Material impresso angela rosa de moraes

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Material impresso angela rosa de moraes

  1. 1. AVANÇOS E CONQUISTAS NAEDUCAÇÃO INCLUSIVAMoraes, Angela Rosa
  2. 2. META DA AULAAprimorar o aprendizado dos educandos no que dizrespeito aos direitos dos portadores denecessidades especiais através de uma leituradinâmica, motivando e auxiliando o aluno arepensar nos direitos dos portadores denecessidades especiais.OBJETIVOSEsperamos que ao final desta aula você seja capaz de:Identificar as conquistas dos portadores denecessidades especiais obtidas com o avançodas Políticas Públicas.Compreender a importância das conquistaspara as pessoas com necessidades especiaisem diferentes áreas.Representar o resultado de seu aprendizadoassimilado.PRÉ-REQUISITOSDebater e analisar a evolução histórica daEducação Especial até nossos dias para que secompreenda o real significado da deficiência e daluta dos indivíduos ao longo dos tempos para aformação de uma nova geração de pessoas maissensíveis e que saibam respeitar a dignidade dapessoa deficiente.
  3. 3. ASSUNTO PÁGINA1- As leis que garantem as Políticas de Inclusão e a realidade da EscolaBrasileira: o legal e o factual.......................................................................2- A definição do que seria uma Política de Inclusão.................................3- A pesquisa em si, o que ela revela e/ou exclui. As falas dos sujeitosda pesquisa que sensibilizaram você durante a leitura..............................4- As conclusões das autoras com relação à Política de Inclusão e anecessidade de formação docente. Você concorda? Conclua o trabalhocom a sua reflexão crítica sobre o posicionamento das autoras................BIBLIOGRAFIA...........................................................................................3791314
  4. 4. AVANÇOS E CONQUISTAS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA31- AS LEIS QUE GARANTEM AS POLÍTICAS DE INCLUSÃO E A REALIDADE DAESCOLA BRASILEIRA: O LEGAL E O FACTUALConstituição de 1988 (consultar o artigo 208).Lei 7.853, de 1989, dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, suaintegração social.Estatuto da Criança e do adolescente, de 1990.Íntegra da Declaração de Salamanca, de 10 de junho de1994, sobre princípios, políticas e práticas na área dasnecessidades educacionais especiais.Capítulo da LDB, de 1996, sobre a Educação Especial.Decreto nº. 3.298, de 1999, regulamenta a Lei no 7.853,de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a PolíticaNacional para a Integração da Pessoa Portadora deDeficiência.A lei 10.172, de 2001, aprova o Plano Nacional de Educação que estabelece vinte eoito objetivos e metas para a educação das pessoas com necessidadeseducacionais especiais.Resolução número 2, de 11 de setembro de 2001 que institui Diretrizes Nacionaispara a Educação Especial na Educação Básica.Íntegra do Decreto no. 3.956, de outubro de 2001, que promulga a ConvençãoInteramericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra asPessoas Portadoras de Deficiência (Convenção da Guatemala).Resolução do Conselho Nacional de Educação nº1/2002, define que asuniversidades devem prever em sua organização curricular formação dosprofessores voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentossobre as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais.A lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais como meio legal decomunicação e expressão.Decreto No. 5.626/05 - Dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular,a formação e a certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras.Decreto número 6.571, de 17 de setembro de 2008, que dispõe sobre o atendimentoeducacional especializado.A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva.Confira na íntegra asprincipais leis sobre aEducação paracrianças comnecessidadeseducacionais especiaisseguindo osrespectivos links.
