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Exercícios de literatura
Tema: MODERNISMO (1ª fase)
1. (ENEM/MEC) Poética, de Manuel Bandeira, é quase um manifesto do movimento modernista brasileiro
de 1922. No poema, o autor elabora críticas e propostas que representam o pensamento estético
predominante na época.
Poética
"Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e
[manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
[cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
[...]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.”
BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa.
Rio de Janeiro. Aguilar, 1974.
Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta:
a) Critica o lirismo louco do movimento modernista.
b) Critica todo e qualquer lirismo na literatura.
c) Propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico.
d) Propõe o retorno ao lirismo do movimento romântico.
e) Propõe a criação de um novo lirismo.
2. (FUVEST/SP)
Profundamente
“Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
[...]
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.”
Manuel Bandeira, Libertinagem.
No conhecido poema de Bandeira, aqui parcialmente reproduzido, a experiência do afastamento da festa
de São João
a) É de ordem subjetiva e ocorre, primordialmente, no plano do sonho e da imaginação.
b) Reflete, em chave saudosista, o tradicionalismo que caracterizou a geração modernista de 1922.
c) Se dá predominantemente no plano do tempo e encaminha uma reflexão sobre a transitoriedade das
coisas humanas.
d) Assume feição abstrata, na medida em que evita assimilar os dados da percepção sensível, registrados
pela visão e pela audição.
e) É figurada poeticamente segundo o princípio estético que prevê a separação nítida de prosa e poesia.
Resposta
Instrução: (Unifesp/SP) Leia o poema de Oswald de Andrade e responda às questões abaixo
Senhor feudal
"Se Pedro Segundo
Vier aqui
Com história
Eu boto ele na cadeia.”
3. (Unifesp/SP) Considere as seguintes características do Modernismo brasileiro:
I. Busca de uma língua brasileira;
II. Versos livres;
III. Ironia e humor.
Nos versos de Oswald de Andrade,
a) Apenas I está presente.
b) Apenas III está presente.
c) Apenas I e II estão presentes.
d) Apenas I e III estão presentes.
e) I, II e III estão presentes.
4. (Unifesp/SP) Considerando os pressupostos do Modernismo e da poética oswaldiana, é correto afirmar
que a alusão a D. Pedro II, figura da corte portuguesa, sugere
a) A reafirmação da base literária brasileira, decalque dos valores europeus.
b) A negação do valor da literatura portuguesa e apresenta a brasileira como insuperável.
c) A sátira ao referencial artístico português e, por extensão, critica a importação de valores literários
europeus.
d) O confronto entre a arte literária brasileira e a portuguesa, elucidando a inevitável influência desta para
a formação daquela.
e) A pouca influência recebida da arte literária portuguesa, o que confere autenticidade à literatura
brasileira.
Brasil
"O Zé Pereira chegou de caravela
E preguntou pro guarani da mata virgem
— Sois cristão?
— Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte
Teterê tetê Quizá Quizá Quecê!
Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu!
O negro zonzo saído da fornalha
Tomou a palavra e respondeu
— Sim pela graça de Deus
Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!
E fizeram o Carnaval”
Oswald de Andrade.
5. (ENEM/MEC) Este texto apresenta uma versão humorística da formação do Brasil, mostrando-a como
uma junção de elementos diferentes. Considerando-se esse aspecto, é correto afirmar que a visão
apresentada pelo texto é
a) Ambígua, pois tanto aponta o caráter desconjuntado da formação nacional, quanto parece sugerir que
esse processo, apesar de tudo, acaba bem.
b) Inovadora, pois mostra que as três raças formadoras — portugueses, negros e índios — pouco
contribuíram para a formação da identidade brasileira.
c) Moralizante, na medida em que aponta a precariedade da formação cristã do Brasil como causa da
predominância de elementos primitivos e pagãos.
d) Preconceituosa, pois critica tanto índios quanto negros, representando de modo positivo apenas o
elemento europeu, vindo com as caravelas.
e) Negativa, pois retrata a formação do Brasil como incoerente e defeituosa, resultando em anarquia e
falta de seriedade.
6. (ENEM/MEC) A polifonia, variedade de vozes, presente no poema resulta da manifestação do
a) Poeta e do colonizador apenas.
b) Colonizador e do negro apenas.
c) Negro e do índio apenas.
d) Colonizador, do poeta e do negro apenas.
e) Poeta, do colonizador, do índio e do negro.
7. (ESPM/SP) Todos os excertos abaixo confirmam o ideário de Oswald de Andrade quando defende: “A
língua sem arcaísmos. Sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros.”
(Manifesto da Poesia Pau-Brasil). Assinale o item que não se enquadra no referido ideário:
a) “O Arnesto nos convidô/Prum samba ele mora no Brais./Nóis fumu e num encontremo ninguém/Nóis
vortemo com uma baita duma réiva/Da outra veis, nóis num vai mais.” (Adoniram Barbosa);
b) “A gente viemos do inferno — nós todos — compadre meu Quelemém instrui.” (Guimarães Rosa);
c) “Beiramávamos em auto pelo espelho de aluguel arborizado das avenidas marinhas sem sol.” (Oswald
de Andrade);
d) “Então Macunaíma pediu fibra de curauá. Jiguê olhou pra ele com ódio e mandou a companheira
arranjar fio pro menino, a moça fez.” (Mário de Andrade);
e) “Invejo o ourives quando escrevo:/Imito o amor/Com que ele, em ouro, o alto relevo/Faz de uma flor.”
(Olavo Bilac).
