido Costa diz, na obra citada, rejerindo...
seu excelente tratado sobre as viagens das frotas do rei
Hirã de Tiro da Fenícia e do rei Salomão, da Judéia,
no rio Amazo...
centros intelectuais, onde se trabalha e estuda a história
e a pré-história da terra cearense. (4)
Nos quatro menores Esta...
o engenheiro francês ~pollinari? Frot, que viveu .30
anos no interior da Bahia e JUntou ah cerca de cem cópu~.s
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truído o império dos Atlantes pela dinastia ibérica dos
Geriões, que fundaram um poderoso império nacional na
península, c...
e contaremos a estada dos Fenícios no Brasi~ desd~ esta
data. A metrópole da Fenícia; a cidade de T1yo, fm destruída por A...
CAPíTULO II

LISTA CRONOLóGICA DOS FATOS HISTóRICOS,
DESDE 1100 ANOS ANTES DE CRISTO ATÉ 1500
DEPOIS DE CRISTO

I -

O PRI...
para o Sul, ao longo da costa da África, ~as, subitamente,.
perderam a vista do continente e uma VIolenta tempestade levou...
gar rápida e seguramente à costa do Brasil, da qual já
tinha em mão o mapa geográfico.
Colocamos o primeiro descobrimento ...
A história das Amazonas é um capítul o interes santíssimo da história da antigui dade. Em geral só se conhec e
a apariçã o...
a construção, a saída e viagem da_ frota dos Jud~us, junto
à frota dos Fenícios, refere-se umcamen te ao no Amazonas (lO>
...
· ·
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nne1ros, mestres de obra e trabalhadores
que Chechonk mandou para abrirem mmas e ouro no
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Brasil. l...
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~i~ios for am , um povo discipult ado s sat isf ató rio s. Os Fe·
sub me tia ao interesse co...
Qual foi o fim desejado pelos Fenícios com a imigr~­
ção dos Tupis para o Brasil? Procur avam um. pc~o auxiliador para sua...
ela lei do abra ndam ento das voga is. Os gua.r
~nis nunc a
fora m um povo sepa rado , fora m legít imos
tupl s que andava...
ludidos e desanimados. Mas, finalmente, com o correr do
tempo, desapareceram a animosidade e a rivalidade entre
os dois ir...
delta do Nilo o lugar para ser construída ali uma nova
capital, que devia trazer seu nome "Alexandr~a" e devi~
tornar-se a...
Fenicios no Brasil - ANTIGA HISTóRIA DO BRASIL (Antiga História do Brasil) (DE 1100 A. C. a 1500 D. C.) -  LUDWIG SCHWENNH...
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FENICIOS NO BRASIL - ANTIGA HISTóRIA DO BRASIL (Antiga História do Brasil) (DE 1100 A. C. a 1500 D. C.) - TRATADO HISTORICO - de LUDWIG SCHWENNHAGEN - (4ª edição) - Apresentação e Notas de MOACIR C. LOPES - LIVRARIA EDITORA CÁTEDRA - Rio de Janeiro - 1986 - FENíCIOS ~ DESCOBRIDORES E COLONIZADORES DO BRASIL.

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Fenicios no Brasil - ANTIGA HISTóRIA DO BRASIL (Antiga História do Brasil) (DE 1100 A. C. a 1500 D. C.) - LUDWIG SCHWENNHAGEN

  1. 1. LUDWIG SCHWENNHAGEN , ffNICIOS- NO BRASIL (ANTIGA HISTORIA DO BRASIL) (DE--1100 A.C. a 1500 D.C. Apresentação e notas de MOACIR C. LOPES editora cátedra ' ~~~i- r• ·P · .. ~ > ' ' - · •• ,z- " .·4:;· - ,,. r:. ~ ..~ --~ôt;:f ~"'~) ,. ,, . )rJ. :.. ' ', ..; <,,,.:. •,..~~f i~~~ ~fo: .. - '':J I I 6 ~ ,,.. r;. '1 ~' _I lr ~ V ~ ) • I ) i I
  2. 2. A evidência de uma pré-história brasileira tem despertado intensa · curiosidade e preocupado· estudiosos do mundo inteiro. Quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram ao Brasil encontraram nossos indigenas em .estágio primitivo de civiliZação, mas possuiam eles uma mem6~ ria de tradições milenares, noÇões adiantadas de astronomia, e "recordavam-se... de ter acontecido um Dilúvio que inundara a terra. O Pe. Antônio Viéira admitiu que algum apóstolo de Cristo teria evangelizado nossos indios antes de Cabral pisar em . solo brasileiro,. pela identidade que havia entre suas crenças com antigos ensinamentos cristãos. A semelhança da Ungua tupi com a dos cários. pelasgos e fenicios tem sido I 1
  3. 3. LUDWIG SCHWENNHAGEN A EditOra Catedra sente-se honrada em lnlclar a sua colec;ao Catedra Hlstorica com esta empolgante obra de Ludwig Schwenn!taren, ANTIGA ANTIGA , HISTORIA HIST6RIA DO BRASIL de 1100 A.C. a 1500 D.C. Apresentacrao e notas de MOACIR C. LOPES EOIT0RA CATEDRA _ _ _ DO BRASIL (De 1100 a.C . a 1500 d.Cl, que f0i editada pela primeira vez em 1928, e agora apresentamos em 2a. edic;ao . A evldencia de uma pre-histOria braslleira tern despertado intensa curiosi~ade e preocupado estudiosos do mundo In teiro . Quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram ao Brasil encontraram nossos ind1genas em esta:;io primitivo de civilizac;ao, mas possuiam eles uma memoria de tradic;oes mllenares, noc;oes adiantadas · de astronomia, e "recordavam-se" de ter acontecido um Dlluvio que inundara a terra . o Pe. Antonio Vieira admitiu que algum ap6stolo de Cristo teria evangelizado nossos · indios antes de Cabral pisar em solo braslleiro, pela ldentidade que havla entre suas· crenc;as com antlgos enslnamentos crlstaos . A semelhanc;a da lingua tupl com a dos j
  4. 4. carlos, pelasgos e renlclos tern sldo anallsada . Inscrlc;6es pe. trogliflcas encontradas em dlversos pontos do pais, prlnclpalmente no Nordeste, bem como tunels, grutas e subterraneoa tern sldo atrlbuidos a engenhelros mlneradores tla antlguldade. Varlos autores sugerem que frotas doa rels Davi e Salomao, da Judela, Hira, da Fenicia, gregos, eglpclos, macedonlos, cartaglne~s. teriam estado no Brasil. Mas, de quantos se dedh'a. ram ao assunto, foi Ludwl~ Schwennhagim, nesta obra, quem mais nele se aprofundou. com lmpresslonante pocer de analise e profundo conhecedor da hlst6ria da antlguldade, de fllologla e etlmologla, membro da Sociedade de Oeogratla Comerclal de Vlena, tendo vlvido no Brasil durante multos anos, na prlmelra metade deste seculo, e viajado por quase todo seu territ6rlo em demoradas pesqulsas. De repente, ao ler esta obru o leltor se surpreende ao dt!llcbbrlr tantos detalhe~J s6bre nossa hlst6rla e nossas orlgens, que, por certo, come~ra a revlsar seus conceltos. Os Edltores J 1l Somos filhos de Canaa, de Sidon, a ctdade do ret . 0 comercio nos trouxe a esta distante praia, uma terra de montanhas . Sa· crificamos urn jovem aos deuses e deusas exaltados no ano 19 de Hira, nosso poderoso rei . Embarcamos em Ezion-Geber. no mar Vermelho, e viajamos com 10 navios. Permanecemos no mar juntos por dois anos, em volta da terra pertencente a Ham <.Africa), mas fomos separados por uma tempestade e nos afas· tamos de nossos companheiros e assim aportamos aqui, 12 ho· mens e 3 mulheres. Numa nova praia, que eu, o almirante, con· trolo. Mas auspiciosamente possam os exaltados deuses e deu· sas intercederem em nosso favor No dia 7 de julho de 1896 foram en-. contradas em Pouso Alto, na Paraiba, urnas inscri<;6es gravadas numa pedra. Tendo despertado na ocasiao grande interesse, foram estudadas no Brasil e consideradas ap6crifas . Posteriormente o sabio frances Ernesto Renan afirmou serem inscric;oes fe· nicias, gravadas naquela pedra ha cerca de 3 . 000 anos . Seguindo para os Estados Unidos ha quase urn seculo, finalmente 0 prof . CYRUS GORDON, da Universidade de Brandeis, em Boston, reconhecida autoridade em linguas mediternineas, afirmou serem realmente inscric:;oes fcnidas, e traduziu-as . Seu texto, em portugues, esta reproduzido acima EDITORA CATEDRA
  5. 5. LUDWIG SCHWENNHAGEN ANTIGA HISTORIA DO BRASIL (DE 1100 A. C. a 1500 D. C.) TRATADO HJSTQRICO ( Segunda Edi<;ao) Introdu<;ao e Notas de MOACIR C. LOPES Livraria e Editora Catedra Ltda. Rio de Janeiro 1970
  6. 6. • LUDWI G SCHW ENNHA GEN 1~edição - Imprensa Oficial de Teresina, 1928 2~ edição - livraria Editora Cátedra Ltda., 1970 3~ edição - livraria Editora Cátedra Ltda., 1976 , FENICIOS NO BRASIL (Antiga História do Brasil) (DE 1100 A. C. a 1500 D. C.) TRATADO HISTORICO (Quarta Edição) Apresentação e Notas de· MOACIR C. 'LOPES CÁ~EDRi Rio de Janeiro LIVRARIA EDITORA 1986
  7. 7. Coleção Cátedra Histórica ÍNDICE J. ' Capa: STUDIO CÁTEDRA Direitos para a língua portuguesa reservados à Livraria Editora Cátedra Ltda. Rua Senador Dantas, 20, s/806/807 Tel.: 240-1980 -Rio de Janeiro Rio de Janeiro- Brasil (l ~v' Impresso no Brasil Printed in Brazil ) Páginas Apresentação - Moacir C. Lopes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 I - O Estudo da História do Brasil Antigo . . . . . . . . . . . . . 21 II - Lista Cronológica dos Fatos Históricos, desde 1100 a.C. até 1500 d.C .......................... ·.·: .· ..·.-;; ..... .,, 33 I - O Primeiro Descobrimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 II - As Frotas de Hírã e SalCWJ.eío no Rio Amazonas (De 993 a 960 a,~ . . .. . . . .. . . . . .. . . .. 39 m - A Chegada dos EgíPcios e a Imigração dos Povos Tupis (De 940 a 900 a.C.) ............ 43 IV - A Participação dos Cartagineses na Colpn!zação do Brasil . .. . . . .. .. . .. .. .. .. . . . .. . . . . 48 V- Testemunhos Literários do 49 Século a.C. . . 50 VI - A Destruição de Tiro, em 332 a.C. e a Expeiição da Frota de Alexandre Magno para a América do Sul, em 328 a.C. .. .. .. . .. . . .. . 51 VII .:.._ O Domínio Cartaginês no Brasil (324 a 147 a.C.) ........................ : ............ : 54 VIII - As Relações Cortadas .. . .. . .. .. . . . . .. . .. . . .. 55 IX - As Viagens do Apóstolo São Tomé ao Brasil (50 a 60 d.C) . . . .. .. .. .. .. . .. .. .. .. .. .. ... .. 56 X- A Navegação Arabe nos Séculos II a VII . . . . 57 XI - A Origem da "Ilha· das Sete Cidades" . . . . . . 58 XII - o Sipanga, respectivamente, Cipango, de Marco Polo e Paulo Toscanelli . . . . . . . . . . . . 61 III - Origem, Língua e Religião dos Povos Tupis . . . . . . . . 65 IV .:.... A Imigração dos Cários ao Brasil - - De 1100 a 700 a.C ..... , .................................. ·.... 77 v - A Estação Maríti~dra de Sal", a Fundação de · Tutõia e as Sete Cidade~Piagui . . . .. . . . . . . . . . . . 87 · VI - o Rio Pamaíba, a Distribuição~·dos Tupis e a Grande Lagoa . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .............. 109, Víl _: A População attial do Piauí e sua Descenâência ·. '!.<· ;:.·123 VIII - Diversos Pontos da Vida Pré-histórica do Plaui . ?,: :'135 .. .
