Treinamento lixadeira

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Treinamento lixadeira

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  1. 1. TREINANEMTO LIXADEIRA / POLICORTE
  2. 2. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO • Introdução • EPI - Equipamento de Proteção Individual • Características de Lixadeiras • Segurança Operacional • Os discos • Segurança na Operação de Lixadeiras e Policortes • Casos mais comuns de erro operacionais e acidentes
  3. 3. Cursos de Lixadeira/Policortes Introdução Segurança na Operação de Máquinas Lixadeiras e Policortes. Neste curso você estudará a fundo as informações importantes sobre o manuseio, as características técnicas, e os procedimentos seguros no emprego destas ferramentas.
  4. 4. Objetivo Tem como objetivo esclarecer, de forma correta, quando ao uso dos EPI, as normas de segurança para os colaboradores, a partir da educação e conscientização, desfrutem dos benefícios alcançados pela realização de um trabalho 100% seguro.
  5. 5. NORMAS REGULAMENTADORAS NR 06 - Equipamentos de proteção individual O QUE É EPI? 6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. O EPI PRECISA DE CERTIFICADO ? 6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
  6. 6. NORMAS REGULAMENTADORAS NR 06 - Equipamentos de proteção individual DE QUEM É A RESPONSABILIDADE DE FORNECER O EPI? 6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e, c) para atender a situações de emergência. QUAL É A RESPONSABILIDADE DO EMPREGADO? 6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI: a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e, d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
  7. 7. NORMAS REGULAMENTADORAS NR 06 - Equipamentos de proteção individual LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PARA OPERADOR DE LIXADEIRAS E POLICORTES Usar protetor de ouvidos. Óculos/Viseira. Avental. Luvas de proteção Sapatos de Segurança.
  8. 8. Componentes de Lixadeiras 1 Botão de trava 2 Descanso 3 Interruptor 4 Botão 5 Aberturas de ventilação 6 Empunhadeira auxiliar 7 Colar de fixação 8 Eixo de trabalho 9 Capa de proteção 10 Chave de pinos 11 Capa de proteção com limitador de profundidade (acessório opcional*) 12 Flange de apoio 13 Porca de aperto 14 Disco de desbaste (acessório opcional*) 15 Disco de corte (acessório opcional*)
  9. 9. Componentes de Policorte 1 Bloqueio de ligação para o interruptor de ligar-desligar 2 Interruptor de ligar-desligar 3 Punho 4 Capa de protecção pendular 5 Bloqueio do fuso 6 Disco de corte 7 Limitador angular 8 Veio de travamento 9 Destravamento rápido 10 Punho do veio 11 Orifícios para montagem 12 Placa de base 13 Parafuso de fixação para o limitador angular 14 Chave anular (15 mm; 13 mm) 15 Protecção para o transporte 16 Esbarro de profundidade 17 Braço da ferramenta 18 Punho de transporte
  10. 10. Componentes de Policorte 19 Capa de protecção 20 Chapa de protecção contra aparas 21 Veio da ferramenta 22 Flange de aperto 23 Arruela plana 24 Parafuso sextavado 25 Contra-porca do esbarro de profundidade
  11. 11. Segurança Operacional Atenção: Ao utilizar ferramentas elétricas observe derminadas medidas básicas de segurança, para evitar o risco de incêndio, choques elétricos e acidentes pessoais. 01 Mantenha o local de trabalho arrumado A desordem no local de trabalho pode ser motivo de acidente. 02 Evite choque elétrico A tomada deve ser adequada ao plugue da ferramenta elétrica. Em hipótese alguma troque ou modifique o plugue. Não utilize adaptadores de tomadas em ferramentas elétricas que utilizam plugues com pino terra. Plugue original e tomada adequada a esse plugue reduzem o risco de choque elétrico.
  12. 12. Segurança Operacional 03 Não sobrecarregue a ferramenta Você conseguirá trabalhar melhor e com mais segurança se observar os limites indicados para cada máquina. 04 Utilize a ferramenta apropriada Não use ferramentas demasiado fracas para trabalhos pesados. Não empregue ferramentas em trabalhos e para fins a que não se destinam; não use, por exemplo, uma serra circular manual para cortar árvores ou troncos. 05 Escolha vestuário apropriado para o trabalho Não use roupas largas ou jóias, pois podem prender-se em alguma peça móvel. Nos trabalhos externos aconselha-se o uso de luvas e sapatos que não escorreguem. Se tiver cabelo comprido, prenda-o com uma rede.
  13. 13. Segurança Operacional 06 Não force o cabo elétrico Nunca transporte a ferramenta pelo cabo elétrico e não o puxe para tirar o plugue da tomada. Proteja-o de calor e evite seu contato com óleo e objetos cortantes. 07 Mantenha fixa a peça a ser trabalhada Utilize dispositivos de fixação ou uma morsa, a fim de fixar a peça a ser trabalhada. Ficará mais seguro do que a fixação manual e você, obrigatoriamente, deve manusear a máquina com ambas as mãos. 08 Não mantenha a máquina ligada à rede Quando não estiver em uso, ou ao trocar acessórios, como por exemplo o disco de serra, etc mantenha a máquina desligada da rede. 09 Evite escutar músicas, MP3 ou qualquer outro tipo de coisa que possa tirar sua atenção do trabalho. Trabalhar de forma atenta é um dos principais itens que colaboram para evitam acidentes.