8. (UPE) Um paralelo entre Machado de Assis e outros autores de escolas e épocas diferentes nos leva a
admitir que:
a) Machado de Assis, no Rio de Janeiro do século XIX, e Gregório de Matos, na Bahia barroca do século
XVII, foram críticos da sociedade em que viveram. Ambos criticaram a hipocrisia social com uma ironia
fina, discreta, requintada, sutil e feita nas entrelinhas.
b) Tomás Antonio Gonzaga, árcade em Vila Rica do século XVII, tem em comum com Machado a recusa
na intensificação da subjetividade e o racionalismo, que transforma a vida num caminho fácil e tranqüilo.
c) José de Alencar, ficcionista romântico da primeira metade do século XIX, como Machado, situa suas
narrativas urbanas na corte (Rio), onde a imitação dos costumes europeus se misturava com a
mediocridade da vida local. Porém, ambos não acertam o tom crítico, fazendo uma análise superficial dos
indivíduos e da sociedade.
d) Machado é realista, e Aluísio de Azevedo é naturalista. Ambos têm como características a objetividade,
a impessoalidade, o racionalismo e o pessimismo. Porém, enquanto Machado faz uma análise psicológica
e crítica dos valores sociais de uma forma implícita, com ironia, digressões e absoluta perfeição formal,
Aluísio faz crítica social explícita e busca personagens patológicos estereotipados, com os quais
desenvolve a teoria do determinismo.
e) Machado foi um talento múltiplo: romancista, contista, poeta, crítico literário, cronista e teatrólogo, assim
como Mário de Andrade, modernista do início do século XX. Ambos usaram de ironia nos seus escritos,
renovaram a linguagem literária brasileira, desrespeitaram a sintaxe tradicional e pesquisaram as
manifestações folclóricas nacionais.
Resposta
9. (UEPB) Leia:
“Os modernistas de 1922 nunca se consideraram componentes de uma escola, nem afirmaram ter
postulados rigorosos em comum. O que os unificava era um grande desejo de expressão livre e a
tendência para transmitir, sem os embelezamentos tradicionais do academismo, a emoção pessoal e a
realidade do país.”
CANDIDO, Antonio e CASTELLO, José Aderaldo.
Presença da literatura brasileira. Modernismo. São Paulo: Difel, 1981. p. 9.
Considerando as informações apresentadas no texto e os estudos sobre o modernismo brasileiro,
identifique a(s) proposição(ões) verdadeira(s):
01. A ausência de “postulados rigorosos” contribuiu para que autores como Manuel Bandeira e Mário de
Andrade não se tornassem representativos no cenário da literatura brasileira.
02. Os “embelezamentos tradicionais do academismo”, mencionados no texto, estão associados à poesia
de Cassiano Ricardo e de Oswald de Andrade.
04. A “tendência para transmitir [...] a realidade do país” significava, para os modernistas de 1922, realizar
uma leitura crítica das nossas tradições culturais, como ocorre em Macunaíma, de Mário de Andrade.
08. O “desejo de expressão livre” não se manifesta na poesia de Mário de Andrade, pois o poeta não
adota as inovações formais, presentes na obra de outros autores modernistas.
16 . A “tendência para transmitir [...] a emoção pessoal” manifesta-se em poemas de Manuel Bandeira,
que resgata o lirismo poético.
A soma dos valores atribuídos à(s) proposição(ões) verdadeira(s) é igual a _________________
10. (UEPB)
Carta-poema
“Excelentíssimo Prefeito
Senhor Hildebrando de Góis,
Permiti que, rendido o preito
A que fazeis jus por quem sois,
Um poeta já sexagenário,
Que não tem outra aspiração
Senão viver de seu salário
Na sua limpa solidão,
[...]
Que imundície! Tripas de peixe,
Cascas de fruta e ovo, papéis...
Não é natural que me queixe?
Meu Prefeito, vinde e vereis!
Quando chove, o chão vira lama:
São atoleiros, lodaçais,
Que disputam a palma à fama
Das velhas maremas letais!
[...]
Mandai calçar a via pública
Que, sendo um vasto lagamar,
Faz a vergonha da República
Junto à Avenida Beira-Mar!”
Manuel Bandeira
O texto, acima, tem função
a) Referencial.
b) Poética.
c) Conativa.
d) Apelativa.
e) Metalingüística.
11. (PUC-RS) O poema Canção do Exílio, do poeta Gonçalves Dias, foi revisto pelos ________, por meio
de releituras que ________ sua forma e sua concepção ________ de nação.
a) Parnasianos refutam romântica.
b) Simbolistas enaltecem idealista.
c) Modernistas satirizam idealista.
d) Simbolistas reforçam crítica.
e) Modernistas exaltam impressionista.
Vou-me Embora pra Pasárgada
“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
[...]
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
[...]
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.”
12. (PUC-RS) O caráter ________ do poema se revela pela referência à possibilidade de viver plenamente
a vida, sem quaisquer impedimentos.
a) Confessional
b) Satírico
c) Caótico
d) Sincrético
e) Hermético
Para responder à questão abaixo, numerar a Coluna B, que contém imagens construídas pelo poeta, de
acordo com a Coluna A, que indica as estrofes do poema.
Coluna A
1. Primeira estrofe.
2. Segunda estrofe.
3. Terceira estrofe.
4. Quarta estrofe.
5. Quinta estrofe.
Coluna B
(__) O poder sobre o Estado e sobre as mulheres.
(__) O domínio sobre a tecnologia.
(__) A possibilidade de viver de forma natural.
(__) A referência a atitudes destrutivas.