  8. 8. PREFACIO A SEGUNDA EDIÇÃO FENíCIOS~ DESCOBRID ORES E COLONIZAD ORES· . DO BRASIL Mühares de obras já foram escritas apresenta11,do a tese de qite · os pré-egípcios teriam saído da América do Sul~ e que fOi também iujui o berÇo da ciVilização européia. Freqüentemente vemos surgirem aqui e ali indícios que . reavivam· essa tese, e volta ·a manchetes o assunto, seja devido a escavações, quando se de-acobrem provdveis cidades soterradas, túneis e cavernas com objetos de origem antiga, ou inscrições petroglíficas, seja porque algum cientista vem a países sul-americanos. O Brasil tem sido, taLvez, o menos estudado em assuntos arqueológicos ou, exporadicamente, um ci@.tista estrangeiro descobre aqui e ali um indício" e _chama ~nossa atenção, olhe aqui... • ali • . . · Mas ultimamente tem sido despertada a consciência dos brasüeiros para a necessidade de conhecer melhor a . sua terra, a sua origem. Tem havido, mesmo, grande interesse em tudo o que se relaciona com a nossa terra. o dizer-se que os índios brasileiros nasceram autóctones há 50 ou 100 mil anos .é teóriajá não muito aceita, ou dizer-se que os primeiros habitantes da terra surgiram na Africa ou na Asia, e um bocadinho no Brasil, é assunto para estu.d.ar-se com maior profundidade. Mas o afirmar-se que os primitivos brasileiros emigraram do lendáriO ccontinente Atlântida~ via venezueza, ou cheffiiram-~em,- pirogas-; oo · desceram os Andes, ou sãO pté~egípcios, oü grande párt~ · descende dos Fenicios, ou~ por que ·nossos_ i?Uii(Js passY.em
  9. 9. uma memória do Dilúvio, é assunto, para ~tudar-se ma~s ainda. A História existe, mas ela e tambem uma tema que poderá ser ampliada ou até renef!ada~ . algumas. de suas verdades. As teorias e 1.:erdades arzstotelwas domtnaram a civilização durante mais de mil anos e, tentando reformular essas verdades, muitos cientistas ~.orreram em fogueiras, quando os senhores da v~rdade ofzczal ach.avam que a nova verdade poria em pengo sua hegemonza sobTe os homens. Se tivermos que amanhã reformular a História brasileira, por que não o fazermos, a bem da veTdade? Se aqui e ali aparecem indícios de. que_ os Fenícios descobriram e colonizaram parte do Brasll ha 3. 000 anos, estudemos os indícios, os sinais de sua passagem, as escritas cuneiformes, as inscTições petroglíficas, a mão encarnada que alguém deixou gravada na pedra ou a marca noutra pedra que deixaram para indicar que por aqui passaram outros. A obm que ora apresentamos, ANTIGA HISTóRIA DO BRASIL, (De llOC a.C. a 1500 d. C.), de LUDWIG SCHWENNHAGEN, é um desafio. Desafio aos arqueólogos, geógrafos, geólogos, aos antropólogos, filólogos, etimólogos, indianistas, aos prefeitos de Municípios, governos de Estados brasileiros desafio a todos os brasileiros, para que estu'fiem e expliqilem melhor a sua terra, a sua gente, suas heranças mais remotas. Desafio lançado por esse austríaco em 1928 e que se perdeu na restrita área do Piauí, quando a Imprensa Oficial de Teresina lançou esta obra em primeira edição e seus poucos exemplares desapareceram no manuseio Desafio que uolta a ser Lançado na reedição desta obra de excepcional valor para os estudos da origem brasileira, quando as teses de seu autor vém despertando intensa curiosidade e está merecendo até apoio oficial. Ao tomar o leitor este livro às mãos, por certo se fará perguntas que talvez nunca tenha ouvido, como, por exemplo foi Pedro Álvares Cabral quem descobTiu o Brasil em 1500 d.C. ou navegadores Fenícios em 1100 a.C.? Cabral o ter~ ~e~coberto poT acaso como narram os compêndios de Hlstona, ou ele já conhecia, detalhadamente, a descri10 ção·teita pelo historiador grego Diodoro, no século I antes de Cristo, na sua História Universal? Ou teria Cabral em miios a carta. de navegação, descrevendo as costas doBra. sü confeccionada por Toscanelli, a mando de Fernando Teles, em 1473? Onde fica a lendária Insula Septem Civitatum, ou Ilha dcui Sete Cidades, que os romanos tanto buscavam· e já aparecia a sua descrição em latim, numa crônica de Porto-Cale (Pôrto), em 740 d. C., como sendo um novo Éden, a ilha dos Sete Povos, onde existiam ouro e muitas. outras riquezas? Ficaria nos Açores, na Ilha da Madeira, nas Antilhas ou na.s costas do Piauí, no Brasil? Quais os primeiros mmeradores que exploraram ouro e pedras preciosas no Brasil? Os portuguéses ou engenheiros egípcios? Buscavam apenas ouro e metais preciosos ou também salitre para o embalsamamento de seus mortos? Ou engenheiros mandados pelos reis Davi e Salomiio, em aliança com Q rei Hirã, nos anos 991 a 960 antes da era cristã? Quem primeiro oficiou fUnções religiosas aos índios brasileiros? Henrique de Coimbra ou sacerdotes da Ordem dos Magos da Caldea, da Suméria ou da Mesopotâmia? Foram os portugueses os primeiros a exportar. pau Brasil? Mas, se nas memórias de Georg Fournier, da Marinha francesa, não consta que os Bretóe$ e Normandos já trafictllvam com os selvagens do rio São Francisco, que lhes vendia o pau brasil? Perguntas dessa natureza estão implícitas nesta admi?"ável obra de LUDWIG SCHWENNHAGEN, qu~ pode ser liaa até por leitores de literatura circunstancial, como se lê um livro de mistério, tal o interesse que nos desperta, mas é obra de exaustiva pesquisa. A primeira. edição de ANTIGA HISTóRIA DO BRASIL é de 1928, da Imprensa Oficial de Teresina, e menciona sob o titulo: Tratado Histórico de Ludovico Sc1vtnennhagen, Professor de Filosofia e História. Como vemos, o autor assinou-se, não sabemos se por expontânea vontade, como Ludovico. Preferimos, na sua reedição, conservar-lhe o nome original, que é Ludwig. Pouco se sabe a seu respeito. Em Teresina existe uma memória no povo· de que "por aqui passou esse alemão calmo grandalhão que ensinava História e bebia- cachaça nas horas de folga, andava estudando umas ruínas pelo Estado do Piauí··. e outros do Nordeste, e que chegou a Teresina no primeiro quartel e 11
  10. 10. deste século não se sabe de onde, e morreu sem deixar rastro, não ~e sabe de quê, e andav a ~abiscando uns manuscrit os sobre a origem da raça Tupl, lendo tudo o que em pedra espalhada por ai. S~u n~me é t~o compli cado que muitos o chama m Chovenagua. É muzto pouco para se situar um estudioso de seu quilate . No livro Roteiro das Sete Cidades, de autoria de Vitor Gonçalves Neto, publicado pela Impren sa O~icial de Teresina, para as Edições "Aldeias Altas" , de caxzas, Maranhão em 1963 livro gostoso de se ler, em que descrf've as Sete' Cidades ; cita vários trechos de'Ste livro de Schwennhagen, comentando-os a~ravés de personag~s bem, ~i­ picos, o autor jaz o segumte oj~reczmento:. ~ . memo:za de Ludovi co Schwennhagen, proressor de Hzstona e Fllologia, que em maio de 1928 levant ou a tese meio abs?frd~ de que os fenícios foram os primei ros habita ntes do Pzaut. Em sua opinião as Sete Cidades servira m de sede da Ordem e do Congresso dos povos tupis. Nasceu em qualqu er lugar da velha Áustria de ante-guerras, morreu , talvez de fome, aqui n'algu m canto do Nordeste do Brasil. Orai por êle!" Encontramos na Bibliot eca Nacion al um livreto intitulado. Meios de Melho rar a Situaç ão Econô mica e Moral da População do Interio r do Amazonas confer ência dos drs. Ludwi g Schwennhagen, memb ro da Sociedade de Geografia Comercial de Viena, d'Ãust ria, e Lucian o Pereira da Silva, publicista. - Rio de Janeiro, tipogra fia do ··Jornal do Comércio", 1912. ]!;sse livreto reprod uz as conferências que fizeram esses dois estudiosos no salão nobre da Associação Comercial do Amazonas, na noite de 15 de agosto de 1910. Ali não só este autor se escreve com o nome origina l de Ludwig , como na confer ência seguinte, Luciano Pereira da Silva refere-se consta nteme nte às opiniões de seu colega, citando sempre o doutor Ludwi g. Na sua conferência, cita Schwennhagen que com o "Deputado Federal Monte iro Lopes, meu compa nheiro de viagem até à frontei ra peruana, estivemos com as pessoas mais dis~intas de Tefé. Fonte Boa, São Paulo de Oliveir a, Santa Rzta e outros. Estacionamos nessa viagem em mais de ~uG:renta c~dades, vilas e povoações . . . eu mesmo vi· sztez cmco sermgais, nos quais -examinei ... " Mais adiant e, à pg. 14, opina: "há ainda uma outra objeção import antíss ima: segundo meu plano de coloniza. ção, talvez dez mil família s poderi am ser domiciliadas aqui como colonos ... " - E ainda: "QUando os cearenses virem que como colonos ·domic iliados podem encon trar, para si e para suas família s, uma vida melho r e um lucro rnais alto que viajan do como nômades de um lado para o outro do pais ... " Vemos por ai que Ludwi g Schwennhagen já andava em uno percor rendo o Brasil e estudando as condições sociais oo povo brasile iro. Posteriormente iniciou longo curso de viagens por todo o interio r do Norte e Nordeste, cremos qt..te també m do Sul, tendo estado no Espírit o Santo, estuda ndo o aspecto das inscrições petrog líficas encontradas em todo o territó rio brasileiro. Infeliz mente não temos maiores dados sobre ele, quano o e onde morreu . Não encontramos referências a eLe nos documentos a que recorremos. Talvez na Austria se conheça mais sobre ele. Concitamos princip almen te ~s piauienses a buscarem maiores ~s sobre .es~e. "ale~ao calmo e grand alhão" que~ para explte ar a h_tst?r~a antzg~ e a origem da raça brasile ira, ~anta contnbuzçao dett ~ históri a do Piauí, tendo ali residido durant e anos, ensz. nado e pesquisado. Quant o ao seu livro ANTIG.4. HISTó RIA DO BRA·· SIL, tem sido fonte de estudos há ~is de quar~'!"ta anos, inspira ção do livro a que nos referzmos, de Vzto~ ç®ves Neto e motivo princip al de dois artigos em 3ornazs, um public ado no Jornal do Comércio, de Recife, em 16 de . março de 1969, de nossa autoria , e o último ~blícado no Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, em 21 de janetro de 1970, de Renato Castelo Branco . Devemos a divulga ção da obra de Sch1J!ennha_gen ao esforço e entusi asmo do emine nte engenhezr? Razmundo Nonat o Medeiros, delegado do Institu to Brasile iro de De· senvol viment o Flores tal do Piaui e Admin istrado r do Parque Nacion al de Sete Cidades, no mu"!'ic~~ de. Pi;~curu­ ca, região hoje tombada. como patrzmonto hzstonco, a úniCa pessda, talvez,· que possui um exemp lar dessa obra,. além do exemp lar existen te ·na coleção de obras raras da Bibliot eca Nacio; :al. Tivemos conhe ciment o dela em teve- CJo?t- 12 1.3
  11. 11. reiro de 1968, quando tomos a Teresi71;a a con•vite de nosso amigo João Bezerra da Silva. ~trave~ dele tra_vam_os , conhecimento com a nova geraçao de zntelectua_zs P!a'!lzenses, da qual destacamos o d~sem~argador Stm'l!,l~:;w_ de Souza Mendes, Arimathea Tzto Fzlho,_ ,For:tes 1 bzap~n:z, drs Darcy e Nodge, Otávio Bentes Guzmaraes, o Bc;-süw, cuÚores das melhores tradições de sua ter:a ~e ~ntu_sza_s~as colaboradores da divulgação daquele pa~nmonw hzs~onc? de Pzaguz. 1nüenar que são as ruínas das Sete Czdades Em maio de 1968 lemos no jornal O D~a, do Rio de Janeiro, uma notícia vinda dos Estados fjmdos, __ aco_m:panlwda da reprodução de um 9-uadro de szmbolos, dzzza o texto: "Encontrados na Parmba e le1!_ados para W althan, em Massachussets, nos EU A, estes szmbolos foram estudados durante quase cem anos. Finalmente o. pro[essor Cyrus Gordon, especialista em assuntos ,m_edzter~aneos, conseguiu decifrá-los. Indzcam que os, femczos estwera~ nas terras aue hoje formam nosso pazs, pelo menos dOls mil anos anús de Cristóvão Colombo descobrir a América e Cabral chegar ao Brasil". Dois dias após a publicação dessa nota, vimos em outro jornal outra nota "Lusos: Cabral ch~gou antes", em que alguns portugueses radicados no Brasll mostram-se mesmo "rovoltados manifestando a disposição de fazer uma representação' junto à Embaixada dos Estados Unidos ... " Logo abaixo, na mesma nota, afirma um professor do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que "o professor americano pode estar cer:to, lembrando que os Vikings, liderados por Ericson, estzveram na América antes de Colombo descobri-la. Acrescentou que o professor teve o mérito de decifrar os símbolos encontrados na Paraíba e levados para os EU A. Assinalou que a notícia o surpreendeu, porque nunca ouvira falar na existência desses símbolos em áreas do Nordeste''. Ora, não é c utro assunto se não esse,· o de que trata o presente livro, e de que tratam muitos outros livros já publicado~ no Brasil e em Portugal, na Inglaterra e em outros pazses, embora seja ANTIGA HISTóRIA DO BRASIL o que maís se dedica ao assunto. 14 Primeiramente vejamos o que traduziu o professor Cyrus Gordon dos símbolos encontrados na Paraíba: -Somos fühos de Canaã,, de Sidon, a cidade do rei. O comércio nos trouxe a esta distante praia, uma terra de rru:mtanhas. Sacrificamos um. jovem aos deuses e deusas exaltados no ano 19 de Hirã, nosso poderoso rei. Embarcamos em Ezion-Geber, no mar Vermelho, e viajamos com 10 navioso Permanecemos no mar juntos por dois anos, em volta da terra pertencente a Ham (Africa), mas fomos separados por uma tempestade e nos afastamos de nossos cornpanheiros e assim apartamos aqui, 12 homens e 3 mulheres. Numa nova praia, que eu, o almirante, controlo. Mas auspiciosamente possam os exaltados deuses e deusas intercederem em nosso favor". Essas inscrições foram· encontradas no final do século passado, em Pouso Alto, Paraíba. Foram de~cobertas pelo engenheiro de minas Francisco Soares da Silva ~otztnda, que dirigiu a respeito, um relatório, em 7 de JUlho ·de 1896, ao P:.esidente da província da Paraíba, o q~al foi transcrito na Memória constante do n. 0 4 da Revzsta do Instituto Histórico Brasüeiro. Foi justamente Rotunda quem copiou as inscrições de uma pedr~. Na oca_s~ o dr. Ladislau Neto examinou-as e as considerou c.pocrifas. Mas tendo sido eroviadas, cremos que primeiramente à França o sábio f'rancês Ernesto Renan as estudou deta · l.JLada:,;,ente e declarou serem de verdadeira origem ten,icia. Seguindo depois para os Estados Unidos, o assunto dormiu durante quase cem anos, até que o professor Cy- rus Godon, de Brandeis Universi.ty, em Boston, com a sua reconhecida autoridade em línguas mortas, aprofundou-se no assunto e decifrou-as tendo em principi() deste ano vindo ao Brasil para assenhoriar-se melhor, no local, da natureza das inscrições petroglíficas brasüeiras. Em 1896 foi publicado em Manaus um tratado do historiador Henriqu,e Onfroy de Thorqn, que p~etendeu interpretar as misteriosas viagens do rei Sai.omao. Thoron sabia latim, grego e hebraico e conhecia, ta_mbém ~ lfnguas tupi e quichua. I:tterpretou ele da bíblUI. ·hebrazca, pg.Zg,- 15