  14. 14. Tipos de Discos Corte ou Desgaste Disco de Corte Destinado a corte de chapas , tubos e perfis de baixa espessura A face lateral do disco não deve ser usada para esmerilhar Não se deve forçar o disco contra a peça ao ponto de baixar muito a rotação Disco de Desbaste: Destinado a desbastar superfícies Projetado para usar as faces laterais contra a peça a esmerilhar Escova RotativaEscova Rotativa Serve para polimento final de uma solda e retirada de crosta de ferrugem.
  15. 15. Tipos de Discos Corte ou Desgaste Disco de Corte/Desbaste: Lixas com formato circular, com ou sem furo central, que é fixado a um suporte, acoplado a uma máquina portátil ou estacionária. Discos com diferentes diâmetros e diferentes tipos de grãos abrasivos são fabricados para cada aplicação.
  16. 16. Tipos de Discos Composição de um disco de corte
  17. 17. Tipos de Discos Corte ou Desgaste Algumas das principais causas de quebra de discos abrasivos são: a) Velocidade da máquina superior à assimilada no rótulo dos discos; b) Montagem incorreta dos discos na máquina, como aperto excessivo, flanges sujos, empenados, imperfeitos e/ou pequenos, entre outros fatores; c) Usos abusivos, ocasionados pela pressão excessiva de trabalho, especialmente nas laterais do disco, por choques contra a peça obra, utilização da lateral para rebarbar peças, etc.
  18. 18. Simbologia dos discos
  19. 19. Vermelho para aço Azul para aços inoxidáveis e ligas à base de níquel Verde para alumínio e metais não-ferrosos Seleção dos discos
  20. 20. Cinza para concreto e materiais dúteis e flexíveis Preto para plástico Seleção dos discos
  21. 21. - Sempre respeitar as restrições de utilização indicada no rótulo dos discos. NÃO adequado para desbaste NÃO adequado para máquinas manuais NÃO utilizar para desbaste ou corte com água Seleção dos discos
  22. 22. Assegurar que a RPM máxima da máquina seja sempre, em qualquer condição de funcionamento, igual ou inferior à velocidade máxima indicada no rótulo do disco. Certificar-se que a máquina não exceda a velocidade máxima de operação do disco abrasivo (máquinas com ajuste automático da velocidade proporcional ao diâmetro do disco). Verificar com um tacômetro se a velocidade de rotação da máquina corresponde ao valor indicado em sua etiqueta. Caso contrário, consertar a máquina antes de utilizá-la. Velocidade de Trabalho dos discos
  23. 23. Instruções para montagem Antes de montar ou desmontar um produto abrasivo, desligue a fonte de alimentação da máquina (energia elétrica, ar comprimido etc.). Para abrasivos com haste montada, a velocidade do disco refere-se a um comprimento livre da haste fora da fixação máxima de ½”. Para um comprimento livre da haste fora da fixação superior à ½”, reduzir a velocidade.
  24. 24. A fim de não danificar o disco durante a montagem, evitar o uso de pressão excessiva para sua fixação. Nunca forçar os discos durante a montagem. Se o furo do disco for pequeno para o eixo da máquina, não forçar. Verificar se o diâmetro do furo indicado no rótulo do disco corresponde ao indicado no manual de instruções da máquina. Não montar discos se o furo não for compatível com o eixo. Isto pode gerar fortes vibrações e ser muito perigoso. Não montar mais de um disco no mesmo eixo. Nunca use disco reto Tipo 1 (EN 41), com um flange para discos com centro deprimido. Fixação
  25. 25. Alguns tipos de discos são equipados com um anel que é montado entre o flange e as laterais do disco antes de sua fixação, para evitar o deslizamento, compensar pequenas irregularidades da superfície do flange e do disco, e reduzir o desgaste do flange. O anel é feito de material macio (por exemplo, papel ou papelão) e deve ter diâmetro ligeiramente maior que o flange utilizado. Usar sempre um anel novo. Discos para máquinas de bancada são equipados com um base de apoio que precisa ser ajustado antes do uso. A distância não deve ser superior a 3 mm (1/8") do disco e não deve tocá-lo durante a operação. Fixação
  26. 26. Tipo 27: Ângulo ideal para discos de desbaste varia de 15° to 30° Tipo 29 Ângulo ideal para discos flexíveis é 10° Tipo 28: Ângulo ideal é inferior a 10° Para discos Combo Tipo 27 (corte e desbaste), o ângulo ideal é de 90° ou 20° Discos de desbaste tipos 27, 28 e 29 não devem ser usados em um ângulo muito baixo ou muito alto em relação à peça-obra. Ângulo de trabalho
  27. 27. Ângulo de trabalho O único ângulo permitido para discos de corte é de 90° em relação ao material (Tipo 1 (EN 41) – reto) Tipo 27 / (EN 42) – centro deprimido)
  28. 28. - Manuseie o disco sempre com extrema atenção e segurança. - Caso exista alguma suspeita de que o disco esteja com algum defeito ou danificados, consulte imediatamente o fabricante. MANUSEIO
  29. 29. Segurança na Operação Sempre use os equipamentos individuais de segurança
  30. 30. Segurança na Operação Nunca transporte a máquina pelo cabo elétrico.