13. (PUC-RS) A numeração correta da Coluna B, de cima para baixo, é
a) 3 – 4 – 1 – 5
b) 2 – 3 – 5 – 4
c) 1 – 4 – 3 – 5
d) 1 – 2 – 3 – 4
e) 2 – 3 – 4 – 5
14. (PUC-RS)
Para responder à questão, ler o texto que segue.
Irene no céu
“Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
– Licença, meu branco!
E São Pedro, bonachão:
– Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”
Manuel Bandeira, poeta modernista, revela no texto em questão uma das suas fortes características, qual
seja, a tendência a
a) Tematizar o cotidiano em linguagem cifrada e metafórica.
b) Excluir personagens associadas às minorias marginalizadas.
c) Recorrer ao mundo real para abordar questões metafísicas.
d) Associar subjetividade e objetividade.
e) Sublimar seus problemas de saúde.
Resposta
15. (PUC-PR) Leia o poema Neologismo, de Manuel Bandeira, e assinale a alternativa correta relativa à
interpretação do texto.
“Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.”
a) O poema traduz o sentimento de mundo caótico da poesia de Manuel Bandeira.
b) Está presente no texto o conflito entre o eu-lírico e o mundo.
c) O ritmo traduz, na quebra dos versos, a inquietude do poeta.
d) A invenção de palavras é recurso usado por pessoas que falam pouco.
e) Para expressar o sentimento com maior vigor é preciso inventar a palavra.
16. (PUC-PR) Este fragmento de conhecido poema de Manuel Bandeira expõe características
permanentes de sua poesia:
“E quando eu estiver mais triste.
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
– Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.”
Aponte a alternativa que contém a correspondência dos versos com a permanência temática da obra de
Manuel Bandeira:
a) A vida provisória.
b) A percepção dos limites pessoais e a transformação da realidade.
c) O sentimentalismo incorrigível.
d) Lirismo intimista e recusa dos lugares-comuns.
e) A linguagem coloquial irônica.
17. (UPE)
Jacqueline
“Jacqueline morreu menina.
Jacqueline morta era mais bonita do que os anjos.
Os anjos!... Bem sei que não os há em parte alguma.
Há é mulheres extraordinariamente belas que morrem ainda meninas.
Houve tempo em que olhei para os teus retratos de menina como olho agora
[a pequena imagem de Jacqueline morta.
Eras tão bonita!
Eras tão bonita, que merecerias ter morrido na idade de Jacqueline
— Pura como Jacqueline...”
Manuel Bandeira. Estrela da Vida Inteira.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 157.
A leitura do poema de Bandeira autoriza a formulação das seguintes afirmações. Analise-as.
I. O poema pertence à primeira fase da produção do autor, muito marcada ainda pela idealização do
Romantismo, como demonstram os versos 1, 2 e 3.
II. A oralidade é uma das principais características do estilo de Manuel Bandeira, como se percebe no
poema, sobretudo no verso 4, com o verbo ‘ser' na função expletiva.
III. Outra característica da poesia de Manuel Bandeira é a nostalgia, que costuma acompanhar a voz lírica.
No caso do poema em análise, o verso ‘Eras tão bonita, que merecerias ter morrido na idade de
Jacqueline' expressa uma nostalgia em relação à beleza juvenil perdida.
IV. Do ponto de vista estrutural, temos no poema um eu-lírico que se dirige a um alguém, como atestam as
marcas da presença de um interlocutor na estrutura de alguns versos.
V. O ritmo do poema é marcado pelo uso de rimas regulares, de anáforas, de paralelismos.
A afirmativa é verdadeira nos itens
a) I, II e III, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) I, III e V, apenas.
e) IV e V, apenas.
18. (Unifap) A linguagem literária entra em experiências revolucionárias. Os próprios artistas assumem a
falta de unidade: “nós não sabemos o que queremos, sabemos o que não queremos”, assim, tentam
libertar-se da arte mais acadêmica e tradicional. Baseando-se na afirmação acima, assinale a alternativa
correta.
( a) Trata-se do Simbolismo cuja linguagem figura expressa coisas vagas, nebulosas e místicas.
( b) Trata-se do Modernismo que propõe um estilo de arte aberta, congregando várias tendências.
( c) Trata-se do Romantismo que defende o nacionalismo ufanista, a fuga da realidade e o culto da morte.
( d) Trata-se do Realismo que aborda temáticas sociais, com ênfase ao determinismo e à cientificidade.
( e) Trata-se do Arcadismo pois ressalta o início da formação de nossa consciência nacional e valoriza o
culto à natureza.
19. (FURG-2007) Sobre o Modernismo brasileiro, pode-se afirmar que:
a) caracterizou-se pelo desejo de evasão e por afastar-se da sociedade contemporânea.
b) revelou-se bastante heterogêneo, devido à orientação ideológica distinta existente entre seus muitos
grupos.
c) distanciou-se do Romantismo, uma vez que defendeu e praticou uma literatura marcada por um
ufanismo nacionalista.
d) em seu primeiro decênio, deu continuidade aos processos que marcaram a narrativa realistanaturalista.
e) defendeu, através de sua produção literária, o princípio da arte pela arte.
20. (PUC/PR-2007) Assinale a alternativa correta para as características do Modernismo de 1922, também
chamado de “fase heróica”.
a) espírito polêmico e destruidor, valorização poética do cotidiano, nacionalismo, busca da originalidade a
qualquer preço.
b) Temática ampla com preocupação filosófica, predomínio do romance regionalista, valorização do
cotidiano, nacionalismo.
c) Espírito polêmico, busca da originalidade, predomínio do romance psicológico, valorização da cidade e
das máquinas.
d) Visão futurista, espírito polêmico e destruidor, predomínio da prosa poética, valorização da cidade e das
máquinas.
e) Valorização poética do cotidiano, linguagem repleta de neologismos, nacionalismo e busca da poesia na
natureza.