  12. 12. m•ã vra por pala vra , que a nar r-s o do I Liv ro dOs Reis sobre ·ude'US ·un ta com a a con stru ção .e .viagem ~ f~o! frot a dos tenzcws, do rel tra a .2'!;'~~ade Tiro ent ão u.-u. , i cap ital fenícia, refere-se ao a em a pro cur a de our o e perwd· A!~:~ [s~~~rJ!:~ ras . ' • ~ r uele loca l colóniaS e ensinan r . do aos md-cge,~ a mz::a ção e lavagem de our o pelo orm e descrição que nos deix sist em a dos e_gt~s • con ou Dio dor o, mz~uC?O~a t te, nos capz•tu lo" •• l2• do 3 ·o tom o de sua Hts ton a me~.. a, Um vers~. nosso grande hist oria dor e arqueó logo Ber naf !lo de Azevedo da Sitva Ramos, ama zon . . de 3 000 letr eiro s e inscriçõ ense, chegou a JUntar ~ftpteasem o~tros países americanos,es encontrados no Bra e aponte: sem:ha~iJ:! com inscriÇões encontradas em out ros pazses n , v ndo Ber nar do Ramos este"oe 'f:i~ de. Janeiro, estudou a, i~criçna Pedra da ~avea, 'f!O ~o ali _enc~trada, afir mo u ser de caracteres fenu:ws e ._raduzm-as. 8 Je' "Tir o, Fenícia, Badezir Prim ogé nito de Jet hab aal ". Essas inscrições fora m encont radas em 1836, no piCo dessa mo nta nha , a um a alti tud cada um a três metros. Badezir e <?-e 840 metr~s1 e mede reznou na Femcza de 855 a 850 a.C ., como 8eU; 12ai rein ara _em 887 a 866 . P~'"s! coí tclu ir que a inscrzçao, se considerarmos verdadezra tradução de Ramos, teri a sido gravai/o. ent re os a'f}O.S 8~~ a 850 a.c . e pro var ia a evid ência de que os fen~'?s 3a antes da era cris tã teri am este ndido sua s e:rpedzç~es d Am éric a do Sul e essas inscriçõ es teri am tido o intu Jto de imo rtal izar a gÍó ria do nome fenício, alé m da simples demarcação das entradas ao inte rior do Bra sil. Ale xan dre Bra ghi ne, no seu Uvr o O Eni gm a da Atl àntida , Irm ãos Pongef:ti Editores, 2" edição, 1959, sus ten ta a tese de que o berço da civiliza ção Sul de povos descendentes do teri a sido a Am éric a do con tine nte Atlâ ntid a. A teo ha sobre a Atlt i.nt ida apa rece em milh are s de obr as, desde Platão, que a me ncio na nos Critias. "Er a um país - dizia Pla seu s diálogos Tim ea e do além das colunas ele Hércule tão - que fica va situ as (o estr eito de Gib ralt a1 até às ilha s de Cabo Ver de) . Essa ilha era ma is vas ta que a Líb ia e a Asia reunidas, e os navegantes passavam 16 dela par a out ras ilha s e destas r)ara o con tine nte que bor da esse ma r". Referia-se o füós ofo, evidentemente, à Am é· rica. Tam bém Hom ero alu de a ela, e Solon, Euripedes, Est rab ão, Dio nís io de Halicar nasso, Plin io. Até sobre um hip oté tico con tine nte den omi nad o Mã , desaparecido no Pacífico, leva nta ram -discussõe s e é tem a do livr o The Lost Con tine nt of Mã , de James Chu rch war d, editado nos Estados Unidos. O aut or manuse ou o Codex Cor tesi anu s e ana liso u as duas mil pedras com inscrições descobertas por Niv en no noroeste do Mé xico par a refo rça r sua teoria. Tradições irra iga das de povos orie nta is, chineses, ti· betanos, ind ian os, mongóis, se refe rem a um con tine nte situ ado no Pac ífico e que teri a submergido em conseqüên· cia de um a gra nde catá stro fe. E os homens daquele contine nte já disp unh am ele apa reLh mesmo a capacidade de podere os voadores e possuíam m via jar pelas estradas siderais deséonhecidas e atin gir os desembarcadouros de distan tes pla net as. . São teo rias e ant iga s tradiçõe s que apresentamos apenas como referências. Mas, volt and o a Ale xan dre Bra ghi · ne, cita ele ã pg. 258 de sua obr a: "Os prin cipa is arqueólogos que per cor rera m o Ma to Grosso são os srs. R. O. Ma rsh , o general Cândido Ron don o dr. Barbosa, Ber nar . do da Silv a Ramos, Lec om te, A. Fro t. Ramos e Fro t descobriram naquele Estado inscrições rupestr es em fe':':,Ício, em egípcio e até em líng ua suméric · tos escritos em· caracteres ulfa a, assim como tex · bét icos análogos aos empregados ant iga me nte em Cre ta e Chipre. Certam ent e são surpreendentes essas descobertas, porém . Ma rsh chegou à conclus ão de. que o Ma to Grosso enc erra vestígios de um a civi liza ção mu ito ma is ant iga que a dos fenício s e cários. Como já disse ant erio rme nte , as trad ições correntes ent re os indí gen as fala m num gra nde e poderoso imp é· rio que se este ndia em tem pos par a o Oeste e o Nor te dé Ma mu ito afastados, to Grosso e nessas lendas parece hav er fun dam ent o''. Na me sma obra: d 153, Braghine- menciona um a car ta que recebeu do Bra sil,. do eng enh eiro ApoUn.ário Fro t, que diz ia: "Os Fenícios seT'Viam-se, par a gra var suas . pg. 1.7
  13. 13. inscrições sul-americanas, dos mesmos métodos que os antigos egípcios usavam nos primeiros tempos para a sua escrita hieroglífica. Estes métodos eram empregados pelos astecas como também pelos povos desconhecidos aos quais se atribuem os petróglifos da bacia do Amazonas. O resultado de minhas investigações é tão surpreendente que eu hesito em publicá-lo. Para dar-lhe uma idéia, basta dizer que tenho em mãos a prova da origem dos egípcios: os antepassados desse povo saíram da América do Sul". Ora, resultados tão surpreendentes que Frot se recusava a publicá-los, temendo contrariar as verdades estabelecidas, são bem explicáveis, porquanto Humbolàt, que tanta contribuição deu ao Brasil nos sem estudos da vegetação amazónica, das condições climáticas e até de inscrições, foi atingido pela ord.-om régia em 2 de junho de 1800, que proibia a entrada de estrangeiros nos domínios das províncias do Pará e do Maranhão. Mas as notas de Apolinário Frot devem existir em algum lugar e, se elescobertas, muito adicionariam aos estudos das or.gens do povo brasileiro. Cândido Costa, paraense, fOi outro historiador que muito se dedicou ao estudo das inscrições encontradas no Brasil. Em 1896 publicou em Belém, Pará sua obra o Descobrimento da América e do Brasil, em homenagem ao quarto centenário do descobrimento do Brasil. Em 1900 tendo ampliado a mesma obra, publicou-a em Lisboa pe~ antiga Casa Bertrand. de Jo;;é Bastos- Mercador Livros, com o título As Duas Américas. Nessa obra Cd.ndido Costa menciona inúmeras inscrições e obras de arte e utenGZ"lios antigos encontrados no Brasü. · Menciona ele à pg. 38: "Lorde Kingborough dispensou somas consideráveis para provar que às tribos de Israel é que o Novo Mundo deve a origem de suas civilizações; e Bras~eur de Bou_r~ourg reconheceu entre os selvagens do ~é:rwo e~ 4merrca Central o verdadeiro tipo judaico, assmo e. egzpczo, .,fendo tam_bém observado perfis gravados nas ruznas de .~..>.arnac muzto semelhantes aos da JudêUI:'. Escn:eveu Ferdinand Denis que, tendo o conde de Nassau envzado ao centro de Pernambuco um seu compatriota encontrou este duas pedras perfeitamente redondas e so~ brepostas, e outras amontoadas pelas mãos dos homens, e de 18 as comparou com alguns monumentos toscos que vira em Drenthe, na Bélgica. José de Sá Betencourt Acioli natural de Minas Gerais e bacharel em ciências natur~is pela Universidade de Coi??!bra, fundanqo em 1799 um estabelecimento de plantaçoes de algodao nas margens do rio Das Contas, na Bahia, em terras compradas do capitão-mar João Gonçalves da.Costa Dias, por ocasião das escavações para firmar alicerces de uma casa nesse terreno, encontrou uma espada com copos de prata, e prosseguindo as escavações foram ainda encontrados pedaços de louça puríssima da Asia e 4i1Versos artefatos de vidro com bordados e doumdos. Existe também uma Memória, datada de 1753, em que o seu autor dá notícia de uma cídade abandonada no interior da Bahia, na qual existiam palácios, insc:ríções, colunas, aquedutos, ruas, arcos. É mencionado nessa Memória que certo indivíduo chamado João. Antônio achara nas ruínas das casas da dita cidade um dinheiro em ouro, de forma circular, tendo de um lado a figura de um jovem ajoelhado e,- do outro, arco, coroa e seta. Como preciosidades que foram encontradas numa praça, cita uma coluna de pedra preta e de grandeza extraordinária, e sobre ela a estátua de um homem regular, com a mão na ilharga esquerda e o braço direito estendido, mos. trando com o dedo index o polo Norte; e em cada canto da praça estava uma agulha imitando as que usavam os romanos, mas algumas já estragadas e partidas. Em 1840 chegou à Bahia a. fragata dinamarquesa Bellonne, com os tenentes Svenson; Schuls, e o naturalista. Kruger, encarregados de examinarem as ruínas dessa cidade, mas não lhes fOi possível descobrir o local em que estava localizada. Antônio Galvão, no seu Tratado dos Descobrimentos Antigos e Modernos Lisboa, 1731, cita à pg. 8: "No ano 590, antes da encarnação de Cristo, partiu da Espanha uma armada de mercadores cartagineses feita a sua custa, e foi contra o Ocidente por esse mar grande, ver se achavam alguma terra; diz que foram dar nela. E que é aquela a que agora chamamos Antilhas e Nova Espanha, que Gonçalo Feirui:ndes de Oviedo quer que nesse tempo fosse já descoberta". O mesmo Galvão afirma que os antigos 19
  14. 14. não só conheciam a América, como a sua primitiva população é oriunda âa Asia. Cândido Costa diz, na obra citada, rejerindo-se ao "Santuário da Lapa", em Pernambu_ço: "Se ficar provado que este antigo templo é obra humana, estará provada também a existência de uma civilização pré-histórica no Brasil". E menciona também que Robert M. Larney, reitor de Clanfert, escreveu uma carta ao editor de Public Opinion, alegando que São Brandão, o patrono de sua igreja, ca~ tedral de Clonfert, Galway, na Irlanda, fundada em 558 de nossa era, não somente colonizou a América 900 anos antes do nascimento de Colombo, como também evangelizou uma porção do povo daquele país, naquela época. Há também na Irlanda a lenda de que São Patrício percorreu diversas partes do Atlântico. Como vemos, é va~ta a literatura e as teorias, teses e hipóteses levantadas quanto à descoberta e colonização do Brasil por povos antigos. Mas nenhum se aprofundou tanto no assunto quanto LUDWIG SCHWENNHAGEN nesta obra. E mais extensos são seus estudos etimológicos sobre a origem da língua tupi. Esta obra terá vida longa na literatura histórica brasileira, principalmente a partir de agora, quando o Patrimônio Histórico, através de seu diretor Renato Soeiro e . . ' por znspzraçao e grande inter0sse de Renato Castelo .Branco no exame das ruínas e inscrições das Sete Cidades, vai sub.ven~onar pesquisas nas qreas (T_,a Nordeste, nomeando Umverszdades e Museus em vários Estados do Brasil como seus representantes regionais principalmente o Museu Goe!di, .d? Pará, através de seus pesquisadores, que dev~a.o vza1a~ neste ano em visita às Sete Cidades. É iniczat,'tlva, enftm, de enfrentar-se o problema. E esta obra sera, talvez, a maior fonte de consulta. Moacir C. Lopes setembro de 1970 20 CAPíTULO I O ESTUDO DA HISTóRIA DO ANTIGO BRASIL O Brasil possui uma extensa literatura sobre sua "pré-história"; os autores dessas obras chamam-se também "indianistas", devido aos seus estudos sobre as lín· guas e dialetos dos antigos habitantes deste continente São trabalhos de alto interesse e grande valor, como o~ de Couto Magalhães, do pernambucano Alfredo Carvalho cuja morte prematura foi lamentável, assim como d~ muitos outros. Mas, essas obras não tratam da história, não procuram as datas cronológicas para os acontecimentos que descrevem. Por isso elas não encontram o nexo das coisas, que é o fio condutório no desenvolvimento dos povos do nosso planeta. É muito interessante. raciocinar que o planalto de Goiás foi o primeiro ponto seguro da crosta terrestre; dizer que a raça tapuia nasceu autóctone no Brasil há 50 milênios, ou calcular que a Atlântida foi antigamente ligada com o Brasil e ficou afundada entre 90 mil a 9- anos antes de Cristo.· Essas são lendas paleológicas, com as quais não pode contar a historiografia. . ~ . .. ... .. O estudo da antiga . história brasileira começou no Norte. Em 1876, apresentou ·Onfroy Thoron, em Manaus, 21