  31. 31. Segurança na Operação Nunca pendure a máquina pelo cabo elétrico.
  32. 32. Segurança na Operação Na troca de acessórios, desconecte o cabo da energia.
  33. 33. Segurança na Operação Verifique o ambiente, evitando o contato com materiais inflamáveis.
  34. 34. Segurança na Operação Utilize biombos, lonas plásticas ou outro tipo de obstáculo, como prevenção de acidentes com terceiros.
  35. 35. Casos mais comuns de erros operacionais NUNCA remova a capa de proteção ao operar a ferramenta. SEMPRE que realizar trabalhos em peças pequenas, fixe-as antes de iniciar o serviço. Manuseie sempre com as duas mãos.
  36. 36. Casos mais comuns de erros operacionais Evite ficar na Linha de Corte da máquina. Evite impactos no eixo da máquina, quando retirar o acessório.
  37. 37. Casos mais comuns de erros operacionais Nunca use a máquina entre as pernas. Esteja sempre em uma posição confortável quando for trabalhar.
  38. 38. Casos mais comuns de erros operacionais Nunca use disco de corte para desgastar (ou limar rebarbas das peças cortadas nas laterais do disco) e vice-e-versa.
  39. 39. Casos mais comuns de erros operacionais A DISTRAÇÃO do operador durante o trabalho pode levar a descontrole da ferramenta e causar acidentes
  40. 40. Casos mais comuns de erros operacionais O EXCESSO DE CONFIANÇA leva o operador a descuidar em cuidados básicos no manuseio de ferramentas . Temos registros de acidente com lixadeiras operadas por ENCANADORES experientes com mais de 10 anos na função O MEDO de perguntar / tirar dúvidas pode levar um funcionário com pouca habilidade a operar a ferramenta de forma insegura .
  41. 41. Operação Segura!Operação Segura! O grandeO grande motivo paramotivo para segurança nosegurança no trabalho podetrabalho pode ser um BEMser um BEM pequeno!pequeno!
  42. 42. VOCÊ SABE O QUE É: ACIDENTE DE TRABALHO ? Acidente de trabalho é uma ocorrência não programada, inesperada ou não, que interrompe ou interfere no processo normal de uma atividade, ocasionando perda de tempo útil e/ou lesões nos trabalhadores e danos materiais Ato Inseguro Comportamento Condição Insegura Ambiente
  43. 43. ESTATÍSTICASESTATÍSTICAS 42% dos casos de esmagamento de dedos ou de mãos (prensas para metalurgia, serras circulares para madeira, tupias e desempenadeiras para madeira, injetoras de plástico, guilhotinas, calandras e cilindros para laminação, motosserras, impressoras de produtos gráficos e máquinas de descorticar e desfibrar sisal, etc) Incidente (quase acidente) é toda ocorrência anormal com potencialidade para provocar perda de tempo útil e/ou lesões nos trabalhadores e danos materiais. (Frank Bird) Lesão grave Lesões leves Danos Materiais Lesão grave Lesões leves Danos Materiais Incidentes (quase Acidentes) OBS.: Frank Bird Jr. É um pesquisador Norte americano que, durante duas décadas, pesquisou e realizou estatísticas de segurança em quase 300 empresas americanas. A pirâmide com os dados acima são chamadas “Pirâmides de Bird”
  44. 44. Acidentes
  45. 45. Acidentes
  46. 46. Acidentes
  47. 47. Acidentes
  48. 48. Riscos no trabalho • POEIRA Gerada na execução do trabalho com esmerilhadeira. Pode causar intoxicação crônica ou aguda. • AR VICIADO Trabalhos em locais confinados, onde não exista circulação de ar e que podem causar asfixia. • RUÍDO Gerado pelo simples funcionamento da máquina e também quando em atrito com a peça a ser trabalhada. Pode causar redução da capacidade auditiva, permanente ou temporária, surdez profissional além de outros males inerentes à exposição ao ruído intenso como irritabilidade, nervosismo, distúrbios gastroentestinais, elevação da pressão sanguínea, dor de cabeça.
  49. 49. Riscos no trabalho • CORPO ESTRANHO NOS OLHOS Causado pela projeção de fagulhas ou mesmo de partículas (rebarbas) geradas na execução da tarefa. • POSIÇÃO INADEQUADA PARA O TRABALHO. Pode causar diminuição da qualidade do serviço, lombalgia, corte, quebra do disco e distensão. • QUEDAS Podem ser causadas por choque elétrico, manuseio inadequado do equipamento, mau posicionamento para execução da tarefa.
  50. 50. U-5 Manutenção Conclusão Lembre-se: “Qualquer um pode operar um equipamento, mas somente operadores treinados consegue fazê-lo com segurança”.

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