  5. 5. 4A LDB/96 estabelece duas categorias de atendimento educacional especializado, emclasses, escolas ou serviços especializados e serviços de apoio especializado na classeregular. A Res.2/01 assegura classes e escolas especiais e classes hospitalares e o“atendimento em ambiente domiciliar”, bem como professor especializado em educaçãoespecial, professores-intérpretes das linguagens e códigos aplicáveis, atuação deprofessores e outros profissionais itinerantes intra e interinstitucionalmente, outros apoiosnecessários à aprendizagem, à locomoção e à comunicação e salas de recursos comoserviços de apoio pedagógico especializado.O princípio da educação inclusiva vemganhando força desde meados da década de 90,mas na prática é o modelo da integração escolarque ainda predomina.As escolas brasileiras necessitam deinvestimentos de diversas naturezas a fim de queos alunos com necessidades educacionaisespeciais possam não só ingressar, maspermanecer tendo seu aprendizado edesenvolvimento assegurados, ou seja, váriosdesafios serão enfrentados para que possamosatingir a educação como direito de todos. Sendo oprincipal não permitir que ele se transformesomente na inclusão desses alunos simplesmentecomo cumprimento da obrigação de matricular emanter os alunos com necessidades educacionaisespeciais em classes comuns.O Ministério de Educação e Cultura-MEC defende a matrícula das crianças comdeficiência em salas regulares de ensino e não em escolas especiais. Os números maisrecentes mostram a efetivação da política de Educação Inclusiva.Pelos dados oficiais apresentados elo INEP1a educação especial no país tem752.305 matrículas, somando os estudantes em escolas regulares e especiais. Ocrescimento do número de alunos com deficiência em salas regulares é uma tendência. Em2008 o total de matrículas de crianças com deficiência em salas regulares superou o desalas especiais.1Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas-INEP, considera como alunos especiais as crianças ejovens com deficiências físicas, mentais, intelectuais e aqueles que apresentam superdotação e altashabilidades.Com a promulgação daConstituição de 1988, aLDB 4024/61 foiconsiderada obsoleta, masapenas em 1996 o debatesobre a nova lei foiconcluído.A atual LDB (Lei 9394/96)foi sancionada pelopresidente FernandoHenrique Cardoso e peloministro da educação PauloRenato em 20 de dezembrode 1996. Baseada noprincípio do direito universalà educação para todos, aLDB de 1996 trouxediversas mudanças emrelação às leis anteriores,como a inclusão daeducação infantil (creches epré-escolas) como primeiraetapa da educação básica.
  6. 6. 5Atualmente, o tema é tratado dentro do Ministério da Educação – MEC, na Diretoriade Políticas de Educação Especial – DPEE, que faz parte da Secretaria de EducaçãoContinuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – SECADI. No passado, o tema tinhasecretaria específica.Segundo Souza e Oliveira (2009, p.3 apud XAVIER, 2002):Se tudo o que está exposto nos documentos normativos seconcretizasse, poder-se-ia pressupor a instauração de umanova escola que acolheria a todos, sem distinção; na qual oprofessor exerceria o papel de agente de mudanças na relaçãopedagógica e agente de transformação social.E, ainda afirmam que a educação inclusiva “requer modificações substantivas queenvolvem: questões inerentes às políticas de inclusão, à flexibilização curricular, àpreparação da escola comum2para receber alunos especiais, à utilização de técnicas erecursos apropriados e à capacitação docente” (2009, p.4).O discurso e a prática andam em direções opostas, pois na prática são “pseudo-inclusivas”, logo confundem os professores em relação a sua concepção/ação no campo dainclusão, pois falta capacitá-los para lhe dar com os alunos portadores de necessidadesespeciais (SOUZA E OLIVEIRA, 2009, p. 4 apud MAGALHÃES, 2006).SOUZA e OLIVEIRA realizaram uma Pesquisa centrada nas Políticas para aEducação Inclusiva, enfatizando a formação de professores para o magistério comsujeitos especiais de 2007 a 2008 em uma escola estadual de Belo Horizonte queatende a 700 alunos e, neste período havia dez desses sujeitos que apresentavamdeficiência física e intelectual: Foi feito um Estudo de Caso, privilegiando adenominada pesquisa “Quanti-Quali”, que lançou mão do questionário, da entrevistasemi-estruturada e da análise documental. Os dados qualitativos foram trabalhados,empregando a Análise de Conteúdo, numa perspectiva crítica e contextualizada.Em síntese, a pesquisa realizada coletou esses dados: posicionamentofavorável e sensibilidade dos professores a respeito da educação inclusiva; falta decapacitação da grande maioria dos docentes para trabalhar com alunos especiais;carência de condições infraestruturais e de recursos especializados; falta de apoio daSecretaria de Educação; inexistência, na escola, de professor especializado; número2Constata-se que é habitual, inclusive, em documentos normativos, ser utilizada a terminologia“escola regular”. Entretanto, segundo informação dada em palestra, pelo professor Carlos RobertoJamil Cury, deve-se utilizar a terminologia “escola comum”, pois “escola regular”, parte dopressuposto de que as outras escolas, como por exemplo, a escola especial, seriam irregulares.