21. (IBMEC/RJ-2007)
Sabiá
Tom Jobim e Chico Buarque
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De uma palmeira
Que já não há
Colher a flor
Que já não dá
E algum amor
Talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá
(IBMEC/RJ-2007) A canção “Sabiá” é apenas uma das inúmeras releituras e citações que o poema de
Gonçalves Dias, “Canção do Exílio” recebeu a partir do Modernismo. Esse poeta pertenceu à 1a geração
do romantismo brasileiro. Nas opções abaixo, assinale a única que não apresenta característica desse
estilo de época:
a) Nacionalismo, onde a exaltação da pátria somente enaltece as qualidades
b) Exaltação da natureza
e) Sentimentalismo e religiosidade
d) Indianismo, com a criação do herói nacional na figura do índio
e) Conceptismo (“jogo de idéias”) e cultismo (“jogo de palavras”).
22. (FURG-2007) Leia o texto seguinte, de autoria de Manuel Bandeira, e assinale a afirmativa correta.
Pneumotórax
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
— Diga trinta e três.
— Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
— Respire.
— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
a) O poema tem como marcas o coloquialismo e a ironia, elementos característicos da produção poética
de Manuel Bandeira.
b) O poema apresenta uma métrica e um ritmo regulares que revelam a influência que Manuel Bandeira
sofreu do Parnasianismo.
c) O texto de Manuel Bandeira apresenta uma linguagem rara, característica de sua poesia.
d) O poema reveste-se de um caráter musical, revelando a vinculação que a poesia de Manuel Bandeira
mantém com o Simbolismo.
e) O poema apresenta versos de estrutura sintática complexa, denunciando a influência que o poeta
sofreu da experiência concretista.
23. (UFPR-2007) Considere a obra Meus poemas preferidos, de Manuel Bandeira, e o seguinte poema,
retirado dessa obra.
NAMORADOS
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
— Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
— Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
— A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
— Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
— Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
Sobre Manuel Bandeira e o poema acima, considere as seguintes afirmativas:
1. No poema “Namorados”, a poesia de Manuel Bandeira flerta com a prosa. Percebe-se um caráter
narrativo, que permite a presença de mais de uma voz.
2. Embora o poema “Namorados” apresente um assunto comum à tradição da poesia – a relação e a
declaração amorosas –, o tratamento dado a ele pelo poeta ésurpreendentemente simples, até cômico, em
registro oralizante, um exemplo do que fez a crítica chamá-lo de “poeta do cotidiano”.
3. A estranheza gerada pela comparação da moça à lagarta listrada é a chave da declaração do
namorado, que pode ser lida ambiguamente: como uma mera estranheza e, portanto, uma imperfeição
que combina com o verso que a descreve como louca; ou como uma estranheza atraente, sendo a loucura
meramente uma forma moderna de expressar o “diferente”.
4. Um dos aspectos interessantes da obra de Manuel Bandeira é a nítida passagem que se faz do
simbolismo ao modernismo nos seus primeiros livros. Além de refletir a nossa própria história literária,
esse processo de mudança também revela como a obra do autor se modificou sem perder muitas de suas
características iniciais, mantendo-se sempre ligada a algumas formas da tradição, misturando, por
exemplo, o verso livre de alguns poemas às formas fixas de outros.
Assinale a alternativa correta.
a) São verdadeiras apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
b) São verdadeiras apenas as afirmativas 3 e 4.
c) São verdadeiras apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
d) São verdadeiras apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
e) São verdadeiras as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
24- Para responder à questão abaixo, assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as afirmativas sobre a
produção literária brasileira das primeiras décadas do século XX.
(__) Os movimentos de vanguarda europeus influenciaram significativamente os escritores brasileiros.
(__) Houve maior preocupação em romper com os padrões temáticos do que com os formais.
(__) Oswald de Andrade e Mario de Andrade protagonizaram as principais mudanças na primeira fase
modernista.
(__) A recorrência à paródia em relação à poesia antecedente evidenciou a opção ideológica dos
modernistas.
(__) As diferenças entre poesia e prosa foram enfatizadas neste período.
(PUC-RS) A seqüência correta, resultante do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) V – F – V – F – V
b) V – F – V – V – F
c) F – V – F – F – V
d) V – V – F – V – F
e) F – F – V – V – F
GABARITO:
1E 2C 3E 4C 5A 6E 7E 8D 920 10D 11C 12A 13C 14D 15D 16D 17E 18D 19B 20A 21E
22A 23 E 24E

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Exercícios literatura Modernismo

  • 1. Exercícios de literatura Tema: MODERNISMO (1ª fase) 1. (ENEM/MEC) Poética, de Manuel Bandeira, é quase um manifesto do movimento modernista brasileiro de 1922. No poema, o autor elabora críticas e propostas que representam o pensamento estético predominante na época. Poética "Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e [manifestações de apreço ao Sr. diretor. Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o [cunho vernáculo de um vocábulo Abaixo os puristas [...] Quero antes o lirismo dos loucos O lirismo dos bêbedos O lirismo difícil e pungente dos bêbedos O lirismo dos clowns de Shakespeare — Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.” BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro. Aguilar, 1974. Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta: a) Critica o lirismo louco do movimento modernista. b) Critica todo e qualquer lirismo na literatura. c) Propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico. d) Propõe o retorno ao lirismo do movimento romântico. e) Propõe a criação de um novo lirismo. 2. (FUVEST/SP) Profundamente “Quando ontem adormeci Na noite de São João Havia alegria e rumor Estrondos de bombas luzes de Bengala Vozes cantigas e risos Ao pé das fogueiras acesas. No meio da noite despertei Não ouvi mais vozes nem risos [...] Onde estavam os que há pouco Dançavam Cantavam E riam Ao pé das fogueiras acesas?