  15. 15. seu excelente tratado sobre as viagens das frotas do rei Hirã de Tiro da Fenícia e do rei Salomão, da Judéia, no rio Amazo'nas, nos ano~ 9.93 a 960 antes de Cristo. <1> O sucessor de Thoron em Manaus é Bernardo Ramosr 2 >, um legítimo amazonense, com os traços característicos da descendência tapula, também com a inata modéstia dessa antiga raça brasileira. Bernardo Ramos é hoje o primeiro paleógrafo çlo Brasil, um Rui Barbosa no terreno das ciências arqueológicas. Sua obra é o produto dum trabalho assíduo, de 30 anos; são quatro grandes volumes, com as cópias de 3. 000 letreiros e inscrições, a metade do Brasil e de outros países americanos, a outra parte dos países dos três velhos continentes. O autor compara sempre as inscrições americanas com inscrições semelhantes dos países do velho mundo, para provar a homogeneidade da escrita_ Bernardo Ramos foi primeiro numismático e vendeu algumas coleções de moedas, com bom lucro. hsse dinheiro, ele o aproveitou em fazer viagens longínquas às três Américas, visitou também Europa, Egito e Babilônia, para estudar, em todos esses países, as antigas inscrições. A obra de Bernardo Ramos ainda não está impressa. O autor apresentou o seu manuscrito, com todas as fotografias e desenhos anexos, sucessivamente aos presidentes drs _ Epitácio Pessoa e Arthur Bernardes, que examinaram minuciosamente a obra e prometeram providenciar sobre a impressão de trabalho tão valioso. É de esperar que dificuldades não se sobreponham à publicação de tão erudito e importante trabalho. Cândido Costa, o grande historiador-colecionador do Pará, mandou publicar o seu magnífico livro As Duas Américas, prudentemente, em Portugal. Esse livro vale para o Brasil como uma biblioteca de história universal ( 1) - (2l - 22 Henrique O?froy de Thoron, monografia intitulada Voyage~ des Va1sseaux de Sa!omon au Fleuve des Amazones, publicada em Gênova em 1869 e em Manaus em 1876. Consta também do tomo IV dos Anais da Biblioteca e Arquivo Público do Pará, de 1905. (N. do Apres.) Bernardo da Silva Ramos, Inscrições e Tradições da América Pré-histórica fN. do Apres. ) nas faculdades de letras do. Sul do Brasil. Seu livro é farto em notícias importantes sobre o antigo Brasil, obrigandc o leitor a pensar e iniciar novos estudos. Apreciável e coerente é, por exemplo, a crítica do autor a respeito do chamado Santuário da Lapa, em Pernambuco, de que afirma: "Se ficar provado que esse antigo templo é obra humana, provada será também a . existência . da Civilização pré-histórica do Brasil". Isso é claro e inegável. O autor deste tratado pesquisou, no interior de Pernambuco, aquele importante edifício pré-histórico. No respectivo capítulo serão explicados todos os pormenores desse testemunho da antiga civilizàção e da clarividência histórica de Cândido Costa. No Maranhão formou-se, em redor da simpática figura do jovem professor Ruben Almeida, um novo centro de estudos históricos, para indagar do passado máranhense e restabelecer a antiga fama da "Atenas Brasileira". No Piauí, o interesse pela história antiga do l!:stado faz parte. do seu patrimônio intelectual. Desde o erudito Governador do Estado, que favorece generosamente todos os estudos científicos píauienses, até o novíssimo aluno do Liceu ou da Escola Normal, existe em todos o mesmo interesse pela história da antiga pátria dos Tabajaras.13J O Ceará é um notável centro de inteligência e energia intelectual, onde se estuda, com alto interesse, as coisas históricas. Na primeira fileira estão as figuras proeminentes do senador Thomaz Pompeu e do Barão de Studart, que exortam pelo seu trabalho infatigável seus c~ntempo· râneos, assim como a geração jovem, para se dediCarem a novos estudos. Mesmo nas cidades menores, como Camocim, Sobral, Quixadá, Baturité e muitas outras, existem Odilon Nunes, o notável historiador piauiense, ded~ca al. gumas páginas. a~ assun~~ tratado nesta. obra, refermdo-se .. · a ela e às· opinioes emitidas por Ludw1g Schwennhagen, na sua Pesquisas para a Hi~tória do Piauí, Vol. I, J:mprensa Oficial do Estado do Piáuí, 1966. <N. do Apres.) t3) _
  16. 16. centros intelectuais, onde se trabalha e estuda a história e a pré-história da terra cearense. (4) Nos quatro menores Estados do Nord~ste encontrou sempre 0 autor deste opús~ul? um forte _mteresse pelos estudos da antiguidade brasrlmra Os Prestdentes dos Estados facilitaram as suas indagaçõe~ er:n t~da parte; os Institutos Históricos forneceram-lhe mdtcaçoes t~porta?: tes sobre todos os pontos da história. Esses ~nstttut~s Ja possuem pequenas coleções de cópias de letreiro~ antigo~, provenientes do interior desses Estados. Tambem part~­ culares se ocupam com o estudo das inscrições. ~m Acan, no Rio Grande do Norte, encontramos um agncultor e desenhista, José Azevedo, que nas suas horas livres c~­ piou os letreiros da região, com muito cuidado, e compilou um interessante quadro de letras do antigo "alfabeto brasílico", sobre que falaremos adiante. Em Bananeiras, na Paraíba, surpreendeu-nos o filósofo-químico José Fábio com um grande quadro de letreiros, apanhados nos rochedos da Serra dos Cariris Velhos. Havia tirado também pequenas quantidades da tinta encarnada, com a qual são sobrepintadas as linhas cravadas nas pedras. O exame químico dessa tinta revelou a mistura de óxido de ferro com um elemento gomoso vegetal, que os antigos químicos fabricavam com tanta felicidade e que resistiu, com sua cor viva, ao sol e à chuva, durante dois milênios. Em Picuí, na Paraíba, conseguimos obtPr, no Paço Municipal, do comerciante José Garcia e de outro senhor, cópias de inscrições que existem na vizinhança daquela cidade, com indicações exatas dos respectivos lugares. Muito grande é também o número dos prefeitos que nos deram minuciosas intormações sobre os letreiros que existem nos seus municípios. (Sl (4l - <51 - Também Gustavo Barroso dedicou-se a esses estudos em Aquém da 'tlântida (N. do Apres.) "Contudo, as inscrições lapidares que se encontram em penhascos e grutas, por muitas partes do Brasil, especialmente_ no Nordeste e na Amazônia, quando não esculpidas, sao desenhadas com tintas que, pelo frescor e nuanças que ainda guardam, levam a crer foram feitas com alguma substância mineral que as torna quase indeléveis. Esses fatos constataremos oportunamente perante a crítica dos incrédulos, que reclamam cópias fotográficas dos letreiros e certificados elucidativos sobre a veracidade de tais comunicações. É-lhes fácil tal crítica, a eles que nunca andaram mesmo nos sertões e nunca viram um só letreiro com seus próprios olhos. Petróglifos que existem em rochedos há 2000 a 2500, não é possível fotografá-los. Ficam cuidadosamente desenhados; verifica-se com os dedos, com boa lente as linhas meios gastas, tiram-se com faca as crostas sobrepostas e reconstrói-se, com critério, o conjunto da antiga escrita. íB) Foram traçarias por artífice duma civilização que havla ultrapassado a idade da pedra, e que já se utilizava de metais e se tornara capaz de elaborar uma composição química. Os índios contemporâneos da conquista akibuíam tais pictografias a seus avoengos mais remotos, ~o­ quanto pesquisadores modernos presumem que foram deixadas por povoadores doutra casta de gentios que antecedeu as dos ·gentios da época do Descobrimento. ou mesmo pertencentes a alguma civilização que floresceu no continente oriental. Uns aceitam-nas como simples passatempo ·de seus autores, outros, como propósito comunicativo e até mesmo descritivo, aqui deixadas por tribo nômade ou povo errante ainda não identificado. Ainda outros pretendem elucidar as dúvidas e afirmam que foram gravadas pelos fen!cios, há cerca de 2500 anos:-"os argumentos em torno da tese histórica com referência aos fenícios, são. por v~zes pueris, outro~ repousam, entretanto, em critério científico e, pela _complexidade do assunto, abrangem tuda a área cultural dos primtivos americanos."- Odilon Nunes, Obra c1t pg. 24/25. (N. do Apres. ) (6) - Em página anterior refere:se _o ~~tor a Be~ardo d3: Silva Ramos, em cuja obra, entao med1ta, apareciam cópias de quase 3. 000 letreiros, e formulava Schw~nnhal!en. esperanças de que fosse publicada, dada sua unport~nCla. Foi essa exc~pcional obra de Ramos editada :10 R1o d:e Ja. ri.eiro, em 1930, pela Imprensa O_fici~l.. Consta de ?~1s volumes num total de mais de m1l pagmas, com cop1as de cerca de 3.000 inscrições encontradas no Brasil e em c:utros países. Numa das primeira~ páginas co':ls:a o seg~nr:­ te Parecer, conferido pelo Inst1tuto Geografwo. e Hlstotico do· Amazonas: "A Conússão de Arqueologia, examinando o trabalho apresent<>do pelo Coronel Bernardo de Azevedo da Silva 25
  17. 17. o engenheiro francês ~pollinari? Frot, que viveu .30 anos no interior da Bahia e JUntou ah cerca de cem cópu~.s de inscrições e letreiros· constatou que tod_?S esses petroglifos são documentos da antiga minera~ao. Enco~tr;>u a chave dos sinais compreendeu as medidas das distâncias e o sistema d~s. antigas estradas de penetração. Finalmente, descobriu o sr. Frot que há 300 anos antes o português Roberto Dias tinha encontrado ~ con:pr~endido 0 sianificado desses letreiros, que lhe havmm md1cado o Iuga~ das ricas minas de prata, na bacia do alto São Francisco. <7 > Ramos, sobre "Inscrições e Tradições do Brasil Pré-his.. . _ . tórico", c'Onsiderando: - que isolados os símbolos das mscnçoes eXlbldas correspo~dem eles a caracteres d~ ~lfabetos _feníc.io, gre. go, pal~ográfico, grego de inscnçao, hebra1co, arabe e chinês; - que a coordenada dos caracteres forma palavras: - que a sucessão das palavras, assim representadas, · forma sentido; - que a autenticidade das inscrições ·é assegurad:l, ora por fotografias, ora pela autoridade das obras c<e onde foram extraídas; - que as tradições referidas no trabalho estão vulgarizadas por autores cuja competência não se pode contestar; - que os desenhos da cerâmica, representada nesse trabalho, correspondem ao estilo grego; - que esses desenhos, pela sua precisão e simetrJa, jamais poderiam ser feitos pelas tribos indígenas, exis. tentes no Brasil por ocasião de sua descoberta; - que aquelas inscrições foram indubit!l.velmente produzidas por mão humana e hábil; resolve julgar o aludido trabalho digno de ser aprovado e aceitas as suas respectivas teorias e conclusões. Manaus, 4 de maio de 1919 (a) João Baptista de Farias e Souza Nicolau 'I'olentino José da Costa Teixeira". (N. do Apres. 7 J 2ii - Alexandre Bmgh:ne, em sua obra O Enigma da Atlântida, Irmãos Pongetti Editores, 1959, tra~ução de Marina BasLian Pinto, do original The Shadow of Atlantis, também se refere a A. Frot, à pg. 153: "Viajando pelo norte do Brasil há uns quinze anos, tive ocas,ão de encontrar na Está largamente provado que existiu, no primeiro milénio antes da era cristã, uma época de civilização brasi· leira. Já conhecemos dois mil letreiros e inscrições espalhados sobre todo o território brasileiro e escritos nas pedras com instrumentos de ferro ou de bronze, ou com tintas indt;léveis, qmmicamente preparadas. Essas inscrições petroglíficas foram feitas por ho· mens que sabiam escrever e usaram os alfabetos dos povos civilizados do Mar Mediterrâneo. Já provado também se acha que éxistiu uma navegação transatlântica entre esses povos e o continente brasileiro, durante muitos séculos antes de Cristo. A maior parte dos letreiros brasílicos são escritos com letras do alfabeto fenício e da escrita demótica do Egito. Existem também inscrições com letras da antiga escrlre babilônica, chamada sumérica. Além disso temos Bahia um engenheiro francês, res:dente no país havia cinqüenta anos ....... Recebi mais tarde do sr. Frot, uma carta muito interessante que assim se pode resumir: "Os fenícios serv!am-se,_ para gravar suas i~scriçães sul-americanas, dos mesmos métodos que os antigos egípcios usavam nos primeiros tempos para a sua escrita hieroglífica. Esses métodos eram empregados pelos astecas, como também pelos povos do Amazonas. O resultado das minhas investigações é tão surpreendente que eu hesito em publicii.Io. Para dar-lhe uma idéia, basta dizer que tenho em mãos a prova da origem dos egípcios: o~ antepassR.dos desse povo saíram da América do Sul. E.-.s tinham criado três poderosos impérios dos quais dois no continente que acabo de citar e um no Antigo Continente. Este englobava o noroeste da Africa, a península Ibérica e as ilhas vizinhas. Os pré-egípcios tinham partido de E79 42' 45" de longitude oeste de Greenwich <Frot não indicava a latitude): o fato está mencionado em um antigo documen. to tolteca que possuo e o qual contém ao mesmo tempo uma história resumida~dos pré-egípcios. Ainda mais, d~s­ cobri na-Amazônia uma inscriçãó que narn a viagem efetuada na terra que ho]e é a Bolívia, por um certo sacerdote pré-egípcio". A inscrição à qual alude este trechO ca interessante carta de Frot, é sem dú;ida a qt:e foi de&~ coberta na bacia do rio Madeira. Este acontecimento produziu sensação 11aquele tempo_ na imprensa_ brasileira. A decifraÇão do texto prova- 'que em época. remota um ~r.u~o de pré.eglpcios foi ter às minas de prata da BollVla · lN. do h;Jres. >