  7. 7. 6elevado de alunos na sala de aula; precarização das condições salariais e de trabalhodos professores.As pesquisadoras sintetizaram que:A inclusão, apesar do aludido e decantado “Projeto Incluir” edas suas propostas ambiciosas, a realidade da escolapesquisada, assim como deve ocorrer com outras instituiçõesestaduais de Minas Gerais, é extremamente diferente. As falasdos professores desconstruíram tanto os discursos dosgestores públicos, entre eles os estaduais, quanto os discursosnormativos e os da mídia que vêm apregoando os inúmerosbenefícios alcançados pela inclusão dos alunos especiais, emescolas comuns. Assim, esvai-se no ar, a apologia feita pelaSEE e, sobretudo pelos meios televisivos que se traduzem emconsiderar a inclusão como uma panaceia, capaz tanto de livraros sujeitos especiais da suposta segregação das escolasespeciais, quanto de promover suas inserções sócio-profissionais e acesso à cidadania. (2009, p.13)A citada pesquisa nos leva a refletir no previsto da LDB/96 “professores comespecialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bemcomo professores do ensino regular capacitados para a integração desses educando nasclasses comuns” (art.58, III).ATIVIDADEA) Qual a diferença entre integração e inclusão?__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Gabarito: Enquanto na integração a pessoa deficiente era preparada para viver comos outros na sociedade, na inclusão, a sociedade precisa se modificar para receber apessoa com necessidades especiais para que ela possa se desenvolver.
  8. 8. 7B) A inclusão escolar requer mudanças, novas posturas, outras formas de relação professor-aluno, outro projeto pedagógico e outro foco de atenção. Quais são eles em sua opinião?___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Gabarito aberto: cada aluno deverá responder à pergunta procurandoconsiderar os aspectos aprendidos sob seu ponto de vista.C) Liste os principais aspectos que, para você, são obstáculos à inclusão na sociedade.___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Gabarito: Dentre outros temos: preconceito, atitudes desfavoráveis,estereótipo, estigma, discriminação, etc.2- A DEFINIÇÃO DO QUE SERIA UMA POLÍTICA DE INCLUSÃOAs políticas públicas de inclusão sãocompromisso do poder público, em todas asesferas: Federal Estadual e Municipal, da escola,dos professores e da sociedade.Beatriz frequenta a EMEIF Carlos Drumond deAndrade em Santo André(SP)
  9. 9. 8A implantação da política de inclusão escolar tem ocorrido de cima para baixoe oprofessor geralmente é despreparado não tem o devido acompanhamento, orientação econtrole do processo ensino aprendizagem e dos resultados de seu trabalho, a não ser osexigidos pelas secretarias de Educação, como os de registro escolar.A formação continuada do professor deve ser um compromisso dos sistemas deensino envolvidos com a qualidade do ensino que, sob essa ótica, devem assegurar quesejam aptos a elaborar e a implementar novas propostas e práticas de ensino pararesponder às características de seus alunos, incluindo aquelas evidenciadas pelos alunoscom necessidades educacionais especiais.A formação continuada beneficia tanto os professores quanto aos alunos.Para os professores a formação continuada é benéfica porque:A escola se moderniza;Traz segurança e criatividade no desempenho das funções e no exercício daprática docente;O conhecimento transforma a compreensão do mundo, das relaçõeshumanas e das atividades desenvolvidas;Possibilita adquirir habilidades acadêmicas e sociais para o trabalho com adiversidade;Modifica o enfoque sobre a diversidade, considerando-a como norma e nãoexceção;O trabalho com alunos especiais ensina novas estratégias educativas quebeneficiam a todos os alunos;O conhecimento de novas teorias ou aprofundamento de outras ajuda naprática cotidiana;Ouvir diferentes pessoas discutindo sobre um mesmo conteúdo, ofereceoportunidade de reavaliar pontos de vista, julgamentos prévios, preconceitose práticas inflexíveis;Entender que cada um tem a sua própria maneira de aprender;Aprende a investigar o melhor caminho para ensinar o aluno;Fica em sintonia com a atualidade frente às transformações do mundomoderno.Para os alunos a formação continuada do professor é benéfica porque:O professor terá maior fundamentação teórica para promover odesenvolvimento de suas capacidades e habilidades intelectuais;Amplia as bases de sua cultura geral;
