Pensar o curriculo_de_arte_2014

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Pensar o curriculo_de_arte_2014

  1. 1. PENSAR O CURRÍCULO DE ARTE...
  2. 2. Pensar e Articular Arte... Uma proposta de pensamento curricular para a disciplina de arte, estruturado numa cartografia que traz um mapeamento de territórios da arte, propondo a partir deles e em conexão entre eles, conceitos e conteúdos geradores de processos educativos da 6º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio.
  3. 3. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO Coordenadoria de Gestão da Educação Básica
  4. 4. RizomaRizoma
  5. 5. De acordo com os PCN de Arte e o Currículo, o ensino de arte, visto como área de conhecimento e linguagem, deverá se dar de forma a articular três eixos metodológicos, a saber: Base teórica •Criação/produção em arte – o fazer artístico. •Fruição estética – apreciação significativa da arte e do universo a ela relacionado, leitura, crítica. •Reflexão: a arte como produto da história e da multiplicidade de culturas.
  6. 6. Esses três eixos metodológicos, presentes na proposta triangular de Ana Mae Barbosa, articulam-se com a fundamentação filosófica do currículo na concepção dos territórios de Arte e Cultura, que abrem possibilidades para o mergulho em conceitos, conteúdos e experiências estéticas nas linguagens da Arte, colocando-a como objeto de estudo.
  7. 7. O objetivo do currículo é mover a aproximação, a convivência e a investigação da Arte na escola como um saber e um conhecimento.
  8. 8. Cada objeto de arte tem sua própria linguagem e seus modos e meios próprios de se fazer como linguagem, para ir chegando cada vez mais perto da natureza específica do que nomeamos de Linguagens da Arte
  9. 9. “cada obra de arte é um arquipélago porque cada boa obra engendra uma ilha, com topografia, atmosfera e vegetação particulares, eventualmente semelhante a outra ilha, mas sem confundir-se com ela. Nesse sentido, seguindo o pensamento do professor e curador Agnaldo Farias, Percorrê-la com cuidado equivale a vivenciá-la, perceber o que só ela oferece”. (FARIAS, Agnaldo. Arte brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2002. p. 20).
  10. 10. O currículo apresenta uma proposta de pensamento para a disciplina Arte, estruturado numa cartografia que traz um mapeamento de 8 territórios da Arte, propondo, a partir deles e em conexão entre eles, conceitos e conteúdos geradores de processos educativos do 6ºano do Ensino Fundamental à 3ªa série do Ensino Médio.
  11. 11. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO Coordenadoria de Gestão da Educação Básica Leitura comparativa
  12. 12. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO Coordenadoria de Gestão da Educação Básica
  13. 13. conceito Rizoma
  14. 14. Em botânica, chama-se rizoma um tipo de caule que algumas plantas verdes possuem, que cresce horizontalmente, muitas vezes subterrâneo, mas podendo também ter porções aéreas como várias espécies de capim. Gilles Deleuze e Félix Guattari. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1. (Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. São Paulo: Editora 34, 1995).
  15. 15. O rizoma nos faz compreender o funcionamento (ou agenciamento) dos sistemas hipermidiáticos e a própria linguagem hipertextual, no mundo contemporâneo. Gilles Deleuze e Félix Guattari. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1. (Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. São Paulo: Editora 34, 1995).
  16. 16. O rizoma se refere a um mapa que deve ser produzido, construído, sempre desmontável, conectável, reversível, modificável, com múltiplas entradas e saídas, com suas linhas de fuga. Gilles Deleuze e Félix Guattari. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1. (Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. São Paulo: Editora 34, 1995).
  17. 17. Contra os sistemas centrados (e mesmo policentrados), de comunicação hierárquica e ligações preestabelecidas, o rizoma é um sistema a-centrado não hierárquico e não significante, sem general, sem memória organizadora ou autômato central, unicamente definido por uma circulação de estados. Gilles Deleuze e Félix Guattari. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1. (Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. São Paulo: Editora 34, 1995).
  18. 18. Não existem pontos ou posições num rizoma como se encontra numa estrutura, numa árvore, numa raiz. Existem somente linhas. Gilles Deleuze e Félix Guattari. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1. (Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. São Paulo: Editora 34, 1995).
  19. 19. A árvore é filiação, mas o rizoma é aliança, unicamente aliança. Gilles Deleuze e Félix Guattari. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1. (Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. São Paulo: Editora 34, 1995).
  20. 20. Um rizoma pode ser rompido, quebrado em um lugar qualquer, e também retoma segundo uma ou outra de suas linhas e segundo outras linhas. Gilles Deleuze e Félix Guattari. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1. (Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. São Paulo: Editora 34, 1995).
