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PRESERVAÇÃO DE ACERVOS 
ACERVOS, LEITURAS E CONEXÕES 
B.P.M. Fernandes Bastos - Osório
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Lembremos que o espírito do lugar também pode ser definido como o conjunto de bens materiais 
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A noção do espírito do lugar permite uma melhor compreensão do caráter ao mesmo tempo vivo 
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Repensar o espírito do lugar 
1- Reconhecendo que o espírito do lugar é constituído de elementos materiais (sítios, 
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Identificar as ameaças que colocam em perigo o espírito do lugar 
4- Levando-se em conta que a ocorrência de mudanças clim...
Salvaguardar o espírito do lugar 
6- Dado que na maioria dos países do mundo de hoje, o espírito do lugar, e 
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Transmitir o espírito do lugar 
8- Reconhecendo que o espírito do lugar é transmitido essencialmente por pessoas e 
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www.icomos.org 
Rua Ruy Barbosa, 15, Sala 301 - 3° andar, Tancredo Neves, Salvador – Bahia 
(71) 3322-6914
Criando sentidos a partir dos 
acervos
NOÇÕES SOBRE 
HIGIENIZAÇÃO, CONSERVAÇÃO E RESTAURO 
(2013) 
Conservação do original 
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PERMITEM 
OLHARMOS 
PARA 
NÓS MESMOS
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VALOR E MEMÓRIA 
NA PRESERVAÇÃO DE ACERVOS 
Obrigada 
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Apres preservação Osório 2014
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Apresentação sobre as Cartas Patrimoniais, sobre o "Eespírito do Lugar"

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Apres preservação Osório 2014

  1. 1. VALOR E MEMÓRIA NA PRESERVAÇÃO DE ACERVOS ACERVOS, LEITURAS E CONEXÕES B.P.M. Fernandes Bastos - Osório
  2. 2. Patrimô nio Cultur al &
  3. 3. O ESPÍRITO DO LUGAR Genius loci INTRODUÇÃO Termo com origem na Cultura Romana (séc. VIII a.C.* ⇨ séc. 476 d.C. **) Espírito do Lugar pode ser a tradução do termo latino Genius loci, designação para o objeto de culto da religião romana que determina: nullus locus sine Genio, em tradução livre algo como nenhum lugar existe sem o seu próprio Gênio. Durante a era de AUGUSTO (c. 27 a.C. ⇨ 14 d.C.) o termo ganha prestígio a partir da associação entre “lugar” e “espírito”, talvez por sua proximidade ideológica entre “Gênio” aos “Lares”. Estes são os gênios particulares de cada lugar específico dos lares existentes, assim teríamos um gênio para o dormitório, outro para a cozinha, etc. Lembremos que o espírito do lugar pode ser definido como o conjunto de bens materiais (sítios, paisagens, edificações, objetos) e imateriais (memórias, depoimentos orais, documentos escritos, rituais, festivais, ofícios, técnicas, valores, odores), físicos e espirituais, que dão sentido, valor, emoção e mistério ao lugar. Na atualidade o termo genius loci passou a expressar uma abordagem fenomenológica vinculada ao “ambiente” e a interação entre “lugar” e “identidade”. A expressão genius loci diz respeito, portanto, ao conjunto de características socioculturais, arquitetônicas, de linguagem, de hábitos, que caracterizam um lugar, um ambiente, uma cidade, indicando o seu "caráter“. *Segundo reza a lenda, no ano de 753 a.C., por Rômulo e Remo. ** Derrota de Rômulo Augusto, último Imperador, para os Hérulos (bárbaros germânicos)
  4. 4. Lembremos que o espírito do lugar também pode ser definido como o conjunto de bens materiais (sítios, paisagens, edificações, objetos) e imateriais (memórias, depoimentos orais, documentos escritos, rituais, festivais, ofícios, técnicas, valores, odores), físicos e espirituais, que dão sentido, valor, emoção e mistério ao lugar. Ao invés de separar o espírito e o lugar, o imaterial e o material, e de colocá-los em oposição, importa aqui explorar as diferentes maneiras pelas quais estes conceitos são unidos numa estreita interação, um se construindo em relação ao outro. O espírito constrói o lugar e, ao mesmo tempo, o lugar constrói e estrutura o espírito. Os lugares são construídos por diferentes atores sociais, tanto por aqueles que os criam como por aqueles que os utilizam, ambos participando ativamente da construção de seu sentido. Considerado na sua dinâmica relacional, o espírito do lugar incorpora, assim, um caráter plural e polivalente, podendo possuir diferentes significações e singularidades, mudar de sentido com o tempo e ser compartilhado por diferentes grupos. A atual abordagem parece assim mais dinâmica, mais adequada a um mundo sem fronteiras, globalizado, cada vez mais caracterizado por migrações transnacionais, com populações realocadas ou deslocadas com permanentes contatos interculturais, formando verdadeiras sociedades multiculturais.