  10. 10. 9Ajuda na construção de sua identidade cultural;contribui para a formação da cidadania;Contribui para a construção dos valores éticos;Ensina o convívio com o diferente;Ajuda na formação de um sujeito crítico e reflexivo;Ajuda os alunos a viver em uma sociedade plural;Atende melhor as suas necessidades e percebe com mais clareza as suasdificuldades;Acredita em suas potencialidades;É tratado com respeito e dignidade;Aprende a compartilhar, cooperar e apoiar, dentre outros benefícios.O número de leis homologadas e o seu conteúdo nos documentos oficiais sobre apolítica educacional de inclusão mostra a preocupação do governo federal com a questão.Já os professores e os alunos têm dificuldades de viabilizar as medidas legais mediante ofato do próprio governo não oferecer condições de operacionalização das políticas por elepropostas.3- A pesquisa em si, o que ela revela e/ou exclui. As falas dos sujeitos da pesquisa quesensibilizaram você durante a leituraRetomando a pesquisa de SOUZA E OLIVEIRA (2009) citada anteriormenteverificamos que a “situação vivenciada pelas pesquisadoras na escola da Rede Estadual deEnsino de Minas Gerais não difere da situação vivenciada pelas escolas públicas no País”.As pesquisadoras esclarecem que foi usado para a entrevista “o tempo deexperiência no magistério”, sendo entrevistados 10 professores, a diretora da escola e adiretora da DESP (Diretoria de Educação Especial da SEE-MG). Nas entrevistas com osdocentes foram identificadas 8 categorias: 1ª) Inclusão de Alunos Deficientes na EscolaComum; 2ª) O Trabalho com os Alunos Especiais; 3ª) Conhecimento da Legislação sobre aInclusão; 4ª) Relação dos Alunos da Escola com os Colegas Especiais; 5ª) Perfil doProfessor Inclusivo; 6ª) Apoio da SEE; 7ª) Evasão de Alunos Especiais; 8ª)Responsabilidade pela Capacitação.Dentre as categorias identificadas destacamos:1ª Categoria: Inclusão de Alunos Deficientes na Escola Comum. Todos os docentesforam favoráveis à inclusão, mas disseram que as condições objetivas dificultavam esseprocesso: “aqui só se faz a socialização, impossível trabalhar conteúdos; não fomos
  11. 11. 10capacitados, não seguiram a lei que manda qualificar, fica difícil trabalhar com os especiais”;“difícil, nós não fomos treinados, a escola não está adaptada”; “tenho 30 alunos com ‘n’problemas de aprendizagem e de disciplina, como dar atenção aos especiais?”; “falta tudo,as crianças não têm apoio, a gente não dá conta e elas acabam se sentindo reprimidas,excluídas”.3ª Categoria: Conhecimento da Legislação sobre a Inclusão. Menos da metade dosprofessores entrevistados afirmou ter tido conhecimento dessa legislação, na graduação, naformação continuada, ou como autodidata: “eu tive pouquíssimas informações nagraduação”; “é, sei alguma coisinha que aprendi em cursos, que não foram lá muito bons”;“eu estudei um pouco, sozinha”; “eu nunca pensei passar tanto aperto, não conheço a lei,não fui treinada, não sei lidar”.5ª Categoria: Perfil do Professor Inclusivo: “o professor tem de ter aquela habilidadeenfrentar o desafio”; “não é qualquer um que consegue, pior ainda, pelo fato de não tercapacitação”; “muitos colegas e mesmo eu, não temos aquela disposição, aquela vontadede dar o máximo de si”; “a gente até pode ter vontade, mas pensa, com um montão dealunos, sem ter capacitação, e ter de cuidar dos especiais, é carga, trabalho