  21. 21. Rizoma EDUCAÇÃO MODERNA TRONCO CENTRO RAIZES = BASE: elementos dos princípios combinados um elemento por vez HISTÓRIA DA ARTE, PRINCÍPIOS ISMOS QUESTÕES DESCENTRALIZADO ESTRUTURA PODEROSA RESISTENTE INTERNET (1962) rede de comunicação militar EUA X UNIÃO SOVIÉTICA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA MORRE NÃO MORRE
  22. 22. A imagem elaborada por Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque apresenta a criação e composição do pensamento curricular em Arte para mapeamento dos conteúdos direcionados no Currículo. Conceito de Rizoma
  23. 23. Iole de Freitas. Estudo para superfície e linha, 2005. Policarbonato e aço inox, 4,2 x 30,0 x 10,6 m. Instalação no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, RJ.
  24. 24. Linhas para a configuração do mapa dos territórios da arte a partir da obra de Iole de Freitas.
  25. 25. O mapa ajuda a visualizar os territórios da Arte como formas móveis de construção e organização de estudo da Arte, no contexto escolar. É utilizado como um desenho, entre muitos outros possíveis, ligado ao conceito de rede, mostrando uma forma no tempo e espaço de caminhar por trilhas que trazem paisagens específicas para o estudo das artes visuais, da música, do teatro ou da dança.
  26. 26. linguagens artísticas A prática simbólica da criação artística, por sua vez, é um exercício de invenção de sentido para as coisas do mundo, que opera no espaço de intersecção entre o mundo subjetivo do homem e o contexto em que ele está inserido. Ao mesmo tempo em que cada fazer artístico produz uma linguagem própria, a criação da linguagem artística tanto é ato produtor como produto de cultura.
  27. 27. forma-conteúdo Quando estamos no Território da forma e Conteúdo , qual o foco de estudo? O território de forma-conteúdo,no currículo propõe o estudo dos elementos formais na composição artística e a investigação de assuntos que são espelhados na arte. A obra se abre a múltiplas interpretações, na construção de sentido por parte do espectador. Quais são os elementos básicos que formam as linguagens das artes visuais, da dança, da música, do teatro?
  28. 28. materialidade O estudo da materialidade das produções artísticas nos aproxima das poéticas dos materiais, do sentido que nasce da matéria, e do modo como esse sentido brota dessa matéria ao se tornar signo artístico. Matéria, procedimento com a matéria realizados pelo artista,suportes e ferramentas estão envolvidos na transformação da matéria e são os aspectos que podemos investigar no território da materialidade.
  29. 29. processo de criação O estudo do processo de criação artística nos desloca para olhar, pensar e entrar em estado de invenção, operando com o fazer artístico. O processo de criação será olhado e pensado como produção sensível, inteligente e, portanto, como trabalho, como uma ação concretizada pelo artista ou pelo aluno. Produção que é feita e construída em um percurso criador, revelador de uma poética pessoal. Olhando mais de perto para o processo de criação, investiga-se tanto o fazer artístico dos artistas como o do aluno para além da idéia de um único trabalho acabado, um produto finalizado.
  30. 30. saberes estéticos e culturais O Currículo de Arte compreende os territórios como uma rede de conexões em que alguns deles são enfatizados, mas sem deixar de perceber que outras conexões podem ser realizadas, pois esse trabalho depende das possibilidades de tempo, dos interesses dos alunos e das relações possíveis com os diversos campos de saberes estéticos e culturais. (História da Arte – Arte Indígena – Cultura Visual – Arte afro-brasileira 0 Arte popular)
  31. 31. patrimônio cultural Obra de Arte que habitam a rua , que vivem em museus, obras de Arte efêmeras que são registradas em diferentes mídias, manifestações artísticas do povo que são mantidas de geração em geração. Certamente convivemos com os bens culturais materiais e imateriais de nossa região e também com aqueles que fazem parte do patrimônio cultural da humanidade, mas nem sempre o ensino de arte os focaliza para um estudo mais aprofundado. Viagens são feitas ás cidades históricas para conhecer o barroco mineiro, por exemplo, mas até que ponto o patrimônio ali presente é discutido? Olhar para o patrimônio é perceber as questões de bens simbólicos, preservação, memória, registro, conservação, tendo em vista a educação patrimonial. É oportunizar a ampliação do olhar acerca da cultura e das heranças culturais que marcam e dão referência sobre o que somos. Para andarilhar por esse território, vamos percorrer caminhos diversos, sem nos dividirmos pelas linguagens artísticas. Lá vamos nós as expedições culturais
  32. 32. mediação cultural Em Arte, há um modo de (con)tato que se faz por meio de mediação cultural. Mediação cultural que acontece em museus, galerias, salas de música, de espetáculos de dança e de teatro, em instituições culturais. Mediação cultural que se faz na escola, quando mostramos e conversamos com o alunos sobre diferentes obras de arte, sobre as manifestações culturais, sobre nosso patrimônio cultural, nossa história e vida cultural. Seja como for e onde for, a mediação cultural é sempre provocadora de uma aproximação entre arte, cultura e público
  33. 33. zarpando...
  34. 34. indicando potencialidades para novas viagens por outros possíveis territórios. “zarpando”

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