  18. 18. truído o império dos Atlantes pela dinastia ibérica dos Geriões, que fundaram um poderoso império nacional na península, com a capital Carteja. letreiros escritos com hieróglifos egípcios, e podemos diferenciar, em outros lugares, variantes de letras que se encontram nas inscrições da ilha de Creta, da Cária, da Etrúria e Ibéria. Encontram-se também letras gregas e mesmo latinas. Os sábios especialistas que se dedicam só ao estudo da petroglífia compreenderão mal esse "caos" da antiga escrita brasileira. O historiador tira suas conclusões numa outra base. O estudo da história começa com a cronologia. Primeiro se indaga a data histórica dum acontecimento, ou duma inscrição. No caso de ser impossível encontrar o ano, procura-se a década; se essa também é incerta, define-se o século, no qual se deu o acontecimento. As navegações dos Fenícios começaram 2500 anos a. C. , mas limitaram-se, durante muitos séculos, ao mar Mediterrâneo. O estreito de Gibraltar foi dominado pelo império dos Atlantes, cuja capital foi Gades; a dinastia de Atlas reinou em ambos os lados do estreito cerca de 500 anos. Fora do estreito, nas costas e ilhas atlânticas dominaram os Tartéssios, cuja capital era Tartessos (ou Tarsos, na foz do rio Ton Tarsis) Guadiana. As frotas dos Tartéssios andaram, como disse o psalmista hebraico Davi, em todos os mares, e sua capital possuía riquezas iguais às riquezas da Babilônia. Esses antecessores dos Portugueses já navegavam entre a Península Ibérica e América Central 1500 anos antes da era cristã. É provável que os Tartéssios navegassem também nas costas do Brasil. Os Atlantes, bem como os Tartéssios foram sobreviventes e refugiados da Atlântida, cujo último desmoronamento devemos colocar na época de 2000 a 1800 a. C. Os Atlantes, que se domiciliaram em Marrocos e no sul da Ibéria, tornaram-se um povo conquistador. Platão conta que eles quiseram subjugar todos os povos do Mediterrâneo e apareceram também com grandes. exércitos na Grécia, mas sofreram uma derrota perto de Atenas. No Pel?poneso: um filho do rei Atlas fundou um reinado, e a filha Maia casou com outro rei da mesma península que era aliado dos Atlantes. Cerca de 1300 a. c. foi des: 28 Os Tartéssios se abstiveram de qualquer ingerência nas lut~~ continentais e limitaram-se ao seu império marítimo. Os fenícios aproveitaram-se da queda do império dos Atlantes e procuraram uma aliança com os Geriões, bem como uma amizade e aliança comercial com os Tartéssios. Ambos concordaram que os Fenícios estabelecessem uma estação marítima em Gades e que suas frotas mercantes pudessem passar o estreito, para navegarem nas c-estas atl&"l.ticas _ Isso foi cerca do ano 1200 a. c. , quando já a cidade de Tiro (ou Turo) tinha alcançado a hegemonia sobre todas as cidades e colônias fenícias. Em 1100 a. C. chegou a primeira frota dos Fenícios às costas . do Nordeste do Brasil, e em 1008 a. C. entrou o rei Hirã de Tiro numa aliança com o rei Davi da Judéia, para explorarem comumente a Amazônia brasileira. O rei-psalmista conta esse acontecimento com as seguintes palavras: "0 meu Senhor encheu meu coração com prudentes conselhos. Para edificar ao Supremo um templo digno de sua glória, precisava eu dum aliado que me ajudasse com a sua riqueza. Deus me mostrou Hirã, rei daquele poderoso Tur, que ganhou tantas riquezas pela sua aliança com os Tartéssios, cujas frotas andam em todos os mares." E, .num outro psalmo, disse Davi: "Quando. o Supremo mandar seu delegado, o Messias, to· dos os reis desde mundo se submeterão ao seu impérid, e apresentarão tributo e ricos presentes: os reis do Egito, da Núbia, de Tartessos e das ilhas longínquas do Oceano. " '· Verifica-se que Davi, o aliado dos Fenícios, tinha seguro conhecimento do império marítimo dos Tartéssios e sabia que os Fenícios já haviam feito parte desse domínio colonial. Davi morreu em 997 a. C. e temos, nessa data histórica, um ponto seguro para o nosso cálculo cronológico ·da antiga história. brasileira. No capítulo seguinte será explicada a primeira viagem transatlântica dos Fenícios, cerca de 1100 anos a. C. 29
  19. 19. e contaremos a estada dos Fenícios no Brasi~ desd~ esta data. A metrópole da Fenícia; a cidade de T1yo, fm destruída por Alexandre Magno em 332 a. C. ; ate es~a data, quer dizer durante 769 anos, conti?~aram as rela~~es marítimas e comerciais entre a Femcm (a atual ~Iria) e o Brasil. As emigrações de Egípcios para o Brasil, em navios dos Fenícios, começaram no tempo do ~surpador Chechonk, que se apoderou do trono do~ Faraos em 9_35 a . c. Essa imigração recebeu um novo Impulso pela m~ vasão dos Núbios, sob o chefe Napata em 750 a·. C?., qu~ anarquizou todo o Egito. Os Cartagineses partiCipara~ do domínio brasileiro dos Fenícios desde 700 a. C. e ficaram ali até a destruição de Cartago pelos Romanos, em 147 a . c. , quer dizer durante 553 anos. cas por um processo químico se poderá verificar se elas contêm escritos. Finalmente, é de supor-se que os chefes dos povos tupis, principalmente os sacerdotes-piagas, aprenderam o modo de escrever dos estrangeiros e o preparo das tintas indeléveis. Assim começou também o costume entre os povos indígenas, de fazer desenhos artísticos e humorísticos nas paredes lisas dos rochedos, costume que se estendeu até a América do Norte. O investigador cuidadoso, porém, encontrará sem dificuldaães, grande diferença entre as inscrições da escrita fenícia-egípcia e as similares petroglíficas do humorismo dos indígenas. Nessa época, que s~ estendeu ~uase sobre um milê: nio inteiro, foram escritos os letreiros que encc:ntr~mo., ainda hoje nos rochedos do interior do Brasil. N~o e possível que todos eles sejam escritos pelo mesmo sistema e alfabeto. A escrita dos Fenícios modificou-se~ nesse gr~­ de espaço de tempo, diversas vezes. Tambem a escnta demótica dos Egípcios não ficou sempre na mesma. Formou-se o alfabeto grego e depois apareceu o alfabeto itálico-latino. Os Cartagineses foram um povo conquistador e levaram nos seus navios tripulantes e soldados de diversas nações. As inscrições brasileiras foram escritas por mercantes e mestres de obras das minas. Foram comunicações deixadas pelas diversas expedições, para indicar o rumo das estradas, as distâncias do~ lugares e a situação das minas. É muito provável que tenha desaparecido, no correr do tempo, uma grande parte dos letreiros e quase todos que foram escritos em placas soltas. Bernardo Ramos encontrou algumas placas com escritos em Atuma, no Amazonas. No Museu Goeldi, no Pará, existem alguns vasos com letras, que foram encontrados nos aterros da ilha de Marajá. Na sala do Sumé, do Castelo das Sete Cidades, no Pauí, existe ainda a chamada "biblioteca", contendo dúzias de placas de pedras coladas pela ação atmosférica, umas em cima das outras; talvez, desligando-se essas pia- 30 31
  20. 20. CAPíTULO II LISTA CRONOLóGICA DOS FATOS HISTóRICOS, DESDE 1100 ANOS ANTES DE CRISTO ATÉ 1500 DEPOIS DE CRISTO I - O PRIMEIRO DESCOBRIMENTO / O escritor grego Diodoro (da Sicília) dá-nos, nos capítulos 19 e 20 do 59 livro da sua História Universal, a descrição da primeira viagem duma frota dos Fenícios que saiu da costa da África, perto de Dacar, e atravessou o oceano Atlântico no rumo do Sudoeste. Os navegadores fenícios encontraram as mesmas correntezas oceânicas de que se aproveitou Pedro Álvares Cabral para alcançar o conti."lente brasileiro, e chegaram com uma viagem de "muitos dias" às costas do Nordeste do Brasil. · Conforme o cálculo cronológico, dado no capítulo precedente, devemos colocar essa viagem, esse primeiro descobrimento do Brasil, na época de 1100 anos a. C. Díodo· ro corità a viagem da--rrota dos Fenícios quase com as mesmas palavras com qu~ narram os compêndios esco· lares brasileiros a viagem de Cabral: os navios andavam 33
  21. 21. para o Sul, ao longo da costa da África, ~as, subitamente,. perderam a vista do continente e uma VIolenta tempestade levou-os ao alto mar. Ali, perseguindo as mesmas correntezas, descobriram eles uma grande ilha, com praias lindas, com rios navegáveis, com muitas serras no interior. cobertas por imensas florestas, com um clima ameno, abundante em frutas, caça e peixe e com uma população pacífica e inteligente. Os navegantes andaram muitos dias nas costas dessa ilha (que foi a costa brasileira entre Pernambuco e Bahia), e tendo voltado ao mar mediterrâneo, contaram a boa nova aos Tirrênios, que eram parentes e aliados dos Fenícios de Tiro. Estes resolveram logo mandar também uma expedição à mesma ilha e fundar ali uma colónia. Para compreender essa narração de Diodoro, precisamos nos ocupar com a obra desse grande escritor.· Nascido em Agrigento, cidade grega da Sicília, viveu em Roma, como contemporâneo de Cícero e Júlio César, com os quais esteve em relações amigáveis. Escreveu uina história tmiversal em 45 livros, dos quais possuímos mais da terça parte. Era um historiador muito~consciencioso, fez longas viagens, e sabia numerosas linguas. Sua obra é uma fonte inesgotável para os nossos conhecimentos da antiguidade. Como grego, não era ele amigo dos Fenícios e dos Cartagineses, mas reconheceu o grande valor dessas nações de navegantes para a civilização geral dos povos. Seria uma ofensa pueril contra a historiografia pretender que Diodoro tivesse inventado aquela narração da viagem transatlântica dos Fenícios. Temos para isso uma confirmação indireta de parte do mesmo escritor. Em outro lugar fala Diodoro sobre a viagem duma frota cartaginesa na costa da Africa, até o golfo de Guiné. Foram 50 grandes cargueiros, chamados carpássios, com 30. 000 pessoas a bordo, para o fim de· fundar colôni!l3 no Sudoeste da África. Era chefe da expedição o general Hannon, que foi encarregado de estabelecer um grande domínio colonial para Cartago, no lado. oriental do Oceano Atlântico. Essa viagem .foi realizada cerca de 810 anos a. C. ; mas a expedição não obteve re-· 4 sultado. Diodoro enumera todas as estações da viagem e indica as distâncias geográficas, que correspondem exatamente às atuais. Os Kerneos, um povo civilizado, resquício da Atlântida desfeita, que moravam na costa do Senegal ,ajudaram aos Cartagineses, para encontrarem lugrues para a :QrQj§t~da C9lonização; mas as condições do país eram tão selvagens que ninguém quis ficar ali, e Hannon foi obrigado a voltar, com todos os navios e passageiros, à sua terra. Essa narração prova que Diodoro conhecia bem a situação da África Ocidental, do Oceano Atlântico e ao golfo de Guiné, e sabia perfeitamente que a "grande ilha", descoberta pelos Fenícios, era situada no outro lado do Atlântico. Ã expedição de Hannon prova mais que os Cartagineses, naquele tempo rivais dos Fenícios do Partido de Tiro, invejavam-nos, devido ao domínio colonial que os Tírios possuíam no continente brasileiro. Por esse motivo quiseram criar um domínio igual no Sul da África. Quanto às correntes oceânicas que levaram os Fenícios, bem como Pedro Alvares Cabral, 80 Brasil, "contra sua vontade", é preciso destruir essa lenda, definitivamente. O capitão do porto de Natal, no Rio Grande do Nor· te, recebeu, no fim do ano de 1926 de um pescador, uma garrafa-correio que continha uma notícia do cruzador in· glês Capetown. Essa belonave cruzava a costa ocidental da África e, passando o golfo de Guiné, lançoa a garrafa que chegou,· em rápida viagem de seis semanas, à costa do Rio Grande do Norte. As correntes oceânicas que saem da Guiné, rumo ao Brasil, foram conhecidas dos nave~a­ dores da antiguidade como da Idade Média. Os Fenícios haviam navegado nas costas ocidentais da África, como amigos e aliados dos Tartéssios, já há cem anos e tiveram conhecimento da existência da "grande ilha" no outro lado do Atlântico. Por isso, procurando as correntes ocidentais, chegaram em poucas semanas à costa brasileira. Pedro Álvares Cabral, o mais nobre navegador da frota do rei Manoel, ele, cujo bisavô já conhecia toda L costa ocidental da África, com todas as suas correntes, aproveitou. aquela conhecida estrada. maritimá para che· 35