demais, alémde tudo, a gente tem trabalho demais, como ter paciência e tempo para lidar com essesalunos?”; “de uns anos para cá, o nosso trabalho dobrou, as férias diminuíram, então, comoter o perfil para trabalhar com alunos que precisam de atenção desdobrada?”; “eu atéprocuro ter esse perfil, apesar da sobrecarga de trabalho, salário baixo, sala cheia, é difícil,a escola não é adaptada, os banheiros não são adaptados. Acredita, fui observando que umaluno anão não ia ao banheiro, ficava sem fazer xixi o tempo todo, tive de pedir para fazerum banquinho para ele alcançar o vaso sanitário”.6ª Categoria: Apoio da SEE. A totalidade dos entrevistados afirmou não receberapoio da SEE: “aqui não tem apoio, não tem curso”; “se existe apoio, eu desconheço”; “nãodá curso, não vêm ver nossos problemas, não nos orientam”; “esses ficam lá, fora darealidade da escola e com discurso bonito”; “nada, eles não apoiam, abriu um curso agora,mas só deixaram 1 professor fazer”.8ª Categoria: Responsabilidade pela Capacitação. A maioria dos professores achouque o Estado, a SEE é que deveria se responsabilizar pela formação; alguns acharam que aescola deveria capacitar: “eu acho que a SEE, em vez de fazer discurso, deveria nos apoiare dar curso para a inclusão”; “a SEE não capacita e é dela a responsabilidade de noscapacitar, mas temos de dar conta, sozinhos”; “eu acho que a escola deveria dar curso, nosorientar”.
  12. 12. 11Quanto às “Falas da Diretora da DESP”, pode-se afirmar, que ela se posicionou demodo contrário ao que os professores declararam, como evidenciam pequenos fragmentosde sua fala:- Quanto à inclusão na escola comum: “para mim existe muito preconceito dosprofessores a respeito de inclusão; muitos acham que os deficientes deveriam ficar nasescolas especiais”; “com o Projeto Incluir e nossos textos e orientações, entretanto, observoque tem melhorado, mas há reclamações, querem mais recursos, mas eles são poucos”.Depoimento da Diretora da Escola:A diretora foi extremamente sucinta no seu depoimento, mesmo assim, apresenta-se,a seguir, excertos da sua fala: “eu não recebi na graduação e nem em outros cursos que fiz,nenhum tipo de formação para trabalhar com a inclusão; conheço algumas leis a respeito doECA, do Conselho Tutelar, da Promotoria, mas leis da inclusão não; trabalhar com alunosespeciais, aqui na escola, é difícil; até que eu procuro ajudar e é uma experiência inovadora,rica, mas difícil, especialmente para mim, porque o trabalho na direção é estafante, muitoburocrático, demandando inúmeras atividades. Aqui, tem casos variados de deficiência; temcasos de crianças com dificuldade de falar, ou que não falam e a gente fica tentandocomunicar, mas não consegue entender. Outro dia, um menino com esse problemaprocurava se comunicar comigo, e eu nem entendia nada, mas um coleguinha compreendiae me ajudou. Teve um caso de um aluno, não sei o que ele tinha, mas babava muito e osmeninos caçoavam, a gente tentou sensibilizar, mas as crianças continuavam chamando-ode babão”.Pelo exposto temos um sentimento de luta solitária dos professores por um ideal deinclusão, mas ao mesmo tempo há uma falta de conhecimento sobre a educação inclusivadesses sujeitos que precisam de um espaço arquitetônico adequado as suas necessidadesa fim de se sentirem fazendo parte do todo.Conforme afirma SOUZA E OLIVEIRA (2009, p.4):É preciso assegurar condições físicas e infraestruturais,recursos especializados e capacitação dos professores que éuma tarefa mais difícil, pois requer mudança de mentalidade dagrande maioria dos gestores, além de um grande investimentofinanceiro. Além disso, é preciso garantir o processo deprofissionalização dos docentes, para lhes dar melhorescondições salariais e de trabalho, sobretudo, numa época deintensificação e diversificação da prática laboral, que requer,ainda, a necessidade de instauração de uma nova práticainclusiva.