  • 2. — Estavam todos dormindo Estavam todos deitados Dormindo Profundamente Quando eu tinha seis anos Não pude ver o fim da festa de São João Porque adormeci Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo Minha avó Meu avô Totônio Rodrigues Tomásia Rosa Onde estão todos eles? — Estão todos dormindo Estão todos deitados Dormindo Profundamente.” Manuel Bandeira, Libertinagem. No conhecido poema de Bandeira, aqui parcialmente reproduzido, a experiência do afastamento da festa de São João a) É de ordem subjetiva e ocorre, primordialmente, no plano do sonho e da imaginação. b) Reflete, em chave saudosista, o tradicionalismo que caracterizou a geração modernista de 1922. c) Se dá predominantemente no plano do tempo e encaminha uma reflexão sobre a transitoriedade das coisas humanas. d) Assume feição abstrata, na medida em que evita assimilar os dados da percepção sensível, registrados pela visão e pela audição. e) É figurada poeticamente segundo o princípio estético que prevê a separação nítida de prosa e poesia. Resposta Instrução: (Unifesp/SP) Leia o poema de Oswald de Andrade e responda às questões abaixo Senhor feudal "Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia.” 3. (Unifesp/SP) Considere as seguintes características do Modernismo brasileiro: I. Busca de uma língua brasileira; II. Versos livres; III. Ironia e humor. Nos versos de Oswald de Andrade,
  • 3. a) Apenas I está presente. b) Apenas III está presente. c) Apenas I e II estão presentes. d) Apenas I e III estão presentes. e) I, II e III estão presentes. 4. (Unifesp/SP) Considerando os pressupostos do Modernismo e da poética oswaldiana, é correto afirmar que a alusão a D. Pedro II, figura da corte portuguesa, sugere a) A reafirmação da base literária brasileira, decalque dos valores europeus. b) A negação do valor da literatura portuguesa e apresenta a brasileira como insuperável. c) A sátira ao referencial artístico português e, por extensão, critica a importação de valores literários europeus. d) O confronto entre a arte literária brasileira e a portuguesa, elucidando a inevitável influência desta para a formação daquela. e) A pouca influência recebida da arte literária portuguesa, o que confere autenticidade à literatura brasileira. Brasil "O Zé Pereira chegou de caravela E preguntou pro guarani da mata virgem — Sois cristão? — Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte Teterê tetê Quizá Quizá Quecê! Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu! O negro zonzo saído da fornalha Tomou a palavra e respondeu — Sim pela graça de Deus Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum! E fizeram o Carnaval” Oswald de Andrade. 5. (ENEM/MEC) Este texto apresenta uma versão humorística da formação do Brasil, mostrando-a como uma junção de elementos diferentes. Considerando-se esse aspecto, é correto afirmar que a visão apresentada pelo texto é a) Ambígua, pois tanto aponta o caráter desconjuntado da formação nacional, quanto parece sugerir que esse processo, apesar de tudo, acaba bem. b) Inovadora, pois mostra que as três raças formadoras — portugueses, negros e índios — pouco contribuíram para a formação da identidade brasileira. c) Moralizante, na medida em que aponta a precariedade da formação cristã do Brasil como causa da predominância de elementos primitivos e pagãos.
  • 4. d) Preconceituosa, pois critica tanto índios quanto negros, representando de modo positivo apenas o elemento europeu, vindo com as caravelas. e) Negativa, pois retrata a formação do Brasil como incoerente e defeituosa, resultando em anarquia e falta de seriedade. 6. (ENEM/MEC) A polifonia, variedade de vozes, presente no poema resulta da manifestação do a) Poeta e do colonizador apenas. b) Colonizador e do negro apenas. c) Negro e do índio apenas. d) Colonizador, do poeta e do negro apenas. e) Poeta, do colonizador, do índio e do negro. 7. (ESPM/SP) Todos os excertos abaixo confirmam o ideário de Oswald de Andrade quando defende: “A língua sem arcaísmos. Sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros.” (Manifesto da Poesia Pau-Brasil). Assinale o item que não se enquadra no referido ideário: a) “O Arnesto nos convidô/Prum samba ele mora no Brais./Nóis fumu e num encontremo ninguém/Nóis vortemo com uma baita duma réiva/Da outra veis, nóis num vai mais.” (Adoniram Barbosa); b) “A gente viemos do inferno — nós todos — compadre meu Quelemém instrui.” (Guimarães Rosa); c) “Beiramávamos em auto pelo espelho de aluguel arborizado das avenidas marinhas sem sol.” (Oswald de Andrade); d) “Então Macunaíma pediu fibra de curauá. Jiguê olhou pra ele com ódio e mandou a companheira arranjar fio pro menino, a moça fez.” (Mário de Andrade); e) “Invejo o ourives quando escrevo:/Imito o amor/Com que ele, em ouro, o alto relevo/Faz de uma flor.” (Olavo Bilac). 8. (UPE) Um paralelo entre Machado de Assis e outros autores de escolas e épocas diferentes nos leva a admitir que: a) Machado de Assis, no Rio de Janeiro do século XIX, e Gregório de Matos, na Bahia barroca do século XVII, foram críticos da sociedade em que viveram. Ambos criticaram a hipocrisia social com uma ironia fina, discreta, requintada, sutil e feita nas entrelinhas. b) Tomás Antonio Gonzaga, árcade em Vila Rica do século XVII, tem em comum com Machado a recusa na intensificação da subjetividade e o racionalismo, que transforma a vida num caminho fácil e tranqüilo. c) José de Alencar, ficcionista romântico da primeira metade do século XIX, como Machado, situa suas narrativas urbanas na corte (Rio), onde a imitação dos costumes europeus se misturava com a mediocridade da vida local. Porém, ambos não acertam o tom crítico, fazendo uma análise superficial dos indivíduos e da sociedade. d) Machado é realista, e Aluísio de Azevedo é naturalista. Ambos têm como características a objetividade, a impessoalidade, o racionalismo e o pessimismo. Porém, enquanto Machado faz uma análise psicológica e crítica dos valores sociais de uma forma implícita, com ironia, digressões e absoluta perfeição formal, Aluísio faz crítica social explícita e busca personagens patológicos estereotipados, com os quais desenvolve a teoria do determinismo.