  22. 22. gar rápida e seguramente à costa do Brasil, da qual já tinha em mão o mapa geográfico. Colocamos o primeiro descobrimento do Brasil no ano 1100 a. C. porque os Fer~í:cios ofereceram ao rei Davi da Judéia a aliança para a comum exploração da Amazônia, em 1008 a. C. Os Portugueses gastaram para chegar da Bahia ao Maranhão e ao Pará mais de cem anos. Os Fenícios fizeram suas operações investigadoras com maior rapidez e conheceram, em poucos decênios, todo o litoral do Brasil, incluindo o grande "rio-mar do Norte". Durante o primeiro século da estada dos Fenícios no Brasil deram-se ainda outras ocorrências de grande importância. Já mencionamos a resolução dos Tirrênios de man?ar uma frota para a mesma "ilha", quer dizer ao contmente brasileiro. Tirrênios e Etruscos são os habitantes da Etrúria, da Itália superior; foram povos pelasgos de alta cultura, conhecidos por suas construções ciclópicas e sua fina arte cerâmica. Na ilha de Mara}ó mostram os compridos aterros e os antigos muros de pedras "toscas" o sistema do trabalho ciclópico dos Etruscos Mais característicos são ainda os vasos cerâmicos encon·trados em Marajá, que revelam claramente a arte e letras do alfabeto dos Etruscos. F.:;sa imigração pode ser colocada no espaço de 1080 a 1050 a. C. Um o_';ltro p~:mt~ hi~tórico está em relação com a guerra de Tr01a, CUJO termmo colocam os antigos historiadores _no ano 1181 ~·C. É nossa suposição, porém, que aquela epoca guerreira continuou ainda durante decênios A luta para ganhar a cabeça da ponte entre Europa e Ásia era um~ guerra mundial. Os Troianos tinham como aliados ma1s de 30 povos da Asia; os agressores gregos tiveram ~o seu lado 50 povos e tribos. A guerra quase ficou sem flm e resulcado. Tróia foi conquistada e destruída seis vezes, como provaram as escavações. A sétima conquista era ?efinitiva. A guerra estendeu-se sobre toda a Trácia e A~1a Menor e suas conseqüências foram desastrosas para mm tos povos. Os Fenícios, que viam nos Gregos os seus ::16 competidores marítimos e comerciais, estiveram com suas simpatias ao lado dos Troianos e prestaram seu auxílio aos vencidos. Diodoro e outros escritores gregos contam que os Fenícios levaram milhares de pessoas dos povos vencidos para suas colônias e assim fundaram diversas _novas cidades com o nome de Tróia. As mai& conhecidas foram Tróia, perto de Veneza, uma Tróia no Lácio, donde. nasceu a história de E'néias<s>, uma Tróia na Etrúria, que foi chamada também Troila, uma Tróia na costa de Marrocos e uma Tróia na costa atlântica da Ibéria, perto da cidade de Vigo. No Norte do Brasil ficou a tradição de que a cidade mais antiga dessa região fosse Tutóia, cujo morubixaba era, ainda na chegada dos Europeus, o chefe reconhecido do litoral do Norte, desde o Rio Grande do Norte até o Pará. O nome ántigo foi provavelmente Tur-Tróia, a união dos dois nomes mais ilustres: Tur, a metrópole dos Fenícios, e Tróia, o centro heróico da resistência contra os invasores gregos. A cronologia concorda perfeitamente com essa explicação, e a eliminação da consoante r é regra comum na evolução da língua Tupi. Os Fenícios fundaram mais duas cidades com o nome Tur ou Turo, uma no Rio Grande do Norte, hoje Touros, e uma na Bahia, hoje Torre. A chegada das Amazonas ao Brasil foi na mesma época. O nome Amazonas, dado para a bacia inferior do grande rio, isto é, a região entre as fozes dos llo~ ~ingu e Parentins, é antiga; no tempo da conquista europeia ~s­ sim também chamavam os Tupinambás o curso infenor do mesmo fio, conquanto o seu nome geral fosse Maranhão. (8) - Essa Tróia é a mais conhecida, arqueologicamente e literàriamente devido à obra Ilíada, o -mais antigo poema épico escrito antes de 750 a.C., atribuído a Homero ...em que~arra a guerra com os gregos. O h~r~i .troiax:o Eneias, filho de Vênus, escapa com alguns partJdanos e mstala-se no Lácio, dando origem ao povo romano. ~~:tre 1870 a --- 1890 o arqueólogo Henrich Schiliemann ide?-tlf!COU o l.ocal da antiga Tróia com a Colina de Hissarl!k, descobrmao ali sete cidades superpostas. (N. do Apres.) 37
  23. 23. A história das Amazonas é um capítul o interes santíssimo da história da antigui dade. Em geral só se conhec e a apariçã o dessas guerrei ras sob sua rainha Pentesi léia, na guerra troiana , onde a valente mulher desafio u Aquiles, o primeir o herói dos Gregos. Mas, a históri a dessas guerrei ras é muito mais antiga. Diversos histori adores opinam que a primei ra sociedade de mulher es guerreiras formou-se na cidade Hesper a, localizada numa ilha do grande lago Tritônis, na África ocident al. Esse lago era ligado ao Oceano Atlântico por um canal; mas, ao tempo duma grande enchente, entrou o mar pelo 1ago a dentro, destrui ndo a cidade Hesper a e obrigan do as Amazonas a procur arem uma nova pátria. Essa narraçã o lembra cataclismo oceânicos que destruíram a Atlântida; mas, existe também no interio r da Africa Ocidental o grande lago de Tchad, e de lá sai um rio que percorr e o país do Dahomé,(9 l onde hoje ainda vive um povo com mulher es montad as e armada s, as chamadas Amazonas de Dahomé. Muitos escrito res viajantes do século passado visitara m e descrev eram esse Estado de guerrei ras african as. Depois da destruição da cidade de Hesper a, reuniu a rainha Mirina as sobreviventes e entrou com seu exércit o no territór io dos Atlantes, em Marrocos; estes exigira m que as Amazonas entrega ssem suas armas e se dedicassem ao trabalh o agrícola. Mifina recusou-se a essa imposição e venceu-os numa batalha , obrigando-os a fornece r cavalos e víveres às Amazonas. Depois invadir am a Numidia, (hoje Algéria) onde existiu, sob a rainha Gorgo, uma outra sociedade de mulher es guerrei ras. Mirina venceu Gorgo, a quem também foi impost o fornece r animai s vestid?s e víveres. As Amazonas continu aram sua viage~ pelo litoral da Líbia até o Egito, onde o Faraó as recebeu com amizade e ofereceu-lhes víveres. De lá passar am à Palestina e à Síria, onde o povo lhes foi hostil, travand o-se (9) - Tchad,_ onde fica ? Lago do mes1p.o nome, é hoje um país da Afn.ca Equato_nal, a'? sul da Líbia, como Dahomé é outr? Pais da . A_frlca Ocident al, localizado às margen s do Golfo de Gume, entre o Togo e a Nigéria. (N. do Apres.) muitos combates. Os reis fenícios, porém, de Sidon e Tiro oferece ram a Mirina paz e amizade, as Amazonas ali ficaram algum tempo para repous ar das fadigas da longa viagem . Saindo da Fenícia, passara m as Amazonas para a Asia Menor, apoder ando"s e dum territór io perto do Cáucaso, na atual Armén ia. Mirina organizou ali um Estado e governou-o até sua repugn ância por um tal estado de tranqililidade; sempre fizeram invasões e pilhagens no território dos vizinhos, e quando rebento u a guerra troiana logo resolve ram intervi r na luta. Depois da morte da rainha Pentesi léia, uma parte das Amazonas voltou à Armênia, as outras erraram e vagabu ndeara m nos países da Asia Menor, até que os Fenícios as convid aram a irem nos seus navios para a nova Canaã, descob erta por eles no Oceano Atlânti co. Caracte risticam ente, tinham as Amazonas, na Armênia, um lago com uma ilha, chamad a Faro, onde estabeleceram um centro nacion al com um pequeno templo, no qual foi sepulta da a rainha Mirina . Isso foi sem dúvida em lembra nça da sua antiga cidade, Hesper a, na ilha do lago Tritôni s. No Baixo Amazonas fundar am elas a cidade Faro, e lá existe também o lago, com seu antigo templo, escond ido ao meio duma pequen a ilha. I I - AS FROTAS DE HIRA E SALOMÃO NO RIO AMAZONAS (993 A 960 A. C.) o tratado de Henriq ue Onfroy de Thoron sobre o suposto país Ophir, publica do em Manaus, em 1876, e repí'oduzido em As Duas Américas, de Cândido Costa, em 1900, é um trabalh o comple to que acabou com todas as lendas e conjetu ras a respeit o das misteri osas viagen~ da frota de Salomã o. Thoron sabia latim, grego e hebra~­ co, e conhec ia a língua tu pi:, como tamb~m. a língua "qu~ chua", que- é ainda falada ·nas- terras hm1trofes. entre .. Brasil e o Peru. Da bíblia hebrac ia prova ele, pal~vra por . palavra , que a narraçã o da.da no · 1Q livro dos Re1s, sobre 39
  24. 24. a construção, a saída e viagem da_ frota dos Jud~us, junto à frota dos Fenícios, refere-se umcamen te ao no Amazonas (lO> ·As viagens repetiram-se de três em três anos; as frotas gastaram um ano entre os preparati vos e a viagem de ida e volta, e ficaram durante dois anos no Alto Amazonas, para organizar a procura do ouro e de pedras preciosas. Estabeleceram ali diversas feitorias e colónias e ensinaram aos indígenas a mineração e lavagem de ouro pelo sistema dos Egípcios, descrito por Diodoro, minuciosamente, no 39 livro, cap. 11 e 12. Ali, no Alto Amazonas, exploraram as regiões dos rios Apirá, Paruassu , Parumirim e Tarchicha. No livro dos Reis, da Bíblia, está bem narrado quantos quilos de ouro o rei Salomão recebeu dessas regiões amazónicas. O mister de nosso tratado é principal mente a exata historiografia, e por isso devemos acrescen tar aqui algumas explicações históricas que não se encontra m no trabalho de Thoron. Quando o Brasil era colónia de Portugal, os seus destinos eram dirigidos em Lisboa. Quando chegaram aqui os antigos descobridores, depender am também, para o desenvolvimento de suas empresas , da situação política dos países do Mediterrâneo. Os Fenícios ti· veram sempre muitos inimigos que invejavam as suas ri· quezas; mas, bons diplomatas, com ninguém brigaram , nunca fizeram guerras agressivas e, em toda parte, solicitaram alianças políticas e comerciais. Assim, esse povo pequeno, que nunca foi mais de meio milhão de almas, espalhado sobre centenas de colónias longínquas, pôde conservar, durante dois milênios, um grande domínio marítimo e colonial. O rei Davi, dos Judeus, havia fundado um poderoso reino, que atingiu seu apogeu no longo governo de Sa(lOl - 40 conhecida a grande amizade e forte aliança entre Sae I..irã. Além de servir-se Sal'Omão da frota ms.nhma dos fenícios, numa associação de interesses co. merciais, reeorreu a Hirã quando da construção de seu templo, tendo o rei de Tiro designado um seu homônimo o ar.9uiteto Hirã, para comandar os trabalhos da cons~ truçao do templo. (N. do Apres.) lomão. Os Fenícios mostrara m-se muito amigos de seu grande vizinho, que lhes forneceu principalmente trabalhadores, que faltavam na Judéia. Ambos os países estiveram também em boas relações com o Egito, onde reinava a dinastia dos Tanitas. Essa "Tríplice Aliança" deu a seus compone ntes uma certa seguranç a contra os planos conquista dores dos Assírios, e favoreceu as empresas coloníais, no Atlântico. Mas em 949 a. C. apoderou-se o chefe dos mercenár ios líbicos, Chechonk, do governo do Egito e destrono u a dinastia dos Tanitas. Esse chefe não era amigo do rei Salomão, tendo este querido repor a dinastia caída. Chechonk vingou-se, incitando Jeroboão a fazer u..rna revolução contra Salomão, e tomou-se o instigador da divisão do reino judaico em dois Estados. Jeroboão ficou como rei das províncias do Norte e Roboão, filho de Salomão, ficou com Jerusalém e a província da Judéia. Depois, no quinto ano de governo de Roboão, apareceu Chechon k coni grandes exércitos na Judéia; sitiou Jerusalém e obrigou Roboão a entregar-lhe quase todos os objetos de ouro do templo. Assim levou Chechonk a maior parte do ouro que Salomão recebera da Amazônía, além de quatro grandes escudos que pesavam 5 quilos de ouro cada um para o Egito. O usurpado r mandou colocar ~o templo' de Amon, em Karnac, uma grande lápide, na qual são narrados todos os pormeno res dessa guerra contra a Judéia e enumera das as peças de ouro que o vendedor trouxe para . colocá-las nos templos egípcios. Essa lápide ainda hoje existe. <11> Chechonk, que olhara de mau grado os negócios que haviam feito os Fenícios com os Judeus, ofereceu àqueles uma sociedad e comercial, com o run da procura de ouro. Assim aparecer am, de 940 a. C. em diante, Egípcios no Brasil, chegados nos navios dos Fenícios. Foram enge- É l?J~ão (11) -Um documento assirio do ano 876 a.C. refere-se ao tributo que os habitantes de .Tiro ·eram obrigados_ a pagar ao seu pais para manterem - por algum tempo aparente independê ncia: "grande quantidad e de ouro, prata, chumbo bronze e marfim, 35 vasos de bronze, algumas vestim~ntas de e~res vivas e um delfim". <N. do Apres. > 41