  13. 13. 12Podemos verificar no relato abaixo da aluna Marilene Silva do curso deAperfeiçoamento e Produção de Material Didático para Diversidade no fórum sobre PolíticasPúblicas para Inclusão: Ênfase na Formação de Docentes, que a situação encontrada pelasautoras em uma pesquisa na escola de Minas Gerais se repete em outros Estados, cabendoaos professores tratarem cada caso com a especificidade e atenção que ele merece.Trabalhei com crianças especiais na Educação Infantil enão entendia muito bem quando a coordenadora daescola recomendava algo que a colega Elizete destacouna leitura: “Um professor, sem capacitação, pode ensinaralunos com deficiência, pois o papel do professor é serregente de classe e não especialista em deficiência”.Aos poucos fui percebendo que o conhecimento sobre aespecificidade da deficiência é bom, mas não tãoimportante quanto a dimensão da necessidade dasocialização, respeito, estimulação e facilitação que osportadores de deficiência precisam. O olhar acolhedor,sem paternalismo, sem "pena", mas com a certeza deque são sujeitos com direitos como qualquer cidadão éum excelente conhecimento para "levar na pasta" noatendimento aos nossos educandos.A boa formação do educador para a diversidade, bemcomo políticas públicas sérias e honestas é um excelentecomeço! (SILVA, fórum, 2013).Links complementares:http://www.youtube.com/watch?v=wQmHIcv13KEhttp://www.youtube.com/watch?v=Gus1iTA_Eac&playnext=1&list=PL606E5FD19050AAD6&feature=results_main
  14. 14. 134- As conclusões das autoras com relação à Política de Inclusão e a necessidade deformação docente. Você concorda? Conclua o trabalho com a sua reflexão crítica sobre oposicionamento das autoras.Conclusão das autoras:As autoras deste trabalho são favoráveis à inclusão,desde que ela não se constitua como uma “inclusão-excludente”, conforme, geralmente, vem ocorrendo. Omodo como vem se processando a inclusão em diversasescolas, não só de Minas, como do Brasil, pode levaressas pesquisadoras a “engrossarem o coro” de muitosinvestigadores, que consideram que a racionalidadefinanceira subjaz, como pressuposto básico, das políticaspúblicas de inclusão de sujeitos especiais nas escolascomuns. (SOUZA; OLIVEIRA. 2009, p.6)Concordo com a conclusão das autoras e acrescento que vivemos na era dainformação, das novas tecnologias e a cada segundo temos novidades a acrescentar anosso conhecimento e vivência exigindo, assim, que o professor tenha uma formação equalificação cada vez maior e mais atual.Além dos inúmeros recursos oferecidos pela modernidade precisamos resgatar aqualidade das relações interpessoais. Diferentes necessidades educativas fazem parte hojedo espaço de aprendizagem que é a escola, logo devemos estar preparados para enfrentaro maior desafio da educação inclusiva que é tornar a escola um local agradável no qualtodos queiram estar, onde todos tenham um ensino com qualidade e respeito ao próximo.Logo, a escola inclusiva deve valorizar a diversidade no ambiente da escolarização,a fim de que o aluno portador de necessidades especiais permaneça e se sinta parteintegrante do grupo, sendo necessário o envolvimento de todos, pois assim haverá: estimuloda autoestima, o orgulho pelas realizações, o respeito mútuo e a sensação de estar em umlugar onde o professor e alunos vivem e trabalham cooperativamente, apoiando uns aosoutros.
  15. 15. 14BIBLIOGRAFIABRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação. Educadores discutempolíticas de inclusão. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br> Acesso em 23 fev2013.PAULON, S.M; FREITAS, L. B. L.; PINHO, G. S.. Documento subsidiário à política deinclusão. Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2005. 48 p.PRIETO, R. G. Atendimento escolar de alunos com necessidades educacionaisespeciais: um olhar sobre as políticas públicas de educação no brasil. In RevistaInclusão Escolar. Pontos e contrapontos. SP: Summus, 2006. p.31-73.RAMOS, R. O. C.; RABELO, Carlos Otoni; FIALGO, A. P. A. Planejamento e elaboraçãode material didático impresso para EAD - elementos instrucionais e estratégias deensino. Aula 9 - Arquitetura da informação.SOUZA, S. F.; Oliveira, M. A. M. Políticas para a inclusão: ênfase na formação dedocentes. In: REUNIÃO ANUAL DA ANPED, 32, 2009, Caxambu.

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