  • 5. e) Machado foi um talento múltiplo: romancista, contista, poeta, crítico literário, cronista e teatrólogo, assim como Mário de Andrade, modernista do início do século XX. Ambos usaram de ironia nos seus escritos, renovaram a linguagem literária brasileira, desrespeitaram a sintaxe tradicional e pesquisaram as manifestações folclóricas nacionais. Resposta 9. (UEPB) Leia: “Os modernistas de 1922 nunca se consideraram componentes de uma escola, nem afirmaram ter postulados rigorosos em comum. O que os unificava era um grande desejo de expressão livre e a tendência para transmitir, sem os embelezamentos tradicionais do academismo, a emoção pessoal e a realidade do país.” CANDIDO, Antonio e CASTELLO, José Aderaldo. Presença da literatura brasileira. Modernismo. São Paulo: Difel, 1981. p. 9. Considerando as informações apresentadas no texto e os estudos sobre o modernismo brasileiro, identifique a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. A ausência de “postulados rigorosos” contribuiu para que autores como Manuel Bandeira e Mário de Andrade não se tornassem representativos no cenário da literatura brasileira. 02. Os “embelezamentos tradicionais do academismo”, mencionados no texto, estão associados à poesia de Cassiano Ricardo e de Oswald de Andrade. 04. A “tendência para transmitir [...] a realidade do país” significava, para os modernistas de 1922, realizar uma leitura crítica das nossas tradições culturais, como ocorre em Macunaíma, de Mário de Andrade. 08. O “desejo de expressão livre” não se manifesta na poesia de Mário de Andrade, pois o poeta não adota as inovações formais, presentes na obra de outros autores modernistas. 16 . A “tendência para transmitir [...] a emoção pessoal” manifesta-se em poemas de Manuel Bandeira, que resgata o lirismo poético. A soma dos valores atribuídos à(s) proposição(ões) verdadeira(s) é igual a _________________ 10. (UEPB) Carta-poema “Excelentíssimo Prefeito Senhor Hildebrando de Góis, Permiti que, rendido o preito A que fazeis jus por quem sois, Um poeta já sexagenário, Que não tem outra aspiração Senão viver de seu salário Na sua limpa solidão, [...] Que imundície! Tripas de peixe, Cascas de fruta e ovo, papéis... Não é natural que me queixe? Meu Prefeito, vinde e vereis! Quando chove, o chão vira lama: São atoleiros, lodaçais, Que disputam a palma à fama Das velhas maremas letais! [...] Mandai calçar a via pública
  • 6. Que, sendo um vasto lagamar, Faz a vergonha da República Junto à Avenida Beira-Mar!” Manuel Bandeira O texto, acima, tem função a) Referencial. b) Poética. c) Conativa. d) Apelativa. e) Metalingüística. 11. (PUC-RS) O poema Canção do Exílio, do poeta Gonçalves Dias, foi revisto pelos ________, por meio de releituras que ________ sua forma e sua concepção ________ de nação. a) Parnasianos refutam romântica. b) Simbolistas enaltecem idealista. c) Modernistas satirizam idealista. d) Simbolistas reforçam crítica. e) Modernistas exaltam impressionista. Vou-me Embora pra Pasárgada “Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura [...] E como farei ginástica Andarei de bicicleta Montarei em burro brabo Subirei no pau-de-sebo Tomarei banhos de mar! [...] Em Pasárgada tem tudo É outra civilização Tem um processo seguro De impedir a concepção Tem telefone automático Tem alcalóide à vontade Tem prostitutas bonitas Para a gente namorar
  • 7. E quando estiver mais triste Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar — Lá sou amigo do rei — Terei a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada.” 12. (PUC-RS) O caráter ________ do poema se revela pela referência à possibilidade de viver plenamente a vida, sem quaisquer impedimentos. a) Confessional b) Satírico c) Caótico d) Sincrético e) Hermético Para responder à questão abaixo, numerar a Coluna B, que contém imagens construídas pelo poeta, de acordo com a Coluna A, que indica as estrofes do poema. Coluna A 1. Primeira estrofe. 2. Segunda estrofe. 3. Terceira estrofe. 4. Quarta estrofe. 5. Quinta estrofe. Coluna B (__) O poder sobre o Estado e sobre as mulheres. (__) O domínio sobre a tecnologia. (__) A possibilidade de viver de forma natural. (__) A referência a atitudes destrutivas. 13. (PUC-RS) A numeração correta da Coluna B, de cima para baixo, é a) 3 – 4 – 1 – 5 b) 2 – 3 – 5 – 4 c) 1 – 4 – 3 – 5 d) 1 – 2 – 3 – 4