  25. 25. · · · ded mineração nne1ros, mestres de obra e trabalhadores que Chechonk mandou para abrirem mmas e ouro no • • Brasil. l 12 > Os maiores compradores de ouro, na antlgmdade, eram os Egípcios. Nenhum povo desprezou o ouro, mas os Egípcios precisavam sempre do duplo e do tr!P}O de que necessitavam os outros. Crentes na ressurre1çao da carne no dia do juízo final, preparavam-s e para poder ingressar na vida futura em boas condições. Tinham artistas que sabiam embalsamar e embelezar os corpos e os rostos dos mortos, de tal maneira que estes apareceram perfeitos e belos ainda depois de 2 a 3 mil anos, como- sabemos do túmulo da rainha Tinhanen. Mas os mortos não apenas queriam permanecer novos e belos; necessitavam também de ouro, prata e pedras preciosas para reaparecerem na vida futura com os meios financeiros que correspondiam às suas posições anteriores. Por esse motivo, não só os reis, altos sacerdotes, nobres e altos funcionários, como também todas as mulheres e os homens menos ricos juntavam e acumulavam ouro durante sua vida, para ser depositado nos seus túmulos. Uma t"mica restrição devemos fazer às conclusões de Onfroy Thoron. É certo que os Judeus fundaram nas regiões do Alto Amazonas algumas eolônias, onde negociavam, e ali se mantiveram durante muitos séculos, tendo deixado, indubitavelmente, rastros da civilização e da língua hebraica. Também o nome Solimões, para o curso médio do grande rio, tem a sua origem no nome do rei Salomão, cuja forma popular era sempre "Solimão". Mas 02) - 42 Reportamo-nos à carta de A. Frot mencionada por Braghine !N. 7 >: "para dar-lhe uma idéia, basta dizer que tenho em mãos a prova da origem dos egpÍcios: os antepassados desse povo saíram da América do Sul". Também Thoron é da opinião que egípcios e pelasgos eram procedentes da América, dizendo que a língua quichua tem muita semelhança com o egípcio antigo, o grego e até com o hindustani. Lembramos também a hipó. tese de Wegener de que o Ceará e o Saara formaram outrora uma única região, considerando a semelhança das condições geográficas e físicas entre o Estado brasileiro e aquele deserto. (N. do Apres.) isso não .jus~ifica q~e a antiga língua brasílica, 0 tupi, fos~e mm~o infl_uenCiada pela língua hebraica. o tupi é mmto ma1s antigo e pertence à grande família das lín~as pelasg~, ~ue foram faladas em todos os países do htoral mect_iterraneo. Os povos da antiga Atlântida falaram ess~ A~gua, e a mesma "língua sumérica" dos antigos Bal;nloruos_ pertenceu a essa língua .geral, dos Cários, r:spectr~ament~, dos Pelasgos. Os diversos ramos dessa lmgua ~ferencmram-se entre si como, no tempo moderno, as lmguas romanas. · O laço comum dos povos pelasgos era a organização da orde~. sacerdotal dos Cários e o comércio marítiino dos Ferucws. Os sacerdotes e os mercantes entendiam-se com todos, e por isso formou-se, já no segundo milênio a. C. uma "língua geral" que foi falada, desde a Ásia Menor até a América Central, e deveria ser chamada "pelasgos-tupi". Essa língua, que os antigos brasileiros chamaram "nhenhen~catu" (o bom andamento), falaram os mercantes Fenícios, bem como os sacerdotes (sumés e piagas) dos povos tupis. O hebraico é muito mais novo; quando Moisés apareceu com seu povo em Canaã não trazia ainda uma língua organizada. Os tijolos com os dez mandamentos , recebeu-os Moisés da Caldea e foram es· critos na língua babilônica. Depois, aprenderam os Judeus a língua popular dos Fenícios e, muito mais tarde, elaboraram os levitas, com os elementos da língua fenícia, uma língua hierática, que ficou chamada· "hebraica". A língua tup~ no Brasil não tem ligação com essa formação pos· terior. III - A CHEGADA DOS EGíPCIOS E A IMIGRAÇÃO DOS POVOS TUPIS (940 A 900 A. C.) O segredo do sucesso em todos O!> grandes empreendimentos humanos está . na continuação . inalterável . dos_ primeiros conceitos. Planos efêmeros, hoje iniciados, amanhã alterados, depois interrompido s, novamente recomeçados em outra época, com novos mestres; com ou43
  26. 26. t s ambições nunca ter ão res ~i~ios for am , um povo discipult ado s sat isf ató rio s. Os Fe· sub me tia ao interesse com um linado, ox:d? cad a <l:tlal se os havia educado a tod os. O . Um a pra~lca de rm l ano s lado o bom comerciante sab navegador e um ho me m ca· Fení~ia nun ca teve reis ambice gua rda r seu s seg red os. A ios literatos, nem legisladores. Ca os, mm ca tev~ poe tas ou ver: era religioso, zeloso no da qua l con hec :a o seu d~­ medo, nem do ma r, nem dos seu tra bal ho, na_o con hec ia obs inimigos. ven ceu sem pre pel táculos naturaiS, nem dos sua pru den te diplomacia. E a sua per sev era nça e pel a nun ca faltava-lhe a gra nde força motriz: o din hei ro. Tais for am os homens que con qui sta ram o grand~ Brasil sem soldados e sem belonaves. Já tin ham ele s di· ver sa; estações e colônias na cos ta do No rde ste . No No r· te. no delta do Par naí ba, foi fun Amazonas, em Ma raj á, estava dad a Tu tói a; n~ f<_?z. do mais aci ma and ara m as mu a colónia dos T1rreruos; lhe Amazonas tra bal har am as col res gue rre ira s; no al~~ ônias heb rai cas : ~ ob ra }a estava bem iniciada qua ndo che gar am os mme1ros egip· cios à pro cur a dos filões aur ífe ros . . Isso não era pra ticá vel no lito ral : era prec1s.o pen e· t r ar o int eri or, nas reg iões mo a população indígena, os pov nta nho sas . Mas, ah est ava os o povo era pacífico e não mo tap uio s da raç a ma lai a. str estrangeiros. No ent ant o, estP ou hos tili dad e con tra os s necessitavam de tra bal ha· dore.s par a suas em pre sas , e de garantia_ e se~rança "?a sua s obr as SPm esses me ios, a pen etr aça o er~ Im~ossive ra l~ Os Fenícios não fic ara m mu ito tem po mdec1sos. Ja con hec iam as ilhas da Am érica Central, as Antilhas, que r dizer: "Atlan-tilhas" (as peq uen antes de Cristo, essas ilhas era as Atl ânt ida s). Mi l ano s gi!r ond e hoje est á o Ma r das m ain da ma ior es, e no lu· Ca raí bas , hav ia ain da u~ gra nde pedaço de ter ra firm e, cha ma do Ca.raiba, (is to e, tPr ra dos car as ou car is) . Ne redor viviam na 1uela época ssa Ca raí ba e nas ilh as em as que for am refugiadas da des set e trib os da naç ão tup i, mo ron ada Atl ânt ida . Ch am a· ram-se Caris, e era m ligados aos dit err âne o. Os sac erd ote s der pov os cár ios , do Ma r Meam-lhe o nom e tup i, que significa filho de Tu pan . O paí s Ca raí ba, por ém , Atl ânt ida . To dos os ano s des tev e a me sm a sor te qu e a liga des apa rec eu int eir am ent e, afu va-se em ped aço s até que var am -se em peq uen os bot es, nda do no ma r. Os tup is salond e est á ho je a rep úbl ica rum and o pa ra o con fm ent e, Ve Ca rac as pre nde -se a ess a ori nezuela. O nom e da cap ital gem . ús Fen ício s tiv era m conhe cim ent o des sa reg ião e res olv era m lev ar os TupiS seu s nav ios pa ra o No rte do em pri me iro s pad res esp anh óis Bra sil. Qu and o che gar am os os pia gas aqu ele s aco nte cim na Venezuela, con tar am -lh es qu e a me tad e da ·po pul açã ent os do pas sad o. Dis ser am o ma r, ret iro u-s e em peq uen os das ilh as, am eaç ada s pel o navios par a a Venezuela, ma que mo rre ram mi lha res na s tra ves sia . A ou tra me tad e foi lev ada em gra nde s nav ios par a o Su l, ond e enc on tra ram ter ras nov as e firm es. Va rnh age m, Vis con de de sua Hi stó ria Bra sile ira , qu Po rto Se gur o, con tirm a, na e em igr açã o do s Ca ris- Tu pis , ess a tra diç ão a res pei to da da con tin ent e sul -am eri can o, viv Ca rai ba par a o No rte do e ain da ent re o pov o ind.íg& na da Ve nez uel a. O pad re Antônío Vie ira , o gra nde apó tol o dos ind íge nas bra sile iro stos de seu s liv ros , qu e os s, ass eve ra em div ers os ponTu pin am bás , com o os Ta baj aras , con tar am -lh e qu e os pov os tup is im igr ara m pa ra o No rte do Bra sil, pel o ma r, vin dos du m paí s que não exi stia ma is. Os Ta baj ara s diz iam-se o pov o mai~ antigo' do Bra sil. Iss o qu er diz er qu e ~les for am aqu ela trib o do s Tu pis que pri me iro che gou ao sem pre as sua s pri me ira s sed Bra sil, e que con ser vou Se rra da Ibi apa ba. Es sa tra es ent re o rio Pa rna iba e a diç ão con firm a tam bém que a pri me ira im igr açã o do s Tu pis pa sso u pel a foz do rio Pa rna iba . Os Tu pis , qy.e im igr de São Ma rco s e fixaram. seu ara m ma is tar de pel a bai a Sã o Luiz, tor nar am -se me nos cen tro na Ilh a Tu pao n, ho je est im ado s pel os Ta15ajaras, Po tig uar es e Ca riri s. Po r iss o, aqueJ.es se cha ma vam or· gul hos am ent e Tu pi· nam bás , gít im a raç a _tupi. Pa gar am o que qu er diz er hom ens da ledes Tu pis , pel o ins ult o Tu pin iqu pre zo de par te dos ou tro s . qu er diz er Tu pis de seg und ins e Tu pin aJn bar ana . que a tam bém a tradi~ão de qu e os cla sse . Se mp re c~11servol1~Se Tu pis tin hàm set e trib os. 45
  27. 27. Qual foi o fim desejado pelos Fenícios com a imigr~­ ção dos Tupis para o Brasil? Procur avam um. pc~o auxiliador para sua grande empresa; um ?OV<? mte1ro q~e assim identificou os seus interesses naClonats com os mteresses da nova pátria. Os outros que chegar am no Mediterrâneo permaneceram sempre estrangeiros; ficaram em relações com sua antiga pátria e pensav am voltar para lá, logo fosse possível. Os Tupis não podiam voltar; sua pátria fora vítima da fúria do mar. Procur avam uma nova pátria, uma terra de promissão, destina da para eles por Tupã, como disseram seus sacerd otes. Os Fenícios tinham simpatias pelos Tupis, que eram da mesma estirpe dos povos cários; entend eram a sua língua geral "do bom andamento"; eram branco s, um pouco amarelados, como todos os povos do Sul da Europ a e da Asia Menor, e tinham uma religião com sacerd otes semelhantes à organização religiosa dos Fenícios. Além disso, eram agricultores e tinham um caráte r guerre iro. Um tal povo, transferido para o continente brasile iro e nele domiciliado com o auxilio dos Fenícios, poderi a tornar -se um bom aliado para estes. Os antigos histori adores citam diversos outros exemplos da imigração de povos, com o atL'{ilio e nos navios dos Fenícios. Isso foi um dos meios eficazes de que se serviram para segura r suas espalhaelas colônias. As primeiras massa s rtos emigrantes entrar am na foz do Parnaiba, onde Tutóia era o purto de recepç ão. Dividiram-se em três tribos (ou povos) e chamavam-se 'J'abajaras, entre o rio Parnaí ba e a Serra do Ibiapa ba, Potiguarcs, que se domiciliaram além do rio Poti, e Cari· ris, que tomara m as terras da Ibiapa ba para o nascen te. .Não é possível que eles já chegassem com essa distinç ão ae tribos. Os chefes escolheram esses nomes, depois da colocação dos emigrantes e delimitação dos respectivos territó rios. Entret anto. escolheram os Fenícios um outro ponto fl.e entrad a para a segunda onda dos emigra ntes. Foi a navegall~m do Maranhão, um ponto impor tante para a a penetração ao interio r. Cinco rios perene s: çao ~ para Mum, Itapecuru, Mearim, Pindaré e Grajaü unem suas fo 4G lI f. i .. t' zes. em re~or ~a linda. ilha e abrem o caminho para 0 interlOr. Alem disso, fo1 naquel e tempo a baía de São Marccs ~ emb?c adura orient al do rio Amazonas, quer dizer do no P~ra, forma~o pe1os doze rios paraenses, inclusive o G~ama~ o Tocan tms e ? Xin~ .. Desae a foz desse grande no_ até a wz do Meanm , eXIstm a "estrad a dos furos" entre a costa do contin ente e a linha ao longo das ilha~ e banco s oceãnícos. Mesmo no tempo dos Europ eus existia ainda a passag em pelos furos, desde s. Luiz até Belém, somen te interro mpida em dois pontos . Por isso os Tupm ambás chama ram Mara-Ion, "o grande rio da terra" que se estend eu desde a baía de São Marcos até os Andes' no Peru. Mas, é provável que tenham sido os navegado~ res fenícios os forma dores desse nome, que é hoje a denomin ação do Estado do Maran hão e do curso alto do Amazonas. "Nom ina quoqu e haben t sua fata". Os Fenícios escolh eram, então, a ilha de São Luiz como porto de entrad a e iniciar am os alicerces para a cidade, empre gando o grande labirin to do sistema pelasgo. Os emigra ntes deram à ilha o nome Tupaon, que significa burgo de Tupan , e nela fundar am numer osas vilas e aldeias, das quais existia m ainda 27 no tempo da chegada dos europe us. Se os Tabaja ras duvida ram da descendência legítimo-tupi dos emigra ntes da segunda época, foi, talvez, o motivo dessa dúvida, o fato de que aqueles Tupis tinham levado consigo um certo númer o dos a11tigos indígenas da Caraíb a· e das Ilhas, ·que lhes serviam como trabal hadore s, Mas, os emigra ntes repelir am qualqu er dúvida sobre a pureza de seu sangue tupi e adotar am o nome signüi cativo de Tupina mbás, iniciando logo uma polític a de expans ão, sobre a qual falaremos em lugar própri o. O pagam ento para os sacrifícios que fizeram os Fenícios com a transfe rência dos Tupis para o :Orasil, foi o contra to pelo qual se obriga ram estes a fornecer aos Fenícios soldad os para garant irem e policia rem suas empresas no interio r. Tupiga rani signüi ca "guerr eiro da raça · tupi": Os ·padre s portug ueses escrev eram · tupi~gU.arani, mas no nome antigo é garani , derivado da palavr a pelasga "garra ", que mudem nas línguas poster iores em guerra , 47