  5. 5. A noção do espírito do lugar permite uma melhor compreensão do caráter ao mesmo tempo vivo e permanente dos monumentos, dos sítios e das paisagens culturais e naturais, fornecendo uma visão mais rica, dinâmica, ampla e inclusiva daquilo que ora denominamos patrimônio cultural. O espírito do lugar existe, sob uma forma ou outra, em praticamente todas as culturas do mundo e é uma construção humana destinada a atender a necessidades sociais, sendo que os grupos que habitam o lugar, sobretudo quando se trata de sociedades tradicionais, deveriam ser estreitamente envolvidos com a salvaguarda de sua memória, de sua vitalidade e de sua perenidade, ou mesmo de sua sacralidade. Tomando como norma e vetor estas premissas, o ICOMOS, reunido trienalmente para refletir estas questões e sua colocação ante o enorme acervo de bens produzidos pelo fazer humano, organizou mais um texto, desses que servem de parâmetro e diretriz aos estados membros do sistema das Nações Unidas, em especial às diretrizes da UNESCO relativas ao Patrimônio Cultural e Natural das Nações. Os participantes da 16ª Assembleia Geral do ICOMOS, reunidos na cidade de Quebec (CA), em homenagem aos seus 400 anos de fundação, encaminham a declaração às organizações intergovernamentais, às autoridades nacionais e locais bem como a todas as instituições e a todos os especialistas aptos a contribuir, seja através da legislação ou da prática de processos de manejo e planejamento ou de gestão, para uma melhor salvaguarda e para a promoção do espírito do lugar.
  6. 6. Repensar o espírito do lugar 1- Reconhecendo que o espírito do lugar é constituído de elementos materiais (sítios, paisagens, edificações, objetos) e imateriais (memórias, depoimentos orais, documentos escritos, rituais, festivais, ofícios, técnicas, valores, odores), que servem todos de maneira significativa para marcar um lugar e lhe dar um espírito, pedimos que todo projeto de conservação e de restauração de monumentos, sítios, paisagens, rotas, coleções e objetos e que toda legislação sobre o patrimônio cultural levem em conta tanto os componentes materiais como os componentes imateriais do espírito do lugar . 2- Uma vez que o espírito do lugar é complexo e multiforme, pedimos aos governantes e aos organismos patrimoniais que exijam a composição de equipes multidisciplinares de pesquisadores, de pessoas oriundas dos meios culturais e ritualísticos e de práticas tradicionais, a fim de melhor compreender, preservar e transmitir o espírito do lugar. 3- Sabendo que o espírito do lugar é um processo construído e reconstruído para responder às necessidades de continuidade e de mudança das comunidades, sustentamos que ele pode variar com o tempo e de uma cultura à outra, em função de suas práticas memoriais, e que um mesmo lugar pode possuir vários espíritos e ser partilhado por diferentes grupos.