  • 8. e) 2 – 3 – 4 – 5 14. (PUC-RS) Para responder à questão, ler o texto que segue. Irene no céu “Irene preta Irene boa Irene sempre de bom humor. Imagino Irene entrando no céu: – Licença, meu branco! E São Pedro, bonachão: – Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.” Manuel Bandeira, poeta modernista, revela no texto em questão uma das suas fortes características, qual seja, a tendência a a) Tematizar o cotidiano em linguagem cifrada e metafórica. b) Excluir personagens associadas às minorias marginalizadas. c) Recorrer ao mundo real para abordar questões metafísicas. d) Associar subjetividade e objetividade. e) Sublimar seus problemas de saúde. Resposta 15. (PUC-PR) Leia o poema Neologismo, de Manuel Bandeira, e assinale a alternativa correta relativa à interpretação do texto. “Beijo pouco, falo menos ainda. Mas invento palavras Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana. Inventei, por exemplo, o verbo teadorar Intransitivo: Teadoro, Teodora.” a) O poema traduz o sentimento de mundo caótico da poesia de Manuel Bandeira. b) Está presente no texto o conflito entre o eu-lírico e o mundo. c) O ritmo traduz, na quebra dos versos, a inquietude do poeta. d) A invenção de palavras é recurso usado por pessoas que falam pouco. e) Para expressar o sentimento com maior vigor é preciso inventar a palavra. 16. (PUC-PR) Este fragmento de conhecido poema de Manuel Bandeira expõe características permanentes de sua poesia:
  • 9. “E quando eu estiver mais triste. Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar – Lá sou amigo do rei - Terei a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada.” Aponte a alternativa que contém a correspondência dos versos com a permanência temática da obra de Manuel Bandeira: a) A vida provisória. b) A percepção dos limites pessoais e a transformação da realidade. c) O sentimentalismo incorrigível. d) Lirismo intimista e recusa dos lugares-comuns. e) A linguagem coloquial irônica. 17. (UPE) Jacqueline “Jacqueline morreu menina. Jacqueline morta era mais bonita do que os anjos. Os anjos!... Bem sei que não os há em parte alguma. Há é mulheres extraordinariamente belas que morrem ainda meninas. Houve tempo em que olhei para os teus retratos de menina como olho agora [a pequena imagem de Jacqueline morta. Eras tão bonita! Eras tão bonita, que merecerias ter morrido na idade de Jacqueline — Pura como Jacqueline...” Manuel Bandeira. Estrela da Vida Inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 157. A leitura do poema de Bandeira autoriza a formulação das seguintes afirmações. Analise-as. I. O poema pertence à primeira fase da produção do autor, muito marcada ainda pela idealização do Romantismo, como demonstram os versos 1, 2 e 3. II. A oralidade é uma das principais características do estilo de Manuel Bandeira, como se percebe no poema, sobretudo no verso 4, com o verbo ‘ser' na função expletiva. III. Outra característica da poesia de Manuel Bandeira é a nostalgia, que costuma acompanhar a voz lírica. No caso do poema em análise, o verso ‘Eras tão bonita, que merecerias ter morrido na idade de Jacqueline' expressa uma nostalgia em relação à beleza juvenil perdida. IV. Do ponto de vista estrutural, temos no poema um eu-lírico que se dirige a um alguém, como atestam as marcas da presença de um interlocutor na estrutura de alguns versos. V. O ritmo do poema é marcado pelo uso de rimas regulares, de anáforas, de paralelismos. A afirmativa é verdadeira nos itens
  • 10. a) I, II e III, apenas. b) II e IV, apenas. c) II, III e IV, apenas. d) I, III e V, apenas. e) IV e V, apenas. 18. (Unifap) A linguagem literária entra em experiências revolucionárias. Os próprios artistas assumem a falta de unidade: “nós não sabemos o que queremos, sabemos o que não queremos”, assim, tentam libertar-se da arte mais acadêmica e tradicional. Baseando-se na afirmação acima, assinale a alternativa correta. ( a) Trata-se do Simbolismo cuja linguagem figura expressa coisas vagas, nebulosas e místicas. ( b) Trata-se do Modernismo que propõe um estilo de arte aberta, congregando várias tendências. ( c) Trata-se do Romantismo que defende o nacionalismo ufanista, a fuga da realidade e o culto da morte. ( d) Trata-se do Realismo que aborda temáticas sociais, com ênfase ao determinismo e à cientificidade. ( e) Trata-se do Arcadismo pois ressalta o início da formação de nossa consciência nacional e valoriza o culto à natureza. 19. (FURG-2007) Sobre o Modernismo brasileiro, pode-se afirmar que: a) caracterizou-se pelo desejo de evasão e por afastar-se da sociedade contemporânea. b) revelou-se bastante heterogêneo, devido à orientação ideológica distinta existente entre seus muitos grupos. c) distanciou-se do Romantismo, uma vez que defendeu e praticou uma literatura marcada por um ufanismo nacionalista. d) em seu primeiro decênio, deu continuidade aos processos que marcaram a narrativa realistanaturalista. e) defendeu, através de sua produção literária, o princípio da arte pela arte. 20. (PUC/PR-2007) Assinale a alternativa correta para as características do Modernismo de 1922, também chamado de “fase heróica”. a) espírito polêmico e destruidor, valorização poética do cotidiano, nacionalismo, busca da originalidade a qualquer preço. b) Temática ampla com preocupação filosófica, predomínio do romance regionalista, valorização do cotidiano, nacionalismo. c) Espírito polêmico, busca da originalidade, predomínio do romance psicológico, valorização da cidade e das máquinas. d) Visão futurista, espírito polêmico e destruidor, predomínio da prosa poética, valorização da cidade e das máquinas.