  28. 28. ela lei do abra ndam ento das voga is. Os gua.r ~nis nunc a fora m um povo sepa rado , fora m legít imos tupl s que andavam arma dos com as boas arm as de bron ze que lhes forn ecer am os Fenícios . Por es~e con~ rato g~ra~ este s um exército aliado, cujo efetlvo subm depOis a mUItos milh ares de guer reiro s . A resp eito dos mine iros egípcios q~e . cheg aram ~o Brasil, deve-se cons tatar o seguinte: nas lapid es, _onde s~o insc ritos os acontecimentos do governo do far~o Ram ses III, está narr ado que esse rei fund ou na s~a em 1170 a. c . , uma escola de enge nhan cap1~al Te~as, a e Dos engenheiros de mina s que fora m ali inst~ ::r;meraçao. 1!1dos, ma~­ dou 0 Fara ó uma comissão para dive rsas reg10es da Arabia para explorar as jazidas de lápis-lazúlí. missão mandou ele à Etió pia para estu dar Uma outr a coa das as mina s de ouro que ali exis tiam . Uma expl orar ~o­ são foi enca rreg rda de expl orar as mina outr a comiss de co_bre de Ataca; outr os engenheiros egípcios fora m, Fenícios, para o sueste da Ãfrica e expl ern naVI~s dos orar am all, por cont a do Faraó, as mina s aurí fera s de Mo~a Tran sval . Assim, não foi coisa extraord ~~ique e do desse Chechonk aos Fenícios enge nhei ros ma~Ia . que ceeg1pc10s para organizarem as emp resa s de mine raçã o no Bras il. IV - A PARTICIPAÇÃO DOS CAR TAG INE SES NA COLONIZAÇÃO DO BRA SIL (750 A. C.) Colocamos a fundação de Cart ago no a 840 a. c. Em 1240 a. c. foi fund ada, no espa ço de 850 mes colônia fenícia Birsa, que ficou bem forti ficad mo luga r, a serv ir como um pont o estra tégic o da estra a para pod er da que liga a bacia orien tal do Mar Med iterr âneo mar ítim a, à sua baci a ocidental. Nesse sent ido ganh ou a pequ ena cida de de l31rsa uma certa impo rtân cia no mov imen to ano 850 a. C. deu-se uma tragé dia na famí mar ítim o. No lia mas não conhecemos exat ame nte nem os real de Tiro , fato nomes dos implicados. O rei foi assa ssin ado s nem os gação dum par ente - e a rain ha viúva Elis - por insti a (ou Dido) re- li ,, fugiou-se, com seus part idár ios, e com uma em Birs a, onde foi cons truíd a a gran de cida gran de frota , Não é poss ível que esse plan o nasc esse do de de Cart ago. cére bro de uma mul her ti 3 l . Fora m dois part idos que luta ram entr men te, e o part ido vencido ficou obri gado e si violentaa proc urar uma outr a cida de, um acon tecim ento mui to com um na história da antig uida de. Nest e caso, poré m, saíra m os dissident es com o plan o de fund ar uma nova tant e forte para dom inar mes mo a antig metr ópol e, basçou logo o com bate entr e os dois riva is. a pátr ia. ComeOs Cart agin eses man dara m emis sário s ses para junt ar oper ário s, colonos e sold a mui tos paínova capi tal; os Tírio s man dara m frota ados para sua êsse recr utam ento . Mas Cartago· cres ceu s para impe dir e, para vingar-se dos Tírio s, o sena do carta ginê s decl arou que não deixaria pass ar pelo estre ito de Gades (Gil bral tar), qual quer navi o que leva sse emig rant es para a gran de ilha dos Fenícios, no Oce ano Atlâ ntico . Isso foi cerc a Os Cart agin eses quis eram , prin cipa lmen te de 820 a. C. impe dir que os Tírio s leva ssem mes tres de obra s e trab alha dore s egípcios para o Bras il e ame açar am todo s esse s emig pena de mor te, no caso de caír em eles rante s com a navi os enca rreg ados dó poli ciam ento do em pode r dos estre ito. Pou cos anos depo is, cerc a de 810 a. C., orga niza ram os Cart agin eses a gran de expedição ao golfo de Gwné, sob a chef ia de Han non, sobr e a qual ·já falam os. Foi a orgu lhos a tent ativ a de fund ar, no Oceano dom ínio colo nial aind a mai or do que o dom Atlântico, um ínio dos Tírio s. Essa tent ativ a frac asso u e os Cart agin eses ficar am desi· (13) -A fundação de Cartago é assunto aind . entre os historiadores. Alguns afirmama meio nebul~so que filho de Bélus rei de Tiro, e irmão de El!:;a Pigmaliao, Ana mato u Siquel e provocou a fuga de (Dido) e de Norte da Africa, onde fundou Cartago. Dido para o out que Pigmalião era rei de Tiro,_ em 850 a.-~., ~ citam Schwennhagen dá como a provavel fundaçao epoca que de Cartago. Quanto a EliSa. é tradicionalmente apres fund ador a da cidade, situada a 16 km daentada como a atua l Túnis, e seu nome vem da palavra tenicia Kart hads hat <nova cidade ). (!-T. do Apres.> 48 49
  29. 29. ludidos e desanimados. Mas, finalmente, com o correr do tempo, desapareceram a animosidade e a rivalidade entre os dois irmãos Tiro e Cartago; eles entraram num acordo que estabeleceu um certo condomínio sobre as posseções coloniais das duas potências. Assim, aparecem de 750 anos a. C. em diante também os Cartagineses no Brasil. Sua estação marítima estava no lago Estre~oz, perto d~ Natal, atual capital do Rio Grande do Norte, o que sera explicado no respectivo capítulo. V - TESTEMUNHOS LITERARIOS DO 49 SÉCULO A. C. O filósofo grego Platão escreveu o seu diálogo Timeu em 380 a. C. Declara ele nesse livro que seu avô Crítias adquiriu um manuscrito do legislador Solon, no qual este relatou diversas e interessantes notícias geográficas. Disse Solon que os sábios egípcios lhe explicaram a posição e a história da Atlântida submersa e dos outros países que existem ainda atrás do lugar onde estava a Atlântida. Platão se declara convicto que ao lado ocidental do Oceano Atlântico existisse um grande país <14>. (14) - Assim se refere Alexandre Braghine, em seu O Enigma da Atlântida, à pg. 13, ao diálogo de Platão: "Depois os sacerdotes fizeram saber a Solon que conheciam a história de Sais, a partir de 8000 anos antes daquela data. "Há manuscritos", disseram-lhe, "que contêm o relato de uma guerra que lavrou entrt os atenienses e uma poderosa nação que habitava uma ilha de grandes dimensões situada no Oceano Atlãntico. Nas proximidades dessa ilha existiam outras e mais além, no extremo do oceano, um grande continente. A ilha chamava-se Posseidônis ou Atlântis, e era governada pelos reis aos quais pertenciam também as ilhas próximas assim como· a Líbia e os países que cercam o mar Tir~eno. Quando se deu a invasão da Europa pelos Atlantes, foi a cidade de Atenas, como cabeça de uma liga de cidades gregas, que, pelo s~u 1a!or, salvou a Grécia do jugo daquele povo. Postenormente a estes acontecimentos houve uma tremenda catástrofe: um violento terremoto abalou a terra que foi logo depois devastada pelas torrentes de chuva. As tropas gregas sucumbiram e a Atlântida foi tragada pelo oceano." 50 O filósofo Aristóteles escreveu a sua Geografia cerca de 350 a. C. Nesse livro ele confirma as notícias de Platão sobre a Atlântida e declara que os Fenícios e Cartagineses haviam fundado muitas colônias no grande país do Ocidente. Aris~óteles f<F~ ? pre~eptor de Alexandre Magno . É certo que esse sab10 ensmou a seu discípulo tudo o que sabia sobre a geografia do nosso planeta, e que o jovem Alexandre. esboçou seus grandes projetos de "conquista do mundo" m..s doutrinas de seu mestre. Esses planos implicavam também a soberania sobre os mares e sobre as colônias dos Fenícios. VI - A DESTRUIÇÃO DE TIRO, EM 332, E A EXPEDIÇÃO DA FROTA DE ALEXANDRE MAGNO PARA A AMÉRICA DO SUL EM 328 A. C. O ato mais brutal do grande chefe da nação helênica, cuja figura mostra tantoiS traços de generosidade e magnimidade, foi a cruel destruição de Tiro e a matança de 8. 000 prisioneiros, que se entregaram depois duma resistência heróica de sete meses, abatidos pela fome e pelos ferimentos. Além disso, Alexandre mandou saquear todas as casas e vender 30. 000 mulheres e crianças co:;:ao escravas. Só deixou, na cidade demolida, alguns velhos, e nomeou um mendigo como rei dos Tírios, de nome Abdalonimo, que era vendedor de água nas ruas. Assim terminou .a glória dessa cidade que dominou, durante um milênio, em todos os mares e tanto contri· buiu para a civilização humana. Foi a inata. inveja do Grego contra o pequeno e tão ·poderoso competidor comercial e marítimo que impeliu o grande Alexandre a esse ato de brutalidade, que obscureceu o seu retrato his· tórico tornando-se a sombra da 5Ua morte prematura. L~go depois da queda de Tiro invadiu .~lexandre ? Egito,que rião fez resistência (331 a. C.). V1s1tou a cap~­ tal Tebas, o afamado templo tríplice de Karnac e o Ora· culo de deus Amon. Voltando para o mar, escolheu no 51
  30. 30. delta do Nilo o lugar para ser construída ali uma nova capital, que devia trazer seu nome "Alexandr~a" e devi~ tornar-se a "Rainha dos Mares", em lugar de Tiro destruida. Nomeou seu general Ptolomeu governador (satrapa) do Egito, deu-lhe ordem para edificar a nova capital com o maior esplendor, e para construir, depois, uma grande frota. Esta devia procurar e conquistar o domínio colonial dos Fenícios, no Oceano Atlântico. Alexandre continuou suas conquistas na Ásia; Ptolomeu edificou Alexar.~drié.i. e preparou a grande e;.pedição para o Ocidente. Agora deixemos falar Cândido Costa (nas Duas Américas, pg. 48): "Não há muito, na vila de Dores, em lVIontevideu, um fazendeiro descobriu uma lápide sepulcral com caracteres desconhecidos, cobrindo uma sepultura de tijolos, onde se achavam espadas antigas e um capacete, danificados pela passagem do tempo, e uma jarra de barro, de grande dimensão. Todos estes objetos foram apresentados ao douto padre Martins, o qual conseguiu ler na lápide, em caracteres gregos: "Alexandre, filho de Felipe, era rei da Macedônia na olimpíada 113. Nestes lugares Ptolomm ... " Faltava o resto Numa das espadas se achava gravada certa efígie que ·parecia ser de Alexandre, e no capacete se viam esculpidas várias figuras, representando Aquiles, arrastando o cadáver de Heitor em roda dos muros de Tróia. -Pode-se supor que algum chefe das armadas de Alexandre, levado por alguma tormenta, surgisse ali e marcasse com tal monumento a sua estadia". Cândido Costa extraiu essa notícia dos jornais de Montevideu. Temos aí um dos mais importantes documentos da antiga história do continente sul-americano. É deplorável que o exame da lápide não fosse feito mais minuciosamente, para realçar o seu valor histórico. A olimpíada 113 começou no ano 328 a. C. , Ptolomeu já era há três anos governador do Eg1to, e o texto mutilado começou provavelmente assim: "Para estes lugares mandou o satrapa Ptolomeu uma frota sob o comando de ... " o sepulcro era do chefe da expedição, que recebera do próprio Alexandre a espada com a efígie do rei; a ferrugem destruiu Rs palavras da dedicatória. O capacete foi também um presente do rei. Alexandre sempre levava nas suas viagens um exemplar da Ilíada, de Homero; o seu ídolo foi o herói Aquiles. Apeles devia pintar para ele o grande quadro, mostrando Aquiles levando arrastado o corpo do chefe dos Troianos vencidos, em redor dos muros de Tróia. A mesma cena era_ gravada no grande capacete, que trazia· Alexandre mis duas batalhas decisivas contra os exércitos de Dario. Foi o mesmo elmo, ou foi uma imitação do seu próprio, que deu Alexandre ao seu general, por ele incumbido de conquistar a América do Sul? Indubitàvelmente, estava escrito o seu nome na lápide, mas o exaw.inador não o decifrou. Devemos supor que a frota foi conduzida por práticos fenícios, até às costas do Brasil, na altura da foz do rio São Francisco. Ali a portou ela e o chefe foi informado pelos Egípcios que no sul existia mais um grande rio, pelo qual se poderia penetrar no interior do continente. O Rio da Prata foi conhecido dos Fenícios, como provam as inscrições. A frota grega navegou ao longo da costa, até a foz do grande rio do Sul, onde naufragou, ou pelo menos uma parte, incluído o navio do. almirante. Morreram êle e muitos de seus companheiros, o que indica o grande número de armas depositadas no mesmo sepulcro. Ou travou-se um combate naval com um advE-rsário que tinha também navios armados? Talvez fossem estes os navios dos Cartagineses. Os sobreviventes da frota grega juntaram os corpos dos náufragos, queimaram-nos, recolhendo as suas cinzas na "jarra de grandes dimensões". Isso também deixa supor que tivessem morrido numerosos guerreiros de alta patente. Soldados e tripulantes comuns não se sepultavam com tais honras. Alexandre morreu em 324, provavelmente envenenado por seus generais. Seu vasto império foi dividido entre os seus generais, que logo cÇ>meçaram a guerrear entre si . As- notícias a respeito da sorte da expedição atlântica não tinham ainda chegado ao Mediterrâneo. :Ptolomeu proclamou"se rei do. Egito e devia enfrentar bastantes di· 53 52

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