  7. 7. Identificar as ameaças que colocam em perigo o espírito do lugar 4- Levando-se em conta que a ocorrência de mudanças climáticas, do turismo de massa, dos conflitos armados e do crescimento urbano conduzem a transformações e a rupturas nas sociedades, faz-se necessária uma melhor compreensão dessas ameaças, a fim de se tomarem medidas preventivas e de se planejarem soluções duráveis. Recomendamos que as organizações governamentais e não governamentais, as associações patrimoniais locais e regionais, desenvolvam planos estratégicos de longo prazo para melhor proteger o espírito do lugar e seu ambiente. Da mesma forma, os habitantes, bem como as autoridades locais, devem ser sensibilizados quanto à salvaguarda do espírito do lugar para fazer face às ameaças causadas pelas transformações do mundo atual. 5- Tendo-se em vista que o compartilhamento dos lugares investidos de diferentes espíritos aumenta o risco de tensões e conflitos, consideramos que esses lugares necessitam de planos de gestão específicos, adaptados ao contexto pluralista das sociedades multiculturais modernas. Como as ameaças que pesam sobre o espírito do lugar são particularmente elevadas nos grupos minoritários, autóctones e alóctones, recomendamos que esses grupos sejam destinatários prioritários de políticas e práticas específicas.
  8. 8. Salvaguardar o espírito do lugar 6- Dado que na maioria dos países do mundo de hoje, o espírito do lugar, e particularmente seus componentes imateriais, não contam nem com programas de educação formais nem com proteção jurídica, recomendamos vivamente a implantação de programas de formação e a adoção de novas leis destinadas à conservação e à gestão do espírito do lugar. 7- Considerando que as tecnologias modernas (bases de dados numéricos, sites da internet) permitem constituir rápida e eficazmente inventários multimídia que integrem os elementos materiais e imateriais do patrimônio, recomendamos fortemente sua utilização, para melhor conservar, difundir e promover os lugares patrimoniais e seus espíritos. Essas tecnologias facilitam a diversidade e a renovação constante da documentação sobre o espírito do lugar.
  9. 9. Transmitir o espírito do lugar 8- Reconhecendo que o espírito do lugar é transmitido essencialmente por pessoas e que sua transmissão influencia ativamente na sua conservação, declaramos que é pela comunicação interativa e pela participação das comunidades envolvidas que o espírito do lugar é salvaguardado, utilizado e enriquecido. Desta forma, a comunicação permite manter o espírito do lugar vivo. 9- Considerando que as comunidades locais estão geralmente mais bem posicionadas para apreender o espírito do lugar, sobretudo no caso dos grupos culturais tradicionais, sustentamos que elas estão mais bem equipadas para fazê-lo e deveriam estar intimamente associadas a todos os esforços de conservação e de transmissão do espírito do lugar. As transmissões informais (depoimentos orais, ritos, desempenhos, aprendizagens artísticas e artesanais) e formais (programas educativos, banco de dados informatizados, sites internet, ferramentas pedagógicas) deveriam ser encorajadas, pois elas garantem não somente a salvaguarda do espírito do lugar, mas também, e principalmente, o desenvolvimento durável e a vitalidade da comunidade. 10- Reconhecendo que a transmissão entre gerações e a transmissão transcultural são componentes importantes para a salvaguarda e a difusão do espírito do lugar, recomendamos a associação e a participação das novas gerações e dos diferentes grupos culturais ligados ao lugar na elaboração de políticas de proteção e na gestão do espírito do lugar.
  10. 10. www.icomos.org Rua Ruy Barbosa, 15, Sala 301 - 3° andar, Tancredo Neves, Salvador – Bahia (71) 3322-6914
  11. 11. Criando sentidos a partir dos acervos
  12. 12. NOÇÕES SOBRE HIGIENIZAÇÃO, CONSERVAÇÃO E RESTAURO (2013) Conservação do original Publicidade e acesso ao conteúdo Acessibilidade e uso de software livre trabalho em Rede www.construindoacidade.com.br www.remrgs.blogspot.com.br www.sebprs.blogspot.com.br
  13. 13. IMAGENS PERMITEM OLHARMOS PARA NÓS MESMOS
  14. 14. IMAGENS PERMITEM OLHARMOS PARA NÓS MESMOS
  15. 15. VALOR E MEMÓRIA NA PRESERVAÇÃO DE ACERVOS Obrigada documentoscamara@gmail.com

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