  • 11. e) Valorização poética do cotidiano, linguagem repleta de neologismos, nacionalismo e busca da poesia na natureza. 21. (IBMEC/RJ-2007) Sabiá Tom Jobim e Chico Buarque Vou voltar Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá Vou voltar Sei que ainda vou voltar Vou deitar à sombra De uma palmeira Que já não há Colher a flor Que já não dá E algum amor Talvez possa espantar As noites que eu não queria E anunciar o dia Vou voltar Sei que ainda vou voltar Não vai ser em vão Que fiz tantos planos De me enganar Como fiz enganos De me encontrar Como fiz estradas De me perder Fiz de tudo e nada De te esquecer Vou voltar Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar Uma sabiá (IBMEC/RJ-2007) A canção “Sabiá” é apenas uma das inúmeras releituras e citações que o poema de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio” recebeu a partir do Modernismo. Esse poeta pertenceu à 1a geração do romantismo brasileiro. Nas opções abaixo, assinale a única que não apresenta característica desse estilo de época: a) Nacionalismo, onde a exaltação da pátria somente enaltece as qualidades b) Exaltação da natureza e) Sentimentalismo e religiosidade
  • 12. d) Indianismo, com a criação do herói nacional na figura do índio e) Conceptismo (“jogo de idéias”) e cultismo (“jogo de palavras”). 22. (FURG-2007) Leia o texto seguinte, de autoria de Manuel Bandeira, e assinale a afirmativa correta. Pneumotórax Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos. A vida inteira que podia ter sido e não foi. Tosse, tosse, tosse. Mandou chamar o médico: — Diga trinta e três. — Trinta e três... trinta e três... trinta e três... — Respire. — O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado. — Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax? — Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. a) O poema tem como marcas o coloquialismo e a ironia, elementos característicos da produção poética de Manuel Bandeira. b) O poema apresenta uma métrica e um ritmo regulares que revelam a influência que Manuel Bandeira sofreu do Parnasianismo. c) O texto de Manuel Bandeira apresenta uma linguagem rara, característica de sua poesia. d) O poema reveste-se de um caráter musical, revelando a vinculação que a poesia de Manuel Bandeira mantém com o Simbolismo. e) O poema apresenta versos de estrutura sintática complexa, denunciando a influência que o poeta sofreu da experiência concretista. 23. (UFPR-2007) Considere a obra Meus poemas preferidos, de Manuel Bandeira, e o seguinte poema, retirado dessa obra. NAMORADOS O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: — Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara. A moça olhou de lado e esperou. — Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada? A moça se lembrava: — A gente fica olhando... A meninice brincou de novo nos olhos dela. O rapaz prosseguiu com muita doçura: — Antônia, você parece uma lagarta listrada.
  • 13. A moça arregalou os olhos, fez exclamações. O rapaz concluiu: — Antônia, você é engraçada! Você parece louca. Sobre Manuel Bandeira e o poema acima, considere as seguintes afirmativas: 1. No poema “Namorados”, a poesia de Manuel Bandeira flerta com a prosa. Percebe-se um caráter narrativo, que permite a presença de mais de uma voz. 2. Embora o poema “Namorados” apresente um assunto comum à tradição da poesia – a relação e a declaração amorosas –, o tratamento dado a ele pelo poeta ésurpreendentemente simples, até cômico, em registro oralizante, um exemplo do que fez a crítica chamá-lo de “poeta do cotidiano”. 3. A estranheza gerada pela comparação da moça à lagarta listrada é a chave da declaração do namorado, que pode ser lida ambiguamente: como uma mera estranheza e, portanto, uma imperfeição que combina com o verso que a descreve como louca; ou como uma estranheza atraente, sendo a loucura meramente uma forma moderna de expressar o “diferente”. 4. Um dos aspectos interessantes da obra de Manuel Bandeira é a nítida passagem que se faz do simbolismo ao modernismo nos seus primeiros livros. Além de refletir a nossa própria história literária, esse processo de mudança também revela como a obra do autor se modificou sem perder muitas de suas características iniciais, mantendo-se sempre ligada a algumas formas da tradição, misturando, por exemplo, o verso livre de alguns poemas às formas fixas de outros. Assinale a alternativa correta. a) São verdadeiras apenas as afirmativas 1, 2 e 4. b) São verdadeiras apenas as afirmativas 3 e 4. c) São verdadeiras apenas as afirmativas 1, 3 e 4. d) São verdadeiras apenas as afirmativas 1, 2 e 3. e) São verdadeiras as afirmativas 1, 2, 3 e 4. 24- Para responder à questão abaixo, assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as afirmativas sobre a produção literária brasileira das primeiras décadas do século XX. (__) Os movimentos de vanguarda europeus influenciaram significativamente os escritores brasileiros. (__) Houve maior preocupação em romper com os padrões temáticos do que com os formais. (__) Oswald de Andrade e Mario de Andrade protagonizaram as principais mudanças na primeira fase modernista. (__) A recorrência à paródia em relação à poesia antecedente evidenciou a opção ideológica dos modernistas. (__) As diferenças entre poesia e prosa foram enfatizadas neste período. (PUC-RS) A seqüência correta, resultante do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) V – F – V – F – V
  • 14. b) V – F – V – V – F c) F – V – F – F – V d) V – V – F – V – F e) F – F – V – V – F GABARITO: 1E 2C 3E 4C 5A 6E 7E 8D 920 10D 11C 12A 13C 14D 15D 16D 17E 18D 19B 20A 21E 22A 23 E 24E